Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.
O projeto visa elaborar os estudos e projetos necessários para o restauro, conservação e aprimoramento do Museu de Arte Sacra de Santos (MASS). As melhorias propostas abrangem ações voltadas à segurança do acervo, dos visitantes e turistas, além de promover maior divulgação e interação do público com o museu por meio da incorporação de novas tecnologias. Busca-se, assim, fortalecer a sustentabilidade e a autonomia do MASS como bem cultural tombado, assegurando seu manejo adequado frente às condições ambientais e contribuindo para a prevenção e o retardamento de processos de deterioração da edificação e de sua área externa.
Não há informações
Objetivos Gerais: O objetivo é realizar os projetos necessários ao restauro, conservação e melhorias do Museu de Arte Sacra de Santos, sendo que as melhorias contemplam várias ações voltadas para a segurança do acervo, visitantes e turistas, além de propiciar maior divulgação do MASS e interação das pessoas com suas atividades por meio da introdução de tecnologias disponíveis no mercado. Dessa forma, o projeto almeja a sustentabilidade e autonomia do MASS como bem cultural tombado; seu manejo adequado diante das circunstâncias ambientais em que se encontra, contribuindo com o retardamento ou prevenção da deterioração da edificação, incluído sua área externa.Objetivos específicos: Levantamento e escaneamento por nuvens dos pontos degradados, mapeamentos de danos; elaboração dos projetos arquitetônicos e de restauro, adequação para acessibilidade; projetos de iluminação externa cênica; de paisagismo; projetos complementares de engenharia e executivos e, documentação técnica que norteará as obras de restauração do bem tombado.
Diante dos mosteiros Beneditinos erigidos no Brasil no período colonial, o mosteiro de São Bento de Santos é um dos mais importantes. Construído em 1647, a área para a instalação dos edifícios foi doada à instituição por Bartolomeu Fernandes Mourão, cabendo ao abade e Superior da Província Brasileira Beneditina Portuguesa no ano de 1649, frei Gregório de Magalhães a autoria do projeto e a construção do Mosteiro, que também seria utilizado como hospedaria para os monges em seus deslocamentos entre o litoral e o planalto. Serviu de residência ao célebre historiador setecentista frei Gaspar da Madre de Deus, que ali se encontra enterrado. Construída em alvenaria de pedra, a igreja que compõe o conjunto mantém as mesmas características adquiridas na reforma de 1725. Em seu interior, destaca-se o altar-mor, datado de 1817, cuja autoria é atribuída ao frei Jesuíno de Monte Carmelo. Após seu estabelecimento, no local, os monges passam a cuidar também da ermida de Nossa Senhora do Montserrat, próxima ao Mosteiro. Em 1890, o Mosteiro de São Bento perde sua autonomia e passa a depender da Abadia de N. Sra. Da Assunção, de São Paulo. Em 1910. Em meio ao processo de restauração da Congregação Beneditina Brasileira, os monges alemães que desde 1900 iniciaram a retomada e renovação da vida monástica beneditina paulistana se instalaram no mosteiro e ali permaneceram até 1843, quando as restrições impostas pelo governo de Getúlio Vargas aos alemães no Brasil obrigaram os monges a se mudarem. Entre 1958 e 1968, o mosteiro abrigou o Instituto São Vladimir, tornando-se Museu de Arte Sacra somente em 1981, função que mantem até os dias atuais. Atualmente o MASS ocupa a quarta posição dentre os mais importantes museus de arte sacra do país, e segundo do Estado. Seu acervo composto de mobiliário e imaginária do século XVI ao XX, tem a primeira imagem de arte sacra feita no Brasil (Nossa Senhora da Conceição) assim como a Santa Catarina de Alexandria, primeira padroeira da Vila de Todos os Santos. Em vista da permanência das características originais do prédio e diante de sua importância histórica e arquitetônica, o mosteiro de Santos foi tombado pelo Iphan em 1948 e pelo e pelo órgão de proteção estadual, Condephaat em 1979. Como todo bem cultural tombado sujeito a visitação, uso e ação do tempo, a necessidade de conservação, restauro e melhorias são constantes, com vistas tanto à preservação física do bem quanto à manutenção dos valores pelos quais foi reconhecido como patrimônio do país. Insere-se nesse panorama a falta de segurança dos usuários, visitantes e turistas, seja pelas condições de degradação da edificação quanto pela insegurança gerada pela falta de recursos contra roubos ou vandalismo, situação que afeta também o acervo, vitimado por vários furtos. Ao longo do tempo foram realizadas obras de restauro, porém sempre com caráter pontual ou emergencial, nunca com foco em necessidades de restauro mais abrangestes ou de melhorias e modernização para conforto e segurança dos funcionários e dos fiéis que frequentam as atividades religiosas ainda presentes no local. Igual circunstância pode ser verificada com a ausência de ações voltadas a turistas e visitantes. A partir desses dados, a preocupação do projeto vem de encontro com a necessidade de melhoria da fruição do bem tombado; da melhor divulgação dos elementos históricos, arquitetônicos e também simbólicos, assim como elemento da interação da comunidade que reside no entorno do MASS, o que torna urgente o restauro em conjunto com as ações e atividades previstas neste projeto. Outro aspecto a ser objeto de adequação neste projeto é a necessidade de apontar meios para a sustentabilidade do MASS para manutenção de sua conservação sem a necessidade de restauros impactantes e abrangentes no futuro. A falta de recursos é atualmente um dos aspectos a serem abordados no desenvolvimento do projeto, em especial na melhoria das condições para recepção turística e inclusão da comunidade do entorno em projetos que gerem recurso e renda. Após a realização da primeira etapa, será realizada uma segunda etapa de execução dos projetos produzidos e aprovados.
Não há informações
Não há informações
Os projetos arquitetônicos de restauro a serem desenvolvidos garantirão acessibilidade universal ao bem restaurado. Todos os projetos desenvolvidos serão norteados pela NBR905/2020, que trata sobre “acessibilidade, a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos e estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observador quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural e, de edificações às condições de acessibilidade. ” Isso inclui elementos de acessibilidade para deficientes visuais, deficientes auditivos e deficientes intelectuais.
O projeto se insere no parágrafo 1º da Lei 8313/91, em especial, nos incisos III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Ainda se enquadra no artigo 215 e 216 da Constituição Federal de 1988.VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;
Sylvio Carneiro de FariasCoordenador Geral Atividades exercidas no projeto cultural: Mestre em arquitetura pela Universidade de Brasília (UnB). Sua atuação se dá na área de projetoseducacionais e culturais para organismos internacionais (PNUD, UNESCO e UNOPS) e, nos Ministérios da Educação e da Cultura do governo federal entre 1999 e2022, tais como: Consultor de infraestrutura física no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Programa de Melhoramento e Expansão doEnsino Médio (Projeto Escola Jovem) do Ministério da Educação; Consultor de patrimônio cultural e coordenador técnico pela Organização das Nações Unidas paraa Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Programa Monumenta do Ministério da Cultura/IPHAN. Coordenador-geral e diretor substituto do Departamentode Projetos Especiais do IPHAN, coordenando o PAC Cidades Históricas. Assessoramento técnico à fiscalização da restauração das fachadas do Edifício-Sede doSupremo Tribunal Federal. Coordenador da obra de restauração do Theatro Sebastião Pompeu de Pina de Pirenópolis/GO, pela Construtora Biapó (2020 a 2021).Atualmente trabalha como consultor do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), em projetos e obras de infraestrutura social, projeto deorçamentação para obras de restauração do patrimônio cultural e coordenando a elaboração dos projetos de restauração da Embaixada do Paraguai, em Brasília.Trabalha como consultor de patrimônio da UNESCO no projeto de reconstrução e restauração do Museu Nacional.Celma de Souza PintoSupervisor do Projeto Atividades exercidas no projeto cultural: Historiadora, doutoranda em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo da Faculdade deArquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Mestre em Arquitetura e Urbanismo (FAU/UnB), ambos trabalhos acadêmicos sobre a paisagem industrial deCubatão.Trabalhou no Arquivo Histórico de Cubatão, vinculado à Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal, onde desenvolveu projetos e atividades culturais, como oRoteiro Histórico para estudantes da rede pública e ensino. Atou como técnica do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do PatrimônioHistórico e Artístico Nacional (IPHAN), com atividades voltadas para apoio técnico às superintendências regionais do Iphan; participação como membro emGrupos de Trabalhos objetivando a realização de políticas públicas culturais com foco na diversidade cultural brasileira. Trabalhos de pesquisa; elaboração depareceres em processos de tombamento; apoio junto ao Conselho Consultivo do Iphan, interface com trabalhos relacionados às candidaturas de bens culturaiscomo patrimônio mundial pela UNESCO. Foi Coordenadora da Coordenação de Identificação e Reconhecimento do IPHAN, no suporte, análise e parecer emprocessos de tombamento em âmbito federal.Possui três publicações sobre o município: Cubatão, história de uma cidade industrial; no qual recebeu o Prêmio Afonso Schmidt; Meu lugar no mundo, Cubatão e Anilinas.CARLOS FERNANDO DE MOURA DELPHIMArquiteto e Conselheiro do Instituto Base, é Arquiteto da Paisagem. Dentre as incontáveis atividades profissionais, trabalhou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Planejou e trabalhou pela preservação de sítios de valor histórico, natural, paleontológico e arqueológico em cidades dos estados de RS, SC, SP, MG, RJ, ES, BA, GO, MT, MS, AM, PA, MA, PI, CE, PB, AL e no DF. Projetou vários jardins para Oscar Niemeyer, a exemplo do Memorial da América Latina. Criou jardins botânicos em muitas cidades brasileiras. Possui inúmeros prêmios nacionais e internacionais. É Membro-Honorário do Comitê Brasileiro do International Council on Monuments and Sites – ICOMOS. Prestou consultoria no projeto dos jardins do Museu Nacional (RJ). ANNA DE GRAMMONTCoordenação TécnicaArquiteta e Engenheira Civil, é Doutora em Gestão de Cidades Históricas pela Universidade de Málaga, Mestre em Cultura e Turismo pela Universidade da Bahia – UFBA/UESC e Especialista em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP. Possui mais de vinte anos de experiência no desenvolvimento e execução de obras relacionadas ao Patrimônio Cultural. Coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento de Cidades Históricas de Mariana, onde geriu contratos de elaboração de projetos de restauração de 18 monumentos, projetos museológicos de 3 museus, além da fiscalização de Obras Estruturais e de Restauro de Elementos Artísticos em Igrejas e Casarões do séc. XVIII. Foi Membro do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS-BRASIL). Atuou como Consultora na empresa C&T - Diretor Luiz Fernando de Almeida, e Idealizou e Coordenou o Projeto Estrada Parque Caminhos da Mineração, finalista nacional e ganhador do Prêmio Prefeito Empreendedor do Sebrae MG. Autora dos livros: Gestión Pública del Turismo y del Patrimonio Cultural Arquitectónico en Brasil; El Desarrollo Urbano y Turístico de Ciudades Históricas Brasileñas – El caso de Salvador, Rio de Janeiro y otras ciudades; Hotel Pilão - um incêndio no coração de Ouro Preto, sobre a relação da população com seu patrimônio histórico, e do livro infantil O que é Patrimônio Cultural?!. Em 2017 e 2018, recebeu Moção de Agradecimento pelo trabalho em Prol do Patrimônio Cultural desenvolvido em Ouro Preto e em Mariana. Foi professora do curso Guardiões do Patrimônio, promovido pela UNESCO e financiado pelo Programa Monumenta - Minc, BID e Prefeitura de Ouro Preto.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.