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Realizar Festividade Tradicional - A Festa do Timbó- uma das manifestações culturais mais significativas do povo Mẽbêngôkre Xikrin. Marca o momento da pesca coletiva com o cipó timbó, reunindo aldeias em celebração espiritual e social, fortalecendo os vínculos entre famílias, gerações e a natureza. Além de seu valor simbólico, a Festa reafirma o direito à expressão cultural e à autonomia dos povos indígenas, conforme a Constituição Federal (art. 215 e 231).
Não se aplica.
Geral: Fortalecer e valorizar as festividades e rituais tradicionais Xikrin, promovendo a continuidade dos saberes e práticas culturais entre as aldeias da Terra Indígena Trincheira Bacajá.Específicos:· Realizar a Festa do Timbó com ampla participação das 15 aldeias Xikrin representadas pela Associação Berê;· Garantir infraestrutura, materiais e logística adequados para a realização das atividades culturais;· Promover oficinas e trocas intergeracionais de saberes;· Registrar e difundir os conhecimentos tradicionais por meio de material audiovisual e educativo;· Fortalecer a autonomia organizativa da Associação Berê Xikrin.
A Festa do Timbó é uma das manifestações culturais mais significativas do povo Mẽbêngôkre Xikrin. Marca o momento da pesca coletiva com o cipó timbó, reunindo aldeias em celebração espiritual e social, fortalecendo os vínculos entre famílias, gerações e a natureza. Além de seu valor simbólico, a Festa reafirma o direito à expressão cultural e à autonomia dos povos indígenas, conforme a Constituição Federal (art. 215 e 231).O ritual do timbó é uma celebração ancestral do povo Mẽbêngôkre Xikrin, realizada em momentos de fartura e fortalecimento coletivo. O timbó é um cipó encontrado nas florestas e margens dos rios amazônicos, cujo extrato, quando batido e espalhado sobre as águas, entorpece os peixes, facilitando a pesca comunitária. Entre os Xikrin, a Festa do Timbó representa um ato espiritual e social profundo, reafirmando o vínculo do povo com os espíritos das águas, com os peixes e com o território. O uso do timbó é cercado de cantos, danças, pinturas corporais e rituais conduzidos por anciãos e pajés, que orientam os jovens sobre o modo correto de colher, preparar e utilizar o cipó, com respeito à floresta e aos seres espirituais.Durante o ritual, homens, mulheres e crianças participam de forma integrada. Os homens coletam o timbó e preparam o local da pesca; as mulheres cuidam dos alimentos e dos cantos; e as crianças aprendem observando e participando das danças. Após a pesca, realiza-se a partilha dos peixes entre todas as famílias, simbolizando união, solidariedade e fartura. A festa é marcada por adornos tradicionais, pinturas com urucum e jenipapo, e cantos que evocam os ancestrais e os espíritos da natureza. A celebração é também uma escola viva de transmissão de saberes, na qual os mais velhos ensinam aos jovens sobre rios, ciclos das águas, tipos de peixes, cantos e significados cerimoniais.A Festa do Timbó ocorre geralmente entre junho e agosto, quando o nível dos rios está adequado. O evento é precedido por dias de preparação coletiva e se estende por vários dias, envolvendo alimentação tradicional, danças, jogos, pinturas e rituais de agradecimento aos espíritos das águas. O projeto busca garantir condições adequadas para a realização da festa, respeitando os modos de vida tradicionais, valorizando os saberes dos anciãos e fortalecendo o papel dos jovens na continuidade cultural.Portanto, justifica-se todo esse processo quando se faz plenamente necessário para preservação de nossa ancestralidade que se reviva hábitos e costumes indígenas a partir da reprodução fidedigna de seus festejos, jogos, praticas artesanais, gastronomia, e demais ações correlatas, é essencial para que o povo Xikrin mantenha sua identidade, dando oportunidade aos mais jovens aprenderem sobre sua tradicionalidade, por meio de seus ancestrais vivos, permitindo que a sabedora dos mais velhos seja perpassada, como forma de preservação e resgate da essência, do pertencimento e da identidade coletiva, garantindo que as futuras gerações conheçam e reconheçam sua história, seus costumes, o que plenamente estabelece a cultura local. O projeto se enquadra nos dispostos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Considerando a aplicabilidade do Art. 3°, para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, o projeto vincula-se a: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.
Público-AlvoCerca de 500 indígenas Xikrin das 15 aldeias da Terra Indígena Trincheira Bacajá: Krãnh, Kenoro, Kameredjãm, Kabakrô, Akonoro, Kenkudjoe, Krimei, Pokamrore, Pratinhõpuru, Krendjan, Kreny, Ngomeiti, Kruwanhôngô, Pytako e Tepkajaká Nhô Ngô. O projeto contará com a participação direta de anciãos, jovens, mulheres e lideranças tradicionais, assegurando o envolvimento coletivo e intergeracional. MetodologiaO projeto será executado de forma participativa, conduzido pelas lideranças, conselheiros e equipe técnica da Associação Berê Xikrin. As etapas incluem planejamento comunitário, mobilização das aldeias, oficinas preparatórias, o ritual da pesca com o timbó, registro cultural e avaliação final.
Produto : Festa Tradicional Acessibilidade física: Serão realizadas na Aldeia Kranh que já conta com banheiros e espaços públicos adequados e de fácil acesso para receber pessoas com deficiência física.Acessibilidade de conteúdo: Todo o registro e material as ser disponibilizado nas redes sociais, site e canal do Youtube da associação contarão com audiodescrição e serão acompanhadas por tradutor da língua Xikrin que fará também audiodescrição de conteúdos e intérprete de libra Ressaltamos que todo e qualquer material de divulgação do projeto contará com informações sobre a disponibilização de medidas de acessibilidade conforme previsto no Art. 25 Inciso 02, como por exemplo a hashtag #pratodomundover
O presente projeto atende o art. 46 da IN 23/2025 com acesso 100% gratuito a todas as suas atividades, promovendo a fruição de bens, produtos e serviços culturais. Como ampliação de acesso, estão previstos:A realização será gratuita e aberta à participação de todas as aldeias; serão produzidos e distribuídos materiais educativos nas escolas indígenas. O registro audiovisual será disponibilizado ao acervo público do MinC, observando princípios de acessibilidade e sustentabilidade conforme a Instrução Normativa nº 23/2025.
BEP KAMATY XIKRIN – Proponente - Liderança da aldeia Krãnh. Responsável pelos processos decisórios do projeto e tradutor da língua Indígena,Bep Kamaty é cacique da Aldeia Krähn com experiência em organização dos eventos nos territórios indígenas e em gestão financeira e tem fluência como tradutor da língua indígena.ROBSON SANTOS DA CONCEICAO –Coordenador GeralRobson trabalha com comunidades indígenas desde 2014, coordenou a logística do programa de atividade produtiva- PAP do PBA-CI UHE Belo monte terra indígena trincheira Bacajá, contratado pela empresa Criativa. Em 2016 iniciou seu trabalho na associação Bebo Xikrin da TI Bacajá. Tem experiência na área de gestão de projetos. Já coordenou projetos culturais e esportivos indígenas das etnias Xipaya, Curuaia e Xikrin. Atualmente assessora as associações indígenas da TIs Arara do Laranjal, associação IREO terra indígena Kararao grupo Kayapó e Associação BERE Xikrin da TI Bacajá na função de gerente de relação institucional das associações perante o município e perante o relacionamento dos Xikrins com as outras aldeias e comunidades. Coordena as atividades, organiza os eventos, faz a logística e monitora o andamento das ações. 1- Coordenar toda a logística dos participantes, oficineiros e rituais do evento;2- Realizar a aquisição de materiais e equipamentos do projeto;3- Alinhar as metodologias das oficinas com os demais membros da equipe.4- Planejar, executar e acompanhar todo o processo de produção, implantação do projeto, fazer relatórios de prestação de contas junto com o coordenador geral e administrativo. SILVIA SANTOS COELHO - Produtora ExecutivaCom experiência em gestão de projetos com comunidades indígenas, ressalta-se sua experiência na Coordenação da ABEX – Associação Bebê Xikrin do Bacajá dos projetos culturais O kwyrykang realizado na aldeia Patkrô (2016) e aldeia Krimey (2017) e na Coordenação do projeto Cultural associação Bere Xikrin do Bacajá aldeia Krahn (2019) além da elaboração e tradução de cartinhas referente aos programas de comunicação e segurança indígena, no âmbito do licenciamento ambiental das obras de pavimentação das rodovias BR-230, BR-163 e BR-422, na língua maternas das etnias indígenas Xikrin, Juruna, Assurini, Araweté, Parakanã, Kayapó, Arara e também a atuação como Coordenadora na AIMA- Associação dos Índios Moradores de Altamira o Projeto FIX -FUNDO DEMA Sidjápyja Hiri- Artesanato indígena (2012) . Nos últimos anos, atuou no projeto cultural Lei Aldir Blanc (2021), no Festival Kwyrakangõ 2024 através da Lei Rouanet entre outros. ECOOA – Representação Produção Educação e Consultoria Cultural Social e Criativa LTDA - Consultoria em Gestão A Ecooa Produções culturais tem atuação comprovada em consultoria para projetos e treinamentos desde 2011, quando a empresa começou a atuar para o mercado da economia criativa e a produção cultural. Desde então, tem se consolidado como referência na elaboração, assessoria, planejamento e execução de projetos culturais, sociais e criativos em todas as linguagens artísticas. Além da produção cultural, a Ecooa oferece cursos e treinamentos para a área, bem como consultoria. O trabalho é baseado em parcerias e vínculos estabelecidos com instituições, artistas, produtores e comunidades criativas, o que fortalece a atuação e oferece projetos e serviços de alta qualidade. Desenvolveu variados projetos para divulgar conhecimento e juntar pessoas para discutir sobre o mundo da economia criativa. Desde sua criação, a Ecooa atendeu mais de 150 clientes, elaborou e criou mais de 264 projetos e impactou mais de 1000 pessoas com seus treinamentos, além de prestar dezenas de horas de consultoria. Como missão, tem o foco de fomentar a área cultural e artística, construindo caminhos e resultados que possam contribuir para o desenvolvimento humano e social.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.