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O "Kizomba Kia Mazakanza" é o primeiro festival de acarajé do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, que celebra o ofício das baianas do acarajé como símbolo de resistência, fé e empreendedorismo feminino negro, e o acarajé como patrimônio cultural e espiritual. Durante dois dias em fevereiro de 2026, o evento promoverá rodas de conversa sobre a importância do acarajé e o combate à intolerância religiosa, exposição de trajes tradicionais, feira de produtos de terreiros, distribuição de acarajés e apresentações culturais e debates, fortalecendo a cultura afro-baiana e a economia dos terreiros.
Kizomba Kia Mazakanza – I Festival de Acarajé do Terreiro São Jorge Filho da GoméiaO Kizomba Kia Mazakanza é o primeiro festival de acarajé promovido pelo Terreiro São Jorge Filho da Goméia. Realizado ao longo de dois dias, o evento celebra o acarajé em suas múltiplas dimensões — cultural, espiritual e econômica — como símbolo de resistência, ancestralidade e empreendedorismo feminino negro.Com uma programação diversa que inclui rodas de conversa, exposições, feira de produtos de terreiros, distribuição de comidas tradicionais e apresentações artísticas, o festival fortalece a identidade afro-brasileira, valoriza o ofício das baianas e promove o enfrentamento ao racismo religioso.PROGRAMAÇÃO – DIA 1Tema: Acarajé como Patrimônio Cultural e EspiritualAbertura ritualística Saudação aos inkice/orixás, conduzida por lideranças religiosas do terreiro.Roda de Conversa – “Acarajé: Tradição, Fé e Saberes Ancestrais” Com participação de representantes da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (ABAM), baianas tradicionais, Mameto Kamurici, autoridades e lideranças da sociedade civil.Feira de Saberes e Fazeres dos Terreiros Comercialização de roupas, acessórios, artesanatos e produtos de comunidades tradicionais de matriz africana.Exposição “Vestes Sagradas: O Traje da Baiana” Mostra de indumentárias que expressam a estética, religiosidade e identidade das baianas de acarajé.Apresentação Cultural Show com grupo de samba de raiz, celebrando a musicalidade afro-brasileira. PROGRAMAÇÃO – DIA 2Tema: O Ofício da Baiana e o Enfrentamento ao Racismo ReligiosoAbertura ritualística Saudação aos inkice/orixás, reafirmando a força espiritual que sustenta o ofício das baianas.Roda de Conversa – “Baianas de Acarajé: Resistência e Empoderamento” Debate sobre os desafios enfrentados pelas baianas diante da intolerância religiosa e do racismo estrutural, com presença de ABAM, Mameto Kamurici, lideranças religiosas e representantes da sociedade civil.Feira de Saberes e Fazeres dos Terreiros Continuação da feira com destaque para o empreendedorismo feminino negro.Exposição “Vestes Sagradas: O Traje da Baiana” Reexibição da mostra com mediação cultural sobre os significados simbólicos das vestimentas.Apresentação Cultural Espetáculo musical com grupo de música afro, celebrando ritmos de matriz africana como ijexá, afoxé e samba-reggae.
7. OBJETIVOS Objetivo GeralCelebrar e valorizar o oficio de baiana de acarajé, e o acarajé como patrimônio cultural e espiritual da cultura afro-brasileira, fortalecendo a identidade e cultura de matriz africana e a economia de comunidades de terreiros. Objetivos Específicos- Realizar uma roda de conversa sobre acarajé e intolerância religiosa- Realizar uma roda de conversa sobre o oficio de baiana de acarajé, legado espiritual e economia da cultura- Promover exposição de trajes tradicionais de baiana- Realizar feira com 10 exposições de produtos de terreiros- Distribuir 600 acarajés gratuitamente- Realizar 2 apresentações musicais (samba e axé)- Realizar uma palestra sobre segurança alimentar
O Terreiro São Jorge Filho da Goméia, como herdeiro legítimo da tradição e do ngunzo/axé de Joãozinho da Goméia, tem o dever sagrado de preservar a cultura afro-brasileira. O festival reconhece que a prática do ofício de baiana de acarajé foi exercida por figuras centrais de nossa comunidade, como a Mameto de Mkice do Terreiro São Jorge e a saudosa Gikam. Para elas, vender acarajé era um ato de resistência cultural, uma extensão de sua fé e uma maneira de manter viva a tradição. Elas foram guardiãs deste sagrado, transformando o ato de fritar um bolinho em um ritual público de afirmação identitária. O ofício constitui-se como uma poderosa ferramenta de fé e empoderamento feminino, onde o axé de Bamburucema/Iansã era compartilhado e a autonomia financeira conquistada. Enquadramento Legal - Lei 8.313/91 Este projeto enquadra-se nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei Rouanet: - Inciso I - apoiar, proteger e valorizar a manifestação cultural do acarajé como expressão da cultura afro-brasileira;- Inciso II - proteger os modos de criar, fazer e viver das baianas de acarajé, reconhecidos como patrimônio cultural imaterial;- Inciso III - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural, através da documentação e divulgação deste saber tradicional;- Inciso IV - estimular a produção e difusão de bens culturais, através das feiras e exposições integradas ao festival. Objetivos da Lei Rouanet Atendidos O projeto alcançará os seguintes objetivos previstos no Art. 3º da Lei 8.313/91: - Inciso I - facilitar à população o acesso às fontes da cultura nacional, através da distribuição gratuita de acarajé e realização de eventos abertos;- Inciso II - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores da nacionalidade brasileira;- Inciso IV - valorizar e difundir o patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro;- Inciso V - proteger as diferentes formas de expressão cultural dos grupos formadores da sociedade brasileira, em especial a cultura afro-brasileira;- Inciso VI - estimular a pesquisa e a prática cultural nas comunidades;- Inciso VIII - priorizar o produto cultural originário do país. Relevância Cultural e Social O projeto justifica-se pela necessidade de:- Valorizar este legado familiar e espiritual do terreiro- Combater a intolerância religiosa- Fortalecer a economia das mulheres negras- Promover educação patrimonial- Celebrar a cultura negra em fevereiro- Preservar saberes tradicionais ameaçados- Gerar oportunidades econômicas para a comunidade local O Kizomba Kia Mazakanza representa, portanto, não apenas uma celebração gastronômica, mas um instrumento de efetivação dos objetivos da Lei Rouanet, contribuindo para a preservação da diversidade cultural brasileira e o fortalecimento das expressões culturais afro-brasileiras.
Acessibilidade- Intérpretes de Libras para as rodas de conversa e palestras.- Espaço adaptado para mobilidade reduzida - rampa e banheiro adaptado
- Evento 100% gratuito- Distribuição gratuita de 600 acarajés- Local acessível para pessoas com deficiência- Tradução em LIBRAS nas rodas de conversa
Mameto Kamurici – Direção Geral Mameto Kamurici já exerceu o ofício da baiana de acarajé na cidade de Salvador na década de 1980, e sendo filha de Bamburucema, o seu engajamento com a valorização desse ofício é mais que natural, como também luta pela preservação desses saberes ancestrais da nossa espiritualidade, que alcança a nossa vida prática, oportunizando a geração de renda de mulheres negras.Presidenta da Associação São Jorge Filho da Goméia e do Bloco Afro Bankoma, é também membra da Comissão Nacional da Ação Griô. Coordenadora e da Rede Mauanda Bankoma e Mestra Griô guardiã do saber da confecção do Pano da Costa, também dirige a Kula Tecelagem. Exerce há mais de 20 anos ativismo de preservação da cultura de matriz africana: Projeto Executivo de Salvaguarda da Memória e Legado de Mãe Mirinha de Portão e do Terreiro São Jorge Filho da Goméia. Como diretora artística, é responsável pela parte criativa de todas as ações do Bloco Afrobankoma e do TSJFGomeia, bem como de seus vídeos e filmes, tais como os curtas-metragens “Viajantes de Papel” (2022), “Saudação aos Caboclos donos da Terra” (2021) e “Salve os Vunge” (2021), além do videoclipe do bloco Afrobankoma “A Nossa Raiz”. Assina também a direção de todos os desfiles do Bloco Afrobankoma, desde 2001. Mameto Kamurici já exerceu o ofício da baiana de acarajé na cidade de Salvador na década de 1980, e sendo filha de Bamburucema, o seu engajamento com a valorização desse ofício é mais que natural, como também luta pela preservação desses saberes ancestrais da nossa espiritualidade, que alcança a nossa vida prática, oportunizando a geração de renda de mulheres negras.Rogério Félix - CURADORIA - É pesquisadore y curadore independente (Corem 1R 0576-I). Bacharel em Museologia, cursa o mestrado em Artes Visuais, ambos pela Universidade Federal da Bahia. Investiga o potencial das imagens da herança cultural africana em acervos museológicos para experimentação de práticas curatoriais interdisciplinares,girando em torno de questões que colaborem para promover autodeterminação histórica. Se interessa pelas relações entre cultura (i)material e arte contemporânea, operando através da documentação, ação cultural-educativa e crítica. Atual como Museologo no núcleo do Museu Comunitário Mãe Mirinha de Portão desde 2023, sendo curador da exposição Caminhos das Memórias - 100 Anos de Mãe Mirinha de Portão.Gessica Neves - Coordenação do ProjetoFormação: Licenciatura em Pedagogia.Coordenadora da Ala de Dança do Bloco Afro Bankoma. Produtora cultural e executiva de projetos da Associação São Jorge Filho da Goméia e Bloco Afro Bankoma em mais de vinte projetos realizados. Conselheira nos Conselhos Municipais de Cultura e Igualdade Racial de Lauro de Freitas. Membra da Academia de Letras de Lauro de Freitas. Instrutora de dança e ações socioeducativasSoraia Gonçalves - Coordenação de ProduçãoFormação: Licenciatura em Pedagogia (UNEB), Pós-graduação em Raça, Gênero e Sexualidade (UNEB), Gestão Cultural (UFPR). Atua na produção executiva e administração do Bloco Afro Bankoma e Associação São Jorge Filho da Goméia. Coordenação pedagógica de projetos socioeducativos. Produção de documentários e projetos culturais premiados. Conselheira em políticas culturais e de igualdade racial do município de Lauro de Freitas/BAAutora de artigo acadêmico sobre identidade negra no carnaval, UFBA 2021.Lumena Adad - Design GráficoFormação: Arquitetura e Urbanismo (UFPI). Designer gráfica da Associação e do Bloco Afro Bankoma, responsável pela programação visual e arte de todos os projetos. Curadora de exposições e ilustradora .Responsável por identidade visual de projetos culturais e audiovisuais . Experiência em cenografia, direção de arte e monitoria de cursos.Ravena Maia - Coordenação Audiovisual e ComunicaçãoFormação: Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), Mestre (UFF), Bacharel (UNICAMP). Diretora da Grão Produção Visual.Docente em diversas instituições (UFBA, UFS, FACOM, Funceb).Produção de documentários, videoclipes, exposições e publicações.Participação em festivais e congressos nacionais. Especialista em fotografia, videodança e edição audiovisualHelena Neves - Fotografia e MidiasAtuação junto à equipe de áudio visual e mídias do Bloco Afro Bankoma e Associação São Jorge Filho da Goméia, tendo realizado mais de 20 projetos, com fotografia, operação de som e imagem e midias socias.
PROJETO ARQUIVADO.