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O projeto pretende realizar pesquisa das rotas tropeiras, introduzidas no Rio Grande do Sul e que deram origem aos povoados criados ao longo dos séculos pelo país, e expressá-la por meio de um conjunto de mapas elaborados em uma sequência temporal, desenhados à mão, contendo abas com a sinopses da história para maior compreensão de estudantes, historiadores, pesquisadores, agentes culturais e de turismo.
As mulas e burros (famosos muares, cruzamento induzido pelo homem entre equinos e asininos) estiveram presentes no desenvolvimento de nossa nação em todo o território nacional, seja no ciclo do ouro e diamantes; ciclo da cana de açúcar; ciclo do café e no abastecimento de víveres e mercadorias diversas em todos os povoados criados ao longo dos séculos. Pode até se dizer, que foi o primeiro modal de carga introduzido que atingiu todo o país com seus relevos inconstantes e por vezes muito hostis, ia a qualquer parte, não sendo limitado a superfícies planas como os carros de boi. Tropeiros de tropas xucras: assim são designados os homens e mulheres que há milhares de anos conduzem animais soltos por longas distâncias em trilhas e rotas. Pode ser de gado bovino, de camelos, de suínos, ovinos, de aves, enfim, qualquer quantidade de animais levados soltos de um local a outro.Tropeiros de mulas arreadas ou arrieiros: assim são designados os homens e mulheres que conduzem tropas de animais de carga, levando todo tipo de mercadorias de um local a outro, seja para abastecer o comércio ou no transporte de produções minerais e agrícolas a pontos de escoamento da produção.Mulas e Burros: cruzamento de equinos (égua ou cavalo) com asininos (jumentos ou jumentas), necessitam obrigatoriamente da intervenção humana para cruzarem, resultando daí animais estéreis, ou seja, que não se reproduzem. São diversas as vantagens desses animais em comparação com o cavalo; são mais dóceis, possuem um caminhar mais seguro em terrenos difíceis, transportam mais carga, são mais resistentes, exigem uma alimentação menos elaborada e bem cuidados trabalham por até quarenta anos.Introdução das mulas e burros (muares) na América do Sul: esses animais não existiam nas Américas até a chegada dos Europeus e foram introduzidos pelos espanhóis na conquista de suas futuras colônias A princípio na América do Sul, os espanhóis se valeram dos camelídeos locais (Vicunha, Alpaca, Guanaco e principalmente a Lhama) para o transporte das imensas reservas de prata descobertas no Andes (destaque para Potosí – atual Bolívia; a maior mina de prata da história) para os portos de escoamento. No entanto, a capacidade de carga desses animais era limitada quando comparada aos muares e não se adaptavam a altitudes mais baixas. Em meados do século XVI os muares foram introduzidos na América do Sul através do Peru e já no princípio do século XVII já haviam criatórios de muares no atual Paraguai e na região de Santa Fé, Córdoba, Entre-Rios e Corrientes na Argentina, principalmente para abastecer de animais de carga e tração nas inóspitas minas de prata dos Andes e para trabalhar nas Reduções Jesuíticas espanholas. Já por volta de 1630, toda a produção argentífera dos Andes era realizada no lombo de mulas e burros. No final do século XVII, as minas de prata começaram a apresentar sinais de esgotamento, criando um excedente de muares na região do Prata.As Minas Gerais no Brasil: no final do século XVII, os Bandeirantes descobriram imensas reservas de ouro e depois diamantes na região de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso no centro do Brasil. Uma verdadeira corrida do ouro para essas regiões causou um caos generalizado; falta de estrutura, víveres e toda sorte de insumos necessários a sobrevivência humana e exploração das riquezas encontradas. Os primeiros Tropeiros trazendo gado bovino para abastecimento da região, vieram dos “Campos da Bahia”- desde o norte de Minas Gerais até outros estados do nordeste brasileiro, principalmente pela “Estrada Real”.A Feira de Muares de Sorocaba: a então Vila de Sorocaba/SP já era um pequeno polo de comércio de gado e outros animais no início do século XVIII. Localizada “no meio do caminho” entre o sul e o norte aurífero, propiciava um clima agradável tanto para “nortistas e sulinos”; nos meses de abril e maio, época das feiras, não era tão quente para os sulistas e nem tão frio para os nortistas. Além disso, o tempo de deslocamento até a feira permitia que os compradores e vendedores de muares retornassem todos os anos para suprir suas necessidades. Talvez, o mais importante (principalmente para a Coroa Portuguesa) era a Ponte sobre o Rio Sorocaba, que facilitava muito a cobrança de impostos (registro) e evitava a evasão de divisas pelo contrabando. Sorocaba permaneceu como o centro de distribuição de muares e sua feira durou até 1897 e aos muares se deve sua pujança atual e vocação industrial, pelo imenso comércio realizado nas feiras pelas indústrias de couros, selarias, arreios, cutelaria, ourivesaria, tecelagem, etc.
Objetivo GeralResgatar e registrar as rotas do Tropeirismo do Brasil, por meio da cartografia tradicional (até então inexistente nos moldes do projeto), para preservar e enriquecer futuros estudos e reunir os dados pulverizados, ainda disponíveis, para a conformidade de informações sobre esse momento histórico, econômico, social e cultural do país. Será uma ferramenta fundamental para estudos, aulas e palestras.Objetivos Específicos1. Produto PESQUISA: Realizar pesquisa de campo em museus, bibliotecas, casas de cultura e principalmente com historiadores/pesquisadores em 4 estados.2. Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: Confecção e exposição de 5 mapas feitos 100% à mão que retrate as rotas dos tropeiros, do ponto de vista geográfico, histórico, demográfico e de vegetação e realizar 2 palestras de apresentação dos mapas em Caxias do Sul e Sorocaba.3. Produto VÍDEO: Gravação das imagens e entrevistas com consultores durante a fase de pesquisa e edição das imagens para um mini video de 30 minutos para divulgação dos processos de pesquisa e elaboração dos mapas.4. Produto: CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realização de 2 palestras online para alunos de escolas públicas de ensino médio e fundamental e universitários.
Segundo a Associação Cartográfica Internacional (ACI) e ratificada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), é a atividade que se apresenta como o conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações diretas ou da análise de documentação, voltam-se para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos, bem como a sua utilização.A cartografia surgiu por volta de 2.500 a.C. quando uma placa de barro cozido foi confeccionada pelos Sumérios, com o lado setentrional da região mesopotâmica, o que é considerado o primeiro mapa da história. O sistema cartográfico contemporâneo nasceu com os gregos nas escolas de Alexandria e Atenas. Hiparco (séc. 11 a.C.) foi quem criou o sistema de coordenadas geográficas de latitude e longitude utilizando-se da matemática e da observação dos astros celestes e Ptolomeu escreveu uma das obras mais importantes, "Geographia", onde discute alguns pontos fundamentais da cartografia.Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites conheceram uma verdadeira revolução e assim, a cartografia, apesar de ser formalmente verificada no campo das artes, tem sido muito valorizada historicamente como arte, além de ciência, como pode ser visto nos diversos museus pelo mundo.É nessa perspectiva que este projeto pretende utilizar a cartografia como uma arte milenar, usando as novas tecnologias e materiais disponíveis hoje no mercado como recurso para desenvolver mapas, com conteúdo temático do Tropeirismo no Brasil, como recurso visual e como obra de arte peculiar que remete á nossa memória cultural, e que ainda pode e deve ser apreciada pelas próximas gerações.Essa nossa história tão esquecida, é comparável às mundialmente reconhecidas "Rotas da Seda", "Caminho de Compostela", "Caminhos Aníbal _o cartaginês", " A conquista do Oeste estadunidense", etc. Creio que o povo de nosso Brasil merece conhecer profundamente essa odisseia repetida ano após ano durante séculos, fundando centenas de cidades, abrindo e preparando o Brasil para seu futuro glorioso.No princípio do século XVIII se iniciou o primeiro modal de transporte pesado no Brasil; o Tropeirismo! Muares xucros trazidos da Argentina atravessando os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, se encontravam nas feiras anuais de Sorocaba/SP com os compradores oriundos principalmente das Minas Gerais. Esses animais eram levados para o transporte do ouro das regiões mineradoras ao porto de Parati/RJ e depois a Capital do Império, Rio de Janeiro. Em seu retorno, traziam suprimentos essenciais do litoral para abastecer as comunidades mineradoras.Com o esgotamento das minas, esses animais passaram a transportar as safras de café nas regiões do Vale do Paraíba e posteriormente em sentido oeste do Estado de São Paulo das fazendas para os portos; no caso de São Paulo, o porto de Santos. Além disso, já neste tempo se criou uma rede de caminhos para levar aos mais distantes locais do Estado de São Paulo, passando pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e chegando ao estado de Goiás, insumos para a colonização das terras ainda inexploradas.Talvez o maior feito deste projeto é conseguir reunir a "nata" dos historiadores e pesquisadores do Tropeirismo do Brasil, num projeto único que marcará para sempre esse momento histórico, econômico, social e cultural do Brasil, preservando e enriquecendo futuros estudos e unindo numa só voz os "retalhos" da história até então existentes e trazendo uma conformidade ímpar a esse patrimônio imaterial, além _ e se não mais importante, atrair nossos jovens para a continuidade dessa tradição.Considermos necessário ainda o reconhecimento de valor cultural, dos bens de natureza imaterial, nos termos da Constituição da República Federativa do Brasil, o que pressupõe referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.Sabemos como é difícil reunir todas as Secretarias de Cultura, Educação e Turismo de tantos Estados numa agenda comum ao tema; divergências da agenda política, questões orçamentárias e prioridades diferentes tornam um trabalho deste porte quase que impossível. A centralização em um só projeto e a anuência de todos os colaboradores nesse processo, bem como, o aporte da iniciativa privada através do PRONAC, é a única alternativa para seu sucesso.Assim, em conformidade com a Lei 8313/91, este projeto atende aos seguintes artigos:Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:I - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;
Plano de Comunicação- Inserção da logomarca dos patrocinadores em todos os mapas físicos, vídeos e imagens referentes ao projeto para serem inseridos nas redes sociais, jornais, palestras em universidades, centros de cultura, museus, prefeituras, secretárias de cultura e turismo, etc.- Poderá ser utilizado no automóvel de deslocamento um “adesivo imã” com o logo dos patrocinadores e do projeto.- Será enviado release e o vídeo documentário a todos os principais canais de TV e jornais do país, inclusive os canais de história, geografia, turismo, e afins, como History Channel, Discovery, Animal Planet, Nat Geo e mídias afins.- Todos os banners e materiais impressos para palestras e exposições terão a logomarca dos apoiadores.- Serão enviados box com os mapas para as empresas patrocinadoras, conforme estipulado no plano de distribuição.Palestras de lançamento sobre o projeto: 2 palestras com duração de 60 minutos Será realizada a divulgação prévia para pelo menos 116 mil seguidores do artista nas mídias sociais, disparo de mensagens e outros meios de comunicação. Live de lançamento do projeto: 1 live com duração de 120 minutos, a ser exibida na plataforma de vídeos Zoom para acesso de até 300 participantes online e plataforma Youtube para acesso indefinido de público. Será realizada a divulgação prévia para pelo menos 116 mil seguidores do artista nas mídias sociais, disparo de mensagens e outros meios de comunicação. As lives que ficarão disponíveis no canal do Youtube por tempo indeterminado para acesso posterior de interessados que não possam comparecer no momento do evento. Distribuição dos boxes com os mapas: Serão 3.000 box com 5 mapas cada, distribuídos pelo Brasil a entidades estudantis, historiadores, centros de tradição, secretarias de educação, cultura e turismo dos municípios, centenas de palestras e exposições pelo país. Um público de milhões de pessoas será atingido indefinidamente, pois serão também fixados em quadros e certamente copiados por outras tantas pessoas para fins de educação e decoração de museus, prefeituras e casas de culturas dos municípios e empresas. Municípios de cada região receberão um ou mais box dos mapas, pois cada cidade/região carrega uma forte tradição tropeira em sua cultura local e estas empresas sempre estão presentes nos inúmeros eventos pontuais de cada cidade. Serão entregues aos locais de exposição os mapas emoldurados com os logotipos das empresas patrocinadoras como doação e exposição permanente e possivelmente em outros estabelecimentos congêneres em todo o país. Relação das Cidades beneficiadas diretamente pelo projeto, seja histórico ou turístico – Estado de São Paulo.- Itararé, Ribeira, Apiaí, Guapiara, Capão Bonito, Riversul, Itaberá, Itapeva, Taquarivaí, Buri, Paranapanema, Angatuba, Botucatu, São Miguel Arcanjo, Pilar do Sul, Piedade, Itapetininga, Tatuí, Alambari, Sarapuí, Guareí, Capela do Alto, Boituva, Iperó, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora, Porto Feliz. Relação das Cidades beneficiadas diretamente pelo projeto, seja histórico ou turístico – Estado do Paraná.- Sengés, Arapoti, Jaguariaíva, Tibagi, Telêmaco Borba, Castro, Carambeí, Ponta Grossa, São Luiz do Purunã, Campo Largo, Balsa Nova, Araucária, São José dos Pinhais, Colombo, Cerro Azul, Adrianópolis, Bocaiuva do Sul, Piraquara, Morretes, Antonina, Paranaguá, Guaratuba, Tijucas do Sul, Campo do Tenente, Lapa, Porto Amazonas, Palmeira, São João do Triunfo, Rio Negro, Imbituva, Prudentópolis, Guarapuava, Pinhão, Palmas, União da Vitória, Pato Branco, Clevelândia e dezenas de pequenas cidades, vilas, distritos ao entorno do controvertido “Caminho da Praia” de Laguna/SC a Curitiba, do “Caminho da Rota Cristóvão Pereira de Abreu”, do “Novo Caminho das Missões” e os “Campos de Palmas”, da “Vereda das Missões” através de Chapecó/SC, além de todo o norte e oeste do estado no ciclo do café.Relação das Cidades beneficiadas diretamente pelo projeto, seja histórico ou turístico – Estado de Santa Catarina.- Mafra, Papanduva, Santa Cecília, Taió, Curitibanos, Campos Novos, Correia Pinto, Lages, São Joaquim, Urupema, Ubirici, Bom Jardim da Serra, Rio do Sul, Alfredo Wagner, Orleans, Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Lauro Muller, Criciúma, Araranguá, Passo de Torres, Turvo, Sombrio, Tubarão, Laguna, Imbituba, Garopaba, Palhoça, São José, Florianópolis, Biguaçu, Tijucas, Itajaí, Barra Velha, Joinville, São Francisco do Sul, Catanduvas, Concórdia, Joaçaba, Passos Maia, Xanxerê, Xaxim, Chapecó, Ponte Serrada, Celso Ramos e dezenas de pequenas cidades, vilas, distritos ao entorno da “Estrada da Praia” que ligava Laguna a Colônia do Sacramento (Uruguai), “ Caminho da Rota Cristóvão Pereira de Abreu”, “ Caminho dos Conventos”, “Novo Caminho das Missões” e o “Caminho Vereda das Missões”.Relação das Cidades beneficiadas diretamente pelo projeto, seja histórico ou turístico – Estado do Rio Grande do Sul.- Torres, Osório, Tramandaí, Capivari do Sul, Palmares do Sul, Mostardas, Tavares, Rincão Cristóvão Pereira de Abreu, Bojuru, Estreito, São José do Norte, Rio Grande, Taim, Curral Alto, Árvore Só, Santa Vitória do Palmar, Chuí, São Lourenço do Sul, Camaquã, Tapes, Porto Alegre, Viamão, Gravataí, Canoas, Triunfo, Rio Pardo, Cachoeira do Sul, Santa Maria, São Vicente do Sul, Santiago, Alegrete, Uruguaiana, Quaraí, Alegrete, São Marcos, Itaqui, São Borja, Garruchos, Santo Antônio das Missões, São Miguel das Missões, Bossoroca, Santo Ângelo, Ijuí, Cruz Alta, Tupaciretã, Santa Bárbara do Sul, Carazinho, Palmeira das Missões, Rondinha, Ronda, Ronda Alta, Nonoai, Goio-En, Passo Fundo, Lagoa Vermelha, Barracão, Muitos Capões, Vacaria, Bom Jesus, São José dos Ausentes, Jaquirana, Caxias do Sul, Cambará do Sul, Novo Hamburgo, Gravataí, Montenegro, Candelária, Taquara, Rolante, São Francisco de Paula, Tainhas, Bagé, Aceguá, Pelotas, Rosário do Sul, São Gabriel, Caçapava do Sul, Santana do Livramento e dezenas e dezenas de pequenas cidades, vilas e distritos ao entorno dessas principais rotas. É o Estado brasileiro que deverá ser mais pesquisado no projeto, centenas de vaus, coxilhas, cerros, serras, passos, registros fiscais em diversas rotas consagradas pelos Tropeiros e outras muitas rotas de contrabando, sendo a mais “ignorada” é a “Rota de Passo de Santana Velho (Uruguaiana) ”, que margeando o rio Ibicuí e depois o Rio Jacuí até chegar aos campos de Viamão. Eram utilizadas para o contrabando de muares argentinos para o Brasil. Havia a “Estrada da Praia ou Estrada do Inferno” que ligava Colônia do Sacramento (Uruguai) a Laguna/SC, depois substituída pelo “Caminhos dos Conventos”, depois substituído pela “Rota Cristóvão Pereira de Abreu” de Viamão a Lages/SC e depois a Curitiba/PR e São Paulo/ SP. Depois a “Primeira Estrada das Missões que ligava São Borja a Campos de Vacaria, depois a “Rota Vereda das Missões e pôr fim a “ Rota Novo Caminho das Missões” saindo pelo leste catarinense. É importante frisar que as rotas frequentemente mudavam ligeiramente seu percurso devido a cheia não prevista de rios, índios ferozes, sempre tentando encurtar o tempo de viagem.Observação: esta é uma expectativa baseada em milhares de horas de estudo da literatura tropeira e dos contatos já realizados com os consultores e demais colaboradores. Poderão ocorrer modificações tanto no itinerário quanto no tempo estimado em determinados locais dependendo da pesquisa de campo, entrevistas, novos documentos, etc; visando sempre a qualidade do projeto, porém não ultrapassando os limites financeiros estipulados no projeto, mas caso isso ocorra, será as minhas expensas.
Deslocamentos das fases do projeto:Fase 1: Rio Grande do Sul- Deslocamento rodoviário a regiões de pontos ainda pouco explorados ou com divergências expressivas entre historiadores e pesquisadores, com ênfase nas rotas de contrabando de mulas xucras da Argentina para o Brasil, que entravam pelo Passo de Santana Velho (atual Uruguaiana/RS) e se dirigiam a Viamão/RS costeando os Rios Ibicuí e Jacuí; rota esta quenão está presente nos mapas atuais sobre o tema. Mapear todos os pontos descritos nesta rota pelo já falecido Historiador e Professor Raul Pont em seus livros “Campos Realengos” – volume I e II, assim como pesquisar os diversos vaus de passagem sobre o rio Uruguai, como o do Yapeyu, de São Borja, passo do Aferidor, passo dos Garruchos, etc.- Deslocamento rodoviário a região das Missões, conferindo e apurando os diversos caminhos que convergiam para Viamão através do caminho dos contrabandistas até aproximadamente o início do século XIX e os caminhos posteriores pelo planalto médio em direção ao Registro de Santa Vitória (divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina). Fase 3: Rio Grande do Sul- Deslocamento rodoviário para as demais localidades “controversas” do Tropeirismo no Rio Grande do Sul, filmagens, fotografias, medições GPS, regiões rurais de antigos caminhos e sítios arqueológicos/ruínas, depoimentos de moradores locais e centros de cultura/prefeituras, etc. Visitarei a região do Vale do Rio Rolante, Santo Antônio da Patrulha (registro de cobrança de impostos), Jaquirana, e adentrando no antigo Caminho da Praia em seu trecho em Palmares do Sul, Mostardas, Rincão Cristóvão Pereira de Abreu, Tavares, Estreito, São José do Norte, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí. No retorno, ir até a região de Bagé, ponto de entrada de contrabando de gado vacum e muar (?) pela fronteira seca entre Brasil e Uruguai e deste ponto rumar para Tramandaí/RS, Araranguá/SC e subir o Caminho dos Conventos criado por Francisco de Souza e Faria em 1730 e retificado por Cristóvão Pereira de Abreu em 1732, subir até Vacaria/RS, Bom Jesus e região do Passo de Santa Vitória (registro de cobrança de impostos), Barracão/RS (registro que substituiu o de Santa Vitória), Goio-En/RS (último caminho aberto da direção das Missões para São Paulo). Fase 4: Santa Catarina- Deslocamento entre as cidades de Sorocaba/SP, São Francisco do Sul, Laguna, Conventos, Araranguá, Turvo, Bom Jardim da Serra, Ubirici, Urupema, Lages, Campos Novos, Curitibanos, Taió, Mafra, Lapa, Porto União e retorno a Sorocaba.Fase 6: Paraná- Deslocamento entre as cidades de Sorocaba/SP, Castro/PR, Ponta Grossa, Guarapuava, Palmas, União da Vitória, Lapa, Balsa Nova, Campo Largo, São Luiz do Purunã, Palmeira, Carambeí, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Sengés e retorno a Sorocaba.Fase 8: São Paulo- Deslocamento entre as cidades de Sorocaba, Itararé, Apiaí, Ribeira, Guapiara, Itapeva, Taquarivaí, Alambari, Buri, Capão Bonito, Itapetininga, Capela do Alto, Araçoiaba da Serra e retorno a Sorocaba. Fase 9: São Paulo- Deslocamento com o consultor Sérgio Coelho de Oliveira de Sorocaba a Itapetininga e região rural fazendo medições com GPS para definição das rotas.
1. Produto PESQUISA:Não se aplicam condições de acessibilidade neste produto, uma vez que está relacionado apenas com o pesquisador, consultores e historiadores que não possuem dificiência.2. Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES:Acessibilidade física:Não se aplica.Acessibilidade para deficientes visuais:Este produto, não possui condições técnicas de acessibilidade para deficientes visuais, uma vez que trata-se de mapa visual de um período histórico.Acessibilidade para deficientes auditivos:Não se aplica.3. Produto CATÁLOGO:Acessibilidade física:Este produto não possui restrições de acessibilidade física, uma vez que se trata de catálogo (mapa impresso).Acessibilidade para deficientes visuais:Este produto, não possui condições técnicas de acessibilidade para deficientes visuais, uma vez que trata-se de mapa visual de um período histórico, no entanto deficientes visuais poderão ter acesso ao produto do projeto a partir das palestras online, previstas no item de contrapartida social.Acessibilidade para deficientes auditivos:Este produto não possui impedimento para acessibilidade de deficientes auditivos.4. Produto: CONTRAPARTIDA SOCIAL:Acessibilidade física:As 2 palestras que ocorrerão de forma presencial diretamente com o público (alunos e professores) em ambiente em que já possui acessibilidade física aos mesmos. Haverá palestras online de forma remota e o convite será realizado para alunos de escolas públicas de todo o Brasil. As 2 palestras que ocorrerão no formato online não possuem impedimento de acessibilidade física.Acessibilidade para deficientes auditivos:As 2 palestras que ocorrerão no formato online que possui legendas automáticas (closed caption) na plataforma de vídeos, não gerando custos. Também haverá intérprete de libras. As 6 palestras presenciais ocorrerão de forma presencial diretamente com o público (alunos e professores) e contarão com intérprete de libras.Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: 37Acessibilidade para deficientes visuais:As 2 palestras que ocorrerão no formato online poderão ser ouvidas e os mapas serão descritos pelo palestrante, portanto não possuem impedimento para deficientes visuais. As 2 palestras presenciais diretamente com o público (alunos e professores) poderão ser ouvidas e os mapas serão descritos pelo palestrante, portanto não possuem impedimento para deficientes visuais.
I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento);IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;
Nome completo: Francisco José FerreiraFunção no Projeto: Coordenação técnica, pesquisador e designer de mapas (desenhista)Curriculum:Fugindo um pouco do tradicional, creio que se justifica um currículo especial a parte de meucurrículo oficial em empresas e escolas.Nascido na cidade de Sorocaba/SP em 07/07/1962, filho de Altiva Diniz Ferreira (professora)e de José Ferreira Filho (advogado), iniciei meus estudos com seis anos de idade e apredileção por História e Geografia se fez presente de forma marcante.Impulsionado por minha mãe, tornei-me um voraz devorador de livros de história e porconsequência de Geografia (matérias concomitantes), sendo eu um colecionador de mapasdesde criança aos dias de hoje!Ocorre, que no momento de escolher em meus estudos qual seria minha “carreiraprofissional”, fui totalmente desencorajado pelos meus pais a seguir a área de Humanas,quase que me obrigando a se dedicar nos estudos para ser médico ou engenheiro; profissõesque “davam dinheiro” na época. Enfim, de excelente aluno (e personalidade forte) acabeipor me “rebelar”, começou a decair meu aproveitamento escolar e por fim um abandonotemporário dos estudos.Com espírito aventureiro, fiz parte por dois anos (1976 – 1978) do Grupo de Espeleologia“Michael Le Bret” de Sorocaba em conjunto com o Centro Excursionista Universitário da USP(SP), onde fazíamos exploração e mapeamento de cavernas na região do Vale do Ribeira,atual PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), onde muitas das cavernas visitadaspelo público foram descobertas e mapeadas por nós.Em abril de 1981, fui para o garimpo de ouro do Peixoto (Alta Floresta/MT), depois para ogarimpo Cumarú (atual Cumarú do Sul/PA) e finalmente no garimpo de Serra Pelada emRedenção/PA. Voltando a São Paulo (onde residia então), entre um emprego temporário eoutro, esperava chegar a época da seca na região norte (entre abril e novembro) e partiapara novos garimpos (Poxoréu/MT – diamantes; Rio Madeira/RO – ouro; entre outros.). Issoaté o ano de 1985, quando um acidente de automóvel me devolveu a “sanidade”, além de terconhecido minha primeira esposa.Pensando em casar comecei a correr atrás dos estudos e de uma profissão fixa, acabando porme tornar Projetista Mecânico. Em 1989 trabalhava na empresa Compela S/A em Itapecericada Serra/SP e vários engenheiros que trabalhavam comigo, ministravam aulas de Exatas emum colégio particular próximo a empresa. Fui convidado a ministrar aulas de Física, pois eraafeiçoado a matéria, mas não me senti seguro o suficiente para tal. Dialogando com aDiretora e proprietária da escola, contei-lhe sobre minha paixão por história e por fim, elame aceitou como professor substituto, cargo este em que fiquei por dois anos e meio, sóparando pela indisponibilidade de tempo em função de um novo emprego distante da escola.Por achar impensável ministrar uma aula de História sem mapas, comecei a rascunhá-los nalousa e depois esboços em papel vegetal para demonstrar onde os fatos se desenrolaram.Para minha grande felicidade, notei um considerável aumento no interesse dos alunos namatéria.Com o advento do maldito Plano Collor, acabei desempregado por nove meses e iniciei umanova carreira na área comercial em uma Indústria Farmacêutica. Voltei a Sorocaba e reinicieimeus estudos na Universidade de Sorocaba em licenciatura em História, porém, fui obrigadoa desistir pela incompatibilidade dos estudos com minhas constantes viagens a trabalho.Rapidamente cheguei a Gerencia da Região do Interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e daRegião Sul do Brasil. Rapidamente tive que me mudar para Chapecó/SC, depois para SantaMaria/RS, para Curitiba/PR e Campo Largo/PR. Em 2001 retornei a Sorocaba/SP para assumirum Gerencia Regional que compreendia o interior de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso doSul e Mato Grosso. Neste interim, iniciei meus estudos na Universidade do Oeste Catarinenseem licenciatura em História, e mais uma vez fui obrigado a abdicar do curso para me formarem Propaganda e Marketing por exigência da empresa.Em 2007 assumi um cargo de Gerente Nacional de Vendas numa empresa de Sinalização (FlashEngenharia) para viaturas oficiais, onde percorria todo o Brasil. Em 2015 resolvi me dedicarsomente ao que amo fazer; mapas!Após minha experiência ministrando aulas, continuei a fazer meus mapas como um prazerosohobby, aperfeiçoando dia após dia minha técnica e hoje me dedico integralmente a isso,construindo apenas mapas temáticos/históricos baseados em extensas pesquisas literárias visandoa educação e cultura. Nome completo: Andrea GuintherFunção no projeto: Produção ExecutivaCurriculum: Formada em Sistemas Biomédicos, atuou durante um período da sua carreira naárea da saúde e engenharia hospitalar, auditoria interna e aplicação dos processos dequalidade, possuindo grande experiência na área de vendas, rotinas administrativas e áreafinanceira e gerenciamento. Desde 2015 atua como assistente de produção de FranciscoStein, na Stein Mapas, realiza contato com fornecedores, profissionais e público envolvidonas pesquisas e até os clientes finais das obras, sendo a principal responsável pelaorganização, planejamento e acompanhamento de todo o processo. Organiza as exposições,cuida da logística e transporte de todo o material, montagem e desmontagem eambientação de cada evento. Realiza a manutenção dos meios de divulgação e mídia cominformações e mantém atualizados os canais de comunicação da Stein Mapas com o público.Também é responsável pela área de vendas e produtos da Stein Mapas. Nome completo: Maysa Mazzon CamargoFunção do projeto: Assistente de ProduçãoCurriculum: Nascida em Sorocaba-SP, tecnóloga, atua a 14 anos no terceiro setor edesenvolveu trabalhos em diversas organizações em Sorocaba e outras regiões do Brasil, emdiferentes frentes. Produziu em 2004 o livro, Pela Lente do Amor, do fotógrafo CarlosSignorini, realizado pela Imprensa Oficial do Estado, posteriormente traduzido para o idiomaitaliano. Realizou a co-elaboração do plano de negócios, sob supervisão de Raquel Barros,vencedor do Prêmio Empreendedor Social 2005 (Ashoka - McKinsey & Co.) – EmpreiteiraEscola – _Construção Civil com tijolos ecológicos para mulheres em vulnerabilidade. Durante osanos de 2010 e 2011 trabalhou na Fundación Alia2 com foco na prevenção, rastreamento ecombate a redes de pedofilia na Internet e Fundación Tomillo com projetos de recolocaçãoprofissional de imigrantes, ambas em Madrid, Espanha. Em 2018 foi produtora do projeto Zye: UmOlhar Haitiano sobre Sorocaba. Atuou como sistematizadora no Programa de ValorizaçãoSocial do SESC Sorocaba - Capacitação para Empreendedorismo Socioambiental. Foiprodutora executiva do projeto Expedições Criativas, com foco em economia criativa,apoiado pela Lei Aldir Blanc e PROAC-SP.Nome completo: Valter Fraga Nunes (Viamão/RS)Função no projeto: Consutor/PesquisadorO consultor/pesquisador deverá ser responsável por apoio na pesquisa a cerca sobre algumas das rotas dos mapas propostos, bem como particularidades e características e costumes das localidades.Curriculum:Biólogo pela UNISINOS, Mestre em Botânica pela UFRGS; associado correspondente da Academia Sorocabana de Letras; membro da Comissão Gaúcha de Folclore; autor de diversas publicações de artigos em livros, revistas, jornais relacionados ao Tropeirismo; participação com palestras, oficinas, exposição, etc., em vários eventos nacionais e internacionais sobre Tropeirismo; idealizadores do Projeto Pedagógico e Cultural “Tropeirismo nas Escolas”; mais de 40 anos no Movimento Tradicionalista, com foco, principalmente nos usos e costumes do gaúcho, sendo nos últimos 20 anos, dedicados ao Tropeirismo; fundador e vice-presidente do Fórum Permanente de Cultura de Viamão; criador de Asininos e Muares.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.