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O projeto propõe ações de documentação, digitalização e disponibilização pública de aproximadamente 30.000 documentos do Fundo Severiano Mario Porto, sob a guarda do NPD da FAU UFRJ. Os documentos serão tratados, identificados, catalogados, digitalizados e inseridos na plataforma AtoM (Access to Memory), adotada pela UFRJ. Como medida de acessibilidade de conteúdo, serão produzidas audiodescrições, garantindo o acesso inclusivo à memória arquitetônica brasileira.
O projeto “Ações de preservação e divulgação do Fundo do Arquiteto Severiano Mario Porto” propõe a documentação, digitalização e disponibilização pública de aproximadamente 30.000 documentos pertencentes ao acervo sob a guarda do Núcleo de Pesquisa e Documentação (NPD) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU UFRJ). Este fundo é composto por desenhos técnicos, fotografias, manuscritos e documentos diversos que registram a trajetória de Severiano Mario Porto, arquiteto de relevância nacional e internacional, cuja obra é referência na arquitetura amazônica e moderna brasileira.A proposta contempla ações técnicas de identificação, catalogação, higienização, conservação, digitalização e acondicionamento dos documentos, com o objetivo de garantir sua preservação física e ampliar o acesso público ao conteúdo. Para isso, será utilizada a plataforma digital AtoM (Access to Memory), adotada pela UFRJ como base arquivística institucional, permitindo a organização e disponibilização dos documentos em ambiente web, com acesso gratuito e irrestrito.Além da preservação e difusão do acervo, o projeto incorpora medidas de acessibilidade de conteúdo voltadas a pessoas com deficiência visual. Serão produzidas audiodescrições para documentos visuais digitalizados, como fotografias e desenhos técnicos, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão compreendam os elementos visuais por meio de narração objetiva e contextualizada. Também serão elaborados materiais complementares em Braille, como guias explicativos e sinalizações físicas, para uso em ações presenciais e educativas, promovendo o acesso inclusivo à memória cultural.A iniciativa se insere no contexto de valorização dos acervos brasileiros de arquitetura e urbanismo, frente à crescente fuga de fundos documentais para instituições estrangeiras, como ocorreu com os acervos de Paulo Mendes da Rocha, Lúcio Costa e Éolo Maia. Ao fortalecer a infraestrutura de guarda, tratamento e difusão do acervo Severiano Mario Porto, o projeto contribui para reverter a percepção de fragilidade das instituições nacionais e reafirma o papel dos arquivos como espaços de pesquisa, memória e identidade cultural.A proposta também prevê a formação de equipes multidisciplinares compostas por arquivistas, conservadores, fotógrafos, historiadores, arquitetos e estudantes, promovendo capacitação técnica e geração de conhecimento. A experiência acumulada pelo NPD em projetos anteriores, como os financiados pela Getty Foundation e pela British Library, será aplicada na execução das ações, garantindo qualidade técnica e impacto cultural.
Objetivo Geral Valorizar o trabalho em acervos de arquitetura e urbanismo, contribuindo para reverter o descrédito institucional e reafirmar a importância dos arquivos como espaços de pesquisa, preservação e difusão cultural. Ultimamente tem havido um descrédito em relação aos acervos de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, no tocante à sua capacidade de guarda e manutenção. Narrativas inflamadas subsidiam a cessão de acervos brasileiros importantíssimos para o exterior a saber, Paulo Mendes da Rocha (2020), Lúcio Costa (2021), Éolo Maia (2024). A relevância deste projeto e seu impacto visa contribuir para reverter esta percepção externa crescente e recobrar o prestígio dos acervos de arquitetura e urbanismo como instituições sérias de pesquisa a partir da valorização da sua documentação.Realização de protocolos de pesquisa em documentação que sejam replicáveis para outros acervos de arquitetura e urbanismo. No Brasil a documentação em acervos de arquitetura e urbanismo está engatinhando, somente em 2006 foi criada a Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Somente em 2023 o NPD elaborou as fichas referentes as hierarquias de Fundo; Seção; Série; Dossiê e Item Documental. Ao longo dos anos (desde 1982) o NPD elaborou diversas fichas a nível de Item Documental. Nenhuma ficha de Fundo, Série ou Dossiê, foi elaborada. As fichas de Itens Documentais não estão padronizadas. A nível local, poderemos elaborar fichas de várias hierarquias até então não realizadas dentro do NPD. A nível Nacional através da divulgação da pesquisa poderemos discutir com os nossos pares a possibilidade de padronizar nacionalmente e costurar uma rede que tenha protocolos similares. O NPD contribuí para a elaboração de diretrizes em 2024.(As Diretrizes que podem ser consultadas em: https://www.gov.br/conarq/pt-br/assuntos/noticias/consulta-publica/CONARQ_CTC_AU_Minuta_2023_10_16.pdf (acesso em 03/02/2024)Este projeto propõe um trabalho interdisciplinar, envolvendo desenvolvimento técnico/tecnológico e científico de arquivistas, conservadores em papel, conservadores em fotografia, fotógrafos, digitalizadores, museólogos, historiadores, arquitetos e urbanistas. O projeto tem como objetivo realizar aços de documentação nos aproximadamente 30.000 documentos do Fundo Severiano Mario Porto, realizar a sua digitalização e disponibilizar os documentos numa plataforma de internet.Objetivos EspecíficosO projeto apresenta 3 objetivos específicos:1- Realizar o tratamento documental de aproximadamente 30.000 itens;Os objetivos de documentação em papel e fotografia abordam principalmente ações de: identificação; catalogação; higienização; conservação (se for o caso estabilização ou restauro); indexação (em base de dados/plataforma); acondicionamento em suportes e guarda.2- Digitalizar aproximadamente 30.000 documentos;Os objetivos de digitalização abordam ações de digitalização a ser realizada em ilhas de digitalização montadas para tal fim. Em 2024 o NPD montou uma pequena sala de digitalização a qual conta com uma ilha digitalizadora, a qual nos ajudou a digitalizar 4.000 documentos do Fundo Arquimedes Memoria com financiamento da British Library. O projeto será concluído em março de 2026. Como o Fundo Severiano Mario porto possui aproximadamente 30.000 documentos, a ideia é montar mais 2 ilhas de digitalização sendo ao todo 3 ilhas.3- Atualizar plataforma de acesso à documentação e posterior desponibilização dos 30.000 itens;Objetivos de subida dos documentos em plataforma do NPD existente a qual deve ser atualizada. Em 2021 fizemos uma pesquisa sobre plataformas e base de dados (pesquisa que pode ser consultada em https://www.youtube.com/watch?v=vUsKY_wcpkY)No momento testamos várias delas com resultados parcialmente inconclusivos, neste momento em que a UFRJ adotou o ATOM para os arquivos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a ideia é subir os dados nessa plataforma, dentro do próprio servidor da UFRJ.
O que é o NPDO NPD foi criado em 1982 e atualmente é um dos acervos de arquitetura e urbanismo mais relevantes do Brasil, possuindo fundos e coleções de renomeados arquitetos, urbanistas e engenheiros, principalmente do período moderno.O acervo conta atualmente com aproximadamente 200.000 pranchas de grande formato, 200.000 fotografias, e mais 100.000 documentos de outra índole, além de 30.000 periódicos e livros. Ao longo destes 40 anos foram indexados catalogados e digitalizados aproximadamente 15.000 documentos. Números estes que claramente indicam um problema a ser enfrentado.A presente proposta atende aos dispositivos da Lei nº 8.313/91:Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País.O presente projeto do NPD/FAU-UFRJ atende ao Art. 1º da Lei nº 8.313/1991 ao promover a preservação, digitalização e disponibilização pública de aproximadamente 30 mil documentos do Fundo Severiano Mario Porto, garantindo livre acesso às fontes da cultura e ao exercício dos direitos culturais (inciso I). Ao estruturar protocolos técnicos replicáveis e capacitar profissionais de diferentes áreas, valoriza recursos humanos e conteúdos locais (inciso II), fortalecendo a competência nacional na preservação de acervos de arquitetura e urbanismo. O projeto também apoia e difunde as manifestações culturais e seus criadores (inciso III), ao valorizar a obra de um dos maiores arquitetos brasileiros e preservar sua produção documental.Além disso, a iniciativa protege expressões culturais e salvaguarda modos de criar e registrar o patrimônio arquitetônico brasileiro (incisos IV e V), combatendo o recente descrédito das instituições nacionais e contribuindo para evitar a transferência de acervos para o exterior. Por meio da higienização, conservação, digitalização e atualização de plataforma pública, preserva bens culturais materiais e suas dimensões imateriais (inciso VI) e estimula a difusão de conhecimento e memória de valor universal (inciso VIII). Ao priorizar a organização e difusão de acervo produzido no país, o projeto ainda privilegia o produto cultural nacional (inciso IX), reafirmando a relevância dos arquivos brasileiros como espaços de pesquisa, preservação e cultura.Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;O projeto do NPD/FAU-UFRJ atende ao Art. 3º da Lei nº 8.313/1991 ao preservar e difundir patrimônio artístico, cultural e histórico, por meio da organização, tratamento, conservação, digitalização, ampliação e disponibilização pública do Fundo Severiano Mario Porto, fortalecendo a infraestrutura arquivística universitária e garantindo a manutenção e valorização de um acervo de relevância nacional (inciso III, alínea a). A iniciativa contribui para a consolidação e qualificação de um arquivo público universitário, ampliando sua capacidade técnica e tecnológica e assegurando condições adequadas de guarda e acesso ao patrimônio documental da arquitetura brasileira.Simultaneamente, o projeto estimula o conhecimento dos bens e valores culturais, ao realizar pesquisa, descrição arquivística, produção de metadados, sistematização de protocolos e desenvolvimento de bases metodológicas para documentação de acervos arquitetônicos (inciso IV, alínea b). Ao disponibilizar publicamente os resultados e os documentos digitalizados, o projeto atua como plataforma de difusão e pesquisa, promovendo acesso universal ao acervo e fomentando estudos acadêmicos sobre arquitetura, urbanismo e preservação cultural no Brasil.O porque do uso da lei de incentivo à cultura:Fuga de acervosApesar destas funções estratégicas de acervos, acumulamos significativas perdas para a cultura nacional, como a fuga dos acervos dos arquitetos Paulo Mendes da Rocha, Lúcio Costa e Sílvio de Podestá, respetivamente em 2020 e 2021, e do Sergio Magalhães em 2024 para a portuguesa Casa da Arquitectura. Mendes da Rocha foi um dos arquitetos mais importantes da história do país, ganhador do premio Pritzker em 2006. Lúcio Costa, por outro lado, foi um dos grandes nomes da cultura brasileira do século XX, autor do MESP (MEC) primeiro edifício do Movimento Moderno a nível mundial e posteriormente autor do plano de Brasília.Motivada pela perceção da incapacidade de instituições nacionais de garantir a guarda, a preservação e o acesso destes acervos, essa fuga representa uma perda irreversível e incalculável para a cultura nacional.Atualmente há em progresso a ida de outros importantes acervos brasileiros. Nuno Sampaio diretor da Casa de Arquitetura de Portugal declara: "Já conseguimos trazer fisicamente para a Casa da Arquitectura mais arquivos brasileiros do que portugueses" (https://www.publico.pt/2020/10/26/culturaipsilon/noticia/nuno-sampaio-ja-conseguimos-trazer-fisicamente-casa-arquitectura-arquivos-brasileiros-portugueses-1935544 (acesso em 05/02/2024).)Há ainda tentativas de levar fundos em comodato que se encontram dentro do próprio NPD com ser o próprio Sérgio Bernardes, ou fundos já doados como ser Affonso Eduardo Reidy, e no caso também o do Severiano Mario Porto.Esta situação criou a nível nacional e internacional um certo desprestígio pelos acervos brasileiros de arquitetura e urbanismo. O projeto procura em parte reverter a visão que instituições brasileiras não tem condições de manter seus próprios acervos, nem de fazer pesquisa de qualidade, valorizando a pesquisa desde o interior do próprio acervo, visando fontes primárias, pouco exploradas. Neste sentido o uso da lei de incentivo à cultura viria para contrarestar esta situação.
Severiano Mário Vieira de Magalhães Porto (Uberlândia, 1930 – Manaus, 2020). Formou-se em 1954 pela Faculdade Nacional de Arquitetura (FNA), no Rio de Janeiro. Em 1972 iniciou a docência na Universidade Federal do Amazonas, onde lecionou até 1998. Seu escritório, com sedes no Rio de Janeiro e em Manaus, produziu cerca de 300 projetos em diferentes estados, com destaque para a Amazônia. Entre os trabalhos realizados estão o Restaurante Chapéu de Palha (1967), a Colônia Agrícola do Rio Preto da Eva (1968), a sede do Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis DNPVN (1969), o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia – INPA (1970), a sua própria residência (1971), a Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA (1971–1973), o Reservatório Cosama (1972), a Residência Robert Schuster (1977–1981), a Residência João Luiz Osório (1978), o Condomínio Praia da Lua (1979), a Pousada de Caça e Pesca em Silves (1979–1983), o Campus da Universidade do Amazonas (1973/1981–1983), o Centro de Proteção Ambiental da Hidrelétrica de Balbina (1985–1988), o Clube do Trabalhador e a Escola de Música do SESI (1975–1980), o Banco da Amazônia (1974), o Parque Cultural Esporte Lazer Ponta Negra (1991–1992) e o conjunto da Aldeia SOS do Amazonas (1993–1997), entre outros. Entre 1968 e 1989 trabalhou em sociedade com o arquiteto Mário Emílio Ribeiro, coordenador da filial carioca do escritório. Recebeu inúmeras premiações do Instituto de Arquitetos do Brasil, incluindo o Prêmio Marcelo Roberto pela sua residência em Manaus (1971), o 1º lugar para Edifícios Públicos com a sede da SUFRAMA (1974) e distinções por projetos como o Restaurante Chapéu de Palha, a Pousada de Silves e o Campus da Universidade do Amazonas. Ganhou repercussão internacional ao receber a láurea máxima da Bienal Internacional de Buenos Aires (1985). Foi presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) entre 1977 e 1980, conselheiro do CREA-AM-RR (1976 1979) e do CONFEA (1980–1983). Em 2003 recebeu o título de Professor Honoris Causa pela FAU-UFRJ e, em 2011, de Professor Emérito da Universidade Federal do Amazonas. Publicou textos como Arquitetura Ecológica (1976), Arquitetura e Regionalismo (1985), Arquitetura de Morar na Amazônia (1985) e Architecture and Cultural Identity (2001). Sua obra foi tratada em diversos livros como Floresta: a obra de Severiano Porto no Amazonas (2014) e em estudos de autores como Marlene Acayaba, Maria Alice Bastos, Hugo Segawa, Roberto Segre e Ruth Verde Zein. Também foi tema de teses e dissertações acadêmicas que discutem sua contribuição à arquitetura moderna, regional e bioclimática no Brasil.IncêndioEm abril de 2021 o NPD foi atingido por um incêndio iniciado na Procuradoria da UFRJ o qual impactou aproximadamente 60.000 pranchas e 6.000 fotografias; foram perdidos 10.000 periódicos da coleção Viver Cidades, do fundo do ex prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde. Com o apoio da Getty Foundation, num projeto com vigência até outubro de 2023, foi montada uma equipe multidisciplinar a qual contava com Arquivistas, Arquitetos, Conservadores de papel, Conservadores em fotografia, Especialistas em suportes e tintas, alem de estudantes de graduação, pós-graduação e bolsistas.Práticas EmpíricasO trabalho de estabilização financiado pela Getty Foundation no valor de U$ 240.000,00 colocou o NPD num outro patamar envolvendo pesquisas, científicas técnicas e processos para a salvaguarda destes documentos, situação que nos levou a um novo entendimento referente aos processos envolvendo acervos e documentação.Estas ações despertaram o alarme para práticas empíricas ou ultrapassadas de arquivos e de conservação e mais criticamente no que refere a guarda e acondicionamento. Uma equipe multidisciplinar mapeou problemas de guarda em relação a tintas ferrogálica, sépias, papeis em tela, blue print, fotos metalizadas, entropias irreversíveis de polímeros em negativos e slides. Este mapeamento alertou para a necessidade de realização de pesquisas para a execução de sistematizações nas ações de preservação e guarda e em alguns casos de restauro.A experiência com a Getty Foundation em 2022 – 2023 e com a British Library em 2025 nos levou ao entendimento que é melhor montar equipes de pesquisadores remunerados com Bolsas de Extensão do que pagar serviços externos, os quais não nos trazem retorno a nível de conhecimento, não deixam participar dos processos de tomada de decisões nem deixam um know how para a instituição. O formato de equipes trabalhando dentro do NPD e para o NPD, com estudantes de grado, de mestrado, de doutorado e de pesquisadores se apresentou como o mais acertado para uma instituição como a nossa, tendo no período apresentado mais de 20 trabalhos científicos a partir dos processos realizados em documentação dentro do NPD.Neste sentido a instituição (NPD FAU UFRJ) será a encarregada de coordenar o trabalho destas diferentes equipes.Acervos sob a guarda do NPD:A maioria dos documentos se refere a desenhos e fotografias de obras principalmente de arquitetura e urbanismo. Estes documentos pertencem aos fundos dos seguintes arquitetos urbanistas, ou engenheiros:Adolfo Morales de los Rios; Affonso Eduardo Reidy; Aldary Henriques Toledo; Ângelo Bruhns; Amaro Machado; Carlos Leão; Carmen Portinho; Celso Brando; Edison Musa; Emílio Baumgart; Escritório Técnico Heitor de Mello (Archimedes Memória e Francisque Couchet); Francisco Bolonha; Gastão Bahiana; Ítalo Campofiorito – Luiz Mario Xavier; José Roberto Cerqueira “Deco”; Jorge Machado Moreira; Luis Nunes; Luiz Paulo Conde; Mário Ferrer; Marcos Konder Netto; Irmãos MMM Roberto; Paulo Santos; Paulo Candiota; Paulo Casé; Ricardo e Renato Menescal; Raphael Matheus Peres; Rolf Werner Ruther; Severiano Mário Porto; Sérgio Bernardes; Stélio Alves de Souza; Ulysses Petrônio Burlamaqui.Os acervos Heitor de Mello e Sergio Bernardes se encontram em situação de comodato.Além de 7 coleçõesMisão do NPDComo desdobramento de sua missão, o NPD empreende as seguintes atividades:1. Captação de acervos profissionais de arquitetos e urbanistas;2. Atendimento ao público;3. Realização e recebimento de visitas técnicas;4. Institucionalização de acervos arquivísticos da arquitetura brasileira;5. Preservação e pesquisa no que se refere a de acervos: Identificação; Catalogação; Indexação; valor histórico; Higienização; Conservação; Digitalização; Guarda, Consulta;6. Orientação e capacitação de profissionais e bolsistas;7. Colaborar na realização de publicações;8. Participação na Rede Brasileira de Acervos de Arquitetura e Urbanismo(O NPD é membro fundador da Rede. https://www.iabsp.org.br/rede-de-acervos-de-arquitetura-e-urbanismo/ (acesso em 05/02/2024)).
O projeto contempla três produtos principais: (1) documentação técnica e arquivística do Fundo Severiano Mario Porto; (2) digitalização e disponibilização dos documentos na plataforma AtoM (Access to Memory); e (3) produção de recursos de acessibilidade de conteúdo voltados para pessoas com deficiência visual.1. Documentação Técnica e ArquivísticaDuração: Estimada em 36 meses para execução completa.Material: Fichas arquivísticas e de conservação, registros fotográficos, planilhas de metadados, protocolos técnicos.Projeto pedagógico: Formação de bolsistas e estudantes em práticas de documentação, conservação e catalogação arquivística, com supervisão de profissionais especializados. Serão realizados treinamentos internos com base nas diretrizes do CONARQ e protocolos do Arquivo Nacional.2. Digitalização e Disponibilização na Plataforma AtoMPaginação: Aproximadamente 30.000 documentos digitalizados, incluindo desenhos técnicos, fotografias, manuscritos e documentos textuais.Duração: Estimada em 36 meses, com etapas paralelas de digitalização e catalogação.Material: Equipamentos de digitalização (mesas com tampo de vidro retrátil, câmera fotográfica profissional), software AtoM, servidores da UFRJ, metadados arquivísticos.Projeto pedagógico: Capacitação de estudantes e profissionais em digitalização de acervos, produção de metadados e uso da plataforma AtoM. A formação será realizada por meio de oficinas internas e acompanhamento técnico, com foco em boas práticas de preservação digital.3. Recursos de Acessibilidade de ConteúdoPaginação: Produção de audiodescrição para documentos visuais selecionados e materiais em Braille para guias explicativos.Duração: Integrada ao cronograma geral do projeto, com previsão de entrega ao final da digitalização.Material: Arquivos de áudio com audiodescrição, impressos em Braille, sinalização tátil complementar.Projeto pedagógico: Sensibilização da equipe para acessibilidade cultural, com apoio de consultores especializados. Produção dos conteúdos acessíveis será acompanhada por profissionais com experiência em inclusão e acessibilidade.Todos os produtos serão disponibilizados gratuitamente ao público por meio da plataforma digital do NPD (www.npd.fau.ufrj.br), com acesso livre e irrestrito. O projeto visa não apenas a preservação do acervo, mas também a formação técnica de estudantes e a democratização do acesso à memória arquitetônica brasileira.
1. Aspecto arquitetônicoO NPD se encontra no segundo andar do edifício Jorge Machado Moreira da UFRJ e é acessível por 5 elevadores do tipo social e 1 de serviço. Atualmente as dependências do NPD são do tipo accessíveis para pessoas deficientes, inclusive seus banheiros.2. Aspecto comunicacional e de conteúdoA nível de conteúdo, este projeto utilizará a plataforma AtoM (Access to Memory) para disponibilizar o acervo documental ao público. Em conformidade com as exigências legais de acessibilidade, serão implementadas medidas específicas voltadas à compreensão do conteúdo por pessoas com deficiência visual, garantindo o acesso inclusivo à memória cultural.As ações previstas incluem:Audiodescrição: Aplicada a conteúdos visuais digitalizados, como fotografias, documentos históricos e vídeos institucionais. A audiodescrição permitirá que pessoas cegas ou com baixa visão compreendam os elementos visuais por meio de narração objetiva e contextualizada.Libras (Língua Brasileira de Sinais): inclusão de intérpretes ou vídeos com tradução em Libras para conteúdos audiovisuais, exposições virtuais e tutoriais de navegação.
Todas as atividades desta proposta serão gratuitas.A presente proposta atende às medidas de democratização de acesso:Artigo 47 da IN 23/2025:IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; o Caso escolha esse inciso, especifique qual será a ação paralela.e X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). O Núcleo de Pesquisa e Documentação (NPD) da FAU UFRJ possui atualmente cerca de 60.000 documentos digitalizados, dos quais aproximadamente 10.000 estão disponíveis ao público por meio do site institucional (www.npd.fau.ufrj.br). Considerando que o acervo total do NPD ultrapassa 500.000 documentos, esse número representa apenas 2% do conteúdo sob sua guarda. O presente projeto visa ampliar significativamente esse acesso, por meio da digitalização de 30.000 pranchas pertencentes ao Fundo Severiano Mario Porto, um dos conjuntos documentais mais relevantes da arquitetura brasileira moderna.A ação central do projeto consiste na catalogação e inserção desses documentos na plataforma digital AtoM (Access to Memory), adotada institucionalmente pela UFRJ como base arquivística. A atualização e integração da base de dados permitirá que, ao final do projeto, cerca de 40.000 documentos estejam disponíveis para consulta pública via web, de forma gratuita e irrestrita. Essa ampliação representa um salto qualitativo e quantitativo na democratização do acesso ao patrimônio documental da arquitetura brasileira.O acesso aos documentos será direto e gratuito, sem necessidade de cadastro ou pagamento, beneficiando o público em geral, com destaque para pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes regiões do Brasil e do exterior. Cabe lembrar que documentos do Fundo Severiano Mario Porto já foram selecionados para exposições internacionais, como no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) e na Casa da Arquitectura de Portugal, evidenciando o interesse global por esse acervo.Além da disponibilização digital, o projeto se articula com o programa “NPD Arquivo Aberto”, iniciado em 2022, que promove exposições, oficinas e ações educativas a partir dos acervos tratados. As atividades são realizadas com curadoria e produção do próprio NPD, envolvendo docentes, pesquisadores e bolsistas. Entre as exposições recentes e previstas destacam-se:Chapéu de Palha de Severiano Mário PortoParc de la Villette de Sérgio Bernardes (2024 – Semana Nacional de Arquivos)Rio do Futuro de Sérgio Bernardes (Organizador)UFRJ em Perspectiva do ETUB (2024 – Semana Nacional de Arquivos)FNA Autobiográfica do ETUB (2024 – Enanparq)Carmen Portinho: Pioneira do Urbanismo no Brasil (2024 – Enanparq)A Paisagem Moderna e a Cidade Universitária: Burle Marx e a UFRJ (2024 – Enanparq)Por trás das Mapotecas (2024 – Enanparq)FAU: 200 anos de arquitetura (2025)Essas ações reforçam o compromisso do NPD com a difusão cultural e a formação crítica, promovendo o encontro entre memória, pesquisa e sociedade. O projeto, ao ampliar o acesso digital e integrar ações presenciais e educativas, contribui diretamente para a democratização do conhecimento e para o fortalecimento da cultura arquitetônica brasileira.
Fundação Universitária José Bonifácio (proponente)A Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), criada em 1975, é a fundação de apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a missão de promover e subsidiar programas de desenvolvimento do ensino, da pesquisa, da cultura, da ciência e da tecnologia. Instituição sem fins lucrativos, atua na gestão administrativa e financeira de projetos acadêmicos e culturais, viabilizando o uso eficiente de recursos públicos e privados. Desde 2024, passou a poder apoiar também outras instituições de ciência e tecnologia do Brasil, ampliando sua contribuição ao fortalecimento da produção científica e cultural nacional.Compete ao proponente o gerenciamento do projeto, abrangendo as decisões técnicas, administrativas e financeiras necessárias à sua execução. A instituição proponente detém aptidão comprovada na gestão de projetos culturais, administrativos e operacionais, garantindo transparência e efetividade no cumprimento dos objetivos propostos.UFRJInstituição pública de ensino superior, fundada em 1920 como a primeira universidade criada pelo Governo Federal, reunindo unidades já tradicionais como a Escola Politécnica (1792), a Faculdade Nacional de Medicina (1808) e a Faculdade Nacional de Direito (1891). Reconhecida nacional e internacionalmente, a UFRJ figura entre as melhores universidades da América Latina e destaca-se pela produção científica, formação acadêmica e contribuição cultural. Atualmente, oferece ampla estrutura acadêmica com cursos de graduação e pós-graduação, desenvolve projetos de pesquisa e extensão e mantém campi no Rio de Janeiro, Macaé e Duque de Caxias, além de hospitais universitários, centros culturais, museus e laboratórios, formando gerações de profissionais e artistas de relevância no cenário nacional.Núcleo de Pesquisa e Documentação da FAU-UFRJ (NPD/FAU-UFRJ)Criado em 14 de abril de 1982 pelo professor Ulysses Burlamaqui e coordenado inicialmente pelo professor Jorge Czajkowski, o NPD é um setor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ dedicado ao desenvolvimento acadêmico e à pesquisa na área da arquitetura e urbanismo. Pioneiro no país na coleta, sistematização e análise de documentos da arquitetura brasileira, o núcleo atua na preservação, organização e disponibilização de importantes coleções e fundos arquivísticos, contribuindo para a memória, a pesquisa e a produção de conhecimento no campo. Ao longo de sua trajetória, conta com colaborações institucionais e apoio de agências como CAPES, CNPq, FAPERJ e da Rede Ibero-americana de Arquivos, fortalecendo seu papel como referência nacional na documentação e estudo da arquitetura.Andrés Martín Passaro (coordenador)COORDENA o Núcleo de Pesquisa e Documentação da FAU UFRJ desde 2018 sem proventos I Inicia a sua GRADUAÇÃO em 1984 na FAPyD da UNR Argentina e conclui o curso na FAU UFRJ em 1990 l MESTRADO na FAUUSP em 1996 com bolsa Fapesp l DOUTORADO cum laude na ETSAB da UPC Espanha em 2004 com bolsa CAPES l Realiza estudos de PÓS-DOUTORADO NA FADU UNL Argentina em 2024 com bolsa CAPES. l É DOCENTE do PROURB UFRJ (Nota 7), ORIENTADOR de Mestrado e Doutorado l PROFESSOR VISITANTE na FADU UNL Argentina ministrando cursos a nível de Doutorado e Mestrado l É PROFESSOR Associado 4 da FAU UFRJ lecionando diversas disciplinas na graduação dentro do âmbito de Projeto de Arquitetura l É um grande FORMADOR de recursos humanos, tendo orientado mais de 100 estudantes bolsistas a nível de IC, IT, EXT, TCT, Mestrado e Doutorado e mais de 50 Trabalhos de Conclusão de Curso. l LIDERA desde 2016 o grupo de pesquisa do CNPq LAMO l LIDERA desde 2018 o Grupo de pesquisa Arquitetura e Urbanismo em Revista, ambos com caráter nacional e internacional l PARTICIPA de mais 2 grupos l COORDENOU/A 14 projetos de pesquisas com financiamento CAPES; CAURJ; CNPq; Faperj; Getty Foundation dentre o que se destacam: 1- Arquitetura e Urbanismo em Revista que revisita as séries dos fundos oriundos do NPD, e 2- O projeto de restauração envolvendo a estabilização de documentos do NPD impactados por um incêndio originado na Procuradoria da UFRJ em 2021 l PARTICIPA de outros projetos referentes ao NPD envolvendo outras instituições com financiamento British Library; Faperj e FINEP. l É MEMBRO fundador da Rede Brasileira de Acervos de Arquitetura e Urbanismo l É MEMBRO da Sociedade IberoAmericana de Gráfica Digital SIGraDI l COORDENOU o Laboratório de Modelos 3d e Fabricação Digital do PROURB FAU UFRJ durante 8 anos l Foi CHEFE do Departamento de Projeto de Arquitetura da FAU UFRJ por 4 anos l Tem mais de 20 PRÊMIOS e menções entre artigos publicados, projetos de arquitetura e urbanismo e trabalhos orientados. Foi indicado 13 vezes como patrono, paraninfo e/ou professor homenageado na turma de formatura l Foi Produtor, Editor, Participou de Conselho Editorial e atualmente é revisor de periódicos de Arquitetura e Urbanismo. l É AUTOR e participante de diversas publicações, entre elas os livros: Abrigos Sensíveis (http://www.lamo.fau.ufrj.br/wp-content/uploads/2017/09/Dossie-Abrigos-V3.pdf); Desafiando a gravidade (http://www.lamo.fau.ufrj.br/wp-content/uploads/2017/09/LivroDG_small2.pdf); e FAUUFRJPUBLICA (http://www.fau.ufrj.br/wp-content/uploads/2020/10/FAU-PUBLICA_final_07B_dupla.pdf) na qual pode ser apreciada a trajetória do LAMO l A partir do ingresso ao NPD COORDENOU e se envolveu em diversas exposições sobre diversos fundos do acervo, entre eles, Carmen Portinho; Severiano Mario Porto; Sergio Bernardes; e as do fundo ETUB: UFRJ em Perspectiva a qual está gerando um catálogo, e FNA Autobiográfica a qual ficou em caráter permanente nas dependências do NPD l Tem EXPERIÊNCIA em projetos de arquitetura e urbanismo, principalmente na construção de Pavilhões nos quais se destacaram o Edifício Beta, onde atualmente é ministrado o curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio (https://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/11.127/3988); Casa Revista (https://vimeo.com/130312585); Tentáculos e Tornado (https://www.youtube.com/watch?v=nowykW3d4BY ) l
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.