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Projeto capacitação indígena na produção de cerâmica, valorizando saberes ancestrais e promovendo a geração de renda, além de criar exposições que atraem turistas e fortalecem a cultura local.
CRONOGRAMA DAS OFICINAS: 1.º MÊS 1ª dia - Roda de Conversa com a comunidade e alunos para a apresentação do projeto, contextualização histórica, elaboração de objeto sonoro globular com apenas um orifício 2ª dia - Elaboração de objeto sonoro globular com com bisel3º dia - Continuidade de elaboração de objeto sonoro globular com bisel para domínio da técnica 2.º MÊS 1ª dia - elaboração de objeto sonoro globular com bisel com modelagem de animais nativos, conforme modelos de esculturas em madeira praticada pelo Guarani2ª dia - elaboração de objeto sonoro globular de dois corpos com bisel (com efeito de "batimento sonoro") e aplicação de grafismos de cada etnia participante por meio de incisão3º dia - elaboração de objeto sonoro globular de três corpos com bisel e modelagem em forma de rã. 3.º MÊS 1ª dia - montagem de mini forno de tijolos e primeira queima com as peças produzias anteriormente.2ª dia - abertura do forno após a queima e acabamento das peças.3ª dia - Elaboração de objeto sonoro em forma tubular transversal com bisel e abertura nas duas extremidades laterais 4.º MÊS 1ª dia - Elaboração de objeto sonoro em forma tubular com bisel2ª dia - Elaboração de objeto sonoro em forma tubular de dois corpos com bisel, abertos na base.3º dia - Elaboração de objeto sonoro em forma tubular de dois corpos fechados na base (um corpo com orifícios para dedilhar), com aplicação de grafismo com incisão 5.º MÊS 1ª dia - Elaboração de objeto sonoro integrado globular e tubular2ª dia - Elaboração de objeto sonoro integrado globular e tubular3º dia - Elaboração de objeto sonoro tubular de corpo único com orifícios de dedilhar (flauta longa) e decoração com aplicação de engobe. 6.º MÊS 1ª dia - segunda queima com as peças produzias nos meses 4 e 5.2ª dia - abertura do forno após a queima e acabamento das peças.3º dia - Elaboração de objeto sonoro tubular de dois corpos curtos com orifícios de dedilhar e decoração com aplicação de apêndices 7.º MÊS 1ª dia - Elaboração de objeto sonoro tubular de dois corpos longos com orifícios de dedilhar e decoração com aplicação de apêndices2ª dia - Elaboração de objeto sonoro tubular de três corpos com orifícios de dedilhar e decoração com aplicação de apêndices em forma de mácara (estudo de face humana)3º dia - Continuidade de elaboração de objeto sonoro tubular de três corpos com orifícios de dedilhar e decoração com aplicação de apêndices 8.º MÊS 1ª dia - revisão de construção de objetos globulares e tubulares de corpos únicos e decoração com insição e engobe2ª dia - Elaboração réplica de buzina Kaingang3ª dia - continuidade de elaboração réplica de buzina Kaingang 9.º MÊS 1ª dia - terceira queima com as peças produzias nos meses 6, 7 e 8.2ª dia - abertura do forno após a queima e acabamento das peças.3º dia - requeima em positivo negativo nas buzinas Kaingang (processo de enegrecimento com fumaça, na tradição kaingang) e encerramento com festa sonora.
Realizar 11 oficinas com o artista plástica plástico Carlos Cury para os moradores da Aldeia Tupã Nh´e Kretã. Objetivos específicos 1. Capacitar Artesãos: Ministrar oficinas práticas de cerâmica, ensinando as técnicas ancestrais e inovadoras, voltadas para os membros de comunidades indígenas. 2. Resgatar Saberes: Promover o resgate e a valorização das tradições cerâmicas dos Povos Originários e das influências africanas e caiçaras. 3. Geração de Renda: Criar um modelo sustentável de geração de renda para as aldeias indígenas por meio da produção e comercialização de peças de cerâmica. 4. Criação de Espaços Expositivos: Estabelecer parcerias com as prefeituras para a montagem de espaços expositivos, onde as peças produzidas possam ser comercializadas para turistas, promovendo a cultura indígena. 5. Conscientização Cultural: Fomentar o respeito e a valorização das culturas indígenas entre os visitantes e a sociedade.
A valorização e o resgate das práticas culturais dos Povos Originários são fundamentais para a preservação da diversidade cultural do Brasil. A cerâmica é uma forma de expressão cultural e com a crescente globalização, as tradições podem se perder, e iniciativas que revisitem e promovam esses saberes são essenciais. O projeto "Cerâmica Viva" busca não apenas preservar essas técnicas milenares, mas também empoderar as comunidades indígenas por meio da geração de renda e autossustentação. Ao capacitar indígenas a produzir e comercializar suas peças, o projeto contribui para a autonomia financeira das aldeias, promovendo dignidade e fortalecendo suas identidades culturais. Além disso, ao envolver as prefeituras na criação de espaços de venda, o projeto cria um laço entre os turistas e a cultura local, estreitando as relações entre as comunidades e a sociedade em geral, ampliando a conscientização sobre a riqueza cultural indígena. Por fim, a atuação do artista plástico Carlos Cury, que já possui um histórico de valorização da arte popular e indígena, garante a qualidade e a autenticidade do projeto, promovendo uma troca rica e significativa entre a arte contemporânea e as tradições ancestrais. O apoio à Lei Rouanet é essencial para a viabilização deste projeto, permitindo que a cultura indígena ganhe destaque e reconhecimento no cenário brasileiro.
SOBRE A OFICINA: A oficina é voltada para para jovens e adultos da Aldeia Tupy Nh´é Kretã que será desenvolvida no município de Morrestes, Estado do Paraná pelo ceramista Carlo Cury. A ação visa a reinserção da cerâmica como fazer comunitário e cultural, entre os povos indígenas que habitam a aldeia, podendo gerar também impacto econômico positivo na comunidade pela comercialização as peças produzidas juntamente com os demais artesanatos tradicionais. O projeto é embasado pelos estudos realizados pelo ceramista Carlo Cury sobre a cerâmica arqueológica e cerâmica dos povos originários, em especial a cerâmica sonora, bem como a realização de oficinas de cerâmica sonora para grupos indígenas, como os Krahô do Tocantins em 2016 e os Munduruku no Pará em 2024. Na presente proposta, serão selecionados pela comunidade 12 participantes para as oficinas. Estes serão agrupados em duas turmas, com seis participantes cada. O curso terá duração de 09 meses e o conteúdo do curso incluirá a desde a contextualização dos objetos sonoros arqueológicos até a confecção de réplica arqueológica de buzina Kaingang, cujo original se encontra no Museu de Antropologia e Etnografia da Universidade de São Paulo – MAE/USP. Serão abordados também aspectos de preservação das condições ideais da argila e das ferramentas. Os participantes mais habilidosos e interessados de cada turma serão treinados para serem multiplicadores dos fazeres em cerâmica, dando suporte para os demais participantes, e até para demais membros da comunidade se houver interesse mútuo. A cada mês, serão ministradas oficinas de cerâmica em três dias consecutivos para as duas turmas, sendo que uma desenvolverá os trabalhos pela manhã e outra pela tarde. Entre um mês e outro, os participantes praticarão os fazeres em cerâmica aprendidos nas oficinas do mês anterior, podendo tirar dúvidas com o ceramista oficineiro por WhatsApp. Será criado um grupo via aplicativo de mensagem entre os participantes e o ceramista. As ferramentas a serem utilizadas serão especificamente produzidas pelo ceramista em material natural como bambu, sementes, pedra e madeira, o mais próximo possível das tecnologias dos povos originários. Estas ferramentas serão providenciadas pelo ceramista, dada a sua especificidade.
Acessibilidade Física: Apesar da aldeia não ter nenhum morador com necessidades especiais, os locais onde as oficinas e exposições ocorrerão não possuem qualquer obstrução de acesso. Acessibilidade de Conteúdo: 1. Material Didático Inclusivo: - O ministrante deste projeto possui longa vicência com povos indígenas, mesmo assim, teremos um todas as aulas um intérprete Guarani pra que sejam feitas as devidas interpretações de palavras. 2. Diversidade na Metodologia: - Utilizaremos uma abordagem de ensino que considere diferentes estilos de aprendizagem e disponibilizaremos recursos visuais e práticos que favoreçam a compreensão e a participação de todos.
1. Oficinas Gratuitas: - As oficinas serão oferecidas gratuitamente Distribuição e Comercialização dos Produtos: 1. Feiras e Eventos Locais: - Participaremos de feiras e eventos de venda dos produtos em locais acessíveis e em datas estratégicas, como festivais culturais e feiras de artesanato, para aumentar a visibilidade e o acesso aos produtos. 2. Venda Online: - Criaremos uma plataforma de venda online que possibilite a compra das peças de cerâmica, garantindo que seja acessível e fácil de navegar. Essa plataforma pode incluir opções de entrega em regiões afastadas e informações em formatos acessíveis. 3. Educação e Sensibilização do Consumidor: - Incluiremos no material promocional informações sobre a origem dos produtos, o impacto social da compra, e como esse ato contribui para a valorização da cultura indígena. Isso pode ajudar a criar uma conexão maior entre o consumidor e a comunidade produtora.
UMMA PRODUTORA LTDA - PRODUÇÃO EXECUTIVA E ADMINISTRAÇÃO DO PROJETO - Produtora cultural e de eventos desde 2002, tendo passado em diversas agências como Master, CCZ, Bridge,Combo Promocional, Ação e W. Sul, coordenando campanhas para clientes como: Unilever, Boticário, ReckittBenckiser, Ambev, Tim, Vivo, Brasil Telecom, Sadia, Kaiser, Pepsico, Souza Cruz, Kraft entre outros.- Por 3 anos fui responsável pela comunicação e eventos culturais no Provopar - Governo do Paraná -como as campanhas Arte Nossa de Artesanato, Campanha do Agasalho, Desfiles do projeto Costurando aLiberdade entre outros eventos. PRODUÇÕES CULTURAIS: * Produção executiva do documentário "A construção de um mundo novo" do edital Paulo Gustavo;* Produção da gravação do videoclipe do espetáculo Cirandar. * Produção dos espetáculos Cirandar em 2018, 2019, 2020 do Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba;* Produção do documentário Sultaque, do Programa Estadual de Incentivo à Cultura do Estado do Paraná. * Produtora do projeto "RELIGIÕES EM CURITIBA" – livro de pesquisa sobre as religiões presentes em Curitiba, aprovado e captado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba;* Produtora do projeto "ARTESANATO, UMA ARTE DE FATO" – oficinas de música, artes plásticas e artesanato, aprovado e captado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba;* Produtora do projeto "LENDAS BRASILEIRAS" – livro de contos sobre folclore, aprovado e captado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba;* Elaboração e captação do projeto "CONEXÃO ACÚSTICA" – CD música de Zorba Mestre Dallanana, aprovado e captado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba;* Elaboração e captação do projeto "NO BATUQUE DO CORAÇÃO" CD música de Sidail Cesar, aprovado e captado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba;* Produtora do CIRCUITO MUSICAL NISSEI, uma série de shows com Almir Sater, Sérgio Reis e Emerson Nogueira. PEDRO FORTES - ANTROPÓLOGO - CONSULTORIA Pedro Fortes possui graduação em História pela Universidade Tuiuti do Paraná (2009), mestrado em Antropologia Social (2014) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná (2020). Atua como Antropólogo consultor nos Componentes Indígena e Quilombola no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental. Já exerceu atividades junto dos povos Guarani Kaiowá (MS), Guarani Nhandeva (PR; MS), Guarani Mbya (PR; SC), Xetá (PR), Terena (MS), Pankararu (PE), Pankaiwká (PE), Mura (AM), Sateré Mawé(AM), Canela (MA) e Paresi (MT). Também atuou em processos envolvendo a Comunidade Quilombola Mamãs (PR), Pombal (GO), Macambira (RN), Ipiranga da Carmina (MA), Piqui (MA) e Santa Helena (MA), além de também ter atuar junto de comunidades rurais na região de Tabocas do Brejo Velho (BA). Currículo completo em: https://www.escavador.com/sobre/7122856/pedro-henrique-ribas-fortes CARLO CURY - MINISTRANTE DA OFICINA Nascido em Piraju, interior do Estado de São Paulo, em 1963, transita os fazeres em arte cerâmica entre Santarém no Pará e Caraguatatuba, no Estado de São Paulo.Em 1987 formou-se em Arquitetura pela Faculdade Belas Artes de São Paulo. Mas foi nas artes plásticas que construiu carreira, com uma extensa produção de obras. O desenho foi uma de suas primeiras formas de expressão.A partir de sua visão crítica sobre a má utilização da terra e a poluição do solo pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, concebeu o projeto Ceres (deusa grega da agricultura), sendo que dez de suas obras compõem o acervo da Fundação Mokiti Okada na cidade de Lisboa, em Portugal.Em 2000, concluiu o Programa Especial de Formação Pedagógica (licenciatura plena) da Faculdade de Belas Artes de São Paulo, passando a lecionar no ensino de arte em escolas de São Paulo, bom como exerceu de 2002 a 2004 o cargo de Assistente Técnico Pedagógico de Arte na Diretoria de Ensino Centro. Manteve de 2004 a 2008 o espaço cultural denominado Casa Caiada 35, na Alameda Campinas, 35 no município de São Paulo, onde organizou, curou e montou exposições mensais de obras de artistas iniciantes ou renomados em concorridas vernissagens e textos elaborados pelo crítico de arte Oscar D’Ambrósio Idealizou em 2004 a ONG ARPA – Apreciação, Reflexão e Produção Artística e o Projeto Olhares Poéticos sobre o meio ambiente, que leva educação gratuita de arte a alunos da rede pública de ensino. Este projeto continua sendo desenvolvido na cidade de São Paulo e em Caraguatatuba. Em 2011 descobriu a cerâmica como um rico caminho para criar mecanismos visuais nos quais pôde aprofundar seus diálogos com o tridimensional e participar de exposições individuais e coletivas, destacando-se as seguintes premiações: I Mostra de Fazeres Artesanais de Ubatuba, SP.Arte ceramista Carlo Cury recebeu a premiação de primeiro lugar na categoria dos fazeres tradicionais, com a obra “Homem e o Mar”, novembro 2021. IV Mostra de Fazeres Artesanais de Ubatuba, SP.Arte ceramista Carlo Cury recebeu a premiação de primeiro lugar na categoria dos fazeres tradicionais, com a obra “Força das Nações Indígenas”, setembro de 2022. Em 2012 participou da formação do Grupo Ubuntu – Caraguatatuba Ceramistas, que reúne artistas plásticos nas linguagens bi e tridimensionais. Este grupo desenvolve projetos coletivos como o “Projeto Origens - Indígenas, - Negros e – Caiçaras”, “Caixas de Saberes”, “Projeto Imagens de Devoção”, “Heranças”, “Percurso Tupi-guarani e “Ecoar”. Ainda em 2012 visitou o Ateliê do Mestre Isauro em Santarém e ateliês de mestres ceramistas no bairro de Icoaraci em Belém e na Ilha do Marajó.Em 2013 vivenciou oficinas de cerâmica Tapajônica com Mestre Isauro Paiva e seus discípulos Ronaldo Marques e Lucivaldo Santos, em Santarém - PA. Em 2018 na comemoração dos 100 anos do Círio de Nossa Senhora da Conceição em Santarém, realizou no Centro Cultural João Fona a exposição “Maria Mãe de Todos”, com peças em cerâmica retratando as diversas expressões de Maria. Em cursos e vivências presenciais ou à distância com os arqueomusicólogos Máyy Koffler (Brasil), Esteban Valdívia (no Equador), Rodrigo Qowasi (no Peru), com o mestre Miguel Leal (Costa Rica), com o mesre Jéfferson Paiva (Santarém – PA) e com arqueólogos como Claudia Queiroz e Wagner Bornal do Vale do Paraíba (São Paulo), aprendeu técnicas de reprodução de peças arqueológicas e seus significados. Passou então a desenvolver réplicas em cerâmica de peças arqueológicas, com foco na sonoridade ancestral. Em 2019 ministrou oficinas gratuitas de cerâmica sonora em Santarém para artistas locais, realizando exposição coletiva no Centro Cultural João Fona denominada “Sonoridade Ancestral”. Esta exposição foi tema de reportagem na TV Local. Idealizou em 2019 a exposição coletiva “Remando pela Amazônia”, na qual participaram artistas e convidados, que deram um ressignificado a remos tradicionais.Esta exposição ocorreu no Centro Cultural João Fona de Santarém e também foi objeto de reportagem pela TV local. Em novembro de 2021, durante o Cirio de Nossa Senhora da Conceição os artistas levaram peças produzidas na procissão, transformando assim as peças de arte religiosa em arte sacra. Ainda em 2022 participou a mostra coletiva “4 Elementos” apresentada no Centro Cultural João Fona. Em 2024 levou oficinas gratuitas de cerâmica Sonora a indígenas Munduruku da aldeia Jacarezinho, localizada no município de Jacareacanga – PA. Na decoração das peças, utilizaram-se grafismos corporais Munduruku e decalques de elementos dos colares tradicionais com formas de animais. O mesmo trabalho foi desenvolvido ainda em 2024 para jovens e adultos da comunidade ribeirinha Paytuna, localizada no município de Monte Alegre – PA.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.