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Turnê nacional por 11 capitais do musical MINHA ESTRELA DALVA, em homenagem a uma das maiores cantoras do Brasil, Dalva de Oliveira. A proposta celebra ainda os 90 anos de vida e 68 de carreira de Renato Borghi, autor do texto. A peça tem como foco a relação entre Renato Borghi (fã) e Dalva (seu ídolo). A partitura musical mescla o repertório clássico de Dalva com canções de Brecht e Kurt Weil. - Workshop sobre a importância de Dalva de Oliveira para a Música Popular Brasileira e o legado do ator Renato Borghi para o teatro brasileiro, que aos 90 anos de vida continua na ativa produzindo e fazendo história, como ação formativa cultural da contrapartida social.
Renato Borghi encenava NA SELVA DAS CIDADES, de Bertolt Brecht, montagem icônica do TEATRO OFICINA, companhia fundada pelo ator em 1958, quando conheceu Dalva de Oliveira, pessoalmente, no mítico Restaurante Gigetto, em São Paulo, no ano de 1969. Renato chegou a propor à cantora um show em que Dalva de Oliveira interpretaria canções de Brecht e Kurt Weil. Infelizmente, a morte da estrela impediu que o projeto fosse levado adiante. O show imaginado por Borghi é uma das inspirações que tornam MINHA ESTRELA DALVA um musical diferente: em uma noite de inverno, no final dos anos 60, Renato visita Dalva no camarim de uma casa noturna decadente de São Paulo, onde a cantora faz um pequeno show para poucos espectadores. Daí em diante, Dalva de Oliveira e Renato Borghi embarcam em uma viagem ao passado glorioso da Rainha da Voz e também enveredam pelo rico imaginário do ator em relação à sua musa.Além das canções clássicas de seu repertório, como “Que será?”, “Ave Maria no Morro”, “Tudo Acabado, “Errei sim” e “Bandeira Branca”, Dalva também cantará as belíssimas músicas da dupla Brecht/Weil, como “Surabaya Jonny”, “Balada da Dependência Sexual” e “Jenny dos Piratas”. Borghi também imaginou sucessos de Billie Holliday, Beatles e David Bowie na voz e interpretação únicas de Dalva. A incursão pela fantasia do que a cantora poderia ter gravado dá a dimensão da originalidade que a nova proposta pretende alcançar. Assim como em “Vestido de Noiva”, peça de Nelson Rodrigues que inaugurou o moderno Teatro Brasileiro, o texto se desdobra nos planos da Memória, da Realidade e do Delírio, em uma verdadeira declaração de amor de Renato Borghi por sua Estrela Dalva. MINHA ESTRELA DALVAClassificação indicativa etária: indicação a partir de 16 anos). Duração: 120 minutos
OBJETIVOS GERAIS:- Exaltar, através do espetáculo, a memória da Música Popular Brasileira, apresentando ao público o rico repertório de Dalva de Oliveira, a Rainha da Voz;- Apresentar ao público a rica trajetória teatral do ator Renato Borghi;- Descentralizar a circulação dos bens culturais no país;- Renovar a linguagem do Musical Brasileiro ao mesclar o cancioneiro popular brasileiro a canções de Brecht e Kurt Weil;- O desenvolvimento de um trabalho qualificado e sua produção;- Gerar empregos e renda na área teatral;- Facilitar e ampliar a inserção sócio-cultural do público em geral;- Contribuir para a formação de plateia.- Promover a inclusão social e cultural através de ações voltadas a portadores de necessidades especiais;- Promover a inclusão social e cultural através de sessões gratuitas do espetáculo voltadas ao público de baixa renda, professores e estudantes da rede pública de ensino;- Realizar projeto teatral com dramaturgia de qualidade e linguagem de fácil acesso, direcionada ao público em geral;- Trazer ao palco um espetáculo de qualidade artística com equipe de renomados profissionais especializados no fazer artístico.OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - 33 apresentações do espetáculo MINHA ESTRELA DALVA em circulação por 11 cidades brasileiras - (são Paulo, Salvador, Aracaju, Maceió, João Pessoa, Natal, Teresina, Belém, Manaus, Goiânia e Cuiabá). Cada cidade receberá três sessões do espetáculo;- Um bate papo entre público e elenco em cada cidade transmitidos ao vivo pelas redes sociais;- Um workshop ministrado por integrantes da equipe técnica voltado para aprendizes e profissionais das artes cênicas.
A solicitação de apoio ao projeto junto a Lei de Incentivo à Cultura se justifica pelo fato de que a Lei de Incentivo é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível a sua existência para democratizar a cultura em todo o País.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3º da Lei 8313/91): II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de espetáculos de artes cênicas;Este projeto é um tributo a uma das maiores cantoras do Brasil, Dalva de Oliveira. A proposta celebra ainda os 90 anos de vida e 68 de carreira de Renato Borghi, autor do texto. A peça tem como foco a relação entre Renato Borghi (fã) e Dalva (seu ídolo). A partitura musical mescla o repertório clássico de Dalva com canções de Brecht e Kurt Weil. Além das apresentações regulares do espetáculo, haverá ações de democratização de acesso (incluindo aquelas voltadas a pessoas com necessidades especiais)"É a maior cantora popular Brasileira". (Heitor Villa Lobos)"Um dia as pessoas vão descobrir que Dalva de Oliveira é a nossa Billie Holiday". (Elis Regina)"Não vejo nenhuma cantora que se assemelhe a ela. Suas seguidoras são todas as cantoras do Brasil. Tivemos a benção de através dela entender a cantar o amor, mas ninguém chegou nem perto dela. É a maior cantora do Brasil". (Maria Bethânia)"Ela foi a nossa Edith Piaf, a voz mais emocionante do Brasil e a mais Brasileira de todas." (Cauby Peixoto)"Dalva foi a maior intérprete da música Brasileira de todos os tempos." (Luiz Gonzaga)A lista de comentários tecidos pelos artistas mais influentes de nossa música poderia estender-se indefinidamente. Não há como calcular o brilho exercido até hoje pela Estrela Dalva sobre a cultura do país. Como bem destacaram Elis e Cauby: Dalva é nossa Piaf, nossa Billie Holiday; a cantora-matriz de toda a MPB. Mesmo as gerações mais recentes, que nasceram muitos anos após sua morte, não ficam indiferentes diante de apenas algumas poucas estrofes de seus grandes sucessos.É como se a voz de Dalva tivesse ficado impressa no imaginário coletivo. Os mais jovens podem não saber o nome da canção ou da cantora, mas reconhecem a música e a voz, ainda que não saibam de onde.Trata-se de um daqueles fenômenos raros, quando a marca de um artista se torna tão onipresente que acaba por fundir-se com o ambiente cultural, como algo natural, que sempre tivesse estado ali.Portanto, este projeto propõe o resgate, não de uma parte desconhecida de nossa história, mas sim, de uma memória musical que transcendeu décadas e permanece viva nas pessoas.A turnê de MINHA ESTRELA DALVA é tão somente o despertar desta memória no país.Preservar o legado de Dalva e transmiti-lo adiante é uma missão da qual não podemos nos furtar se quisermos viver em um país que valoriza seus talentos, suas realizações, sua beleza.O mesmo raciocínio se aplica a Renato Borghi. A trajetória do ator se confunde com a própria história do Teatro Brasileiro Moderno: foi espectador do Teatro de Revista, das grandes companhias da Cinelândia, do TBC, do Arena; fundou o Teatro Oficina e foi o grande responsável pela montagem de "O Rei da Vela", obra seminal da linguagem cênica contemporânea no Brasil; Borghi ainda foi uma das presenças mais atuantes nos palcos que resistiram à ditadura militar; sagrou-se também como dramaturgo, com textos de enorme êxito e repercussão, como "Lobo de Ray Ban " e "Estrela Dalva". Prestes a completar 90 anos de vida, o ator segue renovando-se com sua atual companhia, o Teatro Promíscuo, nascida, em 1993, da parceria com o ator e diretor Elcio Nogueira Seixas.Em suma, o projeto MINHA ESTRELA DALVA é a multiplicação das influências e realizações de dois grandes nomes da cultura nacional e seu significado para o Teatro e a Música Popular no Brasil. Em especial, será um presente para os velhos fãs de Dalva que há quase 40 anos transformaram o Teatro João Caetano no Rio em templo de peregrinação quando da exitosa montagem de "A Estrela Dalva", com a inesquecível Marília Pêra. O espetáculo de 1987 foi uma das maiores bilheterias da época. Será um presente também para os novos fã-clubes da cantora, que não param de crescer desde que a internet permitiu fácil acesso ao rico acervo de canções da Rainha da Voz (através do Youtube e redes sociais). Os jovens que não cresceram ouvindo Dalva, mas que a estão descobrindo agora, terão o privilégio de ver o mito encarnado em uma das atrizes/cantoras mais talentosas do Teatro Musical Brasileiro: Soraya Ravenle.
O projeto propõe o uso de inteligência artificial como ferramenta auxiliar na criação de conteúdos específicos para diversos públicos nas redes sociais, assim como para o rastreamento de dados que ajudem no aprimoramento das estratégias de divulgação com objetivo de ampliar o alcance da proposta. Este projeto prevê a destinação de 2% da renda de sua bilheteria a projetos de reflorestamento na Amazônia e na Mata Atlântica. Outros 2% serão destinados a ONGs especializadas na instalação de purificadores de água e banheiros comunitários em áreas sem saneamento básico. Em todas as cidades contempladas pelo projeto, os técnicos dos espetáculos oferecerão oficinas de cenografia, iluminação e design de som, com foco nos jovens negros e mulheres que pretendam especializar-se nestas áreas. Eles serão convidados a participar da montagem e desmontagem dos espetáculos. Este projeto beneficiará uma série de pequenos negócios, como ateliês de costura, cenotecnia e adereços, locadoras de equipamentos, restaurantes próximos aos teatros, entre outros. O projeto deverá criar mais de 50 empregos diretos entre atores, diretores, músicos, coreógrafos, cenógrafos, figurinistas, iluminadores, cenotécnicos, contrarregras, camareiras, técnicos de luz e som, produtores, assessores de imprensa e mídias sociais, designers gráficos e criadores audiovisuais. Projetos de reciclagem urbana receberão 1% da renda de bilheteria a ser arrecadada pelo projeto. Haverá especial atenção para direcionar os recursos a projetos ligados a cooperativas de reciclagem que congreguem grande número de trabalhadores. O projeto prevê que a renda arrecadada seja reinvestida em novos projetos da Tablado no Norte e Nordeste do país. São Paulo será a nossa base de pré-produção, onde também faremos três apresentações preparatórias para a turnê.
Espetáculo com 120 min de duração. Ingressos nomais: 120,00 e 60,00 Ingressos promocionais: 50,00 e 25,00
PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS - CIRCULAÇÃO ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO - Os teatros escolhidos para as apresentações do espetáculo deverão, necessariamente, ser equipados com rampas de acesso, e instalações sanitárias adequadas para atender às necessidades de idosos, portadores de deficiência física e usuários de cadeiras de rodas, bem como local apropriado para sua acomodação na plateia, atendendo, assim, ao disposto no art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06, que diz “proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do art. 23, da Lei nº 10741, de 1º de outubro de 2003, e portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 46, do Decreto 3298, de 20 de dezembro de 1999”.detalhar quais serão as medidas adotadas. Item do orçamento: Locação de teatro ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Disponibilizaremos qrcode com a audiodescrição de cenário e figurinos do espetáculo para os deficientes visuais em todas as sessões da peça em cada cidade, devidamente informadas no material de divulgação. Isso por que algumas cidades brasileira não dispõem desse serviço local. Item orçamentário - audiodescrição e locação de equipamentos ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Ofereceremos um tradutor de linguagem em libras da peça em todas as sessões, todas devidamente informadas no material de divulgação. Item orçamentário - Intérpretes em libras ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Assistência pessoal para conduzir o espectador até o seu local na plateia e reserva de lugares (com acompanhante) nos corredores, perto da saída de emergência; atendimento preferencial, priorizando a entrada antecipada, evitando filas de espera e desconforto com aglomeração. Item orçamentário - Monitor PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL - BATE PAPO/WORKSHOP ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os teatros serão devidamente equipados com rampas de acesso e instalações sanitárias adequadas para atender às necessidades de idosos, portadores de deficiência física e usuários de cadeiras de rodas, bem como local apropriado para sua acomodação na plateia e de seu acompanhante. Item do orçamento: Locação de teatro ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Também ofereceremos um tradutor de linguagem em libras nas palestras oferecidas na contrapartida social que ocorrerão nas cidades, devidamente informadas no material de divulgação. Item do orçamento: Intérpretes de libras ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Assistência pessoal para conduzir o participante das palestras até o seu local na plateia. Item do orçamento: Monitores ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Por se tratar de palestras com apenas falas, não vimos a necessidade da audiodescrição, mas o palestrante mencionará como estará situado no palco. O monitor também conduzirá o espectador até seu local na plateia, assegurando a reserva de lugar no corredor, perto da saída de emergência; igualmente priorizando a entrada antecipada, evitando filas de espera e desconforto com aglomeração. Item do orçamento: Monitores Dessa forma, atenderemos as regras básicas dos arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015, art. 46 do Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999 e do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, a fim de proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas e portadoras de deficiência.
A fim de alcançar um público heterogêneo, advindo de diversas regiões da cidade, de variadas condições socioeconômicas e diferentes níveis educacionais, disponibilizaremos conforme plano de distribuição: Art. 29. O plano de distribuição da proposta deve prever medidas de democratização do acesso aos produtos, bens, serviços e ações culturais produzidos, contendo as estimativas da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. V – 50% dos ingressos comercializados a valores de R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia entrada) E atendendo a IN nº 11 de 30 de janeiro de 2024: Art. 30. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto inciso II do art. 29, totalizando 20% (vinte por cento); III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; X - oferecer bolsas de formação, inserção e difusão para o mundo do trabalho em cultura voltadas para a pesquisa e a qualificação técnica, artística e cultural, que alcancem públicos prioritários e vulneráveis.
FICHA TÉCNICA CRIAÇÃO E DIREÇÃOIdealização: Renato Borghi e Elcio Nogueira SeixasDramaturgia: Renato BorghiDireção: Elcio Nogueira Seixas e Elias AndreatoAssistência de Direção: Regina França ELENCORenato BorghiSoraya RavenleIvan Vellame+ 11 integrantes entre elenco e músicosMÚSICA E SONOPLASTIADireção Musical e Arranjos: William Guedes CENOGRAFIA E FIGURINOCenografia: Márcia MoonFigurinista: Fábio Namatame ILUMINAÇÃO E PALCODesenho de luz: Wagner PintoProdução de luz: Carina TavaresAssistência de luz: Gabriel GreghiCenotécnico e Direção de Palco: Marcio Zunhiga (Espirro)Contrarregragem: Anderson Conceição e Diego DacCamareira: Maria da Graças e mais uma camareira a definir PRODUÇÃODireção de Produção: Lukas CordeiroProdução Executiva: Camila Bevilacqua COMUNICAÇÃOAssessoria de Imprensa: Eduardo BarataProjeto Gráfico: Werner Schulz MÍDIAS DIGITAISGestão de Mídias Sociais: Fernanda FernandesGestão de Tráfego: Thiago Marques ASSESSORIA E ADMINISTRATIVOAssessoria Jurídica: Carolina WanderleyContabilidade: Fato Assessoria ContábilO dirigente do proponente, Lukas da Silva Cordeiro, será o Diretor de Produção do espetáculo.Minibiografias de Artistas de Teatro BrasileirosRenato BorghiRenato de Castro Borghi nasceu no Rio de Janeiro em 30 de março de 1937. Embora carioca de nascimento, radicou-se em São Paulo, onde se formou em direito em 1960 pelo Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Estreou profissionalmente em 1958 no Rio de Janeiro na montagem de Sérgio Cardoso Chá e Simpatia.Em 1961, tornou-se um dos sócios fundadores do Teatro Oficina ao lado de José Celso Martinez Corrêa, onde desempenhou papel fundamental na condução dos rumos artísticos do grupo. No Oficina, realizou trabalhos que marcariam para sempre o teatro brasileiro, como Pequenos Burgueses, Andorra, O Rei da Vela, Galileu Galilei e Na Selva das Cidades.Nos anos 1970, fundou o Teatro Vivo com Esther Góes e produziram espetáculos de forte impacto no chamado "Teatro de Resistência à Ditadura Militar", entre eles O Que Mantém Um Homem Vivo? e Mahagonny de Brecht, Murro em Ponta de Faca de Augusto Boal, Um Grito Parado no Ar de Gianfrancesco Guarnieri e Calabar de Chico Buarque e Ruy Guerra.Nos anos 1990, fundou o grupo Teatro Promíscuo com o ator e diretor Elcio Nogueira Seixas. Como autor, escreveu peças como O Lobo de Ray-Ban (com Raul Cortez e Christiane Torloni), o musical A Estrela Dalva (protagonizado por Marília Pêra) e A Cadela de Vison. Ganhou três prêmios Molière e todos os grandes prêmios do teatro brasileiro como melhor ator e autor.Soraya RavenleSoraya Ravenle, nome artístico de Soraya Jarlicht, nasceu em Niterói em 28 de novembro de 1962. Filha de imigrantes poloneses judeus que vieram para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial, é irmã da cantora Ithamara Koorax. Graduou-se em 1986 no curso de formação de atores da Escola Calouste Gulbenkian.Estreou no teatro neste mesmo ano de 1986 em A Estrela Dalva, de Renato Borghi, onde Soraya participava do coro do espetáculo protagonizado por Marília Pêra. Na televisão, estreou em 1988 na novela Vale Tudo da Rede Globo.Soraya é considerada referência artística no teatro musical brasileiro, estando nos palcos quase ininterruptamente desde 1986. Protagonizou mais de 20 musicais, como Dolores (pelo qual ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz em 1999), South American Way – Carmen Miranda, o Musical, Ópera do Malandro em Concerto, O Violinista no Telhado e Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos. Pertenceu ao grupo Arranco de Varsóvia, com quem gravou dois discos. Em 2011, lançou carreira solo como intérprete de MPB com o álbum Arco do Tempo, dedicado ao letrista Paulo César Pinheiro.Elias AndreatoElias Vicente Andreato nasceu em Rolândia, Paraná, em 8 de março de 1955. Filho de uma família pobre de seis irmãos, migrou para São Paulo ainda criança, onde a família se instalou em um cortiço no bairro Vila Anastácio. É irmão do ilustrador Elifas Andreato.astrosemrevista.O início de Elias nas artes foi na adolescência no grupo de teatro amador Núcleo Expressão, sediado em Osasco, onde conheceu a atriz Juçara Morais. Trabalhou como contrarregra e faz-tudo em espetáculos antes de estrear profissionalmente em um pequeno papel na remontagem de Pequenos Burgueses, de Máximo Gorki, sob direção de Renato Borghi, em 1977.No início dos anos 1990, encontrou grande sucesso nos elogiados monólogos Van Gogh e Oscar Wilde, iniciando uma profícua carreira como diretor de espetáculos, especialmente monólogos. Dirigiu grandes nomes do teatro brasileiro como Esther Góes, Juca de Oliveira, Irene Ravache, Paulo Autran e Maria Bethânia.Ganhou os prêmios Shell e APCA de melhor ator em 1990, e o Prêmio IBEU de melhor direção em 1996. Em 2019, sua trajetória foi registrada no livro Elias Andreato – A Máscara do Improvável, escrito pelo jornalista Dirceu Alves Jr.Elcio Nogueira SeixasElcio Nogueira Seixas, também conhecido apenas como Élcio Nogueira no início da carreira, trabalhou com José Celso Martinez Corrêa e Antunes Filho antes de fundar, em 1993, o Grupo Teatro Promíscuo com Renato Borghi.Como ator da companhia, protagonizou Édipo de Tebas (1996) e Galileu Galilei (1998), ambos com direção de Cibele Forjaz. Em 2002 e 2003, foi idealizador, curador e ator das duas edições da Mostra de Dramaturgia Contemporânea no Teatro Popular do Sesi, trabalho pelo qual ganhou os Prêmios Shell e APCA.É também diretor e dramaturgo, tendo mais de 30 anos de parceria com Renato Borghi à frente do Teatro Promíscuo. Em 2016, atuou na peça Fim de Jogo, sob direção de Isabel Teixeira. É autor do livro Borghi em Revista, da Coleção Aplauso.William GuedesWilliam Guedes é regente, compositor de trilhas sonoras, preparador vocal e diretor musical. Desenvolve pesquisa sobre a expressão vocal e a música no teatro.Seu trabalho como diretor musical pode ser visto em produções como Um Grito Parado no Ar, nova montagem realizada pelo Teatro do Osso em 2025, com músicas originais compostas por Jonathan Silva criadas especialmente para o espetáculo. Também assinou a orientação vocal de Havia um País Aqui Antes do Carnaval.Seu trabalho em Pai contra Mãe ou Você está me Ouvindo? foi destacado pela crítica, com sua música reivindicando escuta e desestabilizando certezas, sendo particularmente emblemática a composição Quem manda no mundo não muda.Márcia MoonMárcia Moon é cenógrafa teatral e arquiteta formada pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo).Seu trabalho cenográfico se destaca pela criação de espaços minimalistas e simbólicos. Em O Papel de Parede Amarelo e Eu, com Gabriela Duarte, criou uma prisão transparente com diferentes tipos de papel que interagem com o corpo da atriz, representando tanto uma prisão invisível quanto um espaço de libertação. A cenografia foi pensada para destacar o caráter universal do texto, mostrando como ele continua relevante para diferentes gerações.Entre seus trabalhos estão também Quase Infinito, com música original de Marcelo Pellegrini, Fome.Doc, dando continuidade às pesquisas de trabalhos anteriores, e Labirinthos, em parceria com Leonardo Antunes. Seu trabalho em O Papel de Parede Amarelo e Eu recebeu indicação ao CENYM 2025.Wagner PintoWagner da Conceição Pinto nasceu em Recife, Pernambuco, em 1965, mas foi registrado no Rio de Janeiro, onde viveu até os 21 anos. Posteriormente mudou-se para São Paulo, onde reside há mais de 30 anos.Iniciou sua carreira em 1982, aos 17 anos, como assistente de iluminação de Aurélio de Simoni e Luiz Paulo Nenen no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro. Sua mãe, Ilda Maria (conhecida como Sônia), era camareira de teatro. Sua formação foi prática, sob a orientação de Aurélio de Simoni e Neném, que ele considera seus "pais" na profissão.A partir de 1984, iniciou colaboração fundamental com o diretor Gerald Thomas, tornando-se lighting designer da Companhia de Ópera Seca. Trabalhou em produções marcantes como Quatro Vezes Beckett, Quartett, Eletra com Creta e Navio Fantasma.Em 2010, venceu o prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem de Melhor Iluminação por Quem Tem Medo de Curupira?. É sócio da A2 Lighting Design e reconhecido como um dos principais iluminadores cênicos do Brasil.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.