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O projeto "Vivências Feministas" é um curso que amplia para um público maior de mulheres uma dinâmica que vem sendo realizada desde 2020, na pandemia, com um coletivo de 30 mulheres: leituras mediadas de autoras do feminismo negro brasileiro, trabalhando com o público a leitura mediada de obras originais das autoras cuja teoria representa o pensamento conhecido como feminismo negro no Brasil, quais sejam: Lélia Gonzales, Sueli Carneiro, Djamila Ribeiro, Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo e Ana Maria Gonçalves. As mediadoras são estudiosas das obras das feministas negras e responsáveis pela mediação do estudo de suas obras no coletivo "Vivências Feministas", o qual reúne-se semanalmente desde o ano de 2020 para dialogar sobre as experiências das participantes, em formato híbrido.
PRODUTO: CURSO DE FORMAÇÃO VIVÊNCIAS FEMINISTASSINOPSE: Curso mensal de leitura mediada sobre as obras de feministas negras, que serão distribuídas entre as participantes a fim de debater suas vivências cotidianas a partir das categorias teórics e das discussões propostas por tais autoras;PÚBLICO ALVO: Mulheres maiores de 18 anos;CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Maiores de 18 anos
OBJETIVO GERAL:O projeto tem por objetivo apresentar as obras ao público em geral e especialmente para educadoras e mulheres negras que tenham interesse em conhecer esta nova fase do feminismo brasileiro e mundial: o feminismo sob a perspectiva da realidade da mulher negra. Em âmbito internacional, importantes autoras tem realizado esta reflexão, como Ângela Davis e bel hooks, porém objetiva-se nesta primeira fase do projeto apresentar as brasileiras, das quais duas já faleceram - Lélia Gonzales e Carolina Maria de Jesus - tendo sua obra póstuma amplamente reconhecida , enquanto as outras quatro encontram-se em plena produção de suas teorias: Sueli Carneiro, Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo e Ana Maria Gonçalves continuam a escrever e lapidar suas teorias na atualidade.OBJETIVOS ESPECÍFICOS:- O projeto propõe 01 reunião mensal, de 02 horas, com o total de 02 reuniões para cada autora, as quais, somadas com uma reunião de abertura e uma de encerramento, totalizarão dez meses de mediação. A primeira e a última reuniões terão duração prolongada de 04 horas, sendo que na primeira reunião será apresentado o programa e na última reunião será apresentado pelas mediadoras um diálogo entre as seis autoras, com a participação do público. Através da apresentação dos livros e da leitura de trechos das obras com o público, a mediação pretende contribuir para a divulgação das obras das mesmas e para a valorização dos saberes construídos por seu pensamento.
Este financiamneto é necessário pois trata-se de um tema e um formato pouco utilizado em prol das mulheres, para as quais faltam espaços de troca e diálogo com outras mulheres, dadas as múltiplas jornadas de trabalho profissional e de cuidados - do lar e da família - que acumulam. Neste sentido, o projeto se enquadra nos incisos I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Além disto, o projeto atinge os seguintes objetivos do Art. 3° da lei, em seus incisos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: Ic) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura.
O Brasil é um expoente na produção teórica das femininstas negras, pois são brasileiras grandes filósofas negras feministas, reconhecidas internacionalmente, como Lélia Gonzáles (in memoriam), Sueli Carneiro e Djamila Ribeiro, entre outras, sendo que as duas últimas ainda produzem teoricamente em plena atividade. Desta forma, trabalhar estas autoras contemporâneas é de suma importância, pois elas oferecem perspectivas atualizadas e de profundo interesse para as mulheres brasileiras.
O projeto Pedagógico é fundado nas Filosofias Decoloniais Afrobrasileiras e na Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire, de forma a estimular o pensamento crítico, o diálogo e a articulação política transformadora entre as participantes.
O projeto prevê a presença de tradutores de libras, de forma a incluir parte da população com deficiência auditiva dentre os participantes. Além disto, a disposição dos participantes sentados em cadeiras dispostas no formato de roda de conversa permite a total inclusão de cadeirantes na dinâmica. Além disto, a fala das mediadoras por meio do equipamento de som e a indicação de artigos em braile sobre a temática, quando existirem, também permitirão a inclusão das pessoas com deficiência visual.O projeto é plenamente acessível para os mais diversos públicos, pois o tempo disponível entre uma reunião e outra, a mediação realizada pelas mediadoras e o diálogo estimulado entre os participantes, permitem a inclusão e participação de todos os públicos, cada um com seu grau de compreensão específico.
Parte das vagas será direcionada para educadoras negras da rede pública de educação, de forma a haver uma reserva de vagas para este público; além disto, o próprio teor da temática estimula a diversidade no público, atraindo mulheres, pessoas negras e públicos geralmente excluídos destes espaços.
A proponente fará a coordenação do curso e também ministrará aulas, com o auxílio de duas oficineiras integrantes do coletivo: Helena de Assis Mota: COORDENADORA - Doutora em Educação pela UNICAMP, possui mestrado em Sociologia pela UNICAMP e graduação em Direito pela UNESP. É coordenadora do Coletivo Vivências Feministas e estudiosa da temática do feminismo negro nacional e internacional, além de outros temas como Educação em Direitos Humanos e Movimentos Sociais.Francisca Aguiciêda Barros da Silva: OFICINEIRA - Pedagoga especializada em Educação Inclusiva, é coordenadora do coletivo Vivências Feministas e estudiosa dos feminismos no Brasil e no Mundo, bem como de outras temáticas como Violência contra a Mulher.Rosângela Paulino Shwafaty Genaro: OFICINEIRA - Graduada em Geografia e Direito, é professora da rede estadual da cidade de Guarulhos e coordenadora do coletivo Vivências Feministas, atuando também no tema do Trabalho Invisível da Mulher.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.