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Realizar a produção do XXV Festival Folclórico de Guajará-Mirim: Duelo na Fronteira, com espetáculos que celebram a cultura amazônica e mobilizam a criatividade do povo guajaramirense. As apresentações envolvem danças, músicas, drama e enredo, reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural brasileiro e registradas como patrimônio cultural imaterial do Estado de Rondônia. A proposta inclui formações continuadas em arte e produção cultural para brincantes e membros das agremiações, intercâmbios com artistas de outras regiões e circulação de apresentações dentro e fora de Guajará-Mirim, ampliando alcance, legado e visibilidade de marcas parceiras alinhadas à cultura e ao desenvolvimento regional.
FESTIVALO Festival Duelo na Fronteira é o grande encontro em que as agremiações dos bois-bumbás Flor do Campo e Malhadinho apresentam seus espetáculos folclóricos de dança, música, alegorias e ritual, onde tudo é afirmação identitária, diálogo entre gerações e vitrine da cultura amazônica. A programação inclui ensaios técnicos, apresentações públicas, shows regionais e finaliza em cerimônia de apuração e premiação do boi campeão.FORMAÇÃOOs módulos de formação propõem palestras, oficinas e workshops articulados ao universo do festival Duelo na Fronteira, visando à capacitação de atores culturais, brincantes e jovens da comunidade de Guajará-Mirim. A proposta contempla reflexões sobre identidade, patrimônio imaterial, produção de espetáculo e fruição coletiva, além de práticas de criação, ensaio e interação que fortalecem o protagonismo local e contribuem para a sustentabilidade da tradição dos bois-bumbás.
PRODUTO PRINCIPAL - FESTIVAL1. Produzir (criar e construir) cenários, alegorias, vestimentas e indumentárias dos grupos de dança, tribos coreografadas, grupos folclóricos e instrumentistas, para 04 (quatro) apresentações do espetáculo do Festival.PRODUTO SECUNDÁRIO - APRESENTAÇÃO DE DANÇA2. Realizar duas apresentações do Boi-Bumbá Malhadinho e duas do Boi-Bumbá Flor do Campo, alcançando um público estimado de 24.000 pessoas.3. Realizar um ensaio técnico aberto para cada agremiação com os grupos de dança, visando ajustes de performance e integração com o público, estimando até 5.000 espectadores.PRODUTO SECUNDÁRIO - APRESENTAÇÃO MUSICAL4. Realizar um show de músicas regionais no primeiro dia do evento, com público estimado de 8.000 pessoas.PRODUTO SECUNDÁRIO - CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - ARTES CENICAS5. Realizar formações e intercâmbio com os integrantes dos dois bois, visando a continuidade e aprimoramento técnico e artístico da tradição.
O Festival Folclórico de Guajará-Mirim: Duelo na Fronteira é uma das manifestações culturais mais tradicionais da Região Norte do Brasil. Realizado anualmente no mês de agosto, na cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, o evento celebra as expressões populares da Amazônia brasileira e reafirma a força identitária de um povo que, há décadas, mantém viva a tradição do Boi-Bumbá, herança cultural que democratiza o acesso à rica cultura folclórica regional, que inclui tradições indígenas associadas ao folclore brasileiro do Maranhão - o Bumba-meu-boi - adaptadas à região Norte.O festival é reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Rondônia e também registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Guajará-Mirim, títulos que atestam sua relevância histórica, social e simbólica. Esses reconhecimentos representam o compromisso das instituições públicas e da sociedade civil com a preservação de um bem cultural que se consolidou como expressão autêntica da identidade amazônica rondoniense.O Duelo na Fronteira tem como protagonistas os dois bois-bumbás da cidade — Malhadinho e Flor do Campo — que se enfrentam em apresentações coreográficas e cênicas repletas de cor, ritmo, música e enredo. Cada grupo mobiliza centenas de brincantes, artistas, músicos, costureiras, marceneiros, aderecistas e produtores, que dedicam meses à preparação do espetáculo. O festival é, portanto, um resultado coletivo de saberes transmitidos entre gerações, onde o trabalho artesanal se alia à criatividade popular.Além de seu valor simbólico, o evento tem uma importância social e econômica significativa para o município. Durante os meses que antecedem o festival — especialmente junho, julho e agosto —, a cidade experimenta uma notável movimentação econômica. Pequenos comércios, costureiras, marceneiros, ateliês e prestadores de serviços são mobilizados para atender às demandas de produção de alegorias, figurinos, adereços e cenários. Hotéis, restaurantes e pontos turísticos registram aumento de visitantes, consolidando o Duelo na Fronteira como um dos principais impulsionadores da economia criativa em Rondônia.No entanto, mesmo com essa vitalidade, o festival tem enfrentado um desafio estrutural que o projeto ora apresentado busca superar: a falta de formação profissionalizante entre os brincantes e participantes, sobretudo na área de produção cultural. Grande parte das atividades realizadas ao longo do ano depende do esforço voluntário das comunidades, sem que haja oportunidades de capacitação formal que ampliem o conhecimento técnico e a sustentabilidade das ações.Diante desse contexto, esta nova edição propõe um eixo inovador de formações e intercâmbios culturais, com o objetivo de profissionalizar os envolvidos na cadeia produtiva do festival e fortalecer o trabalho dos grupos. As ações formativas contemplarão oficinas, cursos e vivências voltadas à produção cultural, figurino, dança, cenografia, musicalização, comunicação e gestão de projetos culturais, valorizando o saber tradicional sem abrir mão da qualificação técnica.Além disso, serão promovidos intercâmbios culturais com artistas e produtores de outras regiões da Amazônia e do Brasil, favorecendo o diálogo e a troca de experiências. Essa interação visa estimular o aprendizado mútuo e inspirar novas práticas artísticas, contribuindo para que os bois-bumbás de Guajará-Mirim se mantenham atualizados e fortalecidos diante dos desafios contemporâneos da produção cultural.O festival também exerce uma função social relevante ao envolver jovens, crianças e famílias inteiras em atividades criativas e colaborativas, reduzindo vulnerabilidades sociais e fortalecendo o sentimento de pertencimento. Os ensaios, oficinas e apresentações funcionam como espaços de convivência e aprendizado, onde o respeito às tradições e a valorização da cultura local são transmitidos de geração em geração. Outro aspecto importante é o papel do Duelo na Fronteira na promoção da diversidade cultural e da inclusão social. O evento é um palco aberto para múltiplas expressões artísticas, integrando referências indígenas, afro-brasileiras e caboclas que formam o mosaico da identidade rondoniense. Além disso, o festival tem buscado dar visibilidade a temas contemporâneos, como o respeito às diferenças, o reconhecimento das minorias e a valorização dos povos e comunidades tradicionais.O intercâmbio com artistas bolivianos — favorecido pela posição geográfica de Guajará-Mirim, fronteira natural com Guayaramerín — também reforça o caráter transfronteiriço do evento. Essa aproximação cultural contribui para o fortalecimento de laços históricos e afetivos entre os dois países, tornando o festival um espaço privilegiado de integração latino-americana e de promoção da diplomacia cultural na Amazônia.A realização do festival em agosto é um marco no calendário local, aguardado com entusiasmo pela população. Cada edição é fruto de meses de trabalho comunitário, planejamento e dedicação. A retomada e ampliação dessa tradição representam não apenas a continuidade de um legado, mas também a oportunidade de garantir sua permanência como instrumento de educação, renda e cidadania.O evento não é apenas uma celebração regional, mas um tesouro cultural que ultrapassa as fronteiras do município e se torna parte integrante da identidade cultural do estado. É uma manifestação única que conecta Rondônia às suas raízes culturais, preservando tradições e valores que são preciosos para todos os habitantes do estado. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3º da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;Assim, o Festival Folclórico de Guajará-Mirim: Duelo na Fronteira reafirma sua relevância como expressão máxima da cultura rondoniense, integrando arte, tradição e inclusão social. A partir das inovações propostas — especialmente nas formações e intercâmbios —, busca-se consolidar um modelo sustentável e transformador de gestão cultural, capaz de fortalecer os grupos envolvidos, ampliar o alcance do evento e perpetuar o legado do Duelo na Fronteira como um patrimônio vivo da Amazônia e do povo de Rondônia.
O evento principal tem a duração de cinco noites mais uma tarde de apuração de resultado, totalizando 27 horas de atividades no Bumbódromo.As ações formativas continuadas como palestras, oficinas e workshops voltadas aos fazedores do Boi-Bumbá de Guajará-Mirim serão iniciadas meses antes do evento principal, estimulando o reconhecimento como artistas, o aprimoramento técnico e a autonomia na criação e produção.
PRODUTO PRINCIPAL:Acessibilidade Física: O espaço é equipado com passarelas que dão acesso a toda a arena. Serão contratados banheiros químicos para PCDs. As arquibancadas comportam pessoas obesas.Acessibilidade para pessoas com deficiência na visão:Visitação tátil aos figurinos e cenários. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva:Contratação de Intérpretes LibrasAcessibilidade para pessoas com DI:Disponibilização de monitores para acompanhamento de pessoas com DI PRODUTO SECUNDÁRIO OFICINAS: Acessibilidade Física:O espaço é equipado com passarelas que dão acesso ao espaço de formação. preferencialmente espaços que tenham banheiros para PCDsAcessibilidade para pessoas com deficiência auditiva:Contratação de Intérpretes LibrasAcessibilidade para pessoas com DI:Disponibilização de monitores para acompanhamento de pessoas com DI
Além de toda a programação ser gratuita, para atender ao art. 29 da Instrução Normativa nº 11 de 2024.O proponente se compromete a:III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;
Proponente: Associação Cultural Waraji (ACW)A Associação Cultural WARAJI (ACW) atua há mais de uma década em Guajará-Mirim, Rondônia, com a missão de promover o progresso cultural na fronteira e além, incentivando a livre expressão em ações culturais, artísticas e ambientais. A ACW buscaresultados econômicos que garantam sua sustentabilidade como empresa e organização cultural, assegurando os recursos necessários para alcançar seus objetivos de intervenção social e cultural. Nos últimos anos, a ACW ampliou sua atuação ao coordenar e produzir o Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como "Duelo na Fronteira". Em 2021, devido às restrições impostas pela pandemia, a associação realizou o "Duelo na Fronteira Virtual", adaptando o tradicional festival para o formato online e mantendo viva a tradição cultural da região. Em 2023, com a retomada dos eventos presenciais, a ACW organizou o Festival Folclórico de Guajará-Mirim, reunindo as agremiações Boi-Bumbá Flor do Campo e BoiBumbá Malhadinho em uma celebração que atraiu milhares de espectadores e fortaleceu a identidade cultural local.Coordenação Geral do Projeto: Paulo Jorge Gomes dos SantosOriginário de Cabo Verde, África, resido no Brasil há dezessete anos, especificamente na cidade de Guajará-Mirim, situada na fronteira com a Bolívia. Sou graduado em Letras, com mestrado em Linguística, e atuo como professor de Literatura Africana e Cultura Africana e Afrodiaspórica. Minha trajetória inclui participações como ator em festivais de teatro internacionais em Cabo Verde, Portugal e Brasil, destacando-se pela minha atuação no cenário cultural e artístico.Destaco-me também na música, sendo duas vezes laureado no FEMUSA - Festival de Música Amazônica de Guajará, com a obra "Sonho de Arigó" e "Mato Teu". No âmbito de gestão cultural, exerci a função de diretor em diversos festivais de renome, como o Festival OFF MINDELACT - Festival Internacional de Teatro do Mindelo, Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim - FESTINAÇU, Festival Internacional de Rock de Guajará-Mirim - ROCKAÇU, e o Festival de Música e Arte na Floresta - MANAFLOR.Atualmente, desempenho o papel de Diretor do Festival Folclórico de Guajará-Mirim: Duelo na Fronteira. Além disso, sou Diretor e Professor de música e artes cênicas na Escola de Arte MANAFLOR, atuo como baixista e vocalista na banda "MATOTEU" e sou percussionista em apresentações noturnas. No cinema, dirigi o curta-metragem “Saca-rolha”.Na esfera administrativa, ocupei por duas vezes o cargo de Diretor do Departamento de Cultura e Turismo de Guajará-Mirim e contribuí como Conselheiro no Conselho Estadual de Políticas Culturais e no Conselho Municipal de Políticas Culturais, reforçando meu compromisso com o desenvolvimento cultural e artístico na região.Coordenadora Administrativa e Financeira: Thaiz Rodrigues LucksisNasci em Guajará-Mirim, Rondônia, fronteira do Brasil com a Bolívia. Filha de pais guajaramirenses e neta de amazônidas, imigrantes cearenses e lituanos. Me formei Arquiteta, no ano de 2002, pela Universidade Federal de Mato Grosso. Concluí formação em Iniciação Teatral em Cabo Verde, na África, em 2005. Entre 2007 e 2014, produzi, atuei e dirigi peças em minha cidade; desde 2011, sou co-idealizadora e realizadora do FESTINAÇU – Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim, onde atuo como diretora de produção; desde 2016, integro o movimento Fronteras Culturales; e, desde 2021, estou na produção executiva do Festival Folclórico de Guajará-Mirim: Duelo na Fronteira. Arquiteta, atriz, dançarina e diretora teatral, tenho amplo histórico em produção cultural, com experiência internacional em festivais de teatro e música. Comprometida com o desenvolvimento artístico, crio eventos que ampliam o acesso às artes e, como ativista, teço pontes de integração cultural transfronteiriça — porque, para mim, a arte é o desenho que atravessa rios, idiomas e fronteiras.Coordenador Pedagógico: Rafael BarrosRafael Barros é profissional das artes cênicas com experiência em criação, produção e gestão cultural. Atua na idealização e execução de projetos que articulam teatro, performance e artes visuais, com foco em processos colaborativos e produção para jovens artistas. Desenvolve trabalhos nas áreas de dramaturgia, mediação cultural, curadoria e produção executiva, tendo integrado residências artísticas e projetos reconhecidos por editais nacionais. Participou de festivais e exposições no Brasil e no exterior, com destaque para o Museu Bispo do Rosário (RJ), onde realizou pesquisa sobre corpo e território. Atualmente, colabora em iniciativas que conectam formação, difusão e sustentabilidade das artes na Região Norte.Produtora: Taiane SalesLicenciada em Teatro pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), pós-graduada em Produção Cultural, Arte e Entretenimento pela Faculdade Iguatu e cursando tecnólogo em Marketing na Faculdade Estácio. Atua na área cultural enquanto produtora cultural, social mídia, storymaker, performer, atriz, palhaça, educadora e pesquisadora.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.