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O samba, declarado Patrimônio Imaterial do Brasil pelo IPHAN, carrega em si as marcas da resistência, da oralidade e da identidade afro-brasileira. Nascido das rodas, quintais, terreiros e praças, o samba baiano constitui um capítulo essencial da história cultural do país. Salvador, berço da diáspora africana nas Américas, deu ao Brasil e ao mundo nomes e obras que moldaram não apenas um estilo musical, mas uma forma de existir.O projeto "Sambistas da Bahia: A Caixa Respira" nasce com o compromisso de resgatar, valorizar e difundir a memória dos mestres e mestras que, com sua genialidade poética e musical, ajudaram a escrever páginas fundamentais da cultura brasileira. Mais que um espetáculo ou uma ação pontual, trata-se de um programa de valorização contínua, que alia pesquisa, memória, difusão e formação, conectando passado, presente e futuro do samba na Bahia.
A iniciativa doprojeto vai além da homenagem. Propõe ações práticas de memória, formação e circulação, que incluem shows, rodas de samba, oficinas em escolas e comunidades, debates públicos, exposições e a criação de acervo digital e audiovisual. O objetivo é reafirmar o samba como instrumento de pertencimento, identidade e transformação social, fortalecendo o vínculo entre gerações e assegurando que os jovens reconheçam no samba não apenas uma expressão artística, mas também um território de luta e afirmação cultural.Sambistas da Bahia: A Caixa Respira” é mais que um projeto cultural: é uma política de memória, um ato de resistência e um convite ao futuro. Ao colocar o samba baiano no centro da cena, o projeto reafirma o compromisso com a ancestralidade, com a cultura popular e com a inclusão social.Trata-se de uma proposta de impacto múltiplo: cultural, educacional, social e econômico. Uma ponte entre o legado de mestres como Batatinha e Riachão e os novos sambistas que surgem em cada esquina da Bahia. Uma afirmação de que o samba é vivo, pulsante e transformador.
1. Objetivo GeralResgatar, valorizar e difundir o legado dos sambistas da Bahia por meio de ações artísticas, educativas e de memória, fortalecendo a identidade cultural afro-brasileira e promovendo inclusão social e formação de novos públicos. 2. Objetivos Específicos- Realizar circuito de shows e rodas de samba em diferentes cidades da Bahia, com artistas consagrados e novas gerações. - Promover oficinas de samba, percussão e poesia em escolas públicas e comunidades periféricas. - Criar um acervo digital com registros audiovisuais dos sambistas e das atividades realizadas. - Produzir um documentário sobre a trajetória dos sambistas baianos, destacando suas histórias de vida, obras e legados. - Realizar debates e mesas-redondas com pesquisadores, artistas e gestores culturais sobre o papel do samba na formação da identidade brasileira. - Estabelecer contrapartidas sociais acessíveis à comunidade, como apresentações gratuitas em praças e centros culturais. - Estimular a formação de plateia, garantindo acesso de crianças, jovens e idosos a atividades culturais de qualidade. - Valorizar a produção local e a circulação da cultura baiana, fortalecendo a economia criativa ligada ao samba.
O samba baiano é, ao mesmo tempo, raiz e fruto. Raiz de uma tradição que remonta às primeiras expressões musicais dos negros escravizados que aqui desembarcaram, trazendo em seus corpos e vozes a ancestralidade africana. Fruto de uma sociedade marcada por desigualdades, mas que soube transformar dor em beleza, resistência em música, opressão em poesia.No entanto, apesar de sua grandeza, o samba da Bahia ainda sofre com a invisibilidade. Muitos de seus criadores permanecem ausentes da historiografia oficial, relegados ao esquecimento ou lembrados apenas em circuitos restritos. Nomes como Batatinha, Riachão, Ederaldo Gentil, Nelson Rufino, Panela, Walmir Lima, Edil Pacheco, Gal do Beco, Claudette Macêdo, entre tantos outros, são parte de uma linhagem que precisa ser permanentemente celebrada, registrada e difundida.É impossível falar do samba sem reconhecer a figura de Tia Ciata, que saiu da Bahia e levou para o Rio de Janeiro a tradição das rodas, transformando-se na grande matriarca do samba urbano carioca. Sua trajetória reafirma que a Bahia é berço e matriz do samba, responsável por formar gerações de artistas que marcaram a história da música popular brasileira.O projeto se insere, portanto, como uma ação estratégica de preservação da memória e promoção da cultura, alinhada à Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. Ao integrar música, história e identidade, o projeto contribui diretamente para o fortalecimento da autoestima da população negra e periférica, ao mesmo tempo em que promove maior compreensão da formação cultural brasileira. Além disso, a iniciativa dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU), sobretudo no que se refere ao ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 10 (Redução das Desigualdades) e ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). A proposta é construir uma ponte entre tradição e contemporaneidade, entre palco e rua, entre mestres e aprendizes, criando um ecossistema cultural sustentável, inclusivo e transformador.Portanto, "Sambistas da Bahia: A Caixa Respira" justifica-se não apenas como um projeto artístico, mas como um programa de impacto social, educacional e cultural, capaz de reposicionar o samba baiano como eixo de memória e futuro.
IMPACTO CULTURAL E SOCIALO impacto do projeto ultrapassa a dimensão artística e se insere como ferramenta de transformação social.No campo cultural, o projeto assegura a preservação e difusão do samba baiano, reafirmando sua relevância no cenário nacional e internacional. A valorização de nomes como Batatinha, Riachão, Ederaldo Gentil e tantos outros contribui para a consolidação da Bahia como referência incontornável do samba brasileiro.No campo educacional, a inserção de oficinas e debates em escolas públicas promove o conhecimento da história e cultura afro-brasileira, em consonância com a Lei 10.639/03. Jovens e crianças terão contato direto com mestres, músicos e pesquisadores, criando laços de pertencimento e autoestima cultural.No campo social, o projeto fortalece comunidades periféricas, ampliando o acesso gratuito à cultura. Praças, centros comunitários e espaços alternativos serão ocupados pelo samba, democratizando o acesso e criando novos públicos.No campo econômico, o projeto dinamiza a cadeia produtiva da música e da economia criativa, gerando empregos diretos e indiretos para artistas, técnicos e produtores.O resultado esperado é a construção de um legado que não se esgota no evento, mas gera sementes para futuras gerações: jovens que tocam, dançam, cantam e se reconhecem na memória viva do samba da Bahia
O projeto “Sambistas da Bahia: A Caixa Respira” será desenvolvido a partir de três eixos principais que visam registrar e difundir o legado dos sambistas da Bahia para um público diverso e que dificilmente teria acesso a este importante legado. 1. Eixo Caixas que CantamO primeiro eixo é denominado “Caixas que Cantam”, constituído por seis estruturas móveis que funcionarão como centros de memória e difusão do legado de diferentes sambistas baianos. Tais estruturas serão construídas em formato de caixas de fósforo e dentro delas será realizada a exposição de acervo fotográfico e audiovisual dos sambistas. A definição dos sambistas cujas obras serão expostas, será feita a partir do material disponível identificado em pesquisa prévia.Na inauguração de cada caixa serão realizadas rodas de samba, shows e performances nas imediações da mesma a partir do repertório do sambista homenageado naquela caixa.As caixas serão distribuídas da seguinte forma:· 3 caixas em Salvador, sendo uma no Pelourinho, uma no Mercado Modelo e outra na Barra;· 3 caixas em diferentes cidades do interior do estado. 2. Eixo oficinas em escolas públicas e centros culturais: Serão oferecidas oficinas de música e história do samba, com o objetivo de conectar os participantes com o acervo e a importância para a história da música dos sambistas que serão homenageados nas “Caixas que Cantam”. As oficinas serão voltadas especialmente para crianças e jovens, buscando estimular a criatividade, a apropriação de sua história musical e a consciência cultural. As oficinas acontecerão em escolas públicas e centros culturais localizados nas imediações de onde estarão as “Caixas que Falam”. 3. Eixo Memória e Difusão:A partir da pesquisa de registros musicais e iconográfico dos sambistas que serão homenageados neste projeto, serão elaborados produtos que possam ser divulgados em diferentes mídias para além do que será exposto nas seis caixas.Os produtos pensados são:- Catálogo com músicas, fotos e partituras dos sambistas homenageados;- Criação de plataforma digital para difusão do acervo coletado na pesquisa para o conteúdo a ser exposto nas caixas;- Gravação de registros audiovisuais que possam ser editados para a realização de um documentário sobre o projeto, incluindo making of e entrevistas com mestres.
O projeto Sambistas da Bahia - A Caixa Respira tem o compromisso de garantir o acesso pleno e inclusivo de todas as pessoas às suas atividades, sejam elas artísticas ou formativas. A acessibilidade será tratada de forma transversal em todas as etapas do projeto, planejamento, comunicação, montagem, sinalização e execução, assegurando condições adequadas de participação a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e diferentes perfis sensoriais, cognitivos e culturais.As ações visam eliminar barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais, promovendo um ambiente acolhedor e igualitário. A equipe de produção contará com profissionais capacitados para orientar o público e mediar o acesso às atividades em todo o circuito do festival. 1 Acessibilidade Física As áreas das atividades serão organizadas de forma a garantir circulação segura e confortável para todos. Serão implantadas (sempre que necessário) rampas de acesso, pisos nivelados, banheiros adaptados e sinalização tátil nos principais pontos de concentração do público.Os locais de apresentação serão previamente vistoriados para assegurar condições adequadas de deslocamento e permanência, com áreas reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. 2 Acessibilidade Comunicacional As atividades do projeto — shows, oficinas e rodas de conversa — contarão com intérprete de Libras e audiodescrição em trechos selecionados da programação. Materiais impressos e digitais serão produzidos em linguagem simples e com tipografia acessível. A sinalização visual dos espaços trará pictogramas universais e cores contrastantes, facilitando a leitura e a orientação do público. Durante o evento, a equipe de mediação estará preparada para oferecer suporte individualizado e promover a inclusão comunicacional de todos os participantes. 3 Acessibilidade DigitalO site e as redes sociais do Sambistas da Bahia - A Caixa Respira adotarão recursos de acessibilidade digital, como descrição de imagens (texto alternativo), legendas em vídeos e contraste adequado entre cores. O conteúdo será adaptado para leitura por leitores de tela e compatível com dispositivos móveis. As transmissões e registros audiovisuais do projeto incluirão legendas automáticas e recursos de Libras, ampliando o alcance e garantindo que o público com deficiência auditiva e visual também possa vivenciar a experiência do evento.
O Sambistas da Bahia - A Caixa Respira tem como princípio fundamental garantir o acesso gratuito e inclusivo de todos os públicos às suas atividades, promovendo a arte e a cultura como direito e bem comum. Todas as apresentações, oficinas e trilhas musicais serão inteiramente gratuitas, realizadas em espaços públicos e naturais do distrito histórico de Cachoeira, Feira de Santana e Guanambi, favorecendo a ampla participação da população local e de visitantes. A curadoria do projeto prioriza a diversidade de expressões artísticas e a representatividade de gênero, raça e território, estimulando o diálogo entre artistas consagrados e novos talentos da cena musical baiana e nacional. As ações de formação, rodas de conversa e oficinas serão direcionadas especialmente a jovens, mulheres e agentes culturais da região, fortalecendo vínculos e estimulando o protagonismo comunitário. Serão implementadas estratégias de comunicação acessíveis e descentralizadas, utilizando rádios locais, redes sociais, cartazes e convites comunitários, de modo a alcançar diferentes públicos, incluindo moradores de áreas rurais. A democratização do acesso será, portanto, um eixo estruturante do projeto, reafirmando o compromisso com a inclusão, a diversidade e o direito de todos à fruição da arte e da natureza.
Dody Só – Criação, direção artística e roteiro.Ator, diretor, cantor, roteirista, produtor cultural e comunicador com trajetória reconhecida na cena baiana, nacional e internacional. Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Cinema e VídeoDody Só é um artista multifacetado com sólida trajetória no cenário cultural baiano, atuando nas áreas de teatro, cinema, música e televisão. Sua formação em Comunicação e sua atuação contínua como diretor, roteirista, produtor e intérprete o consolidam como um dos nomes de destaque na difusão da cultura afro-brasileira e das artes integradas na Bahia. Com uma carreira que transita entre o popular e o erudito, Dody articula criação artística, produção executiva e curadoria de projetos culturais, unindo estética, memória e identidade em suas obras.Sérgio Silva da Anunciação – Roteiro Artista plástico baiano com atuação destacada no cenário contemporâneo das artes visuais. Especialista em pintura acrílica, mosaico, escultura e instalações, desenvolve uma produção marcada por cores vibrantes, simbologia afro-brasileira e experimentação estética. Participa ativamente de exposições, espetáculos e intervenções urbanas, construindo uma trajetória que dialoga entre a tradição e a contemporaneidade da arte afrobaiana.Com trajetória construída entre o Brasil e o exterior, Sérgio Silva da Anunciação tem desenvolvido obras que promovem o diálogo entre arte, ancestralidade e identidade afro-brasileira. Participou de ações culturais, mostras de arte e eventos internacionais, consolidando sua linguagem artística como instrumento de expressão estética e social.Marco de Carvalho - Direção MusicalO pianista, compositor, arranjador, regente e produtor musical Marco de Carvalho é uma das grandes referências da música brasileira contemporânea. Natural de Salvador (BA), iniciou sua trajetória profissional aos 16 anos, em 1988, e desde então vem construindo uma carreira sólida, marcada por parcerias com grandes nomes da música nacional. Com formação tradicional em piano, Marco de Carvalho desenvolveu uma linguagem própria, unindo os ritmos do Recôncavo Baiano às harmonias do jazz e às nuances da música popular brasileira. Essa fusão resulta em um piano inventivo e expressivo, com identidade marcada pela brasilidade e pela sofisticação harmônica.Com mais de três décadas de experiência, Marco atua como instrumentista, arranjador e diretor musical, participando de importantes festivais e espetáculos no Brasil e na Europa. Sua presença de palco e sensibilidade artística o tornaram um músico requisitado em diferentes formações — solo, duos, trios e quartetos.Reconhecido por sua competência e criatividade, coleciona prêmios e indicações em diversas funções, consolidando-se como um dos nomes de destaque da cena musical baiana e brasileira.A obra de Marco de Carvalho reflete a essência da música do Recôncavo combinada à liberdade do jazz. Seu toque traduz o encontro entre tradição e modernidade, entre a pulsação rítmica da Bahia e a sofisticação harmônica internacional.O resultado é um piano autoral e original, que une técnica refinada e emoção genuína
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.