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Criação de dois núcleos comunitários para ministrar aulas de capoeira para crianças, adolescentes, jovens e adultos em áreas de alta vulnerabilidade social no município do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco.
O planejamento pedagógico das oficinas culturais do projeto será baseado no aprendizado prático e vivencial, com ênfase no aprimoramento técnico e cultural dos participantes. Cada oficina terá 90 minutos de duração e será ministrada pelos professores, que ajustarão o conteúdo conforme o nível de conhecimento dos alunos.As oficinas serão dinâmicas e interativas, com atividades práticas que irão desde o aprendizado de movimentos e sequências até o desenvolvimento de habilidades musicais, como tocar instrumentos tradicionais (berimbau e pandeiro). Serão também abordados aspectos culturais da capoeira, como sua história, os rituais e o papel dessa prática no contexto afro-brasileiro em oficinas teóricas.O principal objetivo das oficinas é oferecer uma formação integral, promovendo a consciência corporal, a disciplina, o respeito às tradições da capoeira e o senso de coletividade entre os participantes. Além das atividades físicas, haverá momentos para reflexão e discussão sobre o significado da capoeira como manifestação cultural e ferramenta de resistência histórica.- Exemplos de Oficinas Teóricas1. História e Evolução da Capoeira: Dos Quilombos ao Patrimônio CulturalAnálise aprofundada sobre as origens da capoeira, sua evolução histórica e sua transformação de arte de resistência para patrimônio cultural imaterial de Pernambuco, do Brasil e do mundo.2. Oralidade na Capoeira: Tradição e Transmissão de SaberesDiscussão sobre a importância da oralidade na capoeira, como os mestres preservam e transmitem conhecimentos através de histórias, cantos e ensinamentos verbais.3. O Papel dos Mestres: Liderança e Formação de Novos CapoeiristasEstudo sobre o papel dos mestres de capoeira como guardiões da tradição e educadores, além de sua importância na formação de novos praticantes e na preservação dos valores culturais da capoeira.4. A Capoeira como Ferramenta de Inclusão Social e Resistência CulturalReflexão sobre a capoeira como um movimento de resistência cultural e social, e como ela atua na inclusão e empoderamento de comunidades em vulnerabilidade, promovendo transformação social.- Exemplos de Oficinas Práticas - Para Iniciados1. Movimentos Avançados: Esquivas e ContragolpesTreinamento prático de esquivas, contra-ataques e golpes avançados, focado no desenvolvimento técnico e na fluidez dos movimentos durante o jogo.2. Sequências de Ataque e Defesa: Domínio do Jogo de CapoeiraPrática de sequências coordenadas de ataques e defesas, com ênfase no tempo de resposta e na leitura corporal do adversário.3. Toques de Berimbau e Ritmos TradicionaisOficina prática de execução dos toques tradicionais do berimbau, incluindo angola, regional e outros, explorando a importância de cada ritmo no jogo da capoeira.4 - Capoeira e Gênero: A Presença das Mulheres na RodaReflexão sobre o papel das mulheres na capoeira, sua crescente participação e as questões de gênero dentro dessa prática historicamente dominada por homens..5. Ritual da Roda: Estrutura e Condução Prática orientada sobre a organização e condução de uma roda de capoeira, abordando aspectos de liderança,respeito e organização de cantos e toques.6. Treinamento de Resistência e Força na CapoeiraOficina dedicada ao desenvolvimento da resistência física e força muscular necessária para a prática constante da capoeira, através de exercícios funcionais.7. Jogo de Capoeira de Angola: Técnicas Lentas e PrecisasFoco no jogo de angola, caracterizado por movimentos mais lentos e próximos ao chão, trabalhando a paciência, controle e precisão dos golpes.8. Golpes de Pé: Chutes e Desvios no Jogo RegionalPrática de chutes, como meia-lua de frente, armada e martelo, com ênfase em como utilizar esses golpes de forma estratégica e eficaz no jogo.9. Cantigas de Roda: Treinamento Vocal e InstrumentalDesenvolvimento de habilidades vocais e instrumentais para liderar cantigas durante a roda, com explicação dos significados e variações das letras.10. Malícia e Mandinga no Jogo de CapoeiraExploração da “malícia” e da “mandinga” como componentes fundamentais da capoeira, ensinando como aplicar essas qualidades para enganar o adversário e manter o controle da roda.11 - Jogo de Corpo e Presença: fundamentos técnicos para mulheres na rodaEsta oficina prática foca no desenvolvimento da confiança corporal, da precisão técnica e da leitura de jogo pelas participantes, com ênfase na construção da presença feminina dentro da roda de capoeira.12. Ritmos de Atabaque e Pandeiro: Harmonia Musical na CapoeiraDesenvolvimento das habilidades em tocar atabaque e pandeiro, garantindo a harmonia dos instrumentos durante a roda e contribuindo para a cadência do jogo. - Exemplos de oficinas para para o público iniciante1. Brincando com a Capoeira: Primeiros PassosOficina lúdica para apresentar os movimentos básicos da capoeira, como ginga, rolê e aú, ensinando de forma leve e divertida às crianças e adolescentes.2. Música e Movimento: Ritmos da Capoeira para Crianças e AdolescentesOficina que explora os ritmos tradicionais da capoeira, onde os alunos aprenderão a tocar instrumentos como berimbau e pandeiro, além de sincronizar os movimentos com a música.3. Capoeira e Valores: Disciplina, Respeito e UniãoFoco nos valores da capoeira, ensinando aos jovens a importância da disciplina, do respeito ao próximo e da união durante a prática dos movimentos.4. Histórias e Heróis da Capoeira: Conhecendo as RaízesOficina teórica e prática que apresenta as histórias dos grandes mestres da capoeira e ensina sobre a importância cultural dessa arte para a formação da identidade afro-brasileira.
OBJETIVOS GERAIS- "Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão", ao assegurar a continuidade e o fortalecimento da capoeira — manifestação que articula musicalidade, corporalidade, oralidade e ancestralidade —, promovendo a preservação de seus elementos simbólicos, históricos e sociais, ao mesmo tempo em que reafirma sua centralidade como expressão da identidade afro-brasileira e como elo fundamental na construção da diversidade cultural do país.- "Estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira", por meio de vivências práticas e experiências compartilhadas como rodas de capoeira, oficinas de canto e percussão, possibilitando o intercâmbio de saberes entre coletivos de distintas origens geográficas e culturais, fortalecendo as conexões entre as múltiplas tradições que integram o patrimônio cultural vivo do Brasil.- "Promover o restauro, a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em suas dimensões material e imaterial", ao revitalizar os conhecimentos tradicionais da capoeira — como os cânticos ancestrais, os toques do berimbau e pandeiro e os movimentos corporais — garantindo que tais práticas sejam transmitidas de maneira contínua, respeitosa e sustentável, enraizadas no cotidiano das comunidades e integradas à memória cultural do povo brasileiro.- "Incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais", ao oferecer atividades públicas, gratuitas e acessíveis, que proporcionam o contato direto com a capoeira como linguagem cultural, abrindo espaços de vivência e aprendizagem para pessoas de todas as idades e contextos sociais (com ênfase naqueles que enfrentam os maiores problemas de vulnerabilidade social) , permitindo que se tornem não apenas espectadores, mas também agentes ativos na construção e na preservação dessa expressão tradicional.- "Fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural", ao utilizar a capoeira como ferramenta de inclusão e fortalecimento comunitário, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade, oferecendo oportunidades de pertencimento, expressão artística e reconhecimento identitário, e contribuindo para a formação de sujeitos críticos, conscientes de sua herança cultural e de seu papel na sociedade.OBJETIVOS ESPECÍFICOS1. Formar oito turmas com 25 alunos cada, com atividades no contraturno escolarO projeto tem como meta atender 200 alunos de forma continuada, priorizando crianças e adolescentes das comunidades do Cabo de Santo Agostinho. A oferta no contraturno escolar amplia o tempo educativo e garante o acesso a atividades culturais formativas que dialogam com a escola, evitando ociosidade e contribuindo para o desenvolvimento integral dos participantes. Essa estrutura assegura a regularidade das práticas e o vínculo comunitário com os núcleos de capoeira. 2. Ministrar duas aulas semanais por turma, durante dez meses consecutivos, totalizando aproximadamente 80 encontros por turmaA frequência de duas aulas semanais permitirá um processo formativo consistente, com equilíbrio entre a dimensão prática e teórica da capoeira. Essa regularidade favorece a assimilação dos fundamentos, o aprimoramento físico, a disciplina e a convivência entre os alunos. O calendário de dez meses possibilita um acompanhamento pedagógico contínuo, respeitando o ritmo de aprendizado de cada turma e consolidando o vínculo entre os participantes e os mestres responsáveis. 3. Realizar dez oficinas de musicalidade por turma, integrando aprendizado de cânticos e prática de percussãoAs oficinas mensais de musicalidade terão como foco o ensino dos cânticos tradicionais, o toque dos instrumentos (berimbau e pandeiro) e a compreensão dos significados simbólicos das músicas. Essa vivência reforça a dimensão cultural da capoeira, valorizando a oralidade, o ritmo e a ancestralidade afro-brasileira. Além de preservar tradições, as oficinas promovem sensibilidade artística e fortalecem o sentimento de pertencimento cultural dos participantes. 4. Realizar encontros teóricos mensais sobre a história, fundamentos e valores da capoeiraCada turma participará de aulas teóricas e rodas de conversa mensais, abordando temas como a origem da capoeira, os mestres históricos, os instrumentos, a musicalidade e o reconhecimento da prática como patrimônio cultural. Esses momentos de reflexão são essenciais para formar alunos conscientes do valor histórico e simbólico da capoeira, permitindo que compreendam seu papel enquanto guardiões de uma herança cultural que atravessa séculos de resistência e afirmação. 5. Promover dois eventos comunitários — um de abertura e um de encerramento — com rodas de capoeira e apresentações culturaisOs eventos públicos marcam o início e a conclusão do projeto, celebrando o percurso formativo dos alunos e a importância da cultura como elemento de integração social. Nessas ocasiões, serão convidadas as famílias, a comunidade e parceiros institucionais, fortalecendo a rede de apoio local. Além de valorizar os aprendizados, esses encontros ampliam a visibilidade da capoeira como patrimônio coletivo e símbolo de identidade cultural no município.6. Realizar dois encontros comunitários com familiares para fortalecer vínculos afetivos e o sentimento de pertencimento em torno do projetoOs encontros comunitários terão caráter participativo e celebrativo, com rodas de capoeira, apresentações musicais e momentos de convivência entre alunos, familiares e membros da comunidade local. Essas atividades serão realizadas em momentos estratégicos do cronograma — meio e encerramento do projeto — permitindo que a comunidade acompanhe a evolução das turmas e se reconheça como parte integrante do processo cultural. Além de fortalecer os laços entre escola, família e território, os encontros contribuem para consolidar a capoeira como instrumento de união social, valorização da cultura afro-brasileira e promoção de uma convivência comunitária mais harmoniosa e participativa.7. Avaliar o desenvolvimento dos alunos e o impacto cultural das oficinasAo longo do projeto, serão aplicadas observações e instrumentos de avaliação qualitativa para acompanhar a evolução dos participantes em aspectos físicos, culturais e comportamentais. Essa ação permitirá identificar conquistas individuais e coletivas, aprimorar as estratégias pedagógicas e sistematizar resultados para futuras edições. A avaliação final servirá também como instrumento de valorização dos alunos, reforçando o aprendizado como conquista pessoal e comunitária.
A Capoeira é uma expressão cultural de extraordinário valor histórico e simbólico, cujas origens remontam ao período colonial do Brasil. Forjada nas senzalas e nos quilombos como forma de resistência dos africanos escravizados, ela carrega em sua essência o espírito de luta, liberdade e afirmação da dignidade humana. Mais do que uma simples arte corporal, a Capoeira constitui um complexo sistema de saberes e práticas que une movimento, canto, ritmo e oralidade, configurando-se como uma linguagem própria de identidade e ancestralidade afro-brasileira. Seu reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial — pelo Estado de Pernambuco, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pela UNESCO — confirma sua relevância como símbolo de resistência e guardiã das tradições, valores e memórias que sustentam a formação cultural do povo brasileiro.Entretanto, apesar de sua grandeza e reconhecimento, a Capoeira ainda enfrenta sérios desafios para se manter viva e acessível em todas as suas dimensões. A falta de apoio compromete a manutenção dos espaços de prática, a realização de celebrações tradicionais, além da reposição de instrumentos e vestimentas essenciais. Tal fragilidade ameaça não apenas o aspecto material da Capoeira, mas também sua função simbólica, educativa e comunitária, que é o que garante a transmissão dos saberes e a vitalidade dessa herança cultural entre as novas gerações.Na Capoeira, o conhecimento é essencialmente transmitido pela oralidade — de mestre para aluno, de roda em roda, de canto em canto —, sustentando uma cadeia de aprendizado que depende da convivência direta e da experiência compartilhada. Quando essa transmissão é interrompida, não se perde apenas o gesto técnico ou o ritmo musical, mas todo um universo simbólico construído pela ancestralidade: a sabedoria dos toques, os significados dos cânticos, as histórias dos mestres e o sentido coletivo de pertencimento.A ausência de espaços adequados para o ensino e a prática, somada à descontinuidade das iniciativas culturais, compromete gravemente esse processo de aprendizagem viva, que não se preserva em livros ou arquivos, mas na vivência cotidiana e na troca de experiências. É justamente por isso que ações como as oficinas de capoeira assumem um papel decisivo: elas restauram a cadeia de transmissão cultural, reaproximam mestres e aprendizes, e mantêm pulsante o elo entre passado e presente. Garantir a continuidade dessa oralidade é, portanto, assegurar que a capoeira siga sendo um instrumento de identidade, memória e resistência para as futuras gerações.Neste contexto, a realização de projetos específicos da Capoeira, atua de maneira direta e concreta na consecução da salvaguarda cultural e da identidade afrodescendente, tornando-se assim imensamente relevante, principalmente por:- "Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", uma vez que o projeto será inteiramente gratuito e acessível ao público, garantindo o caráter democrático da ação. Tanto os alunos participantes das oficinas quanto a comunidade em geral poderão vivenciar e se apropriar dos valores culturais da Capoeira em um ambiente inclusivo, que reconhece o direito à cultura como um pilar fundamental da cidadania e da dignidade humana.· "Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização dos recursos humanos e conteúdos locais", ao realizar o projeto na região Nordeste, território de intensa efervescência cultural e berço de tradições afro-brasileiras profundamente enraizadas. A iniciativa valoriza mestres, mestras, oficineiros e demais agentes culturais locais, priorizando saberes e práticas originárias do próprio território, e reafirmando a Capoeira como uma linguagem regional que projeta sua força para todo o país.· "Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional", ao reconhecer e apoiar a Capoeira como um legado dos povos africanos e afrodescendentes que contribuíram decisivamente para a constituição da identidade cultural brasileira. O projeto atua diretamente na salvaguarda das tradições, preservando os valores e a ancestralidade da Capoeira — garantindo a permanência dessas práticas fundamentais no cenário contemporâneo.· "Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro", promovendo oficinas culturais que disseminam os conhecimentos tradicionais da Capoeira, como os cantos e os movimentos que compõem sua linguagem simbólica. Simultaneamente, contribui para o "fomento à produção cultural e artística e com a preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico", ao estimular a formação de novos praticantes e garantir a circulação dos saberes que sustentam a Capoeira como expressão viva do patrimônio afro-brasileiro.Nesse contexto, o projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão" propõe-se a atuar em múltiplas frentes: buscando fomentar uma formação continuada por meio de oficinas culturais dedicadas à transmissão de saberes tradicionais, o manuseio de instrumentos, a oralidade dos cantos ancestrais e a execução dos movimentos corporais que compõem a rica linguagem da Capoeira.O projeto Capoeira no Ritmo da Inclusão nasce da trajetória de um coletivo cultural independente, atuante desde 2014 na promoção da capoeira e da cultura popular, reafirmando o papel das iniciativas comunitárias na democratização do acesso à cultura.Com duração total de doze meses — sendo dez meses de produção, o projeto desenvolverá um processo formativo voltado à iniciação e ao aprimoramento na arte da capoeira. Serão beneficiados diretamente 200 alunos, distribuídos em oito turmas de 25 participantes, com atividades realizadas em dois núcleos comunitários do Cabo de Santo Agostinho. Os alunos participarão de aulas práticas e teóricas, incluindo oficinas mensais de musicalidade, onde aprenderão cânticos tradicionais e fundamentos da percussão (berimbau e pandeiro). O conjunto das ações proporcionará tanto o primeiro contato de novos praticantes com a capoeira quanto o aperfeiçoamento técnico e cultural daqueles que já possuem alguma experiência, fortalecendo a continuidade da tradição e o sentimento de pertencimento à comunidade capoeirista local.A realização deste projeto por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura é fator determinante para sua viabilidade e impacto. Ao utilizar esse importante mecanismo de política cultural, o projeto assegura não apenas a execução de suas atividades, mas também o fortalecimento de uma manifestação que por séculos foi marginalizada e criminalizada. Hoje reconhecida em âmbitos estadual, nacional e internacional, a Capoeira — seja em sua vertente "Regional", influenciada por Mestre Bimba, ou na tradição "Angola", preservada por Mestre Pastinha — permanece como símbolo de resistência e veículo de transformação, promovendo cidadania, pertencimento e consciência histórica.Dessa forma, produzir o projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão" representa uma ação estratégica de preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro e de fortalecimento dos laços comunitários por meio da Capoeira. Com o suporte da Lei Rouanet, torna-se possível realizar não apenas as oficinas, mas consolidar a Capoeira como instrumento de transformação social, capaz de inspirar, educar e unir diferentes gerações em torno de uma prática que valoriza suas raízes, cultiva o respeito às diferenças e projeta o futuro a partir da ancestralidade.Por todos esses motivos, a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei nº 8.313/91 revela-se imprescindível para que o projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão" atinja seus objetivos e contribua significativamente para o fortalecimento da Capoeira, da cultura afro-brasileira e da pluralidade cultural que compõe o Brasil contemporâneo.
O projeto “Capoeira no Ritmo da Inclusão” é uma iniciativa de caráter coletivo, fruto da atuação continuada de um grupo cultural independente que, desde o ano de 2014, desenvolve ações voltadas à preservação, ensino e difusão da capoeira e da cultura popular brasileira. Apesar de ainda não possuir constituição jurídica formal, o coletivo mantém uma trajetória reconhecida no meio cultural local, com atividades realizadas de forma colaborativa, sempre ancoradas na valorização da identidade afro-brasileira, na formação cidadã e na promoção da inclusão social por meio da cultura.A proponente Nicole Juliane Nascimento de Assis, pessoa física, é a responsável legal pela submissão da proposta no âmbito da Lei Rouanet e exercerá também a função de Produtora Executiva do projeto. Sua atuação é voltada à produção cultural e à articulação de iniciativas de base comunitária, sendo uma das integrantes do referido coletivo.Entre os colaboradores do projeto destaca-se Anilton José da Silva, conhecido no universo da capoeira como Mestre Senzala, com 38 anos de trajetória dedicados à prática e ao ensino da capoeira. Em 2026, Mestre Senzala completará 20 anos de mestria, consolidando uma história de compromisso com a tradição, a formação de novos capoeiristas e a difusão dos valores culturais e educativos que caracterizam essa manifestação.O projeto será viabilizado por meio do mecanismo de incentivo fiscal previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), contando com o apoio de pessoas físicas doadoras, que destinarão parte de seu Imposto de Renda devido à execução da proposta. Essa forma de financiamento reforça o caráter participativo e comunitário da iniciativa, evidenciando o engajamento de cidadãos que reconhecem o valor da capoeira como expressão cultural e instrumento de inclusão. Assim, o projeto reafirma a potência das ações culturais de base social e a importância do incentivo fiscal como ferramenta de fortalecimento de coletivos independentes e da diversidade cultural brasileira.
Estrutura Pedagógica das Aulas As aulas do projeto foram concebidas a partir de uma abordagem pedagógica dialógica, participativa e humanizadora, em consonância com os princípios da educação integral e com a concepção freiriana de ensino como prática da liberdade. Cada encontro é organizado em três momentos interdependentes, que se articulam de forma orgânica para promover o desenvolvimento corporal, intelectual, social e emocional dos participantes.1. Recepção e Escuta QualificadaO primeiro momento das aulas é destinado à acolhida e à escuta ativa dos participantes. Trata-se de um espaço intencionalmente construído para fortalecer vínculos, estimular o sentimento de pertencimento e favorecer a expressão individual. Durante esse período, os alunos se preparam para a aula, trocam experiências e compartilham aspectos do cotidiano escolar, familiar e comunitário. A escuta é conduzida de forma sensível e qualificada, permitindo que o educador identifique eventuais situações de vulnerabilidade, desmotivação ou conflito, promovendo encaminhamentos ou ajustes pedagógicos quando necessário. Esse momento, embora espontâneo, é estruturado pedagogicamente como um campo de observação e diálogo, que contribui para a construção de um ambiente seguro, empático e inclusivo.2. Desenvolvimento da Aula (Prática, Teoria e Musicalidade)O segundo momento corresponde à realização da aula propriamente dita, organizada de acordo com o calendário pedagógico do projeto. Esse eixo central contempla três dimensões complementares da capoeira — corporal, histórica e musical — garantindo uma formação ampla e integrada.Prática: voltada ao desenvolvimento das movimentações básicas, fundamentos técnicos e jogos corporais, estimulando a coordenação, o equilíbrio, a disciplina e o respeito mútuo.Teoria: destinada à reflexão sobre a história da capoeira, suas origens afro-brasileiras e o legado dos mestres e personagens da cultura negra, promovendo o fortalecimento da identidade cultural e o combate ao preconceito.Musicalidade: momento de aprendizado e vivência dos instrumentos tradicionais (berimbau, pandeiro, atabaque), do canto e da construção simbólica do ritmo como expressão coletiva.Essa diversidade metodológica garante que o processo educativo não se limite à dimensão física, mas se amplie para a formação ética, estética e cidadã dos alunos.3. Síntese e Encerramento ReflexivoO terceiro momento é destinado à síntese e à reflexão coletiva sobre o encontro. Trata-se de um período de desaceleração e descanso, mas também de elaboração simbólica e cognitiva da experiência vivida. De maneira leve e dialogada, o educador conduz conversas informais sobre o conteúdo trabalhado, escuta percepções, levanta sugestões e acolhe as demandas para os próximos encontros. Embora realizado em tom descontraído, esse fechamento é orientado por intencionalidade pedagógica: busca-se estimular a autopercepção, a autonomia e o protagonismo dos alunos, fazendo com que cada um reconheça a própria trajetória de aprendizado e o sentido coletivo da vivência.
A acessibilidade é concebida neste projeto como um princípio estruturante, assegurando que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas, possam usufruir integralmente das atividades propostas. Para tanto, serão contempladas ações que abrangem diferentes dimensões da acessibilidade, eliminando barreiras comunicacionais, arquitetônicas e de conteúdo, além de promover a acessibilidade atitudinal no acolhimento e na condução das práticas.De forma inovadora, o projeto incorporará também um eixo sensorial e experiencial, que amplia a participação ao oferecer vivências adaptadas e inclusivas, respeitando especificidades e potencializando o envolvimento de cada participante. Essa abordagem reforça o compromisso do projeto não apenas com o cumprimento das normas de acessibilidade, mas com a democratização real do acesso à cultura e com a valorização da diversidade humana como fundamento essencial.O projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão" conta com uma valiosa parceria com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, que disponibilizará diversos espaços adequados para a realização do projeto. Esses espaços serão previamente avaliados pela organização em termos de localização geográfica (escolha de locais com maior vulnerabilidade social) e principalmente os ambiente mais acessíveis e apropriados para as necessidades especiais, garantindo também, a presença e respeito a todos os participantes.ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICAOs espaços disponibilizados para eventuais escolhas, incluem: Salas de aula de escolas municipais, Centros Culturais, Auditórios, Estação Cidadania e Ginásios Municipais. Todos esses locais com infraestrutura adaptada para garantir plena acessibilidade às pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. As adaptações disponíveis incluem:- Banheiros acessíveis e adaptados;- Rampas de acesso;- Corrimões nas áreas de circulação;- Pisos táteis, garantindo maior segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual.Além disso, durante os encontros, haverá áreas de assentos reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, garantindo que todos possam assistir e participar das atividades com conforto e segurança.ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO- Audiodescrição breve, com roteiro falado em cada uma das atividades realizadas.- A hashtag #PraCegoVer em todas as postagens em redes sociais vinculadas ao projeto.- Produção da “Cartilha da Salvaguarda” com versão em braile, e versão com linguagem simplificada e fontes ampliadas, de forma personalizada para eventual participante com deficiência visual.Obs 1 - A produção do material em braile será fruto de parceria com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho que possui um espaço especializado para produção de material acessível para alunos da rede municipal de ensino.ACESSIBILIDADE ATITUDINALToda a equipe do coletivo e os professores serão orientados a adequar as metodologias de ensino e o ambiente das oficinas para atender eventuais necessidades específicas, sempre que houver participantes com deficiência. Essa adequação poderá incluir:- Ajuste no ritmo e formato das atividades práticas;- Apoio individualizado durante as aulas, quando necessário;- Utilização de linguagem simples, gestual e demonstrativa, facilitando a compreensão dos conteúdos;ACESSIBILIDADE SENSORIAL E EXPERIÊNCIAL Adaptar a transmissão do conhecimento para que todos vivenciem, compreendam e aprendam:- Disponibilização de abafadores de ruído para pessoas com TEA e sensibilidade a ruídos altos.- Apresentação tátil e sonora dos instrumentos musicais tradicionais da capoeira para pessoas com deficiências;- Realização de “Roda Acessível” com movimentações adaptadas para que pessoas com deficiência possam vivenciar a roda de capoeira.- Garantia de participação nas oficinas teóricas e musicais por meio de abordagens sensoriais e vivenciais.- - - - - - - - - - - - - - -Ao garantir acessibilidade em diversas formas — arquitetônica, de conteúdo, atitudinal, além da sensorial/experiencial — o projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão" não apenas cumpre sua função social, mas reafirma seu compromisso com a democratização da cultura. A capoeira, como patrimônio imaterial brasileiro e mundial, deve ser celebrada e compartilhada com todos, sem barreiras.Assim, as adaptações propostas vão além do cumprimento de normas legais, elas são parte de um esforço maior para garantir que todos os cidadãos, independentemente de suas condições físicas ou sensoriais, possam vivenciar plenamente a riqueza cultural desse evento.
O projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão" será inteiramente gratuito inclsuive na participação da comunidade nos eventos culturais de abertura e encerramento. Esse compromisso com a gratuidade não se restringe à participação presencial. Alinhado à legislação cultural vigente e aos princípios de democratização do acesso à cultura, o projeto propõe ações para ampliar ainda mais o alcance do evento e garantir que ele chegue a uma audiência diversificada, independente de barreiras geográficas ou financeiras.Como forma de ampliação do acesso, ancorados na legislação específica, propõe-se:- "disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal".- "garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos".Nesse sentido, para atingirmos tais objetivos, e para reforçar a conectividade em tempo real com o público, diversos momentos das atividades serão disponibilizados pelas plataformas Instagram, facebook e Youtube (específicos do projeto), permitindo uma interação dinâmica e acessível, especialmente para as gerações mais jovens e conectadas. Essa estratégia não só amplia o acesso ao festival, mas também contribui para a preservação e disseminação da capoeira como patrimônio cultural imaterial.Ainda com base na legislação, garantiremos:- "realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas";- "realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil"O projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão" já atende totalmente a essas premissas ao ser realizado em espaços públicos, ao ser totalmente gratuito, ao ter ações voltadas para o público infantil e juvenil e ao realizar momentos culturais abertos às comunidades atendidas.
1 - NICOLE JULIANE NASCIMENTO DE ASSIS - (Professora "Branquinha")Cargo: PRODUTORA EXECUTIVA-Responsável pela gestão geral do projeto, garantindo que todas as etapas administrativas, financeiras e operacionais sejam cumpridas conforme o planejamento. Atua no controle do orçamento, contratações, cronograma e interlocução com patrocinadores, órgãos públicos e equipes, atuando desde a pré-produção, passando pela produção e chegando à pós-produção.- O cargo será remunerado no primeiro e no último mês do projeto, conforme itens 4 (pré-produção) e 7 (pós-produção) da planilha orçamentáriaFunções:- Contratação de empresas prestadoras de serviço, bem como coordenar a atuação dessas empresas;- Fazer toda intermediação com a prefeitura local na efetivação da parceria e suas respectivas realizações pactuadas;- Gestão financeira;- Planejar, organizar e administrar todos os recursos necessários para a produção do projeto. Coordenação, logística, gestão de equipe e controle de orçamento- Prestação de Contas.- RESUMO DO CURRÍCULONascimento: 15/03/2001 - Cabo de Santo Agostinho - PE CPF: 115.410.014-60 - RG: 10.041.734 SDS-PEEndereço: Rua Cremilton Walter Pietro Figueiredo - 46-C - COHAB, Cabo de Santo Agostinho - PE - CEP: 54.520-100- ACADÊMICOFormação: Estudante de Arquitetura (9º Período) - Faculdade Guararapes - Jaboatão dos Guararapes - PE- CULTURALFormação/Atuação Cultural: Capoeira: Pratica capoeira há 13 anos, tendo atualmente a graduação de Professora, no Grupo Mandingá Capoeira (participante desde sua fundação), onde atua dando aulas em duas comunidades, para cerca de 65 alunos. Faz uma ligação entre sua formação acadêmica com sua atuação cultural, ao pesquisar a utilização de conceitos da arquitetura na cultura e nas artes, sobretudo, nas questões de iluminação e cenografia. Nesse sentido, atuou nas últimas seis edições anuais da MOCASPE (Mostra Cabense de Esquetes e Poesias Encenadas), justamente como coordenadora de iluminação e cenografia.- TERCEIRO SETORAtuação no Terceiro Setor: Associação de Moradores da COHAB - Coordenação Feminina – Auxiliar de Coordenação (Cabo de SantoAgostinho - 2019/2020); Associação de Moradores da Praia de Gaibu - Coordenação Feminina – Auxiliar de Coordenação (Cabo deSanto Agostinho - 2021/2022); GRUDAGE (Grupo de Teatro da Gente) - Iluminação e Cenografia (Cabo de Santo Agostinho -2020/2023); Instituto Fênix de Desenvolvimento Humano e Social - Coordenadora de Cultura (Cabo de Santo Agostinho -2022/hoje);Centro das Mulheres do Cabo - Coordenadora de Cultura (2022/2024); Associação Esportiva das Praias do Cabo de SantoAgostinho - Coordenadora Cultural (2024/hoje).2 - ANILTON JOSÉ DA SILVA - (Mestre "Senzala")Cargo: PROFESSORResponsável por planejar, organizar e supervisionar todos os aspectos técnicos envolvidos nas atividades de Capoeira dentro doprojeto, garantindo excelência na infraestrutura física, segurança, fluidez e funcionalidade dos espaços. Foco nas oficinas demusicalidade.- O cargo será remunerado conforme ítem 5 (produção) da planilha orçamentária.Funções:- Ministrar as aulas teóricas, práticas e de musicalidade do projeto "Capoeira no Ritmo da Inclusão"- RESUMO DO CURRÍCULONascimento: 20/02/1971 - Cabo de Santo Agostinho - PE CPF: 666.565.244-00 - RG: 4.330.334 SDS-PEEndereço: Rua 31 - 51 - Bela Vista, Cabo de Santo Agostinho - PE - CEP: 54.530-340- ACADÊMICO- Formação: Ensino Médio Completo- Doutor Honoris Causa – Faculdade de Formação Brasileira e Internacional de Capelania e Ordem dos Capelães do Brasil (OCB) –“Pelo extraordinário serviço à sociedade, contribuindo para o progresso da cultura em geral”.- PROFISSIONAL- Instrutor - Programa PROCUCA - Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho - 2001/2004- Professor - Projeto Camaradas - Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá - 2002/2012- Educador Cultural - Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho - 2001/2014- Coordenador - PROJETO RODA DE BAMBAS - Instituto Fênix de Desenvolvimento Humano e Social - 2015/2016- CULTURALPraticante de capoeira desde 1987. Em 1985, funda, junto com amigos, o grupo Volta que o Mundo Dá. Em 2014, funda o Centro de Desenvolvimento e Pesquisa Mandingá Capoeira, grupo que se torna referência no município do Cabo de Santo Agostinho; Em 2020 é eleto presidente da recém formada Associação de Grupos de Capoeira do Cabo de Santo Agostinho e luta pela legalização e reconhecimento da associação; É Diretor Cultural do Instituto Fênix de Desenvolvimento Humano e Social e representante da Sociedade Civil, Segmento de Cultura Popular no Conselho Municipal de Política Cultural do Cabo de Santo Agostinho, reeleito para o período 2023/2026.Obs - O segundo professor será escolhido via processo de seleção coordenado pelo professor do projeto, Mestre Senzala.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.