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TRISCA é o primeiro festival multilinguagem de arte com crianças e jovens do Piauí, reunindo artistas nacionais e piauienses em uma experiência imersiva, comunitária e intergeracional entre artistas e não-artistas. O festival percorre as cidades de Teresina, Buriti dos Lopes, Ilha Grande e Parnaíba, regiões de forte tradição cultural e de difícil acesso às artes, promovendo acesso, formação e descentralização cultural. Sua programação reúne espetáculos, acontecimentos cênicos, oficinas, cortejos, intercâmbios, atrações musicais e o Fórum Fala na Lata, além de percursos formativos e ações de mediação cultural com corpos com e sem deficiência. A proposta inclui núcleos de jovens produtores, mulheres 60+, pessoas com deficiência intelectual e crianças curadoras, impulsionando uma rede profissionalizante que articula famílias, educadores, gestores e instituições em torno da arte, da infância e do futuro.
A programação do festival e, portanto, as respectivas sinopses das peças e acontecimentos, serão definidas por meio de convocatória pública, que selecionará trabalhos artísticos alinhados ao conceito do projeto e às diretrizes curatoriais propostas. O processo será conduzido de forma colaborativa entre a equipe do festival e um grupo de crianças convidadas, participantes de escolas e projetos culturais locais, que integrarão o Núcleo Curatorial de Pessoas Espertas, espaço de formação em mediação, escuta e apreciação artística, presente nas cidades de Teresina e Parnaíba, trazendo dois parâmetros diferentes de infância: aquela da cidade grande e a infância dos terreiros e rios.Essa metodologia propõe um processo curatorial compartilhado, em que as crianças exercem papel ativo na escolha das obras, ampliando o olhar sobre a arte e reconhecendo-se como agentes de criação e pensamento. As decisões serão orientadas por critérios de diversidade regional, inclusão, acessibilidade e relevância artística, assegurando representatividade e qualidade. O resultado da convocatória e a composição final da programação serão divulgados publicamente e atualizados no sistema SALIC, conforme exigências do Ministério da Cultura.O TRISCA Festival nasce como um espaço de convivência artística entre crianças, jovens e adultos, em que a programação não é simplesmente apresentada ao público — ela é construída junto com ele. Por isso, o festival mantém sua curadoria em aberto, como um processo compartilhado com o Núcleo de Mini Curadores, grupo de crianças que, por meio de escutas e experiências, ajudam a imaginar, escolher e reinventar o que estará em cena.O TRISCA pensa com as crianças, e não apenas para elas.Entre as obras e artistas já em diálogo com o festival, destacam-se:Espetáculo de dança “IRACEMA” de Rosa Primo, (Fortaleza/CE), com o acontecimento DIA D – Dança, Infância e Autismo, propõe uma experiência sensível de criação e inclusão, na qual o corpo dança os gestos da escuta e da diferença, abrindo espaço para outros modos de presença e comunicação.Acontecimento cênico para bebês e crianças pequenas “BUBUIA” do Coletivo Antônia, um mergulho em águas imaginárias e femininas, onde o corpo brinca com o flutuar e o afundar, em uma coreografia que mistura infância, cotidiano e invenção.Espetáculo teatral “Meninas Contam a Independência”, de Ana Luisa Fidalgo e Márcia Limma, da Bahia, que reconta a história a partir das vozes e gestos das meninas, convidando o público a pensar o Brasil por perspectivas femininas.Oficina “SERPENTEIA” – Marcela Felipa (PE), que é um convite ao universo dos brinquedos e brincadeiras populares afro-brasileiras e indígenas, em que o corpo serpenteia entre memórias e invenções. A artista propõe jogos de movimento, ritmo e imaginação que despertam a ancestralidade do brincar, reconhecendo nas danças, cantos e gestos tradicionais a potência criadora da infância e sua relação viva com a terra, o corpo e a comunidade.Oficina “Foto Ativa” – Miguel Chikaoka (PA) parte do brincar e da curiosidade para apresentar a fotografia como gesto de descoberta e afeto, estimulando o olhar poético sobre o cotidiano e a natureza.“A Astronauta Mara: Aventuras no Mundo das Bocas e das Mãos”, criação de uma artista surda, leva o público a uma viagem interplanetária pela Língua Brasileira de Sinais (Libras), ampliando a imaginação e o vocabulário sensível de comunicação.O Coletivo Gompa (RS) traz sua pesquisa teatral e musical que mistura narrativas visuais, objetos animados e humor poético, criando experiências híbridas entre teatro, música e performance.Palhaço Surddy, artista surdo, leva à cena o humor como linguagem universal, convidando o público a perceber a potência comunicativa do corpo e do riso, para além das palavras.“Peixe que é bom, nada” – Minha Companhia (SC), também com uma artista com deficiência, propõe uma dança-lúdica que mergulha no imaginário das águas, explorando com leveza temas de diversidade e convivência.No Fórum Fala na Lata, dentre outros convidados a serem definidos, participam Daniel Munduruku, escritor e pensador indígena, e as influencers Melaninas Sapiência, em encontros que triscam filosofia, ancestralidade e juventude, para pensar o futuro das infâncias e das artes.Essas obras e encontros se conectam pela escolha de um olhar radicalmente sensível sobre o corpo e o mundo, onde infância e deficiência não são temas, mas formas de existir e conhecer. No TRISCA, o tempo desacelera para que crianças e adultos pensem juntos o presente, em experiências que entrelaçam o brincar e o saber, o gesto e a escuta. A programação convida à construção de “encontros de futuros”, espaços de criação partilhada, onde o aprendizado é coletivo e o porvir se imagina com o corpo inteiro.
Objetivo GeralRealizar um festival itinerante de artes cênicas e ações formativas em quatro cidades do Piauí — Teresina, Buriti dos Lopes, Ilha Grande e Parnaíba — promovendo o acesso às artes, a formação cultural e o intercâmbio entre artistas nacionais e comunidades locais. O projeto tem como propósito fortalecer a descentralização cultural, valorizando saberes populares e tradições regionais, e aproximar crianças, jovens e adultos de diferentes contextos em experiências artísticas, educativas e sensíveis que afirmam a diversidade, a inclusão e a continuidade dos gestos culturais brasileiros.Objetivos Específicos- Apresentar 05 espetáculos nacionais — 03 em Teresina, 01 em Buriti dos Lopes, 01 em Ilha Grande, 02 em Parnaíba — reunindo artistas das regiões Sul e Nordeste e promovendo o diálogo entre produções contemporâneas e o público local.- Realizar 02 acontecimentos cênicos em Teresina, ampliando a experiência sensível e corporal do público, especialmente da primeira infância, por meio de improvisações, jogos e escutas compartilhadas.- Promover 01 ação colaborativa (Colab com feira livre em Teresina), integrando arte e cotidiano e aproximando o festival das dinâmicas comunitárias e dos espaços populares da cidade.- Oferecer 05 oficinas artísticas — 03 em Teresina (vindas de Parnaíba, da região Nordeste e região Sul), 01 em Buriti dos Lopes (Nordeste), 01 em Ilha Grande (Norte) — com foco na formação técnica e criativa de artistas, educadores e jovens.- Realizar 01 intercâmbio artístico em Teresina e 01 em Parnaíba, reunindo artistas locais e nacionais em experiências de troca entre saberes populares e linguagens contemporâneas.- Promover 01 cortejo popular em Parnaíba, como ação de ocupação poética dos espaços públicos e celebração das tradições culturais da região.- Apresentar 03 atrações musicais locais, 01 em Buriti dos Lopes, 01 em Ilha Grande, 01 em Parnaíba, reunindo músicos de Teresina e crianças das cidades anfitriãs em apresentações colaborativas e formativas.- Dentre os espetáculos selecionados (nacionais e locais), ter ao menos 03 obras produzidas ou apresentadas por artistas com deficiência.- Realizar 01 Fórum Fala na Lata, com edições em três cidades (Buriti dos Lopes, Ilha Grande e Parnaíba), criando espaços de diálogo entre artistas, pesquisadores, crianças e comunidades sobre arte, infância e futuro.- Realizar 05 encontros com 15 crianças de 7 a 13 anos, sendo 03 encontros em Teresina e 02 em Parnaíba que compõem o Núcleo Curatorial Mini Curadores do festival, "Núcleo curatorial de pessoas espertas" com ajuda de custo para transporte;- Realizar 01 percurso formativo para capacitação de 10 jovens e jovens adultos LGBTQIAPN+ na monitoria Núcleo de Jovens Produtores em Parnaíba, para atuação profissional e inserção no mercado cultural por meio nas áreas de produção cultural, cenografia ou comunicação digital durante a programação do festival. Sendo que 05 desses jovens, receberão uma ajuda de custo para participação nessas atividades.- Realizar 01 percurso formativo com capacitação em Produção Cultural para 9 (nove) mulheres 60+ na Monitoria Platinada, para atuação profissional e inserção no mercado cultural que compõem a equipe de oficinas, educativo, mediação de atividades e público do festival. Sendo 06 mulheres de Teresina e 03 de Parnaíba, sendo que as 09 receberão ajuda de custo.- Realizar 02 percursos formativos para capacitação de 6 (seis) pessoas com deficiência intelectual na Monitoria Ímpar, promovendo a inclusão e acompanhamento profissional para a composição de equipe de monitoria, que compõem a equipe de oficinas, educativo, mediação de atividades e público do festival.- Fortalecer a descentralização cultural, garantindo a presença do festival em 4 cidades do Piauí (Teresina, Buriti dos Lopes, Ilha Grande e Parnaíba) — territórios de difícil acesso às artes, mas de enorme relevância para a preservação e reinvenção das culturas de tradição.
O TRISCA Festival de Arte com Criança é uma realização do Instituto Punaré, plataforma multidisciplinar de criação, formação e difusão artística que, há quase duas décadas, articula artistas, educadores, pesquisadores e comunidades em torno dos eixos infância, intergeracionalidade e territórios.O TRISCA é o primeiro festival multilinguagem de arte com crianças e jovens do Piauí, reunindo artistas locais, nacionais e internacionais em uma experiência imersiva que alia formação, convivência e criação coletiva. O festival se propõe como Festival-Escola, uma plataforma artístico-educacional que integra pesquisa, aprendizagem e profissionalização nas artes, priorizando o encontro entre diferentes gerações, corpos, gêneros, raças, linguagens e territórios.Sua atuação se estrutura a partir da noção de arte como direito e como convivência, promovendo o acesso democrático à criação e a valorização dos modos de fazer e viver das comunidades. Em um estado de baixa densidade econômica e ainda distante dos grandes circuitos de financiamento, a utilização do Mecanismo de Incentivo Fiscal da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) é fundamental para garantir a sustentabilidade e a continuidade deste projeto, cujo impacto social e educativo é de caráter público e coletivo.O incentivo fiscal viabiliza a realização de um festival que dificilmente seria absorvido por patrocínios privados diretos, especialmente por sua natureza formativa, inclusiva e descentralizada. A Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, o instrumento que possibilita que o TRISCA se mantenha como política de futuro e de equidade territorial, assegurando à população do Piauí o acesso pleno aos direitos culturais previstos na Constituição e na própria Lei 8.313/91.Enquadramento no Artigo 1º da Lei nº 8.313/1991O TRISCA Festival se enquadra em diversos incisos do Art. 1º da Lei Rouanet, conforme detalhamento a seguir:Inciso I _ Facilitar o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.O festival promove acesso gratuito e inclusivo à arte, com apresentações, mediações, oficinas e fóruns públicos. Estimula o direito de criação e fruição cultural entre crianças, jovens e comunidades, ampliando o exercício dos direitos culturais em territórios periféricos e interioranos.Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais.Como o primeiro festival de arte com crianças e jovens do Piauí, o TRISCA fortalece a regionalização da produção cultural, investindo na formação de artistas locais e na circulação de produções piauienses. Valoriza conteúdos simbólicos e humanos do território, integrando o Nordeste à cena artística nacional.Inciso III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores.O projeto difunde manifestações culturais diversas, acolhendo linguagens como dança, teatro, música, literatura e audiovisual. Valoriza criadores e processos colaborativos entre artistas e crianças, ampliando a visibilidade da produção artística contemporânea e comunitária.Inciso IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional.O festival protege e visibiliza expressões culturais de grupos diversos: mulheres, pessoas com deficiência, crianças, idosos e comunidades tradicionais, assegurando pluralidade estética e social. A diversidade é entendida como um valor central e estruturante do projeto.Inciso V _ Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira.O TRISCA atua como campo de salvaguarda viva, articulando arte e comunidade, tradição e contemporaneidade. As práticas intergeracionais e as ações com escolas, famílias e grupos locais fortalecem a continuidade simbólica e afetiva da cultura brasileira.Inciso VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.Enquanto festival-escola, o TRISCA gera bens culturais formativos — obras, publicações, filmes e registros metodológicos — que articulam arte, educação e memória. Produz conhecimento sobre arte e infância, difundindo metodologias inovadoras no campo da formação artística.Inciso IX _ Priorizar o produto cultural originário do País.O festival privilegia a produção cultural brasileira, com ênfase em artistas e grupos do Piauí e do Nordeste, sem perder o diálogo internacional. A curadoria do TRISCA reforça a identidade cultural brasileira como potência criadora, contemporânea e plural.Contribuição aos objetivos do Artigo 3º da Lei nº 8.313/1991O TRISCA contribui diretamente para os objetivos do Art. 3º da Lei Rouanet, ao:- Apoiar e difundir a produção cultural e artística brasileira (inciso I), promovendo o encontro entre artistas locais, nacionais e estrangeiros;- Proteger e promover a diversidade cultural e a memória dos grupos sociais (inciso II), garantindo visibilidade a diferentes corpos e narrativas;- Descentralizar a atividade cultural (inciso III), fortalecendo redes e ações fora dos grandes centros;- Estimular intercâmbios culturais nacionais e internacionais (inciso V), conectando o Piauí a redes globais de criação;- Fomentar programas de formação artística e técnica (inciso VII), através de oficinas, mentorias e mediações voltadas à infância e juventude;- Apoiar iniciativas inovadoras e experimentais (inciso VIII), que combinam pesquisa, arte e educação como prática social transformadora.Por que a Lei de Incentivo à Cultura?Porque o TRISCA Festival de Arte com Criança é um projeto de interesse público, que transforma o direito à cultura em experiência concreta. Sua proposta articula arte, educação e cidadania, promovendo formação, inclusão e descentralização — pilares fundamentais das políticas culturais contemporâneas.A Lei de Incentivo à Cultura é o instrumento que permite a continuidade dessa ação, garantindo:- a distribuição equitativa de recursos entre regiões do país;- a viabilização de projetos estruturantes em estados de menor acesso a patrocínios diretos;- o fortalecimento da economia criativa local e o reconhecimento da cultura da infância como campo legítimo de produção artística e conhecimento.Mais do que um mecanismo de financiamento, a Lei Rouanet é uma ferramenta de justiça cultural. É por meio dela que o TRISCA pode pulsar, conectando corpos, memórias e territórios, reafirmando a arte como bem comum e a infância como espaço de invenção, liberdade e convivência.
- Embora o campo de produto principal traga a denominação “Festival, Bienal, Festa ou Feira (somente estrutura)”, este projeto contempla a realização completa do TRISCA Festival, abrangendo não apenas a estrutura física e operacional necessária à execução do evento, mas também a produção da programação artística, as ações formativas, mediações culturais, acessibilidade e circulação de artistas de diferentes regiões do país. Assim, os custos com passagens, hospedagem e alimentação integram o escopo da proposta por refletirem o caráter nacional, inclusivo e intergeracional do festival, que promove a convergência entre arte, infância, diversidade e território. Seus produtos sedundários são complementares e tão importantes quanto o produto principal, compondo completamente do TRISCA Festival.- As passagens aéreas, quantidades e trechos apresentados nesta proposta têm caráter provisório e estimativo, definidos a partir das obras e artistas atualmente em diálogo com o festival. Como o TRISCA Festival constrói sua curadoria de forma colaborativa com as crianças, por meio do Núcleo de Pessoas Espertas, as cidades de origem dos artistas e o número exato de participantes poderão sofrer adequações conforme o desenvolvimento desse processo curatorial compartilhado. Tais ajustes não alteram o escopo nem o impacto do projeto, mas reafirmam sua metodologia viva e participativa, em que a escuta das infâncias orienta as decisões artísticas e logísticas.
1.Núcleo Curatorial de Pessoas Espertas: (curadoria e cultura da infância)Grupo diverso de crianças, 6 e 12 anos, que serão co-criadores do TRISCA numa troca efetiva entre crianças e artistas; 2. Ações formativas: (formação artística)Oficinas, aulas abertas, ateliês, residências e mobilização de práticas artísticas abrangentes, formativas e decoloniais que apresentem para crianças nossa história, estéticas e símbolos. Pensadas para acontecer em qualquer espaço.3. Programação cênica: (sustentabilidade e profissionalização)Espetáculos, exposições, shows e obras convidadas com foco na transdisciplinaridade entre as linguagens da arte. Reivindicando a valorização da cultura popular e identidades brasileiras.4. Mediação Cultural e Monitorias (empregabilidade)- Monitoria Platinada: (ação intergeracional)Ação formativa que convoca senhoras, mestras, avós, líderes comunitárias, mulheres 60+ aproximando em convívio durante o festival as duas "pontas" do viver: a infância e o envelhecer. Avós/avôs compõem a equipe de oficinas, educativo, mediação de atividades e público.- Monitoria Ímpar: (inclusão e acessibilidade)Formação profissional que convida jovens e adultos com deficiência intelectual para a composição de equipe de monitoria, em atuação na assessoria das oficinas, no receptivo do festival e na mediação de atividades coletivas. - Núcleo Jovens produtores culturais: (diversidade e empregabilidade)Um “time” diverso de pessoas geração Z, entre 14 e 21 anos (alunos de escolas e universidades públicas) são inseridos num contexto de formação profissional em produção cultural na feitura do festival. 5. Fórum “Fala na Lata” - Encontros de Futuro (ação intergeracional)Uma lata que passa de mão em mão, como uma brincadeira, conduzida por crianças num painel de conversas públicas e encontros entre artistas, educadores, teóricos e pesquisadores em torno de temas/questões de reconhecimento mútuo. Os Encontros de Futuro reúnem crianças, jovens e pessoas idosas, com e sem deficiência, em um ciclo de experiências intergeracionais realizadas em escolas públicas e espaços comunitários. Cada encontro é conduzido por uma tríade de criação — criança, adulto convidado e mestre, que instaura diálogos entre diferentes tempos da vida. As atividades assumem múltiplos formatos, vivências, rodas e conversas, e tratam de temas como letramento racial e de gênero, saberes da natureza, ciência, arte e ofícios antigos. Mais que ações formativas, são territórios de convivência e imaginação coletiva, onde gerações distintas compartilham saberes e inventam futuros inclusivos, críticos e sensíveis.
A acessibilidade é o princípio e prática do TRISCA Festival. Adotamos desenho universal e acessibilidade como diretrizes estruturantes (LBI, art. 3º), garantindo participação com autonomia, segurança e dignidade em todas as etapas. O projeto compreende a acessibilidade como princípio estruturante de sua concepção e execução, não apenas como recurso técnico, mas um eixo transversal de atuação cultural, pedagógica e política, que se manifesta em diferentes dimensões: física, de conteúdo, atitudinal e no âmbito da convivialidade e pertencimento.Acessibilidade Física (Arquitetônica)- Seleção de espaços para desenvolvimento das atividades auditadas segundo Decreto 5.296/2004 e ABNT NBR 9050: rampas, sanitários acessíveis, sinalização tátil/visual, circulação e altura de balcões. Plano de rotas acessíveis e pontos de descanso.- Assentos acessíveis distribuídos por setores e com visibilidade adequada em teatros/auditórios, conforme LBI art. 44 e Decreto 9.404/2018 (dimensionamento por capacidade, incluindo espaços p/ cadeirantes, assentos p/ mobilidade reduzida e assentos para pessoas obesas, distribuídos por setores com visibilidade),Meta: mín. 4% dos lugares e acompanhante ao lado quando aplicável.- Plano de emergência inclusiva conforme Manual do MDHC (rotas e PAE acessíveis; mapas táteis; comunicação de risco em linguagem simples) procedimentos de evacuação acessível.Acessibilidade de Conteúdo e Comunicacional- Libras em 100% das aberturas das atividades formativas e em ≥60% das demais atividades; revezamento de intérpretes em sessões longas (Lei 10.436/2002; Dec. 5.626/2005). Meta: ≥60% das ações com Libras.- Audiodescrição (AD) ao vivo; legendas (fechadas e descritivas) em vídeos; materiais letra ampliada; visitas sensoriais. Meta: ≥50% das ações com AD/legendagem.- Autodescrição em falas de abertura, comunicação externa com linguagem simples e pictogramas.- Prioridade de vagas e participação de pessoas com deficiência nos cursos, aulas e percursos formativos do Festival Escola. Mín. 4% dos lugares e acompanhante ao lado quando aplicável.- Materiais em letra ampliada nos materiais didáticos e recursos metodológicos e visitas sensoriais/tours táteis aos espaços das ações formativas. Acessibilidade Digital- Site, inscrições, PDFs e repositório do projeto conforme a WCAG 2.1 AA: contraste, navegação por teclado, textos alternativos, estrutura semântica, legendas/CC e janela de Libras em lives. Auditoria com checklist W3C e retestes. (W3C)- Desenvolvimento de Identidade Visual para divulgação nas redes sociais com consultoria de pessoas com deficiência e neurodivergentes. - Texto alternativo (alt text) em TODAS as imagens (Instagram, Facebook, Twitter/X, Threads, LinkedIn).- Descrição breve e objetiva: “Cartaz do Festival TRISCA com fundo azul, título em letras brancas grandes, data 10 a 12 de março, imagem de palco com iluminação violeta.”- Legendas em vídeo: sempre legendas fechadas (CC) ou embutidas, descrevendo diálogos e sons relevantes (ex.: “[música instrumental suave]”).- Formulários de inscrição com campo “necessidades de acessibilidade” (ex.: “Preciso de intérprete de Libras”, “Necessito de audiodescrição”).- Documentos PDF acessíveis: com marcação semântica (tags de título, parágrafos, listas), contraste e compatibilidade com leitores de tela.Acessibilidade Atitudinal e Emocional- Formação da equipe (≥8h) com foco em anticapacitismo, atendimento e mediação acessível, ministrada com participação de profissionais PCD; (IN – práticas anticapacitistas; Manual MDHC)- Coordenação de Acessibilidade responsável por treinamentos, orientações, indicação de fornecedores e profissionais (intérpretes, AD, legendagem), articulação de grupos e público foco, cronogramas e relatórios.- Comitê consultivo PCD (parcerias locais) para cocriação e avaliação das soluções culturais (LBI art. 42 – acesso à cultura em igualdade).Acessibilidade Estética- Reforçar a fruição artística a partir de experiências que se completam com a presença do público, em ações que antecedem ou precedem o espetáculo, como parte da etapa formativa do projeto.
O TRISCA Festival compreende a democratização de acesso como princípio orientador, garantindo que diferentes públicos – com ou sem deficiência, de distintas gerações, gêneros, territórios e contextos sociais – possam usufruir e se reconhecer nas atividades. Para isso, estabelece os seguintes eixos de ação:- Ações de formação inclusivas e acessíveis – conceber e realizar ações culturais pautadas por princípios de inclusão, acessibilidade e universalização do atendimento, assegurando que todos os públicos possam fruir e participar integralmente da experiência.- Espaços de fácil acesso e locais não-formais de pertencimento do público e agentes do território – selecionar locais de realização das atividades formativas que estejam próximos a transporte público, que já funcionem como pontos de pertencimento em seus territórios, e que já possuem medidas de acessibilidade física implementadas, garantindo mobilidade e autonomia a diferentes públicos.- Atividades dedicadas - promover ações específicas voltadas a escolas públicas e grupos em situação de vulnerabilidade social, garantindo experiências de fruição e formação cultural a comunidades que raramente acessam esse tipo de programação.- Gratuidade integral - todas as atividades serão totalmente gratuitas, eliminando barreiras econômicas.- Prioridade para públicos em situação de desigualdade - reservar vagas prioritárias para pessoas com deficiência e estudantes de escolas públicas, juventude periférica, comunidade LGBTQIAPN+ comunidades ribeirinhas e grupos de tradição, assegurando que os processos formativos respeitem as políticas afirmativas vigentes e alcancem aqueles que historicamente têm menos oportunidades.- Bolsas afirmativas remuneradas: as ações de Mediação Cultural e Monitorias do festival unem formação, inclusão e empregabilidade, garantindo remuneração e valorização dos saberes diversos. A Monitoria Platinada integra senhoras e líderes comunitárias 60+ em ações educativas e mediações intergeracionais; a Monitoria Ímpar promove a inclusão de jovens e adultos com deficiência intelectual em funções de receptivo e apoio; e o Núcleo Jovens Produtores Culturais forma e emprega jovens da rede pública em práticas de produção artística.- Circulação digital - transmissão online de alguns encontros, registro audiovisual dos processos e disponibilização de materiais em site acessível, ampliando o alcance para públicos de outras regiões.- Valorização de artistas locais - convites priorizando artistas da região, com ênfase em mulheres, pessoas negras, pessoas trans, pessoas com deficiência e expressões da cultura popular.- O festival também acontece em cidades pequenas e fora dos grandes eixos de circulação cultural, como Parnaíba, Buriti e Ilha Grande, territórios de difícil acesso às artes contemporâneas, mas de profunda relevância no campo das culturas de tradição. São lugares onde os gestos e saberes comunitários mantêm viva a memória coletiva e asseguram a continuidade das manifestações que formam o tecido simbólico do povo brasileiro. Ao realizar-se nesses contextos, o festival reafirma seu compromisso com a descentralização da cultura, valorizando territórios que sustentam, com força e delicadeza, os modos de existir e criar que fundamentam a identidade cultural do país.
Nome: Layane Holanda (Presidente e representante legal do Instituto Punaré)Função: Direção geral e CuradoriaGenero: Cisgenero Heterossexual Minicurriculo: Layane Holanda é artista, educadora, produtora e curadora em artes cênicas. Seu percurso profissional articula dança, teatro, design e cybercultura. Colaborou com diversos profissionais, instituições e projetos no circuito cultural brasileiro. Investiga processos colaborativos nos ecossistemas culturais, com ênfase nas experiências artísticas comunitárias e intergeracionais. Está à frente do Instituto Punaré, plataforma multidisciplinar de criação, formação e articulação de ações culturais no Piauí, com foco na produção feminina nas artes e nos processos de criação entre as infâncias e velhices, onde é co-criadora. É curadora e diretora do TRISCA – Festival de Arte Com Criança e Juventude.Nome: Soraya Portela Função: Direção geral e CuradoriaGenero: Cisgenero Lésbica Mini Curriculo: É artista, pesquisadora e curadora em artes cênicas. Seus trabalhos transitam entre dança, performance e vídeo. Investiga práticas colaborativas focadas na criação, curadoria, gestão e processos educacionais nas artes, alinhadas às noções de corpo, memória e comunidade. Vive em Parnaíba-PI e trabalha colaborando com artistas e instituições por todo Brasil como artista independente à frente do @canteiroteresina – plataforma multidisciplinar de criação, formação e articulação de ações culturais no Piauí, entre as infâncias e velhices, onde é co-criadora. Diretora do grupo Dança das Antigas, contexto de pesquisa, estudo e criação formado por senhoras dançarinas 60+ há 8 anos, conectando dois territórios: Parnaíba e Teresina. Curadora convidada da Bienal Sesc de Dança 2023. Mostra Gurias 2024 - práticas de mulheres artistas em Curitiba/PR. E desde de 2017, faz a curadoria e a direção do TRISCA Festival de arte com crianças. Coordena o ponto de cultura do Canteiro, com o projeto NUVEM - conjunto de ações que ocupa espaços públicos como: Centros Culturais, Bibliotecas, Escolas e Instituições (desde 2016) que pensam arte e cidade. Intercruzando arte e o envelhecer, realiza o mapeamento continuado de gestos e produções simbólicas das velhices através de um CADERNO DIGITAL: " DANÇA DAS ANTIGAS" Inventário de Gestos da Velhice, edição #1 a convite do projeto do DN (RJ) SESC Convida 2021. Suas últimas criações o filme “Serenatas dançadas” mais residência artística com senhoras dançarinas 60+ tem rodado festivais.Nome: Anita Gallardo Função: Coordenação em inclusão e acessibilidadeGenero: Cisgenero Lésbica Pessoa com deficiênciaMinicurriculo: Formada em Artes Cênicas em 2006 e Licenciatura em Artes Visuais em 2021, com especialização em Arte Terapia, Educação Especial Inclusiva e Estudos contemporâneos em Dança. De 2012 a 2016 trabalhou como professora de Arte em escolas voltadas a pessoas com deficiência intelectual, atuando na Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, e EJA. Aliou o fazer artístico ao processo terapêutico, através da Arte Terapia, fazendo uso principalmente da dança e das artes visuais. Concebeu e segue propositora do Projeto ÍM.PAR, um conjunto de ações artísticas e educacionais que incentivam a expressividade de pessoas com deficiência intelectual através da Dança e das Artes Visuais como caminho de comunicação e interação com o mundo.Nome: Matheus Vieira Função: Designer Gráfico e mídias sociais Genero: CisgeneroMinicurriculo: Tenho 27 anos e sou apaixonado pelo Design Gráfico desde muito cedo, com uma característica marcante de ter sido uma criança muito observadora e questionadora de tudo. Em 2014 tive a oportunidade de fazer um curso profissionalizante na área e até então sigo desenvolvendo trabalhos freelancer, com especialidade em serviços de identidades visuais e artes gráficas para eventos. Meus trabalhos são feitos com enfoque em um atendimento humanizado e sempre buscando transmitir os sentimentos que o cliente pretende passar através de sua marca. Tenho domínio nos programas CorelDraw, Illustrator e Photoshop e disponibilizo serviços de artes gráficas para mídias sociais e artes para mídia impressa.Nome: Alessa AlencarFunção: Designer gráfica genero: Cisgenero Minicurriculo: Alessa Alencar é uma ilustradora e designer baseada em Teresina, com raízes em Pedreiras (MA). Seu trabalho destaca-se pela combinação de ilustração digital e design gráfico, resultando em composições vibrantes e expressivas. Seus projetos frequentemente exploram temas culturais e sociais. Atua principalmente com ilustração digital e, há 6 anos, trabalha no Instituto Dom Barreto diagramando material didático infantil —experiência que une o olhar criativo à comunicação visual voltada ao público infantil. Paralelamente, desenvolve projetos autorais e já participou de feiras independentes, como a Feirinha Verde em 2022, onde produziu e comercializou material gráfico próprio. Seu estilo é caracterizado por cores vivas, traços fluidos e uma abordagem lúdica, que juntos criam uma estética acolhedora e envolvente. Além disso, Alessa demonstra versatilidade ao transitar entre diferentes formatos e mídias, adaptando sua arte para murais, materiais didáticos e eventos culturais.Nome: Isabela Alves Função: Produtora Cultural genero: Cisgenero LésbicaMinicurriculo: Produtora executiva e cultural, Isabela Alves é natural de Juazeiro do Norte - Ce. e reside em Teresina- Piaui.Cresceu cercada pela diversidade da região do Cariri Cearense e suas ricas expressões da cultura popular. Isabela é aprendiz dos saberes cotidianos, sendo mulher lesbica, mãe, militante, estudante do curso de pedagogia, é fotógrafa, assistente de camera e técnica de apoio. Atua nas areas de produção executiva, palco e arte, som direto, assistência de som e microfonia. Em 2019 iniciou os primeiros movimentos rumo aos aprendizados do fazer arte e cultura no estado do Piauí, onde vive desde 2010.Nome: Jonathan DouradoFunção: Fotógrafo Documentaristagenero: Cisgenero gayMinicurriculo: Jonathan Dourado, também conhecido como O Poeta da Luz, é fotógrafo documentarista autodidata e jornalista formado, nascido em 1994 e baseado em Teresina, Piauí. Seu trabalho transita entre o fotojornalismo, o surrealismo e o retrato documental, com forte influência da música, da natureza e da vida cotidiana. Há mais de seis anos registra memórias afetivas de famílias, buscando sempre a simplicidade, a espontaneidade e a essência de cada pessoa. Seu estilo se alinha ao “lifestyle”, com composições sensíveis que contam histórias reais com profundidade e poesia. Como ele mesmo diz: “Sou um caçador do tempo e de espaços.”Nome: Suellen Morais Função: Produtora de conteúdo enero: Cisgenero Minicurriculo: Produtora cultural, coordenadora de comunicação e criadora de conteúdo digital, com forte atuação em projetos artísticos, festivais, eventos e redes sociais. Tenho experiência em planejamento estratégico de comunicação, produção executiva e direção criativa. Também fui colunista na Carnavalhame e sou empreendedora criativa com a marca de acessórios manuais Sururu. Atualmente lidero a comunicação da Casa Barro e idealiziei o projeto Alquimia Tropical, com foco em homenagens a grandes nomes da música brasileira.Francisco Lucas Helvídio Nunes SilvaFunção: Assistente de produçãoGenero: Cisgenero Negro, pessoa com deficiênciaMisael WeslleyGenero: Cisgenero Função: Intérpretes de librasPessoa com deficiênciaFranci Gomes de SeixasGenero: Cisgenero Função: Consultora Audiodescritora Pessoa com deficiência
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.