Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 2514549Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Circulação Pa ra - Rio de Memórias

LENISE S OLIVEIRA PRODUCOES ARTISTICAS
Solicitado
R$ 664,2 mil
Aprovado
R$ 664,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Espetáculos artísticos / musicais com itinerância mínima em 2 regiões
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-03-15
Término
2026-12-15
Locais de realização (4)
Manaus AmazonasFortaleza CearáBelém ParáSão Paulo São Paulo

Resumo

Circulação nacional do espetáculo teatral Pa'ra - Rio de Memórias por 4 cidades de regiões brasileiras.

Sinopse

"Pa'ra - Rio de Memórias" narra a poética e transformadora trajetória de Dalú, uma vibrante menina indígena do povo Sateré-Mawé. Ao ser confrontada com a necessidade de deixar seu território ancestral, Dalú é lançada em um universo urbano, onde sua vida se vê cindida entre a riqueza de suas raízes e os desafios da metrópole. Em um ato de resiliência e busca por sua identidade, ela embarca em uma jornada mística, um mergulho profundo em seu "Rio de Memórias". Acompanhada de seus três leais amigos – Boldo, Alecrim e Capim-cidreira, que simbolizam a força da natureza e da sabedoria ancestral –, Dalú viaja ao mundo dos encantados e antepassados.Nessa viagem, ela busca resgatar as riquezas culturais de seu povo, que representam não apenas bens materiais, mas sobretudo o conhecimento, os rituais, as histórias e as cosmovisões que definem sua essência. A peça aborda os complexos conflitos territoriais enfrentados por sua família na cidade grande, transformando essa experiência pessoal em uma reflexão universal sobre a luta pela demarcação e proteção dos territórios indígenas.Ao se encontrar com figuras ancestrais, como seu avô (o ancestral maior que abre os caminhos) em um barco encantado, a cobra gigante Mboi Açu (símbolo de criação), um crocodilo (referência às aparelhagens do Pará) que convida à reflexão por meio de perguntas e respostas, e sua avó (a ancestral maior), Dalú e o público são convidados a navegar por esse rio de mistérios e a dialogar intensamente sobre as infâncias indígenas, tanto dentro quanto fora das aldeias.A dramaturgia, tecida por Lenise Oliveira e Idylla Silmarovi, é um convite a repensar a própria dimensão da política, reconhecendo que não apenas os humanos estão envolvidos nessa trama complexa. O espetáculo é uma obra delicada e imagética que, ao unir educação e diversão, oferece um novo olhar para as crianças indígenas em contexto urbano, tecendo pontes entre a ancestralidade e a contemporaneidade e inspirando a conscientização e a transformação social. Com sonoridades indígenas amazônicas mescladas com a música popular paraense, a encenação cria um espaço vibrante e envolvente, onde as narrativas ancestrais tencionam a urbanidade contemporânea e se tornam estratégias contracoloniais, resistindo ao apagamento histórico e à marginalização dos saberes dos povos originários. O projeto ressalta a importância da ancestralidade para a construção de um futuro mais justo e equitativo, especialmente para o público infantojuvenil.

Objetivos

Objetivo Geral: Promover a difusão da cultura indígena e a conscientização sobre as pautas dos povos originários, por meio da circulação do espetáculo "Pa'ra - Rio de Memórias" e de ações formativas complementares, contribuindo para a transformação social e a valorização da diversidade cultural brasileira.Objetivos Específicos:Realizar 16 apresentações do espetáculo "Pa'ra - Rio de Memórias" em 4 cidades (São Paulo, Belém, Fortaleza e Manaus), com 4 apresentações por cidade, alcançando um público estimado de 200 pessoas por apresentação, totalizando 3.200 espectadores.Desenvolver 8 cursos de formação antirracista para educadores (2 por cidade), capacitando 50 pessoas por curso, totalizando 400 educadores, visando a uma educação mais inclusiva e diversa.Conduzir 8 oficinas culturais para crianças da rede pública de ensino (2 por cidade), atendendo a 30 crianças por oficina, totalizando 240 crianças beneficiadas, promovendo o contato com as culturas indígenas e o teatro.Fomentar o diálogo sobre as infâncias indígenas, a preservação das culturas originárias, a demarcação e proteção dos territórios, o corpo, o gênero e a raça nas quatro cidades contempladas.Garantir a acessibilidade plena em todas as atividades do projeto, física, comunicacional e atitudinal, para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.Ampliar o acesso à cultura e a formação de novas plateias, especialmente entre o público infantojuvenil e educadores.

Justificativa

O projeto "Circulação Nacional 'Pa'ra - Rio de Memórias' e Ações Formativas" justifica-se pela urgente necessidade de valorizar, preservar e difundir as culturas indígenas, particularmente a cosmovisão Sateré-Mawé, em um contexto nacional que ainda padece de profundos preconceitos e lacunas no acesso à diversidade cultural. A proposta se alinha intrinsecamente com as finalidades e objetivos da Lei 8.313/1991 (Lei Rouanet), conforme detalhado a seguir.A Lei Rouanet, em seu Art. 1º, estabelece como finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac):I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: A circulação do espetáculo em 4 capitais e as atividades formativas gratuitas (cursos para educadores e oficinas para crianças) visam diretamente a ampliar o acesso de públicos diversos, especialmente de baixa renda e da rede pública de ensino, a uma manifestação artística de alta qualidade e relevância social.IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional: O espetáculo e suas ações celebram a cultura Sateré-Mawé e as infâncias indígenas, combatendo o apagamento histórico e reforçando o pluralismo cultural brasileiro. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira: Ao trazer à tona narrativas ancestrais e tecnologias dos povos originários, o projeto contribui para a salvaguarda de saberes e fazeres que são parte fundamental da identidade nacional.VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: A obra, com sua temática universal da infância, busca educar e formar novas consciências sobre questões indígenas, promovendo conhecimento e memória.IX - priorizar o produto cultural originário do País: O projeto foca em uma produção artística nacional que aborda questões intrínsecas à formação do Brasil.Adicionalmente, o projeto atende aos objetivos previstos no Art. 3º da Lei 8.313/1991:I - incentivo à formação artística e cultural: Os cursos de formação antirracista para educadores e as oficinas para crianças promovem a capacitação e o desenvolvimento de novas perspectivas culturais, diretamente contribuindo para a formação de pessoal na área da cultura e educação, conforme a alínea "c)" da Lei.II - fomento à produção cultural e artística: A circulação do espetáculo teatral e a produção de conteúdo educativo para as oficinas e cursos representam um fomento direto à produção artística nacional, especificamente às artes cênicas, conforme a alínea "c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore".IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais: As atividades educativas e a temática do espetáculo estimulam o público a conhecer e valorizar a riqueza da cultura indígena, em linha com a alínea "b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos".

Estratégia de execução

Não se aplica.

Especificação técnica

O espetáculo "Pa'ra - Rio de Memórias", junto com seus cursos e oficinas, foi concebido para oferecer uma experiência imersiva e adaptável a diversos espaços.Para o Espetáculo Teatral "Pa'ra - Rio de Memórias": A cenografia de Marilia Piraju, com inspiração Sateré-Mawé, é modular, leve e flexível, facilitando a montagem e adaptação a palcos variados, usando madeira, lona e tecidos naturais. Para os Cursos de Formação Antirracista para Educadores: Demandam sala ou auditório para 50 pessoas.Para as Oficinas Culturais para Crianças da Rede Pública: Necessitam de um espaço amplo, seguro e ventilado, com acesso a sanitários. Utilizam materiais artísticos diversos.Os planos pedagógicos para os Cursos de Formação Antirracista e para as Oficinas Culturais para crianças estão anexados a esta proposta.

Acessibilidade

O projeto "Pa'ra - Rio de Memórias" compromete-se a implementar medidas abrangentes de acessibilidade em todas as suas etapas e produtos, conforme o Art. 42 da Instrução Normativa MinC nº 23, de 5 de fevereiro de 2025.Acessibilidade Física:Espaços: Seleção de teatros e locais para as atividades que possuam rampas de acesso, elevadores, banheiros acessíveis equipados com barras de apoio, e espaços amplos e desobstruídos para a circulação de pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes, idosos e pessoas com deficiência.Equipe de Apoio: Presença de equipe devidamente treinada para auxiliar na locomoção e garantir a autonomia dos participantes, se necessário.Transporte: Para grupos de visitantes com mobilidade reduzida em visitas organizadas às oficinas ou espetáculos, será oferecido transporte acessível gratuito ou subsidiado, conforme o Art. 47, inciso II, da IN 23/2025.Acessibilidade Auditiva:Espetáculos e Cursos/Oficinas: Disponibilização de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em uma das apresentações e uma das atividades formativas, em cada cidade.Acessibilidade Visual:Materiais Impressos: Criação de programas, sinopses e informações relevantes em Braille e em formato de fonte ampliada com alto contraste e audio descrição em uma das apresentações.Acessibilidade Intelectual:Linguagem Simplificada: Utilização de linguagem simples e clara em todos os materiais de comunicação, descrições e na condução das atividades para facilitar a compreensão por pessoas com deficiência intelectual e o público infantojuvenil.Programas Educativos Adaptados: Desenvolvimento de atividades práticas e interativas nas oficinas infantis e cursos para educadores, com explicações detalhadas e adaptadas às diversas capacidades cognitivas.Acessibilidade Atitudinal: Treinamento de toda a equipe do projeto para promover uma acessibilidade atitudinal, combatendo preconceitos (capacitismo) e estigmas, e garantindo um ambiente acolhedor, respeitoso e inclusivo para todos os participantes.

Democratização do acesso

Democratização de Acesso: O projeto "Circulação Nacional 'Pa'ra - Rio de Memórias' e Ações Formativas" está integralmente alinhado ao principal objetivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura, que é democratizar e difundir o acesso à cultura no país. Serão implementadas diversas medidas para garantir a ampla acessibilidade e participação, conforme a Instrução Normativa MinC nº 23, de 5 de fevereiro de 2025:Distribuição de Ingressos: Para as apresentações do espetáculo, 10% dos ingressos serão destinados à distribuição gratuita promocional pelo proponente, em ações de divulgação do projeto. Adicionalmente, um mínimo de 10% dos ingressos será distribuído gratuitamente com caráter social ou educativo, priorizando estudantes de escolas públicas, professores e comunidades em vulnerabilidade social ou grupos minoritários, como povos indígenas e comunidades quilombolas, conforme o Art. 46, incisos II e III, e Art. 48 da IN 23/2025. Os ingressos restantes serão comercializados com um teto de R$ 50,00, conforme Art. 46, inciso IV, da IN 23/2025.Gratuidade das Ações Formativas: Todos os cursos de formação antirracista para educadores e as oficinas culturais para crianças da rede pública serão totalmente gratuitos, garantindo o acesso irrestrito a esses públicos prioritários.Aceitação do Vale-Cultura: Para eventuais comercializações, o projeto preverá a aceitação do Vale-Cultura como meio de pagamento, em consonância com o Art. 46, § 6º, da IN 23/2025.Registros Online Acessíveis: A proponente permitirá a captação de imagens das atividades e autorizará sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias, incluindo a disponibilização de registros videográficos dos espetáculos, ampliando o alcance, conforme o Art. 47, incisos III e IV, da IN 23/2025.

Ficha técnica

Idealizadora, atriz e dramaturga: Lenise Oliveira é atriz e pesquisadora, ativista do movimento indígena. Em 2018, participou de grupos experimentais de teatro e, ao mesmo tempo, recebeu o convite para ser apresentadora do Governo do Estado do Pará. Na cena paraense, atuou nos espetáculos Tieta, As Casas de Nelson e Geni – dirigidos por Tiago de Pinho. Já em 2019, iniciou sua formação em artes cênicas na UFPA, onde atuou no Auto do Círio como “Jurema” – Maria de todas as matas; A Morte do Caixeiro Viajante – com direção de Cláudio Didimano e Karine Jansen; Zeca de uma cesta só – dir. Paulo César. Em 2021, mudou-se para São Paulo para aprofundar sua pesquisa em teatro de máscaras com Gabriel Bodstein. Atuou no musical Como é que se diz Eu te amo? – dir. Alex Villar. Atualmente, faz parte do Terreiro de Estudo Contracolonial na ELT – com Juão Nyn. No CPT SESC, esteve em cartaz com o espetáculo O Poço da Mulher Falcão (dir. Fábio Mazzoni), através do qual atuou no FIT – Festival Internacional de Rio Preto 2024. Idealizadora do Projeto Perspectivas Indígenas em Cena - Contemplado pelo edital Funarte Retomada 2023 -Teatro e Minc. Esteve em cartaz no Sesc Santana com A Rosa Mais Vermelha Desabrocha - Dir. Ale Pascoalini; Idealizadora, dramaturga e atriz no espetáculo Pa’ra - Rio de Memórias. Cenografia: Marilia Piraju, artista, diretora de arte e arquiteta cênica, atua desde 2011 no Teatro Oficina. Integrou o coletivo Terreyro Coreográfico, explorando espaços públicos, e participou da X Bienal Internacional de Arquitetura. Assinou a direção de arte de "TERRA CORO" e idealizou exposições como "Ser essa terra" e "Origens de Mundos". Compartilhou seu conhecimento lecionando Arquitetura e Urbanismo Cênico, co-dirigiu "O Eros Dos Coros" e dirigiu "BORI Rito de celebração". Sua experiência se solidifica em publicações e no engajamento pela criação do Parque do Rio Bixiga. Desenho de Luz: Juliana Jesus, arteira de 32 anos, nascida e criada no Jd. Camargo Velho/Itaim Paulista, teve sua primeira formação em dança no programa Fábrica de Cultura e seguiu com especialização em iluminação para TV, cinema e novas mídias pelo Instituto Criar, unindo linguagens visuais e sensoriais. Trabalhou na TV Cultura de 2010 a 2023. Paralelamente, desenvolveu trabalhos de criação para companhias de dança importantes em São Paulo, como Núcleo Iêê e Gumboot Dance Brasil. É também diretora de fotografia e roteirista, com curtas-metragens premiados como “Tereza Josefa de Jesus”, “Cidade dos anjos”, “Pipa”, ”Janaína” e “Deolinda”.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.