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PRONAC 2515574Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Redes de Impacto – Valorização da Cultura Caiçara e Sustentabilidade

INSTITUTO MARULHO
Solicitado
R$ 199,5 mil
Aprovado
R$ 199,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreendedorismo Cultural
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Caiçaras
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Angra dos Reis
Início
2026-02-09
Término
2027-04-10
Locais de realização (1)
Parati Rio de Janeiro

Resumo

O projeto "Redes de Impacto _ Valorização da Cultura Caiçara e Sustentabilidade" busca preservar e valorizar o saber tradicional da costura de redes de pesca, unindo-o ao artesanato como expressão cultural e sustentável. Essa é uma tecnologia social reconhecida e premiada, que vem sendo aplicada com sucesso em comunidades da Costa Verde. Agora, propõe-se a fortalecer coletivos formados previamente, consolidando grupos culturais autônomos e promovendo geração de renda, fortalecimento identitário e redução de impactos ambientais. Assim, integra patrimônio imaterial, economia criativa e sustentabilidade em territórios caiçaras.

Sinopse

O projeto “Redes de Impacto – Valorização da Cultura Caiçara e Sustentabilidade” visa promover o fortalecimento dos coletivos culturais das comunidades caiçaras da Praia do Sono e Ponta Negra, por meio de ações integradas de capacitação, produção artesanal, comunicação e disseminação cultural.1. Acompanhamento técnico e mentorias comunitárias: O projeto oferecerá mentorias contínuas para os coletivos, abordando gestão produtiva, design de produtos artesanais, estratégias de comercialização e sustentabilidade cultural. Essas mentorias têm como objetivo consolidar a autonomia dos grupos, fortalecer a organização comunitária e fomentar a preservação do patrimônio imaterial da cultura caiçara.2. Oficinas de costura e gestão produtiva: Serão realizadas oficinas práticas de costura de redes de pesca, com foco no reaproveitamento de materiais descartados para a confecção de produtos artesanais, como bolsas, tapetes e objetos decorativos. As oficinas incluem orientação técnica, acompanhamento individual e registro do processo, promovendo a transferência do saber tradicional e o desenvolvimento de habilidades socioeconômicas para os participantes.3. Fortalecimento da identidade e comunicação dos coletivos: O projeto desenvolverá estratégias de comunicação e difusão cultural, incluindo elaboração de materiais visuais, campanhas digitais e ações de divulgação do trabalho dos coletivos. Essas atividades buscam valorizar a identidade cultural, estimular o reconhecimento social dos grupos e promover a visibilidade das práticas artesanais e saberes tradicionais.4. Produção audiovisual e campanhas digitais para sustentabilidade econômica: Serão produzidos conteúdos digitais educativos e promocionais, incluindo dois vídeos curtos destinados à comunicação, divulgação e comercialização dos produtos artesanais. Todos os materiais terão recursos de acessibilidade, como legendas, audiodescrição e Libras, garantindo o acesso a públicos diversos. A publicação dos conteúdos em redes sociais e plataformas digitais visa ampliar a sustentabilidade econômica dos coletivos e a difusão da cultura caiçara para além das comunidades locais.Classificação indicativa: Livre, com atividades abertas a crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e pessoas com deficiência.O projeto integra tradição, arte e sustentabilidade, promovendo a valorização da cultura caiçara, fortalecendo coletivos comunitários e criando oportunidades de geração de renda e protagonismo cultural. As ações educativas, produtivas e comunicacionais formam um ciclo contínuo de aprendizagem, prática e difusão, consolidando os saberes tradicionais e estimulando a participação social e cultural das comunidades envolvidas.

Objetivos

OBJETIVO GERAL:Fortalecer coletivos culturais em duas comunidades caiçaras, consolidando o saber tradicional da costura de redes de pesca como prática cultural, artesanal e sustentável, promovendo autonomia produtiva, valorização identitária e sustentabilidade econômica. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:Acompanhamento técnico e mentorias comunitárias: Realizar 6 meses de acompanhamento técnico e mentorias voltadas à organização, autogestão e sustentabilidade de 2 coletivos culturais caiçaras.Oficinas de costura e gestão produtiva: Oferecer oficinas práticas de costura de redes e reaproveitamento de materiais, associadas a capacitações em gestão e comercialização sustentável.Fortalecimento da identidade e comunicação dos coletivos: Desenvolver ações de comunicação comunitária e identidade visual, apoiando os coletivos na divulgação de seus produtos e práticas culturais.Produção audiovisual e campanhas digitais: Produzir 2 vídeos curtos e campanhas digitais de divulgação para promover os coletivos e estimular a sustentabilidade econômica de suas produções. 📌 Resultados esperados:2 coletivos culturais consolidados e autogeridos;2 vídeos curtos produzidos e divulgados;Ampliação da renda e valorização cultural caiçara.

Justificativa

O saber da costura artesanal de redes de pesca é um dos conhecimentos mais marcantes da cultura caiçara, transmitido por gerações como prática essencial da pesca artesanal. Como aponta Diegues (2004), as comunidades caiçaras sempre tiveram seus modos de vida estruturados em torno da pesca, da agricultura de subsistência e da transmissão oral de saberes, sendo a costura de redes considerada central nesse processo.Com a industrialização da pesca e a chegada das redes industrializadas de nylon, esse conhecimento passou a ser progressivamente substituído por produtos de fábrica. Atualmente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) alerta para a necessidade de reconhecimento e valorização de saberes tradicionais como patrimônio imaterial, uma vez que práticas como a costura de redes correm o risco de desaparecer em meio às pressões econômicas e sociais.Segundo pesquisa da World Animal Protection (2019), mais de 69 mil animais marinhos morrem diariamente no Brasil devido à chamada pesca fantasma — causada por redes descartadas ou abandonadas no mar. Esse dado reforça a importância de ressignificar e reaproveitar as redes de pesca, não apenas como solução ambiental, mas também como prática cultural que preserva um conhecimento ancestral e gera impacto social positivo.Em entrevistas com caiçaras da Ilha Grande e da região de Paraty (Mattiuzzo, 2023), constatou-se que a arte de costura de redes é um saber tradicional restrito a mestres redeiros mais velhos, sem continuidade entre jovens. Isso demonstra a urgência de políticas culturais que assegurem a transmissão intergeracional e a valorização desse patrimônio imaterial.Reconhecido como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil e premiado em 2024, o projeto Redes de Impacto já demonstrou sua eficácia ao unir cultura e sustentabilidade, transformando redes descartadas em produtos artesanais e formando coletivos comunitários. O trabalho que começou na comunidade caiçara de Matariz vem se estruturando em outras, com coletivos já capacitados nas comunidades da Praia do Sono, Ponta Negra (Paraty/RJ) e Aventureiro (Angra/RJ). Dessa forma, o projeto "Redes de Impacto _ Valorização da Cultura Caiçara e Sustentabilidade" visa preservar, valorizar e difundir o saber tradicional da costura de redes de pesca nas comunidades caiçaras da Costa Verde, unindo patrimônio imaterial, economia criativa e sustentabilidade ambiental. A iniciativa fortalece coletivos culturais, promove geração de renda local, consolida identidades culturais e reduz impactos ambientais decorrentes da pesca fantasma.A realização deste projeto depende do Mecanismo de Incentivo à Cultura, uma vez que envolve a preservação do patrimônio imaterial, a capacitação de grupos culturais e a produção de conteúdos educativos e audiovisuais. Recursos públicos permitidos pelo Pronac são fundamentais para garantir a execução completa do projeto, desde oficinas e mentorias até a realização de exposições e festivais comunitários, assegurando transparência, acesso público e impacto cultural duradouro.Enquadramento nos Incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91· Inciso I: Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. Fundamentação: O projeto promove o acesso direto da população às práticas culturais caiçaras por meio de oficinas, mentorias, exposições comunitárias, conteúdos digitais e festivais, garantindo participação e aprendizado coletivo.· Inciso II: Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. Fundamentação: Ao trabalhar com comunidades tradicionais da Costa Verde, o projeto valoriza saberes locais e técnicas artesanais específicas, fortalecendo a produção cultural regional e sua difusão.· Inciso III: Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Fundamentação: A iniciativa apoia mestres redeiros, articuladores comunitários e coletivos locais, proporcionando visibilidade e reconhecimento social e cultural às práticas de costura de redes.· Inciso IV: Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional. Fundamentação: A cultura caiçara, patrimônio imaterial e identitário da região, é fortalecida e protegida, garantindo a continuidade de saberes tradicionais e modos de vida ligados à pesca artesanal.· Inciso VI: Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Fundamentação: O projeto documenta, sistematiza e divulga as técnicas tradicionais de costura, garantindo preservação do patrimônio cultural imaterial e memória coletiva das comunidades. Objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91 que serão alcançados· III _ preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e históricoo Inciso d: Proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. Fundamentação: As oficinas, mentorias, exposições e festivais possibilitam a proteção, registro e difusão do artesanato de redes e do folclore caiçara.· II _ fomento à produção cultural e artísticao Inciso c: Realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. Fundamentação: O Festival Caiçara e as exposições comunitárias promovem encontros culturais, ampliando a visibilidade e o reconhecimento das práticas culturais locais.· I _ incentivo à formação artística e culturalo Inciso c: Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos. Fundamentação: As oficinas e mentorias oferecem capacitação técnica, pedagógica e de gestão para jovens e adultos das comunidades, fortalecendo o protagonismo local.O projeto Redes de Impacto depende do Mecanismo de Incentivo à Cultura para viabilizar a execução completa, garantindo o acesso público às atividades, a preservação do patrimônio cultural caiçara, a valorização dos coletivos locais e a sustentabilidade econômica das ações. Sem a captação via Lei Rouanet, o alcance e impacto do projeto seriam significativamente reduzidos, prejudicando a difusão e a continuidade do saber tradicional das comunidades da Costa Verde.

Estratégia de execução

O projeto Redes de Impacto – Valorização da Cultura Caiçara e Sustentabilidade é uma iniciativa de caráter 100% gratuito, voltada à preservação do saber tradicional da costura de redes de pesca e ao fortalecimento da economia e cultura das comunidades caiçaras da Praia do Sono e Ponta Negra. Trata-se de uma tecnologia social reconhecida, que alia patrimônio imaterial, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.Além das atividades principais (mentorias, oficinas, fortalecimento da identidade dos coletivos e produção audiovisual), o projeto contempla:· Monitoramento contínuo das ações: acompanhamento do impacto social, cultural e econômico das atividades sobre os coletivos e comunidades beneficiadas, garantindo transparência e qualidade na execução.· Documentação pedagógica e cultural: registros detalhados de todas as oficinas, mentorias e produtos gerados, incluindo fotos, vídeos, fichas técnicas e materiais digitais acessíveis, que podem servir como referência para futuros projetos e políticas públicas de cultura.· Inovação e sustentabilidade: uso de redes descartadas e outros materiais reaproveitados para produção artesanal, promovendo economia circular, valorização ambiental e consciência ecológica.· Capacitação e formação comunitária: desenvolvimento de habilidades técnicas, de gestão, marketing cultural e comunicação digital, fortalecendo a autonomia e autogestão dos coletivos.· Inclusão e acessibilidade: adoção de medidas amplas de acessibilidade física e de conteúdo, assegurando participação plena de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e autistas, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) e decretos correlatos.· Difusão digital e democratização do acesso: publicação de conteúdos online acessíveis, garantindo que o conhecimento e a produção cultural caiçara cheguem a um público amplo, incluindo escolas, instituições culturais e interessados em todo o Brasil.· Fortalecimento da identidade cultural: promoção da cultura caiçara como patrimônio imaterial, estimulando a valorização local, a transmissão intergeracional de saberes e o protagonismo comunitário.· Potencial de replicabilidade: o modelo do projeto pode ser adaptado e aplicado em outras comunidades costeiras, servindo como referência para iniciativas culturais e de economia criativa.Em síntese, o projeto não se limita à execução de atividades culturais: ele integra educação, cultura, sustentabilidade, inclusão social e fortalecimento comunitário, consolidando coletivos autogeridos e promovendo impactos positivos duradouros nos territórios caiçaras.

Especificação técnica

1. Acompanhamento técnico e mentorias comunitáriasDuração: 6 meses de execução, com encontros semanais de 2 horas por sessão. Material: Guias e manuais de gestão comunitária, fichas técnicas de produtos, planilhas de planejamento, recursos digitais para registro e acompanhamento. Projeto pedagógico:· Objetivo: Capacitar os coletivos em gestão, autogestão, comercialização e sustentabilidade cultural.· Metodologia: Sessões teóricas e práticas, acompanhamento individualizado, estudo de casos e orientação em design de produtos artesanais.· Público-alvo: Membros dos coletivos culturais das comunidades da Praia do Sono e Ponta Negra. 2. Oficinas de costura e gestão produtivaDuração: 6 meses, com oficinas semanais de 3 horas cada. Material: Redes de pesca reaproveitadas, linhas, agulhas, tesouras, moldes, cadernos de anotações, câmeras para registro fotográfico. Projeto pedagógico:· Objetivo: Ensinar técnicas de costura tradicional de redes, reaproveitamento de materiais e produção de objetos artesanais.· Metodologia: Aulas práticas, demonstrações passo a passo, exercícios de reaproveitamento de redes, mentorias e acompanhamento contínuo.· Produtos gerados: Bolsas, tapetes, painéis e outros artigos artesanais, com ficha técnica individual. 3. Fortalecimento da identidade e comunicação dos coletivosDuração: Paralelo às oficinas, 6 meses. Material: Materiais gráficos (cartazes, folders), recursos audiovisuais, computadores, softwares de design, redes sociais para divulgação. Projeto pedagógico:· Objetivo: Consolidar a identidade cultural dos coletivos e desenvolver estratégias de comunicação e difusão do trabalho artesanal.· Metodologia: Oficinas de comunicação visual, produção de conteúdos digitais, campanhas em redes sociais, acompanhamento e orientação sobre estratégias de marketing cultural.· Produto final: Materiais de comunicação visual e campanhas digitais para promoção dos produtos artesanais. 4. Produção audiovisual e campanhas digitais para sustentabilidade econômicaDuração: 6 meses, incluindo gravação, edição e publicação de conteúdos. Paginação/Formato: Produção de 2 vídeos curtos (5 a 10 minutos cada), edição em formato digital HD, legendas, audiodescrição e Libras. Material: Câmeras, microfones, iluminação portátil, softwares de edição, arquivos digitais de imagens e sons. Projeto pedagógico:· Objetivo: Registrar e divulgar o processo de produção artesanal, fortalecendo a sustentabilidade econômica e promovendo a cultura caiçara.· Metodologia: Registro audiovisual de oficinas e mentorias, edição com recursos acessíveis, disponibilização online e em redes sociais.· Produto final: Conteúdos audiovisuais educativos e promocionais, com acesso inclusivo para públicos com deficiência visual e auditiva. O conjunto das atividades integra saber tradicional, produção artesanal, gestão comunitária e comunicação digital. Todos os produtos possuem registro técnico e pedagógico detalhado, incluindo acompanhamento de acessibilidade, materiais educativos e instruções para continuidade das ações culturais, garantindo a replicabilidade e a sustentabilidade do projeto.

Acessibilidade

1. Acessibilidade Física· Reserva de áreas de fácil acesso e assentos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo cadeirantes, durante oficinas e mentorias.· Facilitação da locomoção interna nas comunidades atendidas, garantindo deslocamento seguro para todos os participantes.· Disponibilização de cadeiras e equipamentos de apoio conforme necessidade individual, sem ônus desproporcional para o projeto.2. Acessibilidade de ConteúdoPara pessoas com deficiência visual:· Audiodescrição de oficinas, mentorias e materiais digitais, detalhando processos de costura, técnicas artesanais e atividades pedagógicas.· Mapas e réplicas táteis de produtos confeccionados, permitindo interação sensorial.Para pessoas com deficiência auditiva:· Intérpretes de Libras nas mentorias e oficinas, quando necessário.· Legendagem oculta (closed caption) em todos os conteúdos audiovisuais produzidos para a divulgação e comunicação do projeto.Para pessoas com deficiência intelectual e autistas (TEA):· Monitoria especializada durante oficinas e mentorias, adaptando comunicação em linguagem simples.· Ambientes com menor estímulo sensorial, iluminação adequada e redução de ruídos.· Cadeiras próximas ao instrutor para participantes com TEA e acompanhantes, garantindo segurança e conforto.3. Divulgação e Comunicação Acessível· Todos os materiais digitais, vídeos e conteúdos pedagógicos serão produzidos em formatos acessíveis, incluindo PDFs compatíveis com leitores de tela, textos em Libras, legendas e linguagem clara.· Informações sobre medidas de acessibilidade serão previamente disponibilizadas para participantes e comunidades atendidas.4. Justificativa TécnicaEstas medidas garantem participação plena de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, de acordo com os artigos 42 a 44, 54, 63, 67 a 71, 73 e 102 da Lei nº 13.146/2015, art. 46 do Decreto nº 3.298/1999 e Decreto nº 9.404/2018, sem ônus desproporcional. A adoção dessas ações assegura que o projeto seja inclusivo em todas as fases, promovendo acesso igualitário às oficinas, mentorias, produção audiovisual e ações de fortalecimento dos coletivos, reforçando a valorização cultural caiçara e os resultados esperados de 2 coletivos autogeridos e 2 vídeos curtos para comunicação e venda.

Democratização do acesso

O projeto Redes de Impacto busca ampliar o acesso às manifestações culturais e ao patrimônio imaterial da cultura caiçara, garantindo que os produtos e resultados das atividades sejam disponibilizados de forma inclusiva, gratuita e democrática, contemplando públicos diversos, inclusive pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e comunidades escolares.1. Distribuição Gratuita e Social· 10% da produção artesanal resultante das oficinas será destinada à distribuição gratuita, com caráter social e educativo, beneficiando escolas, associações comunitárias e espaços de ensino voltados à preservação da cultura caiçara.· Essa medida garante que parte dos produtos culturais gerados esteja acessível ao público sem custo, promovendo inclusão e visibilidade da cultura tradicional.2. Transporte e Acesso Local· Durante as mentorias e oficinas presenciais, será garantida a acessibilidade e deslocamento seguro para participantes com mobilidade reduzida, idosos ou pessoas com deficiência, nos trajetos e locais de realização das atividades nas comunidades.· Disponibilização de cadeiras, equipamentos de apoio e ajustes físicos nos espaços de oficinas, quando necessário, assegurando participação plena.3. Ampliação do Acesso via Internet e Redes de Comunicação· Registros audiovisuais das oficinas, mentorias e das ações de fortalecimento dos coletivos serão disponibilizados online, com legendagem, audiodescrição e Libras, ampliando o acesso a pessoas com deficiência visual e auditiva.· Parcerias com redes digitais, canais educativos e mídias sociais permitirão maior alcance e visibilidade das práticas culturais e sustentáveis da cultura caiçara.4. Atividades Paralelas e Educativas· Serão realizadas atividades complementares gratuitas, incluindo:o Oficinas abertas e demonstrações de costura de redes para a comunidade;o Sessões educativas sobre gestão, comercialização e sustentabilidade cultural;o Encontros de formação e rodas de conversa sobre patrimônio imaterial e economia criativa.· Essas ações permitirão que públicos diversos, incluindo crianças, adolescentes, jovens e educadores, tenham contato direto com o saber tradicional e a produção artesanal, fortalecendo a transmissão intergeracional e o protagonismo comunitário.5. Acesso a Públicos Prioritários e Vulneráveis· O projeto prevê parcerias com associações e instituições comunitárias, garantindo que crianças, adolescentes e jovens de territórios vulneráveis participem das oficinas e mentorias.· Serão adotadas medidas de inclusão para pessoas com deficiência, autistas, idosos e mobilidade reduzida, assegurando participação plena em todas as etapas do projeto.6. Justificativa Técnica· Todas as medidas atendem integralmente ao Art. 47 da IN 23/2025, promovendo o acesso democrático e inclusivo às ações culturais, garantindo que produtos, experiências e saberes da cultura caiçara alcancem o maior número possível de públicos, presencialmente e por meio digital, sem custo adicional.· A democratização de acesso é essencial para que a preservação do patrimônio imaterial não se restrinja às comunidades locais, mas seja difundida, documentada e incorporada à memória cultural brasileira, fortalecendo a autonomia dos coletivos e a sustentabilidade das práticas culturais.

Ficha técnica

Proponente/Dirigente do ProjetoNome: Beatriz MattiuzzoFunção no projeto: Idealização, Coordenação Geral e Gestão Técnico-FinanceiraAtividades específicas:· Planejamento estratégico e pedagógico do projeto;· Supervisão da execução de oficinas, visitas e apresentações;· Gestão do orçamento, contratação de equipe e prestação de contas;· Coordenação do processo decisório;· Monitoramento de indicadores de execução, resultados e impacto;· Aprovação de materiais de divulgação e comunicação do projeto;· Garantia da aplicação de medidas de acessibilidade e democratização de acesso.Currículo resumido:Empreendedora socioambiental, Bacharel em Oceanografia (USP) e Mestre em Ciências (PPGPDS - UFRRJ). Experiência internacional em pesquisa com golfinhos nariz-de-garrafa em Sarasota (SDRP/MOTE Marine Lab) e em Shark Bay (Dolphin Alliance Program). Desde 2019, responsável pela Marulho e vice-diretora da Associação Nas Marés, desenvolvendo ações de reaproveitamento de redes de pesca junto a comunidades costeiras para reduzir a pesca fantasma e promover sustentabilidade cultural e ambiental. Instrutora de mergulho e colunista mensal do ECOA - UOL, atuando na divulgação científica e sensibilização ambiental. Principais Profissionais EnvolvidosGestor de Replicação – Marllon CalaesAtividade: Coordenação da replicação do projeto em diferentes comunidades; acompanhamento técnico das oficinas e mentorias; treinamento de facilitadores locais.Currículo resumido: Mestre e bacharel em Administração de Empresas, com pesquisa na área de educação empreendedora crítica e especialização em educação profissional de jovens e adultos. Professor no IFRJ, consultor e mentor do Sebrae/RJ em programas de educação e aceleração para empreendedores sociais e negócios de impacto. Co-fundador da Imbé, atuando na gestão de programas de apoio a negócios e formação de jovens.Articuladoras Comunitárias – Gisella Carnot de AlmeidaAtividade: Intermediação junto às comunidades locais, mobilização de participantes, suporte em oficinas e mentorias.Currículo resumido: Graduada em Psicologia pelo IBMR-RJ, atua há cinco anos como educadora popular no Projeto de Educação Ambiental (PEA) Costa Verde, voltado ao fortalecimento das comunidades pesqueiras tradicionais do litoral sul do Rio de Janeiro e norte de São Paulo. Integra o Observatório dos Territórios Saudáveis e Sustentáveis da Bocaina (OTSS/Fiocruz, UFF e UNESP), desenvolvendo ações em educação ambiental crítica, agroecologia e organização comunitária. Atua na Ilha Grande com foco na valorização da cultura caiçara e na defesa dos direitos territoriais. É integrante da diretoria da Associação de Moradores do Aventureiro (AMAV) e de coletivos como o de Educação Diferenciada de Angra dos Reis, Educação Solidária da Ilha Grande e o Núcleo Jovem do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT).Relatoria e Monitoramento - Calebe Pedro de OliveiraAtividade: Registro de atividades, acompanhamento de indicadores, produção de relatórios de execução, documentação de processos e resultados.Currículo resumido: Graduando em Educação do Campo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com ênfase em Ciências Sociais e Humanidades. Desenvolve pesquisas e atua em projetos voltados à agroecologia, educação popular e políticas públicas para escolas do campo. Participou de programas como PET, PIBIC e PIBID, com foco na interdisciplinaridade e na formação docente em contextos rurais. Proveniente de comunidade tradicional, integra movimentos sociais voltados à valorização da cultura popular e ao fortalecimento territorial.Comunicação e Marketing – Equipe MarulhoAtividade: Planejamento e execução de estratégias de divulgação do projeto; estão de redes sociais, materiais gráficos e audiovisuais; assessoria de imprensa.Currículo resumido: Experiência em comunicação cultural, marketing digital, produção de conteúdo inclusivo e acessível e relacionamento com imprensa e público. Gestão de Produção / Produção ExecutivaAtividade: Coordenação de logística, contratação de fornecedores, organização de eventos e exposições; suporte operacional às oficinas e ações culturais.Currículo resumido: Profissional com experiência em produção cultural, gestão de eventos, logística e coordenação de equipes em projetos de preservação cultural e socioambiental.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.