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O presente projeto tem como objetivo principal a reestruturação do antigo parque Gráfico da Cultura de Blumenau, viabilizando o restauro das antigas máquinas de tipografia, a elaboração dos projetos executivos de arquitetura, engenharia e paisagismo para a antiga edificação, a realização de seminários e a elaboração do plano de ação cultural do equipamento para sua consolidação como equipamento cultural do Centro Histórico da cidade.
não se aplica
OBJETIVOS GERAISRestaurar os equipamento que compoem a gráfica tipográfica;Revitalizar o espaço que abriga a gráfica, adequando-o aos novos tempos e às demandas de equipamento cultural;Criar o Memorial da Tipografia, aberto à visitação pública, resgatando o valor deste espaço histórico de Blumenau e região; OBJETIVOS ESPECÍFICOSRestaurar os equipamento que compõem a gráfica tipográfica, composto de linotipias, tipografias, prensas, prello, impessora plano cilidro, guilhotina, mesas de suporte e apoio;Elaborar os projetos executivos de engenharia, arquitetura e paisagismo, para em projeto futuro revitalizar a edificação;Realizar seminários com a comunidade, sendo: Seminario 01: composição do plano de ação cultural- equipe multidisciplinar para composição do plano de ação cultural, composto por profissionais da historia, cultura, museologia e publicação; Seminário 2: qualificacao da equipe - mediante oficinas com técnicos em linotipia, tipografia, encadernação, mediação cultural; Seminário 03: lançamento do equipamento ao público;
A invenção da prensa proporcionou a democratização da oferta dos materiais escritos e consequentemente o acesso ao sistema de leitura e escrita à população. Antigamente os textos e livros eram copiados à mão e sob encomenda, o que limitava a quantidade, gerava um custo alto para produção, além do fato de demandar muito tempo e limitar o acesso ao conhecimento de forma mais ampla. Por volta de 1450, o alemão Johannes Gutenberg inventou a prensa com tipos móveis, criando letras e símbolos em relevo esculpidos em metal, capazes de aumentar os números na produção, diminuir o valor e, com isso, disseminar a informação. Ao começar a reproduzir conteúdo na língua local, e não no latim como era o costume na época, a população letrada cresceu e aumentou o acesso à informação. Também cresceu o comércio de livros, maior disseminação de informações por parte do governo e da religião e houve uma grande expansão da imprensa.Blumenau, desde o início do século XIX, contou com uma tipografia relevante no cenário estadual e municipal, que ajudou a escrever a história da cidade através de seus jornais. Sob os cuidados e trabalho árduo de vários profissionais, cumpriu um importantíssimo papel de difundir notícias e conhecimento em Blumenau e região. A Tipografia de Blumenau sempre foi um espaço de fomento à cultura e ao saber. Inúmeros periódicos, jornais e livros foram impressos em seu espaço, fortalecendo a característica de uma cidade voltada à busca constante do conhecimento, cultura e atualização. Em janeiro de 1881, foi fundado em Blumenau o Jornal "Blumenauer Zeitung" pelo Sr. Hermann Baumgarten, pioneiro da imprensa em Blumenau e com firmes convicções políticas. Ele editava o jornal em alemão, única língua que se falava e lia na época. Em outra demonstração de pioneirismo, Hermann Baumgarten assumiu um jornalismo de caráter regional. Ao mesmo tempo em que fazia circular em língua alemã o "Blumenauer Zeitung" em Blumenau e no Vale do Itajaí, também editava, em Itajaí outro jornal, a "Gazeta de Itajahy", este em português.Os editoriais republicanos de Hermann Baumgarten no jornal "Blumenauer Zeitung" e a sua posição como Capitão da Guarda Nacional durante desavença com as forças revolucionárias federalistas fizeram com que ele e sua família fossem perseguidos. Tiveram que refugiar-se no interior do município.Não satisfeitos, os federalistas invadiram as instalações do jornal "Blumenauer Zeitung" e empastelaram a tipografia. Várias máquinas foram jogadas no Rio Itajaí Açú; outras foram levadas pelas tropas que pretendiam invadir Desterro (Desterro era o nome do povoado que deu origem à atual cidade de Florianópolis). O jornal só voltou a circular em maio de 1895.O "Der Urwaldsbote", periódico circulou em Blumenau, Santa Catarina, até 1941 e foi fundado em 18 de julho de 1893. "Der Urwaldsbote" é um termo alemão que significa "O Mensageiro da Floresta". O jornal foi uma parte importante da história de Blumenau. Em 29 de agosto de 1941 circulou a última edição em língua alemã, que levava o número 18.O equipamento gráfico do "Der Urwaldsbote" foi comprado por Honorato Tomelin, que fundou então o jornal "A Nação", cuja primeira edição circulou no dia 29 de maio de 1943. Pouco depois, em agosto de 1944, este jornal foi vendido aos "Diários Associados" de Assis Chateaubriand, que também editou no Estado de Santa Catarina o diário "Jornal de Joinville". "A Nação" competia diariamente com "Cidade de Blumenau", outro jornal blumenauense que teve sua época áurea. No início dos anos 80 "A Nação" emanou seu último suspiro.Em 21 de setembro de 1924 foi fundado em Blumenau o jornal "A Cidade". Nove anos depois, em 2 de agosto de 1933, o jornal fez uma fusão com o "Correio de Blumenau", surgindo então "Cidade de Blumenau", que deixou de circular em dezembro de 1962.A história do Parque Gráfico está intimamente ligada à missão da Fundação Casa Dr. Blumenau, que desde sua criação como "Sociedade Amigos de Blumenau" em 1950, busca "conservar os aspectos históricos e culturais de Blumenau". A instituição, com personalidade jurídica adquirida em 1972, abrange diversas unidades culturais, como o Arquivo Histórico, a Biblioteca Municipal, o Museu da Família Colonial e o Horto Florestal, sendo o Parque Gráfico o último setor a ser incorporado. A Resolução do Conselho Curador de 23 de novembro de 1972 oficializou a aquisição da oficina gráfica do Sr. José Ferreira da Silva, marcando o início de uma nova era para a Fundação.Inicialmente destinada a atender às necessidades internas, como correspondência e escrituração, a oficina rapidamente se expandiu para a produção de obras culturais. A aquisição de um prelo em 1974 e, especialmente, a transferência da produção da "Revista Blumenau em Cadernos" para suas instalações em 1976, marcaram a consolidação do setor. A revista, descrita como a "principal divulgação referente à história de Blumenau e municípios vizinhos", tornou-se um símbolo da produção gráfica da Fundação, reforçando sua missão de documentar e disseminar a memória local.Em 1978, a doação de uma máquina de linotipo do Sr. Honorato Tomellin, dos Jornais "Lume" (1949) e "A Nação" (1943), revolucionou o processo de produção. A Linotipia, uma técnica de composição de linhas de chumbo, tornou-se o "coração da Gráfica", sendo responsável por até 75% de sua produção, incluindo o "Boletim Oficial do Município" e a "Revista Blumenau em Cadernos". A importância do setor é reforçada pela aquisição de uma segunda máquina Linotype em 1989 e pelo depoimento de Bernardo Tomellin, um dos operadores, que em um recorte de jornal (c. 1997) é descrito como alguém que operou as máquinas por "mais de 45 anos". A continuidade do ofício e a transmissão do saber-fazer, com a presença de um aprendiz na equipe, demonstram a relevância não apenas dos equipamentos, mas do conhecimento a eles associado. A estrutura organizacional do Parque Gráfico, com divisões de trabalho claras (Tipografia, Linotipia, Impressão e Encadernação), evidencia a complexidade e a profissionalização do setor.A preservação do patrimônio cultural transcende a mera proteção legal de bens tombados. Ela se estende a elementos que, embora não formalmente acautelados, detêm um valor inestimável para as comunidades locais, sendo representativos de suas práticas sociais, saberes e memórias. O Parque Gráfico da Fundação "Casa Dr. Blumenau" se enquadra nessa categoria, sendo um conjunto de equipamentos, saberes e produção intelectual que narra a história da cidade. Com base em evidências documentais, o reconhecimento do Parque Gráfico como um bem cultural, fundamentando a necessidade de seu restauro e consolidação como um equipamento museológico de relevância para Blumenau.Atualmente o espaço da antiga Tipografia de Blumenau encontra-se precisando de revitalização e adaptação aos novos tempos e novas demandas. O presente projeto pretende delinear ações para que seja criado mais um Espaço Cultural na cidade de Blumenau, tornando a Tipografia novamente um celeiro de informação e história. A partir de um trabalho realizado em setembro e outubro de 2025, pela empresa PAPEL DO MATO, percebe-se a real necessidade de restauro deste importante equipamento histórico e cultural de Blumenau e região. Esta empresa é dedicada aos modos de produção da cultura impressa e tem colaborado muito com a construção desta proposta cultural. Eles executaram a limpeza, triagem e lubrificação dos maquinários. No relatório fotográfico, anexo a essa proposta, há registros fotográficos dos equipamentos deste importante espaço para a história de Blumenau e região
Os Produtos do projeto serão:- MODERNIZAÇÃO E APARELHAGEM DE ESPAÇOS CULTURAIS E EQUIPAGEM PARA MANUTENÇÃO DE ACERVOS CULTURAIS: O resultante deste produto serão projetos executivos de arquitetura, engenharia e paisagísticos para o museu da tipografia- BEM MÓVEL: OBRA (RESTAU/CONSTRU/REDORM/PRESERV): o resultante deste produto será o restauro do maquinario tipográfico, mobiliario, estrutura ee equipamentos de apoio intergarntes no parque grafico da cultura. - SEMINÁRIOS: o resultante deste produto serão seminários públicos para apresentação do projeto e do equipamento como espaço de memoria da tipografia, além de elaboração do inventário do histórico do equipamento e entorno e realização de plano de ação cultural para o equipamento
O projeto prevê a adoção de estratégias que garantam acesso pleno às atividades culturais para todas as pessoas, em conformidade com a legislação vigente e com os princípios da inclusão.As ações de acessibilidade previstas incluem:* Os Seminários e eventos tem a previsão de interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) ;* Projetos de arquitetura prevem espaços com acessibilidade física, garantindo a entrada de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, conforme NBR 9050;* Materiais de divulgação com versão digital acessível #pra cego ver;* Equipe preparada para acolhimento de públicos diversos, incluindo treinamentos em atendimento inclusivo.
"Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência, mas sim pela sua cultura". A frase do sociólogo brasileiro Herbert de Sousa, o Betinho, reforça a ideia de que a valorização da cultura é essencial para o sentimento de pertencimento e identidade de um povo. Por essa razão, a Constituição Federal brasileira garante a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura por meio da democratização do acesso aos bens de cultura. Conscientes do potencial transformador que o acesso à cultura pode proporcionar ao indivíduo, o equipamento sera aberto a visitacao publica e gratuita.A fim de garantir que todas as pessoas interessadas possam usufruir deste bem cultural haverá o fortalecimento das ações de comunicação e as adaptações necessárias para o atendimento a todos os interessados. Com as ações propostas iremos promover a inclusão social ao proporcionar acesso gratuito aos seminários propostos, garantindo que pessoas de diferentes faixas socioeconômicas possam usufruir dos bens culturais propostos.
Coordenador geral do projeto - Associação Amigos do Arquivo Histórico José Ferreira da Silva (AAAHJFS)Modelagem, gestão do projeto cultural e projeto arquitetônico: Verbo projetosRestauro das máquinas de tipografia: Papel do Mato Pesquisa Historica: Fábrica de memorias Plano de Ação Cultural: Verbo projetos, papel do mato, fábrica de memórias, funcionarios das unidades culturais da secretaria de cultura e sociedade civil Rodrigo Dal Molin - Verbo Projetos - 2024rodrigodalmolin76@gmail.com – (47) 99185-5074 comunicação l cultura l arquitetura e urbanismoEstudou mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade pela Univille – Joinville/SC, na área de patrimônio e sustentabilidade. Graduado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela FURB - Universidade Regional de Blumenau. É Arquiteto e Urbanismo pela Univali (2022)Na Universidade ( Furb - Blumenau ) desenvolveu projetos de extensão e difusão cultural, nas áreas de organização de eventos, programas de rádio, grupo de teatro, campanhas publicitárias, montagens de espetáculos e exposições de arte. Trabalhou em áreas da indústria criativa, como veículos de comunicação, agências de publicidade, produtoras de vídeo, cinema e fotografia. Nas áreas de redação, eventos/promoções e produção.Destaca a atuação junto a Fundação Cultural de Blumenau (1997 a 2000, e 2005 a 2008), na coordenação de eventos, organizando salões e exposições de arte, festivais de teatro e dança, cursos à comunidade, programas literários, visitas monitoradas, sessões de cinema, assessoria a projetos nas diversas unidades e áreas culturais. Para a plena realização de uma ação cultural atua desde o planejamento, gestão e coordenação de equipes, captação de recursos, criação de material promocional, montagem e relatórios.Como produtor em produtoras e estúdios de cinema, vídeo e fotografia. Na JecLac Stúdio produziu os documentários “Casa São Simeão”, “Oktoberfest Blumenau” e “Strassenfest mit Stammtischtreffen”; na Faganello Comunicação – Florianópolis no filme documentário– ficcional “Noite Brava – Outra Memória”; na Flip Side na produção de catálogos de moda; na Edelweis na pré-produção do filme “Pedaço de Santo”; e junto a Oxigênio na montagem de decorações e performances teatrais para eventos. Coordena ainda trabalhos em decoração, layout espacial, montagens de feiras e stands. Assessor de Planejamento da Fundação Cultural de Blumenau (2005-2008), Atualmente, é gestor da Verbo Projetos, atuando nas áreas de projetos culturais e de Arquitetura e Urbanismo, atende no planejamento, modulação e produção de projetos culturais para o Teatro Carlos Gomes de Blumenau, a Comunidade Luterana Blumenau Centro, Cia carona de Teatro, Camerata Vocale, presta serviços na região para entidades de cultura e artistas, e desenvolve projetos em BIM ( building integrated management) com especial apreço ao patrimonio cultural edificado.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.