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PRONAC 2515366Autorizada a captação total dos recursosMecenato

1ª Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da Amazônia

ASSOCIACAO COMUNITARIA DE RIO SONO
Solicitado
R$ 2,86 mi
Aprovado
R$ 2,86 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
TO
Município
Rio Sono
Início
2026-03-01
Término

Resumo

Realizar 4 edições da 1ª Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da Amazônia (1 principal + 3 itinerantes), valorizando o artesanato tradicional e gerando renda para mulheres indígenas e quilombolas. Os produtos incluem: feiras com estandes curados e rodadas de negócios, programa formativo (oficinas de precificação, embalagem, MEI e meios de pagamento), catálogo digital com QR Codes e mostra audiovisual de saberes-fazeres, além de relatório cultural.

Sinopse

1. Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da AmazôniaDescrição: realização de 4 edições presenciais (1 principal e 3 itinerantes) da feira, com duração média de 3 dias cada, reunindo cerca de 60 estandes por edição. O evento integra comercialização de produtos artesanais, programação cultural, rodas de saberes, rodadas de negócios e demonstrações de ofícios tradicionais (capim-dourado, palha de buriti, cerâmica, sementes, fibras naturais, tecelagem, bordado e cestaria). Conteúdo: valorização do trabalho de mulheres indígenas, quilombolas e artesãs da Amazônia Legal, promovendo geração de renda, visibilidade e reconhecimento dos saberes tradicionais como patrimônio cultural brasileiro. Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. 2. Oficinas Técnico-FormativasDescrição: conjunto de 12 oficinas gratuitas voltadas à qualificação e profissionalização de mulheres artesãs nas áreas de precificação, formalização (MEI e nota fiscal), meios de pagamento, fotografia de produto, embalagem, logística, educação financeira, storytelling e marketing digital. Conteúdo: as oficinas oferecem ferramentas para o fortalecimento do empreendedorismo feminino e sustentável, ampliando a autonomia das participantes no mercado da economia criativa. Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. 3. Oficinas Artístico-Culturais de Troca de SaberesDescrição: realização de 32 oficinas artístico-culturais, ministradas por mestras artesãs e artistas convidadas, abordando técnicas tradicionais e expressões simbólicas do artesanato amazônico — trançado de capim-dourado, fibras de buriti, cerâmica, pintura em argila, tingimentos naturais, sementes, iconografia indígena, tecelagem e bordado. Conteúdo: espaços de aprendizado coletivo e transmissão intergeracional de saberes, promovendo a salvaguarda do patrimônio cultural material e imaterial e a integração entre tradição e inovação criativa. Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. 4. Mostra Audiovisual “Mulheres e Saberes da Amazônia”Descrição: realização de 4 mostras audiovisuais, uma por edição da feira, exibindo vídeos curtos (3 a 5 minutos) que retratam os processos criativos e histórias de vida de mulheres indígenas, quilombolas e artesãs participantes do projeto. Conteúdo: os vídeos apresentam técnicas, territórios, linguagens e valores simbólicos do artesanato tradicional, funcionando como instrumento de registro, difusão e sensibilização sobre o papel da mulher na preservação cultural amazônica. Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. 5. Catálogo Digital Acessível e QR CodesDescrição: desenvolvimento e manutenção de um catálogo digital bilíngue (Português/Inglês), acessível e interativo, contendo fichas culturais e técnicas de pelo menos 300 produtos expostos nas feiras. Cada estande contará com QR Code vinculado à ficha da artesã, contendo biografia, descrição dos materiais, técnica de produção, tempo de execução, iconografia e contexto cultural. Conteúdo: o catálogo funciona como inventário vivo do patrimônio artesanal feminino da Amazônia, ampliando a visibilidade e a comercialização ética dos produtos. Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. 6. Rodadas de Negócios e Plantões de FormalizaçãoDescrição: realização de 80 rodadas de negócios (B2B) entre artesãs e representantes de lojas, marcas, museus, instituições e redes de design, além de 4 plantões de formalização voltados à abertura de MEI, emissão de nota fiscal e regularização da atividade artesanal. Conteúdo: conectam a produção artesanal a cadeias comerciais justas e fortalecem o posicionamento das mulheres empreendedoras no mercado criativo. Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. 7. Relatório Cultural e Banco de AcervoDescrição: elaboração de relatório cultural final, contendo indicadores de público, renda gerada, acessibilidade, impacto social e fichas de avaliação, acompanhado de acervo audiovisual com fotos, vídeos e depoimentos colhidos durante o projeto. Conteúdo: documento técnico e artístico que consolida os resultados e assegura a preservação do material produzido, servindo de referência para políticas públicas e futuras edições. Classificação indicativa: Livre para todos os públicos.

Objetivos

Objetivo Geral Fortalecer a economia criativa e a preservação do patrimônio cultural material e imaterial de mulheres indígenas e quilombolas do Tocantins e da amazônia legal por meio da realização de 4 edições da 1ª Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da Amazônia, integrando comercialização qualificada, formação, rodadas de negócios e mostra audiovisual de saberes-fazeres.Objetivos Específicos Realizar 4 edições da feira, com ≥ 240 estandes no total (média 60/edição).Selecionar e participar com ≥ 240 artesãs (prioridade para indígenas e quilombolas), com curadoria e suporte de exposição/venda.Promover ≥ 80 rodadas de negócios (B2B) com varejo de decoração/moda/design e compras corporativas (média 20/edição).Ofertar 12 oficinas formativas (precificação, formalização/MEI e nota fiscal, meios de pagamento, embalagem, fotografia de produto, logística e storytelling), com ≥ 240 vagas gratuitas.Realizar 32 oficinas artístico-culturais de troca de saberes (trançado em capim-dourado, fibras de buriti, cerâmica, sementes, tingimentos naturais, iconografia, bordado, tecelagem, cestaria, etc.), com ≥ 640 vagas gratuitas (média 8 oficinas/edição).Implantar catálogo digital com ≥ 300 produtos e QR Codes nos estandes (fichas técnicas e culturais por peça/autor(a)).Realizar 4 mostras audiovisuais, 1 por edição, exibindo ao menos 48 vídeos curtos (3_5 min) sobre técnicas e processos de ofício.Realizar uma exposição de arte focada em povos tradicionais da amazônia legalGarantir acessibilidade: materiais-chave com Libras e audiodescrição; feira com rota acessível e sinalização inclusiva (4 edições).Operar plantões de formalização (4 plantões, 1 por edição) para orientação de MEI/nota fiscal e boas práticas de conservação/embalagem.Alcançar ≥ 300 mil impressões em comunicação (mídia orgânica/paga, imprensa e influenciadores) e publicar relatório cultural consolidando indicadores de venda, participação e salvaguarda.

Justificativa

A 1ª Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da Amazônia é uma resposta concreta a um desafio nacional: como transformar saberes ancestrais em renda digna sem romper o elo de memória que os sustenta. No Brasil, a cadeia do artesanato tradicional — capim-dourado, fibras de buriti, cerâmica, sementes, tingimentos naturais, cestarias, bordados e tecelagens — mobiliza territórios imensos, principalmente no Norte e no Centro-Oeste, mas ainda opera nas bordas do sistema econômico: longas distâncias, intermediação desfavorável, baixa formalização, pouca visibilidade nos circuitos de design e decoração, assimetria informacional na precificação e uma crônica subvalorização do trabalho das mulheres indígenas e quilombolas. O resultado é conhecido: as peças circulam, mas as autoras seguem invisíveis; o objeto chega ao centro do consumo, mas o contexto simbólico e histórico se perde no caminho.O projeto organiza uma infraestrutura cultural nacional capaz de reverter esse quadro, unindo salvaguarda e economia criativa como duas faces do mesmo propósito. As 4 edições da feira — com curadoria, estandes padronizados, rodadas de negócios (B2B) e suporte real de MEI/nota fiscal — criam um ambiente de mercado qualificado que respeita a autoria e dá escala à produção, sem transformar tradição em moda passageira. Ao mesmo tempo, a dimensão de preservação (alínea g: patrimônio material e imaterial) é estruturante: 32 oficinas artístico-culturais de troca de saberes (transmissão intergeracional e demonstrações de ofício), 12 oficinas técnicas (precificação, meios de pagamento, embalagem, fotografia, logística, storytelling e formalização) e mostra audiovisual em cada edição formam um arquivo vivo do fazer, com catálogo digital e QR Codes que devolvem a cada peça sua biografia: materiais, tempo de produção, iconografia, território, autoria e consentimento.Em escala nacional, essa metodologia corrige distorções históricas. Primeiro, encurta a distância entre aldeias, comunidades quilombolas e os centros de consumo, posicionando as mestras artesãs não só como produtoras, mas como protagonistas e narradoras de seus processos. Segundo, integra o artesanato aos fluxos contemporâneos de mercado, conectando-o a lojistas, designers, museus, marcas de decoração e compras corporativas (presentes institucionais, ESG, turismo cultural), ampliando canais de escoamento e o ticket médio sem romper a ética da origem. Terceiro, fortalece a bioeconomia e a sustentabilidade: manejo responsável de matérias-primas, reaproveitamento, conservação e logística reversa — um caminho coerente com metas nacionais de desenvolvimento e com agendas de responsabilidade socioambiental.O efeito multiplicador é imediato: a cada venda com autoria reconhecida, aumenta o valor simbólico da tradição; a cada oficina, cresce a autonomia de precificar, negociar, embalar e contar histórias; a cada rodada B2B, abrem-se portas duradouras no varejo e no circuito cultural. Assim, a feira gera renda rastreável, documentação pública e capital reputacional para as participantes, oferecendo ao país um modelo replicável de política cultural que alia memória, mercado e direitos.Por que utilizar o Mecanismo de Incentivo à Cultura? Porque o mercado, sozinho, não preserva. Ele tende àquilo que gira rápido, barato e em volume; a tradição requer tempo, cuidado e mediação, além de custos que não cabem no preço final sem expulsar a artesã do jogo (curadoria, formação, acessibilidade, documentação audiovisual, catalogação, protocolos de consentimento, infraestrutura de feira e comunicação segmentada). A Lei permite compartilhar esse investimento com a sociedade, transformando imposto devido em infraestrutura cultural: aquilo que assegura que cada peça trançada ou queimada em forno de barro chegue ao público com sua voz intacta. Não se trata de substituir a economia, mas de corrigir a assimetria que, historicamente, empurra o Norte e suas mulheres para a margem do mapa.Ao escolher a alínea g (preservação do patrimônio material e imaterial) como eixo, o projeto ancora a comercialização na salvaguarda: catálogo e QR Codes com fichas culturais/técnicas; mostra audiovisual por edição; inventário vivo de instrumentos, processos e padronagens; protocolos de consentimento livre, prévio e informado; crédito de autoria como cláusula inegociável; e boas práticas de conservação/embalagem que aumentam a vida útil das peças e sua leitura cultural. A feira deixa de ser apenas vitrine: torna-se escola aberta, acervo em movimento e ponte entre a política pública e o cotidiano das comunidades.No plano simbólico, o Brasil também ganha. Ao apresentar o artesanato tradicional com curadoria e narrativa, o país reconhece sua diversidade como valor estratégico — para o turismo, para o design, para a educação, para a diplomacia cultural e para a própria autoestima do povo. Patrimônio não é passado: é tecnologia social de futuro. Cada trama de capim-dourado ensina sobre manejo do território; cada motivo gráfico carrega um mapa de memória; cada gesto repetido de mãe para filha transmite uma política de cuidado que a indústria não sabe produzir. A Lei, aqui, não é um detalhe burocrático; é o fio invisível que costura o tempo das comunidades ao tempo da nação.Em síntese, a Feira Mulheres Empreendedoras da Amazônia é importante para o Brasil inteiro porque atualiza, com linguagem de hoje, o pacto entre cultura e desenvolvimento: gera renda com ética, protege o que nos define e distribui oportunidades onde historicamente faltaram. Utilizar o Mecanismo de Incentivo não é um privilégio; é a forma mais transparente e eficiente de garantir que a salvaguarda aconteça junto com a prosperidade, para que as peças que atravessam o país não percam a fala — e para que o país, ao olhar para elas, reconheça a própria voz.

Estratégia de execução

site do projeto piloto desenvolvido pela proponente: https://empreendedorasdaamazonia.com/

Especificação técnica

1. Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da AmazôniaFormato: evento itinerante de médio porte, com 4 edições (1 principal em Palmas e 3 no interior). Duração: 3 dias por edição. Escala: cerca de 40 estandes por feira, totalizando 160 expositores ao longo do projeto. Área média: 1.200 m² (praças públicas ou ginásios cobertos para reduzir custos de locação e estrutura).Estrutura técnica (reutilizável):Estandes modulares de 2×2m em PVC ecológico e tecido tensionado, reaproveitados entre as edições.Iluminação e tomadas compartilhadas, otimizando o consumo elétrico.Palco compacto (4×3m) para apresentações e falas culturais.Sistema de som portátil (2 torres) e iluminação cênica básica em LED.Equipe reduzida e multifuncional: 1 coordenação geral, 1 produtor executivo, 2 produtores locais, 1 assistente, 2 técnicos (som/luz), 1 intérprete de Libras, 1 segurança e 6 auxiliares de montagem.Materiais e conceito:Cenografia em materiais regionais (bambu, palha de buriti, tecidos naturais, banner reutilizável).Sinalização em lona ecológica e etiquetas em papel reciclado com QR Code.Acessibilidade física mínima garantida: rampas móveis, piso tátil pontual e banheiros adaptados do espaço público.Classificação indicativa: Livre. 2. Oficinas Técnico-Formativas (Empreendedorismo e Gestão)Quantidade: 12 oficinas (3 por edição). Duração: 6h cada. Local: salas cedidas por parceiros (Sebrae, universidades, Sesc, escolas). Materiais: apostilas simples (10 páginas PB + PDF acessível), flip chart, projetor, crachás e certificados. Temas: precificação, formalização (MEI/nota), fotografia de produto, meios de pagamento e marketing digital. Equipe: 1 formadora local ou parceira do Sebrae + intérprete de Libras itinerante.Classificação indicativa: Livre. 3. Oficinas Artístico-Culturais de Troca de SaberesQuantidade: 32 oficinas (8 por edição). Duração: 4h cada. Participação: média de 15 alunas/os por oficina. Espaço: áreas livres dentro da feira (tendas cobertas simples). Materiais: argila, fibras, sementes, linhas, pigmentos naturais e ferramentas básicas (fornecidas em kits coletivos). Formadoras: mestras artesãs locais e regionais com apoio de assistente. Produção mínima por oficina: 1 peça ou amostra coletiva para exposição. Registro: celular + câmera semi-profissional para arquivo.Classificação indicativa: Livre. 4. Mostra Audiovisual “Mulheres e Saberes da Amazônia”Formato: exibição de curtas (2 a 3 min cada). Escala: 6 vídeos por edição (24 no total). Captação: equipe local de audiovisual (cinegrafista + editor) com equipamento semi-profissional. Exibição: telão 3×2m ou projetor digital portátil com som básico. Acessibilidade: legendas e Libras inseridas digitalmente; audiodescrição para vídeos principais. Classificação indicativa: Livre. 5. Catálogo Digital e QR CodesFormato: site responsivo + catálogo impresso reduzido. Páginas digitais: cerca de 120 fichas (1 por artesã ou grupo). Ferramentas: hospedagem WordPress, modelo gratuito de galeria e plugin multilíngue básico. Acessibilidade: textos alternativos, contraste, navegação por teclado. Materiais complementares: 1.000 folders impressos em papel reciclado, QR Codes nos estandes e catálogos digitais. Custo estimado: R$ 25.000,00 (inclui design, hospedagem, manutenção e impressão). Classificação indicativa: Livre. 6. Rodadas de Negócios e Plantões de FormalizaçãoFormato: agendas coletivas organizadas durante as feiras. Quantidade: 4 rodadas (1 por feira) e 4 plantões de formalização. Duração: 1 dia por edição. Parcerias: Sebrae, Secretaria da Mulher, Secretaria de Cultura e prefeituras. Classificação indicativa: Livre. 7. Relatório Cultural e Banco de AcervoFormato: relatório final impresso + PDF acessível. Paginação: 80 páginas. Conteúdo: indicadores culturais, fotos, vídeos, clipping, depoimentos e planilhas de impacto econômico. Materiais: impressão simples em papel 120 g/m²; versão digital gratuita com audiodescrição das imagens principais. Equipe: 1 redator técnico + 1 diagramador + 1 revisor. Classificação indicativa: Livre. 8. Ações de Acessibilidade e ComunicaçãoItens inclusos por feira:Interpretação em Libras durante aberturas, mostras e oficinas.Audiodescrição em vídeos principais.Sinalização em Braille nos totens e principais áreas.Material digital acessível (WCAG).Campanha regional de comunicação: rádio comunitária, redes sociais e panfletagem.9. Projeto Pedagógico Integrado (síntese técnica)Eixo 1 – Empreender com cultura: oficinas práticas que ensinam precificação, marca e vendas com ética e formalização. Eixo 2 – Aprender fazendo: transmissão intergeracional de técnicas com foco em continuidade e pertencimento. Eixo 3 – Comunicar e preservar: audiovisual e catálogo como instrumentos de salvaguarda. Eixo 4 – Incluir e inspirar: acessibilidade, diversidade e liderança feminina como princípios estruturais. Carga total estimada: 400 horas de atividades formativas e culturais.

Acessibilidade

A 1ª Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da Amazônia será inteiramente planejada para garantir acesso físico e de conteúdo a todas as pessoas, reforçando o compromisso do projeto com a inclusão social, diversidade e democratização cultural.Acessibilidade FísicaAs quatro edições da feira serão realizadas em espaços com acesso universal, obedecendo às normas da ABNT NBR 9050/2020. Serão asseguradas:Rampas de acesso e piso tátil, com rotas acessíveis e sinalização visual e tátil em todo o percurso;Banheiros adaptados, devidamente sinalizados e próximos às áreas de circulação;Áreas reservadas para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e idosos nas apresentações, mostras e rodas de saberes;Equipes de apoio treinadas para acolhimento e acompanhamento de pessoas com deficiência, inclusive durante o deslocamento entre estandes;Mesas e balcões de atendimento adaptados, garantindo altura acessível para pessoas usuárias de cadeira de rodas.Acessibilidade de ConteúdoO projeto também assegurará acessibilidade comunicacional e sensorial, de modo que o conteúdo cultural, artístico e formativo seja compreendido e vivenciado por todas as pessoas. As ações incluem:Tradução e interpretação em Libras nas oficinas, mostras audiovisuais e rodas de saberes;Audiodescrição em vídeos e peças audiovisuais exibidos na feira e no catálogo digital;Legendas descritivas nas mostras audiovisuais e nos vídeos de saberes-fazeres;Catálogo digital acessível, com texto alternativo para imagens e navegação compatível com leitores de tela (conforme diretrizes WCAG 2.1);Visitas sensoriais guiadas para pessoas com deficiência visual, permitindo o toque supervisionado em peças selecionadas, acompanhado de descrição tátil e contextualização cultural;Sinalização bilíngue (Português e Inglês) para ampliar o acesso a turistas e pesquisadores estrangeiros interessados no artesanato amazônico.Essas medidas de acessibilidade reforçam o propósito do projeto: promover a inclusão plena de públicos diversos, assegurando que o patrimônio material e imaterial representado pelas mulheres artesãs da Amazônia seja vivenciado, compreendido e apreciado por todos os visitantes.

Democratização do acesso

A 1ª Feira Feminina de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Criativa da Amazônia tem como princípio a democratização ampla do acesso à cultura e à economia criativa, assegurando que mulheres artesãs, comunidades tradicionais e o público em geral possam participar das atividades, formações e experiências culturais de forma gratuita, acessível e representativa.Acesso gratuito e territorialTodas as edições da feira, oficinas, mostras e rodas de saberes terão entrada franca. A proposta alcançará não apenas a capital, mas também cidades do interior do Tocantins, fortalecendo a descentralização das políticas culturais e ampliando o acesso de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Serão priorizados espaços públicos abertos, garantindo convivência comunitária e visibilidade regional.Participação e equidadeO projeto garantirá cotas de estandes gratuitos (mínimo de 30%) para coletivos de mulheres indígenas e quilombolas, além de bolsas-transporte e apoio logístico para artesãs de baixa renda. As 32 oficinas artístico-culturais e as 12 oficinas técnicas serão inteiramente gratuitas, com certificação e material didático acessível, incentivando a participação de jovens e novas gerações de artesãs. Também serão promovidas rodadas de negócios inclusivas (B2B), com tradução e mediação cultural, permitindo que produtoras com pouca familiaridade com o ambiente comercial participem de forma segura e informada.Comunicação e visibilidadeA estratégia de comunicação contemplará mídias comunitárias, rádios locais, redes sociais e veículos regionais, garantindo a divulgação em linguagem simples e acessível, com versões em Libras, audiodescrição e legendas. O catálogo digital será aberto ao público e de livre navegação, contendo fichas culturais e técnicas das peças, QR Codes nos estandes e acesso gratuito aos conteúdos formativos e audiovisuais do projeto.Impacto social e legadoAo promover acesso gratuito, formação e circulação cultural descentralizada, a feira contribui para a inclusão produtiva e simbólica das mulheres da Amazônia Legal, reduzindo desigualdades regionais e fortalecendo o direito constitucional à cultura. O legado do projeto se traduz em autonomia econômica, fortalecimento de redes locais e reconhecimento público do artesanato feminino como expressão de identidade e patrimônio nacional.Assim, o projeto reafirma que democratizar o acesso é mais do que abrir portas: é criar caminhos permanentes para que os saberes, as vozes e as criações das mulheres amazônicas ocupem o centro da cena cultural brasileira.

Ficha técnica

Antoniel Fernandes LustosaFunção: Proponente e Representante Legal da Associação Comunitária de Rio SonoFunção no projeto: Coordenação Geral e Assistente de ProduçãoCurrículo resumido:Fundador do Torneio São Martinho, organizado durante 20 edições.Produtor executivo da Semana Cultural do Jalapão desde 2008, evento cultural que já chegou à sua décima edição.Prêmios recebidos: Fundação Cultural do Tocantins - Argemiro Pereira Assunção (2011), Banco da Amazônia (2014), Lei Aldir Blanc (2021).Núbia PontesFunção: Assessoria de Imprensa (TUA Produtora)Currículo resumido:Formada em Publicidade e Propaganda, fundadora do portal TO em Foco (www.toemfoco.com.br).Projetos relevantes: Quinta Mais Cultural (CEULP-ULBRA), 1º Festival de Música Universitária (2007), Semana Cultural do Jalapão (desde 2008), Expresso Cultural - Taquaruçu (2016), Projeto Os Nortistas (2018).Premiações: Lei Aldir Blanc, Adetuc, Fundo Nacional de Cultura.Websérie "De Papo com Núbia Dourado" premiada com a Lei Aldir Blanc.Felipe MilhomemFunção: Coordenação Artística e Produtor Executivo (Sussuarana Produções)Currículo resumido:Escritor e produtor cultural com forte atuação na promoção da cultura tocantinense.Idealizador da Sussuarana Produções, projetos culturais como os livros “Urubu de Sentimentos” (PROGRAMA LEI ROUANET NORTE), ''Estátua Viva'' (Lei Aldir Blanc I) e ´´Entre a poesia e a luz'' (Aldir Blanc I). Como produtor executivo, atuou em projetos de albuns de rap, exposição de artes visuais e prêmios para coletivos de cultura. Foco na literatura negra, música popular do Tocantins e fortalecimento da identidade cultural regional.Atuação em editais culturais como PRONAC e Lei Aldir Blanc.Roberta TavaresFunção:Coordenação e responsabilidade socialCurrículo resumido:Pesquisadora da Cultura Tradicional do Tocantins e professora de História, Sociologia e Cultura Quilombola.Idealizadora da Semana Cultural da Consciência Negra em Chapada da Natividade.Co-criadora do grupo Suça Tia Zezinha no Colégio Estadual Fulgêncio.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2027-03-31
Locais de realização (4)
Brasília Distrito FederalGurupi TocantinsLajeado TocantinsPalmas Tocantins