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O projeto "Programa de Oficinas de História e Patrimônio _ Caminhando pelo Piauí" propõe a realização de oficinas de Educação Patrimonial voltadas a alunos do ensino fundamental e médio das cidades de Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande e Cajueiro da Praia. As atividades, com duração total de 960 horas, buscam promover o reconhecimento e a valorização do patrimônio histórico-cultural piauiense por meio de ações educativas, visitas mediadas e materiais pedagógicos distribuídos gratuitamente. O projeto inclui medidas de acessibilidade e uma mostra final com os resultados das oficinas, fortalecendo a identidade cultural e o vínculo das novas gerações com a memória coletiva.
O projeto “Programa de Oficinas de História e Patrimônio – Caminhando pelo Piauí” propõe oficinas de Educação Patrimonial para estudantes do ensino fundamental e médio de Parnaíba, Luís Correia, Cajueiro da Praia e Ilha Grande do Piauí, com duração de três horas por encontro, totalizando 320 encontros e cerca de 3.200 participantes. As oficinas integram história, memória, artes visuais e literatura, promovendo caminhadas patrimoniais, registros artísticos e atividades práticas que conectam o aprendizado escolar à cultura local. Serão produzidos materiais pedagógicos ilustrados, acessíveis e distribuídos às escolas, além de visitas mediadas a museus e espaços culturais. A classificação indicativa é livre, e o projeto valoriza a inclusão de públicos com diferentes necessidades, garantindo intérpretes de Libras, audiodescrição, linguagem oral e apoio pedagógico especializado.
OBJETIVO GERALPromover o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio histórico-cultural do Piauí entre crianças e adolescentes, fortalecendo sua identidade cultural e o vínculo com a memória coletiva, por meio da realização de oficinas de Educação Patrimonial que integrem história, arte e cidadania, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e o protagonismo juvenil.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar 320 oficinas de Educação Patrimonial nos municípios de Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande e Cajueiro da Praia, com carga horária total de 960 horas, atendendo aproximadamente 3.200 alunos do ensino fundamental e médio.- Desenvolver materiais pedagógicos ilustrados e acessíveis, distribuídos gratuitamente aos alunos e às escolas participantes, como apoio didático e continuidade das atividades educativas.- Promover visitas mediadas a espaços culturais e bens patrimoniais locais, como museus, teatros e centros culturais, incentivando o contato direto com o patrimônio material e imaterial.- Realizar uma mostra educativa final aberta ao público, com exposição dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas (textos, desenhos, maquetes, fotografias e vídeos).- Garantir acessibilidade plena às atividades e à comunicação do projeto, com intérprete de Libras, materiais acessíveis e suporte especializado para pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual.- Implementar ações de divulgação cultural acessível em mídias digitais e locais, ampliando o alcance do projeto e sensibilizando a comunidade sobre a importância da preservação do patrimônio cultural.
O "Programa de Oficinas de História e Patrimônio _ Caminhando pelo Piauí" nasce como um gesto de escuta, reconhecimento e valorização do território piauiense como um livro vivo, onde cada paisagem, edificação, tradição e expressão cotidiana compõem capítulos de uma narrativa que segue pulsando e se reinventando. A iniciativa parte da urgência de reaproximar as novas gerações de sua herança cultural, transformando o ensino da história e do patrimônio em uma experiência de cidadania, pertencimento e imaginação criadora. Educar para o patrimônio, nesse contexto, significa educar para a consciência de si, o respeito ao outro e a valorização da coletividade.O Piauí é um território de memórias densas e de identidade mestiça, formado por cruzamentos de povos, saberes e linguagens. Entre o sertão e o mar, entre o urbano e o ancestral, o Estado abriga uma das cartografias culturais mais ricas do país, expressa em bens materiais e imateriais que testemunham modos de vida, crenças e formas de criação. Entretanto, grande parte desse patrimônio permanece invisibilizada, distanciada simbolicamente das novas gerações. O projeto propõe, portanto, um gesto de reconexão: levar os jovens a redescobrirem o Piauí com os próprios pés, olhos e sentidos, ressignificando o ato de conhecer o lugar onde vivem.A proposta parte da compreensão de que o patrimônio cultural vai além do que é tombado ou musealizado. Ele se manifesta nas práticas cotidianas, nas festas, nas linguagens, nas receitas e nas histórias compartilhadas nas comunidades. As quatro cidades participantes — Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande e Cajueiro da Praia — foram escolhidas por representarem, cada uma, um recorte singular da relação entre natureza e cultura, mar e sertão, tradição e contemporaneidade. O projeto pretende transformar esses territórios em salas de aula abertas, onde cada espaço é fonte de aprendizado e cada morador é um guardião do saber.O caráter inovador e culturalmente pertinente da iniciativa reside em sua capacidade de articular educação, arte e cidadania. As oficinas propõem um aprendizado coletivo e sensível, no qual o ato de caminhar simboliza o percurso educativo — um movimento físico e simbólico que ensina a ver, sentir e interpretar o território. Caminhar é conhecer, e conhecer é transformar o olhar. Dessa forma, o projeto busca formar jovens autores de sua própria leitura sobre o mundo, conscientes do passado e capazes de imaginar futuros possíveis para o patrimônio piauiense.Metodologicamente, as oficinas se ancoram nos princípios da educação patrimonial, da pedagogia crítica e das práticas interdisciplinares, priorizando o protagonismo juvenil e o diálogo entre saberes. O conhecimento acadêmico encontra o saber comunitário, e a arte é incorporada como instrumento de mediação e expressão. Através de atividades como desenho, fotografia, dramatização, escrita e experimentações sensoriais, os participantes desenvolvem uma relação afetiva e crítica com o território. A arte, nesse processo, não é mero adorno, mas linguagem que traduz percepções e afetos em torno da memória e da identidade.As ações do projeto integram dimensões históricas, estéticas e sociais, promovendo a leitura crítica dos espaços urbanos e naturais, o estímulo à consciência ambiental e patrimonial, e a produção de materiais que consolidam o aprendizado. As mostras educativas abertas à comunidade funcionam como momentos de devolutiva e partilha, fortalecendo o vínculo entre escola e território. Assim, o conhecimento circula, o pertencimento se consolida e o patrimônio se reconhece como bem comum.Em um contexto social de desigualdade de acesso à cultura e de fragilidade das políticas públicas de preservação, o "Caminhando pelo Piauí" atua como instrumento de democratização simbólica. O projeto entende que o patrimônio só é preservado quando é sentido como parte da vida. Por isso, busca envolver comunidades, educadores e estudantes como sujeitos ativos dos processos de reconhecimento e cuidado. Essa rede de cooperação — entre escolas, instituições culturais, artistas e gestores — fortalece o sentimento de corresponsabilidade e garante a sustentabilidade das ações.A inclusão e acessibilidade são princípios estruturantes da proposta. As oficinas serão planejadas para acolher a diversidade de corpos, percepções e modos de aprender, assegurando participação plena de pessoas com deficiência. Intérpretes de Libras, materiais adaptados e comunicação acessível serão incorporados em todas as etapas. Assim, o projeto reafirma que o patrimônio cultural é direito de todos, e que o acesso à cultura deve ser garantido de forma digna e igualitária.Com duração prevista de dezesseis meses, o programa pretende alcançar mais de três mil estudantes. Cada cidade será palco de experiências formativas e criativas que conectam história, memória e identidade local:Parnaíba, com seu patrimônio arquitetônico e histórico, representa o elo entre o passado e a modernidade;Luís Correia, com sua tradição pesqueira, traduz o diálogo entre o homem e o mar;Ilha Grande, com suas festas e paisagens, celebra a força da coletividade;Cajueiro da Praia, com sua natureza e cultura popular, evidencia a harmonia entre o humano e o ambiente.Esses territórios são, simultaneamente, espaços de aprendizado e símbolos de pertencimento.O impacto do projeto ultrapassa o ciclo das oficinas. Ao reconectar os jovens com sua história e seu território, o "Caminhando pelo Piauí" promove o fortalecimento da autoestima coletiva, da identidade cultural e do engajamento social. Mais do que transmitir conteúdos, as oficinas despertam olhares e sensibilidades, formando cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação do patrimônio.Do ponto de vista técnico, o projeto apresenta metodologia estruturada e metas mensuráveis. A divisão em ciclos formativos possibilita o acompanhamento pedagógico e a avaliação contínua dos resultados. A produção de materiais educativos e a articulação com instituições locais asseguram continuidade e inserção territorial. Assim, a proposta combina rigor técnico e sensibilidade poética, garantindo tanto eficiência operacional quanto impacto humano.Em síntese, o "Caminhando pelo Piauí" é um gesto de reencontro: entre o jovem e o território, entre a escola e a rua, entre o passado e o presente. Ao transformar o ato de caminhar em uma experiência educativa e sensível, o projeto reafirma o valor da cultura como força de transformação social. Caminhar pelo Piauí é, portanto, caminhar pela própria história — reconhecendo, nos passos de cada participante, a continuidade de uma memória que resiste, floresce e se reinventa.
O Programa de Oficinas de História e Patrimônio – Caminhando pelo Piauí inclui uma série de ações complementares que fortalecem o impacto cultural e educativo do projeto. Entre essas ações, destaca-se a formação contínua de mediadores e monitores, que recebem capacitação específica para conduzir atividades inclusivas, lidar com diferentes perfis de estudantes e garantir a qualidade pedagógica das oficinas. Essa preparação envolve técnicas de condução de grupos, interpretação de conteúdos históricos, métodos de registro artístico e orientação para acessibilidade, assegurando que todas as atividades ocorram de maneira segura, estimulante e participativa.O projeto prevê a documentação sistemática das oficinas e atividades culturais, com registros fotográficos, audiovisuais e textos reflexivos produzidos pelos próprios alunos. Esse material servirá não apenas para avaliação e prestação de contas, mas também para compor acervos educativos e memoriais digitais, que poderão ser consultados por professores, pesquisadores e comunidade em geral. A utilização dessas ferramentas amplia o alcance da aprendizagem, permitindo que experiências vivenciadas em sala ou nos territórios patrimoniais sejam compartilhadas e revisadas, contribuindo para a formação de um repertório cultural duradouro.Além disso, o projeto promove interação com famílias e comunidade, incentivando que pais e responsáveis participem de momentos especiais, como exposições, apresentações de trabalhos artísticos e debates sobre patrimônio cultural. Essa integração fortalece os laços entre a escola, a comunidade e o território, ampliando a percepção de valor do patrimônio e estimulando práticas de preservação coletiva.As oficinas também são estruturadas para estimular criatividade, pensamento crítico e protagonismo juvenil, permitindo que os estudantes desenvolvam projetos próprios inspirados no patrimônio local, como pequenas dramatizações, produção de guias ilustrativos, painéis e registros fotográficos ou audiovisuais. Essa abordagem assegura que o aprendizado seja vivido de maneira prática, contextualizada e significativa, reforçando a ligação entre educação, cultura e cidadania.No aspecto tecnológico, o projeto incorpora recursos digitais para registro, organização e difusão dos conteúdos produzidos pelos alunos. Aplicativos de fotografia, edição de imagens, gravação de áudio e vídeo, bem como softwares educativos de criação artística, são utilizados de maneira orientada, integrando o patrimônio à tecnologia e ampliando as possibilidades de expressão e documentação.O Programa de Oficinas de História e Patrimônio – Caminhando pelo Piauí também prevê ações de divulgação e sensibilização do patrimônio para além do público escolar, com eventos abertos, apresentações culturais e mostras comunitárias que envolvem a população local e visitantes, promovendo o reconhecimento da história e cultura do Piauí e incentivando a participação cidadã na preservação do patrimônio cultural.
O projeto contempla oficinas de Educação Patrimonial voltadas a estudantes do ensino fundamental e médio, com duração de 3 horas por encontro, realizadas de segunda a sexta-feira, durante 16 meses consecutivos, totalizando 320 encontros presenciais e aproximadamente 960 horas de atividades formativas. Cada oficina contará com 10 participantes por dia, perfazendo 50 alunos atendidos por semana e um público total estimado de 3.200 estudantes ao longo de todo o ciclo.As atividades são conduzidas por educadores especializados em História e Patrimônio, apoiados por monitores e profissionais de acessibilidade, seguindo uma metodologia ativa e interdisciplinar que integra conteúdos de história, geografia, artes visuais, literatura e cultura local. O projeto pedagógico inclui momentos de observação, registro, análise crítica, produção artística e expressão criativa, assegurando que os estudantes compreendam o patrimônio material e imaterial como parte integrante de sua identidade cultural.Serão produzidos materiais pedagógicos impressos e digitais, incluindo cartilhas, guias educativos, painéis ilustrativos, fichas de atividades e recursos multimídia. Todos os materiais terão linguagem acessível, com legendas, audiodescrição, descrição textual de imagens, fontes ampliadas e alto contraste, garantindo acesso completo a pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual.As oficinas incluem visitas mediadas a museus e espaços culturais — Museu do Mar (Parnaíba), Museu da Vila (Luís Correia), Teatro Municipal Professor Augusto Vaz (Ilha Grande) e Quintal das Artes Miriam Jales (Cajueiro da Praia) —, espaços que oferecem estrutura acessível, rampas, banheiros adaptados e áreas de circulação adequadas. Durante essas visitas, os alunos interagem com os acervos e os profissionais responsáveis, desenvolvendo práticas de registro visual, escrita e artística, que posteriormente serão compiladas em mostras educativas abertas à comunidade e às escolas.O projeto pedagógico detalha objetivos específicos, estratégias de ensino, avaliação formativa, acompanhamento da participação, adequação de conteúdos para diferentes públicos e medidas de inclusão, garantindo que o aprendizado seja continuado, significativo e socialmente relevante. Cada oficina é planejada considerando recursos materiais, logísticos e tecnológicos, contemplando a produção de registros, materiais de apoio e documentação para divulgação e memória do projeto.
O “Programa de Oficinas de História e Patrimônio – Caminhando pelo Piauí” foi concebido com o compromisso integral de garantir a plena acessibilidade física e de conteúdo, assegurando que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas, possam participar ativamente das atividades propostas. A acessibilidade é compreendida aqui como direito e como princípio ético e metodológico, sendo incorporada desde a concepção até a execução do projeto, de modo transversal e permanente.Na dimensão física, as ações serão realizadas em espaços que dispõem de estrutura adequada para o acolhimento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, como o Museu do Mar (Parnaíba), o Museu da Vila (Luís Correia), o Teatro Municipal Professor Augusto Vaz (Ilha Grande) e o Quintal das Artes Miriam Jales (Cajueiro da Praia). Todos contam com rampas de acesso, banheiros adaptados, corredores amplos e áreas de circulação livres de obstáculos. A equipe de produção fará inspeções prévias em cada local para garantir a conformidade das condições de acessibilidade, realizando, quando necessário, adequações pontuais e sinalizações táteis e visuais que facilitem a orientação espacial dos participantes. Também serão disponibilizadas cadeiras adaptadas, áreas de descanso e monitores para acompanhamento e apoio aos participantes que necessitarem de assistência na locomoção.Na dimensão de conteúdo, o projeto prevê uma série de medidas que asseguram o entendimento pleno e a participação ativa de todos os públicos. Em todas as oficinas haverá intérprete de Libras, assegurando a inclusão de pessoas surdas e garantindo a mediação direta entre educadores e participantes. Os materiais pedagógicos e de divulgação serão produzidos em formatos acessíveis, com legendas descritivas, fontes ampliadas, alto contraste, audiodescrição e versões digitais compatíveis com leitores de tela. A linguagem utilizada será clara, direta e inclusiva, priorizando a comunicação visual e oral, de modo a atender também pessoas com deficiência intelectual.Os vídeos institucionais e os registros audiovisuais das oficinas contarão com janela de Libras, legendas e audiodescrição, tornando o conteúdo acessível a diferentes públicos. As cartilhas educativas e guias patrimoniais, distribuídos gratuitamente aos alunos e às escolas parceiras, serão elaborados com diagramação adaptada e imagens com descrição textual, possibilitando o acesso de pessoas com deficiência visual. Além disso, a equipe pedagógica e os monitores receberão formação específica em acessibilidade e inclusão, garantindo um ambiente acolhedor, empático e sensível às diferentes formas de aprendizado e percepção.A acessibilidade será também um eixo de sensibilização dentro das próprias oficinas. Serão desenvolvidos momentos de diálogo com os estudantes sobre a importância da inclusão e do respeito às diferenças, ampliando o entendimento de que o patrimônio cultural pertence a todos e deve ser vivido em sua diversidade plena. A proposta compreende a acessibilidade não apenas como um conjunto de medidas técnicas, mas como uma atitude educativa e social, que transforma a convivência em aprendizado e o espaço cultural em território comum.Com essas ações, o projeto reafirma o princípio de que a cultura só se realiza plenamente quando é acessível. A acessibilidade, nesse contexto, deixa de ser um adendo e passa a integrar a essência do “Caminhando pelo Piauí”, garantindo que cada participante possa caminhar, compreender, sentir e expressar-se de maneira plena e autônoma, em um percurso coletivo de descoberta e valorização do patrimônio cultural piauiense.
O projeto Programa de Oficinas de História e Patrimônio – Caminhando pelo Piauí foi concebido para garantir que a experiência de aprendizado sobre a história, a memória e a identidade cultural esteja disponível ao maior número possível de estudantes e à comunidade em geral, ampliando o acesso à educação patrimonial de forma inclusiva e participativa. Todas as oficinas terão caráter gratuito, permitindo que crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio das cidades de Parnaíba, Luís Correia, Cajueiro da Praia e Ilha Grande do Piauí participem sem qualquer barreira financeira, assegurando a inclusão de públicos historicamente menos assistidos.Além da participação direta nas oficinas, o projeto contempla atividades paralelas de abertura e interação comunitária, como encontros de demonstração, bate-papos sobre patrimônio local e sessões abertas à comunidade escolar, que possibilitam que familiares, professores e moradores possam acompanhar e dialogar com os participantes. Estes momentos promovem a circulação do conhecimento produzido nas oficinas e estimulam a valorização coletiva dos bens culturais locais, reforçando o sentimento de pertencimento territorial e cultural.O projeto prevê ainda a disponibilização de materiais educativos e pedagógicos produzidos durante as oficinas, como cartilhas ilustradas, guias e registros das atividades, que serão entregues gratuitamente aos estudantes e às escolas parceiras, garantindo que o aprendizado se estenda para além do período de execução das oficinas. Este acervo educativo possibilita que os conteúdos sejam compartilhados, replicados e utilizados de maneira contínua por professores e alunos, ampliando a difusão da memória e do patrimônio piauiense dentro e fora das salas de aula.Para atender às diferentes necessidades de acessibilidade e assegurar a inclusão de todos os públicos, as atividades contarão com intérprete de Libras, linguagem oral priorizada, materiais em formatos acessíveis, audiodescrição, legendas, imagens com descrição textual, fontes ampliadas e alto contraste. Esta atenção garante que crianças e adolescentes com deficiência visual, auditiva ou intelectual participem plenamente das oficinas, reforçando o princípio de que a cultura e o patrimônio histórico são bens coletivos, pertencentes a todos.A democratização de acesso também se dá na dimensão territorial, ao realizar as oficinas em diferentes cidades do litoral piauiense, cada uma com seu patrimônio material e imaterial específico. Transformar cada município em extensão da sala de aula permite que o território se torne elemento ativo do processo educativo, aproximando os estudantes das tradições, narrativas e manifestações culturais locais, muitas vezes invisibilizadas ou pouco conhecidas pelas próprias comunidades. Caminhadas patrimoniais guiadas, visitas mediadas a museus e teatros, produção de registros visuais e audiovisuais, e atividades artísticas como desenho, pintura e pequenas dramatizações, configuram práticas que ampliam o acesso à cultura de forma concreta, sensível e vivencial.O projeto entende que democratizar o acesso não se limita à presença física nas oficinas, mas se estende à criação de experiências culturais participativas, que permitam ao estudante não apenas receber conhecimento, mas produzir, dialogar, criar e compartilhar. Essa concepção fortalece a dimensão sociocultural do programa, promovendo o protagonismo juvenil e estimulando uma relação crítica e afetiva com a memória coletiva e os bens patrimoniais locais.Com essa estratégia, o Programa de Oficinas de História e Patrimônio – Caminhando pelo Piauí assegura que a educação patrimonial alcance sua função social máxima: formar cidadãos conscientes, críticos e conectados à própria história, ao mesmo tempo em que amplia o acesso às manifestações culturais, transforma o território em espaço de aprendizado e garante que os frutos do conhecimento se espalhem, beneficiando toda a comunidade escolar e seus entornos.
José Bruno de AraújoHistoriador, escritor e pesquisador com formação em História (FID – 2016) e especializações em Educação Especial com Libras, Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, e Educação Patrimonial.Possui experiência como professor de História no ensino básico e como ministrante de minicurso acadêmico sobre patrimônio cultural. Participou de produções audiovisuais, como a série “Piauí Jornada pelo Tesouro das Américas” (Idé Produções, 2021).É autor do livro Casa Inglesa. Um inglês. Uma família. Uma História (2019, também publicado em inglês) e colaborador em obras coletivas, entre elas Parnaíba sob Múltiplos Olhares (2018) e Educação em Foco (2021).Complementa sua formação com diversos cursos na área de educação patrimonial, gestão cultural e comunicação.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.