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O projeto realizará o Encontro de Mestras Griôs e aprendizes do patrimônio cultural imaterial do Brasil. Serão três dias de evento, com processos formativos de educação patrimonial, apresentações artísticas e aulas vivenciais no centro de Brasília, abertas e gratuitas para o publico em geral. O encontro fortalece o dialogo entre as gerações, sensibiliza novos públicos e garante a democratização do direito à memória e educação patrimonial, valorizando o protagonismo da mulher idosa como detentora de bens culturais, convocando a sociedade a reconectar, reconhecer e se "arrudear" em torno de identidades e ancestralidades que preservam a oralidade enquanto tecnologia social e comunitária.Todo o processo culmina na elaboração de 2 produtos de museologia social: 1 documentário de média metragem e 1 livro, conciliando a metodologia da Pedagogia Griô com a pesquisa e curadoria junto com as mestras griôs.
Produto Principal: Encontro Nacional Arrudeia!O Encontro reunirá mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ guardiãs de manifestações tradicionais e detentoras de patrimônios imateriais de diferentes regiões do Brasil que em comum tenham o fundamento da roda, da festa e da brincadeira como fundamento de identidade e tecnologia social de convivência comunitária. O evento é uma ação de educação patrimonial que convida a sociedade a rever, reconhecer, retornar e se arrodear em torno da importância desses fundamentos frente a crise socioambiental planetária. O projeto prevê uma pré produção e curadoria compartilhada com as mestras, griôs e brincantes convidadas, reconhecendo o mérito artístico, politico e cultural de seus fazeres, garantindo assim a criação de um espaço seguro e nutritivo para mulheres e pessoas LGBTQIA+ compartilharem suas expressões, criações, estudos e pesquisas com o público. Cada mestra griô e griô aprendiz representa um território e uma comunidade, que, ao participar do evento com sua vivência, identidade e ancestralidade da Pedagogia Griô, compartilha saberes e experiências com outras guardiãs de diferentes regiões do Brasil, fortalecendo uma rede diversa e plural das mestras do território brasileiro. O grande encontro, contará com três dias de apresentações artísticas, exposições, rodas formativas, feira livre, oficinas e vivências, no Complexo Cultural Funarte (DF) - a confirmar. A proposta valoriza, reconhece e fomenta bens do patrimônio imaterial, cortejos e expressões indígenas e afro-brasileiras, fortalecendo redes de transmissão intergeracional e promovendo acessibilidade e diversidade cultural.Subproduto: Ações Formativas e Oficinas Arrudeia!Oferecer 3 dias de programação cultural no Memorial dos povos Indígenas (DF), 10 aulas vivencias, 1 feira livre, 2 apresentações de teatro de mamulengo, 6 apresentações diversas de manifestações populares brasileiras que podem acontecer no formato roda ou cortejo, com interação direta com o público e 2 shows de artista do DF e 3 shows de artistas de renome nacional no palco.Subproduto: Curta-metragem Arrudeia!O registro quase documental surge na necessidade de registrar essas mestras, mulheres negras, quilombolas, indigenas, que carregam com sigo o conhecimento ancestral dessas terras. Subproduto: Livro Palavra de Mestra 2O livro ‘Palavra de Mestra 2’ nasce de uma longa estrada, tão longa quanto os fios da memória. Nas curvas do tempo, foi criado como uma colcha de retalhos costurada por várias mãos. Mãos de mulheres que abrem caminhos, guardam saberes em movimento, rompem tabus, sustentam famílias, cumprem promessas em devoção. A obra será fruto do evento Arrudeia! Encontro de Mestras Griôs realizado pela coletiva cultural Casa Moringa. Fundamentado na Pedagogia Griô, reúne biografias e histórias contadas por 26 mestras de tradição oral conectadas ao território do Distrito Federal e ao Brasil. Um pequeno registro das diversas matrizes culturais brasileiras entrecruzadas no território nacional. Alembranças matriarcais para as gerações futuras.
Objetivo geral Promover um encontro de mestras griôs e aprendizes do Distrito Federal e outros estados do Brasil, para valorizar e difundir o protagonismo de mulheres idosas como detentoras do patrimônio imaterial, e agentes fundamentais na educação patrimonial e museologia social, propondo a articulação e fortalecimento da rede de transmissão intergeracional de conhecimentos afro-brasileiros, indígenas e populares em âmbito local e nacional.Objetivo Especifico Oferecer 3 dias de programação gratutita, no Centro do Distrito Federal (DF), 10 aulas vivencias, 3 apresentações teatrais, 8 apresentações diversas de manifestações populares brasileiras que podem acontecer no formato roda ou cortejo, com interação direta com o público e 1 show de artista do DF e 1 show de artista de renome nacional no palco.Realizar pré-produção com curadoria compartilhada com as mestras Griôs convidadas, presencial no DF e online nas demais localidades, garantindo o protagonismo das mesmas na escolhas e decisões sobre os processos pedagógicos e artistiscos;Realizar formação de toda a equipe de prestadores de serviço do projeto em pedagogia Griô, acessibilidade e educação patrimonial na pré produção do projeto.Criar um media-metragem documental do encontro com até 40 minutos, registrando as trocas e os saberes das mestras.Realizar residencia artistica entre mestras griôs e aprendizes, para criação das produções partilhadas e produtos de educação patrimonial, em local de hospedagem apropriado durante os três dias de encontro; Realizar relatório e facilitação gráfica de todas as vivências do encontro, para registro de patrimônio imaterial que vai compor o livro e o jogo pedagógico posteriormenteGarantir acessibilidade plena (com foco em acessibilidade atitudinal) com protagonismo de pessoas com deficiência compondo coordenações de processos (intérpretes de Libras, audiodescrição e recursos de acessibilidade comunicacional) durante os 3 dias de encontro.Criar um 1 livro (Palavra de Mestra 2) digital e impresso, com no mínimo 1000 exemplares, com autoria partilhada com as mestras griôs para documentação, salvaguarda e difusão de memória coletivaRealizar a manutenção do site e acervo digital da Casa Moringa
O projeto "Arrudeia! Encontro de Mestras Griôs e aprendizes" possui grande impacto cultural, social e simbólico ao reunir e reconhecer mestras, griôs e brincantes detentoras de patrimônios imateriais, reforçando a importância da oralidade como matriz de conhecimento e identidade no Brasil. Diante da predominância de registros oficiais e escritos, a proposta atua no campo da salvaguarda dos saberes orais e da educação patrimonial viva, propondo um diálogo entre gerações, territórios e tradições.A ação é uma iniciativa da Casa Moringa, coletiva de teatro popular e encantarias fundada em 2011 no Distrito Federal, que desde então atua na valorização da diversidade de gênero, raça e ancestralidade dentro das culturas populares. Ao longo de mais de uma década, a Casa Moringa consolidou o Encontro de Mestras e Griôs do DF, agora ampliado nacionalmente através do projeto ARRUDEIA!, que articula cultura, educação e memória.O projeto se estrutura sobre a base conceitual da Pedagogia Griô, e contará com a Assessoria pedagogica direta dos criadores dessa metodologia brasileira, reconhecida pelo Ministério da Cultura e por políticas de Educação Patrimonial como um instrumento de transmissão de saberes a partir da oralidade, da corporeidade e da ancestralidade. Criada pelos educadores Lilian Pacheco e Márcio Caires (Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô _ Lençóis/BA), a Pedagogia Griô propõe uma práxis educativa que une arte, convivência e memória, transformando a experiência de ensinar e aprender em um ato de encantamento e pertencimento coletivo.A metodologia parte da figura do Griô, o contador de histórias, cantador e guardião da memória das comunidades tradicionais africanas e afro-brasileiras, reconhecendo a palavra como tecnologia social e a oralidade como um campo legítimo de produção de conhecimento. Essa pedagogia se organiza em quatro princípios fundamentais:Encantamento _ despertar o sentido de pertencimento e de amor pela própria história e pela história da comunidade;Vivência _ ritualizar e integrar o conhecimento à arte, ao canto, à dança e à celebração;Diálogo - práticas de reflexão e problematização para ampliação da consciencia critica e comunitária.Produção compartilhada _ fortalecer vínculos entre gerações por meio do compartilhamento de experiências e memórias.No contexto do ARRUDEIA!, a Pedagogia Griô é aplicada como fio condutor das ações formativas e da curadoria compartilhada, orientando tanto a construção coletiva da programação quanto as vivências. Cada encontro com as mestras e aprendizes se torna um espaço de aprendizagem horizontal, onde o saber se move pela escuta e pelo corpo, pela experiência direta e pela relação entre o fazer e o narrar.O método permite que o projeto atue não apenas na salvaguarda dos patrimônios imateriais, mas na sua atualização como práticas vivas — fortalecendo redes de convivência e a permanência dos saberes de mulheres negras, indígenas, quilombolas e de povos de terreiro. Assim, o Arrudeia! se consolida como uma ação de política cultural viva, que conjuga arte, memória, identidade e território em um mesmo processo educativo.Enquadramento Legal _ Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet)Art. 1º _ incisos aplicáveis: I _ Contribuir para facilitar, a todos, o livre acesso às fontes da cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais; II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando recursos humanos e conteúdos locais; III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus criadores; IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V _ Salvaguardar os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira.Art. 3º _ objetivos atendidos: I _ Incentivo à formação artística e cultural, por meio de ações de capacitação, especialização e aperfeiçoamento na área da cultura; I, alínea d) _ Estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos de educação e inclusão social; V _ Preservação e difusão de bens culturais de natureza imaterial, reconhecendo e valorizando a tradição oral.
Sobre o público alcançadoMulheres artistas griôs e mestras da tradição oral, afrodescendentes e periféricas; aprendizes de saberes tradicionais culturais de todos os gêneros e idades do DF; juventude da cidade de Taguatinga, Aguas Claras, Vicente Pires, Guará, Samambaia e Ceilândia; ativistas culturais e mulheres atuantes ou interessadas em cultura popular de todo o DF e de todas as classes sociais e idades; fazedores e pesquisadores de culturais tradicionais;É caraterística do trabalho da coletiva a versatilidade na utilização de espaços e diálogo com diferentes perfis sociais de público, que vai desde escolas públicas, comunidades, idosos, mestres e mestras de tradição oral, crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, à pesquisadores e artistas dentro da comunidade cultural do DF e de outros territórios do Brasil, criando e fortalecendo espaços de partilha, ação em rede, num fluxo entre centros e periferias, refletindo e (re)desenhando essas geografias.PLANO DE DIVULGAÇÃO1. Comunicação Digital A presença digital do Arrodeia! será fundamental para ampliar o público e construir uma narrativa sensível sobre o processo do projeto. Serão utilizados os canais Instagram, Facebook, YouTube, WhatsApp e site oficial, com atualização constante de conteúdos que valorizem as tradições orais, o fazer artesanal e as histórias das Mestras Griôs. As ações incluem: Criação da identidade visual oficial do projeto e suas aplicações gráficas; Lançamento do hotsite com informações, cronograma, formulários de inscrição e perfis das Mestras; Gestão de redes sociais com linha editorial baseada em ancestralidade, território, sustentabilidade e memória; Produção de vídeos curtos e séries documentais para redes sociais, apresentando bastidores, oficinas e vivências; Transmissões ao vivo (lives); Divulgação contínua dos resultados e depoimentos das comunidades; Uso de hashtags próprias (#Arrodeia, #MestrasGriôs, #CulturaViva) para rastreabilidade das publicações; Parcerias com coletivos e comunicadores populares que atuam em cultura e economia criativa.2. Comunicação Territorial e ComunitáriaO Arrodeia! parte da escuta e da troca com os territórios. Por isso, a comunicação se dá também de forma presencial e comunitária, com linguagem acessível e estética próxima das realidades locais. As ações incluem: Distribuição de materiais impressos (cartazes, banners e panfletos); Convites nas comunidades parceiras; Divulgação em rádios locais e comunitárias: Ações de comunicação colaborativa, envolvendo jovens comunicadores e artistas locais; Parcerias com escolas, universidades e pontos de cultura para divulgação institucional e acadêmica.3. Comunicação Institucional e de ImprensaA divulgação institucional reforçará o caráter nacional e cultural do projeto, ampliando sua presença na mídia e garantindo o reconhecimento dos patrocinadores e apoiadores. As ações incluem: Produção de release oficial, press kit digital (texto, fotos, ficha técnica e logos) e assessoria de imprensa especializada; Envio de materiais para veículos culturais, rádios públicas, emissoras educativas e portais de cultura; Realização de entrevistas e matérias especiais sobre as Mestras e o processo de construção do encontro; Inclusão das logomarcas da Lei Rouanet e dos patrocinadores em todas as peças digitais, impressas e audiovisuais; Citação dos apoiadores em falas públicas, vídeos institucionais, créditos do documentário e materiais de encerramento; Relatório de clipping com o retorno de mídia e dados de engajamento nas redes sociais.4. Acessibilidade na ComunicaçãoToda a comunicação será pensada de forma acessível, com: Legendas, intérprete de Libras e audiodescrição nos vídeos; Publicações com texto alternativo e hashtags #PraCegoVer e #PraTodosVerem; Linguagem simples e inclusiva nos materiais de divulgação; Contratação de profissionais com deficiência e formação de equipe capacitada em comunicação acessível.5. Visibilidade InstitucionalA visibilidade dos patrocinadores e apoiadores será garantida por meio de: Inclusão das logomarcas em todos os materiais (impressos, digitais e audiovisuais); Menção nominal nas redes sociais, site e releases de imprensa; Inserção dos créditos institucionais nas aberturas e encerramentos dos vídeos; Agradecimento público durante o Encontro Nacional e nas rodas formativas; Entrega de relatório de resultados e peças gráficas finais aos patrocinadores.Deslocamento terrestre de mestras + acompanhantes do Distrito Federal 13 de suas cidades até o local do evento Tamatatiua Freire, Mestra de bumba meu boi, Sobradinho - DFTerezinha Alcandida, Mestra de mamulengo e contação de histórias, Sol Nascente - DFConsola Toledo, mestra de artesanato, Taguatinga - DFJosefa Ataide, metras de medicina tradicional e benzimento, São Sebastião - DFMartinha do coco, Mestra de samba de coco, Paranoá - DFMãe Baiana (Adna dos Santos), mãe de santo do candomblé, Paranoá - DFMãe Cicera ( Cicera Severina), mãe de santo da umbanda, Samambaia - DFNem Rocha (Raimunda Falcão), Mestra costureira e bordadeira, Taguatinga - DFFernanda Machado, Mestra do samba de roda, Arniqueiras - DFRita Caribé, mestra parteira, Fercal - DFAna Aparecida Francisca conceição (Dona Cida Kalunga), parteira e erveira, Cavalcante – GO Deusamir Francisco da Conceição (Dona Fiota), Mestra erveira e da Sussa Kalunga, Cavalcante - GO Mestra Eunice - congada -Carmo do Cajuru - MGDeslocamento aereo de 12 Mestras Nacional: (+ 12 aprendizes) - de suas cidades até o Distrito Federal Flatenara Azarias, Mestra de reisado, Juazeiro do Norte - CE Jocilene Cunha (Tina), Mestra de capoeira e cavalo marinho, João Pessoa - PBMaria de Fátima Rodrigues (Nice Teles), Mestra de cavalo marinho, Condado - PEElma Weba, Mestra de capoeira e mulher indígena, Florianópolis - SCRosangela Araújo (Mestra Janja) , Mestra de capoeira, Salvador - BANádia Akaua, Mestra de medicina tradicional Tupinambá, Olivença - BAValdeci Santana, Mestra parteira tradicional, Ilhéus - BAMaria de Fátima Silveira (Mestra Fatinha), Mestra do jongo do Pinheiral, Pinheiral - RJNeide Lopes, Mestra de mamulengo, Glória do Goitá - PE Maria dos Anjos Gomes (Mãe Doci), Mestra da Pedagogia Griô e contadora de Histórias, João Pessoa - PBMarcia Mura educadora Griô e Doutora em educação indigena – Rondônia Mestra Nadir - São Luís, Maranhão
Subproduto 1: Ações Formativas e Oficinas Arrudeia!As ações formativas ocorrerão durante o evento, com atividades práticas e teóricas conduzidas pelas mestras convidadas. Serão realizadas oficinas, rodas de conversa, vivências e apresentações de saberes tradicionais.Cada oficina terá duração média de 1h a 2h, com 20 a 30 participantes por turma. Serão abordadas temáticas como: oralidade, canto ancestral, corporeidade, danças tradicionais, confecção de instrumentos e brinquedos, narrativas de cura e espiritualidade popular.A metodologia seguirá os princípios da Pedagogia Griô, baseada na transmissão de saberes pela oralidade e convivência, valorizando o corpo como ferramenta de aprendizado. As oficinas serão gratuitas e abertas à comunidade, com material de apoio incluso (papel, tecido, argila, instrumentos reciclados e fitas coloridas).As ações formativas resultarão na produção de relatos, registros audiovisuais e materiais pedagógicos que integrarão os produtos finais do projeto (livro e curta-metragem).Subproduto 2: Curta-metragem Arrudeia!O curta-metragem Arrudeia! terá aproximadamente 15 a 20 minutos de duração, em formato documental, registrando os encontros, depoimentos, saberes e práticas compartilhadas durante o evento.A captação será feita em resolução em alta qualidade, com som direto e posterior edição, legendagem e finalização com audiodescrição e Libras. O filme destacará as trajetórias das Mestras, os momentos de troca, a força da oralidade e a ancestralidade presente nas expressões culturais.O curta integrará o acervo digital da Casa Moringa e será disponibilizado gratuitamente nas plataformas de vídeo e redes sociais, acompanhado de material educativo sobre os temas tratados. Também será exibido em circuito comunitário, escolas públicas e espaços culturais parceiros.Subproduto 3: Livro “Palavra de Mestra II”O livro Palavra de Mestra II será um livro-objeto de formato 27 x 27 cm (fechado), 60 x 27 cm (aberto), verniz localizado na capa e com aproximadamente 240 páginas, impresso em papel couchê 150g, capa 4 x 1 e miolo 4 x 4 com orelhas de 15 cm e tiragem inicial de 1.000 exemplares.A obra trará textos autorais, entrevistas, poemas, cantos e registros das vivências das Mestras participantes do evento, articulando ancestralidade, oralidade e contemporaneidade. O conteúdo será construído de forma colaborativa, com curadoria e organização coletiva.O livro também será disponibilizado em formato digital (PDF e ePub) e audiolivro acessível, garantindo a democratização do acesso e a circulação ampliada. Os exemplares impressos serão distribuídos gratuitamente a bibliotecas públicas, escolas, pontos de cultura, universidades e espaços de convivência comunitária.A edição contará com revisão, projeto gráfico e ilustração desenvolvidos por artistas mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, fortalecendo a representatividade e a cadeia produtiva da cultura.Plano Pedagógico de Educação Patrimonial1. Apresentação O projeto realiza o Encontro de Mestras Griôs e aprendizes do patrimônio cultural imaterial do Brasil em três dias de atividades formativas, apresentações e aulas vivenciais gratuitas no centro de Brasília. A ação fortalece o diálogo entre gerações, democratiza o acesso à memória e valoriza o protagonismo da mulher idosa como guardiã de saberes tradicionais. Inspirado na Pedagogia Griô, o processo envolve encantamento, diálogo e produção partilhada, resultando em três produtos: documentário, livro artístico e jogo pedagógico. O projeto cria um espaço de autocuidado e partilha para mulheres e pessoas LGBTQIA+, promovendo expressões e pesquisas culturais.2. Objetivos O objetivo geral é valorizar o protagonismo de mulheres idosas como detentoras do patrimônio imaterial, fortalecendo redes de transmissão de saberes afro-brasileiros, indígenas e populares. Entre os objetivos específicos: formação da equipe em Pedagogia Griô; curadoria com as mestras; residência artística de três dias; 10 aulas vivenciais gratuitas; produção do documentário e do livro “Palavra de Mestra 2”; e fortalecimento das identidades de mulheres periféricas e comunidades tradicionais por meio da educação patrimonial e da museologia social.3. Justificativa A Casa Moringa, desde 2011, atua com a Pedagogia Griô para promover ancestralidade, diversidade e equidade de gênero nas culturas populares. Nascida no contexto da Ação Griô Nacional (Programa Cultura Viva/Minc), fomenta a transmissão oral entre mestras e novas gerações. O projeto amplia essa rede, unindo tradição oral e tecnologias digitais, promovendo registro e aprendizagem dos saberes das mestras em diálogo com a educação patrimonial. Frente aos impactos do patriarcado e da colonização, o Arrudeia! reconta a história a partir das mulheres e pessoas LGBTQIANP+, criando um espaço intergeracional e plural. A parceria entre Casa Moringa e Escola de Pedagogia Griô garante o rigor metodológico e a produção dos materiais didáticos.4. Base Conceitual A Pedagogia Griô, criada por Líllian Pacheco, baseia-se na oralidade, ancestralidade e saberes populares como pilares da identidade cultural. Representada pela espiral, simboliza o ciclo contínuo de aprendizado. Essa metodologia valoriza cantos, danças e histórias de vida como ferramentas pedagógicas, integrando gerações. Aliada à Museologia Social, que propõe a democratização da memória e a autorrepresentação comunitária, forma uma base que entende a preservação como ato político e de autonomia. O Arrudeia! concretiza essa articulação, com visitas, aulas e processos de cocuradoria, garantindo decisões coletivas e respeito aos territórios das mestras. Os produtos audiovisuais e gráficos tornam-se instrumentos pedagógicos e políticos de preservação. Assim, a Casa Moringa atua como mediadora entre saberes tradicionais e contemporâneos, criando redes de sustentabilidade e reconhecimento simbólico. O Arrudeia! se afirma como prática de resistência cultural e museologia viva.5. Metodologia e Estratégia de Ação a) Pré-produção – Três meses de formação em Pedagogia Griô e educação patrimonial. As “caminhadas griôs” promoverão visitas presenciais e online, com rituais de chegança e partilhas, fortalecendo vínculos afetivos e territoriais. b) Residência Artística – Nas manhãs do encontro, com convivência e rodas de autocuidado, cortejos e entrevistas que alimentarão o documentário e o livro. c) O Encontro – Em Brasília, 8 aulas vivenciais abertas ao público, conduzidas por mestras convidadas e organizadas em quatro eixos: Terra (tradições indígenas), Água (afro-diaspóricas), Vento (tradições brincantes) e Fogo (Pedagogia Griô e políticas públicas). d) Produção Partilhada – Os registros gerados serão sistematizados nos produtos finais: documentário “Arrudeia!” e livro “Palavra de Mestra”, distribuídos gratuitamente a comunidades e escolas.6. Público-alvo Prevê alcançar cerca de 5 mil pessoas entre público presencial e virtual, ampliando o alcance dos saberes das mestras griôs e aprendizes em suas comunidades.7. Conteúdos Abrange identidade cultural, memória, ancestralidade e salvaguarda do patrimônio imaterial, incluindo tradições como bumba meu boi, jongo, capoeira, mamulengo, samba de roda, congada, cavalo marinho, ofícios de parteira, raizeiras e artesãs, além de manifestações de candomblé, umbanda e povos indígenas.8. Monitoramento e Avaliação A equipe da Casa Moringa acompanhará todas as atividades e sistematizará os resultados. As mestras participarão da avaliação coletiva, e os participantes com 80% de frequência receberão certificado. O relatório final reunirá os relatos e produtos compartilhados.9. Referências Base em obras de Líllian Pacheco, Amadou Hampâté Bâ e estudos sobre Museologia Social do Programa Saber Museu (Ibram/MinC). Conteúdo completo em Informações Adicionais.
Produto Principal: Encontro Nacional Arrudeia!a. Acessibilidade Arquitetônicai. Realização do evento em local que conta com rampas de acesso, piso nivelado e banheiros adaptados; ii. Reserva de áreas preferenciais para pessoas com deficiência e acompanhantes nas plateias e nas atividades formativas; iv. Treinamento atitudinal da equipe de produção e recepção, voltado à escuta e ao acolhimento inclusivo.b. Acessibilidade Comunicacional e de Conteúdob.1 Para pessoas com deficiência auditivai. Presença de intérprete de Libras em todas as atividades públicas, como falas, oficinas, feiras e apresentações artísticas; ii. Legendas descritivas e tradução em Libras em vídeos de divulgação; iii. Assentos reservados na primeira fileira para leitura labial; iv. Indicação prévia, nos materiais de divulgação, sobre as ações de acessibilidade comunicacional.b.2 Para pessoas com deficiência visuali. Audiodescrição das apresentações e dos vídeos institucionais; ii. Materiais digitais acessíveis em PDF compatível com leitores de tela; iv. Publicações em redes sociais com hashtags #PraCegoVer e #PraTodosVerem.b.3 Para pessoas com deficiência intelectual e TEAi. Utilização de linguagem simples e direta em comunicações e mediações; iii. Espaço sensorial de acolhimento com baixa luminosidade e ruído; iv. Disponibilização de protetores auriculares sob solicitação; v. Identificação visual e simbólica dos ambientes com pictogramas e cores de referência.c. Outras Açõesi. Contratação de pessoas com deficiência na equipe técnica e de apoio, priorizando o protagonismo inclusivo; ii. Closed caption no documentário final e nos conteúdos audiovisuais; iii. Todas as ações do evento serão gratuitas e abertas ao público, garantindo acesso universal.Subproduto: Ações Formativas e Oficinas Arrudeia!a. Acessibilidade Arquitetônicai. Seleção de espaços parceiros acessíveis, com banheiros adaptados, rampas e circulação livre; ii. Adequação das salas de oficina com mesas e bancadas ajustadas à altura de cadeirantes; iii. Materiais visuais adaptados, de acordo com o público atendido em cada oficina.b. Acessibilidade Comunicacional e de Conteúdob.1 Para pessoas com deficiência auditivai. Oficinas e palestras com intérprete de Libras; ii. Vídeos e materiais complementares com legendas descritivas; iii. Indicação clara das atividades acessíveis no cronograma de divulgação.b.2 Para pessoas com deficiência visuali. Mediação descritiva das atividades e objetos utilizados nas oficinas; ii. Materiais didáticos em formato digital acessível; iii. Uso de referências sonoras e táteis nas atividades práticas.b.3 Para pessoas com deficiência intelectual e TEAi. Linguagem acessível e adaptada nas orientações; ii. Acompanhamento individualizado, conforme necessidade; iii. Espaço reservado para descanso e acolhimento sensorial.c. Outras Açõesi. Incentivo à participação de pessoas com deficiência como oficineiras, colaboradoras ou participantes das ações formativas; ii. Registro audiovisual acessível, com legenda e audiodescrição; iii. Distribuição gratuita de materiais e registros das oficinas em formato acessível.Subproduto: Curta-MetragemVersão do produto com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. Subproduto: Livro Será produzido um audiolivro, que ficará disponível nas plataformas do projeto.
Seguindo o disposto no artigo 47, o projeto prevê:III – Disponibilização de registros audiovisuais das atividades formativas, oficinas, apresentações e demais eventos na internet, acompanhados de Libras e audiodescrição, garantindo acesso ampliado e inclusivo.V – Realização de atividades paralelas gratuitas, incluindo oficinas, rodas formativas, vivências e exposições, promovendo a participação ativa do público e o intercâmbio cultural.VI – Ações culturais voltadas para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores, por meio de oficinas, vivências e outras atividades educativas, fomentando aprendizado e engajamento cultural.X – Outras medidas sugeridas pelo proponente, como a promoção da troca de experiências entre mestras griôs de diferentes regiões do país, o fortalecimento de redes intergeracionais e a valorização da diversidade cultural.Além disso, o projeto contempla:Distribuição gratuita do livro impresso e digital, disponibilização online do curta-metragem de registro, garantindo amplo acesso aos conteúdos produzidos.Garantia de acessibilidade plena em todos os espaços do MPI, com circulação livre de obstáculos, largura mínima de 1,20 m, assentos reservados estrategicamente localizados e facilidades para entrada e saída.Produção de materiais de divulgação em formatos acessíveis, incluindo audiodescrição e Libras. O site do evento contará com ferramentas de acessibilidade digital e versão em linguagem simples, e as redes sociais utilizarão hashtags acessíveis e descrições alternativas para todas as imagens.
Coordenação Geral – Luciana Meireles Nascida e criada em Ceilândia (DF), é palhaça, brincante e griô aprendiz há 20 anos. Atua como contadora de histórias com a personagem Maria das Alembranças e como folgazã no teatro de mamulengos. Formada em Pedagogia Griô, coordena projetos há mais de 15 anos, dedicando-se à ancestralidade e ao empoderamento feminino nas culturas populares. Cofundadora da Casa Moringa, premiada pelo IBRAM e IPHAN, é criadora da Oficina Mulheres Brincantes e referência nacional nas culturas tradicionais. Suas mestras são Valdeci Santana, Tetê Alcandida, Martinha do Coco, Tamatatiua Freire e Nice Teles. Premiada pelo 1º Prêmio de Igualdade de Gênero (2017), idealizou e coordenou o 1º Encontro de Mestras e Griôs (2018), o 1º Encontro de Mulheres Brincantes (2019), a Caravana das Alembranças e o 2º Encontro de Mestras e Griôs (2021 – Prêmio Aldir Blanc), o projeto TawaTingá (2023 – Prêmio FAC Mulher) e o III Encontro de Mestras e Griôs do DF (2024).Coordenação Administrativa e Financeira – Alessandra Rosa Batuqueira, brincante e produtora cultural com 14 anos de experiência, é credenciada como Agente Cultural do DF. Iniciou no grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro e trabalhou na Associação Cultura Acesa – Pichaim Produções, uma das fundadoras do Fórum de Cultura Popular do DF. Atuou no Instituto Rosa dos Ventos e desde 2009 coordena a Roseira Produções Culturais, com foco em gestão financeira e administrativa de projetos.Coordenação de Produção – Mirella Ribeiro (Tomada Produções) Produtora cultural e consultora com ampla experiência em elaboração, execução e prestação de contas de projetos. Atuou na Incubadora BSB Criativa (MinC/SCEC), no Território Criativo e na Red Empreendimentos Culturais. Trabalhou em eventos como COMA – Convenção da Música, Festival Cena Contemporânea, MID, Festival Livre e Roger Waters (produção Rede Globo/Elo). Também integrou a produção do 1º Encontro de Mestras e Griôs do DF.Coordenação Pedagógica – Lua Cavalcante Artista e educadora com deficiência, formada em Pedagogia e Fotografia. Percorre os caminhos da Pedagogia Griô, que valoriza ancestralidade, identidade e o direito à vida. Atuou no Museu Nacional da República e no CCBB DF como mediadora cultural, propondo práticas de acessibilidade, inclusão e afetividade. Define-se como corpo-terreiro, articulando brincadeiras populares e educação sensível.Coordenação Artística – Fabíola Resende Mineira, formada em Artes Cênicas pela UnB, é mamulengueira e professora da Secretaria de Educação do DF. Cofundadora da Casa Moringa, realizou as Caravanas Griôs e o espetáculo Vereda dos Mamulengos, tornando-se referência feminina no mamulengo. Pesquisa as influências do teatro popular na educação artística e concluiu pós-graduação em Culturas Populares pela Universidade Regional do Cariri.Coordenação de Acessibilidade – Bárbara Barbosa Produtora e consultora com 19 anos de experiência, é especialista em Acessibilidade Cultural, tradutora-intérprete de Libras e audiodescritora. Pioneira no Centro-Oeste, atuou em grandes eventos e foi gerente de Inclusão e Acessibilidade da Secretaria de Cultura do DF, implantando a Política Pública de Acessibilidade Cultural (2015).Assessoria Pedagógica – Lillian Pacheco Educadora e criadora da Pedagogia Griô, idealizadora do Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô (BA) e da Escola de Formação Griô. Coordena o Programa Ação Griô Nacional e a Escola de Políticas Culturais. Há 25 anos desenvolve projetos que unem educação, cultura, economia solidária e sustentabilidade, premiados em nível nacional.Assessoria de Imprensa – Pareia Comunicação Empreendimento criativo fundado em 2014 e referência em Comunicação Cultural. Atua na difusão das culturas populares com fotografia, audiovisual, assessoria de imprensa e curadoria. Realizou quatro edições da Comunicante – Oficina de Comunicação Cultural e já assessorou projetos como Festival Taguatinga de Cinema, Bonecos de Todo Mundo, Mestres de Circo e Festival Brasília de Cultura Popular.Coordenação de Marketing e Redes Sociais – Candiá Criada em 2016 por Valéria Amorim, a Candiá atua com planejamento, consultoria e assessoria em comunicação para projetos culturais e sociais, com abordagem personalizada e foco em resultados estratégicos.Cenotécnica e Montagem – A Pilastra Ecossistema de arte dedicado à produção transdisciplinar e à inserção de jovens artistas periféricos e dissidentes no mercado cultural. Desenvolve cursos, mentorias e projetos voltados à formação técnica e à arte como ferramenta de transformação social.Coordenação da Produção Audiovisual – Francisco Rio Artista, educador e realizador audiovisual, com formação nas tradições orais e interesse nas intersecções entre dança, performance, educação e dissidência. Co-diretor do curta Buracão (2013), premiado no CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema.Equipe de Vídeo – Miracena Produtora audiovisual com atuação nacional e internacional, dedicada a narrativas documentais que valorizam diversidade cultural e sociobiodiversidade. Sua equipe multidisciplinar desenvolve projetos que fortalecem identidades coletivas e memórias territoriais.Jacyara Tonhá Nascida em Samambaia (DF), integrante da Casa Moringa, atua com arte, educação e cultura desde 2019. Desenvolve práticas ligadas à Pedagogia Griô, capoeira, samba de roda e teatro popular, com foco em educação antirracista e contra-colonial.Griôs Aprendizes (Facilitadoras das Aulas Vivenciais):Adele Teixeira: Cantadora, compositora e fotógrafa. Griô Aprendiz formada pela Escola Grãos de Luz e Griô, é integrante da Guarda de Moçambique de Santa Efigênia (MG) e da Casa Moringa, além de vocalista e dançarina do grupo Sereia Luzia da Estrela Molhada.Priscilla Castro: Educadora e artista de Ceilândia, com formação em Gestão Ambiental e especialização em Agroecologia e Economia Solidária. Atua em projetos de arte-educação, sustentabilidade e Cerrado, e coordena o projeto Jogo de Trilha Griô – Caminhos do Rio Melchior.Rayla Costa: Arte-educadora, percussionista e ativista cultural. Formada em Serviço Social, integra grupos de mamulengo e forró desde 2009 e criou a figura Maria da Luz, presente nos espetáculos TawaTingá e A Chegança da Burrinha Calunga.Laiza Almeida: Pedagoga e cientista social, atriz-brincante da Ceilândia (DF). Atua na educação formal e popular com base na Pedagogia Griô e criou a brincadeira Encantaria de Mamulengos (2022).Produção Editorial – AVÁ Editora Editora artesanal fundada em 2018 por Natália Aniceto, especializada em publicações independentes e acompanhamento autoral. Valoriza escritores do DF e fomenta novas vozes literárias em poesia, ficção e biografia.Escritora Organizadora do Livro – Keyane Dias Nascida em Taguatinga (DF), é jornalista, poeta e integrante da Casa Moringa. Cofundadora da Pareia Comunicação, atua desde 2012 em comunicação cultural. Publicou Oráculo Poético, Travessias e Atraverso, com obras voltadas à ancestralidade, feminilidade e tradição oral.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.