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A iniciativa propõe a montagem de uma adaptação da peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, com a atuação de dois artistas com deficiência, em uma montagem inédita com temporadas em duas capitais brasileiras, além de apresentações em praças públicas em outras 3 cidades. A proposta inclui a realização de uma Oficina de Iniciação ao Teatro Inclusivo, voltada para ampliar o acesso à prática teatral entre pessoas com deficiência, contribuindo para o fortalecimento da representatividade nas artes cênicas.
Dois homens, Vladimir e Estragon, se encontram à beira de uma estrada deserta, ao lado de uma árvore seca. Eles estão ali para esperar alguém chamado Godot — mas não sabem ao certo quem ele é, por que ele viria ou se de fato virá. Enquanto esperam, passam o tempo discutindo, lembrando fragmentos do passado, trocando papéis. Marco do teatro do absurdo, Esperando Godot é uma meditação cômica e filosófica sobre o tempo, a existência e o vazio da condição humana. Com diálogos circulares e situações repetitivas, Beckett convida o público a refletir sobre a espera, a esperança e a incerteza que moldam nossas vidas.
OBJETIVO GERAL O projeto Teatro Inclusivo é uma realização da Arte Estúdio, WB Produções e Cia Teatro Urgente, sendo as duas últimas sediadas no Espírito Santo. A iniciativa propõe a montagem de uma adaptação da peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, com a atuação de dois artistas com deficiência - uma pessoa com deficiência visual e uma pessoa com deficiência física usuária de cadeira de rodas, a serem selecionados. A proposta inclui a realização de uma Oficina de Iniciação ao Teatro Inclusivo, ministrada pelo professor e Mestre em Artes Marcelo Ferreira, voltada para ampliar o acesso à prática teatral entre pessoas com deficiência, contribuindo para o fortalecimento da representatividade nas artes cênicas. ESPERANDO GODOT é uma tragicomédia, expoente do chamado Teatro do Absurdo, escrita em 1949 e levada aos palcos pela primeira vez em 1953. Na trama, duas figuras clownescas, Vladimir e Estragon, esperam por um sujeito que talvez se chame Godot. Sua chegada, que parece iminente, é constantemente adiada. Em um cenário esquálido ― uma estrada onde se vê apenas uma árvore ―, Beckett revoluciona a narrativa e o teatro do século XX. A peça foi traduzida mundo afora. Houve diversas montagens à época da publicação, por vezes contando com a participação do autor _ a primeira delas em Paris, no Théâtre de Babylone, em 1953. Outras montagens emblemáticas aconteceram: dentro de um presídio, com elenco de internos; numa Sarajevo dividida e sitiada, com atores de várias etnias; durante o apartheid, só com negros atuando; com elenco apenas de mulheres; encenações dirigidas pelo próprio autor. Na nossa proposta de montagem, a peça integra pessoas com deficiência visual e física em cadeira de rodas, em uma montagem inédita com temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de apresentações em praças públicas nas cidades de Belo Horizonte, Congonhas, Uberlândia e Belém.A peça será apresentada com recursos de acessibilidade comunicacional, como libras e audiodescrição. A atividade contribui para desmistificar o trabalho com pessoas com deficiência nas artes cênicas, valorizando suas potências e ampliando a escuta da plateia sobre diversidade e representatividade.Ao colocar em cena artistas com deficiência em uma montagem de alto nível técnico e estético, o projeto contribui para ampliar a presença desses profissionais no setor cultural e para sensibilizar o público quanto à importância de uma cultura mais plural e acessível. Por fim, o projeto se propõe a ser referência para futuras montagens inclusivas, incentivando outras companhias e instituições a repensarem seus processos criativos à luz da diversidade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar a montagem de um espetáculo original com participação de artistas com deficiência, a partir da adaptação da obra Esperando Godot, de Samuel Beckett. - Realizar uma temporada com 12 apresentações no Rio de Janeiro, com ingressos a preço popular.- Realizar uma temporada com 12 apresentações em São Paulo, com ingressos a preço popular.- Realizar circulação pelas cidades de Belo Horizonte, Uberlândia e Belém com 1 apresentação em praça pública em cada uma das cidades. CONTRAPARTIDA / AÇÃO FORMATIVA- Como ação formativa, o projeto oferecerá uma Oficina de Iniciação ao Teatro Inclusivo em cada cidade, ministrada por Marcelo Ferreira, que está à frente da Cia Teatro Urgente, com 22 anos de existência. A atividade será voltada prioritariamente para pessoas com deficiência visual e física, promovendo o acesso qualificado à linguagem teatral e a formação de novos talentos. Essa ação formativa pode servir como porta de entrada para o mercado cultural, além de ampliar a confiança e as possibilidades expressivas dos participantes. Outro resultado esperado é o fortalecimento do debate sobre acessibilidade e inclusão no teatro brasileiro, tanto no âmbito da criação quanto da fruição.
Trabalhar com a inclusão passou a ter relevância nesse século, junto às políticas de cotas implementada pelos governos e respeitada pelas empresas. A participação de PCDS, antes invisibilizados, veio a enriquecer as produções culturais, nas diversas áreas. A escolha da peça de Samuel Beckett para esse Projeto diz respeito aos contextos que seus textos espelham: o esgotamento, a escassez, a precariedade em períodos distópicos. É a primeira vez no mundo que ESPERANDO GODOT será encenada por pessoas com deficiência visual e física. A peça pode ser apresentada em palcos tradicionais e também em locações ao ar livre. É de fácil compreensão e atinge todo público, até mesmo crianças, isso porque os personagens atuam como se fossem clowns e brincam com sua própria situação, numa linha tênue entre o cômico e o trágico. Quanto ao caráter de formação do Projeto, a Oficina de Iniciação ao Teatro Inclusivo parte da experiência do professor Marcelo Ferreira, que participa anualmente do Festival PCD (Vitória e São Paulo) promovido pelo Movimento Cidade. Recentemente o professor, também ator e diretor de Teatro, estreou "FIM", uma adaptação de outra obra emblemática de Beckett, FIM DE PARTIDA, encenada por uma protagonista cega (foi a primeira vez também que o personagem cego da peça, Hamm,foi encenado por uma atriz também cega). Trata-se de proposta inédita de um trabalho inclusivo que prioriza pessoas com deficiência visual e física em cadeira de rodas, unindo criação estética de um espetáculo teatral e a formação cênica voltada para esse mesmo público.Sem o apoio da Lei de Incentivo à Cultura, a realização dessa circulação se tornaria inviável, sobretudo pela proposta de democratização de acesso a espetáculos com ingressos gratuitos ou a preços populares.O projeto se enquadra nos incisos I (incentivo à formação, produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória nacionais) e III (estímulo à produção e difusão de obras de caráter inovador, voltadas para a experimentação artística e cultural) do Art. 1º da Lei nº 8.313/91.Além disso, contribui diretamente para os objetivos previstos no Art. 3º da referida lei, especialmente os incisos:I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;V _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira.
Espetáculo teatral com cerca de 60 minutos de duração
Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS:ACESSIBILIDADE FÍSICA: O projeto será realizado em espaços que tenham medidas de acesso a pessoas com deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Os espaços selecionados para realização das apresentações serão aqueles que dispuserem de ferramentas como rampa e/ou elevador, banheiros adaptados, sinalização adequada, lugar reservado na plateia para cadeirantes, obesos e cães guia, estacionamento com vagas reservadas, entre outros. ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: - ROTEIRO DO ESPETÁCULO disponibilizado integralmente na bilheteria para acesso de pessoas com deficiência auditiva em todas as sessões do espetáculo. - SESSÃO ACESSÍVEL com a presença de intérpretes de libras em uma sessão por cidade.- RESERVA DE POLTRONAS estrategicamente posicionadas nas primeiras filas para atendimento a pessoas com baixa audição.ACESSIBILIDADE para PcD VISUAIS: Haverá programa em braille disponível para consulta em todas as sessõesACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Todas as apresentações contarão um produtor/instrutor devidamente capacitado para atendimento acessível.PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIALAcessibilidade Física: A oficina e o ensaio aberto serão realizados em espaço plenamente adaptado para pessoas com deficiência motora, em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida. O espaço selecionado será aquele que dispuser de ferramentas como: rampa, elevador, banheiros adaptados, entre outras.Acessibilidade de para PcD visuais: Por se tratar de conteúdo de explanação oral, o conteúdo da oficina é automaticamente acessível para cegos e pessoas com baixa visão. No ensaio aberto, haverá programa em braille.Acessibilidade para PcD auditivos: Teremos intérprete de LIBRAS presente na oficina, caso haja alunos matriculados que necessitem deste profissional. Como as inscrições são feitas antecipadamente, será oferecido através da ficha de inscrição. Haverá intérprete de Libras no ensaio aberto.ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: A oficina contará com um produtor/instrutor devidamente capacitado para atendimento acessível.
As apresentações em praças públicas de 3 cidades serão totalmente gratuitas, enquanto as temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo terão ingressos a preços populares, com valor máximo de R$ 50,00 permitindo amplo acesso ao público. Nas temporadas onde haverá cobrança de ingressos, haverá distribuição gratuita de 10% do total de ingressos com caráter social, educativo ou de formação artística, atendendo especialmente a ONGs, escolas públicas e demais instituições de reconhecido trabalho social. Todos os ingressos comercializados terão preços populares.Em atenção ao artigo 47 da IN 23/2025, realizaremos uma ação extra: Oficina de Iniciação ao Teatro Inclusivo, destinada prioritariamente a pessoas com deficiência visual e física. A oficina oferece uma vivência estética e criativa por meio de exercícios teatrais, leitura, encenação e produção de cenas. Com essa proposta, Esperando Godot se posiciona como uma ação cultural transformadora, que valoriza a presença de pessoas com deficiência tanto no palco quanto na plateia, promovendo a diversidade, o pertencimento e o acesso efetivo à arte para todos.Em atenção ao artigo 49 da IN 23/2025, realizaremos um ensaio aberto para 500 estudantes e/ou professores da rede pública de ensino, atendendo ao inciso II - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas.
Adaptação, Roteiro: Marcelo Ferreira Direção e Coreografia: Marcelo Ferreira 02 Assistentes em Mobilidade (para atender elenco): profissionais a serem contratados Direção de Produção: Wesley Telles e Bruna Dornellas Gestão de Comunicação: Ismara Cardoso Design Gráfico: Alana Karralrey e Jhon Lucas Paes Gestão de Tráfego: Válvula Marketing Coordenação Administrativa: Vianapole Arte e Comunicação Assessoria Jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia Assessoria Contábil: Gavacon Contabilidade Arte Estúdio - Proponente (responsável pela gestão geral do projeto, controle financeiro e decisões estratégicas)Sediada na cidade do Rio de Janeiro, a Arte Estúdio Entretenimento surgiu em 2022, ampliando o segmento cultural na capital do Rio de Janeiro quanto no país. Com 3 anos de atividade no mercado cultural, a Arte Estúdio Entretenimento conta com atuação da diretora de produção Bruna Dornellas, atuante há mais de 18 anos produzindo e realizando espetáculos e eventos teatrais por todo o Brasil. A empresa tem atividades de formação sociocultural, difundindo a arte e cultura, bem como a qualificação de profissionais dosetor, valores estes que se destacam como foco de sua responsabilidade social.A Arte Estúdio Entretenimento realizou espetáculos como “Gargalhada Selvagem", de Christopher Durang, com Alexandra Richter, Rodrigo Fagundes e Joel Vieira, que realizou duas temporadas no Rio de Janeiro e uma turnê em 2023, e “Misery” de Stephen King, com Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo – dirigido por Eric Lenate, que realizou uma turnê por 4 cidades em 2023, e o “60 Dias de Neblina”, baseado no livro de Rafaela Carvalho, com Juliana Didone no Rio de Janeiro. Em novembro de 2023, foi realizado a estreia do espetáculo “A Vedete do Brasil - Um Musical Brasileiro”, dirigida por Claudia Netto, estrelado por Suely Franco, Flávia Monteiro e Bela Quadros.A Arte Estúdio Entretenimento atingiu um público de 30 mil espectadores em mais de 70 sessões realizadas, envolvendo mais de 100 profissionais entre artistas, técnicos e equipe em seus projetos. A empresa tem como objetivo proporcionar experiências socioculturais eacessíveis, prezando pela diversidade, sempre unindo o ESG ao setor cultural.Marcelo FerreiraAtor, Bailarino, Dramaturgo, Diretor, Coreógrafo e Produtor da CIA TEATRO URGENTE, sediada em Vila Velha/ES.Mestre em Artes-Universidade Federal do Espírito Santo. Especialista em Educação Superior-FAESA/ES. Graduado em Comunicação Social/Jornalismo-Universidade Federal do Espírito Santo.No Teatro e Dança desde 1980, apresentou-se no Brasil e exterior. Como professor, atuou na Universidade de Vila Velha, Faculdade de Música/FAMES, no Curso de Comunicação/FAESA e Escola de Teatro, Dança e Música FAFI. Tem se especializado em Oficinas para pessoas 60+ e PCDs, como professor de Expressão Corporal no Festival PCD, Vitória e São Paulo (realização do Movimento Cidade). Atua também na Direção Cênica de musicais, óperas, corais e como Diretor e Ator em produções audiovisuais. Wesley Telles é CEO da WB Produções e diretor de produção, com formação e especialização em Comunicação Social – Rádio e TV. Desde 2007, atua no setor cultural, tendo produzido mais de 1.500 sessões teatrais, alcançando cerca de 1,5 milhão de espectadores* em 22 estados brasileiros. Ao longo de sua carreira, trabalhou com grandes nomes do teatro, como Bibi Ferreira, Marco Nanini, Glória Menezes, Tarcísio Meira, Marieta Severo, Maria Bethânia, Denise Fraga, Lilia Cabral e Antônio Fagundes. Em 2016, tornou-se produtor nacional com a turnê de O Vento Vai Levando Tudo Embora, e desde então segue à frente de produções de grande relevância, como Misery, Antes do Ano Que Vem, Três Mulheres Altas, Através da Iris e A Vedete do Brasil – Um Musical Brasileiro. Além de espetáculos presenciais, também inovou ao produzir peças teatrais online durante a pandemia e idealizou projetos como o Festival Teatro na Praça e o Arte e Cultura Para Todos, ampliando o acesso ao teatro no Brasil.Bruna Dornellas - sócia da empresa proponenteFormada em Comunicação Social/RTV na FAESA, pós graduada em Gestão em Produção Cultural pela Estácio de Sá e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. É sócia administradora da WB Produções, produtora cultural atuante há 16 anos. Participou de mais de 20 projetos, dentre eles “Através da Iris”, de Cacau Hygino – homenagem a nova-iorquina Iris Apfel, interpretada por NathaliaTimberg; “Misery” da obra de Stephen King, com Mel Lisboa e Marcello Airoldi; “Três Mulheres Altas” (Three Tall Women) de Edward Albee, com Suely Franco, Deborah Evelyn e Nathalia Dill; “Gargalhada Selvagem” (Laughing Wild) de Christopher Durang, com Alexandra Ritcher e Rodrigo Fagundes, dentre muitos outros. Vianapole Arte e Comunicação - completa 25 anos em 2025, produzindo eventos e artistas como: Circo Internacional da China, Bienal de Dança do Mercosul, Polônia Carioca (Varsóvia e Rio de Janeiro), Skol Stage, Congresso Nacional de Estabelecimentos de Ensino, X Conferência Estadual dos Advogados – OAB/RJ, Mostra Rio de Esculturas Monumentais, entre outros. Atende, como consultoria, o SESI-ES, produtoras teatrais como Chaim Produções e Galharufa, e festivais de diversos segmentos artísticos como o Foto Rio - Festival Internacional de Fotografia , Paraty em Foco, Rock Horror in Rio Film Festival, Tiradentes em Cena, Festival de Ópera de Vitória, entre outros. Por 6 anos, integrou a equipe de produção da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, que recebe anualmente mais de 60 espetáculos teatrais em Angra dos Reis, RJ.Ismara Cardoso Publicitária e pós-graduada em Marketing Digital, especialista em comunicação cultural e gestão de projetos artísticos.
PROJETO ARQUIVADO.