Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 2515118Expirado o prazo de captação totalMecenato

ENTÃO, FOI ASSIM? OS BASTIDORES DA CRIAÇÃO MUSICAL BRASILEIRA - COMPOSITORES MINEIROS

ASSOCIACAO BRASILIENSE DE APOIO AO VIDEO NO MOV POPULAR
Solicitado
R$ 275,2 mil
Aprovado
R$ 275,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
DF
Município
Brasília
Início
2026-02-01
Término

Resumo

O projeto propõe a edição do livro Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira _ Compositores Mineiros, de Ruy Godinho, dando continuidade à série iniciada em 1997 e já consolidada em quatro volumes publicados em 2008, 2010, 2013 e 2017. E no livro Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira _ Compositores Amapaenses, lançado em 2018. A obra reúne relatos sobre a gênese de canções de autores mineiros, revelando processos criativos, parcerias, emoções e circunstâncias que marcaram a feitura das obras. O livro dá voz a compositores de diferentes épocas, gêneros e movimentos, sistematizando memórias e experiências que compõem a história da música brasileira. Mais do que registrar as gêneses de sucessos musicais, o volume busca valorizar a diversidade da produção musical de Minas Gerais, sobretudo do Clube da Esquina e ampliar o alcance de uma pesquisa fundamental para a preservação e difusão de nossa identidade cultural.

Sinopse

Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – Compositores Mineiros dá continuidade à premiada série idealizada por Ruy Godinho, que desde 1997 vem registrando a gênese de grandes canções brasileiras. Neste volume, o foco se volta para Minas Gerais, berço de compositores fundamentais da nossa música.A partir de entrevistas e relatos emocionantes, o autor revela os processos criativos, as parcerias, os sentimentos e as circunstâncias que deram origem a obras que marcaram épocas e gerações. Cada história ilumina o instante mágico da criação musical, revelando segredos, inspirações e curiosidades até então pouco conhecidos do grande público.Mais que um registro documental, o livro é um mergulho na memória afetiva e artística do Brasil, celebrando a riqueza e a diversidade da canção mineira e ampliando a compreensão de sua importância na construção da identidade cultural brasileira.O CRIADOR DE SENSAÇÕES O trabalho de Ruy Godinho tem algo de demiúrgico, no sentido de que possui uma força criativa poderosa, um artesanato próprio, e, em sentido mais figurado, uma energia capaz de recriar universos inteiros, pelo entalhe cuidadoso e dedicado, pela profundidade do mergulho e fôlego exigidos na tarefa de tornar viva a lembrança de um momento único - o sopro da criação que faz nascer uma canção popular. O que ela traz, desde seu berco, que a torna tão única e essencial, para sempre impressa na alma popular brasileira? A palavra poderia se referir ainda ao minucioso esforço de pesquisa que antecede a revelação e acomoda o leitor desse terceiro tomo de uma bela série num confortável leito de informações sobre história e política, modos e costumes, práticas e teorias, em suma, a própria realidade e todos os aspectos relevantes que envolvem o universo da criação da canção popular brasileira. O tema, por si mesmo, é poderoso, vasto e denso. A coleta de Ruy Godinho trata de cristalizar no tempo e no espaço, através da palavra impressa, o justo instante que transformou a ideia em ato, o sentimento em verso, o potencial em energia viva e pulsante. E, como falei lá atrás, tudo que envolveu ou motivou aquele instante. Da vida infantil à carreira de sucesso, tudo é tema, tudo é esmiuçado. Mais de cem anos de música popular brasileira são repassados assim, pelo lado de dentro, no testemunho dado sempre que possível na primeira pessoa do singular, pelo próprio artista criador, sobre a motivação e a circunstância, o preciso ato de criar justamente aquela obra singular. Assim saberemos - neste caso, não pelo autor - que um dos grandes hits brasileiros de todos os tempos, A Casinha Pequenina, ("tu não te lembras da casinha pequenina /onde o nosso amor nasceu..") foi composta "anonimamente", se é que compreendem a dubiedade intencional do termo, pelo paraense Bernardino Belém de Souza, num tempo em que não existia direito autoral no Brasil e que a canção era considerada "passarinho é de quem pegar". Segundo a rica narrativa de Ruy Godinho, o desrespeito era tanto que, em 1903, a maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga, numa visita a Paris, encontrou partituras de composições suas numa loja especializada, editadas por uma editora alemã, autorizadas à revelia da autora pelo "amigo" Fred Figner, tcheco dono da famosa Casa Edison, responsável pelas primeiras gravações fonográficas feitas no Brasil. O trabalho criador de Ruy se revela também na qualidade das indagações e temas "paralelos" que propõe na captura das entrevistas, instigando o autor a abrir plenamente o coração e a memória, numa busca proustiana do tempo passado, reavivado não por ruidos de talheres e sinos ou pelo gosto da madeleine, mas pela escuta dirigida e atenta dos sons e silêncios que o próprio artista um dia criou. A lista de autores que este livro abrange é portentosa e eclética, como o é a própria música popular brasileira. Modestamente aceitei o convite do amigo Ruy e contei-lhe como compus, juntamente com meus irmãos Lô e Bituca, o "Clube da Esquina nº 2". Meu depoimento faz parte deste volume, mas absolutamente não sugiro que isso torna o livro portentoso. Acrescento que não me sentiria à vontade citando apenas três ou quatro, ou mesmo cinco ou seis, nesta coletânea de obras geniais e essenciais à fonografia brasileira. No entanto, depois que li e reli com delícia e encantamento tantas dezenas de histórias musicais, não posso evitar a lembrança da emoção que senti ao ler a narrativa do encontro de meu querido amigo Caetano Veloso com o pai de Torquato Neto, em Teresina, quando ambos tomam na varanda a típica bebida chamada cajuína e, num dado momento, o pai do falecido poeta vai até o jardim e colhe para Caetano uma rosa, e este instantanamente cai em prantos convulsivos. " Pois quando tu me deste a rosa pequenina /vi que és um homem lindo..."etc. Também não vou conseguir a isenção de não citar mais dois ou três histórias igualmente notáveis que envolvem a criação de, por exemplo, "Besta é tu", quando Morais Moreira relembra o velho refrão com que eram "zuados" os violonistas iniciantes, no interior da Bahia: "Então, já sabe tocar o besta-é-tu?" - e essa pergunta se referia a um exercício primário, uma valsa, cujo ritmo "tum-te-te, tum-te-te" (segundo omomatopéia do próprio compositor) sugeria aquelas palavras. Quando virou letra pronta, uma das locomotivas dos Novos Baianos, "Besta é Tu" tornou-se imediatamente sucesso nacional. Não vou ficar aqui antecipando as surpreendentes revelações que este livro contém, nem tirar o inédito prazer de ninguém. Também nunca acho demais repetir que este é o terceiro volume da série Então Foi Assim? com que Ruy Godinho mais uma vez nos brinda, com seu belo texto, suas belas ideias, sua paciência de Jó e suas qualidades inatas de garimpeiro de almas e sons. Esta trilogia constitui um valioso instrumento para quem deseja estudar a história da moderna música brasileira e será de grande utilidade para pesquisadores e amantes do tema em geral. Por sí só, esta é uma grande contribuição de Godinho para a MPB. Quando reli o início deste prefácio, achei um pouco exagerada a expressão "demiúrgica". Sabe o que eu fiz? Corri de volta ao texto original, este que você, leitor, terá o prazer de saborear na sequência, me detive em cada detalhe, Fênix, Eu também quero beijar, Casa de Campo, Mama África, Besame, Beijo Partido, cada qual com sua história secreta, seu destino irreversível, prestei atenção ao encadeamento laborioso, ao acabamento bem polido, cheio de ritmo e emoção que o texto de Ruy imprime aos depoimentos espontâneos e desfiz aquela impressão de exagero. Na verdade, reafirmo que este trabalho tem é muito de demiúrgico, é um criador de mundos e sensações novas, por detrás daquilo que achávamos que sabíamos para descobrimos, de súbito, que tudo é pura novidade. E acrescento: ainda mais justa é a palavra, em se tratando de trabalho realizado por Ruy Godinho, um ser de raro talento e elevada estatura espiritual, um irmão de alma e de fé, como costumamos nos chamar amistosamente. Parabéns, irmão-amigo, por mais esta tacada certeira. Um beijo fraterno do Márcio Borges Escritor/compositor do Clube da EsquinaPrefácio do Volume 3.,

Objetivos

Objetivo GeralPublicar 2.000 exemplares e difundir o livro Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira _ Compositores Mineiros, de Ruy Godinho, assegurando a preservação, valorização e democratização da memória da canção brasileira, em consonância com o artigo 1º da Lei nº 8.313/1991, que dispõe sobre o apoio e incentivo à cultura no Brasil.Objetivos Específicos • Reunir e sistematizar relatos sobre a gênese de músicas de autores mineiros de diferentes épocas e estilos, alinhando-se ao artigo 3º, inciso I, que trata da preservação da memória cultural brasileira; • Valorizar a contribuição de Minas Gerais para a música popular brasileira, em conformidade com o artigo 3º, inciso II, que estabelece a difusão de bens culturais como área de atuação; • Oferecer ao público leitor, pesquisadores e estudantes uma obra de referência sobre criação musical, contribuindo para a formação e acesso ao conhecimento, conforme previsto no artigo 1º da Lei; • Fortalecer a memória cultural brasileira, preservando histórias e contextos de obras significativas, atendendo ao disposto no artigo 3º, inciso I; • Ampliar o alcance da série Então, foi assim?, consolidando sua importância como registro documental e artístico, em consonância com o artigo 18 da Lei nº 8.313/1991, que permite o enquadramento de projetos culturais voltados à produção e publicação de obras literárias.• Realizar show de lançamento, gratuito, com banda local, enfocando 8 músicas do repertório do livro, que terão as histórias de suas gêneses contadas, mas também detalhes dos processos criativos de seus compositores.• Distribuir 200 exemplares por bibliotecas públicas da relação proposta pelo MinC, mas também das 27 bibliotecas públicas das Regiões Administrativas do Distrito Federal.

Justificativa

JustificativaA música popular brasileira é uma das maiores expressões de nossa identidade cultural, mas ainda carece de registros sistematizados que preservem a memória de seus criadores e seus processos criativos. A série Então, foi assim? vem suprindo essa lacuna desde 2008, tornando-se referência no registro dos bastidores da criação musical. Este novo volume, dedicado aos compositores mineiros, é de grande relevância, pois Minas Gerais é berço de nomes fundamentais da música brasileira, que transitam por diferentes gêneros e movimentos culturais. Dentre eles Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Márcio Borges e outros, que criaram o movimento musical que mais enriqueceu a música brasileira, tanto na diversidade das harmonias quanto na qualidade das letras, o Clube da Esquina.A publicação atende ao disposto no artigo 1º da Lei nº 8.313/1991, que estabelece como objetivo da Política Nacional de Cultura o apoio, valorização e difusão da cultura brasileira, bem como ao artigo 3º, incisos I e II, que definem como áreas de atuação cultural a preservação da memória e a difusão de bens culturais. Enquadra-se ainda no artigo 18, por tratar-se de projeto de caráter cultural que contempla a produção e publicação de obra literária, com relevância para a formação e circulação de bens culturais de natureza artística.Assim, o projeto contribui para a valorização da música popular brasileira, assegurando o acesso de pesquisadores, estudantes, artistas e do público em geral a relatos inéditos sobre a gênese de obras que marcaram gerações. Trata-se, portanto, de ação de preservação da memória, mapeamento de processos criativos, detalhamento das relações de parcerias, estímulo à reflexão crítica e fortalecimento da cultura nacional.No show de lançamento no Clube do Choro de Brasília, com banda local e contador de histórias, serão enfocadas as gêneses de 8 músicas do repertório do livro e será gratuita ao público (cerca de 400 pessoas), que é o limite da lotação da casa.

Estratégia de execução

Aperitivo do livro:TODO AZUL DO MARQuando as relações amorosas e os casamentos terminam por causa de uma decepção ou de uma traição, há pessoas que não suportam nunca mais ver o vídeo da cerimônia ou o álbum de fotos do casamento. Se uma música havia sido eleita como a trilha do casal, por mais bonita que seja, nunca mais será ouvida com o mesmo prazer, por remeter agora às lembranças de dor e de frustração. A música destaque deste capítulo é Todo azul do mar, que envolve uma abordagem afetiva avassaladora, amor à primeira vista – quatro pneus e o estepe arriados –, na construção da letra. E uma relação conjugal feliz e tranquila, na construção da melodia. É Flávio Venturini, autor da melodia, quem conta a versão dele. “Eu estava casado com a Léa [Zagury]. Eu sempre falo que o Rio de Janeiro, principalmente nos anos 1980/90, foi particularmente uma fase importante pra mim. Eu morei vinte e seis anos no Rio, no mesmo lugar, um apartamento no Jardim Botânico, um lugar maravilhoso, uma visão da floresta. Quando perguntam: “Tem saudades do Rio?” Eu falo: ‘Tenho saudades do cheiro do Jardim Botânico[3]’.”A esta afirmativa, o nosso Maestro Soberano concordaria plenamente. Tom Jobim também amava o Jardim Botânico, sabia os nomes das plantas, a origem tupi guarani de algumas árvores, os nomes científicos de outras; amava os passarinhos, aos quais imitava usando apitos especiais fabricados no Espírito Santo. Certamente, gostava do cheiro do lugar que prestigiava com visitas frequentes. “E eu tinha uma vida muito saudável nessa época. Eu casado com a Léa, estava vivendo um casamento muito feliz. Eu tinha um piano acústico, na minha sala – que depois eu até levei para um sítio. Eu me lembro de ter acordado, em uma daquelas manhãs luminosas do Rio de Janeiro, de ter ido ao piano e feito a música. Não tem uma história muito intrincada. Mas, eu me lembro dessa coisa natural, de ter ido ao piano e ter composto essa música”, relembra Flávio.Flávio Venturini criou um tema romântico e não botou título. Passou a melodia ao parceiro Ronaldo Bastos, um dos grandes letristas brasileiros, responsável pela introdução da temática holística nas letras do Clube da Esquina.“Quando o Ronaldo me mostrou a letra eu tive um choque. Aliás, várias vezes que o Ronaldo me mostrou letras eu chorei muito. Ele sacou a minha veia romântica e tocou na ferida, no romantismo que eu tenho dentro de mim. Ronaldo é genial. Essa música, talvez junto com Nascente, seja uma das músicas mais importantes da minha carreira.”A abordagem avassaladora que gerou a letra, a que me referi anteriormente, não foi lá aquela brastemp. Os pneus logo voltaram a se encher, junto com o estepe. Quem conta é Ronaldo Bastos. “Todo Azul do mar é daquelas músicas que você faz para pessoa que não merece e que depois passa a não ter importância nenhuma. Isso é que é o melhor. Chuva de prata foi um pouco assim também. Sempre tem isso. Porque você olha assim e diz: ‘Ai meu Deus, não era nada disso!’ Mas, tudo certo. Naturalmente eu gosto muito dessa música porque eu acho que todo mundo gosta e que toca até hoje. Tem uma palavra que o Washington [Olivetto] às vezes me sacaneia e diz que eu sou a única pessoa que consegue colocar a palavra “visgo” na música popular. E eu digo: ‘Não, tem muita música com a palavra visgo[5].’” Não é modéstia, não. Ronaldo tem razão. “Mas, ela tem uma coisa que me aproximou mais da galera que faz música romântica. Eu acho que é uma dessas músicas que diminuiu esse caminho. Você vê que, de alguma maneira, ela é gravada. Foi gravada pelo Daniel... Porque é uma música do cara que não viu o mar. Claro, eu nasci na praia de Icaraí, eu já vi o mar assim desde que nasci. Mas, é um mistério a primeira vez de qualquer coisa. Eu gosto dessa música particularmente porque é uma música boa para as pessoas. A quantidade de casamentos que toca Todo Azul do mar, alguém canta. Eu acho ela uma música encantadora por isso. E é bom também quando você tem uma música que toca sempre. Uma das melhores coisas da vida do compositor é você ouvir a música assim e ninguém saber que é você o autor.”Flávio Venturini acredita que Todo azul do mar foi feita no momento mais marcante do encontro dele com Ronaldo Bastos.“Eu acho que é uma letra eterna. Foi uma das músicas que no final a gente ficou discutindo. Em geral essas músicas eu chorei quando eu vi a letra. Foi muito emocionante. Eu lembro de que no estúdio, ouvindo o Todo Azul do mar, num disco que o 14 Bis gravou com várias músicas bonitas, na época, eu fiquei quietinho no meu canto. Eu sabia que aquela música era a melhor do disco. Não só porque era minha, mas porque a gente tem sensibilidade para isso. Mas, o pessoal falou: Vamos botar esse rock aqui como música de trabalho. Aí entrou o Marcos Kilzer, que era o Diretor de nossa editora, nosso amigo e falou: “O que é que é isso? Não vai ser Todo azul do mar a música de trabalho?” Quando ele ouviu – acho que já tinham lançado o single – ele disse: “Tem que ser essa!” E a música naturalmente estourou nas rádios do Brasil inteiro. Acho que é uma letra especialíssima do Ronaldo Bastos. E eu acho que eu fui muito feliz na canção também. E ainda contemplou aquela coisa do mineiro que viu o mar pela primeira vez, que é sempre uma grande emoção.”Ronaldo, embora tenha uma voz bonita, ainda não levou à sério sugestões para gravar suas próprias canções. Se contenta com os bastidores e com a invisibilidade. Até brinca com isso.“Pra um cara que sempre tem frases feitas, eu tenho uma que eu andei usando muito, em alusão ao movimento Procure Saber, que é o Procure Aparecer. Ou seja, fazer um movimento para aparecer. Por exemplo, tem gente que não quer nada, quer só aparecer. Mas o meu negócio não é o procure aparecer. É o Procure desaparecer. Então, essa coisa das pessoas cantarem as minhas músicas, eu estando perto, pra mim é a consagração. É a melhor coisa que tem. O rádio tocar, a pessoa cantar ali no ônibus. Raríssimas vezes já fiz, mas em situações muito especiais, quando o papo do taxi está bom e não sei o quê, aí eu vou sair do taxi e eu falo: Essa música que estava tocando é minha.” E quase sempre deixa o interlocutor incrédulo."Não é minha função desvendar as intimidades pessoais dos meus entrevistados e procuro ser bastante respeitoso com o que pode e deve ser publicado. Mas, sem dúvidas, bateu uma curiosidade para saber mais sobre quem e em que circunstâncias se deu a inspiração para a criação da letra enfocada. Ronaldo não assente e sai pela tangente. “Esse negócio da inspiração, como no caso de Todo azul do mar, não tem importância. Você sente que tem umas coisas assim de umas músicas... Por exemplo, você pega uma música do Cartola e você sente que ele só fez aquela música porque ele precisava. Depois quando ela é gravada, você vê que também precisava dessa música. Eu precisava dessa música, mas não dessa maneira. Eu precisava fazer, porque assim como o Cartola, eu preciso fazer isso, mas não era uma coisa que falasse da minha vida. Então essa coisa assim de a quem eu dediquei originalmente, não tem importância nenhuma por causa disso”, encerra Ronaldo Bastos.Todo azul do mar(Flávio Venturini/Ronaldo Bastos)Foi assim Como ver o mar A primeira vez Que meus olhos Se viram no seu olharNão tive a intenção De me apaixonar Mera distração e já era Momento de se gostarQuando eu dei por mim Nem tentei fugir Do visgo que me prendeu Dentro do seu olharQuando eu mergulhei No azul do mar Sabia que era amor E vinha pra ficarDaria pra pintar Todo azul do céu Dava pra encher o universo Da vida que eu quis pra mimTudo que eu fiz Foi me confessar Escravo do seu amor Livre pra amarQuando eu mergulhei Fundo nesse olhar Fui dono do mar azulDe todo o azul do mar

Especificação técnica

Especificações Técnicas do ProdutoO livro Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – Compositores Mineiros será produzido com padrão editorial de alta qualidade, garantindo durabilidade e acabamento sofisticado. • Formato fechado: 16 x 22 cm • Número de páginas: 320 • Miolo: papel pólen soft LD 80 g, impressão 1/1 cor, acabamento dobrado, refilado e brochura colada à quente (PUR) • Capa: papel cartão supremo LD 300 g, impressão 5/0 cores, textura especial, alto-relevo, laminação BOPP fosca, aplicação de verniz localizado na frente, clichê com corte especial • Orelhas: 8,6 cm • Acabamento final: livro costurado e colado com tecnologia PUR, assegurando maior resistência e longevidade do exemplarO conjunto desses elementos confere ao livro sofisticação estética, conforto na leitura e preservação de qualidade ao longo do tempo, atendendo ao público leitor, pesquisadores e bibliotecas com exemplar de referência cultural e editorial.O show de lançamento, no Clube do Choro, com a presença de banda local, intérpretes e contador de história (autor), será gratuito (400 pessoas) e enfocará as gêneses de 8 músicas constantes do livro, que serão ilustradas pela banda e intérpretes.

Acessibilidade

AcessibilidadeCom o objetivo de ampliar o acesso e garantir a inclusão de pessoas com deficiência visual ou com dificuldades de leitura, o projeto prevê a produção de um audiolivro integral do título Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – Compositores Mineiros. A versão em áudio será gravada com qualidade profissional e disponibilizada gratuitamente no site oficial do projeto (www.entaofoiassim.com.br), permitindo que leitores de todo o país tenham acesso ao conteúdo em formato acessível.Além de beneficiar pessoas cegas, o audiolivro atende também públicos com baixa visão, idosos e aqueles que preferem a experiência auditiva. A iniciativa está alinhada às diretrizes da Lei nº 8.313/1991, que orienta para a democratização do acesso aos bens culturais, bem como à política nacional de acessibilidade, ao promover condições de fruição cultural a diferentes perfis de público.Assim, o projeto reafirma seu compromisso com a inclusão, garantindo que a memória musical registrada na obra possa ser apreciada em múltiplos formatos e alcançando uma audiência mais diversa.O show de lançamento, no Clube do Choro, com a presença de banda local e contador de história, será gratuito (400 pessoas) e enfocará as gêneses de 8 músicas constantes do livro, que serão ilustradas pela banda e intérpretes.200 livros (10% da tiragem), serão distribuídos a bibliotecas públicas da relação oferecida pelo MinC, idem para bibliotecas públicas de 27 Regiões Administrativas do Distrito Federal, gratuitamente.

Democratização do acesso

Democratização de Acesso e Contrapartida SocialO projeto prevê ações concretas para assegurar a ampla circulação e o acesso democrático ao livro Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – Compositores Mineiros. Parte significativa da tiragem, será destinada à distribuição gratuita em bibliotecas públicas, universidades, escolas de música e centros culturais, especialmente em Minas Gerais e no Distrito Federal, de forma a beneficiar estudantes, pesquisadores, artistas e a comunidade em geral.Serão realizados eventos de lançamento abertos ao público, com entrada franca, em cidades estratégicas, favorecendo o encontro direto entre autor, obra e leitores. Além disso, será disponibilizada versão digital em formato acessível (PDF e ePub), garantindo alcance nacional, inclusive em regiões sem acesso físico aos exemplares impressos. Há ainda a versão em audiolivro, a ser disponibilizada gratuitamente no site específico da serie: www.entaofoiassim.com.br Essas medidas estão alinhadas ao artigo 1º da Lei nº 8.313/1991, que estabelece como princípio a valorização, difusão e democratização do acesso aos bens culturais, e reforçam o compromisso do projeto em ampliar a fruição cultural, atingindo diferentes públicos, inclusive aqueles historicamente com menos acesso a bens culturais de qualidade.Contrapartida SocialComo contrapartida social, além dos exemplares a serem distribuídos às bibliotecas preconizadas pelo Ministério da Cultura, serão doados exemplares do livro às 27 bibliotecas públicas do Distrito Federal, garantindo a disponibilização gratuita da obra a estudantes, professores, pesquisadores e leitores em geral. A iniciativa visa favorecer o acesso ao conteúdo cultural e histórico produzido, estimulando o uso educativo do material e contribuindo para a preservação da memória da música brasileira.O show de lançamento, no Clube do Choro, com a presença de banda local e contador de história, será gratuito (400 pessoas) e enfocará as gêneses de 8 músicas constantes do livro, que serão ilustradas pela banda e intérpretes.Além da edição impressa, o projeto prevê a produção de um audiolivro, versão integral da obra, destinada a pessoas com deficiência visual ou baixa visão. O material será disponibilizado gratuitamente em formato digital (MP3), por meio de parceria com instituições voltadas à acessibilidade, bibliotecas inclusivas e plataformas públicas de difusão de conteúdos acessíveis.Com essas ações, o projeto busca assegurar que o conhecimento sobre os bastidores da criação musical brasileira — em especial a contribuição dos compositores mineiros — alcance diferentes públicos, ampliando o impacto cultural e social da iniciativa e fortalecendo o princípio de acesso universal à cultura.

Ficha técnica

Ficha TécnicaPesquisador, produtor e escritor: Ruy GodinhoProdutora Editorial/Direção de Produção: Elizabete Braga de Oliveira (Presidenta da Abravideo).Revisora gramatical e de estilo: Adriane LorenzonDiagramaçao/Arte da capa: Bruno SoaresControle Financeiro: Jefferson OliveiraAssistente de Produção: Aryane SánchezSecretaria: Andréa Medina---------------------Pesquisador e escritor: Ruy Godinho, paraense é produtor multimídia, pesquisador, radialista e escritor. Fundador da ABRAVÍDEO, em jan/1991. É co-fundador e ex-presidente da TV Comunitária do DF/1997-2001.Coordenou a produção do Projeto Solidariedade Noruega Brasil, show com gravação de CD, ao vivo, para a Embaixada da Noruega, com 58 artistas, 14 noruegueses e 44 brasileiros, com renda do show e da prensagem para o Programa Fome Zero, do Governo Federal (2003). Produziu e apresentou o programa Roda de Choro, na Rádio Câmara FM 96,9 Mhz (Brasília-DF), de 2003 a 2023. Coordenou a produção e direção de 127 vídeos institucionais para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2005/07/09 e 2011; produziu CD Clodo Ferreira Interpreta Sinhô (2005). É autor da série Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira, Volumes 1 (2008), 2 (2010), 3 (2013) e 4 (2017). É autor do livro Então, foi assim? – Compositores Amapaenses, (2019). Produziu e apresentou o programa Então, Foi Assim? ( 2010/2022), na rádio Nacional FM e Rádio Cultura FM, de Brasília.Realizou a Coordenação de Acessibilidade do projeto Ijexá com Gana, em escolas públicas nas RAs do DF, em agosto/24.Palestrante e diretor geral do projeto Choro é coisa de gente jovem, realizado no contexto do I Festival Amazônia Eco Música, no CEPM Walkíria Lima, em Macapá, em setembro/24.Formado em Comunicação e Mobilização Social pela UnB (1998) e DRT na categoria de Locutor/Apresentador/Animador de programas de rádio sob o nº 0008203DF, de 25/06/2012. Direção Geral, Produtora Editorial: Elizabete Braga - Produtora Multimídia – 61-98121-0630Produtora multimídia com graduação em Produção Audiovisual, registro 6623/DF. Iniciou sua atuação no Distrito Federal como produtora em 2003, ano em que trabalhou na produção do Grande Show Solidariedade Noruega Brasil, apresentação musical, com gravação de CD, ao vivo, com artistas noruegueses e brasileiros. Dirigiu vídeos da área de educação da Fundação Banco do Brasil - Estação Digital, BB Educar e AABB Comunidade.Produziu o show de lançamento do livro Então, Foi Assim? Os bastidores da Criação musical brasileira - Volume I, de Ruy Godinho. Em 2008, fez a coordenação geral do Projeto Memória João Cândido - A luta pelos direitos humanos, que consiste na produção de um videodocumentário, um almanaque histórico, um site, uma exposição portátil e um livro foto-biográfico.Produziu o lançamento do livro Poder Local no Ar - Municipalização das Rádios Comunitárias e fortalecimento das esferas públicas locais no Brasil, de Adriane Lorenzon. Coordenou a produção de mais um Projeto Memória, cujo tema é Rondon - A construção do Brasil e a causa indígena. Em 2010 fez sua terceira participação no Projeto Memória, cujo tema é Drummond, testemunho da experiência humana, onde coordenou a produção das cinco peças que compõem o projeto. Atuou na produção do CD Estúdio, do cantor e compositor Eduardo Rangel. Realizou a produção editorial e a produção de lançamento da série de livros Então, Foi Assim? Os bastidores da Criação musical brasileira - Volumes 1, 2, 3 e 4. Fez a coordenação de produção do Projeto Memória Lélia Gonzalez - O feminismo negro no palco da história.Desde 2003, produz o programa “Roda de Choro” e, desde 2010, o programa “Então, foi assim?”, ambos transmitidos por mais de 270 rádios no Brasil e no exterior. Além de produzir os programas, produz também os flyers de divulgação de ambos.Currículo Proponente:A ABRAVÍDEO – Associação Brasiliense de Apoio à Comunicação e Cultura no Movimento Social foi criada em 1991 com o objetivo de desenvolver e executar projetos culturais e de comunicação para o terceiro setor. Em 1995, lançou a TV Atrevida, primeira TV de rua de Brasília, no Lixão da Estrutural que dava lugar de fala aos moradores ali assentados e, em 1997, implantou a TV Comunitária do DF, elegendo seu primeiro Presidente (1997/2001).Em 2002, realizou a gravação e edição do vídeo institucional Carinho que salva vidas, sobre parto Humanizado, para a Federação Brasileira das Santas Casas de Misericórdia/BID. Em 2003 elaborou e produziu o projeto Solidariedade Noruega Brasil, que envolveu um show e a gravação ao vivo de um CD e de um DVD, com artistas noruegueses e brasileiros em prol do programa Fome Zero e da construção de cisternas no Semiárido brasileiro. Em 2005 produziu e gravação do CD Homenagem a Três Reis, para a comunidade quilombola de São Félix, Chapada Gaúcha -MG. Em 2008 colaborou e produziu o projeto Awapá - Nosso canto, com a gravação de CD, edição de livro de fotos, ilustrações e histórias de autorresgate da cultura tradicional e implementação de uma escola de música na aldeia Yawalapití, tendo como professores os próprios indígenas, para despertar o interesse dos jovens para a cultura de seu povo. Vale ressaltar que toda a concepção do projeto veio do Cacique Aritana Yawalapití. Produziu também a gravação e edição do DVD Projeto de Desenvolvimento Sustentável Vale do Urucuia - Grande Sertão. Nos anos de 2005, 2007, 2009 e 2011, produziu 127 vídeos documentários do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, que trata de projetos sociais que são soluções sustentáveis que podem ser replicados em qualquer outro lugar onde haja a determinada necessidade.Em 2010 produziu expedição e editou o livro Rio São Bartolomeu, em que foram visitados projetos sociais de sustentabilidade ao longo do rio, que promovem a sua preservação.Em 2008, 2010, 2013 e 2017 produziu e editou a série de livros Então, Foi Assim? Os bastidores da criação musical brasileira - Volumes 1, 2, 3 e 4, de autoria do pesquisador, radialista e escritor Ruy Godinho. Em 2018 produziu e editou o livro Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – Compositores Amapaenses. Em 2009, 2010, 2011 e 2015 realizou a produção de quatro edições do Projeto Memória, composto por vídeodocumentario, exposição itinerante, almanaque histórico, site e livro fotobiográfico sobre os homenageados João Cândido; Rondon; Carlos Drummond de Andrade e sobre a intelectual e militante do movimento negro e movimento de mulheres negras, Lélia Gonzalez, cuja distribuição das peças eram feitas gratuitamente em escolas públicas e bibliotecas públicas.Em 2015 realizou a criação, gravação, edição, finalização e multiplicação do DVD de 15 minutos denominado Jovens Catadores de História, cujo tema central é o ponto de vista dos Jovens Catadores(as) de Materiais Recicláveis sobre a questão do “lixo”, a partir de Oficinas/vivências de Arte e Cultura. Em 2016 veio a produção da exposição Reflexões sobre Consumo e Impermanência, lançada no Museu da República.Desde 2003 produz e distribui gratuitamente para mais de 270 rádios públicas, comunitárias e universitárias o programa de rádio Roda de Choro, sob a responsabilidade do radialista Ruy Godinho. Trata-se de programa sobre choro, gênero musical genuinamente brasileiro, desde suas origens até os dias de hoje. Desde 2008 produz e o programa de rádio Então, foi assim?, sob a responsabilidade do radialista Ruy Godinho. Trata-se de programa que desvenda as histórias de origens de músicas do cancioneiro brasileiro, revela processos criativos e particularidades das relações de parcerias. É veiculado pela Rádio Cultura, 100,9MzH, de Brasília e distribuído gratuitamente para mais de 270 rádios públicas, universitárias e comunitárias.Em 2022 coordenou a produção do filme curta-metragem O Complô (como o sistema financeiro sequestrou a economia brasileira), baseado no livro homônimo do Deputado Constituinte Hermes Zaneti, lançado em 2023.

Providência

Periodo para captação de recursos encerrado.

2026-04-30
Locais de realização (1)
Brasília Distrito Federal