Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.
O projeto "Bem Viver: arte e educacao em pracas e parques" prevê a realização de uma mostra artística-cultural contendo apresentações artistícas e atividades de mediação cultural presenciais no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte. A programação será voltada para para estudantes da rede pública de ensino da cidade e frequentadores do Parque, envolvendo apresentações cênicas com tradução pra Libras e atividades de mediação cultural, com o objetivo de promover o acesso democrático, crítico e sensível a esse espaço público de arte e natureza, aproximando diferentes públicos às linguagens artísticas e aos patrimônios materiais e imateriais da cidade. A programação será executada durante o ano de 2026 e será totalmente gratuita.
Apresentações ArtísticasAs apresentações artísticas serão selecionadas por meio curadoria, priorizando propostas que dialoguem com os princípios do projeto: acesso democrático à cultura, valorização da diversidade e ocupação criativa do espaço público. A curadoria buscará contemplar diferentes linguagens, como música, teatro, dança, circo, contação de histórias e performances, garantindo pluralidade estética e representatividade de artistas, grupos e coletivos de Belo Horizonte e região metropolitana. Haverá tradução para Libras em todas as apresentações, que serão abertas ao público e após as visitas de mediação cultural com as escolas. As apresentações acontecerão em diálogo com o ambiente do Parque Municipal, respeitando sua dinâmica e potencializando a interação com o público espontâneo. Total de apresentações artísticas: 10.Visitas de Mediação CulturalAs visitas de mediação cultural são encontros guiados no Parque Municipal Américo Renné Giannetti em que artistas e arte-educadores conduzem grupos, especialmente de crianças e adolescentes de escolas públicas, para interação com a natureza e diálogo sobre temas culturais, sociais e ambientais. Essas visitas não se limitam a apresentar obras, atividades ou espaços: elas criam pontes de significado entre o conteúdo artístico-pedagógico do projeto e a realidade dos participantes, estimulando a escuta, a troca de saberes e a participação ativa. A mediação cultural é adaptada a diferentes faixas etárias e contextos, valorizando a diversidade de repertórios e incentivando a ocupação afetiva e crítica dos espaços públicos. Total de visitas de mediação cutural: 14.Cartilha Arte-EducativaÉ um material educativo elaborado para registrar, sistematizar e difundir as práticas, saberes e experiências desenvolvidas ao longo das atividades. Voltada para educadores, artistas, gestores culturais e público interessado, a cartilha apresenta conteúdos sobre as história, educação patrimonial, sustentabilidade e ocupação do espaço público adotadas no projeto, além de imagens que fortalecem o impacto social e cultural do Bem Viver. Esse recurso tem o objetivo de ampliar o alcance e a continuidade das ações, servindo como recurso didático para replicação em outros contextos e incentivando a promoção do Bem Viver em diferentes territórios. Total de exemplares a serem distribuidos: 1.000 unidades.
Objetivo Geral Realização de uma programação artística-cultural no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, voltada para estudantes de escolas públicas e frequentadores do Parque, com apresentações artísticas e visitas de mediação cultural, a fim de contribuir com a reflexão e o pertencimento desses sujeitos em relação ao patrimônio cultural, em Belo Horizonte.Objetivos específicos- Realizar 10 apresentações artísticas cênicas com recurso de acessibilidade (tradução para Libras);- Realizar 10 visitas de mediação cultural com escolas públicas, municipais e estaduais, com previsão de atender 450 estudantes e educadores;- Realizar 04 visitas de mediação cultural com frequentadores do Parque;- Produção e distribuição gratuita de 1.000 cartilhas arte-educativa;- Realizar de 02 intervenções arte-educativas com a população em situação de rua frequentadora do Parque, como possibilidades de socialização e inclusão social (Contrapartida Sociocultural).
O Parque Municipal Américo Renné Giannetti, o mais antigo patrimônio ambiental de Belo Horizonte, foi inaugurado em 26 de setembro de 1897 pela comissão responsável pelo planejamento da capital mineira. Localizado no hipercentro, uma das regiões mais movimentadas da cidade, o Parque desempenha um papel fundamental no equilíbrio entre urbanização e preservação ambiental, sendo um refúgio para a fauna e um espaço de respiro para seus frequentadores. Sua área abriga uma diversidade de espécies nativas e exóticas, além de valor arquitetônico e relevância cultural e social para a cidade. Muito visitado por sua localização privilegiada, beleza natural, obras históricas e diversas opções de lazer, o Parque Municipal oferece brinquedos, barquinhos a remo, áreas esportivas, bares e eventos culturais. Além disso, serve como espaço de acolhimento para diferentes públicos, incluindo pessoas em situação de rua, trabalhadores, famílias de diversas classes sociais e turistas em busca de um ambiente tranquilo próximo à Rodoviária, Estação Ferroviária, Circuito Cultural de Belo Horizonte, e à tradicional Feira Hippie, realizada aos domingos.Esse cenário que engloba manifestações culturais e artísticas, em meio à natureza, é o palco do projeto Bem Viver, que se orienta pela democratização do acesso às artes e ao patrimônio, como também pelo direito à cidade, proporcionando momentos formação de público e inclusão social, através as artes cênicas e mediação cultural. O programa vanguardista realizará gratuitamente as apresentações artísticas e visitas mediadas pelo Parque, para estudantes de escolas públicas e para públicos frequentadores.De acordo com o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), a mediação cultural é um campo estratégico de atuação que visa ampliar a fruição, a reflexão e o pertencimento dos sujeitos em relação ao patrimônio cultural, promovendo a interlocução entre as experiências dos visitantes e as dimensões históricas, artísticas e sociais dos espaços visitados (IBRAM, Política Nacional de Educação Museal, 2017).No caso do projeto Bem Viver, as mediações ocorrem em praças e parques de Belo Horizonte, com ênfase no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, reconhecendo esses lugares como territórios educativos. A proposta parte da escuta e da valorização dos saberes populares e das memórias urbanas, articulando práticas de educação ambiental, arte-educação e educação antirracista. Essas ações são fundamentais para efetivar o direito à cidade e à cultura, conforme as diretrizes do Sistema Nacional de Cultura e do Plano Nacional de Cultura (Lei nº 12.343/2010), que preveem a ampliação da participação social e o fortalecimento das políticas de formação e mediação.Além disso, as visitas mediadas dialogam com os objetivos do IBRAM e do MinC de fomentar a educação patrimonial como ferramenta de cidadania, incentivando o reconhecimento das diversidades culturais e ambientais que compõem o imaginário e a identidade local. Desse modo, as mediações culturais no Bem Viver são compreendidas não apenas como visitas guiadas, mas como encontros de trocas e construção de sentidos, capazes de despertar a curiosidade, o cuidado e o compromisso coletivo com os espaços públicos, as artes, o patrimônio e a memória.O projeto tem como diretriz boas práticas de cidadania e a diversidade, priorizando a contratação de profissionais negros, mulheres, pessoas com deficiências, mulheres mães e pessoas integrantes da população LGBTQIAPN+. Dessa forma, a iniciativa busca promover empregabilidade e equidade, alinhando-se aos princípios de uma sociedade mais inclusiva, pautada na arte-educação, cultura e consciência ambiental. Ainda, haverá duas internveções com a população em situação de rua como forma de contrapartida social, fortalecendo as relações e acesso ao projeto por parte desse públcio que frequenta o parque.Como fomento da programação cultural no Parque Municipal, a aprovação deste projeto dará continuidade às ações que serão realizadas em 2026 com incentivo da LMIC BH, fortalecendo a captação de recursos e garantindo a continuidade dessas atividades tão significativas para a população. O projeto dialoga com políticas públicas de valorização do espaço público e de formação de públicos, promovendo inclusão social e estimulando a participação cidadã. Sua programação plural contempla diferentes linguagens artísticas e públicos, garantindo impacto sociocultural expressivo para o acesso às artes e educação patrimonial na cidade. O investimento via Lei Rouanet assegurará a qualidade, a continuidade e o alcance das atividades, fortalecendo a economia criativa e o direito à fruição cultural em Belo Horizonte.
O projeto Bem Viver tem se destacado como uma iniciativa essencial para a valorização do Parque Municipal Américo Renné Giannetti, contribuindo para o fortalecimento da arte e educação patrimonial local. Por meio de atividades artísticas e educativas, o projeto atrai moradores e visitantes, promovendo o conhecimento e o apreço pelo patrimônio material e imaterial desse território. Além disso, o Bem Viver atua diretamente na promoção das artes cênicas, sensibilizando os participantes através do contato gratuiro com diverssas linguagens artísticas.O compromisso do projeto com a diversidade e a valorização das culturas negras e de outros grupos historicamente marginalizados reafirma a importância de garantir espaços onde diferentes histórias e saberes possam ser celebrados e compartilhados, contribuindo para a construção de uma cidade mais justa e plural. Para que essa iniciativa continue a oferecer atividades gratuitas e acessíveis, conectando arte, cultura, natureza e cidadania, é fundamental contar com o apoio financeiro proveniente da Lei Federal de Incentivo à Cultura, que assegura a manutenção e a ampliação das ações, beneficiando diretamente a comunidade e fortalecendo a memória.
Apresentações ArtísticasDuração: 10 apresentações artísticas (duração de até 80min. cada apresentação)Período: Maio a Outubro (06 meses)Proposta de Curadoria: O Bem Viver propõe a ocupação cultural do Parque Municipal por meio de uma programação artística diversa, que dialogue com a comunidade local, valorize as expressões populares e promova o acesso democrático à cultura. A curadoria visa selecionar 10 espetáculos que representem pluralidade estética, diversidade de linguagens e temáticas que dialoguem com os princípios do projeto, como inclusão social, sustentabilidade, ancestralidade afrobrasileira e originária, e pertencimento ao espaço público.Visitas de Mediação CulturalDuração: 10 escolas públicas e 04 grupos de frequentadores (duração 04 horas cada encontro)Período: Maio a Outubro (06 meses)Proposta Pedagógica: O programa arte-educativo Bem Viver irá promover uma educação artística e ambiental crítica e transformadora, que valorize a diversidade cultural e racial, fomentando a consciência coletiva sobre as relações históricas, sociais e naturais presentes no Parque Municipal Américo Renné Giannetti e seu entorno. A proposta se inspira na pesquisa acadêmica e experiências laborais de Pipe Nascimento, que articula arte-educação antirracista com práticas de resistência e cuidado coletivo. Considera o entrelaçamento entre memória, ancestralidade negra, territorialidades e saberes tradicionais, incorporando princípios da educação popular e inclusão social. Por meio de uma pesquisa que será realizada em 2026 com recursos da LMIC BH, haverá um estudo aprofundado em documentos oficiais (leis, políticas públicas, planos municipais), artigos acadêmicos e relatórios que tratem de educação antirracista, inclusão social, biodiversidade urbana e gestão cultural, para fundamentar a intervenção pedagógica no Parque. A metodologia prevê também um diálogo com trabalhadores, gestores públicos, educadores e agentes culturais envolvidos, buscando compreender as dinâmicas sociais, culturais e ambientais locais e os desafios e potencialidades para a mediação cultural e educativa. Além disso, serão realizadas aulas-conexões, através de encontros educativos com especialistas das áreas de botânica, educação antirracista, inclusão social e direitos humanos, visando estabelecer conexões interdisciplinares que enriqueçam o programa Bem Viver e suas visitas mediadas às apresentações artísticas. Seus materiais consistem na cartilha arte-educativa e no uso de artefatos socioculturais que remetem às diversas culturas, como instrumentos de percussão, tecidos, materiais de origem natural e instrumentos musicais.Cartilha Arte-EducativaQuantidade: 1.000 unidadesDistribuição: Maio a Outubro no Parque Municipal (06 meses)Proposta Editorial: A cartilha do Bem Viver é um importante instrumento para promover a educação patrimonial e antirracista, valorizando a história, cultura e biodiversidade do Parque Municipal Américo Renné Giannetti. Com uma linguagem acessível e fonte legível, ela aproxima crianças e adultos do patrimônio local por meio de textos curtos e ilustrações autorais que transmitem movimento, natureza e alegria. A seção sobre a história do parque destaca múltiplas narrativas, incluindo aquelas das populações negras que ajudaram a construir o território, promovendo uma visão crítica e inclusiva. Já a parte de cultura e meio ambiente conecta saberes ancestrais e contemporâneos, reforçando a importância do cuidado coletivo. Página para colorir e espaço para as crianças expressarem suas ideias fortalecem o protagonismo infantil e o engajamento com o cuidado do Parque. A cartilha tem função pedagógica que estimula a reflexão, o pertencimento e a valorização da diversidade cultural e ambiental, alinhada aos princípios da educação antirracista.
A acessibilidade do projeto se dará por meio da tradução simultânea para Libras durante as 10 apresentações artísticas abertas aos estudantes de escolas públicas. Além disso, a cartilha arte-educativa prevê um processo de criação que dialoga com a inclusão social, portanto irá imprimir letras em tamanho maior, como também, utilizará das ilustrações para se comunicar de forma artística e sensível. Por fim, o Parque Municipal possui acessibilidade arquitetônica, com piso tátil, corrimãos, rampas de acesso, banheiros para PNE, além de ser um local central e de fácil acesso para o público poder participar de todas as atividades da programação (apresentações artísticas, intervenções e visitas de mediação cultural).
A democratização do acesso ao projeto ocorrerá ao longo de toda a sua execução, garantindo que as atividades e os produtos gerados sejam disponibilizados gratuitamente ao público em geral. As atividades de mediação cultural serão oferecidas para 450 estudantes e educadores de escolas públicas em Belo Horizonte,oferecendo transporte a lanche para todas as pessoas. Ainda, serão ofertados 04 visitas de mediação cultural para públicos espontâneos frequentadores do Parque, oportunizando o acesso por parte de pessoas de diferentes classes sociais, gêneros, faixas etárias e etnias. Em se tratando das apresentações artísticas, haverá divulgação nas mídias sociais e o acesso às apresentações será gratuito, sem limitação de participantes, garantindo assim a democratização do acesso para públicos distintos, mesmo que sejam destinadas para estudantes de escolas públicas participantes das visitas de mediação cultural. Além disso, a localização do Parque, na região central de Belo Horizonte, favorece a descentralização do acesso aos produtos culturais do projeto, permitindo a convergência de pessoas de diferentes bairros e realidades sociais, bem como turistas, ampliando o alcance territorial das ações. Por fim, haverá duas intervenções arte-educativas com pessoas em situação de rua que frequentam o Parque, buscando incluir essas pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social na programação artística-cultural ofertada pelo projeto. Dessa maneira, Bem Viver contará com uma programação livre, gratuita e de fácil acesso para pessoas diversas.
Pipe Nascimento - Direção de ProduçãoIdealizadora e atuante no Bem Viver como Diretora Geral e responsável pela Produção. Mestra em Educação e Formação Humana pela UEMG, Pipe é gestora cultural, arte-educadora e curadora, com mais de 15 anos de experiência em projetos voltados para populações historicamente excluídas, como pessoas em situação de rua, juventudes periféricas e mulheres trans e travestis. Coordena a plataforma Mostra de Arte Urbana, dedicada à formação em arte-educação antirracista, e é autora do livro Coração de Bananeira, obra que articula ancestralidade, oralidade e memória negra. Realiza consultorias em projetos culturais, docência em cursos de gestão e produção cultural, e já produziu eventos importantes em Belo Horizonte em territorio nacional. No Bem Viver, alia sua trajetória acadêmica e prática de campo para garantir rigor metodológico, relevância social e impacto artístico na ocupação cultural do Parque Municipal Américo Renné Giannetti.Rafaela Kênia - Coordenação de Arte-EducaçãoAtua no Bem Viver como Coordenadora de Arte-Educação. Arte-educadora, atriz e produtora cultural, desenvolve há mais de 10 anos trabalhos que integram teatro, música, contação de histórias e práticas educativas em escolas, centros culturais e espaços públicos. Tem experiência em projetos de mediação cultural e formação de públicos, com destaque para ações que valorizam culturas populares, diversidade e processos colaborativos de criação. Sua trajetória inclui participação em festivais de artes cênicas, oficinas para crianças e jovens, e coordenação de atividades formativas em instituições culturais de Belo Horizonte e região metropolitana. No Bem Viver, é responsável por articular a programação pedagógica, garantindo a qualidade das oficinas e vivências, e formar uma equipe comprometida com os princípios de inclusão, diálogo e valorização das expressões culturais diversas.Viviane Melo - Gestão do ProjetoEm Bem Viver atua como Gestora de Projetos (Prestação de Contas). Tem 20 anos de experiência adminsitrativa e gerencial. Possui sólida experiência na administração de projetos socioculturais e esportivos, atuando na execução orçamentária e prestação de contas. Trabalhou em iniciativas apoiadas por leis de incentivo e editais públicos, sempre assegurando conformidade técnica, planejamento financeiro e eficiência operacional. No Bem Viver, é responsável por gerir recursos e garantir que as ações ocorram dentro do cronograma e dos parâmetros de qualidade previstos, assegurando o pleno funcionamento das atividades no Parque Municipal Américo Renné Giannetti.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.