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PRONAC 2514244Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CRIE como quem LUTA

SORELLA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 1,77 mi
Aprovado
R$ 1,77 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
Ribeirão Preto
Início
2026-08-20
Término
2027-08-20
Locais de realização (2)
Campinas São PauloSão Paulo São Paulo

Resumo

Este projeto propõe realizar uma edição do Festival Latinoamericano CRIE como quem LUTA, com a programação de 26 atividades artísticas e formativas que irão acontecer durante 11 dias, em Campinas e São Paulo, além de uma residência de produção cultural, com duração de 1 mês e uma pesquisa qualitativa. A proposta é que o festival seja um espaço de encontro entre mulheres trabalhadoras da cultura do Brasil e de outros países da América Latina. Organizado pelo coletivo Caju Cultura, de Campinas/SP, o festival se caracteriza como um evento multilinguagens que inclui música, teatro, dança, circo, artes visuais, cinema e gestão cultural.

Sinopse

AÇÕES PREVISTAS O Festival Latinoamericano Crie Como Quem Luta é um evento multilinguagens que abrange os seguintes segmentos culturais: dança, circo, música, teatro, cinema, artes visuais e gestão cultural. Idealizado e realizado pelo Coletivo Caju Cultura, o festival tem uma ficha técnica composta majoritariamente por mulheres, reafirmando o compromisso com a inclusão, a igualdade de gênero e a valorização do trabalho artístico feminino. Formato e Duração Esta edição do festival será realizada em 10 espaços culturais de diferentes territórios da cidade de Campinas e 01 espaço em São Paulo. A programação artística irá ocorrer ao longo de 11 dias, em Campinas e São Paulo. A residência de produção cultural irá ocorrer durante 1 mês. Ao todo, o festival contará com 26 ações que incluem apresentações artísticas (16, sendo 14 em Campinas e 2 durante o seminário de São Paulo), mostra de curta audiovisual (1), oficinas (4), seminário de gestão cultural - FeMinas (1), residência artística (1), residência de produção cultural (1), mostra de finalização (1) e exposição (1).

Objetivos

Movimentar o cenário cultural da cidade de Campinas e de São Paulo, com produções artísticas e atividades formativas resultantes de uma curadoria de alta qualidade com recorte feminista e que prioriza criações e o trabalho realizado por mulheres nas áreas de música, teatro, dança, circo, artes visuais, cinema e gestão cultural. Objetivo específico Realizar 16 apresentações artísticas, sendo 14 em Campinas e 02 em São Paulo (capital); Realizar 01 mostra de curtas audiovisual com curadoria especializada atuante na cidade de Campinas; Realizar 01 seminário de gestão cultural (cujo nome é FeMinas) aberto ao público, com duração de 02 dias, na cidade de São Paulo, com participação de gestoras de outros países da América Latina; Oferecer 03 oficinas abertas ao público, em temáticas que se relacionam diretamente com o campo de trabalho da gestão cultural, em Campinas-SP; Oferecer 01 oficina de grafite exclusiva para a equipe do festival (aproximadamente 20 pessoas), em Campinas-SP; Realizar 01 exposição de artes visuais em Campinas-SP, criada a partir de uma oficina de grafite com a equipe do festival e o coletivo Mamilos Poéticos; Abrir e divulgar 03 convocatórias para a seleção de artistas residentes, espetáculos artísticos e trabalhadoras da cultura interessadas em produção cultural; Realizar uma residência em produção cultural, com 30 dias de duração, com 06 participantes, em Campinas-SP; Realizar uma residência artística, com 08 dias consecutivos de duração, com 08 participantes, em Campinas-SP; Apresentar uma Mostra da Residência, a saber, 01 espetáculo criado durante o processo da residência artística, em Campinas-SP; Empregar 70 pessoas na equipe de realização do Festival CRIE como quem LUTA; Realizar uma pesquisa/um processo de Inteligência Avaliativa ao longo do Festival e uma publicação com os resultados no site da Caju Cultura, que estarão disponibilizados por, pelo menos, um ano; Gravar e divulgar em vídeo as atividades formativas oferecidas no Seminário FeMinas e deixá-los disponíveis no canal de YouTube do Coletivo Caju Cultura durante 01 ano;

Justificativa

O festival CRIE como quem LUTA, ao longo de suas edições provou ser de extrema relevância e pertinência, não apenas pelo impacto local, mas também pelas positivas reverberações que sua realização tem alcançado ao longo dos anos para a cultura, tanto do ponto de vista interno (da equipe e artistas que compõem a mão de obra do festival), quanto externo (público que acompanha as ações e programação). Além disso, também destacamos a relação que o festival construiu, e vem solidificando, com a iniciativa privada (apoiadores logísticos e parceiros locais) e instituições ligadas à cultura e à pesquisa (Sesc, Sesi, Universidade Estadual de Campinas, Secretaria Municipal de Cultura).O festival privilegia a arte feita por mulheres, assim como aplica a perspectiva feminista, antiracista e anticapacitista em suas escolhas. Conseguimos compor, ao longo dos anos, uma equipe cada vez mais diversa e alinhada aos debates e lutas de setores menos privilegiados na nossa sociedade. Destaco aqui a nossa escolha por trazer para a equipe mulheres negras, trans, deficientes, mães - entre outras - sobretudo para espaços usualmente ocupados por homens (Cis e brancos) ou de coordenação, de decisões curatoriais e artísticas. Outra premissa que mantemos nas realizações do festival é a de proporcionar o espaço de criação para mulheres nas residências (artística e de produção): asseguramos um espaço adequado, condições técnicas, cachê e orientação de cena para que um grupo de artistas selecionadas possa se dedicar ao longo de uma semana ao aprofundamento e à troca com outras profissionais de áreas diversas. Todos os anos, as artistas residentes relatam a importância de conseguirem esse espaço para seguirem com o exercício de seus ofícios e as redes construídas a partir do processo: mulheres que se conheceram no festival e que convidaram umas às outras para a realização de novos projetos e criações. A relação do Festival CRIE como quem LUTA com o público também vem sendo construída e ampliada a cada edição. Destacamos aqui a característica multilinguagem do evento, o que contribui para a ampliação, diversificação e intercâmbio entre públicos. Nas últimas duas edições realizamos uma pesquisa de público que nos trouxe relevantes informações sobre as pessoas que acompanham o festival, desde o perfil do público, até a mensuração do impacto das ações experienciadas. Através da pesquisa realizada na terceira edição, tomamos decisões de programação, divulgação e produção que contribuíram com o alcance e melhoria na relação do público com os eventos. Aqui cabe citar que, entre as edições três e quatro, obtivemos um aumento proporcional de 23% na quantidade de público presente nas ações do festival. Cremos que esse aumento não é meramente quantitativo e se deve, sobretudo, à maior qualidade com que conseguimos realizar o festival, além do grande potencial que identificamos na cidade de Campinas para a realização de um evento deste porte. A cidade tem profissionais qualificadas e o festival tem contribuído bastante para ampliar a profissionalização e o debate acerca das relações. Além disso, a cidade tem muita demanda por ações culturais, não só de pessoas residentes no próprio município, mas também de cidades próximas: recebemos público de Salto, Amparo, Hortolândia, Paulínia, São Paulo, Sumaré, Americana, Peruíbe e Santa Bárbara d´Oeste.Conseguimos profissionalizar uma equipe expressiva e pretendemos seguir com o aprimoramento desta, assim como ampliar e solidificar a relação com o público e com os parceiros. Para a próxima edição preparamos um aprofundamento na relação do festival com as cidades, elegendo territórios estratégicos para realizarmos ações com escuta ativa do território (público e gestoras locais) a fim de proporcionar maior legado nas regiões onde o festival acontecer. Entendemos que, para nossa proposta ser bem executada, é necessário mantermos parte significativa da nossa equipe, com remuneração apropriada; além de mantermos os investimentos em divulgação, acessibilidade e produção nos territórios. Desta forma, o fomento pleiteado se faz muito necessário. Acreditamos que realizar o festival com o mecanismo da Lei de Incentivo nos ajudará a firmar laços com entes públicos e privados e que contribuiremos principalmente com as seguintes premissas previstas no Artigo 1o da Lei 8313/91:Facilitar os meios de livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;Com a realização do festival, objetivamos alcançar os seguintes objetivos previstos no artigo 3º da Lei 8313/91:Incentivo à formação artística e cultural mediante a concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil;Fomentar a produção cultural e artística mediante a realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênica, e de músicaEstimular o conhecimento dos bens e valores culturais, mediante distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; e ao levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;

Estratégia de execução

Apresentação resumida da Residência de Produção cultural A presente proposta visa a realização de uma Residência em Produção Cultural, com duração de 30 dias, destinada à qualificação de 6 agentes culturais, artistas e produtoras de diversas regiões do Estado de São Paulo. O programa oferece uma formação intensiva que mescla fundamentos teóricos sólidos com a experiência prática em ambiente real de festival. Através de uma metodologia ativa, os participantes vivenciam um processo de reconhecimento de identidade profissional, mapeamento de seus fazeres e estruturação de suas práticas de produção a partir desta perspectiva ética. Um dos diferenciais é a sua culminância em uma experiência de campo alinhada com seus valores: os residentes serão incorporados à equipe de produção da 5ª edição do festival Crie Como Quem Luta. Esta inserção permitirá que os participantes transformem o conhecimento teórico em prática supervisionada, vivenciando o modelo de gestão da Caju Cultura. Justificativa, Metodologia e Diretrizes Entendemos que uma residência de produção que seja ampla nos temas, imersiva no formato e que culmina em uma experiência prática durante a programação do festival, representa uma oportunidade para sistematização de uma estrutura que já existe nos trabalhos realizados pelo núcleo central da Caju Cultura. Organizar esse conhecimento empírico e sistematizar em um material didático que vai ser transmitido para diversas profissionais em início de trajetória, é uma forma de multiplicar o potencial dos recursos culturais. A necessidade de realização desta residência também se dá pelo reconhecimento da carência de formação especializada e aplicada na gestão cultural, especialmente fora das capitais e dos circuitos já conhecidos de produção de festivais e Eventos. Por este motivo, a residência está estruturada como um laboratório de produção que opera sob as diretrizes e valores que o coletivo Caju Cultura vem construindo ao longo dos 10 anos de existência. O programa se diferencia por sua proposta ética e política, promovendo uma abordagem crítica tanto na reflexão quanto nas práticas: Estudo crítico das políticas públicas de cultura: O curso trará uma abordagem ampla sobre os modelos de financiamento e as políticas culturais existentes, estimulando os residentes a avaliar e debater alternativas. Visão interseccional: A residência adota como valor fundamental a visão feminista de valorização do trabalho das mulheres, interseccionando com uma leitura antirracista, anti-LGBTfóbica, garantindo que as questões de diversidade e equidade sejam centrais em todas as etapas da produção. Cuidado e equidade no trabalho: os temas serão abordados de forma a estimular reflexões e práticas do cuidado com pessoas, a escuta ativa e a busca pelo atendimento das necessidades essenciais da equipe, promovendo mais equilíbrio e sustentabilidade humana dos projetos. Estrutura e Conteúdo Programático O eixo central da residência é a imersão nos diversos pilares da produção. A coordenação geral é de Cassiane Tomilhero e o conteúdo será ministrado por profissionais convidados, especialistas em módulos específicos: Políticas Públicas e Sistemas Financiamento à Cultura Produção geral e financiamento de projetos culturais Produção executiva e logística Produção administrativa Produção técnica Comunicação de projetos culturais Acesso e Acessibilidade na Cultura Pós produção e prestação de contas Formato - 2 finais de semana de preparação / 2 semanas de prática de campo 2 finais de semana (sexta a domingo) - 6 horas por dia 2 semanas de prática de campo - 6 horas por dia carga horária total: 108 horas Estrutura Necessária Locais e Equipamentos: Utilização de espaços culturais em Campinas para a realização das atividades. Será mantido o vínculo com espaços culturais parceiros das edições anteriores, como Sala dos Toninhos, Teatro Castro Mendes, Centro Cultural SESI Campinas, Fêmea Fábrica, Casa de Cultura Aquarela, CIS Guanabara (Centro Cultural Unicamp), Casa do Sol, Casa de Cultura Fazenda Roseira, entre outros. Além disso, o Festival realizará 02 dias de itinerância em São Paulo, com a realização do Seminário Latinoamericano de Gestoras (FeMinas). Serão necessários equipamentos de som, iluminação, cenografia e espaços adequados para realização de todas as atividades Equipe: A produção contará com uma equipe de mais de 70 mulheres, incluindo técnicas, produtoras, artistas e comunicadoras. Infraestrutura de Acessibilidade: Buscaremos aprimorar a acessibilidade arquitetônica e comunicacional em todos os espaços, além de ações específicas para promover a inclusão e a participação de pessoas com deficiência. Para um maior aprofundamento, haverá uma coordenadora da área de acessibilidade para definir as ações, orientar a equipe, os grupos artísticos, público e dialogar com a gestão dos espaços onde as atividades serão realizadas. Outras informações PARCERIAS COM ESPAÇOS E COLETIVOS DE CAMPINAS – CASA DO SOL Em 2025, estreitamos relações com um importante e emblemático espaço de Campinas, a Casa do Sol (sede do Instituto Hilda Hilst), e fomos convidadas para co-produzir e realizar a curadoria artística da primeira edição das Hilstianas — uma feira literária que passou a integrar o calendário do Instituto Hilda Hilst e da cidade de Campinas de forma bimestral. Assim, a Casa do Sol, residência da grande poeta Hilda Hilst por 50 anos, recebeu ao longo de dois dias editoras independentes, livrarias e uma programação artística que se expandiu com as intervenções do Festival CRIE como quem LUTA. Para as próximas edições do Festival, iremos manter esta parceria, oferecendo uma programação artística com curadoria própria no espaço da Casa do Sol, que pode ocorrer durante uma edição das Hilstianas. Vale ressaltar que durante os dois dias da programação do Hilstianas convida CRIE como quem LUTA recebemos um público de 3000 pessoas. Sobre Mamilos Poéticos Mamilos Poéticos é um projeto da cultura Hip Hop que nasceu da vontade e necessidade de reunir e incentivar jovens artistas a se expressarem livremente. Criado pela artista Vanusa Passos e Mariana Luz, com produção e curadoria de Beatriz LuMO, o projeto tem como objetivo fortalecer o protagonismo de mulheres e pessoas trans por meio da arte urbana, espalhando ideias, cores e traços que ocupam o mundo e transformam espaços. Voltado ao desenvolvimento pessoal e coletivo, o Mamilos Poéticos atua para desafiar estruturas patriarcais ainda presentes nos centros urbanos e no próprio Hip Hop. Seu propósito é provocar reflexões sobre pertencimento, expressão e valorização das mulheres na sociedade, reconhecendo as marcas deixadas pela opressão e promovendo caminhos de cura, resistência e criação. Com 4 anos de atuação na região metropolitana de Campinas/SP, o projeto já realizou eventos, encontros e ações artísticas que celebram a liberdade, o festejo e a coletividade, como a produção de murais e intervenções visuais com obras de diversas mulheres. Agora, o Mamilos Poéticos inicia uma nova fase, com rodas de conversa, ações formativas e produções colaborativas, ampliando o espaço para que mais mulheres possam refletir sobre suas trajetórias e formas de atuação no mundo. Enraizado nos princípios do Hip Hop — paz, amor, união e diversão — o projeto acredita na arte como ferramenta de transformação, cuidado e fortalecimento das redes de afeto. Incentivar a expressão autêntica, afirmar direitos e nutrir relações saudáveis são as bases que sustentam o Mamilos Poéticos e suas esperanças por uma realidade mais justa, acolhedora e potente para todas as mulheres. Sobre a Rede Mulheres pela Cultura: Desde 2023 a Caju Cultura é parte da Rede Mulheres pela Cultura, uma rede internacional que surgiu em 2013, impulsionada por um grupo de gestoras culturais latinoamericanas, a Fundação Proyecta Cultura (Argentina), e o apoio de outros organizadores com o objetivo de promover a perspectiva de gênero nas políticas culturais, destacar a participação de mulheres nas diversas instâncias da cultura e seus desdobramentos e promover o trabalho em rede. É integrada por líderes culturais de diferentes países, gerações, saberes e práticas. Já foram realizados 12 encontros virtuais e presenciais no Chile, México, Equador, Argentina, República Dominicana e Bolivia. Em 2022, com o apoio do programa Iberculturaviva, foi realizado o 10o encontro (híbrido), que destacou a participação das mulheres afro e indígenas no setor cultural e permitiu visibilizar as dimensões do trabalho de realizadoras culturais no espaço ibero-americano. Em 2023, foi realizado o 11o encontro (Argentina), em que foram discutidas questões sobre a presença das mulheres atuantes na cultura e nos diversos setores da sociedade e a continuidade da rede. No final de novembro de 2024, com sede em La Cantera, Coquimbo, na Casa de las Artes Rural Lucila Godoy Alcayaga, ocorreu o 12º Encuentro em homenagem ao legado de Gabriela Mistral. Com o título “Cultureras Tejiendo la Ronda”, se desenvolveram apresentações artísticas, rodas de conversa e visitas a territórios culturais. Inspirado pelo símbolo do número 12 como unidade completa, o encontro trouxe visibilidade para mulheres criadoras, educadoras, gestoras locais e comprometidas com o desenvolvimento integral de suas comunidades desde uma gestão cultural de base arraigada e sustentável. Em 2025 tivemos a participação de diversas gestoras da Rede na 4ª edição do Festival CRIE como quem LUTA, em uma atividade intitulada FeMinas (que se repetirá na próxima edição do Festival). A Rede Internacional de Mulheres pela Cultura é, neste sentido, uma aposta coletiva por uma cultura mais equitativa, plural e feminista.

Especificação técnica

Considerando que o projeto tem ações formativas gratuitas previstas no produto “Curso/Oficina/Capacitação” (oficinas de aprofundamento abertas a profissionais da cultura e para a equipe organizadora do festival com focos em técnica, acessibilidade e comunicação) entendemos não ser necessária a inclusão do produto “contrapartida social” no plano de distribuição, de acordo com parágrafo terceiro do artigo 49 da Instrução Normativa 23/2025 Convocatória e Curadoria O Festival CRIE como quem LUTA, desde a sua primeira edição, preza por uma curadoria artística que contemple diversidades de mulheres: CIS, TRANS, diferentes raças, corpos fora do padrão, diferentes idades etc. Buscamos trazer propostas que toquem o público a partir de suas abordagens sensíveis e também temáticas. Apostamos que duas escolhas primordiais contribuem para aproximar novos públicos: 1) realizar um festival multilinguagens, e assim promover uma troca e aproximação entre públicos que estão mais habituados a consumir predominantemente alguma forma artística e assim apresentá-los outras formas de expressão 2) ocupando diferentes territórios da cidade e propondo co-produções e parcerias com eventos que já existem no calendário da cidade. Residências: serão abertas convocatórias com alcance estadual, para selecionar 8 artistas residentes de diferentes linguagens artísticas e 6 mulheres interessadas em aprofundar seu conhecimento na área de produção cultural. A curadoria será realizada pelas integrantes do Coletivo Caju Cultura e Cassiane Tomilhero (Residência de produção cultural), e busca garantir diversidade e representatividade nas escolhas. Espetáculos: a seleção dos espetáculos que irão compor a programação do festival será feita de 3 maneiras 1. Convocatória com alcance nacional para espetáculos de diversas linguagens artísticas 2. Seleção de espetáculos convidados, incluindo espetáculos de outros países da América Latina 3. Curadoria local em parceria com gestores dos espaços culturais onde serão realizadas as atividades, para seleção de espetáculos de grupos de diferentes territórios da cidade de Campinas

Acessibilidade

O Festival Latinoamericano Crie Como Quem Luta busca facilitar o acesso de pessoas com deficiência às suas atividades, promovendo medidas para minimizar barreiras de acessibilidade e ampliar a participação de todos. As ações previstas são as seguintes: 1. Coordenação de Acessibilidade O festival contará com uma coordenação de acessibilidade, especialista na área, responsável por planejar e desenvolver estratégias que garantam um maior acesso às atividades para pessoas com deficiência. Além de supervisionar a implementação das medidas de acessibilidade, a coordenação terá um papel estratégico na programação e comunicação, buscando formas de chegar ao público com deficiência. Isso inclui minimizar barreiras relacionadas ao transporte, divulgação, acompanhamento durante os eventos, interesse do público e limitações econômicas. 2. Sensibilização e Capacitação Masterclass sobre Acessibilidade na Produção Cultural: Uma masterclass será oferecida para a equipe do festival, focando na sensibilização e conscientização sobre a importância de tornar eventos culturais mais acessíveis. Esta atividade não só abordará a eliminação de atitudes capacitistas, mas também apresentará estratégias e ações práticas que podem ser implementadas para facilitar o acesso a eventos culturais para pessoas com deficiência. 3. Acessibilidade Comunicacional Interpretação em Libras e legendagem: Pelo menos 10 atividades do festival contarão com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou legendas. A seleção das atividades será orientada pela coordenação de acessibilidade, de acordo com as características dos eventos e o perfil do público, visando ampliar o acesso de pessoas com deficiência auditiva. Audiodescrição: Ao menos 4 eventos, como exibições de filmes e alguns espetáculos, oferecerão audiodescrição para permitir que pessoas com deficiência visual compreendam e aproveitem melhor o conteúdo. 4. Acessibilidade Arquitetônica Espaços Acessíveis: Buscaremos realizar atividades em locais que possuam infraestrutura de acessibilidade, como rotas adequadas para cadeiras de rodas, rampas, banheiros adaptados e assentos reservados para pessoas com mobilidade reduzida. A escolha desses espaços será feita com base na capacidade de facilitar o acesso do público com deficiência.

Democratização do acesso

A maioria das ações do projeto serão gratuitas. Duas atividades terão cobrança de ingresso, de até R$ 60,00 o valor inteiro, sem limite de meia-entrada. 2 das apresentações de espetáculos acontecerão em ruas ou praças públicas. Além disso, o projeto também prevê a realização de ações formativas gratuitas e a realização de uma residência com foco em formação em produção cultural, com estágio de trabalho durante o festival. Para alcançar um público diverso e interessado, contaremos com ações de divulgação direcionada para público com deficiência, público em formação em áreas artísticas, instituições de ensino, coletivos culturais etc., fortalecendo parcerias e vínculos já estabelecidos e buscando outras. Será oferecido transporte gratuito para alguns grupos do público, como forma de minimizar as barreiras de acessibilidade aos eventos. Com relação ao seminário de gestão cultural FeMinas, as ações formativas que o compõem serão filmadas e disponibilizadas online gratuitamente no canal de YouTube do Coletivo Caju Cultura por um ano, bem como alguns dados, informações e relatórios produzidos pelo processo de Inteligência Avaliativa sobre os territórios e os processos vivenciados pelo festival. O projeto contempla os itens II, III, V e X do Art 47 da IN/2025

Ficha técnica

Direção Geral - Caju Cultura Concepção de projeto - Caju Cultura Coordenação de projeto - Sorella Produções Coordenação Administrativa e Financeira - Juliana Saravali Coordenação de Produção e Programação - Ju Kaneto Coordenação de residência artística - Cristiane Taguchi Coordenação de residência de produção - Cassiane Tomilhero Coordenação de Comunicação - Júlia Conterno e Sorella Produções Coordenação da Inteligência Avaliativa – Larissa Biasoli Prestação de contas - Sorella Produções

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.