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PRONAC 2514052Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Alma Huni Kuin

CONSTANZA PASIAN
Solicitado
R$ 252,5 mil
Aprovado
R$ 252,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 3,0 mil

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Indígenas
Ano
25

Localização e período

UF principal
SC
Município
Florianópolis
Início
2026-03-01
Término
2029-03-01
Locais de realização (1)
Marechal Thaumaturgo Acre

Resumo

ALMA HUNI KUIN é um documentário sensível que revela os saberes e práticas espirituais do povo Huni Kuin na Aldeia Nova Aliança, no Acre. A obra retrata pajés, tecedeiras, agricultores e crianças em comunhão com a floresta e os yuxibus, mostrando a força espiritual que sustenta a vida na aldeia. O projeto inclui o documentário completo, sua exibição em festivais, instituições culturais e escolas, além da disponibilização gratuita no YouTube, promovendo o respeito, a valorização e a preservação dos saberes ancestrais Huni Kuin.

Sinopse

ALMA HUNI KUIN é um documentário sensível e coral que retrata os saberes ancestrais do povo Huni Kuin na Aldeia Nova Aliança, na Amazônia Acreana. O filme mostra como pajés, tecedeiras, agricultores, pescadores, caçadores e crianças vivem em comunhão espiritual com a floresta e os yuxibus (espíritos) da mata, cultivando práticas que fortalecem a cura e a harmonia da comunidade. Destinado a festivais, instituições culturais, escolas e público em geral, o filme também será disponibilizado livremente no YouTube, promovendo o respeito e a valorização da cultura Huni Kuin e a preservação de seus saberes ancestrais. Esse documentário também se propõe como uma forma de proteção e defesa das práticas espirituais e culturais indígenas reconhecidas pela Constituição Federal (Art. 231), registrando as ameaças e transformações que incidem sobre seus territórios, modos de vida e a continuidade de seus saberes ancestrais. Ao revelar a força espiritual que sustenta a vida Huni Kuin, a obra reflete também sobre os desafios da preservação cultural diante de um mundo em mudança.

Objetivos

Objetivo Geral Realizar o documentário Alma Huni Kuin, retratando os saberes, práticas espirituais e modos de vida do povo Huni Kuin da Aldeia Nova Aliança (Acre), para fortalecer a valorização, a visibilidade e a preservação de sua cultura e espiritualidade através da difusão audiovisual. Objetivos específicos • Produzir um documentário etnográfico de 45 minutos em formato digital 4K, com captação direta de som e legendas em português.• Exibir o filme em festivais de cinema, instituições culturais e escolas, ampliando o acesso do público à cultura Huni Kuin.• Disponibilizar o documentário gratuitamente no YouTube, promovendo alcance nacional e internacional.• Realizar tres oficinas introdutórias de realização audiovisual para jovens e adultos da Aldeia Nova Aliança, incentivando a autonomia da comunidade na produção de seus próprios registros e memórias.• Registrar, com sensibilidade e respeito, os cânticos, rituais e práticas cotidianas da aldeia, assegurando a integridade cultural e espiritual da representação.

Justificativa

O documentário Alma Huni Kuin necessita do apoio da Lei de Incentivo à Cultura por se tratar de uma produção independente, de caráter autoral e de difícil viabilização no mercado tradicional, uma vez que aborda uma temática de relevância social e cultural, mas com baixo potencial comercial. O projeto se enquadra nos incisos I, II e IV do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, ao promover o acesso à cultura, valorizar a diversidade cultural brasileira e proteger expressões de grupos formadores da sociedade.De acordo com o Art. 3º da referida lei, o projeto contribui para os objetivos de: • Incentivar a produção e difusão cultural e artística, por meio da realização de um documentário que retrata os modos de vida e saberes espirituais do povo Huni Kuin; • Promover a regionalização da produção cultural, valorizando e difundindo expressões originárias da Amazônia Acreana; • Proteger e preservar as expressões culturais indígenas, assegurando a continuidade de seus modos de criar, fazer e viver; • Estimular a formação cultural, por meio da oficina de realização audiovisual voltada aos jovens da aldeia, fortalecendo sua autonomia na produção de registros e memórias próprias.Dessa forma, o uso do mecanismo é essencial para garantir a execução do projeto, que contribui diretamente para os princípios do PRONAC ao democratizar o acesso à cultura, valorizar a diversidade e fortalecer a identidade cultural brasileira.

Estratégia de execução

Parte dos recursos será destinada à compra de uma placa solar portátil, que permitirá o carregamento dos equipamentos de filmagem e som durante as filmagens na aldeia. Após o término do projeto, o equipamento será deixado como doação para a comunidade Huni Kuin da Aldeia Nova Aliança, ampliando sua autonomia energética e beneficiando atividades locais.Os passagens contemplam o deslocamento de Everton e Constanza de Florianópolis até Cruzeiro do Sul, seguido de alguns dias de viagem de barco até a aldeia. Por isso, é necessário incluir combustível para o trajeto de ida e volta de Yube Nawa, que nos acompanhará e nos buscará durante todo o percurso. Darei tres oficinas introdutórias de realização audiovisual para jovens e adultos da Aldeia Nova Aliança, incentivando a autonomia da comunidade na produção de seus próprios registros e memórias

Especificação técnica

Gênero: Documentário etnográfico / espiritualDuração: 45 minutosFormato de captação: Digital 4KFormato de exibição: Archivo digital (MP4 / H.264 / 4K)Som: Captação direta de som ambiente, cantos e sons naturais. Pós-produção em estéreo 2.0Roteiro e abordagem: Estrutura poética e observacional, sem narração em off, valorizando os gestos, cantos e falas espontâneas da comunidade.Locação: Aldeia Nova Aliança, “Terra Indígena Kaxinawá/Ashaninka do Rio Breu”, Amazônia acreana.Língua original: Hãtxa Kuin e Português (com legendas em português)Produto final: Documentário de média-metragem e disponibilização livre no YouTube.Público-alvo: Festivais de cinema, instituições culturais, escolas, centros de pesquisa e público geral interessado em cultura indígena e espiritualidade.Equipe técnica:Constanza Pasian – Realizadora, Direção, Fotografia, Som Direto e MontagemEverton Camilo Silveira (Biná) – Produtor Cultural, Som Direto e Mediação ComunitáriaYube Nawa – Tradutor e Consultor Cultural Huni Kuin

Acessibilidade

Acessibilidade de Conteúdo: O documentário Alma Huni Kuin será disponibilizado com acesso livre no YouTube, garantindo alcance nacional e internacional. Serão incluídas legendas descritivas em português, permitindo que pessoas com deficiência auditiva ou visual tenham acesso às informações sobre diálogos, cantos, sons da floresta e ações visuais relevantes.

Democratização do acesso

O documentário Alma Huni Kuin será distribuído de forma gratuita e aberta, com disponibilização integral no YouTube, garantindo acesso nacional e internacional a todos os públicos. Além disso, o projeto prevê exibição em festivais de cinema, instituições culturais e escolas, ampliando o alcance para diferentes comunidades e contextos educacionais.Como medidas adicionais de ampliação de acesso, serão realizadas oficinas introdutórias de realização audiovisual para jovens e adultos da Aldeia Nova Aliança, fortalecendo a autonomia da comunidade na produção de seus próprios registros e memórias. O projeto também prioriza a inclusão de legendas descritivas, tornando o conteúdo acessível a pessoas com deficiência auditiva e visual.

Ficha técnica

Storyline: Em meio à floresta acreana, a aldeia Huni Kuin Nova Aliança resiste e floresce. Entre cantos sagrados, rezas, caça, cultivo e artesanato, o filme acompanha o pulsar da vida e da espiritualidade de um povo que cura o corpo e o espírito em comunhão com a mata. Alma Huni Kuin é um retrato poético da força ancestral que conecta humanos, terra e espíritos — uma celebração da continuidade e da proteção de seus saberes diante das transformações do mundo.Constanza Pasian – Documentarista Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidad Nacional del Nordeste (Argentina) e Técnica em Meios Audiovisuais e Fotografia pela Universidad Nacional de Misiones (Argentina). Sua formação combina conhecimentos científicos e artísticos, com foco em registros audiovisuais que exploram as relações entre corpo, cultura e território. Com uma trajetória dedicada à conservação de espécies e ambientes, realiza de forma independente documentários com temáticas ambientais e sobre povos com profunda ligação com a natureza. Vive no Brasil desde 2024, onde desenvolve uma atuação audiovisual sensível e comprometida com o território. Ao chegar, morou na aldeia Mbya Guarani Pira Rupa, onde realizou registros audiovisuais para a própria comunidade. Desde então, segue produzindo vídeos para instituições, coletivos culturais e empreendimentos locais, especialmente em Imbituba (SC). Atualmente trabalha no projeto “Axé, Fé e Resistência”, série documental contemplada pelo Procult Imbituba, que retrata terreiros de matriz africana no município. Atua como diretora de fotografia, camerawoman e montadora. Também codirige a longa-metragem documental Cançiones Urgentes, um filme sobre música e resistência indígena no nordeste da Argentina, declarado de interesse pela Direção de Cultura da Província de Misiones e premiado pelo IAAviM e pelo INCAA. Sua linguagem une sensibilidade artística e uma abordagem respeitosa, focada em escutar e amplificar vozes de grupos e territórios invisibilizados.Everton Camilo Silveira (Biná) – Artesão e Facilitador Cultural Everton Camilo Silveira, conhecido na etnia Huni Kuin pelo nome de batismo Biná, que significa “Marimbondo”, mantém contato direto com a cultura e os costumes Huni Kuin desde 2021, quando conheceu a Aldeia Segredo do Artesão, no Acre. Desde então, tem aprofundado seus conhecimentos e a espiritualidade da comunidade conforme sua capacidade e permissão.Trabalha como artesão independente desde 2014, com foco no reaproveitamento de madeiras de demolição para a construção de móveis e peças artísticas. Além disso, atua na produção de instrumentos sagrados, como maracás, tepis (aplicador da medicina do rapé) e kuripes (autoaplicador da medicina do rapé).Biná também participa do Projeto Movimento Beija-Flor, que utiliza arte, integração cultural e conscientização sobre alimentação saudável como ferramentas de cura e expansão da consciência. Sua atuação combina prática artesanal, espiritualidade e compromisso com a preservação cultural. Yube Nawa – Cacique de Nova AliançaCacique da Aldeia Nova Aliança desde 2016, Yube Nawa é líder espiritual e guardião dos saberes ancestrais Huni Kuin. Conduz práticas de cura com plantas sagradas da floresta e percorre diferentes regiões do Brasil desde 2020 — incluindo Acre, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Tocantins — compartilhando seus conhecimentos e levando os artesanatos produzidos em sua comunidade, contribuindo para fortalecer sua aldeia. Yube Nawa participa neste projeto como nosso guia e tradutor, assegurando que as tradições e práticas espirituais da Aldeia Nova Aliança sejam documentadas e apresentadas com rigor, sensibilidade e respeito, permitindo a interpretação e registro mais fiel possível do conhecimento e da cultura de seu povo. Proposta estética A narrativa visual de Alma Huni Kuin privilegia a luz natural, as texturas e cores vivas da floresta, do barro, do fogo e dos colares e cocares, compondo um universo sensorial onde a floresta é protagonista. A câmera se desloca com fluidez entre planos longos e envolventes, combinada com planos fechados, detalhes e primíssimos primeiros planos que aproximam o espectador da intimidade dos gestos cotidianos, dos rituais e das práticas espirituais. As mãos, os instrumentos sagrados (maracás, tepis, kuripes), os cocares e colares, os rostos concentrados e os cantos são registrados com atenção cuidadosa, como elementos que revelam a relação profunda da comunidade com o mundo natural e espiritual.A captação será feita com câmera em mão, utilizando a estabilização própria do equipamento para preservar a leveza e a naturalidade dos movimentos. O gimbal será empregado apenas em seguimentos de caminhadas, quando necessário, evitando o uso de equipamentos muito grandes que possam interferir na espontaneidade das imagens — decisão que será ajustada conforme o contexto de filmagem.A captação sonora é orgânica e imersiva: os cantos sagrados, o crepitar do fogo, o canto das aves locais e os murmúrios da floresta compõem a trilha acústica principal. O silêncio também tem lugar, tornando-se parte do ritmo meditativo do filme. A espacialidade do som aproxima o espectador da aldeia, dos rituais e da própria presença da floresta.O filme busca transmitir a espiritualidade Huni Kuin: cada gesto, cada canto, cada objeto é carregado de significado e cuidado, manifestando a harmonia entre humanos, animais, plantas e espíritos da mata. Luz, detalhes visuais e som trabalham juntos para criar uma experiência sensorial completa, que convida o espectador a vivenciar não só a rotina da aldeia, mas também sua dimensão simbólica e espiritual. Cada aspecto da vida na aldeia — seja a caça, a pesca, a agricultura ou outros rituais — será explorado através do retrato de uma pessoa em particular, tornando o filme uma espécie de obra coral. A câmera acompanha cada personagem em suas atividades, permitindo que o espectador vivencie sua rotina de forma íntima e imersiva. Quando o personagem quiser falar e explicar o que está fazendo, isso será registrado; caso contrário, a abordagem será observacional, privilegiando o acompanhamento silencioso e o seguimento em plano contínuo de seus gestos e ações. Além disso, buscarei que cada história se conecte à seguinte de alguma forma, seja por meio de um objeto ou de uma pessoa que faça a ligação entre as cenas. Por exemplo, uma mulher que termina de fazer uma cesta pode, na cena seguinte, ser seguida por um homem que leva sementes de milho nessa mesma cesta até o local de plantio, criando uma continuidade narrativa visual entre os momentos do cotidiano da aldeia, sugirindo que tudo e todos estao conectados.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.