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PRONAC 2515405Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CORES DO TERRITÓRIO EM DESENHOS DA MEMÓRIA

INSTITUTO GRANDE SERTAO
Solicitado
R$ 319,8 mil
Aprovado
R$ 319,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Montes Claros
Início
2026-01-19
Término
2026-11-23
Locais de realização (1)
Montes Claros Minas Gerais

Resumo

O projeto propõe oficinas itinerantes de artes plásticas em Montes Claros (MG), utilizando pigmentos naturais extraídos dos solos dos biomas Cerrado e Caatinga e corantes vegetais locais (como urucum, jenipapo, carvão vegetal, folhas, cascas), para retratar cotidianos, memórias e afetos de crianças de escolas públicas, idosos institucionalizados e seus familiares. A iniciativa combina saberes ancestrais, ciência do solo, educação ambiental e arte comunitária, com foco em inclusão intergeracional, valorização do patrimônio natural e cultural da bacia do Rio São Francisco e práticas sustentáveis. A duração total é de 11 meses, com formação de oficineiros, execução de workshops e exposição comunitária.

Sinopse

Cores do Território e Desenhos da Memória é um projeto de arte comunitária que resgata saberes ancestrais por meio da criação artística com pigmentos naturais extraídos dos solos dos biomas Cerrado e Caatinga e corantes vegetais locais (urucum, jenipapo, carvão vegetal, entre outros). A iniciativa promove encontros intergeracionais entre crianças, idosos e suas famílias em Montes Claros (MG), estimulando a expressão criativa, o resgate de memórias afetivas e o fortalecimento do vínculo com o território e a bacia do Rio São Francisco. A partir de oficinas inclusivas, investigação científica e práticas sustentáveis, o projeto gera obras coletivas, uma exposição comunitária e um catálogo digital com legado técnico e afetivo.

Objetivos

GeralPromover a expressão artística e o resgate de memórias coletivas e individuais por meio de oficinas de artes plásticas com pigmentos naturais, fortalecendo identidades locais e vínculos intergeracionais em Montes Claros, inserindo e valorizando a riqueza histórica dos usos tradicional dos solos na construção e proteção de moradias.EspecíficosCapacitar uma equipe de oficineiros em técnicas de remoção e uso de pigmentos naturais e mediação artística inclusiva.Realizar oficinas artísticas em escolas públicas e instituições de longa permanência para idosos.Estimular o diálogo entre gerações por meio do resgate histórico e da criação coletiva.Documentar e socializar os processos e resultados por meio de exposição comunitária e registro audiovisual.Sensibilizar participantes e comunidade para a preservação dos biomas Cerrado e Caatinga e da bacia do Rio São Francisco.

Justificativa

Montes Claros situa-se em uma região de transição entre os biomas Cerrado e Caatinga, marcada por riqueza histórica, arqueológica, ecológica e cultural, mas também por desafios socioambientais. A arte, especialmente quando conectada à terra e à memória, pode ser uma poderosa ferramenta de resgate identitário, inclusão social e educação ambiental. Crianças e idosos são grupos frequentemente marginalizados nos processos culturais, apesar destes últimos serem portadores de saberes e histórias fundamentais, inclusive na formação da própria sociedade atual. Assim, ao propor o uso de pigmentos naturais, estimular e valorizar o patrimônio material e imaterial local, promovendo práticas sustentáveis e criativas integrando as gerações e registrando a continuidade de memórias e significados para os lugares vividos.1. Raízes históricas e culturaisAssim como nas pinturas rupestres registrados nos Parques Estaduais da Lapa Grande, em Montes Claros, Grão Mogol e Botumirim, como também no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Januária ou mesmo nos usos indígenas do urucum, jenipapo e tabatinga, como pelo povo Xakriabá em São João das Missões - a pintura com pigmentos naturais é um saber ancestral presente no território brasileiro. Em Minas Gerais, há registros históricos do uso de "terras coloridas" em Ouro Preto e da tabatinga como substituta da cal — práticas que hoje podem ser ressignificadas como ato de resistência cultural e ecológico.2. Educação por investigação e ludicidadeProjetos ligados a educação infantil demonstram que as crianças aprendem melhor quando são protagonistas na produção de tintas. A pergunta "como se faz tinta?" abre caminho para experimentação científica, medição, mistura, observação de transformações — integrando arte, ciências naturais e matemática. O mesmo conceito se aplica para as diversas memorias afetivas dos idosos em momentos de interação com a arte e aprendizados em geral.3. Sustentabilidade e segurançaAs tintas industriais contêm compostos tóxicos (como corantes azoicos) e derivados de petróleo. Já as tintas à base de solo e matéria orgânica não são tóxicas, biodegradáveis e seguras, especialmente importantes para crianças pequenas e idosos com saúde fragilizada. São uma tecnologia socioambiental comprovada ao longo dos anos e perfeitamente realizáveis para soluções locais, nos dias atuais.4. Memória e pertençaAo pintar com a terra do seu território, os participantes estabelecem um vínculo sensorial e simbólico com o lugar. Para idosos institucionalizados — muitos deslocados de suas origens — e para crianças em contexto de vulnerabilidade, essa prática pode resgatar identidades, histórias e pertencimento.

Especificação técnica

Formato principal: Oficinas artísticas itinerantes + exposição comunitária + catálogo digitalTécnicas utilizadas: pintura com pigmentos naturais, impressão com mãos/pés, carimbos vegetais, alto-relevo para acessibilidadeMateriais: tintas produzidas com solos locais, aglutinantes naturais (cola branca, goma arábica, óleo de linhaça, extratos vegetais), suportes como papel kraft, tecido cru e madeiraAcessibilidade:Comunicação em Libras e audiodescriçãoMateriais táteis e em BrailleAdaptações motoras (pincéis ergonômicos, mesas reguláveis)Linguagem visual simples e sequências ilustradasRegistro: documentação fotográfica e audiovisual contínua; catálogo digital com receitas, depoimentos e mapa georreferenciado de pigmentos

Acessibilidade

AÇÃO DESCRIÇÃOMateriais táteis: Paletas com texturas, tintas em relevo, moldes em gesso com as obrasComunicação acessível: Libras em todos os eventos, audiodescrição e legendasAdaptação motora: Pincéis com empunhadura adaptados, suportes fixos, mesas reguláveisInclusão cognitiva: Sequência visual das etapas, uso de ícones, linguagem simplesAlcance territorial: Kits de tinta para famílias que não podem comparecer; transmissão da exposição

Democratização do acesso

O Projeto pretende adaptar os locais de acesso às oficinas com rampas, considerando o público idoso que será convidado a participar. Pretende também disponibilizar os Kits de tinta para famílias que não possam comparecer às oficinas, realizando a participação hibrida, além de realizar a transmissão da exposição final dos trabalhos.

Ficha técnica

Título do projeto: Cores do Território e Desenhos da MemóriaProponente: IGS – Montes Claros/MGCoordenação geral: 1 coordenador(a)Equipe técnica: 3 oficineiros(as), 1 agente comunitário, 2 intérprete de Libras, apoio de especialistas em pigmentos naturais e educação ambientalPúblico-alvo: Crianças de escolas públicas (ensino fundamental I e II), idosos institucionalizados, familiares e comunidade localDuração total: 11 mesesLocal de realização: Montes Claros (MG), com atividades em escolas públicas, ILPIs e espaços comunitáriosAcessibilidade garantida: Libras, audiodescrição, materiais táteis, adaptações motoras e cognitivasVanessa Veloso - Mestre em Geografia, Espeleóloga e Produtora CulturalMaria de Fátima Procópio - Diretora Executiva do IGS - Educadora Socioambiental Eduardo Gomes de Assis - Espeleólogo, Artesão de produtos do Cerrado - Educador Sociocultural - Mobilizador social

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.