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PRONAC 2514964Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CINE CATA-VENTO: Mostra de Cinema ao Ar Livre Descentralizada

NOIZE AUDIOVISUAL LTDA.
Solicitado
R$ 433,2 mil
Aprovado
R$ 433,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Difusão de acerv e conteúdo AV diver meios/suporte
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Nordeste 2025
Ano
25

Localização e período

UF principal
PE
Município
Bezerros
Início
2026-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (10)
São José da Laje AlagoasMonteiro ParaíbaRio Tinto ParaíbaBezerros PernambucoCamocim de São Félix PernambucoGoiana PernambucoIbimirim PernambucoMacaparana PernambucoPesqueira Pernambuco

Resumo

O Cine Cata-vento é uma mostra itinerante de cinema infanto-juvenil que levará sessões gratuitas a céu aberto para 10 cidades nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, priorizando zonas rurais e territórios descentralizados, sem acesso a aparelhos culturais como salas de exibição ou com pouca tradição de eventos audiovisuais. A iniciativa difunde acervos audiovisuais, fortalece a formação de público e amplia o acesso democrático à cultura.

Sinopse

A Mostra Cine Cata-Vento é uma atividade de difusão audiovisual itinerante voltado ao público infanto-juvenil e suas famílias, com exibições gratuitas de curtas e médias-metragens nacionais em 10 cidades distribuídas entre os estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, com foco em zonas rurais, comunidades tradicionais e espaços descentralizados. As sessões acontecem ao ar livre, em praças, pátios comunitários e espaços acessíveis. A curadoria privilegia produções que dialogam com infâncias plurais, cotidianos rurais, comunidades quilombolas e povos indígenas, estimulando o reconhecimento das realidades locais na tela. Além da programação fílmica, cada cidade contará com a homenagem a um mestre, mestra, grupo ou personagem da cultura popular local, valorizando saberes tradicionais e reforçando a conexão entre cinema, memória e identidade. Serão realizadas 20 sessões de cinema ao longo do circuito, duas em cada cidade, cada uma das sessões estruturada para acolher crianças, jovens e adultos em um ambiente familiar e comunitário. As sessões serão acompanhadas de mediações culturais antes ou depois da exibição e contam com projeção e som de qualidade e infraestrutura de acessibilidade comunicacional (audiodescrição, legendas, Libras). Será produzido um catálogo digital acessível, em versão gratuita para download, contendo informações sobre a curadoria, sinopses dos filmes, perfis dos homenageados e registro das cidades contempladas, além da disponibilização, em redes sociais e plataformas públicas de comunicação, o registro fílmico durante as etapas da Mostra, que será disponibilizado gratuitamente na internet. A proposta é ressignificar o espaço público como lugar de encontro, lazer e direito cultural, estimulando a formação de plateias e o fortalecimento do vínculo comunitário por meio da experiência coletiva do cinema.

Objetivos

Objetivo geral:Realizar a Mostra Cine Cata-vento em 10 cidades, entre os estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas por meio da difusão de acervos audiovisuais em sessões gratuitas ao ar livre, com a circulação de obras em territórios rurais e descentralizados.Objetivos específicos:- Realizar 10 etapas da Mostra Cine Cata-Vento em 10 cidades distintas entre os estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, priorizando zonas rurais, comunidades quilombolas, indígenas e localidades sem histórico de exibições audiovisuais.- Homenagear, em cada uma das cidades e durante as exibições, um(a) mestre(a), grupo ou personagem da cultura popular do município ou região onde a mostra está sendo realizada.- Exibir gratuitamente um total de 20 sessões (duas por cidade) de cinema ao ar livre, voltadas ao público infanto-juvenil e suas famílias, alcançando cerca de 300 pessoas por cidade e a previsão de 3 mil pessoas de público total.- Difundir um acervo de curtas e médias-metragens nacionais e regionais selecionados com foco na infância e adolescência.- Promover a formação de plateia e estimular o contato de crianças e jovens com o audiovisual como experiência artística, educativa e comunitária.- Garantir ações de acessibilidade (legendagem, audiodescrição e espaço inclusivo) em todas as sessões da mostra.- Produzir e disponibilizar catálogo digital da mostra, com informações sobre as obras e reflexões curatoriais.- Realizar ações de mediação cultural antes ou após as sessões, estimulando a troca de experiências e o debate crítico entre público e organizadores.

Justificativa

A Mostra Cine Cata-vento nasce da necessidade urgente de democratizar o acesso ao audiovisual em territórios historicamente alijados das políticas culturais, especialmente zonas rurais, comunidades quilombolas e terras indígenas do Nordeste brasileiro. Trata-se de uma iniciativa sem fins lucrativos, que depende integralmente do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais para se viabilizar, garantindo a gratuidade das sessões e a ampliação do acesso para crianças, jovens e famílias de diferentes contextos socioeconômicos.O projeto se enquadra no art. 1º da Lei nº 8.313/91, em especial nos incisos:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.No mesmo sentido, alinha-se diretamente aos objetivos do art. 3º da Lei nº 8.313/91, como:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;A escolha dos municípios evidencia também o caráter descentralizador e plural da proposta. Rio Tinto (PB), Goiana (PE), Macaparana (PE), Camocim de São Félix (PE), Rio Formoso (PE), São José da Laje (AL), Pesqueira (PE), Ibimirim (PE), Monteiro (PB) e Bezerros (PE) são territórios de grande presença de zonas rurais, comunidades quilombolas e indígenas, ou cidades com baixo ou médio-baixo IDHM segundo IBGE/PNUD, e carecem de políticas públicas de difusão audiovisual. Esses contextos, que carregam profundos acervos imateriais e resistências culturais, raramente recebem mostras ou festivais, sobretudo em formato acessível, descentralizado e ao ar livre.Assim, o projeto atua como vetor da cidadania cultural, fazendo do cinema uma praça de encontro, de educação e de convivência comunitária. As sessões gratuitas, para além do espaço de exibição, funcionam como um gesto de afirmação de direitos, de memórias e ao lazer compartilhado.A curadoria da Mostra Cine Cata-vento será concebida como um eixo estruturante do projeto, priorizando produções audiovisuais nacionais que, ao mesmo tempo em que apresentam diversidade estética e temática, dialoguem diretamente com as realidades sociais, históricas e culturais das cidades contempladas. A seleção buscará refletir infâncias plurais, comunidades quilombolas, povos indígenas, modos de vida rurais e cotidianos periféricos, compondo um repertório que amplia a noção de pertencimento e visibilidade para os públicos. Ver-se representado na tela, seja em corpos, sotaques, territórios ou experiências semelhantes, significa afirmar identidades e construir referências simbólicas que reforçam o direito à cultura como direito humano fundamental. O cata-vento, que dá nome a Mostra, é um objeto simples e lúdico, presente em feiras, praças e infâncias de diferentes gerações, que traduz essa ideia de fruição, movimento, renovação e leveza. A Mostra, assim, além de levar o cinema a regiões onde ele difícilmente chega, busca fazer isso com identidade e permitindo que essas populações se reconheçam como parte ativa do imaginário audiovisual brasileiro, ressignificando o espaço da projeção como arena de cidadania e memória.O impacto social se multiplica ao considerar, além do aspecto da descentralização, a democratização do acesso com infraestrutura adaptada para acessibilidade física e comunicacional (legendagem, audiodescrição, janela de libras e recursos de mediação nos debates). A diversidade, com mais de 50% da equipe composta por mulheres, pessoas indígenas e LGBTQIA+ , cumpre um critério de promoção de protagonismo e diversidade previsto no edital.No campo da valorização das culturas populares, em cada cidade, será homenageada uma mestra, mestre, grupo ou personalidade da cultura local, fortalecendo a salvaguarda e difusão de tradições que constituem a memória e identidade da comunidade.Dessa forma, o Mecanismo da Lei de Incentivo à Cultura configura-se, além de um instrumento de financiamento, como a própria condição de possibilidade para que a Mostra Cine Cata-vento se realize em sua plenitude: gratuita, inclusiva, descentralizada e transformadora. É por meio dele que o cinema rompe barreiras geográficas e estruturais, atravessando estradas de terra, chegando a comunidades quilombolas e povoados rurais, onde a oferta cultural é historicamente rarefeita. A Mostra converte espaços comuns em arenas de encontro e reconhecimento coletivo, assegurando o direito à cultura previsto no Art. 215 da Constituição Federal de 1988, mas ainda desigual na prática. Assim, cada exibição torna-se um ato de reparação simbólica e de afirmação cidadã, projetando no horizonte das infâncias e juventudes nordestinas a certeza de que também lhes pertence o lugar no audiovisual brasileiro.

Estratégia de execução

A Proposta Curatorial detalhada da Mostra Cine Cata-vento foi inserida como anexo à esta proposta em “informações adicionais”. Este documento extra trata dos critérios de seleção das obras audiovisuais, o caráter estruturante da Mostra e dos conteúdos obrigatórios elencados no Anexo II, da IN MinC nº 23/2025.Além disso, surge em nosso projeto o interesse de explicitar alguns dos custos e demandas contempladas pelos custos vinculados “Custos de Acessibilidade, Comunicação e Divulgação acessíveis” (14% do orçamento) e “Administração” (7% do orçamento). Essas rubricas contemplam, entre outras coisas: - No primeiro grupo, estão incluídas despesas como a elaboração e impressão de materiais gráficos de divulgação, produção de camisas para a equipe, contratação de consultoria especializada em acessibilidade e prestação de serviços de acessibilidade necessários e apontados no corpo do projeto.- Já a rubrica administrativa cobre itens fundamentais para o bom andamento do projeto, como a contratação de assessoria contábil e o pagamento de taxas bancárias.Declaro ainda que o projeto cultural é uma produção independente, pois enquanto proponente não detenho a posse ou propriedade de espaços onde a Mostra será realizada.

Especificação técnica

Produto principal: Mostra Cine Cata-vento1. Formato e duração das sessõesTipo de exibição: Cinema ao ar livre, em espaços públicos ou comunitários, adaptados para garantir acessibilidade física.Cidades e regiões contempladas: 10 cidades distribuídas em regiões dos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, sendo elas: Rio Tinto (PB), Goiana (PE), Macaparana (PE), Camocim de São Félix (PE), Rio Formoso (PE), São José da Laje (AL), Pesqueira (PE), Ibimirim (PE), Monteiro (PB) e Bezerros (PE).20 sessões ao total, duas sessões por cidade, podendo ocorrer em dias consecutivos ou alternados, conforme logística local.Duração média de cada sessão de 90 a 120 minutos, incluindo exibição dos filmes, abertura e apresentações introdutórias, e bate-papo com mediação cultural.Capacidade média de 100 a 150 espectadores por sessão, dependendo do espaço, com áreas reservadas para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. Previsão de cerca de 3.000 pessoas contempladas como público geral ao longo do projeto.As projeções serão em formato digital, em MP4, H.264, 1080p Full HD ou superior, compatível com projetores de alta luminosidade para exibições ao ar livre.2. Curadoria e conteúdoOs critérios de seleção levarão em conta produções audiovisuais nacionais com enfoque infanto-juvenil, diversidade estética e temática, representatividade de comunidades quilombolas, indígenas, rurais e periféricas.Formato dos filmes: Curtas e médias-metragens, duração de até 40 minutos; possibilidade de blocos temáticos para composição da sessão completa.Acessibilidade inclusa, com Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE) em todos os filmes e janela de Libras incorporada quando possível, além da Audiodescrição.Catálogo digital da Mostra em PDF com informações sobre sinopses de cada filme, contexto das cidades participantes, perfil dos homenageados locais e reflexões curatoriais sobre diversidade e representação.Materiais audiovisuais adicionais: vídeos curtos de abertura, entrevistas com homenageados, registros das sessões e atividades. Todos legendados e com Libras.3. Infraestrutura e logística técnicaEstrutura de projeção:- Projetor de alta luminosidade compatível com exibições ao ar livre, tela modular ou inflável; sistema de áudio com microfone sem fio, caixas amplificadas para médio ou longo alcance e monitoramento de áudio. - Gerador de energia em locais sem fornecimento elétrico confiável.Infraestrutura física adaptada:- Rampas provisórias para circulação de cadeirantes.- Sinalização e assentos reservados e áreas exclusivas para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e acompanhantes.- Disponibilização de transporte gratuito para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou idosos. 4. Comunicação e divulgaçãoPlataformas: Redes sociais do projeto (Instagram, Facebook, YouTube), veículos de comunicação locais e portais de cultura.Conteúdo online acessível, com PDFs compatíveis com leitores de tela, textos alternativos em imagens, navegação simples e organizada.5. Medidas pedagógicas e educativasDesenvolvimento de sessões mediadas, debates pós-exibição e mediação cultural ao incluir discussão sobre os temas dos filmes e a realidade local.Incentivo à reflexão sobre diversidade, identidade e patrimônio cultural.

Acessibilidade

Atendendo ao disposto nos termos dos arts. 42 a 44, 54, 63, 67 a 71, 73 e 102 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, e do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, que estabelecem medidas para a integração da pessoa com deficiência, destacamos:1. Medidas de acessibilidade arquitetônica:A realização das sessões em espaços públicos e ao ar livre será planejada levando em conta a infraestrutura de cada localidade. A escolha dos ambientes privilegiará áreas que disponham ou possam receber adaptações para circulação de cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e crianças. Entre as medidas previstas estão a instalação de rampas de acesso provisórias, quando necessário, para vencer desníveis do terreno; a sinalização de áreas de circulação; a reservas de lugares prioritários e áreas exclusivas para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e acompanhantes; iluminação adequada; e equipe treinada para atendimento inclusivo, preparada para auxiliar em deslocamentos e demandas específicas. Dessa forma, ainda que os espaços sejam majoritariamente em áreas rurais e abertas, serão criadas condições para que a experiência seja acessível a todos os públicos. 2. Medidas de acessibilidade de conteúdoOs filmes selecionados deverão possuir obrigatoriamente as medidas de: Audiodescrição; Legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos – LSE; e Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Durante as falas de abertura, mediações e bate-papos após as sessões, haverá também interpretação em Libras (despesa prevista na rubrica "Tradução Simultânea"). 3. Medidas de acessibilidade no aspecto da comunicação e divulgaçãoA política de acessibilidade se estende também à forma como o projeto será divulgado e comunicado ao público, Todas as peças de comunicação (cartazes, redes sociais, vídeos promocionais) trarão informações claras sobre os recursos de acessibilidade disponíveis e os vídeos de divulgação contarão com janela de Libras ou legendas, ampliando o alcance da comunicação. Os materiais digitais (como site, catálogo online e publicações em redes sociais) serão também pensados para uso com softwares leitores de tela.

Democratização do acesso

A Mostra Cine Cata-vento estrutura-se integralmente sob o princípio da gratuidade, garantindo que todo o público-alvo (crianças, jovens e suas famílias) tenham pleno acesso às sessões de cinema e atividades paralelas, sem qualquer custo de ingresso, matrícula ou inscrição. O projeto entende que a gratuidade é condição necessária para efetivar a democratização da cultura em territórios de baixo IDH, zonas rurais, comunidades quilombolas e terras indígenas, onde as barreiras financeiras, geográficas e estruturais frequentemente limitam o contato com bens culturais.O produto principal da proposta, a Mostra, será realizado em 10 cidades de Pernambuco, sempre em espaços públicos, comunitários ou de fácil acesso. Serão realizadas 20 sessões de cinema ao ar livre (duas por cidade), com difusão gratuita de acervo audiovisual infanto-juvenil, com a produção de um catálogo digital que reunirá informações sobre os filmes, as cidades participantes, os homenageados locais e reflexões curatoriais. Este material será disponibilizado gratuitamente pela internet, em versão acessível, como PDF compatível com leitores de tela.O projeto Mostra Cine Cata-vento é concebido como ação cultural integralmente gratuita, não havendo comercialização de ingressos, produtos culturais ou serviços culturais. Dessa forma, 100% dos produtos culturais resultantes do projeto (sessões de cinema ao ar livre e materiais digitais derivados) serão distribuídos gratuitamente ao público. Considerando a natureza não comercial da proposta, as cotas previstas nos incisos I e IV do art. 41 da Instrução Normativa MinC nº 29/2026 não se aplicam, uma vez que não haverá comercialização de ingressos.A distribuição gratuita será realizada da seguinte forma: sessões presenciais, com 100% das sessões de cinema abertas ao público, sem cobrança de ingresso, inscrição ou qualquer contrapartida financeira; produtos digitais, sendo os registros audiovisuais das atividades disponibilizados gratuitamente na internet, em plataformas abertas e acessíveis, As sessões serão realizadas em municípios com baixo IDHM, territórios rurais ou com a presença de comunidades quilombolas ou indígenas nas regiões, configurando distribuição com caráter social e educativo, nos termos do art. 41, inciso III. Assim, o projeto supera os percentuais mínimos exigidos pela normativa, adotando modelo de gratuidade integral como estratégia central de democratização do acesso cultural.O projeto Mostra Cine Cata-vento adota as seguintes medidas de ampliação do acesso previstas no art. 42 da IN MinC nº 29/2026:Inciso III – disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;Serão disponibilizados gratuitamente na internet registros audiovisuais das sessões e atividades da Mostra, acompanhados de recursos de acessibilidade comunicacional, ampliando o alcance do projeto. Os materiais serão publicados em plataformas abertas, como redes sociais e plataformas públicas de vídeo, garantindo acesso universal, não oneroso e permanente.Inciso IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;O projeto prevê a captação audiovisual das atividades da Mostra Cine Cata-vento, com vistas à disponibilização e veiculação dos registros em redes públicas de comunicação, canais institucionais ou outros meios gratuitos, em parceria com entes públicos, universidades, TVs públicas e plataformas abertas, ampliando o alcance territorial e social da iniciativa.Inciso VI – realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;A Mostra Cine Cata-vento é concebida especificamente como ação cultural infantojuvenil, com programação audiovisual voltada a crianças, adolescentes e famílias, incluindo mediações culturais e contextualizações educativas das obras exibidas. A proposta busca a formação de público, o estímulo à fruição cultural e o fortalecimento do direito à cultura na infância e juventude, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com as diretrizes do art. 215 da Constituição Federal.O projeto busca alcançar os locais de descentralização, mas também inclui parcerias estratégicas com os entes municipais para garantir ou ampliar o transporte gratuito do público ao local das atividades da Mostra por meio da utilização da frota de ônibus escolares das prefeituras parceiras, em horários previamente acordados, além da implementação das medidas de acessibilidades indicado no campo “Acessibilidade”.Para além disso, no quesito promoção da diversidade do público beneficiário, o recorte das cidades contempladas foi planejado de modo a abranger três estados do Nordeste (Pernambuco, Alagoas e Paraíba), conectando diferentes realidades socioculturais e regiões (Litoral, Zona da Mata, Agreste e Sertão). No perfil do público atendido pela proposta, o projeto possui ações direcionadas a grupos em situação de vulnerabilidade social, com recortes territoriais, raciais, étnicos, culturais e geracionais, uma vez que é voltado para crianças e adolescentes e conta com exibições em zonas rurais, comunidades tradicionais quilombolas e indígenas, nos seguintes recortes territoriais:Bezerros, PE - Comunidade Quilombola Guaribas de Baixo;Macaparana, PE - Distrito de Pirauá, na Zona Rural;Pesqueira, PE - Território Xukuru; Além desses recortes específicos, as demais cidades selecionadas apresentam grandes áreas rurais e forte presença de comunidades tradicionais, público prioritário da mostra.Haverá a disponibilização na internet de registros audiovisuais das sessões e atividades paralelas, acompanhados de recursos de acessibilidade como Libras e legendas LSE, publicados em plataformas abertas, como YouTube e redes sociais do projeto.

Ficha técnica

O proponente do projeto é a Noize Audiovisual, produtora independente sediada em Pernambuco, que atua na realização, difusão e formação em audiovisual, com forte compromisso com a democratização do acesso à cultura. Fundada por profissionais com ampla experiência no setor, a Noize desenvolve projetos autorais e colaborativos que transitam entre o cinema, a educação audiovisual e a produção cultural, sempre com atenção às diversidades regionais e sociais. Seu portfólio inclui a realização de filmes premiados, mostras e laboratórios de formação, além da gestão de iniciativas em parceria com editais públicos e políticas de fomento. A equipe do projeto é composta majoritariamente por pessoas LGBTQIAPN+ (Pedro Fillipe, João Francisco) e mulheres (Amanda Mansur, Giselle Gonçalves e Wanessa Pimentel).NOME COMPLETO: PEDRO FILLIPE DA SILVA FUNÇÃO: COORDENAÇÃO GERAL CURRÍCULO RESUMIDO: Pedro Fillipe é bacharel em Comunicação Social com ênfase em Mídias Sociais e Produção Cultural pela UFPE, pós-graduado em Processos Criativos e Gestão da Indústria Cinematográfica pela FAAP e mestrando em Mídia e Linguagem pela UFPE. É realizador audiovisual com 10 anos de experiência em produção cultural nas áreas de cinema, audiovisual, design, gestão de projetos e marketing cultural. À frente da Noize Audiovisual como sócio-diretor, idealizou e/ou produziu mais de 20 projetos culturais, dentre filmes, documentários, produtos para a TV, mostras de cinema e atividades formativas. No campo da formação audiovisual, produziu e ministrou oficinas de realização, captação e edição de projetos audiovisuais, além de formação para ONG’s, entidades governamentais e universidades.NOME COMPLETO: AMANDA MANSUR CUSTÓDIO NOGUEIRA FUNÇÃO: CURADORIA CURRÍCULO RESUMIDO: Professora adjunta do Curso de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Inovação (Póscom) na UFPE, em Caruaru-PE. Possui graduação em Comunicação Social, mestrado e doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE, além de um pós-doutorado em Cinema pela University of Reading, no Reino Unido. Complementou sua formação na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), em Cuba. Coordena o Laboratório de Análise de Imagem e Som do Agreste (LAISA) e integra a Superintendência de Cultura da UFPE como Coordenadora dos Espaços Culturais. Já fez a curadoria e organizou mais de 20 mostras e festivais de cinema, incluindo diversas mostras infanto-juvenis. No campo da preservação audiovisual, atuou como coordenadora de produção na implantação da Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). NOME COMPLETO: GISELLE GONÇALVES DA SILVAFUNÇÃO: CURADORIACURRÍCULO RESUMIDO: Oriunda da Zona da Mata pernambucana, Giselle Gonçalves é graduanda de Letras pela Universidade de Pernambuco, produtora cultural, escritora e realizadora audiovisual atuante em Macaparana/PE. Atuante através da produtora independente Uruçu Filmes, também de Macaparana, na Zona da Mata Norte do Estado, Giselle dirigiu os curtas-metragens "Labuta(2022)", “Onde Começa o Crochê? (2024)” e "Santo Graal (2025)”, atualmente está desenvolvendo o seu segundo filme, é curadora da Mostra Mel de Uruçu e realiza trabalhos voltados para o público infanto-juvenil no campo de cinema e educação. Através de sua participação no concurso literário “Faça Parte Dessa História” , em 2018, com a poesia Terra Ardente, Giselle alcançou o primeiro lugar em sua categoria e, posteriormente, teve como premiação a publicação e distribuição dos livros em bibliotecas escolares por todo o Brasil. NOME COMPLETO: JOÃO FRANCISCO DE OLIVEIRA ANDRADE FUNÇÃO: COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃOCURRÍCULO RESUMIDO: João Francisco é graduando em Cinema e Audiovisual pela UFPE, produtor cultural, realizador audiovisual e Diretor da Uruçu Filmes, produtora sediada no interior de Pernambuco. Atua nas áreas de direção e produção de obras audiovisuais, permeando entre curtas-metragens e produtos para TV. João também desempenha a função de montagem na pós-produção, além de desenvolver atividades no campo de cinema e educação em sua comunidade. Em produção, realizou a produção local da 2º temporada da série “Manual de Sobrevivência para o Século XXI”, do Canal Futura e Globo Play, a produção geral dos curtas-metragens “O Último Livro(2023)” e "Receptáculo (2025)” de Isadora Clemente, a produção executiva dos projetos culturais: Onde Começa o Crochê?”, do Cineclube Boi da Cara Preta, do projeto cultural "Crochetando a História: Um Mapeamento”, além do projeto "Versos da Terra: Poesia que vem da natureza" e o "Gerir: Gestão e Controladoria de projetos culturais”. Além disso, realizou também duas edições da Oficina Inspirando o Olhar, enquanto Produtor e Oficineiro.NOME COMPLETO: WANESSA JULIANA DE LIMA GALVÃO PIMENTEL FUNÇÃO: PRODUÇÃO EXECUTIVACURRÍCULO RESUMIDO: Wanessa Pimentel é produtora cultural com ampla experiência na elaboração, gestão e execução de projetos nas áreas de audiovisual, literatura e eventos culturais. Graduada em Jornalismo pela Unifavip - Wyden, atuou na comunicação de grandes iniciativas como o São João de Caruaru e a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, tendo atuado como produtora em instituições públicas e privadas. Nos últimos anos, tem se destacado na produção executiva de projetos culturais em variadas linguagens e na escrita de roteiros de obras audiovisuais incentivadas por políticas públicas, reafirmando seu compromisso com a valorização das expressões culturais do Nordeste.

Providência

SITUAÇÃO CORRIGIDA AUTOMÁTICAMENTE PELO SISTEMA. PROJETO SEM CAPTAÇÃO DE RECURSOS.

Rio Formoso Pernambuco