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PRONAC 2514809Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Inventário de Patrimônio Imaterial - Os guardiões da sociobiodiversidade e a salvaguarda de Sementes Crioulas em Sergipe - Acervo Público de Registro e Documentação

62.258.690 ARAKIN QUEIROZ MONTEIRO
Solicitado
R$ 195,3 mil
Aprovado
R$ 195,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Acervos arquivísticos culturais do Patrimônio
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SE
Município
Itaporanga d'Ajuda
Início
2026-01-01
Término

Resumo

A proposta visa inventariar, documentar e salvaguardar o ofício tradicional dos Guardiões de Sementes Crioulas de Sergipe, patrimônio cultural imaterial fundamental para a identidade, a segurança alimentar e a agrobiodiversidade do estado. Por meio de pesquisa de campo em 11 municípios dos territórios do Alto Sertão e Baixo São Francisco sergipanos, o projeto aplicará a metodologia do IPHAN para preenchimento de fichas de inventário, produção de um rico acervo audiovisual e criação de um banco de dados digital público e acessível. Inclui a realização de 11 oficinas de educação patrimonial nas comunidades envolvidas e um encontro final para divulgação dos resultados. A iniciativa busca dar voz e visibilidade aos guardiões, documentar saberes ancestrais ligados à sociobiodiversidade e integrar este patrimônio à memória coletiva sergipana, subsidiando seu futuro reconhecimento como patrimônio cultural nacional.

Sinopse

O projeto "Inventário de Patrimônio Imaterial - Os Guardiões da Sociobiodiversidade e a Salvaguarda de Sementes Crioulas em Sergipe" consiste num conjunto integrado de ações voltadas para a identificação, documentação, valorização e promoção do ofício dos guardiões e guardiãs de sementes, um patrimônio cultural imaterial de profundas raízes em Sergipe. Os produtos culturais resultantes formam um corpo coerente que não apenas documenta tecnicamente este bem, mas também o dinamiza, promovendo seu reconhecimento social e sua transmissão geracional.1. Inventário de Patrimônio Imaterial / Bem Imaterial - RegistroEsta ação compreende a realização de um inventário sistemático e participativo, seguindo as diretrizes do IPHAN, para mapear e documentar os saberes, modos de fazer, histórias de vida e o contexto sociocultural dos Guardiões de Sementes Crioulas nos 11 municípios dos territórios do Alto Sertão e Baixo São Francisco sergipano. O trabalho de campo, realizado em cinco ciclos, inclui entrevistas etnográficas, observação participante e preenchimento das fichas de inventário (A, B, C, D, E, F), visando criar um registro detalhado e técnico que sirva como base sólida para um futuro pedido de registro nacional deste bem cultural. O produto final é um Dossiê Técnico-Descritivo completo.Classificação Indicativa: Livre.__________2. Oficinas de Educação Patrimonial (Programação)Roda de Conversa e Memória: O Nosso Patrimônio das Sementes CrioulasSerão realizadas 11 oficinas de educação patrimonial, uma em cada município, destinadas prioritariamente às comunidades locais, guardiões, guardiãs, estudantes e agentes culturais. Estas atividades terão caráter formativo e sensibilizador, buscando compartilhar os saberes registrados, discutir a importância da preservação do patrimônio imaterial e fortalecer os vínculos afetivos e identitários com a cultura das sementes crioulas. A metodologia, baseada em rodas de conversa e dinâmicas participativas, coloca a comunidade no centro do processo de valorização do seu próprio patrimônio, gerando autoestima e orgulho cultural.Classificação Indicativa: Livre.__________3. Encontro Final: "Os Guardiões da Sociobiodiversidade: Patrimônio Imaterial de Sergipe"Ao final do projeto, será realizado um encontro estadual de apresentação dos resultados na Universidade Federal de Sergipe (UFS), com a participação de comunidades, guardiões, pesquisadores, poder público e sociedade civil. O evento tem como objetivo divulgar publicamente o acervo produzido, socializar os conhecimentos sistematizados no inventário, lançar a plataforma digital e fomentar o debate sobre políticas de salvaguarda. Será um momento de celebração, reconhecimento público e mobilização, promovendo um diálogo amplo sobre o valor deste patrimônio e a necessidade de sua perpetuação.Classificação indicativa: Livre.Transmissão: O evento será transmitido ao vivo pela internet, com recursos de acessibilidade.Juntos, estes produtos culturais cumprem o duplo papel de pesquisa técnica de excelência e mobilização social em prol do patrimônio cultural de Sergipe, assegurando que o conhecimento tradicional associado às sementes crioulas seja preservado, valorizado e transmitido às futuras gerações.

Objetivos

Objetivo Geral:Realizar o inventário sistemático e participativo das referências culturais associadas aos Guardiões e Guardiãs de Sementes Crioulas nos territórios do Alto Sertão e Baixo São Francisco sergipano, abrangendo os municípios de Canindé de São Francisco, Gararu, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora de Lourdes, Porto da Folha, Canhoba, Amparo de São Francisco, Neópolis, Japoatã e Pacatuba. O projeto visa documentar, valorizar e salvaguardar este patrimônio cultural imaterial por meio de pesquisa de campo, registros audiovisuais, sistematização de um acervo público digital e ações de educação patrimonial, fortalecendo a identidade cultural, a soberania alimentar e a agrobiodiversidade local.Objetivos Específicos:a) INVENTÁRIO DE PATRIMÔNIO IMATERIAL - REGISTRO: Realizar pesquisa de campo nos 11 municípios, aplicando a metodologia participativa do IPHAN e preenchendo as fichas de inventário (A, B, C, D, E, F) para mapear e documentar os saberes, modos de fazer, histórias de vida e o contexto sociocultural dos guardiões, com especial atenção ao protagonismo das mulheres e à diversidade de sementes (milho, feijão de arranque, feijão de corda, fava, andu, ervas medicinais e frutas nativas).b) REGISTRO AUDIOVISUAL ETNOGRÁFICO: Produzir um acervo audiovisual de alta qualidade (vídeos, fotografias e gravações sonoras) que capture os processos de seleção, armazenamento e troca de sementes, os ambientes dos quintais produtivos e os territórios das guardiãs, bem como os depoimentos emocionais e técnicos dos mestres e das comunidades, registrando a profunda ligação entre sementes, identidade e ancestralidade.c) OFICINAS DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: Realizar 11 oficinas gratuitas, uma em cada município envolvido, intituladas "Roda de Conversa e Memória: O Nosso Patrimônio das Sementes Crioulas". As atividades visam fortalecer o orgulho e o pertencimento comunitário, reconhecer o ofício como patrimônio cultural e criar um espaço de diálogo para a transmissão de saberes entre gerações, empoderando as comunidades como guardiãs de seu próprio legado.d) ENCONTRO FINAL DE MOBILIZAÇÃO E DIFUSÃO: Realizar 1 encontro estadual na Universidade Federal de Sergipe (São Cristóvão) para apresentar os resultados do inventário, exibir os microdocumentários, lançar a plataforma digital do acervo e mobilizar a sociedade civil, o poder público e instituições parceiras (como a UFS e a Embrapa) para a salvaguarda deste patrimônio e a discussão de políticas públicas futuras.

Justificativa

O presente projeto justifica-se pela urgência em documentar, valorizar e salvaguardar o ofício tradicional dos Guardiões e Guardiãs de Sementes Crioulas de Sergipe, um patrimônio cultural imaterial de profundas raízes antropológicas e de inestimável valor para a identidade sergipana. Apesar de sua relevância para a soberania alimentar, a agrobiodiversidade e a cultura do estado, estes saberes ancestrais permanecem subdocumentados, invisibilizados e sob grave risco de erosão, tornando imperiosa uma ação sistemática de registro e salvaguarda. A farinha de mandioca, já inventariada, é um símbolo cultural; as sementes crioulas representam a matriz viva que sustenta essa e outras tradições alimentares, encapsulando histórias, modos de vida e um profundo conhecimento sobre a sociobiodiversidade.A necessidade do mecanismo de incentivo fiscal (Lei Rouanet):A execução deste projeto de tamanha envergadura e relevância pública depende fundamentalmente do apoio via Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet). Esta ferramenta é imprescindível para viabilizar financeiramente um trabalho de pesquisa e documentação de longo alcance, que requer equipe técnica especializada, deslocamento para comunidades remotas e a produção de um acervo de qualidade e acesso público. O projeto se enquadra de forma precisa e estratégica nos seguintes dispositivos da lei:Enquadramento no Art. 1º, Inciso IV: O projeto tem como finalidade "apoiar, proteger e valorizar as manifestações culturais de natureza popular, erudita e grupal". A prática dos guardiões de sementes é uma manifestação cultural popular e grupal por excelência. É um saber-fazer coletivo, enraizado nas comunidades rurais, transmitido entre gerações e portador de uma visão de mundo singular. Apoiar este projeto é, portanto, proteger e valorizar ativamente uma expressão da cultura popular brasileira que é fundamental para a diversidade cultural do país. Objetivos do Art. 3º a serem alcançados: Inciso I: "estimular a produção e a formação cultural e artística". A iniciativa estimula a formação cultural por meio das 14 oficinas de educação patrimonial, capacitando as comunidades para que se reconheçam como detentoras e protagonistas de um patrimônio cultural. Paralelamente, fomenta a produção cultural ao gerar um vasto acervo público (inventário, microdocumentários, banco de dados) que servirá como fonte para novas pesquisas, produções artísticas e políticas públicas.Inciso III: "apoiar, inclusive mediante a formação de acervos, a divulgação de bens de natureza cultural". O projeto é, em sua essência, a formação de um acervo público e acessível sobre este bem cultural, cumprindo diretamente este objetivo ao divulgar amplamente um patrimônio até então restrito ao âmbito local.Embasamento em Pesquisas e a Urgência da AçãoEsta proposta não surge no vazio, mas como um desdobramento necessário e urgente de iniciativas de mapeamento e pesquisa já em curso, das quais se pretende ser a consolidação em um inventário de patrimônio imaterial. Trabalhos acadêmicos, como a pesquisa de Thais Moura dos Santos, já identificam o protagonismo feminino nas roças e quintais do Alto Sertão, onde as "guardiãs" produzem soberania alimentar e resistência contra a lógica do agronegócio. Da mesma forma, diagnósticos participativos conduzidos pela EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, em parceria com movimentos sociais, já catalogaram uma impressionante diversidade de sementes crioulas conservadas in situ por estas famílias, incluindo 16 variedades de milho, 18 de feijão de arranque, 8 de feijão de corda, 14 de fava e 8 de andu, além de uma gama de plantas não convencionais.No entanto, estas iniciativas, embora vitais, são pontuais e não possuem o escopo ou a metodologia específica para a documentação etnográfica e o registro como patrimônio cultural imaterial, conforme preconizado pelo IPHAN. Este projeto vem preencher esta lacuna crítica, atrelando-se a esses esforços prévios para transformar dados técnicos e acadêmicos em um dossiê de patrimônio, dando voz e visibilidade aos verdadeiros detentores desse saber.Vulnerabilidade sociocultural e relevância antropológicaOs povos e comunidades assistidos por esta proposta _ mulheres e homens trabalhadores rurais, agricultores familiares de baixa renda, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais do Semiárido _ representam um segmento social em situação de dupla vulnerabilidade: socioeconômica e cultural. São os guardiões de um conhecimento ameaçado tanto pela pressão do modelo hegemônico do agronegócio, que promove a padronização genética e a dependência de insumos, quanto pela sucessão de secas prolongadas na região, que provocam uma dramática erosão genética e a perda irreparável de variedades. Documentar seu ofício é, também, um ato de reparação simbólica e valorização de sua existência e resistência.Sob a ótica antropológica, o ato de "guardar sementes" transcende em muito a mera técnica agrícola. É um complexo cultural que envolve rituais de seleção, métodos de armazenamento baseados em saberes tradicionais, uma cosmovisão que entende a semente como um bem comum da humanidade e uma prática social dinamizada por redes de troca que fortalecem os laços comunitários. A semente crioula, ou "Semente da Liberdade" como é conhecida em Sergipe, é, portanto, um símbolo de identidade, ancestralidade e autonomia. Este projeto posiciona-se como uma ferramenta estratégica para iluminar esta dimensão profunda, garantindo que este patrimônio não se perca e seja integrado, de forma definitiva, à memória coletiva e ao mapa cultural do Brasil.

Especificação técnica

1. INVENTÁRIO DE PATRIMÔNIO IMATERIAL / BEM IMATERIAL - REGISTROProduto Final: Dossiê Técnico-Descritivo (Relatório de Inventário)Paginação/Extensão: Mínimo de 150 páginas, formato A4.Conteúdo Técnico: O dossiê será estruturado conforme as diretrizes do IPHAN, contendo:Metodologia: Descrição detalhada da aplicação do INRC, incluindo a adaptação da metodologia para o contexto das sementes crioulas.Análise Contextual: Caracterização socioeconômica e cultural dos territórios do Alto Sertão e Baixo São Francisco.Análise dos Resultados: Sistematização e interpretação dos dados coletados nas fichas de inventário (A, B, C, D, E, F), abordando os saberes, modos de fazer, formas de transmissão e a relação dos guardiões com a agrobiodiversidade.Documentação Anexada: Transcrições de entrevistas selecionadas, catálogo fotográfico das variedades de sementes e registros cartográficos das áreas de atuação.Projeto Pedagógico (Função Educativa): O dossiê servirá como base técnica fundamental para políticas públicas de salvaguarda, como subsídio para um futuro registro nacional e como material de referência para pesquisas acadêmicas nas áreas de Antropologia, Agronomia e Geografia.____________2. OFICINAS DE EDUCAÇÃO PATRIMONIALQuantidade e Duração: 11 oficinas, uma em cada município, com duração total de 4 horas cada.Público por Oficina: Mínimo de 25 participantes por sessão, prioritariamente guardiões, familiares, jovens da comunidade e estudantes de escolas rurais.Material de Apoio e Consumo:- Kits para Dinâmicas: 11 conjuntos contendo rolo de papel pardo, pacote de canetas hidrográficas coloridas, fichas ilustradas e fita adesiva.- Material de Divulgação: Cartazes acessíveis para divulgação prévia nas comunidades.- Recursos Audiovisuais: Não obrigatórios, mas um projetor portátil e caixa de som serão levados para exibição de imagens de apoio, dependendo da infraestrutura local.Projeto Pedagógico:- Objetivo Central: Fortalecer o sentimento de pertencimento e orgulho, reconhecendo o ofício como patrimônio cultural.- Metodologia: Participativa e dialógica, baseada na Educação Patrimonial. Será utilizada a técnica de "Roda de Conversa" para colher memórias e a dinâmica "Mapa Falante" para representação simbólica do território e das sementes.Avaliação: A avaliação será qualitativa, por meio da observação do engajamento e da análise do conteúdo gerado pelos participantes (desenhos, palavras-chave e relatos colhidos no papel pardo).____________3. ENCONTRO FINAL DE APRESENTAÇÃO DE RESULTADOSDuração: 1 dia (8 horas de programação).Estrutura e Conteúdo Programático:Mesa de Abertura (1h): Com representantes das comunidades, poder público, patrocinadores e equipe do projeto.Painel de Resultados (2h): Apresentação do Dossiê de Inventário e exibição de material audiovisual desenvolvido ao longo do projeto.Roda de Conversa com Guardiões (2h): Diálogo mediado entre mestres guardiões, pesquisadores e o público.Lançamento Oficial do Acervo Virtual (1h): Demonstração ao vivo da plataforma digital.Atividade Cultural de Encerramento (1h): Apresentação de grupo cultural local, celebrando a cultura sergipana.Infraestrutura Técnica Necessária:- Auditório com capacidade para 150 pessoas.- Sistema de som e iluminação profissional.- Projetor, tela e telões secundários.- Estrutura de transmissão ao vivo (câmeras, switcher, equipamento de streaming).- Internet de alta velocidade.Acessibilidade: O evento contará com intérprete de Libras em tempo integral, sinalização tátil, espaços reservados e o material de apresentação seguirá o padrão de fonte e contraste acessíveis.Projeto Pedagógico/Difusão: O encontro é o principal momento de devolução dos resultados à sociedade e de mobilização para a salvaguarda. A transmissão ao vivo e a gravação garantem o alcance nacional, servindo como um marco de visibilidade para a causa e como material educativo para instituições de ensino e cultura.

Acessibilidade

O projeto “Inventário de Patrimônio Imaterial - Os Guardiões da Sociobiodiversidade e a Salvaguarda de Sementes Crioulas em Sergipe” adotará um compromisso integral e transversal com a acessibilidade, implementando medidas em duas dimensões complementares – física e de conteúdo – para assegurar que todos os públicos, independentemente de suas particularidades, possam acessar, compreender e usufruir plenamente de todos os bens culturais e conhecimentos gerados. A acessibilidade não será um apêndice, mas um princípio estruturador de todas as etapas do projeto, garantindo que o patrimônio documentado seja verdadeiramente de todos e para todos.1 - ACESSIBILIDADE FÍSICAPara garantir o acesso universal e a participação segura e autônoma de todas as pessoas a todos os eventos presenciais (as 11 oficinas de educação patrimonial e o encontro final), será implementado um protocolo de acessibilidade física que inclui:a) Avaliação prévia e adaptação dos locais: Será realizada uma vistoria técnica prévia em cada local escolhido para as atividades (escolas, associações comunitárias, centros culturais) para identificar barreiras arquitetônicas. Com base nesse diagnóstico, serão implementadas as adaptações necessárias, que podem incluir (caso necessário):- Instalação de rampas móveis ou permanentes: para vencer desníveis e degraus, garantindo acesso a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. - Sinalização tátil no piso: instalação de pisos podotáteis e de alerta para orientar e garantir a segurança de pessoas com deficiência visual nos caminhos de circulação interna e áreas de acesso principal. - Reserva de espaços acessíveis: garantia de espaços reservados e com boa visibilidade na plateia para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, assegurando sua participação confortável. - Adequação de banheiros: quando os banheiros existentes forem passíveis de adaptação, serão instaladas barras de apoio, e os ambientes serão sinalizados. Caso não seja possível, serão providenciados banheiros químicos acessíveis.b) Priorização de espaços públicos acessíveis: a prioridade na escolha dos locais será dada a espaços públicos que já ofereçam as melhores condições de acessibilidade ou que permitam adaptações viáveis e seguras.2 - ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOTodas as ações e produtos do projeto serão planejados para serem compreendidos e fruídos pelo maior número de pessoas possível, independentemente de suas particularidades sensoriais ou cognitivas, por meio das seguintes medidas:Para pessoas com deficiência auditiva ou surdas:- Legendagem descritiva (Closed Caption): todos os vídeos produzidos contarão com legendagem descritiva, incluindo não apenas os diálogos, mas também a identificação de sons relevantes e trilhas sonoras.Interpretação simultânea em libras: o evento final de encerramento terá interpretação simultânea em libras, garantindo a participação plena da comunidade surda.__________Para Pessoas com Deficiência Visual ou Cegas:- Compatibilidade com leitores de tela: Todo o material textual digital (relatórios técnicos, fichas de inventário, conteúdo do repositório online) será desenvolvido em formatos acessíveis (como PDFs etiquetados) e compatível com leitores de tela (NVDA, Jaws, VoiceOver).- Audio-descrição: Será produzido e disponibilizado no acervo virtual um guia em áudio-descrição que descreva com riqueza de detalhes o contexto, os ambientes (os quintais produtivos, as casas de sementes), os processos (seleção, armazenamento) e as próprias sementes crioulas, permitindo uma experiência imagética auditiva para pessoas cegas ou com baixa visão.Materiais em formatos acessíveis: materiais impressos de divulgação, como cartazes das oficinas, terão versões em Braille ou com fonte ampliada e de alto contraste, conforme a necessidade identificada previamente em cada comunidade.__________Medidas Cognitivas e Sensoriais:- Linguagem clara e acessível: as oficinas de educação patrimonial utilizarão linguagem clara, objetiva e evitando jargões excessivos. Os facilitadores serão orientados a adotar uma postura inclusiva, pausada e a verificar constantemente a compreensão de todos os participantes.- Ambiente sensorialmente acessível: no encontro final, será disponibilizado um ambiente mais tranquilo, com redução de estímulos sonoros e luminosos, para acolher de forma adequada pessoas com neurodivergências (como autismo ou sensibilidade sensorial), permitindo que participem do evento sem sobrecarga.- Acessibilidade Digital: o repositório digital público, que abrigará todo o acervo, será desenvolvido seguindo as diretrizes de acessibilidade para conteúdo web (WCAG), garantindo navegação por teclado, descrição de imagens (alt text) e contraste de cores adequado.Dessa forma, o projeto se compromete não apenas a documentar um patrimônio, mas a fazê-lo com equidade, assegurando que a riqueza cultural das sementes crioulas e dos saberes de seus guardiões e guardiãs possa ser acessada, compreendida e valorizada por toda a sociedade, em toda a sua diversidade.

Democratização do acesso

A proposta adotará como premissa fundamental a distribuição integralmente gratuita de todos os seus produtos e resultados, assegurando amplo e irrestrito acesso público. Não haverá qualquer modalidade de comercialização, cobrança de ingressos ou venda de produtos derivados do projeto, alinhando-se plenamente ao caráter de salvaguarda de um patrimônio público e ao objetivo de democratização cultural.Forma de distribuição e acesso aos produtos:a) Atividades Presenciais Gratuitas e Inclusivas:- As 11 Oficinas de Educação Patrimonial serão realizadas in loco, nos próprios municípios e comunidades detentoras deste bem cultural, garantindo que o acesso seja prioritária e diretamente direcionado aos verdadeiros protagonistas e guardiões deste patrimônio. A participação será inteiramente aberta, sem requisitos formais ou processo seletivo, bastando o interesse da comunidade.- O encontro final de apresentação de resultados será um evento gratuito, aberto ao público geral, a ser realizado na UFS (Universidade Ferederal de Sergipe), com todas as medidas de acessibilidade física e de conteúdo previamente descritas.b) Acervo digital público e de acesso livre (principal medida de ampliação de acesso):Como principal mecanismo de perpetuação e democratização do conhecimento, todo o acervo documental e audiovisual resultante do inventário será organizado e disponibilizado em um repositório digital público e de acesso livre. Esta plataforma online, desenvolvida com diretrizes de acessibilidade (leitura de tela, descrição de imagens, legendagem e janela de Libras), funcionará como uma biblioteca virtual permanente, contendo:- Fichas de inventário completas (de acordo com a normatização do IPHAN).- Relatório técnico-descritivo (Dossiê) do projeto.- Fotografias em alta resolução curadas e legendadas.- Depoimentos em áudio.- A gravação integral e acessível do encontro final.Esta medida permitirá que pesquisadores, estudantes, gestores públicos e o público em geral, de qualquer localidade do Brasil e do mundo, acessem e explorem o patrimônio imaterial sergipano, rompendo barreiras geográficas e econômicas.c) Transmissão online e gravação de evento:- Para amplificar o alcance do momento de culminância do projeto, o encontro final de apresentação de resultados será transmitido ao vivo pela internet, com todos os recursos de acessibilidade (legendagem em tempo real e janela com intérprete de Libras). A gravação deste evento, após edição, será incorporada ao repositório digital, servindo como um registro histórico permanente e uma ferramenta de divulgação de longo prazo.d) Divulgação em canais acessíveis e comunitários:A divulgação do andamento do projeto, dos eventos e, principalmente, da disponibilização do acervo digital, será feita por meio de canais amplos e acessíveis. Serão utilizadas redes sociais, com linguagem adaptada para cada plataforma, assegurando que as próprias comunidades guardiãs e o público regional tenham ciência e possam usufruir dos resultados. A elaboração de cartazes físicos com fonte ampliada, afixados em locais de grande circulação nos municípios, complementará essa estratégia.Dessa forma, o projeto transcende a documentação técnica para se tornar uma ferramenta viva de democratização cultural, garantindo que o conhecimento registrado não seja apropriado ou restrito a um círculo fechado, mas sim compartilhado e reconhecido como um bem comum da sociedade, fomentando a educação, a pesquisa e o fortalecimento da identidade cultural sergipana para as atuais e futuras gerações.

Ficha técnica

Atuação do Proponente:A instituição proponente 62.258.690 ARAKIN QUEIROZ MONTEIRO atuará como um agente ativo e participativo em toda a execução do projeto. Seu papel será de articulação, coordenação e mobilização comunitária. Especificamente, a instituição, por meio de seu dirigente legal e equipe técnica, será responsável por:a) Garantir a efetiva ligação entre a equipe técnica do projeto e as comunidades dos 11 municípios, utilizando sua capilaridade e conhecimento prévio do território.b) Coordenar a logística complexa dos deslocamentos e da estadia da equipe em áreas rurais.c) Mediar o diálogo com lideranças comunitárias, sindicatos rurais, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a Rede Sergipana de Agroecologia (RESEA), assegurando uma abordagem ética e respeitosa.d) Assegurar que os princípios de acessibilidade e democratização de acesso sejam aplicados em todas as etapas.e) Gerir administrativa e financeiramente o projeto, assegurando transparência e a correta prestação de contas perante os patrocinadores e o Ministério da Cultura.Equipe técnica principal:Coordenador proponete:Dr. Arakin Queiroz Monteiro Arakin Queiroz Monteiro é proponente e coordenador geral desta proposta. Doutor, Mestre e bacharel em Ciências Sociais pela UNESP, com foco nas Sociologias do Trabalho e da Cultura, sua trajetória combina rigor acadêmico com intensa atuação prática multidisciplinar. Foi professor substituto do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e é pesquisador do GEPSET/UFS (Grupo de Estudos e Pesquisas em Sociologia, Educação e Trabalho). Tem ampla experiência em coordenação em projetos ligados à pesquisa cultural e educacional: foi coordenador de área do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência), atuando junto à rede pública de ensino do estado de São Paulo, e coordenou o "Memorial do Skate Sergipano", projeto executado com recursos da Lei Paulo Gustavo, no qual gerenciou toda a pesquisa, digitalização de acervo e desenvolvimento de plataforma pública digital. Sua formação é complementada por um conjunto de habilidades técnicas e artísticas que são diretamente aplicáveis ao projeto de inventário: atua como fotógrafo, artesão, desenvolvedor web e estrategista de informação. Essa multidisciplinaridade permite um olhar especial para a documentação, preservação e divulgação de patrimônios culturais, unindo metodologia científica à sensibilidade artística e à experiência técnica em gestão da informação. Atualmente, também atua como Pesquisador-chefe do Observatório de Economia Criativa do Centro Sul de Sergipe (Edital PNAB/Funcap-SE nº 02/2025). Sua combinação de competências em pesquisa, gestão de projetos, ferramentas digitais e engajamento comunitário garante a capacidade técnica e executiva necessária para liderar a equipe e as diversas fases da proposta.Consultor colaborador:Ms. Fernando Bittencourt dos SantosFernando Bittencourt dos Santos integra a equipe do projeto, trazendo sua experiência técnica em Documentação, Organização e Preservação de Acervos. Professor Assistente do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), é graduado em Biblioteconomia e Mestre em Ciência da Informação, com concentração em Informação, Tecnologia e Conhecimento pela UNESP de Marília. Sua trajetória acadêmica e profissional é focada nas áreas de Recuperação da Informação, Comportamento Informacional e Disseminação do Conhecimento, competências fundamentais para a fase de documentação, criação e gestão do acervo público proposto. Seu conhecimento em Arquivologia e Museologia será um ativo valioso para garantir que o registro do ofício das casas de farinha seja tratado com o rigor técnico necessário, assegurando sua preservação e acesso público. Além disso, Fernando é Negro e LGBTQIA+, trazendo para o projeto uma perspectiva socialmente inclusiva e um olhar sensível à diversidade cultural, alinhando-se perfeitamente com os princípios de valorização da identidade e do patrimônio cultural nordestino que a Lei Rouanet Nordeste busca fomentar. Sua atuação é crucial para transformar o conhecimento imaterial registrado em um recurso informacional acessível e perene para toda a sociedade.Pesquisadora e educadora patrimonial:Ma. Claudia Oliveira de Jesus (Cláudia Nên)Cláudia Nên (nome artístico) integra a equipe do projeto, trazendo uma dupla expertise fundamental: a pesquisa acadêmica em cultura e a prática artística engajada com o patrimônio nordestino. Mestra em História da Arte pela UFBA e graduada em Educação Artística pela UFPB, Claudia é uma artista visual sergipana de Itabaiana com destacada atuação nacional, cuja obra é profundamente radicada na valorização da estética e da diversidade cultural do Nordeste. Sua trajetória é marcada pela atuação em diversas frentes: como arte-educadora, formadora de professores da rede pública e consultora pedagógica em projetos culturais (como o "Japaratuba em Rede"); e como pesquisadora e gestora cultural, atualmente coordenando a Sala de Cultura Popular Manoel D'Almeida Filho, na Biblioteca Pública Epiphanio Dória (Aracaju/SE). Seu conhecimento prático em manifestações populares, xilogravura e linguagens multimídia será vital para a etapa de registro sensível e documentação artística do ofício das casas de farinha, garantindo que a dimensão estética e simbólica deste patrimônio seja capturada com autenticidade. Natural do interior de Sergipe, Claudia carrega em sua produção um olhar genuíno e pertencente à cultura que o projeto busca inventariar. Sua capacidade de transitar entre a academia, a gestão pública e a criação artística faz dela uma profissional única, capaz de traduzir a complexidade do patrimônio imaterial em registros de potência visual e emocional, assegurando que o acervo final seja não apenas documental, mas também vivo e representativo.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-31
Locais de realização (13)
Amparo de São Francisco SergipeCanhoba SergipeCanindé de São Francisco SergipeGararu SergipeItaporanga d'Ajuda SergipeJapoatã SergipeMonte Alegre de Sergipe SergipeNeópolis SergipeNossa Senhora da Glória SergipeNossa Senhora de Lourdes SergipePacatuba SergipePorto da Folha SergipeSão Cristóvão Sergipe