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O projeto oferece aulas de musicalização, com foco em ukulele e canto, para crianças e adolescentes. As atividades de ensino, ministradas por professores especializados, contarão com a presença de acompanhantes terapêuticos. Além das aulas, serão realizados dois eventos musicais abertos à comunidade.
Não se aplica.
Objetivo Geral Promover ensino musical a crianças e adolescentes de forma democrática e acessível, tornando-os protagoninstas em suas comunidades. Objetivos específicos 1) Oferecer um curso/oficina de musicalização com foco em canto para 50 crianças e adolescentes, durante 12 meses;2) Oferecer um curso/oficina de musicalização com foco em ukulele para 50 crianças e adolescentes, durante 12 meses;3) Realizar 02 eventos gratuitos e abertos à comunidade, com apresentações musicais;
O projeto atende à finalidade do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), conforme determina o Art. 1º da Lei 8313/91, em seu inciso I, uma vez que contribui para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. Para isso, atende aos seguintes objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: (...) c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; (...) II - fomento à produção cultural e artística, mediante: (...) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; (...) IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Projeto pedagógico Objetivo principal Introdução à musicalização e aperfeiçoamento em canto e ukulele, a partir de uma vivência musical enriquecedora que promoverá inclusão, expressão artística e desenvolvimento cognitivo. Objetivos específicos 1) Desenvolver habilidades musicais e rítmicas através do canto e do ukulele; 2) Estimular a expressão artística e a criatividade; 3) Promover a socialização e o trabalho em equipe; 4) Fortalecer a autoestima e a confiança das crianças e adolescentes; 5) Incluir crianças com deficiência ou dificuldades de aprendizado em um ambiente acolhedor e acessível; 6) Apresentar conceitos básicos de teoria musical de forma lúdica e interativa; 7) Estimular o vínculo entre bebês e seus cuidadores através da música; 8) Desenvolver percepção auditiva, coordenação motora e sensibilidade musical desde a primeira infância; 9) Realizar apresentações públicas como forma de incentivo e engajamento comunitário. Público-alvo Crianças e adolescentes (de 06 meses a 16 anos); Critérios de divisão/formação das turmas 1) Manifestação de interesse (canto ou ukulele); 2) Idade do aluno; 3) Nível de conhecimento (iniciante, intermediário ou avançado); 4) Nível de apoio necessário (para o caso da dependência de AT). Configuração das turmas Serão formadas 10 turmas, sendo 05 focadas no aperfeiçoamento em canto e 05 em ukulele. Cada turma será composta por 10 alunos. Frequência das aulas Cada turma realizará duas aulas por semana, com duração de 1h cada. Profissionais envolvidos Um professor e um acompanhante terapêutico para crianças com deficiência ou dificuldades de aprendizado. Metodologia As aulas serão estruturadas de forma dinâmica, combinando prática instrumental e/ou canto e teoria musical de maneira acessível e lúdica. Serão utilizados jogos, exercícios de escuta ativa, atividades rítmicas e repertório variado para estimular o interesse dos alunos. O acompanhamento terapêutico será integrado ao planejamento das atividades para garantir a participação efetiva de todas as crianças. Na turma de bebês, a metodologia será baseada na estimulação sensorial e na interação entre bebês e cuidadores. Serão utilizadas canções de acalanto, exploração de sons e ritmos por meio de brinquedos musicais e instrumentos simples, além de movimentos corporais associados à música para estimular o desenvolvimento motor e emocional. Qualquer criança com menos de 03 anos apenas poderá participar com a presença de um cuidador. Estrutura das Aulas Cada aula para crianças e adolescentes será dividida em: - Aquecimento: Exercícios de respiração, vocalização e alongamento; - Teoria Musical: Introdução de conceitos como ritmo, melodia e harmonia; - Prática com Ukulele ou Canto: Acordes básicos, batidas rítmicas e desenvolvimento da coordenação motora; exploração de repertório variado e técnicas vocais; - Atividade Lúdica: Jogos musicais para reforçar o aprendizado; - Encerramento: Reflexão sobre a aula e preparação para as apresentações. No caso das aulas para bebês, a estrutura será: Para bebês: - Boas-vindas e ambientação: Momento de adaptação com sons suaves e acolhedores; - Exploração Sonora: Uso de instrumentos de percussão simples, como caxixis, além do contato com o ukulele, quando for o caso; - Canções Interativas: Músicas acompanhadas de gestos e movimentos corporais; - Relaxamento Musical: Canções de acalanto para encerrar a aula de forma tranquila. Avaliação A avaliação será contínua e qualitativa, levando em conta o engajamento, o progresso individual e a participação nas atividades. O evento de encerramento do projeto será um momento de celebração e demonstração do aprendizado. Conclusão O projeto busca promover o acesso à música como ferramenta de desenvolvimento pessoal e social, garantindo um espaço acolhedor e inclusivo para todas as crianças e adolescentes participantes.
Os materiais de divulgação do projeto contarão com orientação prévia para as famílias sobre a acessibilidade tanto das oficinas quanto dos eventos, indicando as possíveis adaptações disponíveis. Produto principal: Curso/Oficina Musical Acessibilidade de conteúdo Em todas as aulas, o professor de música terá o apoio de um Acompanhante Terapêutico (AT). Este profissional será responsável por auxiliar no desenvolvimento e na adaptação das atividades às necessidades de cada aluno, atuando de maneira a: - Apoiar crianças que precisam de mediação para compreender e realizar as atividades musicais; - Sugerir e implementar adaptações pedagógicas, como o uso de materiais sensoriais ou ajustes no ritmo das aulas; - Favorecer a interação e a integração entre os alunos, promovendo um ambiente acolhedor, respeitoso e inclusivo; - Trabalhar em conjunto com o professor para criar estratégias de ensino que atendam diferentes formas de aprendizado. Como cada criança tem necessidades únicas, o número de participantes com deficiência em cada turma dependerá da complexidade dos apoios necessários. No momento da inscrição, os pais ou responsáveis preencherão uma ficha indicando o nível de apoio demandado e os alunos serão alocados nos grupos mais adequados para sua faixa etária e perfil. Estima-se que cada turma de 10 alunos acolha de 2 a 3 crianças com deficiência, considerando um único AT. Essa limitação é necessária, para que nenhuma criança seja colocada em risco (se existir um aluno com personalidade agressiva, por exemplo). Caso a demanda aumente, pode-se avaliar a possibilidade de mais profissionais para garantir um atendimento adequado. O tipo de suporte ofertado por aluno será: 1. Deficiência IntelectualCrianças com deficiência intelectual podem apresentar dificuldades na compreensão das atividades, na memorização e na execução de tarefas. O AT ajuda a mediar o aprendizado, simplificar instruções e reforçar conceitos com estratégias adaptadas. 2. Transtorno do Espectro Autista (TEA)Crianças autistas podem ter desafios na comunicação, interação social e regulação sensorial. O AT auxilia na adaptação do ambiente, no estímulo à participação e no desenvolvimento de estratégias para minimizar desconfortos sensoriais (como o som dos instrumentos). 3. Deficiências MotorasCrianças com paralisia cerebral, distrofias musculares ou outras condições motoras podem precisar de suporte para manusear instrumentos musicais ou realizar movimentos coordenados. O AT ajuda a adaptar a experiência, possibilitando a participação ativa. 4. Deficiência VisualO AT pode ajudar crianças cegas ou com baixa visão a compreender os elementos musicais por meio de recursos táteis, descrição verbal e instruções adaptadas. 5. Deficiência AuditivaCrianças surdas ou com perda auditiva podem necessitar de apoio para acessar a música de formas alternativas, como vibração, gestos e leitura labial. O AT pode auxiliar na comunicação e na interação com os demais participantes. 6. Transtornos de Aprendizagem e Déficit de Atenção (TDAH, Dislexia, etc.)Crianças com dificuldades de concentração, organização e memória podem se beneficiar do suporte do AT, que auxilia na manutenção do foco e na estruturação das atividades. 7. Questões Emocionais ou ComportamentaisCrianças com ansiedade, transtornos de regulação emocional ou dificuldades de socialização podem encontrar desafios em ambientes coletivos. O AT atua na mediação de conflitos, na segurança emocional e na motivação para a participação. Acessibilidade física Os locais de execução do projeto ainda não foram definidos. No primeiro mês (pré-produção), o coordenador, o assistente, os professores e acompanhantes terapêuticos trabalharão para selecionar esses espaços, firmar oficialmente as parceriais (mediante termo de cessão gratuito, sem implicação onerosa ao projeto), divulgar as vagas, realizar as inscrições, dividir as turmas e planejar possíveis adaptações, de acordo com o perfil do público inscrito. Nas visitas aos locais, durante esta etapa de seleção, o foco da equipe - especialmente do AT - será avaliar a acessibilidade física. Para que a parceria seja firmada, é essencial que o espaço conte com: - Entrada acessível: rampa com corrimão e inclinação adequada ou elevador, ou plataforma elevatória, caso haja degraus; - Portas largas (mínimo 80 cm de largura) para permitir a passagem de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê; - Corredores amplos (mínimo 90 cm de largura) para garantir a circulação segura; - Piso nivelado e antiderrapante para evitar quedas, especialmente para crianças com dificuldades motoras. - Pelo menos um banheiro acessível, com barras de apoio ao lado do vaso sanitário e da pia; altura da pia acessível para crianças em cadeiras de rodas; e espaço suficiente para manobras de cadeira de rodas; - Área ampla e bem organizada para a realização das aulas, permitindo a livre movimentação de crianças com deficiência motora; - Boa acústica para evitar sobrecarga sensorial, especialmente para crianças autistas ou com deficiência auditiva; - Iluminação adequada, evitando reflexos intensos que possam prejudicar crianças com baixa visão; - Placas com sinalização para banheiros, saídas de emergência e principais áreas do local. Produto: Apresentação Musical Acessibilidade de conteúdo Como a equipe do projeto conta com dois AT, estes profissionais prestarão apoio aos alunos (com quem já estabeleceram vínculo ao longo do período de aulas) enquanto eles estiverem no palco ensaiando ou se apresentando. Nesses momentos, auxiliarão as crianças que precisem de apoio emocional, comunicação ou organização. Os ensaios serão realizados no próprio local da apresentação, permitindo que as crianças se familiarizem com o ambiente. Os pais ou responsáveis serão instruídos a estar presentes nesses dias, pois assumirão a responsabilidade pelo cuidado das crianças enquanto não estiverem se apresentando ou ensaiando. Haverá contratação de intérprete de Libras para garantir que pessoas surdas possam compreender o evento. Os vídeos divulgados após as apresentações contarão com legendagem descritiva. Cartazes e folhetos terão informações em fontes grandes e alto contraste. Durante as apresentações, os técnicos de som e luz contratados serão instruídos a evitar luzes estroboscópicas ou flashes intensos, pois podem causar desconforto ou crises sensoriais em crianças autistas ou com epilepsia. O som excessivamente alto também deverá ser evitado e a equipe de organização do evento será instruída a oferecer áreas onde o volume seja reduzido, para famílias que assim demandem.Todo o evento contará com boa iluminação e contraste, o que é importante para crianças com baixa visão e para garantir a visibilidade da linguagem de sinais. Acessibilidade física O produtor do evento estará encarregado de garantir um palco acessível, para que todos os alunos consigam se apresentar. Deve haver rampa de acesso ou elevador para crianças com deficiência motora, no caso de existir elevação. Se o palco for no mesmo nível do público, garantiremos espaço para circulação segura. Além disso, o piso deverá ser nivelado e antiderrapante (mediante colocação de linóleo, se houver necessidade), para evitar quedas e facilitar a movimentação de cadeiras de rodas. Suportes de partituras e microfones serão ajustados a cada apresentação, para que estejam adequados à altura e habilidade motora de cada aluno. Além disso, disponibilizaremos cadeiras ou apoios para quem precisa, visto que algumas crianças podem se cansar ou precisar de suporte postural durante a apresentação. Também cuidaremos de reservar espaço para cadeiras de rodas, tanto no palco (para quem se apresenta), quanto na plateia. Haverá, nos bastidores, um espaço de descanso ou regulação sensorial: um cantinho tranquilo para crianças que precisem se acalmar antes ou depois de se apresentar. O evento contará com sinalização clara para banheiros acessíveis, saídas de emergência e áreas de apoio. Na plateia, reservaremos assentos para pessoas com deficiência, idosos e gestantes, garantindo boa visibilidade e acesso facilitado. Além disso, a fila e a entrada serão prioritárias para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Atendendo ao Art. 46 da Instrução Normativa MinC nº 23, de 5 de fevereiro de 2025, o plano de distribuição do projeto prevê gratuidade integral a todos os produtos culturais (curso/oficina de musicalização e apresentações musicais). Além disso, como medidas de ampliação de acesso, conforme determina o Art. 47 da referida norma, diponibilizaremos: a) registros audiovisuais dos eventos e atividades de ensino nas redes sociais da entidade proponente, com narração e legendagem descritiva; b) press realeses sobre a gratuidade e as medidas de acessibilidade do projeto para diversos veículos de comunicação locais, com o intuito de conquistar publicidade e, assim, aumentar a visibilidade do projeto e atrair interessados; c) transporte gratuito para os alunos do projeto nos dias de eventos. Caso seus familiares/responsáveis também desejem usufruir do transporte, poderão reservar suas vagas com antecedência.
Mariana de Barros Souza, presidente da instituição proponente, atuará como Coordenadora Pedagógica. Graduada, mestra e doutora em administração de Organizações pela FEA-RP - USP, possui publicações em periódicos, anais de congressos, capítulos de livros e participação em diversos eventos acerca de Políticas Culturais, Gestão Cultural, Impacto Social e Terceiro Setor. Atua há mais de 10 anos como coordenadora e/ou conselheira de Organizações da Sociedade Civil (OSC) que oferecem educação cultural e esportiva para crianças, adolescentes e pessoas com deficiência. Na função de coordenadora do projeto, realizará a contratação e o treinamento dos professores e acompanhantes terapêuticos; a intermediação com parceiros (detentores dos espaços de realiazção, órgãos públicos municipais e veículos de imprensa local); a organização da grade horária e do cronograma letivo anual, em conjunto com o assistente; a aprovação dos planos de aula entregues pelos educadores; a validação de que metodologias adequadas estão sendo utilizadas para respeitar o ritmo de aprendizado de cada criança; e a aquisição dos materiais pedagógicos necessários para cada turma. Também se responsabilizará pela produção de relatórios sobre as oficinas realizadas, que servirão de base para a equipe de comunicação (mídia, patrocinadores e prestação de contas). Além disso, ainda no que diz respeito à atuação da instituição proponente, vale destacar que Júlia Mariussi Redígolo, Conselheira da entidade, é psicóloga e Acompanhante Terapêutica. Em seu papel de conselheira, contribuiu para a elaboração do projeto, especialmente no que diz respeito às medidas de acessibildiade que deverão ser adotadas. Durante a execução do projeto, atuará voluntariamente de forma a verificar se todas as questões sugeridas estão sendo cumpridas. Sua colaboração proporcionará maior efetividade no que diz respeito à inclusão de pessoas com deficiência em todas as fases do projeto. Maria Sylvia Carvalho de Barros, também Conselheira da instituição proponente, é nutricionista, mestra e doutora em nutrição. Atualmente, atua como professora e conta com diversas pesquisas e publicações relacionadas à segurança alimentar e nutricional. Em seu papel de conselheira, atuará voluntariamente no projeto de modo a oferecer diretrizes para a composição dos lanches e refeições que serão entregues aos alunos, sugerindo opções saudáveis e seguras e auxiliando a seleção dos fornecedores ideais. Carlos Branquinho será contratado para o cargo de Assistente de Coordenação. Psicólogo e estudante de Educação Física, atua há mais de 10 anos na atenção à saúde de pessoas com deficiência e/ou em situação de vulnerabilidade socioeconômica e de dependência química. Conta com experiência em comunidades terapêuticas, escolas e projetos sociais esportivos, culturais e educacionais desenvolvidos por Organizações da Sociedade Civil. No exercício de sua função no projeto, será responsável pela organização da grade horária e do cronograma letivo anual, em conjunto com a coordenadora; tabulação dos dados referentes às inscriões; controle das listas de presença; e apoio aos educadores durante as atividades letivas. Os professores, acompanhantes terapêuticos e produtores de eventos serão contratados após a aprovação do projeto, mediante processo seletivo, quando o período de execução do projeto (e, portanto, de vigência dos contratos) já estiver mais claro.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.