Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 2514669Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Tia Fausta nas Toadas do Boi

52.513.657 FAUSTINA TAVARES GALIZA
Solicitado
R$ 402,1 mil
Aprovado
R$ 402,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Quilombolas
Ano
25

Localização e período

UF principal
PA
Município
Acará
Início
2026-04-06
Término
2026-09-30
Locais de realização (2)
Acará ParáBelém Pará

Resumo

"Tia Fausta nas Toadas do Boi" é um projeto de produção e circulação de um espetáculo tributo ao boi bumbá da Amazônia. O show reúne memórias e saberes tradicionais entremeados com os ritmos das toadas do boi de diferentes territórios: do urbano, rural e do quilombola. No palco, a simplicidade da poética da Tia Fausta, Guardiã do Boi Resolvido, da comunidade quilombola de Guajará Miri (Acará/Pa), se completa com a participação dos grupos que mantém viva a tradição cultural do Boi na Amaônia Paraense. São eles Mestre Ronaldo Silva, do Arraial do Pavulagem, Mestre Apolo e o Boi Misterioso, da Ilha de Outeiro, além do Boi Marronzinho, do bairro da Terra Firme, acompanhados pela Orquestra Ponto de Cultura Ver-O-Brass.Serão realizadas duas apresentações com entradas gratuitas em Belém e no município do Acará. Como contrapartida, vamos realizar um ensaio aberto no Acará voltado para os moradores das comunidades quilombolas e ribeirinhas da região e vamos promover a visita da Tia Fausta e o Boi Resolvido a duas escolas públicas nos municípios. As iniciativas têm como foco a valorização das apresentações do Boi como espetáculo catalisador da cultura local e de fomento à novas formas de expressão artística, principalmente entre as crianças e jovens.

Sinopse

Roteiro Tia Fausta nas Toadas do BoiEsta é uma proposta de produção de um espetáculo-celebração da cultura do boi bumbá na Amazônia. Uma região que merece destacar a influência africana na formação da sociedade amazônica, visto que ainda hoje há quem estranhe quando se fala a respeito, acostumados à imagem de região despovoada no período colonial, com a esparsa presença do branco e do indígena.Até há pouco tempo, mesmo na historiografia amazônica, eram poucas publicações sobre o tema. Destaque para o trabalho do pesquisador Vicente Salles, em 1976, no estudo “A Escravidão Africana e a Amazônia”, ele nos chama a atenção:Não se pode considerar desprezível a contribuição cultural africana na Amazônia” (...) A lúdica africana trazida pelo escravo nutriu intensamente o folclore regional. Foi o negro que deu ao caboclo amazônico, tido como taciturno e pouco expansivo, a vivacidade de alguns motivos coreográficos e musicais.Hoje, na comunidade quilombola de Guajará Miri, no Acará, o Boi Resolvido representa uma das principais contribuições da lúdica africana, como atestada por Vicente Salles no livro “O Negro na Formação da Sociedade Paraense” (2004): O boi-bumbá amazônico é indiscutivelmente um patrimônio cultural do negro e foi elaborado tal como o bumba-meu-boi, no tempo da escravidão.Neste ambiente, vamos conhecer a Tia Fausta, uma matriarca da floresta. Cantora, compositora, poetisa, repentista, Faustina Galiza é um exemplo de mestra da cultura popular. Herdou do pai o amor pela música e dos seus ancestrais a força poética para traduzir em rimas e versos o cotidiano de sua comunidade.E, através da mestra quilombola, vamos conhecer um pouco do viver no meio da floresta. Os saberes tradicionais no uso das ervas e a brincadeira do boi bumbá na comunidade. Uma tradição que, ao longo de espetáculo vemos que se estende por outros territórios, agregando novos ritmos, danças e brincadeiras.Os figurinos produzidos para o espetáculo espelham nas roupas e acessórios o colorido tradicional das festas de boi em comunidades no interior da Amazônia. No cenário, um grande telão de led reproduz imagens que dialogam com os territórios onde estão localizados os grupos que se apresentam no palco. Abaixo, segue a proposta em desenvolvimento para o roteiro do espetáculo:Tia Fausta está sozinha no palco, sentada em frente a um alguidar onde prepara um banho de cheiro e cantarola uma de suas composições:Tô preparando um banho com as plantas medicinais posso garantir que mal ela não faz // Tô preparando um banho com as plantas medicinais posso garantir que mal ela não faz // Tem gente que corre do banho de cheiro, mas não sai da casa do bicheiro // Tem gente que corre do banho de cheiro, mas não sai da casa do bicheiro // Tem a pataqueira, o patchouli, tem erva cheirosa e muito mais // Posso garantir que mal ela não faz. Em seguida, a mestra quilombola explica o nome e os usos de algumas ervas, conhecimento adquirido na tradição oral em sua comunidade. Ela conta que as plantas são colhidas nos quintais da comunidade, o que dá o gancho para mais um carimbó autoral que retrata um pouco da cultura alimentar da região e que é cantado com o acompanhamento de curimbós e maracas:Moreno me espera lá, me espera lá de manhã, vou fazer aquele mingau pra tomar com tucumã. // Moreno me espera lá, me espera lá de manhã, vou fazer aquele mingau pra tomar com tucumã. // Depois vamos para o quintal, o quintal é uma beleza, pra colher meu tucumã que fruto da natureza. // Depois vamos pro quintal, o quintal é uma beleza, pra colher meu tucumã que fruto da natureza. É a natureza bela, é a natureza pura, meu mingau com tucumã também é minha cultura.Em seguida, Tia Fausta conversa com o público e se apresenta como quilombola e moradora da comunidade de Guajará Miri, no município de Acará. Fala das influências que recebeu de seu pai, o Mestre Ciló, já falecido, e chama para o palco o Boi Resolvido, cantando a toada “Que boi é esse?”Vaqueiro que boi é esse? É Resolvido guerreiro. Vaqueiro que boi é esse? É Resolvido guerreiro. É boi que não se esconde, quando está no terreiro.Em seguida, uma nova toada: Bandeira Brasileira, música antiga, sem autor conhecido, mas que se espalhou pelos Bois de nossa região.Verde, amarelo e azul são as cores do nosso pavilhão. Verde, amarelo e azul são as cores do nosso pavilhão. País pequenininho que cabe no meu coração. Verde é a mata da floresta brasileira. Amarelo é o ouro da fabricação mineira. Azul é o céu, branca é as estrelas. Ordem e progresso no centro da nossa bandeira brasileira.Enquanto o Boi se retira do palco, Fausta conta a história de uma música que o pai fez depois que levou “bolo” de um amigo que não foi ao ensaio do Boi:Êêêê! mentiroso, porque tu disseste que ia ensaiar o boi comigo. Êêêê! mentiroso, porque tu disseste que ia ensaiar o boi comigo. Ensaiei, ensaiei, ensaiei lá no sítio. Falar a verdade é bonito. Ensaiei, ensaiei, ensaiei lá no sítio. Falar a verdade é bonito.Em seguida, Tia Fausta chama para o palco Ronaldo Silva, acompanhado da banda Ver-o-Brass, para cantar Vaqueiro do Lavrado.Ô meu vaqueiro vá lá no relógio, vai ver que horas tem quero correr malhar. Ô meu vaqueiro vá lá no relógio, vai ver que horas tem quero correr malhar. Éééé hora, ééé hora, estou correndo pelas laterais.Em seguida, Ynês da Estrela, um Chorinho, composição de Ronaldo Silva.Valdez eu prometo um verso de luz do Paracauari. Azul do mais claro, é verso da aura, da tara em ti. Inês da Estrela, da fala de ouro, descobre tesouro e mar sem fim. Na volta do mar, me traz o escrito em forma de grito e por mais esquisito que vou musicar.Após a apresentação conjunta, Tia Fausta fala da oportunidade de se apresentar com outros grupos de Boi, como o Marronzinho, sediado no bairro da periferia de Belém, a Terra Firme.Marronzinho! Marronzinho! Marronzinho é boi bumbá. Terra Firme, Terra Firme é cultura popular. Amazônia terra de tantas belezas, de tantas riquezas que faz esse povo cantar.Seguindo a programação, mas uma música do boi da Terra Firme.Marronzinho é boi faceiro. Não vá pra longe de mim, eu quero sair no cortejo, traz a cuíca pra mim. Mês de junho não demore, eu vou esperar por ti, eu quero sentir o teu cheiro, cheiro de patchouli.Finalizando as participações convidadas, Tia Fausta chama o Boi Misterioso, de Outeiro, acompanhado de seus brincantes em pernas de pau.A bandeira do meu boi, tem brilho e laço de fita. No lugar que ele habita não falta mulher bonita. A bandeira do meu boi tem fita colorida, inspirada que ela foi em Belém, minha querida.E a toada Vaca Malhada, personagem criada por Mestre Apolo para animar os carnavais da Ilha de Outeiro.Vaquinha malhada não quer namorar, teu pai é valente ele pode brigar. Vaquinha não quer namorar, pois Misterioso quer lhe conquistar.Encerrando o espetáculo a mestra quilombola apresenta duas músicas. A primeira, autoral, com a participação de todos no palco. Um canto forte sobre representatividade e orgulho negro. “Preta Sim!” é uma toada de valorização da identidade e orgulho e de combate ao racismo.Se me perguntar, qual a minha cor eu não tenho vergonha de dizer que preta eu sou. Se me perguntar, qual a minha cor eu não tenho vergonha de dizer que preta eu sou. Eu sou preta! Eu sou preta, sim. Eu sou preta, eu sou preta, sim, Eu não vou deixar mais ninguém zombar de mim, eu não vou deixar mais ninguém zombar de mim.Em seguida, a música de despedida. Uma releitura de um clássico do Mestre Setenta, do Boi Tira Fama, do bairro do Guamá, periferia de Belém.Adeus moreninha, adeus. Alegremente eu já vou me aretirar. Vou dizendo adeus, mas não vai chorar. Se quiser me ver vai no Guajará que eu moro lá.

Objetivos

GERALPromover a cultura do Boi bumbá, de diferentes territórios, como forma de fortalecimento das raízes africanas na Amazônia. ESPECÍFICOS 1. Produzir o espetáculo "Tia Fausta nas Toadas do Boi", para apresentações gratuitas, envolvendo cerca de 20 profissionais de arte e da cultura;2. Realizar 02 (duas) apresentações gratuitas do show "Tia Fausta nas Toadas do Boi" em Acará e Belém, para cerca de 500 crianças, jovens e adultos;3. Realizar, como contrapartidas, 01 Ensaio Aberto, no Acará, e 02 visitas do Boi Resolvido a escolas públicas, beneficiando mais de 200 crianças e jovens;4. Divulgar as ações do projeto para a imprensa em geral e as redes sociais.

Justificativa

O Boi Bumbá é uma tradição ancestral das comunidades na Amazônia. No quilombo de Guajará Miri, as informações vêm das lembranças dos mais velhos que contam que o Boi Resolvido iniciou há mais de 100 anos com os avós da Tia Fausta. Navegando pelo rio Guajará ou caminhando pelas estradas de terra, a zona rural do município de Acará lembra ainda o início de sua formação. O surgimento remonta o período em que os colonizadores portugueses realizavam a exploração do território em direção ao interior do Estado do Grão Pará e Maranhão, utilizando como via de penetração o próprio curso dos rios. Nesse processo, ali se formaram grandes fazendas com engenhos que utilizavam mão de obra escrava. "Capítulo importante na história social do Pará escreveu o negro nos engenhos de cana-de-açúcar. Ali ele exercitou a fuga para os quilombos. Tornou-se ladino. Incorporou-se à Cabanagem", explica um dos grandes pesquisadores da Amazônia, Vicente Salles, lembrando a revolta social deflagrada pelo povo oprimido no Império, na então província do Grão-Pará, estendendo-se de janeiro de 1835 a 1840. No Acará, boa parte das comunidades quilombolas foi formada quando os descendentes dos senhores de engenho passaram a arrendar as terras para os antigos escravos da fazenda.Hoje, o município possui um pouco mais de 59 mil habitantes (IBGE/2022) e segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD 2025), o município possui um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano do país, ocupa a 5510ª posição com um IDHM de 0,506.Uma fragilidade sociocultural que se agrava nas comunidades quilombolas. Atualmente, o Boi Resolvido é a única manifestação cultural tradicional que mobiliza os jovens e as crianças da região. Situação que se repete em outros territórios, onde a cultura do Boi se mostra como ferramenta de promoção de cidadania cultural para crianças, jovens e adultos.Os bairros de Itaiteua, em Outeiro, e Terra Firme, em Belém, onde nasceram os bois Misterioso e Marronzinho, respectivamente, são regiões periféricas que figuram entre os 10 bairros com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital paraense. Neste sentido, a existência dos grupos de Boi significa muita luta e resistência, pois está cada vez mais difícil manter viva a cultura tradicional nestas regiões, principalmente entre a juventude, pressionada pelos ritmos contemporâneos e com baixo investimento público."Fortalecer nossas manifestações culturais é muito importante. Hoje em dia a gente conquistou as cotas na universidade. E lá, eles não vão perguntar sobre qual sua religião, eles querem saber se você conhece a cultura quilombola. E estão certos", completa Tia Fausta, apontando o avanço de religiões pentecostais nos territórios, proibindo que seus fiéis participem das práticas culturais tradicionais.Assim, este projeto nasce para valorizar a arte e a cultura da Amazônia, expressa no Boi bumbá. Hoje, com as poucas apresentações e a falta de investimento a toada tem o ritmo de um protesto. "Essa é nossa história, escute o que eu vô lhe dizer, essa é a nossa luta pro nosso boi não morrer. Essa é nossa história, escute o que eu vô lhe falar. Esse é o Boi Resolvido do Baixo Acará". Nos posicionamos contra esta situação, procurando nos fortalecer e garantir a transmissão dos saberes desta manifestação cultural entre os jovens, as crianças e os mais velhos. Assim, apoiar este projeto é garantir à região Norte e ao estado do Pará a oportunidade de promover seus atores no sentido da discussão das ações afirmativas para promoção e difusão da cultura negra da Amazônia. É também contribuir para a autoestima de negros e negras, favorecendo a superação de possíveis sentimentos de inferioridade e fortalecendo a consciência de direitos para a garantia da efetiva igualdade racial no Brasil.Nos últimos anos, o Boi Resolvido, hoje Ponto de Memória, tem circulado defendendo a nossa cultura pelo Estado, apoiado nas políticas de editais. Atualmente realizando o projeto Boi Resolvido Convida, o grupo tem dividido o palco com mestres da cultura popular, o que motivou o desenvolvimento da proposta em promover este encontro celebração da cultura popular.Os ArtistasFaustina Tavares Galiza tem avançado com sua carreira no cenário musical do Pará. Em 2024, através do edital de Audiovisual da Lei Paulo Gustavo, produziu o documentário "Tia Fausta _ Uma poética quilombola" que destaca, entre músicas e versos, um pouco de suas raízes e influências ancestrais e a convivência com a floresta e a comunidade em que vive.Este ano, foi uma das palestrantes do Fórum Raízes do Amanhã - Diálogos do Sistema Comércio Rumo à COP 30, promovido pelo SESC Pa. Na ocasião, dividiu seus conhecimentos tradicionais sobre o uso das ervas medicinais para os males do corpo e da alma.Os artistas e grupos convidados se unem à voz desta matriarca da floresta num show tributo às nossas raízes afro-amazônicas. O Boi Bumbá Misterioso de Itaiteua é uma iniciativa do Mestre Apolo da Caratateua, que, desde 2010, promove a brincadeira e a cultura de Boi na Ilha de Outeiro, distrito de Belém. Com mais de 30 anos de tradição, o Movimento Cultural Amazônico Boi Marronzinho, hoje um Pontão de Cultura, tem suas ações no bairro da Terra Firme, na periferia de Belém, com foco na valorização, proteção e salvaguarda da cultura popular de rua do folguedo de boi como ferramenta de transformação social, combate à violência e ao trabalho infantil, bem como das lutas e disputas pelo direito socioambiental à cidade e a sustentabilidade.Pesquisador, compositor e mestre de cultura popular, Ronaldo Silva é bastante conhecido por sua atuação no Instituto Arraial do Pavulagem, sendo um dos fundadores, e pelos trabalhos em educação sociocultural e ambiental, através de brinquedos inspirados nos folguedos populares e matrizes tradicionais da cultura popular. O músico possui dezenas de discos, além de obras registradas na voz de inúmeros intérpretes Brasil afora.O coletivo "VER-O-BRASS" reúne músicos e musicistas paraenses em favor de um único desejo: valorizar a memória da música popular brasileira, especialmente a amazônica. Assim, o repertório do Ver-O-Brass, revisita as obras de Mestre Pinduca, Mestre Cupijó, Mestre Ronaldo Silva, Nazaré Pereira, Roberto Muller, Alípio Martins, Mestre Verequete, entre outros.Com direção musical do cantor e compositor Allan Carvalho, pesquisador e estudioso da cultura popular e integrante do Arraial do Pavulagem, o espetáculo vai reunir os grupos em uma grande homenagem às nossas raízes culturais.Desta forma, esta proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1° da lei 8313/91que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac):I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;Também estamos atendendo inciso e alíneas do artigo Art. 3° da Lei 8313/91 abaixo listados: II - Fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.

Especificação técnica

O show terá duas apresentações gratuitas, uma no município do Acará e outra em Belém, capital do Pará. Ainda teremos um ensaio aberto na comunidade quilombola de Guajará Miri, no Acará.Cada apresentação terá um pouco mais de uma hora de duração.No Acará, as apresentações ocorrerão ao ar livre uma vez que o município não possui teatro ou similar adequado para realização do espetáculo. Em Belém, o show acontece em teatro ou equipamento cultural, como as Usinas da Paz – complexo comunitário com espaços para atividades culturais e de lazer, localizados em bairros periféricos.De acordo com o roteiro em desenvolvimento, estamos propondo a apresentação das seguintes músicas cantadas, não havendo previsão de apresentação de músicas instrumentais: 1. Banho de Cheiro (Faustina Galiza)2. Mingau com Tucumã (Faustina Galiza)3. Vaqueiro que Boi é Esse? (Mestre Pixico Pastana)4. Bandeira Brasileira (Autor desconhecido)5. Mentiroso (Mestre Ciló)6. Vaqueiro do Lavrado (Ronaldo Siva)7. Ynês da Estrela (Ronaldo Silva)8. Boi Marronzinho (Boi Marronzinho)9. Boi Faceiro (Boi Marronzinho)10. Boi Misterioso (Boi Misterioso)11. Vaca Malhada (Boi Misterioso)12. Preta, Sim! (Faustina Galiza)13. Adeus, Moreninha (Mestre Setenta)Os cachês dos artistas estão detalhados no orçamento e seguem a média do que é praticado no mercado de shows e eventos em Belém.

Acessibilidade

1. Apresentações do espetáculoOs espetáculos acontecerão em locais com as seguintes medidas de acessibilidade:- Acessibilidade arquitetônica: Rampas, corrimão e espaço para o trânsito de cadeiras de rodas.- Acessibilidade para PCD Auditivos: Dois intérpretes de libras para pessoas surdas e ensurdecidas. - Acessibilidade para PCD Visuais:Um audiodescritor e um guia para acompanhar as pessoas cegas e com baixa visão, disponibilizando o cenário para ambientação e toque como reconhecimento de formas físicas e texturas.- Acessibilidade para PCD Intelectuais:Monitores treinados para uso de comunicação objetiva e assertiva e, se necessário, a comunicação aumentativa alternativa como recurso.

Democratização do acesso

Como forma de democratização de acesso ao espetáculo, garantimos que este projeto irá realizar 01 ensaio aberto na comunidade quilombola de Guajará Miri, atendendo dezenas de crianças, jovens e adultos de comunidades rurais, ribeirinhas e quilombolas da região.Além disso, Tia Fausta e o Boi Resolvido irão realizar duas visitas a escolas públicas durante o projeto, fomentando a cultura do Boi entre crianças e jovens.Também iremos:III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas.

Ficha técnica

Faustina Galiza – Coordenação GeralCantora, compositora, poetisa, repentista, Faustina Galiza é um exemplo de mestra da cultura popular que carrega na sua arte a cultura de sua ancestralidade. Herdou do pai o amor pela música e dos seus ancestrais a força poética para traduzir em rimas o cotidiano de sua comunidade.Joelson Telles - ProduçãoMúsico autodidata e Guardião do Boi Resolvido, Joelson Teles é um quilombola que trabalha para manter viva a cultura de seu território. Atualmente, coordena a realização do projeto “Boi Resolvido Convida”, selecionado no Edital de Circulação de Projetos Culturais, da Política Nacional Aldir Blanc.Wanderson Lobato – ProduçãoProdutor cultural com mais de 20 anos de experiência em produção de eventos artísticos e culturais.Ádila Varela – Produção ExecutivaProdutora cultural, mobilizadora, artesã e arquiteta. Mais de 20 anos atuando em projetos culturais independentes e no serviço público, com passagens pelas Fundações Cultural do Pará e Curro Velho. Atualmente, é responsável pelo Administrativo na Universidade Estadual do Pará - UEPa.Allan Carvalho – DireçãoMestrando em Artes pela Universidade Federal do Pará, atua desde a década de 1990 como compositor, pesquisador, produtor musical e letrista. Em sua discografia constam 09 álbuns e 03 songbooks, frutos de pesquisa sobre a música amazônica.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.