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PRONAC 2514144Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Sinfonia Singular

HEYDOC PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 1,50 mi
Aprovado
R$ 1,50 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Instrumental
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
GO
Município
Goiânia
Início
2026-03-01
Término
2026-10-30
Locais de realização (5)
Fortaleza CearáBrasília Distrito FederalBelém ParáRio de Janeiro Rio de JaneiroFlorianópolis Santa Catarina

Resumo

Sinfonia Singular é um espetáculo musical protagonizado pelo DJ autista HeyDoc!, em parceria com o maestro e violoncelista Nilson Magalhães, que une música eletrônica e erudita em uma experiência artística sensorial e inclusiva. O projeto realizará uma circulação nacional em 2026, com cinco apresentações gratuitas e acessíveis nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belém (PA), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). Após cada concerto, serão promovidas rodas de conversa abertas ao público, aprofundando o diálogo sobre arte, neurodiversidade e inclusão. Todas as ações contarão com recursos de acessibilidade, intérprete de Libras, linguagem clara, sinalização visual e áreas de descompressão, e terão seus registros disponibilizados gratuitamente nas redes sociais, ampliando o alcance da proposta e fortalecendo a representatividade de artistas neurodivergentes nos palcos brasileiros.

Sinopse

O projeto Sinfonia Singular é um espetáculo musical inovador que promove o encontro inédito entre o universo da música eletrônica, representado pelo DJ autista HeyDoc!, e a tradição erudita, conduzida pelo Maestro e Violoncelista Nilson Magalhães. O trabalho é uma experiência artística, sensorial e inclusiva que visa valorizar a neurodiversidade, ampliar a representatividade de artistas autistas no cenário nacional e democratizar o acesso à cultura.Produto: Apresentação MusicalO espetáculo tem duração média de 70 minutos e é estruturado como uma fusão estética e sonora. A performance é um diálogo entre as batidas e texturas da música eletrônica e os arranjos harmoniosos do violoncelo e orquestrações eruditas. Essa combinação cria uma narrativa musical que é, ao mesmo tempo, sensorialmente rica e socialmente engajada.Serão realizadas 5 apresentações presenciais e gratuitas em cidades de diferentes regiões do país: Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belém (PA), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC), com público estimado em 3.000 pessoas. O objetivo é a descentralização cultural e a formação de públicos diversos.O espetáculo é concebido com princípios de acessibilidade plena e neuroinclusão. A ambientação sensorial é adaptada, com controle rigoroso da intensidade sonora e da iluminação para evitar estímulos excessivos (hipersensibilidade). Os locais de apresentação contarão com áreas de descompressão (espaços silenciosos e seguros para pausas), sinalização visual clara e intérprete de Libras.O registro completo da circulação (vídeos, fotos e peças institucionais) será produzido e disponibilizado gratuitamente nas redes sociais, com foco em acessibilidade de conteúdo (Libras, linguagem clara, legendas), ampliando a difusão do projeto.Produto: Curso/Oficina/CapacitaçãoComo complemento educativo e social do espetáculo, serão promovidas 5 rodas de conversa interativas, realizadas imediatamente ao final de cada apresentação, com duração aproximada de 40 a 50 minutos.O tema central é o aprofundamento do diálogo sobre Arte, Neurodiversidade e Inclusão. As rodas funcionam como um espaço de escuta e reflexão, onde os artistas (DJ HeyDoc! e Nilson Magalhães) e convidados locais (especialistas, educadores, familiares e agentes culturais) compartilham processos criativos, trocam estratégias de acolhimento e consolidam o debate público sobre a inclusão de pessoas autistas na vida cultural.

Objetivos

Objetivo Geral Promover o protagonismo de artistas neurodivergentes e a valorização da diversidade por meio da circulação nacional do espetáculo Sinfonia Singular, que une música eletrônica e erudita em uma experiência acessível e sensorial, ampliando o acesso à cultura, estimulando o diálogo sobre neurodiversidade e fortalecendo a representatividade de pessoas autistas nos palcos brasileiros. Objetivos Específicos Produto Apresentação Musical- Realizar 5 apresentações presenciais e gratuitas do espetáculo Sinfonia Singular, nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belém (PA), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). - Alcançar um público total estimado de 3.000 pessoas nas apresentações, garantindo experiências sensoriais adaptadas e acessíveis.- Produzir e disponibilizar, atraves das redes sociais, o registro completo da circulação (vídeos, fotos e peças institucionais), com foco em acessibilidade de conteúdo e difusão digital gratuita. Produto Curso/Oficina/Capacitação- Promover 5 rodas de conversa interativas, uma em cada cidade, ao fim das apresentações, envolvendo artistas, público e especialistas em debates sobre arte, inclusão e neurodiversidade. - Garantir acessibilidade plena em 100% das ações, com intérprete de Libras, sinalização visual, linguagem acessível e áreas de descompressão, assegurando a participação de pessoas com TEA e demais condições de neurodiversidade.

Justificativa

O projeto Sinfonia Singular nasce do encontro entre linguagem artística e compromisso público: ao unir um DJ autista, o DJ HeyDoc! e um maestro e violoncelista Nilson Magalhães num mesmo palco, propõe uma escuta que é, ao mesmo tempo, estética e social. A escolha pela fusão entre eletrônica e erudita responde a um desafio recorrente em políticas culturais: como ampliar o acesso, formar públicos diversos e sustentar a presença de artistas neurodivergentes nos circuitos formais de programação. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 1 em cada 100 crianças está no espectro do autismo — marcador que, embora global, ajuda a dimensionar a necessidade de iniciativas contínuas de inclusão e fruição cultural acessível. Nos Estados Unidos, levantamentos recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam prevalência ainda maior, chegando a 1 em cada 31 crianças de 8 anos, o que reforça a urgência de ambientes culturais previsíveis, sinalizados e acolhedores para famílias e pessoas com TEA. No campo das evidências, a literatura internacional aponta ganhos relevantes quando a música é mediadora de interações para pessoas autistas. Uma revisão sistemática conduzida pela Cochrane concluiu que a musicoterapia provavelmente se associa a melhora global, qualidade de vida e redução da gravidade dos sintomas ao final das intervenções. Outras meta-análises também descrevem efeitos positivos em habilidades sociais e comunicacionais. Embora Sinfonia Singular não seja um programa clínico, ele se beneficia desse corpo de evidências ao estruturar uma experiência sensorial com previsibilidade, informação prévia ao público e recursos de mediação, e ao promover rodas de conversa pós-espetáculo que ampliam repertório, trocam estratégias de acolhimento e consolidam a dimensão educativa do encontro. A proposta se ancora também em diretrizes contemporâneas de cultura e direitos. A Lei 12.764/2012 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA) e a Lei Brasileira de Inclusão _ LBI, nº 13.146/2015 consolidam o dever de eliminar barreiras e assegurar participação plena na vida cultural. Em escala global, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, ratificada pelo Brasil com equivalência constitucional, sublinha acesso e inclusão como pilares de políticas culturais, chamando atenção para a obrigação de remover barreiras e para o papel transformador das artes na cidadania cultural. Nesse mesmo horizonte, a UNESCO reforça que a diversidade cultural e o acesso universal à cultura são fundamentos de desenvolvimento social sustentável. Sinfonia Singular se alinha a esse paradigma ao prever ambientação sensorial adaptada, área de descompressão, linguagem clara, sinalização objetiva e intérprete de Libras em 100% das ações. No panorama brasileiro, há referências inspiradoras que comprovam viabilidade e pertinência de ações acessíveis em música: os Concertos Acessíveis da Osesp/Sala São Paulo, que oferecem audiodescrição, Libras e mediações; iniciativas municipais e orquestrais com foco em TEA, como os concertos adaptados de Maceió; além de projetos como o Concerto Azul, que reposicionam pessoas autistas como protagonistas de experiências musicais. Sinfonia Singular dialoga com esse ecossistema, mas acrescenta um recorte artístico original (eletrônica + erudita) e uma estratégia de circulação inter-regional, Sudeste, Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul, combinada a rodas de conversa pós-apresentação que ancoram o debate público sobre neurodiversidade. A escolha das cinco cidades, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Fortaleza e Florianópolis, responde a dois critérios:descentralização territorial (circulação para além dos eixos tradicionais, ativando redes locais) e capacidade de articulação comunitária (parcerias com coletivos, equipamentos culturais, escolas/ONGs e redes de apoio à neurodiversidade). Esse desenho contribui para reduzir assimetrias de acesso, estimular públicos diversos e criar lastros locais que permaneçam após a temporada: materiais registram a circulação (vídeos, fotos e peças institucionais para difusão gratuita nas redes), e as rodas de conversa funcionam como catalisadoras de práticas inclusivas ao envolver artistas, famílias, educadores e agentes culturais. Do ponto de vista de política pública, o mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei 8.313/1991 é o instrumento adequado para viabilizar a proposta: a legislação determina que programas/projetos atendam a pelo menos uma finalidade do art. 1º e a um objetivo do art. 3º, vedando apreciação subjetiva de valor artístico e privilegiando critérios objetivos — exatamente o que Sinfonia Singular cumpre ao entregar bens/serviços culturais públicos, gratuitos e acessíveis, com parâmetros mensuráveis (número de apresentações, público estimado, recursos de acessibilidade, rodas de conversa e registro para difusão). Além disso, a Instrução Normativa do MinC reforça a centralidade de acessibilidade e ações afirmativas na análise e execução. Enquadramento na Lei Rouanet (Lei 8.313/1991)Finalidades do Art. 1º (incisos aplicáveis): I _ facilitar o acesso às fontes da cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais; II _ promover a regionalização da produção cultural, com valorização de conteúdos locais; III _ apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais e seus criadores; VIII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores de conhecimento e memória; IX _ priorizar o produto cultural originário do País. Objetivos do Art. 3º (incisos/alíneas atingidos): II _ fomento à produção cultural e artística, em especial as alíneas "c" (realização de espetáculos de música) e "a" (produção e difusão de registros culturais); IV _ estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, especialmente a alínea "a" (distribuição gratuita e pública de ingressos). Em síntese, Sinfonia Singular combina excelência artística, desenho acessível e alcance territorial, entregando bens culturais gratuitos, com comunicação inclusiva e mediação qualificada. É um investimento público justificado — em linha com as melhores práticas de inclusão cultural — e plenamente aderente às finalidades do art. 1º e aos objetivos do art. 3º da Lei Rouanet, além de dialogar com marcos nacionais e internacionais de direitos das pessoas com deficiência.

Estratégia de execução

O projeto Sinfonia Singular foi concebido para dialogar diretamente com as políticas públicas de cultura, acessibilidade e inclusão social, integrando-se à Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) e à Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA (Lei 12.764/2012). Além da realização artística, o espetáculo cumpre papel social ao sensibilizar o público e ampliar a representatividade de pessoas neurodivergentes no campo cultural.A iniciativa prevê articulação com instituições locais em cada cidade, como coletivos culturais, ONGs e redes de apoio à neurodiversidade, fortalecendo vínculos comunitários e assegurando que os efeitos do projeto se prolonguem para além da temporada de apresentações. Essa rede de cooperação contribui para mobilizar público, difundir boas práticas e estimular a continuidade de ações inclusivas em nível regional.Outro aspecto relevante é o potencial de difusão digital. Os registros da circulação (fotos, vídeos e peças institucionais) serão disponibilizados gratuitamente nas redes sociais, garantindo ampla disseminação dos conteúdos. Esse recurso assegura que escolas, instituições culturais e grupos sociais tenham acesso ao material mesmo após a execução do projeto, ampliando seu alcance pedagógico e cultural.Sinfonia Singular também se destaca como iniciativa pioneira no Brasil ao colocar um artista autista em posição de protagonismo em um espetáculo de circulação nacional, ao lado de um maestro e violoncelista de reconhecida trajetória. Essa configuração estética e simbólica rompe estigmas e abre espaço para novas representações, consolidando o projeto como modelo de inovação cultural.Por fim, cabe ressaltar que o projeto adota um modelo de realização sustentável e replicável, que pode inspirar outras iniciativas em diferentes territórios. O equilíbrio entre excelência artística, acessibilidade plena, descentralização territorial e diálogo formativo garante relevância cultural e social, contribuindo de maneira efetiva para os objetivos da Lei de Incentivo à Cultura e para o fortalecimento da diversidade nos palcos brasileiros.

Especificação técnica

O projeto Sinfonia Singular consiste em uma circulação nacional de um espetáculo musical acessível e na realização de debates complementares. O desenho técnico e logístico foca na excelência artística e na neuroinclusão, garantindo que todas as ações sejam gratuitas e acessíveis.Produto: Apresentação MusicalO espetáculo tem duração de 70 minutos e é de formato instrumental e eletrônico, consistindo na fusão de música eletrônica (DJ HeyDoc!) e música erudita (Maestro e Violoncelista Nilson Magalhães).Serão realizadas 5 apresentações gratuitas em teatros ou centros culturais de referência nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belém (PA), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). Os espaços serão previamente selecionados por atenderem aos requisitos mínimos de acessibilidade física.Infraestrutura Técnica:Sonorização: Sistema de PA e monitores de alta fidelidade, dimensionados para o porte das salas de concerto, com monitoramento rigoroso da intensidade sonora para atender aos requisitos de sensibilidade auditiva (neuroinclusão), mantendo os picos sonoros dentro de limites confortáveis e previsíveis.Iluminação: Projeto de luz cênica adaptado, com foco na iluminação funcional e na criação de ambientes controlados. Será evitada a utilização de luzes estroboscópicas, piscantes ou de alta velocidade, priorizando a iluminação suave e a sinalização visual clara.Palco e Montagem: Requer espaço cênico para posicionamento de console de DJ (eletrônica) e espaço para o maestro/violoncelista, com cadeiras e estantes. O projeto inclui a contratação de equipe técnica (som, luz, roadie, acessibilidade) para montagem e operação em cada cidade.Acessibilidade e Ambientação Sensorial: A ambientação será planejada com comunicação prévia sobre estímulos e duração. Em cada local, haverá a demarcação de uma Área de Descompressão (sala ou espaço adjacente), equipada com iluminação reduzida, assentos confortáveis e isolamento acústico parcial, destinada ao público que necessitar de pausas sensoriais. A apresentação contará com intérprete de Libras.Registro: Produção de vídeo-documentário e peças institucionais sobre a circulação. O registro será disponibilizado gratuitamente online, com recursos de acessibilidade de conteúdo (legendas, Libras).Produto: Curso/Oficina/CapacitaçãoSerão realizadas 5 Rodas de Conversa interativas, uma após cada apresentação, no mesmo local, com duração de 40 a 50 minutos cada.Tem como objetivo promover o diálogo público sobre arte, neurodiversidade e inclusão, utilizando a experiência do espetáculo como catalisador para a desmistificação do autismo e o fortalecimento do protagonismo de artistas neurodivergentes, bem como sensibilizar o público e agentes culturais para a importância da acessibilidade sensorial, capacitar educadores e familiares com informações sobre o TEA e o impacto positivo das artes e discutir a produção cultural como ferramenta de inclusão social e cidadania.Público-Alvo e Critério de Seleção: Público geral (estimado em 100 participantes por roda), com prioridade de assento e vagas para pessoas com TEA, familiares, cuidadores, educadores e agentes culturais das redes locais de inclusão. A participação será gratuita e de livre acesso, incentivada por distribuição de senhas prioritárias a grupos parceiros.Metodologias de Ensino/Debate: Formato de roda de conversa interativa, com mediação especializada. A metodologia será baseada na troca de experiências, com introdução de conceitos sobre neurodiversidade de forma acessível e linguagem clara, e estímulo à participação do público por meio de microfones acessíveis e cartões de perguntas.Material Didático: Distribuição de guia informativo simplificado e material de apoio em formato digital (PDF acessível), contendo referências bibliográficas e contatos das redes de apoio à neurodiversidade de cada cidade.Conteúdos a Serem Ministrados: O debate se concentrará nos seguintes eixos:Arte e Neurodiversidade: O processo criativo do DJ autista e a experiência da fusão eletrônica/erudita.Acessibilidade Sensorial: Detalhamento das adaptações e a importância das áreas de descompressão.Inclusão na Cultura: A representatividade de pessoas autistas e as políticas públicas de inclusão (LBI, Lei do TEA).Profissionais Envolvidos: Artistas protagonistas (DJ HeyDoc! e Maestro Nilson Magalhães) e 01 Mediador especializado em acessibilidade ou cultura/neurodiversidade em cada cidade. Todas as rodas contarão com intérprete de Libras.

Acessibilidade

A acessibilidade está no cerne do projeto Sinfonia Singular, não apenas como recurso técnico, mas como postura ética e estrutural. O acesso à arte por pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes não deve ser exceção, mas regra. Por isso, a proposta foi concebida desde sua origem com base em princípios de inclusão plena e respeito às diferenças sensoriais, cognitivas e físicas.Todas as ações, apresentações e rodas de conversa, serão planejadas e executadas com foco em acessibilidade física e de conteúdo, tendo como principal referência as demandas do público com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de outras condições relacionadas à neurodiversidade e mobilidade reduzida.Produtos Apresentação Musical e Curso/Oficina/CapacitaçãoAcessibilidade física: os locais de realização serão teatros e centros culturais que possuam estrutura básica adaptada, como rampas, banheiros acessíveis, sinalização de fácil leitura e circulação segura. A equipe técnica revisará acessos e fluxos de circulação em cada espaço para garantir deslocamento confortável e seguro de todos os participantes. Durante as apresentações, haverá sempre um espaço silencioso e seguro, destinado a pessoas com hipersensibilidade auditiva, visual ou emocional, equipado com iluminação reduzida, assentos confortáveis, isolamento acústico e apoio de equipe treinada.a ambientação do espetáculo será planejada para respeitar diferentes níveis de sensibilidade, com controle de intensidade sonora e iluminação, além de comunicação prévia ao público sobre estímulos, duração e recursos disponíveis. A ambientação do espetáculo será planejada para respeitar diferentes níveis de sensibilidade, com controle de intensidade sonora e iluminação, além de comunicação prévia ao público sobre estímulos, duração e recursos disponíveis.Acessibilidade de conteúdo: todas as atividades contarão com intérprete de Libras, garantindo a participação de pessoas surdas. Os materiais gráficos, vídeos, sinalizações e falas institucionais serão preparados com linguagem clara, objetiva e acessível. As peças digitais adotarão boas práticas de acessibilidade comunicacional, como alto contraste, tipografia legível e descrições alternativas em materiais online. Antes de cada apresentação, será divulgado um guia informativo simplificado, com detalhes sobre a experiência sensorial, orientações de acesso, duração e recursos de acessibilidade. Esse material, disponível online, permitirá que famílias e participantes se preparem com antecedência.Acessibilidade atitudinal: todos os profissionais envolvidos receberão capacitação sobre acolhimento e acessibilidade, garantindo empatia e suporte adequado ao público com TEA e demais deficiências. Pessoas de apoio estarão identificadas para oferecer orientação e suporte durante os eventos.O Sinfonia Singular vai além da oferta de recursos pontuais: propõe um modelo de realização artística baseado no acolhimento, na empatia e no reconhecimento da diferença como valor, afirmando que a cultura deve estar ao alcance de todas as pessoas, sem exceção.

Democratização do acesso

O projeto Sinfonia Singular é, em sua essência, uma ação de democratização da cultura. Desde a concepção, todas as etapas foram planejadas para garantir que diferentes públicos tenham acesso pleno à experiência artística, especialmente pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes e grupos historicamente afastados de espaços culturais.A gratuidade de todas as apresentações assegura que barreiras econômicas não sejam impeditivo para a participação. A distribuição de ingressos será feita de forma descentralizada, com articulação junto a escolas públicas, ONGs, coletivos culturais e redes de apoio à neurodiversidade em cada cidade, garantindo que o público-alvo tenha prioridade no acesso. Essa estratégia permite que famílias, cuidadores, educadores e agentes culturais participem ativamente, ampliando a diversidade das plateias.Além das apresentações, cada cidade contará com uma roda de conversa interativa, realizada ao fim do espetáculo. Esse momento funciona como espaço de escuta, reflexão e diálogo entre artistas, público e especialistas, promovendo formação cultural e sensibilização social. Ao integrar arte e debate, o projeto amplia a compreensão sobre neurodiversidade e fortalece a ideia de cultura como instrumento de cidadania.O projeto também terá forte presença digital: os registros das apresentações, em fotos, vídeos e peças institucionais, serão disponibilizados gratuitamente nas redes sociais, ampliando o alcance para além do público presencial. Esse material poderá ser utilizado por escolas, instituições culturais e iniciativas sociais, expandindo o impacto do projeto para novos territórios.Outro aspecto fundamental da democratização está no protagonismo do artista autista HeyDoc! em um circuito nacional. A presença dele no palco é, por si só, um gesto simbólico que rompe estigmas, amplia imaginários e inspira a participação de pessoas neurodivergentes na vida cultural do país. Mais do que atrair público, Sinfonia Singular contribui para que grupos historicamente invisibilizados se vejam representados e reconheçam a cultura como espaço de pertencimento.Em Sinfonia Singular, a democratização de acesso não aparece como complemento, mas como eixo central. O formato de circulação com apresentações gratuitas, adaptadas sensorialmente, rodas de conversa abertas ao diálogo e registros distribuídos digitalmente já garante que o projeto seja, em si, uma prática de inclusão cultural. Ao reunir medidas de acessibilidade, descentralização territorial e representatividade de um artista autista em cena, a proposta concretiza valores de diversidade e participação, transformando-os em experiência vivida pelo público.Por fim, importa ressaltar que a proposta cumpre o disposto no Art. 47 da IN 23/2025, que versa sobre as medidas de ampliação de acesso, ao:I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20% (vinte por cento);III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;

Ficha técnica

Elias Augusto Gabriel – HeyDoc! – Artista e Coordenador Geral (Proponente)DJ e produtor musical goiano, com carreira nacional e internacional em ascensão. Realizou apresentações no Canadá, Estados Unidos, Holanda e Espanha, além de integrar line-ups de festivais e casas de destaque no Brasil. Possui lançamentos em gravadoras renomadas como Dirtybird, Confession, HUB Records e Elevation, reconhecidas mundialmente no cenário eletrônico. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista, é referência em representatividade e inclusão na música eletrônica, com entrevistas e matérias em veículos como a Rádio Nacional e a EBC.Gabrielle Ramos de Carvalho – Coordenadora do ProjetoGabrielle é Turismóloga por formação, atualmente cursando Pós-Graduação em Produção Cultural e Indústria Criativa na PUC-Rio. Fundadora e Diretora Executiva da Fluir Experiências, empresa criada em 2019, onde lidera a gestão e execução de projetos culturais, esportivos, ambientais e sociais, garantindo conformidade com a legislação e excelência na prestação de contas. Em sua gestão na empresa, nos anos de 2022, 2023 e 2024, coordenou a execução de importantes projetos como Tim Music Goiás, Festival Música no Prato, Festival Parada Beer, Festival Burger Time, Circuito Gastrô, Festival Deu Praia, Happy Land, Blokinho Aê, Coleção Elementos de Moda da Thear Vestuário na SPFW (moda), Coleção Todas a Coras da Thear Vestuário na SPFW (moda), entre outros. Entre 2020 e 2022, integrou a equipe da Gerência de Programas e Projetos Culturais da Secretaria de Estado de Cultura, contribuindo na administração da Lei Aldir Blanc, e atuou como Coordenadora de Turismo do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás em 2021. Sua experiência inclui sua contribuição na Agência Estadual de Turismo, de 2015 a 2019, com importante atuação na coordenação do “Programa Experiências na Natureza” do Governo de Goiás, na liderança da implementação do Caminho de Cora Coralina, além de ter produzido importantes eventos como o Circuito Gastronômico Goiás, Arraiá do Cerrado, Aruanã EmCanto, Réveillon de Goiânia, entre outros programas que são marcos históricos para o turismo, a cultura, o esporte, a gastronomia e o meio ambiente em Goiás.Bruno Roberto Ribeiro – Coordenador de ComunicaçãoEspecialista em Marketing com foco na comunicação e produção de eventos. Foi servidor público da Goiás Turismo onde participou da produção de vários eventos no Estado de Goiás, como: Aruanã EmCanto, Arraiá do Cerrado, Festivais Gastronômicos, Circuito Cavalhadas de Goiás, Réveillon Goiânia, entre outros. Coordenou a comunicação visual de campanhas de lançamentos imobiliários, como o Escarpas Eco Parque, Marina Complexo Náutico, Nirvana Condomínio do Lago e Condomínio Águas do Capivari. Além de eventos como Festival Burger Time, Show Caetano Veloso em Goiânia, Turnê Jota Quest em Goiânia, entre outros.Anne Borges – Produtora ExecutivaFormada em Turismo desde 2016, contemplada com duas bolsas integrais de intercâmbio para os Estados Unidos e Escócia, iniciou sua experiência no segmento de eventos neste mesmo ano na Secretaria Estadual de Turismo, onde teve a oportunidade de coordenar contratações e logística de grandes eventos como o Circuito Gastronômico de Goiás, Arraiá do Cerrado, Réveillon de Goiânia e Aruanã EmCanto. Em 2021 participou da equipe de elaboração e operacionalização da Lei Aldir Blanc na Secretaria Estadual de Cultura e iniciou sua experiência em leis de incentivo à cultura. Em 2022 começou a atuar na produção executiva de eventos corporativos como seminários, conferências e webinars. Desde 2023 integra a equipe da Fluir Experiências na elaboração, produção executiva e prestação de contas de diversos projetos como o Tim Music Goiás, Festival Burger Time, Festival Gastronômico de Pirenópolis, Circuito Gastrô, Parada Beer, Blokinho Aê, entre outros.Nilson Magalhães – Artista, Arranjador e Técnico MusicalMúsico com quase três décadas de atuação profissional, é primeiro violoncelo da Orquestra Sinfônica de Goiânia e maestro da Orquestra Filarmônica Brasil. Reconhecido por sua versatilidade, alia experiência em performance orquestral, música de câmara e música popular, destacando-se também como arranjador e regente. Já participou de concertos e projetos de grande relevância cultural em Goiás e no Brasil, além de colaborar em iniciativas formativas em instituições como a Rede de Orquestras e a Escola Viva. Atua como professor de violoncelo e solfejo, transmitindo sólida base técnica a novos músicos e contribuindo para a formação de plateias e profissionais da música.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.