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PRONAC 2515448Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CCBR – Centro Cultural Beira Rio: Arte, território e sustentabilidade em diálogo com as águas

50.025.070 IGOR MOURA DA SILVA
Solicitado
R$ 1,48 mi
Aprovado
R$ 1,48 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Criação Implantaç (Proj Construç Restaur Reforma)
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Construção, conservação e implantanção de equipamento cultural
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-01
Término

Resumo

O CCBR é um projeto pioneiro para a criação do primeiro centro cultural no interior do Pará, em território ribeirinho, que será realizado na comunidade do rio Arumanduba, no município de Abaetetuba (PA). Voltado à arte, educação e sustentabilidade na Amazônia, o CCBR será o primeiro espaço do mundo com estrutura adaptada à vida ribeirinha e foco na produção cultural amazônica. Levará cultura para territórios historicamente invisibilizados, valorizando suas sabedorias e projetando-as para o mundo. Com oficinas, residências, espetáculos e formações e diversas programações artísticas, o espaço busca fortalecer a produção cultural na Amazônia e reduzir a defasagem de investimentos no território. O projeto propõe novas perspectivas de criação, gestão, pesquisa e articulação cultural através do saberes amazônidas, gerando oportunidades, ampliando o acesso à arte e consolidando o Norte e sua Amazônia como referência viva de inovação, diversidade e sustentabilidade.

Sinopse

Espetáculos TeatraisResumo: Criações teatrais inspiradas nas práticas e saberes das comunidades ribeirinhas, com enfoque em dramaturgia que dialoga com a Amazônia e com a construção de futuros possíveis. Produções imersivas que envolvem atores locais e visitantes, explorando materiais naturais e técnicas físicas adaptadas à vida nas águas.Classificação Indicativa: LivreOficinas e CapacitaçõesResumo: Atividades formativas em teatro, audiovisual e produção cultural. Destinadas a jovens, artistas emergentes e moradores da comunidade ribeirinha, com ênfase em técnicas práticas, criação coletiva e uso sustentável de materiais.Classificação Indicativa: LivreSeminários e PalestrasResumo: Eventos teóricos e debates sobre cultura amazônica, sustentabilidade, diversidade, inclusão e produção artística contemporânea. Voltados para artistas, pesquisadores, gestores culturais e o público em geral.Classificação Indicativa: LivreResidências ArtísticasResumo: Programas de imersão para artistas nacionais e internacionais, incluindo hospedagem, alimentação, participação em oficinas e desenvolvimento de projetos que dialoguem com a Amazônia e o território ribeirinho.Classificação Indicativa: LivrePublicações e Materiais de DifusãoResumo: Produção de livros, catálogos, manuais e/ou registros audiovisuais sobre os processos criativos, pesquisas e experiências do CCBR, promovendo documentação e circulação do conhecimento produzido no projeto.Classificação Indicativa: LivreTransmissões Online e Ensaios AbertosResumo: Atividades digitais que ampliam o acesso ao projeto, permitindo acompanhamento remoto de apresentações, oficinas e processos de criação artística, garantindo inclusão e democratização cultural.Classificação Indicativa: Livre

Objetivos

Objetivos GeraisCriar um espaço cultural sustentável, acessível e de referência na Amazônia, que fortalece a produção de cultural, suas comunidades locais e artísticas.Objetivos EspecíficosProduzir espetáculos e ações artísticas com base nas histórias, práticas e expressões culturais locais.Implantar tecnologias sustentáveis, como painéis solares e sistemas ecológicos de tratamento de água e esgoto.Estabelecer protocolos de segurança, saúde e bem-estar adaptados à realidade ribeirinha.Desenvolver formações culturais fundamentadas em práticas e saberes tradicionais das comunidades amazônicas.Garantir acessibilidade plena e transporte sustentável, assegurando o acesso de artistas e públicos de diferentes territórios.Estabelecer uma agenda anual com espetáculos, oficinas, projetos ambientais e festas culturais.Alinhar suas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), fortalecendo o compromisso social, ambiental e cultural.Dar protagonismo ao Norte e à Amazônia como centros de criação e pensamento artístico no Brasil.Inserir as sabedorias indígenas e amazônidas como base para pensar, criar e gerir cultura no Brasil e no mundo.Ser ponte entre espaços culturais brasileiros e internacionais, promovendo trocas e parcerias.Dar protagonismo a comunidades historicamente invisibilizadas, fortalecendo suas vozes e narrativas.Ser um espaço de difusão da produção artística do Pará, conectando-a ao Brasil e ao mundo.Tornar-se um espaço de encontro e convivência entre artistas, promovendo redes de apoio e criação.Fortalecer as comunidades locais por meio da arte, da educação e da sustentabilidade.Consolidar-se como um espaço contínuo de formação cultural e desenvolvimento humano.Implementar logísticas de deslocamento adaptadas à realidade fluvial, garantindo que a cultura atravesse rios e alcance territórios além das áreas urbanas centrais.

Justificativa

O Centro Cultural Beira Rio (CCBR) nasce como uma resposta concreta e urgente à necessidade de descentralização da produção cultural no Brasil, em especial no fortalecimento de iniciativas localizadas na Amazônia. Historicamente, os grandes investimentos em cultura concentram-se nos eixos Sul e Sudeste, deixando vastos territórios culturais brasileiros sub-representados e com pouca visibilidade nas políticas públicas nacionais. Esse desequilíbrio compromete não apenas a democratização do acesso, mas também a valorização da pluralidade cultural que compõe a identidade brasileira. Nesse contexto, o CCBR propõe-se a constituir um espaço cultural de referência, capaz de se retroalimentar com as práticas, saberes e modos de vida ribeirinhos, rompendo com a lógica centralizadora e urbana que frequentemente orienta os grandes centros de produção cultural.O CCBR é um projeto pioneiro para a criação do primeiro centro cultural no interior do Pará em território ribeirinho, que será realizado na comunidade do rio Arumanduba, no município de Abaetetuba (PA). O projeto será gerido por artistas do coletivo Achados e Perdidos Produções Artísticas, que há sete anos desenvolve ações culturais voltadas à valorização do território amazônico. Formado majoritariamente por pessoas LGBTQIA+, pretas, indígenas e mulheres, o coletivo recebeu o Prêmio Myriam Muniz de Teatro da FUNARTE, apresentou-se em instituições como o Sesc e a Casa da Cultura da Vale, desenvolveu projetos de formação inéditos no Brasil e já representou a Região Norte em festivais internacionais, consolidando-se como uma das principais vozes artísticas da Amazônia contemporânea. Essa trajetória evidencia o compromisso com a criação descentralizada, o fortalecimento comunitário e a circulação da arte amazônica no Brasil e no mundo.É importante ressaltar que Lírio do Pará, fundadora da Achados e Perdidos, possui vínculos familiares com a comunidade de Arumanduba, fortalecendo o caráter enraizado do projeto. Nossos espetáculos, oficinas, mostras e ações culturais vêm tecendo laços com comunidades ribeirinhas, juventudes urbanas e corpos dissidentes da Amazônia, criando uma rede que fortalece a cultura paraense em múltiplas frentes. Assim, podemos afirmar que o CCBR começará a existir já em 2026, como fruto direto de um percurso de resistência e criação coletiva.O projeto se justifica, primeiramente, pela importância cultural e social das comunidades ribeirinhas amazônicas, que carregam consigo um patrimônio imaterial de grande relevância. Suas narrativas, ritos, práticas cotidianas, formas de produção e modos de convivência com o ambiente natural constituem um repositório vivo de memória e identidade, fundamental para a preservação da diversidade cultural brasileira. Entretanto, tais comunidades permanecem historicamente invisibilizadas e frequentemente associadas a estigmas de atraso ou marginalidade. O CCBR propõe reverter essa lógica, colocando a arte, a educação e a sustentabilidade como eixos centrais de valorização do território, criando um espaço de escuta, criação e difusão que parte de dentro, respeitando os tempos, as histórias e as necessidades da população local.Outro aspecto fundamental é a dimensão ambiental e de sustentabilidade. A Amazônia, em seu papel estratégico para o equilíbrio climático global, tem sido alvo constante de degradação, exploração predatória e projetos de desenvolvimento que desconsideram as formas de vida locais. A implantação de um centro cultural com infraestrutura sustentável — painéis solares, tratamento ecológico de água e esgoto, hortas comunitárias e alimentação baseada na colheita local — garante autonomia energética e alimentar para o espaço, além de se configurar como prática pedagógica de preservação ambiental, a ser compartilhada com a comunidade e visitantes. O CCBR será, portanto, não apenas um espaço de fruição artística, mas também um laboratório de convivência ecológica e resistência cultural diante das pressões econômicas e sociais que ameaçam a região.Do ponto de vista artístico, o projeto se justifica pelo caráter inovador e contextualizado de sua proposta. Enquanto grande parte da produção artística nacional ainda segue modelos urbanos e ocidentais, o CCBR consolidará uma metodologia de produção baseada na imersão territorial, criando novas formas de pensar, criar, produzir e difundir arte, com ênfase especial nas artes cênicas. Os espetáculos, oficinas e residências artísticas terão como ponto de partida práticas que dialoguem com o futuro através das artes e com a Amazônia, considerando histórias, ritmos e saberes locais. O espaço permitirá novos treinamentos físicos inspirados na vida nas águas, experiências imersivas, experimentações de direção e exploração de materiais naturais para estética de espetáculos.Nessa primeira etapa, o projeto será desenvolvido com foco em fortalecer as comunidades locais, estruturar sua gestão interna, criar protocolos de funcionamento e sustentabilidade, e estabelecer sistemas de mobilidade com ônibus e barcos que permitam a participação de moradores de comunidades do interior do Pará e regiões próximas. O espaço contará também com áreas de convivência abertas ao público, ações formativas e iniciativas que fortaleçam artistas e produtores culturais do estado do Pará, gerando empregabilidade, vínculos locais e parcerias duradouras. Essa fase inicial é estratégica para o enraizamento do projeto, a consolidação de suas bases comunitárias e o desenvolvimento de um modelo de gestão participativa que assegure sua continuidade.O projeto também visa gerar impactos sociais e econômicos significativos: criação de empregos, fortalecimento do mercado cultural local, visibilidade para artistas e territórios pouco conhecidos, formação de novos artistas, geração de obras e públicos, além de estimular pesquisas sobre a cultura amazônica e suas ramificações para a sociedade brasileira. A criação artística se estabelece como extensão da vida, promovendo autoria coletiva, fortalecimento identitário e emancipação cultural.A justificativa se sustenta na urgência de criar espaços de formação e permanência cultural na Amazônia. Atualmente, jovens e artistas locais precisam migrar para outras regiões para se profissionalizar, o que resulta em perda de talentos e narrativas próprias. O CCBR oferece condições para que artistas, pesquisadores e educadores permaneçam e criem na Amazônia, fortalecendo o desenvolvimento local e as cadeias produtivas culturais do território.A proposta prioriza ainda a inclusão e acessibilidade, considerando logística, condições climáticas, segurança nas travessias e bem-estar da comunidade, demonstrando preocupação em adaptar-se à realidade local. Ao mesmo tempo, o CCBR se constitui como plataforma de diálogo nacional e internacional, com residências artísticas, festivais e parcerias institucionais que fortalecem a circulação de ideias e reafirmam a Amazônia como polo de criação contemporânea.O Centro Cultural Beira Rio não é apenas um espaço físico ou uma programação: é um projeto de vida comunitária, resistência e futuro, justificado pela descentralização da cultura, valorização dos povos da Amazônia, respeito à biodiversidade e criação de novas formas de convivência entre arte, sociedade e natureza. Trata-se de um legado cultural, social e ambiental, sob gestão do coletivo Achados e Perdidos Produções Artísticas, que já atua fortalecendo a cultura amazônica há sete anos, garantindo impacto duradouro para as presentes e futuras gerações.

Estratégia de execução

Dificuldades e Estratégias do ProjetoO projeto prevê a implementação de atividades culturais em território ribeirinho, enfrentando desafios logísticos, estruturais, culturais, financeiros, legais e ambientais. Entre as principais dificuldades estão o transporte fluvial restrito, condições climáticas adversas, infraestrutura local limitada, diversidade de saberes da comunidade, altos custos de execução e exigências legais e ambientais. Para cada desafio, foram planejadas soluções específicas, incluindo planejamento antecipado, capacitação da comunidade e equipe, uso de fornecedores locais, parcerias estratégicas, implementação de sistemas sustentáveis e monitoramento contínuo do impacto ambiental, garantindo a execução segura, inclusiva e sustentável do projeto.1. Logística e AcessoDificuldades:Transporte fluvial: acesso restrito por rios e marés, dependendo de barcos para transporte de pessoas, equipamentos e materiais.Condições climáticas: períodos de cheia ou estiagem podem atrasar obras e atividades.Distância de centros urbanos: dificulta a chegada de fornecedores, profissionais e equipamentos.Infraestrutura local limitada: estradas, energia elétrica e telecomunicações precárias podem gerar atrasos e custos extras.Soluções:Planejamento detalhado de cronograma considerando períodos de cheia e seca.Parcerias com empresas e comunitários locais que possuam embarcações e logística fluvial.Estoque prévio de materiais e equipamentos para evitar atrasos.Contratação de técnicos locais e capacitação para manutenção da infraestrutura mínima necessária.2. Infraestrutura e ConstruçãoDificuldades:Adequação do terreno ribeirinho: necessidade de construção segura em área sujeita a enchentes.Materiais e mão de obra: dificuldade de adquirir materiais sustentáveis e mão de obra qualificada localmente.Sistemas sustentáveis: implementação de energia solar, tratamento ecológico de água e esgoto exige investimento inicial elevado e manutenção especializada.Construção em consonância com a comunidade: respeitar os tempos e costumes locais pode alongar prazos.Soluções:Projetos arquitetônicos adaptados a terrenos sujeitos a enchentes, com base em técnicas de construção ribeirinha.Uso de fornecedores locais sempre que possível e capacitação da mão de obra da comunidade.Parcerias com empresas e ONGs especializadas em sistemas sustentáveis e treinamentos contínuos de manutenção.Diálogo constante com a comunidade para alinhar calendário de obras e respeitar tradições locais.3. Aspectos Culturais e ComunitáriosDificuldades:Escuta e integração da comunidade: é necessário estabelecer confiança e participação efetiva dos moradores ribeirinhos.Diversidade de saberes e expectativas: conciliar diferentes interesses e tradições culturais pode ser complexo.Resistência a mudanças externas: alguns membros da comunidade podem ter receio de transformações trazidas pelo projeto.Treinamento de equipes: necessidade de capacitar profissionais para atuar respeitando a cultura local e práticas de convivência.Soluções:Realização de encontros prévios de escuta e oficinas participativas para construção conjunta do projeto.Criação de comitês locais de acompanhamento e decisão das atividades culturais.Sensibilização da comunidade sobre os benefícios do projeto, respeitando ritmos e costumes.Capacitação contínua de equipes sobre cultura local, convivência e práticas inclusivas.4. Financeiro e CaptaçãoDificuldades:Dependência de editais e patrocínios: captação de recursos pela Lei Rouanet ou fundos internacionais pode ser lenta e competitiva.Custos elevados de logística e transporte: transporte fluvial, equipamentos e materiais sustentáveis têm alto custo.Planejamento de longo prazo: necessidade de garantir recursos para manutenção do espaço após inauguração.Prestação de contas: exigência rigorosa de relatórios financeiros e fiscais para órgãos públicos e patrocinadores.Soluções:Elaboração de múltiplas estratégias de captação: editais, patrocínios privados, parcerias institucionais e crowdfunding.Planejamento financeiro detalhado, com reserva estratégica para transporte e imprevistos.Criação de plano de sustentabilidade financeira, incluindo atividades culturais geradoras de receita local.Equipe especializada em contabilidade e prestação de contas, garantindo conformidade com exigências legais.5. Regulatório e LegalDificuldades:Licenças ambientais e municipais: projetos em áreas ribeirinhas exigem aprovação de órgãos ambientais e municipais.Conformidade com a Lei Rouanet: exigências de documentação, cronogramas, orçamento detalhado e prestação de contas.Segurança e saúde: protocolos de segurança fluvial, vacinas, primeiros socorros e treinamento de equipe.Soluções:Antecipação no processo de licenciamento junto a órgãos ambientais e municipais.Contratação de assessoria jurídica e contábil especializada em projetos culturais financiados pela Lei Rouanet.Treinamentos regulares de segurança, primeiros socorros e protocolos fluviais para toda equipe.6. Sustentabilidade e Meio AmbienteDificuldades:Impacto ambiental: implementação de atividades culturais sem degradar o ecossistema.Manutenção de práticas sustentáveis: energia solar, hortas orgânicas e saneamento ecológico exigem acompanhamento constante.Clima e biodiversidade: prevenção de eventos naturais (enchentes, ventos fortes, fauna) que podem danificar instalações ou interromper atividades.Soluções:Planejamento ambiental com acompanhamento de especialistas em ecossistemas ribeirinhos.Monitoramento contínuo e manutenção de sistemas sustentáveis, com participação da comunidade local.Estruturação de protocolos de prevenção e contingência para eventos climáticos e fauna local.

Especificação técnica

1. Espetáculos TeatraisResumo: Criações teatrais inspiradas nas práticas e saberes das comunidades ribeirinhas, com enfoque em dramaturgia que dialoga com a Amazônia e com a construção de futuros possíveis. Produções imersivas que envolvem atores locais e visitantes, explorando materiais naturais e técnicas físicas adaptadas à vida nas águas.Classificação Indicativa: LivreDuração: 60 a 120 minutos, dependendo da proposta específica de cada espetáculoMaterial: Cenário e figurino produzidos com materiais sustentáveis (madeira local, fibras naturais, tecidos reaproveitados, elementos da flora amazônica), iluminação LED de baixo consumo, equipamentos de áudio portáteis e adaptáveis ao espaço ribeirinhoProjeto Pedagógico: Cada espetáculo é acompanhado de oficinas prévias com atores e participantes da comunidade, promovendo aprendizagem prática sobre dramaturgia, montagem, improvisação e uso de materiais naturais, fortalecendo competências artísticas e consciência ambiental.2. Oficinas e CapacitaçõesResumo: Atividades formativas em teatro, audiovisual e produção cultural. Destinadas a jovens, artistas emergentes e moradores da comunidade ribeirinha, com ênfase em técnicas práticas, criação coletiva e uso sustentável de materiais.Classificação Indicativa: LivreDuração: 2 a 5 dias por oficina, com carga horária de 20 a 40 horas cadaMaterial: Materiais de oficina (papéis, tintas, tecidos, cordas, equipamentos de áudio e vídeo), apostilas, manuais pedagógicos digitais e impressosProjeto Pedagógico: Cada oficina segue um plano de ensino estruturado com objetivos, metodologia prática, exercícios de criação coletiva, experimentações com materiais naturais e reflexão sobre sustentabilidade, identidade cultural e inclusão.3. Residências ArtísticasResumo: Programas de imersão para artistas nacionais e internacionais, incluindo hospedagem, alimentação, participação em oficinas e desenvolvimento de projetos que dialoguem com a Amazônia e o território ribeirinho.Classificação Indicativa: LivreDuração: 2 a 4 semanas por residência, dependendo do projetoMaterial: Espaço equipado com ateliês de cena, palco de experimentação, instrumentos de música local, equipamentos de audiovisual e materiais naturais para criação estéticaProjeto Pedagógico: Cada residência inclui acompanhamento técnico e artístico de profissionais do CCBR, com atividades de integração com a comunidade, registro audiovisual do processo e sessões de orientação metodológica sobre dramaturgia, circulação artística e sustentabilidade cultural.4. Publicações e Materiais de DifusãoResumo: Produção de livros, catálogos, manuais e registros audiovisuais sobre os processos criativos, pesquisas e experiências do CCBR, promovendo documentação e circulação do conhecimento produzido no projeto.Classificação Indicativa: LivrePaginação: 80 a 120 páginas por livro/catálogo, com ilustrações, fotos e textos descritivosMaterial: Papel reciclado, impressão ecológica, versão digital em PDF, materiais audiovisuais em formatos MP4, streaming e mídia física (DVD, pen drive)Projeto Pedagógico: Documentação didática que acompanha cada publicação, permitindo uso em oficinas, escolas, universidades e pesquisa acadêmica.6. Transmissões Online e Ensaios AbertosResumo: Atividades digitais que ampliam o acesso ao projeto, permitindo acompanhamento remoto de apresentações, oficinas e processos de criação artística, garantindo inclusão e democratização cultural.Classificação Indicativa: LivreDuração: Ensaios abertos de 2 a 3 horas; transmissões contínuas durante eventos e festivais, conforme programaçãoMaterial: Câmeras, microfones, software de streaming, internet de alta velocidade, legendas, Libras e audiodescriçãoProjeto Pedagógico: Permite acesso remoto a práticas de criação, registros didáticos, interação com artistas e participação em debates, garantindo que público de diferentes regiões acompanhe a formação artística e os processos criativos.

Acessibilidade

O CCBR se compromete a garantir acessibilidade plena, tanto física quanto de conteúdo, reconhecendo que a cultura deve ser inclusiva e democrática, permitindo que pessoas com diferentes habilidades possam participar de todas as atividades e usufruir dos espaços.1. Acessibilidade FísicaA acessibilidade física visa facilitar a locomoção e o uso seguro do espaço, garantindo que pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes, idosos e outros públicos com necessidades específicas possam acessar todas as áreas. Para isso, o CCBR prevê:Rampas de acesso e desníveis adaptados em todo o espaço, incluindo entradas principais, barracão de eventos e áreas de circulação.Banheiros adaptados, com barras de apoio, espaço de manobra e sinalização adequada.Guias táteis e pisos especiais, orientando a movimentação segura dentro do espaço.Sinalização clara e visual, com indicação de rotas acessíveis e áreas de emergência.Trapiche acessível e transporte seguro, considerando que a comunidade está localizada às margens do rio.2. Acessibilidade ComunicacionalA acessibilidade de conteúdo assegura que todas as informações, atividades e programas culturais sejam compreensíveis e inclusivos para públicos com diferentes necessidades sensoriais e cognitivas. Para isso, o CCBR implementará:Libras: interpretação em língua de sinais em espetáculos, oficinas e eventos, garantindo participação de pessoas surdas.Braille e materiais impressos acessíveis: disponibilização de textos e informações em braille e fontes ampliadas.Audiodescrição: descrição oral de elementos visuais em apresentações e exposições para pessoas cegas ou com baixa visão.Legenda descritiva e recursos multimídia: legendas detalhadas e conteúdos acessíveis em vídeos e apresentações digitais.Visitas sensoriais: experiências adaptadas para que pessoas com diferentes deficiências possam explorar os espaços de forma prática e interativa.3. Acessibilidade AtitudinalNeste eixo, propomos:Capacitação da equipe em diversidade, inclusão e empatia, promovendo interação respeitosa com pessoas com deficiência.Promoção de práticas que eliminem barreiras sociais e preconceitos, fortalecendo a participação de públicos historicamente marginalizados. Criação de protocolos de convivência que valorizem a autonomia, protagonismo e protagonismo das pessoas com deficiência. Sensibilização de visitantes, artistas e parceiros para práticas de inclusão e acessibilidade em todas as atividades.Dessa forma, o CCBR garante inclusão integral, promovendo um ambiente cultural que respeita a diversidade, fortalece a participação comunitária e assegura que todos os públicos tenham acesso pleno às atividades artísticas, educativas e ambientais do centro.

Democratização do acesso

O Centro Cultural Beira Rio (CCBR) tem como premissa que a cultura deve ser acessível, inclusiva e participativa, garantindo que seus produtos artísticos, educativos e ambientais cheguem a diferentes públicos, tanto locais quanto nacionais e internacionais.1. Distribuição e Comercialização dos ProdutosOs espetáculos, oficinas e residências artísticas serão, prioritariamente, gratuitos para a comunidade local da região de Arumanduba e arredores, garantindo que a população ribeirinha tenha acesso pleno às atividades do centro. Para o público externo, haverá ingressos acessíveis ou sugestões de contribuição simbólica, permitindo sustentabilidade financeira sem excluir participantes. Produtos culturais como gravações de espetáculos, livros, materiais pedagógicos e conteúdos digitais serão disponibilizados em plataformas online abertas e, quando comercializados, terão preços acessíveis, incentivando ampla circulação e democratização do acesso.2. Ampliação de AcessoPara expandir o alcance das ações do CCBR e envolver diferentes públicos, serão adotadas medidas complementares:Ensaios abertos: eventos periódicos nos quais a comunidade e o público em geral poderão assistir e interagir com o processo de criação artística.Oficinas paralelas e formações: oferecidas à comunidade local, escolas, universidades e grupos culturais, permitindo aprendizado direto com artistas, técnicos e pesquisadores.Transmissão online de apresentações e conteúdos educativos: utilizando plataformas digitais para alcançar pessoas fora da região amazônica, inclusive em outros estados e países, fortalecendo a visibilidade da cultura ribeirinha.Visitas guiadas e ações educativas no espaço físico: promovendo contato direto com a infraestrutura, práticas sustentáveis e o cotidiano cultural local.Parcerias com escolas, universidades e redes culturais: ampliando o acesso a jovens, pesquisadores e públicos especializados, incentivando o intercâmbio cultural e a formação de plateias conscientes.Contratação de serviços de transporte (ônibus e embarcações) para trazer públicos de outros territórios (prioridade para o interior do estado) para participar das programações mensais.Dessa forma, o CCBR garante democratização efetiva do acesso, não apenas como fruição de espetáculos, mas também como participação ativa em processos de criação, educação e preservação ambiental.

Ficha técnica

Principais ParticipantesLírio do Pará (Gestão)Artista não-binárie, produtore cultural, atriz e pesquisadora.Formação: Curso Técnico em Ator (ETDUFPA) e estudante de Eventos (FMU).Experiência: 15 anos em teatro, 10 anos em produção cultural, aprovações em projetos nacionais e estaduais, pesquisa sobre não-binariedade no teatro.Atividades no projeto: Coordenação geral, curadoria artística, supervisão de residências e oficinas.Ysamy Charchar (Direção de produção)Ator, diretor e produtor cultural.Formação: Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) e cursos de Ator, Cenografia e Dramaturgia (ETDUFPA).Experiência: Direção de espetáculos teatrais e musicais, curadoria de Mostra Audiovisual Paraense – M.A.P.A, produção de curta-metragens.Atividades no projeto: Direção de espetáculos, produção executiva e apoio na curadoria artística.Kevin Braga (Direção artística)Ator, diretor, figurinista e produtor audiovisual.Formação: Curso técnico em Ator, Cenografia e Figurino (ETDUFPA).Experiência: Direção teatral, produção audiovisual, oficinas de figurino e maquiagem cênica.Atividades no projeto: Direção cênica, figurino, maquiagem e produção audiovisual.Renan Coelho (Direção técnica)Ator, iluminador e arte-educador.Experiência: Circo, teatro, produção de curta-metragens e oficinas de teatro.Atividades no projeto: Iluminação, produção artística e capacitação de jovens.Adriana Pará (Direção pedagógica)Carimbózeira raiz e atriz.Atividades no projeto: Apresentações de dança, oficinas e intercâmbio cultural com comunidades locais.Valéria Lima (Assessoria de comunicação)Atriz, dramaturga e jornalista.Atividades no projeto: Dramaturgia, pesquisa cênica e acompanhamento de produção artística.Observação: As demais funções do projeto serão ocupadas prioritariamente por artistas e moradores locais do território, contemplando equipe de limpeza, secretaria, segurança, barqueiros, engenheiros, produtores locais, designers, entre outros, valorizando a participação e a economia da comunidade local.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2027-12-31
Locais de realização (1)
Abaetetuba Pará