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Projeto de revitalização urbana e paisagística do espaço "Ciência em Cena", que contempla a praça onde está situada a Tenda da Ciência Virgínia Schall, equipamento cultural que integra o circuito do Museu da Vida Fiocruz, localizado no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta intervenção integra a requalificação dos espaços abertos do perímetro, com vistas à valorização da paisagem e do acolhimento dos diversos públicos que circulam cotidianamente pelo Espaço Ciência em Cena.
NÃO SE APLICA
Objetivo Geral: Promover a revitalização do espaço "Ciência em Cena", que contempla a quadra da Tenda da Ciência Virgínia Schall, no campus da Fiocruz em Manguinhos (RJ), transformando-o em um equipamento cultural acessível, inclusivo e acolhedor. Objetivos específicos: - Requalificar os percursos e promover a acessibilidade universal na quadra da Tenda da Ciência, por meio da instalação de sinalização adequada, elementos de orientação tátil, eliminação de desníveis e substituição dos pisos deteriorados, garantindo circulação segura para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e responsáveis com crianças de colo. - Implantar infraestrutura de apoio às atividades educativas ao ar livre, por meio da instalação de bancadas de apoio, pontos de água, banheiros, estrutura de sombra (tendas retráteis ou fixas), tomadas, pontos de energia elétrica, bancos e espaços para guarda de mochilas e materiais, assegurando condições adequadas para a realização das ações pedagógicas na quadra. - Executar a reforma completa da Tenda da Ciência Virgínia Schall, incluindo a substituição da cobertura de lã de vidro, recuperação de mobiliário interno, reforma dos ambientes de camarim, copa e banheiros, com adaptações para acessibilidade, de forma a garantir segurança, salubridade e funcionalidade ao espaço. - Atualizar o sistema de climatização da área interna da Tenda da Ciência, mediante a substituição do modelo atual por um sistema de ar-condicionado do tipo VRF a gás, com maior eficiência energética, menor impacto ambiental e melhor desempenho térmico. - Reparar os problemas estruturais e funcionais do lago existente na quadra, por meio da correção de vazamentos, desassoreamento e requalificação da ponte com reprojeto técnico que elimine inclinações inadequadas e pisos escorregadios, garantindo acessibilidade e segurança na travessia, especialmente para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. - Reformar os círculos de concreto ("pizzas") utilizados para dinâmicas e apresentações infantis, com a substituição dos revestimentos atuais por soluções mais ergonômicas, seguras, esteticamente adequadas e compatíveis com o uso educativo e sensorial do espaço. - Ampliação dos públicos usuários e fortalecimento da permanência, com a implantação de áreas sombreadas, mobiliário adequado e intervenções que favoreçam o descanso, o lazer, a leitura e a convivência de trabalhadores, estudantes, visitantes e moradores do território. - Valorizar a identidade ambiental e educativa da quadra da Tenda da Ciência, por meio de intervenções paisagísticas que promovam biodiversidade, conforto térmico e experiências sensoriais integradas à ciência e ao meio ambiente. - Implantar um hidrofitotério nas margens do lago existente, configurando um jardim de plantas aquáticas e palustres voltado para atividades de educação ambiental, pesquisa e conservação da flora local, contribuindo para a valorização da cultura científica.
O projeto justifica-se pela necessidade de ampliar o acesso da população a espaços qualificados de fruição cultural, que possibilitem ainda acesso à educação, preservação ambiental e de convivência social. A intervenção a que se pauta o projeto, propõe a requalificação de uma área de grande relevância simbólica e funcional dentro do campus da Fundação Oswaldo Cruz, integrando o patrimônio histórico, a paisagem e as práticas culturais e educativas que caracterizam o Museu da Vida como um dos principais equipamentos culturais da região. O espaço "Ciência em Cena" abriga atividades de teatro, oficinas, exposições e ações educativas ao ar livre, todas gratuitas e acessíveis, consolidando-se como um ambiente de aprendizado e convivência que integra diferentes públicos — especialmente crianças, jovens e famílias das comunidades do entorno, como Manguinhos e Maré. A intervenção proposta busca aprimorar a infraestrutura desse espaço, ampliando sua capacidade de acolhimento e promovendo experiências mais seguras, inclusivas e inspiradoras para o público visitante. A estrutura da Tenda atualmente instalada no espaço é uma herança da ECO-92, oficialmente conhecida como Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Realizada no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992. Durante a conferência, foram montadas 38 estruturas em lona no Aterro do Flamengo. A Tenda da Ciência foi uma dessas. Após seu importante papel de servir como um espaço vital para a discussão da relação entre desenvolvimento e meio ambiente, através de debates, palestras, apresentações e filmes, buscando soluções para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, a Tenda da Ciência Virgínia Schall, idealizada pela educadora Virgínia Schall, se inspirou no circo para misturar arte e ciência. A ideia era conseguir encenar peças de teatro para crianças e jovens, o que acabou virando realidade em 1996 e permanecendo em atividade até os dias atuais. Apesar de sua relevância funcional e simbólica, a área apresenta atualmente desafios que comprometem seu pleno uso e percepção pelos visitantes, visto que são mais de 30 anos sem uma significativa requalificação e adaptação do espaço. Cabe destacar que o Museu da Vida Fiocruz constitui-se como um dos poucos equipamentos culturais museais do Estado que mantém uma programação permanente de artes cênicas, integrando arte, ciência e educação em um mesmo espaço. Essa singularidade reforça o papel do espaço como agente de democratização do conhecimento e de estímulo à reflexão sobre a cultura científica e seus impactos na sociedade. Em 2024, o circuito do Museu da Vida Fiocruz recebeu mais de 59 mil visitantes, número que vem crescendo significativamente — somente em julho de 2025, quase 40 mil pessoas estiveram no campus de Manguinhos. Esses dados evidenciam a crescente demanda por espaços de fruição cultural no território. Dessa forma, o presente projeto está alinhado com as finalidades previstas no Art. 1° da Lei 8313/91. A revitalização do espaço "Ciência em Cena" se alinha diretamente ao disposto nos incisos I, III e VIII da referida lei, ao facilitar o livre acesso às fontes da cultura e estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O projeto contribui para democratizar o acesso ao conhecimento científico e à cultura, fortalecendo o vínculo entre arte, ciência, território e cidadania. Além disso, apoia ações de difusão da cultura científica e seus respectivos agentes históricos. O cerne do espaço Ciência em Cena está justamente em transformar a história e a produção científica em conhecimento compartilhado e em experiências de divulgação da cultura científica, promovendo a reflexão social e o diálogo entre saberes, linguagens e públicos diversos. O projeto contribui ainda, diretamente para o alcance dos objetivos previstos no Artigo 3º, inciso III alínea "a" da Lei nº 8.313/91, ao promover a manutenção, ampliação e qualificação de um equipamento cultural que compõe o circuito Museu da Vida Fiocruz. A revitalização proposta fortalece a infraestrutura física e paisagística do espaço Ciência em Cena, assegurando melhores condições para a realização de suas atividades culturais, educativas, científicas e artísticas.
O Memorial descritivo com registros fotográficos e apresentação do projeto de reforma estão anexados a esta proposta.
O Memorial descritivo com registros fotográficos e apresentação do projeto de reforma estão anexados a esta proposta.
Por se tratar de um projeto de obra, ele garante acessibilidade física e arquitetônica. A proposta de revitalização do Ciência em Cena adota a acessibilidade como princípio estruturador, já contemplando em seu escopo orçamentário, os recursos necessários para a realização das ações que visam a implementação da acessibilidade, se propondo a ir além do atendimento a normas técnicas para promover um espaço verdadeiramente inclusivo, seguro e acolhedor para todos os públicos. Atualmente, a quadra apresenta condições que comprometem a circulação de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos, gestantes e crianças pequenas, devido a pisos quebrados, desníveis, inclinações inadequadas e ausência de sinalização acessível. O projeto visa eliminar essas barreiras por meio de ações integradas que garantam acessibilidade universal, reorganização funcional dos percursos e qualificação dos acessos aos principais equipamentos do espaço. Ações previstas: - Requalificação completa dos caminhos com nova pavimentação e materiais adequados ao uso público contínuo. - Redesenho dos percursos para garantir fluidez, integração entre os equipamentos e acessibilidade universal. - Adequações nos acessos e no interior do Borboletário, com correção de inclinações e regularização do piso. - Reforma da ponte sobre o lago, com correção da inclinação, substituição do piso, instalação de corrimãos e melhoria na iluminação. - Implantação de sinalização tátil em pontos estratégicos, para orientação de pessoas com deficiência visual ou baixa visão. - Adoção de sinalização acessível conforme a NBR 9050, incluindo altura adequada, tipografia legível, alto contraste, pictogramas e versões em braile e libras sempre que possível. Essas ações asseguram a inclusão e o direito de todos à permanência, circulação e vivência segura e autônoma no espaço Ciência em Cena.
O projeto de revitalização do espaço “Ciência em Cena”, quadra da Tenda da Ciência Virgínia Schall, no campus da Fiocruz em Manguinhos (RJ), propõe-se como uma iniciativa de acesso público gratuito, voltada à requalificação de um espaço que articula ações culturais, educativas e de sustentabilidade ambiental. Situado em um território com reconhecidos desafios sociais e urbanos, o projeto tem como princípio o uso livre e democrático do espaço, com foco em públicos diversos, incluindo estudantes, educadores, moradores de comunidades circunvizinhas, trabalhadores e visitantes do circuito do Museu da Vida Fiocruz, em geral. Nesse sentido, o projeto atende ao disposto no Art. 46 da Instrução Normativa MINC Nº 23, de fevereiro de 2025, no que se refere à distribuição gratuita de produtos culturais com caráter social e educativo, conforme previsto no inciso III. Além disso, como não há comercialização de ingressos, a proposta corresponde integralmente às diretrizes dos incisos I, II e IV, mesmo sem aplicação direta de percentuais de distribuição, uma vez que a gratuidade será total. O projeto prevê ainda atividades com foco específico em crianças, adolescentes, jovens e educadores, especialmente da rede pública de ensino, em consonância com o Art. 47, inciso VI. Após a conclusão das obras, os espaços revitalizados passarão a integrar o circuito de visitação do Museu da Vida Fiocruz, um dos poucos equipamentos culturais localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro e com conhecida trajetória na implementação de ações territorializadas. A qualificação da quadra e de seus elementos — como a Tenda da Ciência, o Borboletário, o lago, os jardins e as áreas de convivência — ampliará as possibilidades de uso educativo e cultural do Campus. A reestruturação da Tenda da Ciência, em particular, permitirá a retomada e expansão da programação de peças teatrais e outras ações formativas, com foco em escolas públicas, crianças, adolescentes e seus educadores, favorecendo a fruição plena do espaço como parte integrante da experiência museal oferecida pela instituição.
- Gestão Cultural - Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio)Desde 1987, promovemos cultura, fomentando educação, cidadania, saúde e difusão da cultura científica, apoiando iniciativas socioculturais da Fiocruz, uma instituição de referência internacional e motivo de orgulho nacional. Desde nosso surgimento, realizamos diferentes ações como congressos, exposições, publicações, preservação de patrimônios, restauro de edificações, produções audiovisuais, espetáculos teatrais, gestão de equipamentos culturais e programas itinerantes. - Nercilene Santos da Silva Monteiro – Coordenadora do projeto Diretora Adjunta da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz), coordena as áreas de Planejamento Estratégico, Gestão do Trabalho, Gestão da Qualidade, Gestão Orçamentária e Financeira, Gestão de Tecnologias de Informação e Gestão de Infraestrutura desde 2010. Graduada em Administração com habilitação hospitalar, é doutora em saúde coletiva pelo Instituto de Medicina Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e mestre em gestão de ciência e tecnologia em Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (2004). - Yldary Mesquita Machado – Arquiteta responsável Arquiteta e Urbanista com mais de 40 anos de experiência na concepção e fiscalização de projetos, obras e serviços de engenharia em ambientes de cultura e saúde, tendo atuação no Brasil e no exterior. Coordena a equipe de projetos da área de Infraestrutura da Casa de Oswaldo Cruz, sendo responsável pela conclusão da obra do Centro de Documentação e História da Ciência, obra na Pirâmide, Oficina Escola de Manguinhos, entre outras. Atualmente coordena a obra de revitalização da sede administrativa do Museu da Vida e do salão de exposições temporárias também do Museu da Vida. Vale reforçar que os responsáveis técnicos destacados acima NÃO são remunerados pelo projeto. Contudo, coordenam a operação dos produtos pela sua vasta experiência no setor e seu envolvimento direto com as áreas internas da instituição, que contribuem com o bom andamento do projeto, garantindo as entregas previstas. Os outros profissionais não mencionados aqui ainda serão selecionados e contratados no período de pré-produção do projeto, na modalidade de prestação de serviço por pessoa jurídica.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.