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"Hiena O Riso Sobre o Tóxico" é um solo teatral de Thaís Vaz, com direção de Michele Ferreira, que transforma uma vivência real de violência vivida pela atriz que perdeu a visão do olho esquerdo por conta de um relacionamento tóxico, em uma ação artística de acolhimento e conscientização. Em cena, a trajetória de uma mulher é atravessada simbolicamente pela força da hiena malhada, animal matriarcal que inspira libertação. Com estética sensorial e linguagem corporal instintiva, o espetáculo busca alertar e informar sobre relações abusivas. A temporada será no Teatro Estúdio em São Paulo, com debates e ações sociais paralelas. O foco é atingir especialmente mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo reflexão e prevenção através da arte.
O “Riso Sobre o Tóxico" é um solo de 60 minutos idealizado, escrito e protagonizado por Thaís Vaz com direção de Michele Ferreira.Em cena, uma mulher compartilha sua trajetória de amor e violência, enquanto é transformada pela presença simbólica da hiena malhada, um dos únicos clãs matriarcais no reino animal. Através da história dessa fêmea que sobrevive em territórios hostis com astúcia, estratégia e força, a personagem tenta ressignificar sua dor, reconstruir a autoestima e encontrar caminhos de libertação do ciclo tóxico que vive.
OBJETIVO GERAL: Promover ações sociais integradas à temática da peça, por meio de palestras e debates com rodas de conversa com momento aberto para pergunta e depoimentos dos participantes que conectem o espetáculo a comunidades periféricas, grupos femininos, jovens de escolas públicas e instituições de acolhimento, facilitando o diálogo e o acesso à informação qualificada sobre prevenção e enfrentamento da violência de gênero. Estimular a reflexão crítica sobre relacionamentos tóxicos, ciclos de violência e mecanismos de resistência, incentivando o público a identificar sinais de abuso em suas próprias relações e a buscar apoio para romper esses ciclos. Fortalecer a autoestima e a autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade por meio da arte, oferecendo um espaço seguro de escuta, identificação e empoderamento. Valorizar a linguagem cênica híbrida, que mistura teatro físico, performance e simbolismos, um teatro que valoriza a linguagem não só pela palavra mas, pelo corpo e a fisicalidade do ator/atriz. Fomentar a formação de públicos diversos e periféricos, criando pontes entre instituições culturais e comunidades marginalizadas, promovendo a democratização do acesso à cultura e à informação. Contribuir para o debate público sobre violência de gênero, fortalecendo a rede de enfrentamento e prevenção, e posicionando o teatro como espaço de transformação social e cidadania ativa. OBJETIVO ESPECÍFICO: Apresentar um espetáculo com sessões de quinta a domingo, uma sessão por dia totalizando 20 sessões. 4 debates após as sessões com o público. 04 sessões acessíveis com intérprete de libras; 01 sessão acessível com audiodescrição;
A violência contra a mulher no Brasil é majoritariamente silenciosa, íntima e presenciada por pessoas próximas. Segundo o relatório Visível e Invisível (2024), mais de 91% das agressões são testemunhadas, principalmente por familiares, e quase metade das vítimas não denuncia. Um ambiente que normaliza e encobre a violência. O projeto HIENA: O Riso Sobre o Tóxico propõe romper esse ciclo, utilizando de várias frentes como as redes sociais da atriz, a peça, e as palestras, levando informação, escuta e representação simbólica às mulheres e à sociedade. Os dados que representam as violências são: 37,5% das mulheres brasileiras sofreram alguma forma de violência no último ano, evidenciando a urgência de ações de enfrentamento. Mais da metade (50,4%) relatam controle coercitivo, mostrando que a violência nem sempre é física, mas psicológica e social. 21,1% sofreram violência sexual dentro do relacionamento, reforçando a necessidade de ampliar o debate sobre diferentes formas de abuso. O medo, o preconceito, a alta burocracia no sistema fazem com que muitas vítimas não denunciem, dificultando a proteção e o rompimento do ciclo. Mulheres negras, jovens em vulnerabilidade são as mais afetadas, o projeto HIENA: O Riso Sobre o Tóxico usa a arte para transformar essa realidade. Estimulando a reflexão, o fortalecimento da autoestima e a busca por apoio, através do teatro, das redes sociais, das palestras gratuitas com a atriz, e dos debates com representantes de grupos periféricos, coletivos femininos e psicólogos, após algumas sessões.
Duração: 60 min Relato direto e acessível de sua experiência com um relacionamento tóxico, a agressão que sofreu aos 19 anos, os sinais que ignorou e o papel da arte como reconstrução. A atriz mediará um debate com a convidada profissional que dará explicações claras e exemplificadas sobre os cinco tipos de violência contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha, e orientações sobre como e onde pedir ajuda (Ligue 180, 190, rede local de apoio) Haverá um momento aberto para perguntas, depoimentos e partilhas voluntárias. Um espaço seguro, acolhedor e empático, guiado por uma escuta ativa, onde o público pode pode reconhecer experiências pessoais e coletivas. Essas palestras servirão para estimular a reflexão crítica sobre relacionamentos tóxicos, ciclos de violência e mecanismos de resistência, incentivando o público a identificar sinais de abuso em suas próprias relações e a buscar apoio para romper esses ciclos;
04 sessões acessíveis com intérprete de libras; 04 sessões acessíveis com audiodescrição;O teatro possui todas as medidas previstas para locomoção e acessibilidade no estabelcimento.Materiais de divulgação em linguagem simples e fonte ampliada; Legendas nos conteúdos em vídeo; Conteúdo adaptado para leitores de tela em plataformas digitais.
Mulheres negras, jovens e em vulnerabilidade são as mais afetadas, o que justifica o foco em grupos periféricos e coletivos femininos na ação social. Fomentar a formação de públicos diversos e periféricos, criando pontes entre instituições culturais e comunidades marginalizadas, promovendo a democratização do acesso à cultura e à informação.1 palestra gratuita com a atriz4 debates pós sessões com convidados
Michele FerreiraDiretoraMichelle Ferreira é atriz, diretora, roteirista e dramaturga, com carreira consolidada no teatro, cinema e TV. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, integrou por oito anos o Núcleo de Dramaturgia do CPT sob coordenação de Antunes Filho. É autora de 13 peças encenadas por nomes como Isabel Teixeira, Hugo Possolo e Nelson Baskerville. Foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Direção por Os adultos estão na sala, finalista duas vezes do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia, e indicada ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Autora. É roteirista das séries Não Foi Minha Culpa (Star+) e Entre o Céu e a Terra (TV Brasil), além dos longas Amor Sem Medida (Netflix) e O Porão da Rua do Grito, exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Escreveu o pitching vencedor da candidatura brasileira à sede da Copa do Mundo Feminina de 2027. Atualmente, é dramaturga em A Última Entrevista de Marília Gabriela e diretora em Não Conta Pra Ninguém, com Helga Nemeczyk.Dani NegaTrilha SonoraDani Nega é atriz, MC, compositora e ativista do movimento negro e LGBTQI+. Mestra de cerimônia com voz suave, precisa e irônica. Uma metralhadora poética que honra a sigla R.A.P. em suas duas versões: 'rhythm and poetry' no inglês ou 'revolução através da palavra' em sua apropriação brasileira. Atua como parceira junto a importantes grupos de teatro como “O Crespos”, “Coletivo Negro” e “Núcleo Bartolomeu de Depoimentos”. Com esse último ganhou o Prêmio Shell de melhor trilha sonora com o espetáculo “Terror e Miséria no Terceiro Milênio” onde assina direção musical. Dani Nega tem um trabalho musical em parceria com o produtor/músico/performer Felipe Julian (Craca). A dupla foi premiada no 28˚ Prêmio da Música Brasileira como melhor Albúm Eletrônico e atualmente se apresente em vários pontos culturais pelo Estado de SP e festivais fora de SP. Depois de longa e frutífera parceria com o DJ Craca, Dani Nega segue solo em seu novo trabalho autoral. Teatro da Vertigem; Tybyra – uma tragédia indígena brasileira, de Juão Nyn; e Terror Noturno, de Preto Vidal.Úga AgúFigurinoÙga agÚ é uma artista trans multidisciplinar, formada em Teatro (licenciatura e bacharelado) pela Universidade Anhembi Morumbi e especializada em Cenografia e Figurino pela SP Escola de Teatro. Atua como figurinista, cenógrafa e performer. Iniciou sua carreira no audiovisual com o longa Abestalhados 2 (2020) e desde então integrou produções como Cabaret dos Bichos e Brenda Lee e o Palácio das Princesas (Núcleo Experimental), além de compor o núcleo inaugural de bolsistas em Conservação e Restauro do Theatro Municipal de São Paulo. Apresentou os trabalhos autorais TRAVESTI e Olha o que Vocês Fizeram na Prague Quadrennial 2023, na República Tcheca. Assinou figurinos e cenografias em projetos como Carlota Joaquina (2023), Codinome Daniel (2024), Um Porre de Shakespeare (2024) e Tina – Respeito (2024). Em 2025, estreia na Broadway com o figurino da montagem brasileira de ROCKY. Atua também em publicidade e audiovisual como figurinista e visagista.Guilherme BonfantiIluminaçãoGuilherme Bonfanti é um dos mais premiados e respeitados iluminadores do teatro brasileiro, com atuação desde o fim dos anos 1980. Assinou a iluminação de dezenas de espetáculos no Brasil e no exterior, sendo responsável por trabalhos icônicos do Teatro da Vertigem, grupo que fundou ao lado de Antônio Araújo, referência na cena contemporânea. Recebeu os prêmios Shell, APCA, Mambembe, APETESP e Panamco, com projetos que marcaram a história da luz no teatro brasileiro. Bonfanti também é fundador da SP Escola de Teatro, onde coordena desde 2010 o primeiro curso regular de iluminação cênica do país. Sua atuação transita ainda por exposições, moda e arquitetura, com destaque para projetos em quatro edições da Bienal Internacional de São Paulo, Bienais de Arquitetura e a Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 anos. Trabalhou com arquitetos como Paulo Mendes da Rocha e Isay Weinfeld, e iluminou eventos como a São Paulo Fashion Week.Gris PiguillemProjeçãoGRISSEL PIGUILLEM MANGANELLI Com Formação profissional em Desenho Teatral (UDELAR - UY), Design Gráfico (UY), Formação de Técnicos do Espetáculo ao Vivo (ES), e Animação 3D profissional (BR), vem desenvolvendo sua trajetória como Lighting Designer, em Shows, Teatro, Exposições e Oficinas, desde o 2008 no Brasil. Premiada como melhor iluminadora de Teatro Infantil Juvenil em 2017 pelo prêmio Femsa Coca-Cola, e duas vezes contemplada com a beca de cooperação cultural do governo de España para a formação de Profissionais Ibero-americanos no Centro de Tecnologías del Espectáculo (CTE-Madrid), centra sua pesquisa e trabalho na interação entre: espaço, forma e movimento, a partir da física da cor-luz, como meio de linguagem artística e visual.CastilhoPreparação CorporalCastilho é uma artista não binarie, afroindígena, transdisciplinar capixaba, ribeirin de berço, criade em trânsito caiçara. Graduade pela Escola Livre de Teatro de Santo André e pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP, pesquisa as multiplicidades e potencialidades da arte periférica afroindígena, através de confluências latinas em diáspora. Sankofa como um princípio e o movimento espiralar como um portal de transmutação atemporal. Preparadore corporal e diretore de movimento do espetáculo O Avesso da Pele, de Beatriz Barros,(espetáculo indicado ao Prêmio FITA 2024 por Prêmio Especial do Júri). Agropeça, do Teatro da Vertigem; Tybyra – uma tragédia indígena brasileira, de Juão Nyn; e Terror Noturno, de Preto Vidal.Thais Vazidealização, atuação e dramaturgiaThaís Vaz é atriz, produtora, diretora, dramaturga e criadora de conteúdo, monocular, PCD. Carioca, 44 anos, formada em teatro, tv e cinema desde 2002 pela UniverCidade. Cursa dramaturgia na SP Escola de Teatro. Trabalhou a interpretação com Denise Stoklos, Ria Marks (holandesa) Alexandre Avancinni, Fátima Toledo. Atuou em mais de 10 peças de teatro, 4 séries e 4 novelas. No Teatro, Thais trabalhou com os diretores Cristiane Jatahy, Gustavo Paso, Ivan Sugahara, e Joana Lebreiro. Na TV atuou na série Caipirinha Sunrise da TV Azteca (México), Rei David e Bicho do Mato, ambas com direção de Edson Spinello na Record e Malhação em 2004,na Globo. No cinema foi dirigida por Cadu Fávero, Leandro Neri e Alice Andrade Drummond e atuou no filme Casos e Casais direção de Bruno Garcia (estreia 2026) Com criação de conteúdo, roteiro e dramaturgia, criou webséries como Caçadora do Tempo vídeos de experimentações com poesias, de sua autoria, Os Surrealistas, programa que destacava as obras e histórias de mulheres surrealistas desconhecidas do grande público. Usando uma linguagem sem frescura e bem humorada. E Mulher Coragem, um projeto documental onde ela parte da sua história para entrevistar mulheres, artistas, com deficiências.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.