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A Ciranda da Resistência é uma ação do Centro Cultural Estrela de Lia, realizada na praia de Jaguaribe, em Itamaracá (PE), voltada à valorização e difusão das tradições populares da ilha e do estado de Pernambuco. Em 2025, o projeto promoveu apresentações gratuitas de coco, ciranda e outras expressões culturais, com a participação de Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Para 2026 e 2027, propõe-se a continuidade com apresentações quinzenais durante um ano, reunindo mestres, mestras e grupos da cultura popular, fortalecendo laços comunitários, ampliando a formação de público, incentivando o pertencimento cultural e impulsionando o turismo criativo e sustentável, fazendo da ciranda um símbolo de resistência, identidade e celebração da cultura pernambucana.
A Ciranda da Resistência é um encontro de celebração e afirmação da cultura popular pernambucana, idealizado por Beto Hees (Josiberto João), com coordenação geral do mesmo e acolhimento da mestra Lia de Itamaracá, anfitriã e símbolo maior da ciranda no Brasil. O projeto reúne grupos, mestres e brincantes de diferentes territórios da Região Metropolitana do Recife e outras zonas do estado de Pernambuco, que, sem abrir mão da tradição, incorporam elementos contemporâneos em suas expressões, reafirmando o caráter vivo, dinâmico e comunitário das manifestações populares.No palco do Centro Cultural Estrela de Lia, à beira-mar de Jaguaribe, o público assistirá a apresentações de cirandas, cocos e maracatus, com destaque para o repertório de Lia de Itamaracá e das Filhas de Baracho, de Abreu e Lima, além do Coco do Amaro Branco, de Olinda, e de outros grupos convidados que trazem a força das tradições de raiz. O repertório integra também composições autorais e cantos tradicionais dos brincantes da própria Ilha de Itamaracá, promovendo um diálogo entre o passado e o presente, entre a oralidade e as novas linguagens.Os instrumentos utilizados refletem a riqueza rítmica dessas manifestações: bombo, caixa, ganzá, mineiro, pandeiro, congas, maracas, surdo, tamanco e voz coletiva, compondo uma sonoridade envolvente e pulsante que ecoa a identidade do povo pernambucano.A produção executiva é de Marcos Paulo, a documentação fotográfica e audiovisual é assinada por Ytallo Barreto, a produção gráfica é de Liliane Nascimento e a produção textual de Isa Melo e Érika Costa.Mais do que um espetáculo, a Ciranda da Resistência é uma ação de valorização da memória, da coletividade e da força das tradições, celebrando a resistência cultural e o protagonismo dos mestres e mestras que mantêm viva a arte popular de Pernambuco.A classificação é LIVRE!
Objetivo GeralRealizar, entre 2026 e 2027, a Ciranda da Resistência — um ciclo contínuo de apresentações de ciranda, coco e outras expressões da cultura popular pernambucana, reunindo mestres, mestras e grupos tradicionais sob a liderança de Lia de Itamaracá, com acesso gratuito ao público e valorização das tradições afro-brasileiras da Ilha de Itamaracá.Objetivos Específicos1. Realizar no período de um ano, apresentações quinzenais de ciranda, coco e outras expressões populares no Centro Cultural Estrela de Lia, com acesso gratuito à comunidade e visitantes.2. Valorizar mestres, mestras e grupos da cultura popular de Itamaracá e de outras regiões de Pernambuco, promovendo intercâmbio cultural e transmissão de saberes tradicionais.3. Garantir a presença ativa de Lia de Itamaracá como anfitriã e articuladora das atividades, fortalecendo sua atuação como referência da cultura afro-pernambucana e Patrimônio Vivo do Estado.4. Promover a salvaguarda da ciranda como bem imaterial e símbolo identitário da Ilha de Itamaracá, estimulando sua prática contínua e a formação de novos círculos de cirandeiros.5. Estimular a participação das comunidades locais, especialmente mulheres, jovens e pessoas idosas, fortalecendo laços comunitários e o sentimento de pertencimento cultural.6. Incentivar o turismo cultural sustentável na ilha, atraindo visitantes e fomentando a cadeia produtiva local — como artesãos, empreendedores e trabalhadores de serviços.7. Oferecer ações complementares, como oficinas de percussão, canto e dança, ampliando oportunidades de aprendizado e geração de renda.8. Garantir a acessibilidade plena nas atividades, com infraestrutura adequada e recursos de inclusão assegurando a participação de pessoas com deficiência.9. Registrar e documentar o projeto, produzindo material audiovisual e fotográfico que contribua para a memória e difusão das tradições populares de Itamaracá e de Pernambuco.10. Fortalecer o Centro Cultural Estrela de Lia como referência de políticas culturais permanentes, consolidando a Ciranda da Resistência como agenda regular de valorização da cultura popular pernambucana.
A execução do projeto "A Ciranda da Resistência" requer o financiamento via Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), em razão de sua natureza de preservação, difusão e valorização do patrimônio cultural imaterial afro-brasileiro, bem como de sua abrangência comunitária, formativa e gratuita.A proposta nasce da necessidade de fortalecer e dinamizar a cultura popular da Ilha de Itamaracá, garantindo condições estruturais, técnicas e financeiras para a realização continuada de apresentações, oficinas, mostras e ações de formação voltadas à ciranda e às tradições locais, lideradas por Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2006.O projeto promove ações de preservação, formação e difusão cultural em uma região com histórico déficit de investimento público, e que demanda instrumentos de fomento capazes de assegurar acessibilidade, continuidade e alcance nacional das suas manifestações populares. Portanto, o uso da Lei Federal de Incentivo à Cultura é imprescindível para assegurar a sustentabilidade financeira do projeto, viabilizando estrutura técnica, equipe artística, logística e democratização do acesso. Enquadramento no Artigo 1º da Lei nº 8.313/91O projeto "A Ciranda da Resistência" se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei Rouanet:Inciso II _ Estímulo à produção e difusão da cultura e das artes;O projeto fomenta a realização de apresentações artísticas regulares, com mestres e mestras da tradição popular pernambucana, difundindo a ciranda como expressão artística representativa da cultura afro-indígena do litoral pernambucano.Inciso III _ Proteção às expressões culturais nacionais e regionais;A ciranda é um dos bens imateriais mais emblemáticos de Pernambuco, representando um legado cultural afro-brasileiro que integra o patrimônio simbólico do país. A proposta atua diretamente em sua salvaguarda e transmissão intergeracional.Inciso V _ Apoio à difusão de bens, serviços e valores culturais;As ações do projeto — apresentações, oficinas, rodas e encontros formativos — promovem a difusão de bens culturais tangíveis e intangíveis, ampliando o acesso da população local, de turistas e de novos públicos às expressões da cultura popular.Inciso IX _ Apoio a outras atividades culturais e artísticas compatíveis com os objetivos da lei;Inclui atividades integradas de economia criativa, turismo cultural e valorização da identidade afrodescendente, fortalecendo a cultura de base comunitária da Ilha de Itamaracá. Contribuição aos Objetivos do Artigo 3º da Lei nº 8.313/91O projeto contribui diretamente para os objetivos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), conforme o Art. 3º da Lei Rouanet, nos seguintes incisos:Inciso I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Todas as ações do projeto são gratuitas e abertas ao público, garantindo acesso direto à cultura popular e à arte afro-brasileira, especialmente a comunidades periféricas e escolares.Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;A proposta valoriza artistas, grupos e mestres da Ilha de Itamaracá e da Região Metropolitana do Recife, fortalecendo o protagonismo de comunidades locais e descentralizando o investimento cultural.Inciso IV _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais regionais e seus respectivos criadores;As rodas de ciranda e apresentações integram mestres tradicionais, jovens aprendizes e grupos de cultura popular, criando uma rede intergeracional de transmissão de saberes.Inciso VI _ Preservar e difundir o patrimônio cultural brasileiro;A ciranda é uma manifestação de relevância nacional, reconhecida por sua importância na formação da identidade cultural brasileira. O projeto atua como instrumento de salvaguarda e perpetuação dessa herança.Inciso VII _ Estimular a produção e circulação de conhecimento e bens culturais;O projeto inclui registro audiovisual, produção de material de memória e difusão digital, assegurando a circulação contínua e o registro documental das ações e dos saberes da tradição cirandeira. Síntese JustificativaA Ciranda da Resistência constitui uma ação cultural de interesse público e relevância social, voltada à preservação e transmissão de saberes tradicionais, à formação de público e artistas, e à democratização do acesso à cultura.O uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura é essencial para garantir:infraestrutura e logística compatíveis com a realização das atividades;acessibilidade e difusão gratuita das ações;sustentabilidade financeira e continuidade das práticas culturais.A proposta atende, assim, aos fundamentos e objetivos da Lei Rouanet, fortalecendo a cultura popular, promovendo inclusão social e reafirmando o papel da arte como instrumento de cidadania e memória coletiva.
A utilização dos percentuais destinados à acessibilidade comunicacional e à divulgação com acessibilidade seguirá critérios de responsabilidade e adequação às reais necessidades do projeto, garantindo que todos os públicos tenham pleno acesso às ações propostas. Esse percentual contemplará recursos voltados à produção de materiais acessíveis, como vídeos com interpretação em Libras, legendas, audiodescrição e publicações acessíveis nas redes sociais, priorizando a inclusão de pessoas com deficiência e o acesso democrático à informação.Da mesma forma, as rubricas não explicitadas na planilha orçamentária, como serviços contábeis, assessoria jurídica, taxas bancárias, administração e suporte técnico de gestão, estão compreendidas dentro do percentual destinado a custos administrativos. Esse percentual, calculado automaticamente pelo sistema, assegura o cumprimento das exigências legais, fiscais e operacionais do projeto, promovendo transparência, eficiência e boa gestão dos recursos públicos.
O projeto Ciranda da Resistência será realizado no Centro Cultural Estrela de Lia, localizado à beira-mar de Jaguaribe, na Ilha de Itamaracá, em área aberta e de fácil acesso. O espaço oferece infraestrutura permanente e adequada para eventos culturais de médio porte, com palco fixo, camarins e áreas de apoio integradas à paisagem natural da praia.O palco principal, construído em cimento nivelado, possui 6 metros de comprimento por 3,5 metros de largura e cobertura fixa, garantindo estabilidade e proteção às apresentações, mesmo em condições climáticas adversas. Serão utilizadas tendas complementares para reforçar a proteção do palco e dos camarins, ampliando o conforto e a segurança dos artistas e técnicos. O palco conta com acesso lateral por rampa, facilitando a circulação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.O sistema de som será composto por mesa digital com, no mínimo, 32 canais, caixas de P.A. dimensionadas para área externa, 4 monitores de retorno, 8 microfones com fio, 4 microfones sem fio, 3 microfones para percussão, diretas, cabos e suporte técnico especializado. O técnico de som acompanhará todas as etapas das apresentações, garantindo equilíbrio e qualidade acústica compatíveis com a ambiência praiana e o repertório da cultura popular.A iluminação cênica será composta por refletores LED RGB e par LED de alta potência, controlados por sistema digital DMX, permitindo criar atmosferas adequadas para cada número artístico, tanto no período diurno quanto noturno.Os camarins, localizados no próprio Centro Cultural, contam com banheiros adaptados, espelhos, pias, cadeiras, pontos de energia e ventilação natural, oferecendo conforto e funcionalidade para os artistas. Tendas adicionais poderão ser utilizadas como extensão dos camarins e áreas de apoio técnico.A acessibilidade é um eixo central do projeto. O espaço já dispõe de rampa de acesso contínua desde o calçadão até o centro cultural, banheiros adaptados, piso nivelado e sinalização adequada. Serão ainda implementadas ações de acessibilidade comunicacional e atitudinal, como intérprete de Libras, audiodescrição, sinalização tátil e visual, espaços reservados para pessoas com deficiência, idosos e gestantes, e equipe capacitada para atendimento inclusivo.As oficinas e ações paralelas serão realizadas na Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá, situada nas proximidades do Centro Cultural Estrela de Lia. O espaço conta com rampa de acesso, salas amplas e ventiladas e abriga uma exposição permanente sobre a vida e a obra de Lia de Itamaracá, aberta à visitação durante o período do projeto. Nesse local serão oferecidas oficinas de dança, canto e percussão, voltadas à valorização da ciranda e de outras expressões da cultura popular pernambucana.O projeto também adotará práticas sustentáveis e de cuidado ambiental, adequadas ao ambiente praiano. Entre as medidas previstas estão: gestão responsável de resíduos, com coleta seletiva e destinação adequada; uso de copos e utensílios reutilizáveis para redução de plástico descartável; campanha de sensibilização sobre preservação das praias junto ao público e artistas; e priorização de fornecedores locais, reduzindo o impacto ambiental e fortalecendo a economia da região.Com essa estrutura técnica e concepção integrada, a Ciranda da Resistência reafirma seu compromisso com a qualidade técnica, a acessibilidade, a sustentabilidade e o respeito à cultura popular, proporcionando uma experiência cultural inclusiva e significativa à beira-mar de Itamaracá.
O projeto Ciranda da Resistência será realizado no Centro Cultural Estrela de Lia, em Jaguaribe, Ilha de Itamaracá, espaço que já conta com infraestrutura física acessível. O local dispõe de rampa de acesso ampla e contínua, que parte do calçadão e desce até a área do centro cultural, situada à beira-mar, permitindo o acesso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. O espaço também conta com banheiros adaptados, piso nivelado em suas principais áreas de circulação e áreas externas de fácil deslocamento, o que garante conforto e segurança para o público com deficiência física, idosos e gestantes.Além das condições arquitetônicas já existentes, o projeto implementará ações complementares de acessibilidade voltadas à comunicação, ao conteúdo e à inclusão social, entre elas:Intérprete de Libras nas apresentações, falas públicas e oficinas, garantindo a compreensão por pessoas surdas;Audiodescrição em performances e exibições audiovisuais, ampliando o acesso para pessoas com deficiência visual;Legendas descritivas em vídeos e materiais de divulgação digital;Sinalização visual e tátil, orientando o público sobre acessos, banheiros e áreas reservadas;Áreas com visibilidade adequada e assentos preferenciais destinados a pessoas com deficiência, idosos e gestantes;Capacitação da equipe de produção e recepção para atendimento inclusivo e acessível;Contratação de profissional com deficiência, pelo menos um profissional para integrar a equipe do projeto, promovendo inclusão na execução, seja como apresentador, mediador ou assistente de produção;Comunicação acessível em redes sociais e materiais impressos, com linguagem simples, fonte ampliada e contraste adequado.Essas ações, somadas à infraestrutura física já existente, garantem acessibilidade plena ao evento, reforçando o compromisso do Centro Cultural Estrela de Lia e do projeto Ciranda da Resistência com a inclusão, a diversidade e o direito de todos ao acesso à arte e à cultura.
A Ciranda da Resistência propõe a ampliação efetiva do acesso à arte e à cultura por meio da descentralização geográfica e da valorização das expressões populares em territórios historicamente afastados dos grandes circuitos culturais. A Ilha de Itamaracá, onde será realizado o projeto, está fora do eixo das principais programações culturais gratuitas oferecidas na Região Metropolitana do Recife, concentradas na capital e em poucos municípios vizinhos.Cidades como Itamaracá, Itapissuma, Igarassu, Abreu e Lima, Araçoiaba e Paulista reúnem comunidades tradicionais e populações de baixa renda que enfrentam barreiras econômicas e logísticas para acessar atividades culturais de qualidade. O custo de deslocamento, a escassez de equipamentos públicos adequados e a falta de políticas continuadas de incentivo à cultura popular limitam o acesso a espetáculos, oficinas e ações formativas.Em Itamaracá, as programações promovidas pela gestão local, especialmente durante os ciclos festivos, costumam priorizar shows comerciais de brega e atrações de trio elétrico, em detrimento das manifestações tradicionais que fazem parte da identidade do território, como a ciranda, o coco, o maracatu e o caboclinho. Essa prática reforça um imaginário de que a cultura popular teria menor apelo junto ao público, desconsiderando o valor simbólico e educativo dessas tradições.O Centro Cultural Estrela de Lia, espaço anfitrião da Ciranda da Resistência, atua de forma contrária a essa lógica. O centro vem desmistificando o discurso de que o público local não se interessa pela cultura de raiz, promovendo ações gratuitas, acessíveis e de forte engajamento comunitário, que reafirmam o papel das tradições como potência criativa e ferramenta de inclusão social.O projeto garante o acesso gratuito a todas as atividades, com estrutura física e comunicacional acessível, incluindo rampas, banheiros adaptados, intérprete de Libras, audiodescrição e equipe de atendimento inclusivo. Além das apresentações, serão realizadas oficinas gratuitas na Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá, estimulando a formação e a participação ativa da comunidade.Ao reunir mestres, mestras e grupos de cultura popular da Região Metropolitana e outras zonas do estado pernambucano, o projeto promove o intercâmbio entre gerações e territórios, fortalecendo redes culturais e ampliando o acesso de públicos diversos à produção cultural de base comunitária.Assim, a Ciranda da Resistência contribui diretamente para a democratização do acesso à cultura, ao estimular o protagonismo local, descentralizar a oferta cultural e reafirmar o valor das expressões tradicionais como parte fundamental da identidade pernambucana e brasileira.
Dirigente/Coordenação Geral Nome: Josiberto João da Costa Hees 64434290797 Beto Hees (Josiberto João da Costa Hees), natural de Olinda/PE, é produtor cultural com mais de 30 anos dedicados à valorização da cultura popular brasileira. Nos anos 1980 viveu na Alemanha, onde produziu eventos autorais como a festa Viva Brasil e ganhou destaque como “DJ Beto de Olinda”. Nesse período iniciou parcerias com mestres da tradição, como Dona Selma do Coco — cujo primeiro CD produziu — e o Maracatu Nação Pernambuco, organizando turnês internacionais. De volta ao Brasil, construiu uma sólida parceria com Lia de Itamaracá, de quem é produtor há mais de 25 anos, à frente de suas apresentações nacionais e internacionais. Também apoiou carreiras de artistas como Aurinha do Coco e Dona Célia do Coco e as Mestras Severina e Dulce Baracho. Em 2006, fundou ao lado de Lia o Centro Cultural Estrela de Lia (CCEL), consolidado como espaço de referência para música, arte e cultura. Sua atuação se expandiu para o cinema e o audiovisual: abriu o CCEL para o projeto de Lula Gonzaga, em 2008, co-dirigiu obras para a exposição Lia, a Ilha e a Ciranda (2013) e foi responsável pela concepção do videoclipe Dorme Pretinho (2022). Foi idealizador do Festival O Canto da Sereia (2019, 2021 e 2024). Entre suas principais produções estão discos de Lia de Itamaracá (Eu Sou Lia, 2000; Ciranda de Ritmos, 2010), projetos fomentados pelo Funcultura, turnês internacionais, videoclipes e a fundação da Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá (2021). Com uma trajetória que une música música cultura e outras linguagens, Beto Hees é referência na preservação e difusão da cultura popular pernambucana, projetando artistas tradicionais para o Brasil e o mundo. Artista principal Nome: Maria Madalena do Nascimento Correia (Lia de Itamaracá) 81 anos, negra, idosa, artista principal do projeto, conduzirá a roda de conversa, ao lado de Daúde Duttileux, evidenciando para o público alvo, suas principais experiências na música, na ciranda e na cultura popular, além de realizar o show para público diverso. Lia de Itamaracá (Maria Madalena Correia do Nascimento, 1944) é a maior voz da ciranda brasileira e Patrimônio Vivo de Pernambuco. Reconhecida como Doutora Honoris Causa pela UFPE, tornou-se uma das principais representantes da cultura popular do Brasil. Nascida na Ilha de Itamaracá, conciliou a música com o trabalho como merendeira até a aposentadoria, sempre determinada a seguir o destino de cantora. Sua trajetória ganhou força a partir dos anos 1970, com vitórias em festivais de ciranda e o lançamento do disco Rainha da Ciranda (1977), que a projetou nacionalmente. Gravou Eu Sou Lia (2000) e realizou sua primeira turnê internacional. Em 2006, fundou o Centro Cultural Estrela de Lia, na praia de Jaguaribe, que se tornou referência em atividades artísticas e culturais, ao lado da Embaixada da Ciranda (2021), espaço de salvaguarda de sua memória. Com álbuns marcantes como Ciranda de Ritmos (2008) e Ciranda sem Fim (2019), Lia reafirmou sua força artística ao transitar entre tradição e contemporaneidade. Aos 82 anos, vive um dos momentos mais vibrantes de sua carreira: brilhou no Rock in Rio 2024, foi convidada pelo músico norte-americano Jon Batiste para cantar ao seu lado no Montreux Jazz Festival, em Miami, e seguiu com uma agenda internacional intensa. Com sua banda, apresentou-se no Festival FeliCidades, em Lisboa, e levou o espetáculo Ciranda no Mundo para a Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, além de marcar presença em importantes festivais por todo o Brasil. Símbolo de resistência e inspiração, Lia transcende a música, sendo referência como mulher negra, ilhéu e guardiã de um patrimônio imaterial do Brasil, projetando a ciranda para o mundo. Produção Executiva Nome: Marcos Paulo Ferreira da Silva - 43.882.108/0001-68 Produtor Cultural residente na Ilha de Itamaracá, LGBTQIA+, atuante na comunidade e responsável pela produção de diversos projetos de Lia de Itamaracá. Atua com produção há 12 anos, integra a equipe de Lia de Itamaracá e é responsável pela produção da artista em shows e eventos, a exemplo do Rock in Rio, onde Lia cantou em 2024. Produção do Festival O Canto da Sereia desde 2019, tendo sido a terceira edição em 2024. Possui cursos de capacitação da Lei Rouanet pelo Ministério da Cultura, capacitação BNDS e capacitação cultural pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco. Técnico em administração de empresas
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.