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O projeto visa a salvaguarda do modo de fazer o Tambor de Crioula de madeira no Maranhão, um saber em risco de desaparecimento . Propõe residências de intercâmbio entre mestres artesãos para documentar e catalogar suas técnicas ancestrais. Resultará em três produtos principais: (1) um Catálogo bilíngue (físico/digital); (2) um Documentário (média-metragem); e (3) Oficinas de sensibilização em escolas públicas.
1. Catálogo "Mestres do Oco": Publicação (livro/e-book) que documenta o "modo de fazer" do tambor de crioula de madeira. A obra apresentará o perfil de cada mestre artesão visitado, suas técnicas particulares de extração da madeira, escavação ("fazer o oco") , tratamento do couro, afinação e os saberes ancestrais envolvidos. Material ricamente ilustrado com fotografias do processo e bilíngue (PT/EN). 2. Documentário (Média-metragem): Filme com 40 minutos de duração que acompanha a jornada de Mestre Barrabás ao encontro de outros mestres. O filme captura a oralidade, a espiritualidade e a urgência da preservação desse saber, registrando os diálogos, as paisagens (mangues, matas) e a feitura dos instrumentos. 3. Oficinas de Sensibilização: Ciclo de 10 oficinas em escolas públicas. Utilizando o material pesquisado (fotos, vídeos) e a presença de mestres da Casa do Coreiro, as oficinas apresentarão aos jovens a história do Tambor de Crioula, a importância do artesão e os fundamentos rítmicos da manifestação.
Objetivo Geral Promover a salvaguarda, o registro e a difusão nacional e internacional dos saberes e técnicas tradicionais de feitura do Tambor de Crioula de madeira do Maranhão , fomentando um diálogo entre mestres artesãos e valorizando este patrimônio imaterial frente ao risco de sua substituição por materiais industriais .Objetivos Específicos Produto 1: Catálogo (Livro/E-book)Realizar 05 (cinco) residências de intercâmbio (pesquisa de campo) em 05 (cinco) municípios maranhenses (ex: Alcântara, São Vicente Férrer, Icatu) para mapear e catalogar os saberes de, no mínimo, 08 (oito) mestres artesãos.Produzir e imprimir 500 (quinhentos) exemplares de um catálogo físico bilíngue (Português/Inglês). Disponibilizar 01 (uma) versão digital (e-book) do catálogo para acesso gratuito e universal. Produto 2: Documentário (Audiovisual)Produzir 01 (um) documentário de média-metragem (40 minutos) sobre os "modos de fazer" e os mestres detentores desse saber. Realizar 01 (um) evento gratuito de lançamento em São Luís (ex: Fonte do Ribeirão), com exibição do documentário e uma roda de Tambor de Crioula com os mestres participantes. Produto 3: Ações Formativas (Oficinas)Realizar 10 (dez) oficinas de sensibilização sobre o Tambor de Crioula (história, ofício artesanal e fundamentos) em escolas da rede pública de São Luís.
Este projeto é uma ação urgente de salvaguarda, em resposta direta ao alerta do "Plano de Salvaguarda do Tambor de Crioula" (IPHAN, 2014) sobre a "progressiva substituição da madeira utilizada como matéria-prima na confecção dos tambores por canos de PVC". Esse fenômeno coloca em "risco de desaparecer" um conjunto de "conhecimentos tradicionais e técnicas de escavação" , sendo hoje "poucos os brincantes conhecedores dessas técnicas". O projeto se enquadra nos objetivos da Lei 8.313/91 (Art. 1º e 3º), notadamente na "proteção e conservação do patrimônio cultural brasileiro" e na "promoção do intercâmbio cultural".A "Casa do Coreiro do Maranhão" , coordenada pelo Mestre Barrabás — um dos raros artesãos que ainda domina o ciclo completo "do oco à roda" — será o núcleo de pesquisa. Diferente de um mapeamento simples, a proposta promove residências de intercâmbio: um diálogo de saberes entre mestres, focado não apenas em "quem faz", mas em "como se faz". O mecanismo de incentivo é indispensável. Trata-se de um projeto de pesquisa e registro de patrimônio imaterial, sem viabilidade comercial imediata. Os recursos são cruciais para cobrir a complexa logística de deslocamento para comunidades do interior e quilombolas (como Alcântara, Icatu) , a contratação de equipes de documentação (audiovisual/foto) e a produção de materiais de difusão (livro, filme) que garantirão a perpetuação desse conhecimento
O projeto dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, incluindo o ODS 8 (Trabalho Decente) ao valorizar o ofício artesanal e gerar renda para os mestres ; o ODS 10 (Redução das Desigualdades) ao focar em detentores de saberes de comunidades tradicionais ; e os ODS 12 e 15 (Consumo Responsável e Vida Terrestre) ao documentar e incentivar o uso sustentável de matérias-primas
1. Catálogo (Livro Físico):Tiragem: 500 exemplares.Formato: Aprox. 20x25 cm.Paginação: Aprox. 120 páginas.Miolo: Papel Couché Fosco 115g/m², 4x4 cores.Capa: Papel Cartão 300g/m², com orelhas.Acabamento: Lombada quadrada.Idioma: Bilíngue (Português/Inglês).2. Catálogo (E-book):Formato: PDF/UA (Acessível) e ePub. Distribuição gratuita.3. Documentário:Duração: 40 minutos.Formato de Captação: 4K.Formato de Exibição: Full HD (1920x1080p).Recursos de Acessibilidade: Libras, Audiodescrição, LSE. 4. Oficinas:Quantidade: 10 encontros.Duração: 2 horas/cada.Público: Alunos de escolas públicas de São Luís.
Acessibilidade (FÍSICA e de CONTEÚDO) Acessibilidade de Conteúdo: O Documentário (média-metragem) contará com tradução em Libras, Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Audiodescrição (AD). O Catálogo terá sua versão digital (e-book) disponibilizada em formato acessível (PDF/UA), permitindo a leitura por softwares de voz para pessoas cegas ou com baixa visão. As oficinas em escolas públicas terão acompanhamento de intérprete de Libras, caso haja alunos surdos matriculados.Acessibilidade Física: O evento de lançamento, a ser realizado em local de fácil acesso (ex: Fonte do Ribeirão) , contará com banheiros químicos acessíveis , rampas de acesso (se necessário) e áreas reservadas para pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes, idosos e gestantes. Acessibilidade Atitudinal: Toda a equipe de produção e os oficineiros serão orientados a prestar atendimento prioritário e inclusivo a pessoas com deficiência.
Gratuidade Total: 100% das ações e produtos serão gratuitos ao público, incluindo as 10 oficinas em escolas públicas, o evento de lançamento e a exibição do documentário.Distribuição de Produtos: Os 500 exemplares do Catálogo físico serão distribuídos gratuitamente aos mestres artesãos participantes, bibliotecas públicas, escolas da rede, Pontos de Cultura e instituições de pesquisa no Maranhão. Acesso Digital: O Catálogo (e-book) e o Documentário serão disponibilizados permanentemente e de forma gratuita em plataformas digitais (ex: site da Casa do Coreiro, YouTube), permitindo acesso nacional e internacional .Ações Formativas: A realização de 10 oficinas em escolas públicas de São Luís garante o acesso direto de jovens da periferia ao patrimônio cultural afro-maranhense.
Proponente: Pretah Consultoria e Projetos A Pretah Consultoria e Projetos é uma empresa maranhense de produção cultural e gestão de projetos, liderada por uma mulher negra, cantora, percussionista e brincante da cultura popular, que dedica sua trajetória a fortalecer iniciativas ligadas às culturas populares e afrodiaspóricas do Maranhão e do Brasil.Com atuação que une experiência prática e olhar estratégico, a Pretah se consolidou como um espaço de articulação e desenvolvimento de projetos culturais que valorizam a memória, a ancestralidade e a potência criativa de artistas, mestres e coletivos populares.Entre os principais trabalhos que marcam sua atuação está a banda Afrôs, um grupo musical maranhense que se destaca pela sonoridade afro-amazônica, com forte enraizamento nas tradições do tambor de crioula, do bumba-meu-boi e de outras expressões da diáspora africana. Na Afrôs, a fundadora da Pretah Consultoria atua como produtora, cantora e percussionista, contribuindo diretamente para a consolidação da banda como um dos nomes mais representativos da nova cena cultural maranhense.Outro projeto de grande relevância na trajetória da Pretah é o “Amo, Poeta e Cantador”, idealizado pelo artista Gil Leros e produzido e gerido pela Pretah Consultoria. A iniciativa leva o bumba-meu-boi para além dos terreiros e arraiais, criando pontes com a arte urbana por meio da realização de murais, documentário e livro. O projeto, que já conquistou reconhecimento em editais e patrocínios nacionais, reafirma o compromisso da empresa com o fortalecimento da identidade cultural maranhense e com a preservação da memória popular em diálogo com novas linguagens.A Pretah também atua em processos de formação, produção de festivais, exposições e circulação de espetáculos, sempre priorizando parcerias com artistas, coletivos e grupos que têm as culturas populares e afrodiaspóricas como centro de sua criação.Assim, a Pretah Consultoria e Projetos se afirma como uma empresa que une gestão, sensibilidade artística e compromisso com a ancestralidade, projetando para o futuro a riqueza cultural do Maranhão e da Amazônia Negra. Direção Artística e Mestre Pesquisador: Mestre Barrabás (Luís Carlos Diniz Araújo) Natural da comunidade do Quiá, em São João Batista-MA. Mestre-artesão, domina e ensina o extrativismo e beneficiamento de matérias-primas (madeira, couro, palha) e a execução de artefatos, como parelhas de tambor de crioula e tambor de mina. É artista popular, cantador e coreiro. Fundador e coordenador do Ponto de Cultura Casa do Coreiro do Maranhão. Coordenação de Pesquisa e Articulação: Clara Ramthum do Amaral Historiadora, pesquisadora de cultura popular, arquivista e elaboradora de projetos. Atua como integrante e coordenadora de pesquisa na Casa do Coreiro do Maranhão. Foi proponente e coordenadora do projeto "Mapeamento dos Mestres Artesãos de Tambor de Crioula do Maranhão"
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.