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PRONAC 2514973Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Montanhas Wudang - A Jornada da Espada

LENEHR PRODUCAO CINEMATOGRAFICA LTDA
Solicitado
R$ 534,6 mil
Aprovado
R$ 534,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Produção de websérie
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
DF
Município
Brasília
Início
2026-01-19
Término
2027-12-19
Locais de realização (1)
Brasília Distrito Federal

Resumo

"Montanhas Wudang - A Jornada da Espada" é uma minissérie documental de seis episódios que acompanha a artista marcial brasileira Carol Barreiro em sua formação nas Montanhas Wudang, berço do Kung Fu e do Taoismo na China. A obra registra o encontro entre corpo, filosofia e espiritualidade, revelando a sabedoria ancestral da espada Jian e os princípios de equilíbrio e autoconhecimento. Produzida pela Lenehr Filmes (Brasília/DF), a série promove o intercâmbio cultural Brasil-China, valoriza o protagonismo feminino nas artes marciais e difunde valores de paz e respeito à natureza. Com fotografia imersiva, trilha original e versões acessíveis (LIBRAS, legendas e audiodescrição), o projeto propõe uma experiência estética e educativa que amplia o diálogo entre culturas e fomenta a presença brasileira no circuito audiovisual internacional.

Sinopse

“Montanhas Wudang - A Jornada da Espada” é uma minissérie documental de seis episódios que acompanha a trajetória da artista marcial brasileira Carol Barreiro em uma jornada espiritual e física pelas lendárias Montanhas Wudang, na China - berço do Taoismo e das artes marciais internas, reconhecidas pela UNESCO como patrimônio cultural da humanidade. A série revela a travessia de uma mulher ocidental em busca da ancestralidade do Kung Fu, explorando o significado filosófico e simbólico da espada Jian, considerada a arma mais nobre e espiritual da tradição chinesa. Em meio a templos milenares, neblinas sagradas e rotinas intensas de treinamento, a protagonista vivencia uma transformação profunda, guiada pelos conceitos taoístas de Tao (o caminho), Laoshi (o mestre), Qi (sopro vital), Wuwei (não-ação), Shen (espírito) e Taiji (equilíbrio entre opostos).Filmada entre o Brasil e a China, com fotografia contemplativa e som ambiente real, a série convida o espectador a uma experiência estética de silêncio, disciplina e harmonia. Cada episódio revela uma etapa do aprendizado: do esforço físico à serenidade mental, do domínio da técnica à sabedoria espiritual, traçando paralelos entre o corpo, a natureza e o tempo. Mais do que um registro de viagem, “A Jornada da Espada” é uma imersão em valores universais: equilíbrio, respeito, compaixão e autoconhecimento. Através do olhar sensível de uma mulher latino-americana, o projeto propõe um encontro entre Oriente e Ocidente, transformando a prática marcial em poesia visual e instrumento de diálogo cultural entre Brasil e China.A série reafirma o papel do audiovisual como espaço de cooperação internacional, preservação de patrimônio imaterial e promoção da cultura de paz, aproximando dois povos por meio da arte, da filosofia e do gesto humano.Episódio 1: Apresentação da personagem ambientada na travessia Brasília/Pequim/Wuhan/Wudang. Visita a loja de armas e compra da espada de treino. Episódio guiado pela ideia e pelo conceito filosófico de TAO (DAO), traduzido para língua portuguesa como caminho, curso, via. Esse conceito está presente em toda a filosofia chinesa e na prática marcial, expressando a condição para que as mudanças ocorram e deem continuidade às suas transformações.Episódio 2: Este episódio narra a chegada à escola e a apresentação dos professores do centro de ensino. Os primeiros dias de aula e os primeiros desafios serão expressos por meio dessa relação entre aprendiz e mestre. Os ensinamentos de Kung Fu orientados por mestres da Wudang Mountain Kung Fu Academy e pela mestra Xing Heng serão, também, uma forma de apresentar a escola e a importância histórica das montanhas Wudang para as artes marciais. Serão apresentadas e referenciadas obras literárias que trabalham com diálogos filosóficos através da relação entre aprendiz e mestre.Episódio 3: O episódio narra a continuação do treinamento marcial e as transformações físicas da personagem. A realidade de outros estudantes estrangeiros e as relações ali estabelecidas na convivência demonstram o cotidiano da clausura e do foco no treinamento. Durante todo o episódio ocorrerá uma exposição do conceito de qi (sopro vital), uma das ideias mais trabalhados no Kung Fu, nas práticas medicinais e na filosofia chinesa. Uma visita ao Palácio da Nuvem Roxa (Zǐxiāo Gōng) ocorrerá ilustrado a ideia de qi e de sua absorção pelo corpo por meio do contato com a natureza e com o treinamento marcial.Episódio 4: Início do episódio dando continuidade às imagens da caminhada entre as montanhas até a chegada do templo Nanyan. Esse episódio percorre a narrativa do conceito de Wuwei (não-ação) e das relações entre o aprendizado filosófico e mental das técnicas do Kung Fu interno pela personagem. Os desafios mentais do treinamento surgindo depois da estafa física serão também abordados para narrar a trajetória do desenvolvimento pessoal da personagem. Todas essas imagens e desdobramentos serão associados ao conceito de não-ação (Wuwei).Episódio 5: Continuação do caminho da personagem no seu refinamento da técnica da espada e o desenvolvimento da sabedoria filosófica conectada a ela. Episódio que narra a importância espiritual do aprendizado milenar dessa arte e de sua ligação com o desenvolvimento do espírito (Shen). Ida ao palácio de pedra Tianyi Zhenqing e ao “incenso da cabeça de dragão”, dando continuidade a visita ao templo Nanyan, onde ocorre uma abertura e entendimento da sabedoria espiritual do treinamento através da apresentação do conceito de Shen.Episódio 6: Finalização dos treinos e apresentação da sequência estudada para os mestres da escola. Apresentação da prática e a poética do Taiji, conceito que indica as afinidades filosóficas e marciais do sistema de pensamento taoísta. Narração sobre a história das montanhas Wudang e sua relação com conceito de taiji nas artes marciais. Visita ao complexo arquitetônico de Fuzhenguan com imagens do treino de espada.

Objetivos

Objetivo GeralO projeto "Wudang Mountains _ A Jornada da Espada" tem como objetivo geral produzir e difundir uma minissérie documental de seis episódios, registrando a jornada de uma artista marcial brasileira nas Montanhas Wudang (China), berço das artes marciais internas e do pensamento taoísta, para promover um diálogo cultural, espiritual e artístico entre Brasil e China, fortalecendo os laços de cooperação internacional por meio do audiovisual.A obra pretende oferecer ao público uma experiência estética, filosófica e educativa, que valorize o protagonismo feminino nas artes marciais, promova o respeito às tradições culturais e revele o potencial do audiovisual como instrumento de educação, intercâmbio e cultura de paz.A finalidade é documentar e difundir saberes ancestrais, reinterpretando-os sob uma perspectiva contemporânea e brasileira, e estimular o público a refletir sobre equilíbrio, disciplina e autoconhecimento: valores universais que unem as culturas oriental e ocidental.Objetivos Específicos- Produzir uma minissérie documental inédita composta por 6 episódios de 26 minutos cada, totalizando 156 minutos de conteúdo audiovisual, com captação em 6K, legendas multilíngues (português, inglês e mandarim), trilha sonora original e versões acessíveis (LIBRAS e audiodescrição).- Registrar a jornada real da artista marcial brasileira Carol Barreiro em formação na Wudang Mountain Kung Fu Academy, documentando a rotina de treinos, as relações mestre-discípula, os ensinamentos filosóficos e o aprendizado técnico do uso da espada Jian.- Filmar e registrar locações históricas e templos taoístas de relevância mundial (como o Palácio Dourado, o Palácio da Nuvem Roxa, o Templo Nanyan e o complexo de Fuzhenguan), contribuindo para a preservação e divulgação do patrimônio imaterial chinês e sua relação com a filosofia marcial.- Realizar todas as etapas técnicas da produção audiovisual, compreendendo:Pesquisa e desenvolvimento de roteiro (2 meses);Pré-produção e planejamento logístico (2 meses);Filmagens no Brasil (Brasília) e na China (Wudang, Wuhan e Pequim) (1 mês);Edição, montagem, color grade, trilha sonora e finalização (4 meses);Produção de versões acessíveis e legendadas (1 mês);Divulgação e contrapartidas culturais (12 meses).- Produzir materiais complementares derivados da série, como teasers, vídeos curtos e peças educativas para redes sociais e plataformas culturais públicas, ampliando o acesso e a visibilidade do projeto.- Promover exibições públicas gratuitas no Brasil, em centros culturais, universidades, escolas e eventos audiovisuais, com no mínimo 6 sessões gratuitas (1 por episódio), seguidas de debates e rodas de conversa sobre cultura oriental, filosofia taoísta, empoderamento feminino e espiritualidade nas artes marciais.- Oferecer duas oficinas gratuitas durante o ciclo de contrapartidas:Oficina 1 - Produção Documental e Coprodução Internacional (6h): voltada para jovens realizadores e produtores culturais interessados em estratégias de coprodução e difusão internacional;Oficina 2 - Filosofia Marcial e Cultura de Paz (6h): ministrada por Carol Barreiro, abordando os fundamentos do Kung Fu interno e do Tai Chi como práticas de equilíbrio e autoconhecimento.- Garantir acessibilidade plena ao conteúdo produzido, com:Criação de versões audiodescritas e legendadas dos episódios;Inserção de interpretação em LIBRAS nas exibições públicas;Produção de material informativo acessível em linguagem simples sobre os conceitos apresentados.- Ativar redes de cooperação cultural e acadêmica entre o Brasil e a China, por meio de parcerias com escolas de Kung Fu, universidades, centros culturais e embaixadas, fomentando o intercâmbio artístico e o diálogo bilateral.- Gerar impacto cultural e social mensurável, beneficiando diretamente:Público direto: 2.000 pessoas nas exibições e oficinas presenciais;Público indireto: estimado em 100.000 espectadores nas plataformas digitais e festivais.- Estimular a valorização do protagonismo feminino nas artes marciais e no audiovisual, oferecendo modelos inspiradores de empoderamento, disciplina e espiritualidade aplicados à vida cotidiana.- Consolidar a Lenehr Filmes como produtora brasileira de referência em coproduções internacionais, fortalecendo sua atuação no eixo Ásia_América Latina e contribuindo para a presença do audiovisual brasileiro em circuitos culturais globais.- Contribuir para a preservação do patrimônio imaterial chinês, registrando práticas, símbolos e saberes relacionados ao Taoismo e ao Kung Fu interno, de modo ético e autorizado, garantindo devolutivas culturais às instituições e mestres filmados.- Promover uma cultura de paz e equilíbrio, por meio da divulgação dos valores filosóficos que atravessam toda a série (o Caminho (Tao), o Mestre (Laoshi), o Sopro Vital (Qi), a Não-Ação (Wuwei), o Espírito (Shen) e o Taiji), traduzidos em linguagem acessível e universal.

Justificativa

O projeto "Montanhas Wudang - A Jornada da Espada" nasce de um contexto histórico e cultural estratégico: a crescente aproximação entre Brasil e China, duas nações que hoje ocupam papeis fundamentais na economia e na geopolítica global, mas que ainda carecem de intercâmbio simbólico e cultural profundo. Em um momento em que o Estado chinês consolida sua posição como uma das maiores potências do século XXI (expandindo sua influência nas áreas de tecnologia, infraestrutura, meio ambiente e cultura), a presença ativa do Brasil nesse diálogo é não apenas oportuna, mas necessária. A série propõe uma ponte audiovisual entre os dois países, por meio da jornada de uma artista marcial brasileira que vivencia, em solo chinês, um processo de aprendizado e transformação espiritual. Essa narrativa, construída sob a perspectiva brasileira e feminina, representa uma contribuição inédita ao diálogo intercultural, oferecendo uma visão sensível e autêntica sobre a filosofia e a espiritualidade oriental, livre de exotizações e estereótipos. O projeto se justifica como uma ação de diplomacia cultural, alinhada à política de fortalecimento das relações sino-brasileiras e aos princípios de intercâmbio que regem a cooperação Sul-Sul. A produção de conteúdos culturais bilaterais amplia o reconhecimento mútuo entre povos e contribui para o soft power do Brasil, posicionando o país como agente de diálogo, respeito e colaboração na esfera internacional.Além disso, a iniciativa reforça a importância de o audiovisual brasileiro participar da construção simbólica de novos eixos culturais globais. Enquanto a China expande seus investimentos em cinema, plataformas de streaming e centros culturais pelo mundo, o Brasil pode, e deve ocupar espaço de coprodução e cocriação, apresentando ao público internacional suas perspectivas sobre espiritualidade, arte e filosofia. O projeto se insere nessa tendência, contribuindo para que a produção brasileira esteja presente na circulação cultural entre Oriente e Ocidente.Do ponto de vista artístico, o projeto justifica-se pela originalidade de sua abordagem estética e filosófica. A série combina uma narrativa documental observacional com uma linguagem contemplativa, em que a câmera se torna mediadora entre o visível e o invisível, entre corpo, respiração, natureza e espiritualidade. Essa estética, baseada na noção taoísta de equilíbrio e presença, traduz visualmente conceitos milenares, como Tao (caminho), Qi (sopro vital), Wuwei (não-ação), Shen (espírito) e Taiji (unidade entre opostos). Cada episódio é estruturado em torno de um desses conceitos, transformando o aprendizado marcial em metáfora para o aprendizado da própria vida. Ao acompanhar a trajetória da protagonista Carol Barreiro, o espectador experimenta o processo de desapego, disciplina e transcendência que caracteriza as artes marciais internas. O resultado é uma obra que combina poesia visual, rigor técnico e relevância cultural, apta a circular tanto em espaços educativos quanto em plataformas de difusão artística internacional. No contexto social brasileiro, o projeto também se destaca por valorizar o protagonismo feminino nas artes corporais e no audiovisual. A série oferece uma imagem positiva e inspiradora da mulher como sujeito ativo de conhecimento, força e espiritualidade. Em um país que enfrenta altos índices de violência de gênero, mostrar uma mulher conduzindo sua jornada física e mental em um espaço tradicionalmente masculino é uma contribuição simbólica de grande impacto. Essa representação promove valores de autonomia, autocuidado e empoderamento, dialogando com políticas culturais de igualdade e inclusão.Outro aspecto fundamental da justificativa é a preservação e documentação de patrimônios culturais imateriais. As Montanhas Wudang, localizadas na província de Hubei, são consideradas berço do Taoísmo e do Kung Fu interno, abrigando templos e escolas que datam de mais de seis séculos. Muitos desses saberes são transmitidos oralmente e encontram-se sob ameaça de simplificação ou esquecimento no ambiente digital contemporâneo. Ao registrar rituais, treinos, entrevistas e símbolos sob orientação dos mestres locais, a série atua como arquivo visual de práticas milenares, respeitando protocolos éticos e devolvendo os registros às comunidades filmadas.Sob o ponto de vista da formação de público e da difusão de conhecimento, o projeto contribui para aproximar a sociedade brasileira de temas ainda pouco explorados no audiovisual nacional: filosofia oriental, espiritualidade prática e intercâmbio entre culturas. A minissérie dialoga com três segmentos distintos e complementares de público:Praticantes e interessados em artes marciais e bem-estar, que encontrarão na obra um estudo visual de técnicas e fundamentos filosóficos;Pesquisadores e estudantes de artes, filosofia e culturas asiáticas, que terão acesso a um registro audiovisual de valor acadêmico e histórico;Amantes de viagens, arquitetura e natureza, que poderão conhecer uma das paisagens mais deslumbrantes e espirituais do planeta.A difusão da obra contribuirá para formar novos olhares sobre a China, não apenas como potência econômica, mas como civilização portadora de uma das tradições filosóficas mais antigas e complexas da humanidade. Essa compreensão mais profunda é essencial para o fortalecimento do respeito mútuo e da cooperação cultural entre os povos. No campo da economia criativa, "Montanhas Wudang - A Jornada da Espada" ativa cadeias produtivas tanto no Brasil quanto na China. Envolve profissionais de pesquisa, tradução, captação, som, montagem e pós-produção nos dois países, incentivando o intercâmbio técnico e profissional. O projeto contribui, assim, para qualificar o mercado audiovisual brasileiro, abrindo novos caminhos para coproduções, residências artísticas e circulação internacional de conteúdos. A escolha da China como território de filmagem é também uma estratégia de inserção global da produção brasileira, num momento de expansão de plataformas audiovisuais chinesas que buscam conteúdo cultural de qualidade. O país vive uma fase de intensa valorização de sua cultura ancestral aliada à inovação tecnológica. A parceria brasileira, ao propor uma leitura poética e respeitosa dessas tradições, demonstra sintonia com o atual movimento chinês de internacionalização cultural. Por outro lado, a presença brasileira neste intercâmbio reforça a imagem do Brasil como nação aberta ao diálogo, à diversidade e à cooperação. A obra assume papel simbólico de ponte, traduzindo para o público oriental os valores humanos e sensíveis da cultura brasileira, e devolvendo ao público nacional uma visão desmistificada e inspiradora da China contemporânea.Em termos de política cultural, o projeto responde diretamente aos princípios da Lei Rouanet, ao incentivar a produção de conteúdo que valorize a diversidade cultural, promova a difusão de bens simbólicos e amplie o acesso democrático ao conhecimento. Sua realização permitirá o registro e compartilhamento de práticas artísticas e espirituais que expressam o patrimônio imaterial da humanidade, gerando impacto duradouro sobre o imaginário e a formação de públicos.Por fim, o momento geopolítico atual torna este projeto extraordinariamente pertinente. O mundo assiste à ascensão do Estado chinês como potência global, capaz de redefinir paradigmas econômicos, ambientais e culturais. Ao participar ativamente desse novo cenário, o Brasil fortalece sua presença no diálogo entre Ocidente e Oriente, reafirmando-se como país de vocação plural, criativa e pacífica. Assim, "Montanhas Wudang - A Jornada da Espada" é mais que uma série documental: é uma ação concreta de diplomacia cultural, valorização da diversidade e construção de pontes simbólicas entre povos e tradições. O projeto consolida a presença do Brasil no cenário audiovisual internacional e contribui para o reconhecimento mútuo entre duas grandes civilizações, em um momento crucial de transformação global.

Estratégia de execução

Os profissionais Carol Barreiro, Pedro Lenehr, Cícero Bezerra e Alberto Forjaz farão 1 deslocamento de ida e volta com origem Brasília e destino Pequim (China) com fins de realizar as filmagens nos templos das montanhas Wudang. Com isso se fazem necessárias também a hospedagem e alimentação para todos durante 24 diárias (que compreendem as diárias de deslocamento e estadia na China). Estes integrantes são parte essencial em todas as etapas do projeto para garantir o sucesso e cumprimento de todas as metas e objetivos propostos.É importante entender que o projeto se trata de uma iniciativa inédita: é a primeira vez que uma produtora audiovisual brasileira se propõe a adentrar em territórios tombados e seculares da China, traçando uma narrativa de protagonismo brasileiro e feminino. O projeto exige uma postura e respeito especial, o que impõe também que seja produzida por uma equipe muito compacta. Todas as especialidades desse projeto exigem uma equipe extremamente qualificada e preparada para atuar em território estrangeiro e em formato reduzido.

Especificação técnica

A série adota uma linguagem contemplativa e imersiva, onde a câmera observa o cotidiano marcial e espiritual sem pressa, priorizando planos longos, silenciosos e respirados. O enquadramento parte do macro ao micro: panoramas aéreos e ao nível do chão revelam a geografia mística de Wudang; aproximados para retratos e detalhes de gestos, respiração e da espada Jian.Cinematografia: Captação em 6K, com uso de lentes variadas: grande-angular (arquitetura/templos e planos dinâmicos), médias (retratos em 50–85mm) e macro (texturas, fitas, pergaminhos, flores, expressões).Luz e cor: Predomínio de luz natural para acentuar névoa e dourado/verde dos templos. Reforço com rebatedores e faróis discretos. Color grade com paleta de jade, vermelho cinábrio e dourados, contraste moderado e textura orgânica; highlights controlados para preservar atmosfera de bruma. Câmera lenta apenas em momentos de clímax corporal.Som e música: O desenho sonoro privilegia ambientes reais: vento, sinos, água, passos nas pedras, tecido das roupas e o “assovio” da Jian. Captação de respiração e fricções da prática como ritmo interno. Trilha original minimalista, baseada em timbres tradicionais chineses com algumas misturas brasileiras (Xiao, Guqin, percussões leves), usada com parcimônia para não exagerar emoções. Silêncio é recurso narrativo.Entrevistas e fala em cena: Preferência por entrevistas situadas (no pátio, nas trilhas, nos portões), com duração curta e foco na transmissão oral mestre–discípula. Em treinos e rituais, a câmera não interrompe: a fala surge em off, cadernos de campo ou diálogos de caminhada. A voz da protagonista aparece como fio íntimo (voice over), evitando didatismo.Ética de filmagem: Respeito integral a protocolos dos templos (zonas e horários de filmagem, hierarquia dos mestres, limites durante ritos). Aproximações graduais; consentimento informado para close-ups. Nada de iluminação invasiva, staging ou reencenações de práticas sagradas.Ritmo e montagem: Alternância entre observação (treino/meditação) e deslocamento (escadas, trilhas), com respiros poéticos de paisagem. Causa–efeito corporal organiza a narrativa: esforço → adaptação → refinamento. Inserts de detalhes simbólicos (pergaminhos, incensos, ornamentações) funcionam como pontuação visual entre blocos.Acessibilidade e entregas: Mixagem com inteligibilidade de fala, closed captions e versões legendadas (PT/CMN/EN). Materiais derivados (teasers/peças curtas) preservam a unidade estética para circulação educacional e internacional.Número de episódios: 6Duração média por episódio: 26 minutosDuração total estimada: 156 minutosSuporte de captação: Digital - 6K (RAW / ProRes 4444)Aspect Ratio: 1.85:1 (widescreen cinematográfico)Cores: ColoridoSom: Estéreo e 5.1 SurroundIdiomas originais: Português e MandarimVersões acessíveis: Audiodescrição, LIBRAS, Legendas DescritivasVersões multilingues: Português, Inglês e Mandarim

Acessibilidade

O projeto “Montanhas Wudang - A Jornada da Espada” adota a acessibilidade como princípio central de sua responsabilidade social, garantindo que todas as etapas de produção, exibição, comunicação e formação sejam planejadas de forma inclusiva, tanto no aspecto físico quanto no de conteúdo. Serão sempre observadas e atendidas as definições das leis que regulamentem as questões de acessibilidade em todo o território nacional, como os arts. 42 a 44, 54, 63, 67 a 71, 73 e 102 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018; o entendimento das normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida LEI Nº 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000; a LEI Nº 7.853, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989 que dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência; e será seguida a obrigação do Art. 45. da INSTRUÇÃO NORMATIVA MINC Nº 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025 no uso do Guia de Acessibilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, visando a implementação das medidas de acessibilidade, de comunicação e divulgação acessíveis.1. Acessibilidade Física:As exibições públicas e oficinas do projeto serão realizadas em espaços com infraestrutura acessível, priorizando locais com rampas de acesso, banheiros adaptados, sinalização tátil e equipe capacitada para a orientação e atendimento para pessoas com deficiência. A equipe técnica garantirá que os ambientes utilizados atendam às normas de acessibilidade previstas na legislação brasileira, assegurando locomoção autônoma e segura a todos os participantes. Será sempre seguida e considerado o entendimento das normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida LEI Nº 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.2. Acessibilidade de Conteúdo:A obra audiovisual e todas as ações de difusão serão produzidas com recursos de acessibilidade comunicacional, assegurando compreensão plena do conteúdo por pessoas com deficiência sensorial. Serão implementadas as seguintes medidas:- Audiodescrição para pessoas com deficiência visual, disponível em todas as versões da minissérie;- Interpretação em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) nas exibições públicas e nos debates presenciais;- Legendas descritivas e multilíngues (português, inglês e mandarim) em todos os episódios, com destaque para ruídos e trilhas sonoras relevantes;- Material informativo acessível em linguagem simples e contrastes visuais adequados, para facilitar a leitura;- Versões digitais compatíveis com leitores de tela e disponibilização de sinopses e guias em formato Braille nas exibições presenciais;- Visitas sensoriais orientadas, quando possível, nos eventos e oficinas, permitindo interação tátil com objetos, figurinos e materiais relacionados à produção.3. Acessibilidade nas Oficinas e Atividades Formativas:As oficinas de formação audiovisual e filosofia marcial serão estruturadas para acolher participantes com diferentes tipos de deficiência, oferecendo intérprete de LIBRAS, material impresso em Braille e apoio visual adaptado. As inscrições e comunicações digitais adotarão linguagem clara e acessível, garantindo inclusão desde o processo de divulgação.Com essas ações, o projeto assegura igualdade de acesso e participação, promovendo uma experiência cultural verdadeiramente inclusiva. A acessibilidade é tratada não apenas como exigência técnica, mas como parte essencial da missão educativa e humanista de “Wudang Mountains - A Jornada da Espada”.

Democratização do acesso

O projeto “Montanhas Wudang - A Jornada da Espada” foi concebido com o compromisso de ampliar o acesso da população aos bens culturais produzidos, assegurando que o resultado da obra alcance públicos diversos, em diferentes contextos sociais e geográficos. Todas as etapas de difusão foram estruturadas com base nos princípios de gratuidade, acessibilidade, descentralização e formação de público.Observando o Art. 46 da INSTRUÇÃO NORMATIVA MinC nº 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025, seguem as ações de democratização de acesso:1. Distribuição e Exibição Pública:A minissérie será disponibilizada ao público em duas modalidades principais:- Exibições públicas gratuitas, realizadas em centros culturais, universidades e instituições parceiras no Brasil, com no mínimo seis sessões presenciais (uma por episódio), seguidas de debates abertos ao público sobre os temas da obra (espiritualidade, filosofia oriental, empoderamento feminino e cultura de paz);- Disponibilização digital gratuita, em parceria com plataformas públicas de streaming e canais culturais, garantindo acesso livre online por período mínimo de 12 meses após a conclusão do circuito presencial.Essas ações asseguram que o projeto alcance tanto o público urbano quanto o público de regiões com menor acesso a salas de exibição ou eventos culturais.2. Oficinas e Ações Formativas Paralelas:Durante a etapa de contrapartidas, serão oferecidas duas oficinas gratuitas como forma de democratização de acesso ao conhecimento técnico e filosófico da obra:Oficina 1 - Produção Documental e Coprodução Internacional (6h): introdução aos processos de realização audiovisual e às possibilidades de intercâmbio entre Brasil e China;Oficina 2 - Filosofia Marcial e Cultura de Paz (6h): ministrada pela protagonista Carol Barreiro, abordando fundamentos do Kung Fu interno e do Tai Chi como práticas de equilíbrio e autoconhecimento.As oficinas serão presenciais e transmitidas online, permitindo participação à distância e garantindo maior alcance. O material didático será disponibilizado gratuitamente em formato digital acessível.3. Transmissão e Exibição Online:Além da difusão presencial, o projeto disponibilizará versões acessíveis e legendadas dos episódios em plataforma digital própria ou parceira, com acesso gratuito mediante cadastro simples.Os episódios também serão divulgados em redes sociais, canais de YouTube e festivais online, ampliando a visibilidade e atingindo públicos de diferentes faixas etárias e formações.4. Eventos de Interação e Ensaio Aberto:Como parte das ações de aproximação com o público, o projeto realizará um “Encontro Aberto com a Equipe e a Protagonista”, em formato híbrido (presencial e online), no qual serão exibidos trechos do processo criativo e bastidores da filmagem, com debate sobre a experiência de coprodução Brasil-China. Essa ação permite ao público compreender o percurso artístico e técnico da obra, aproximando-se dos profissionais envolvidos e fortalecendo o diálogo entre artistas e espectadores.5. Materiais Educativos e Comunicação Acessível:- Serão produzidos materiais informativos gratuitos (folders, cartazes e conteúdos digitais) com linguagem acessível e design inclusivo, distribuídos em escolas, universidades e centros culturais;- O site e as redes sociais do projeto funcionarão como plataformas de acesso contínuo, reunindo vídeos complementares, entrevistas, bastidores e artigos sobre filosofia, arte e cultura oriental.6. Circuito Educativo e Cultural:Após a estreia, o projeto integrará um circuito de exibições educativas em instituições de ensino públicas e privadas, priorizando escolas e universidades com cursos de cinema, filosofia, artes cênicas e relações internacionais. Cada sessão será acompanhada por uma mediação pedagógica com materiais de apoio elaborados para professores e alunos, incentivando o uso da série como ferramenta de ensino e reflexão cultural.7. Política de Comercialização e Sustentabilidade:Embora o acesso gratuito seja prioridade, a obra também poderá ser licenciada para canais educativos, culturais e de VoD internacional, gerando retorno para manutenção das atividades culturais da produtora e incentivando novos projetos de intercâmbio audiovisual. As receitas provenientes de eventuais licenças comerciais serão reinvestidas em ações de difusão e acessibilidade, garantindo sustentabilidade cultural sem restringir o acesso público.Observando ainda o Art. 47 da INSTRUÇÃO NORMATIVA MinC nº 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025, serão promovidas ainda as seguintes ações para a ampliação da democratização do acesso:Oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes;Disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;Garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;Realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;Por meio dessas medidas, “Montanhas Wudang - A Jornada da Espada” assegura uma distribuição ampla, inclusiva e socialmente responsável, cumprindo a função pública da cultura e consolidando o audiovisual como instrumento de formação, aproximação entre povos e democratização do conhecimento.

Ficha técnica

Produção Executiva - Lenehr FilmesResponsável pela coordenação geral, produção executiva e gestão administrativa do projeto, a Lenehr Filmes é uma produtora audiovisual sediada em Brasília/DF, especializada em documentários, séries e coproduções internacionais. A empresa atua desde o desenvolvimento de roteiros e captação de recursos até a finalização e difusão de obras audiovisuais em múltiplos formatos (TV, VoD, festivais e mostras).No projeto “Montanhas Wudang - A Jornada da Espada”, a Lenehr Filmes será responsável pela supervisão de todas as etapas de execução, incluindo:- Planejamento técnico e orçamentário;- Coordenação das equipes do Brasil e da China;- Gestão contratual e de prestação de contas (Lei Rouanet);- Supervisão de acessibilidade e contrapartidas sociais;- Planejamento de difusão nacional e internacional.Direção - Pedro LenehrDiretor, roteirista e produtor audiovisual com formação em cinema e artes visuais. Fundador da Lenehr Filmes, atua há mais de uma década na criação de obras documentais e séries que exploram temas de identidade, espiritualidade e diversidade cultural. Dirigiu e produziu projetos exibidos em mostras nacionais e internacionais, com destaques e premiações. Em “Montanhas Wudang - A Jornada da Espada”, assina a direção artística e narrativa da série, coordenando as etapas de desenvolvimento de roteiro, captação, montagem e finalização.Roteiro e Atuação - Carol BarreiroArtista marcial, dançarina e pesquisadora. Mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e professora de Wushu/Kung Fu e Tai Chi Chuan pela Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan - International Yang Chen Fu Center. Campeã brasileira de Tuishou (Confederação Brasileira de Kung Fu Wushu). Em “Montanhas Wudang - A Jornada da Espada”, é roteirista e protagonista, conduzindo a narrativa da série a partir de sua experiência real de formação nas Montanhas Wudang. Sua participação garante autenticidade e profundidade ao discurso filosófico e corporal da obra.Roteiro - Alberto ForjazPesquisador com trajetória ligada às artes marciais e à cultura oriental. Atua em projetos de consultoria cultural voltados à história e filosofia asiática. No projeto, é responsável pela coautoria do roteiro, com foco na estrutura filosófica e conceitual dos episódios, além da preparação técnica e acompanhamento dos treinos durante as filmagens. Sua função é assegurar a coerência entre as práticas corporais, os conceitos taoístas e a narrativa cinematográfica.Direção de Fotografia - Cícero BezerraCineasta e diretor de fotografia com ampla experiência em documentários, publicidade e cinema independente. Trabalhou em produções nacionais e estrangeiras, com domínio de captação digital de alta resolução (6K/8K) e uso de luz natural. Seu trabalho se destaca pela composição estética precisa e sensibilidade poética. No projeto, será responsável pela fotografia principal, desenho de luz, escolha de lentes e enquadramentos, captação de planos aéreos e supervisão de color grade. Sua função é traduzir visualmente o conceito taoísta de equilíbrio e fluidez proposto pela série.Direção de Produção - Eduardo AlmeidaProdutor e assistente de direção com mais de 20 anos de experiência em produções audiovisuais internacionais de médio e grande porte. Produziu diversos filmes, documentários e séries, além de eventos de promoção cultural entre Brasil e China. No projeto, será Diretor de Produção na China, apoiando as etapas de filmagem, transporte, logística e acompanhamento técnico de equipe e equipamentos.Produção - Janaína MelloProdutora cultural e gestora de eventos com ampla experiência em organização de mostras audiovisuais e projetos internacionais. Atuou na coordenação de logística e produção de campo em diferentes estados brasileiros e em projetos com instituições estrangeiras. Em “A Jornada da Espada”, é responsável pela produção, organização de cronogramas, contratos e comunicação com as equipes no Brasil e na China, garantindo o fluxo operacional do projeto.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.