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PRONAC 2515577Autorizada a captação total dos recursosMecenato

FLORESTA ENCANTADA

43.670.474 LUCAS FELIPE DE ANDRADE
Solicitado
R$ 199,9 mil
Aprovado
R$ 199,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
Salto
Início
2026-01-05
Término
2027-12-10
Locais de realização (1)
Salto São Paulo

Resumo

O projeto "Floresta Encantada" propõe a realização de um espetáculo teatral pedagógico que valoriza e difunde as culturas dos povos originários do Brasil. Por meio da comicidade dos palhaços e da figura simbólica da "Mãe Natureza", o público é conduzido a refletir sobre a preservação ambiental, a diversidade cultural e o respeito às tradições ancestrais. As apresentações gratuitas ocorrerão em praças públicas de Itu e outros municípios paulistas, com acessibilidade garantida em Libras e estrutura inclusiva. O projeto inclui também oficinas de construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis, fortalecendo a integração entre arte, educação e sustentabilidade.

Sinopse

O espetáculo “Floresta Encantada” é uma peça teatral pedagógica que une arte, humor e consciência ambiental. Dois palhaços, guiados pela personagem “Mãe Natureza”, conduzem o público por um universo de histórias e lendas dos povos originários do Brasil, revelando ensinamentos ancestrais sobre respeito, diversidade e equilíbrio com o meio ambiente. Com linguagem lúdica, musicalidade e interação direta com a plateia, o espetáculo promove o aprendizado de forma divertida e sensível. A proposta inclui ainda oficinas de construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis, incentivando a sustentabilidade. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.

Objetivos

OBJETIVO GERALPromover a valorização e a difusão das culturas dos povos originários do Brasil por meio da realização de um espetáculo teatral pedagógico e acessível, fortalecendo o diálogo entre arte, educação e meio ambiente, e democratizando o acesso à cultura em espaços públicos da cidade de Itu e de outros municípios do estado de São Paulo.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar 20 apresentações gratuitas do espetáculo teatral Floresta Encantada em praças públicas, com acessibilidade garantida e intérprete de Libras;- Produzir e montar um cenário itinerante sustentável, confeccionado com materiais recicláveis e adaptável a diferentes espaços urbanos;- Desenvolver figurinos e adereços inspirados na estética da natureza e nas referências culturais dos povos originários;- Oferecer 1 oficina educativa de construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis, com duração de 1 hora e participação de até 40 pessoas;- Garantir a inclusão de profissionais com deficiência na equipe técnica e artística, sempre que houver compatibilidade de funções;- Promover a sensibilização ambiental e cultural do público, incentivando o respeito à diversidade, à preservação da natureza e à valorização dos saberes tradicionais;- Produzir materiais de divulgação acessíveis e educativos, estimulando o envolvimento da comunidade e ampliando o alcance do projeto.

Justificativa

O projeto "Floresta Encantada" nasce do desejo de instaurar um diálogo sensível entre arte, natureza e ancestralidade, evocando a sabedoria dos povos originários do Brasil como um farol de conhecimento para as novas gerações. Em tempos de distanciamento simbólico entre o ser humano e a terra, entre o presente urbano e a memória ancestral, a proposta se ergue como um gesto de reconexão, utilizando o teatro como território vivo de encontro, escuta e partilha. A criação de um espetáculo pedagógico que une a comicidade dos palhaços à força poética da "Mãe Natureza" propõe uma experiência artística que ultrapassa o entretenimento, constituindo-se como um instrumento de formação cultural e consciência coletiva.O Brasil, país tecido por inúmeras matrizes culturais, carrega em sua formação os traços e a força das culturas indígenas, que moldaram o imaginário, a língua, os saberes e os modos de viver que ainda reverberam na contemporaneidade. Contudo, essas contribuições fundamentais têm sido historicamente silenciadas, reduzidas a fragmentos exóticos ou meras alusões folclóricas, distantes do reconhecimento merecido. A "Floresta Encantada" busca reverter esse apagamento, oferecendo ao público um reencontro com o Brasil profundo — aquele que pulsa nas histórias contadas à beira do fogo, nos cantos da mata, nas cosmologias que compreendem o ser humano como parte integrante e indissociável do mundo natural.O projeto entende a arte como um território de educação sensível, capaz de articular emoção e pensamento, encantamento e reflexão. A figura do palhaço, universalmente reconhecida por sua capacidade de traduzir o mundo em riso e poesia, torna-se mediadora entre o público e os ensinamentos da floresta. Essa escolha estética é mais que um recurso cênico; é um posicionamento artístico que aposta na simplicidade e na empatia como caminhos de aprendizagem. O riso surge, nesse contexto, como linguagem de afeto e como veículo de transmissão cultural. Ele aproxima, desarma, cria pontes e permite que o conhecimento flua de maneira orgânica, alcançando crianças, jovens e adultos de diferentes formações.A "Mãe Natureza", personagem central do espetáculo, é a guardiã do equilíbrio e da sabedoria, presença simbólica que conecta os espectadores ao universo natural e espiritual dos povos originários. Sua voz ecoa como a lembrança de um tempo em que o humano reconhecia a floresta como extensão de si. Ao conduzir os palhaços e o público por narrativas ancestrais, ela reencena a própria função do mito — não como fábula distante, mas como ensinamento que pulsa, atual e necessário. Nesse contexto, a dramaturgia não se limita à reconstituição de lendas, mas propõe uma leitura contemporânea das cosmologias indígenas, respeitando suas origens e, ao mesmo tempo, ampliando sua presença no imaginário urbano.A pertinência cultural do projeto está enraizada na urgência de reposicionar as culturas originárias no centro da cena artística brasileira. O espetáculo não busca falar sobre os povos indígenas, mas sim permitir que suas vozes ecoem, reconhecendo a potência de seus saberes como patrimônio imaterial e fonte de pensamento. Em um país ainda marcado por desigualdades culturais, oferecer ao público urbano o contato direto com esses valores é um ato de resistência e de reconstrução simbólica. A "Floresta Encantada" propõe, portanto, uma travessia estética e ética, na qual o palco se transforma em território de convivência e respeito.A relevância social do projeto se manifesta na sua capacidade de democratizar o acesso à arte, levando o espetáculo a praças públicas e espaços de convivência coletiva. Ao ocupar o espaço urbano com poesia, música e riso, a proposta rompe com as barreiras tradicionais que separam o teatro institucionalizado do cotidiano popular. A gratuidade das apresentações amplia o alcance da iniciativa, garantindo que pessoas de diferentes classes sociais possam participar de uma experiência cultural significativa. Mais do que uma ação de difusão, trata-se de um gesto político de inclusão e de valorização do direito à cultura como dimensão essencial da cidadania.A linguagem adotada pela "Floresta Encantada" é híbrida e sensorial, combinando teatro, música, circo e performance em uma narrativa que estimula a imaginação e o senso crítico. Essa fusão de linguagens traduz o próprio caráter plural da cultura brasileira e revela a potência da arte como mediadora entre mundos e tempos. O projeto reconhece a infância e a juventude como públicos fundamentais para a formação de um olhar sensível sobre o mundo. Ao oferecer uma experiência artística que alia entretenimento e conhecimento, o espetáculo atua como ferramenta educativa e transformadora, estimulando a curiosidade, a escuta e a empatia.O uso do espaço público como palco reflete uma diretriz estética e política do projeto. A praça, tradicionalmente o lugar do encontro, do convívio e da troca, torna-se cenário simbólico da proposta. A escolha desses espaços reforça a dimensão coletiva da arte e seu papel como elemento agregador da comunidade. A cada apresentação, a praça se transforma em floresta simbólica — um espaço de magia e de reflexão, onde a natureza e o humano se reencontram em diálogo poético.A concepção visual do espetáculo reforça sua coerência estética e ambiental. O cenário é concebido a partir de materiais recicláveis e reutilizados, demonstrando que a arte pode ser também uma prática sustentável. Essa escolha reforça o discurso ecológico presente na dramaturgia, em que a natureza é personagem viva e coautora da narrativa. A estética artesanal do projeto valoriza o feito à mão, o gesto criativo e a simplicidade poética dos elementos visuais, alinhando forma e conteúdo em uma mesma direção expressiva.O trabalho sonoro da peça é um componente fundamental de sua linguagem. A trilha sonora, construída a partir de sons naturais, instrumentos de percussão e cantos inspirados em tradições indígenas, atua como fio condutor da narrativa. A música não é mero acompanhamento, mas parte da dramaturgia, dando ritmo às ações e emoção às palavras. O som das marés, o sopro do vento, o canto dos pássaros e o pulsar dos tambores formam uma paisagem sonora que transporta o público para dentro da floresta imaginária, criando uma imersão sensorial que ultrapassa o campo da visão.A dimensão pedagógica da proposta também se expressa nas oficinas educativas que acompanham as apresentações. Ao convidar crianças e jovens a construir brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis, o projeto estende o aprendizado do palco para o campo da prática. Essa atividade estimula a criatividade, o trabalho coletivo e a consciência ambiental, reforçando a ideia de que a arte pode ser um instrumento de transformação cotidiana. As oficinas também funcionam como espaço de convivência intergeracional, aproximando crianças, pais, educadores e artistas em um mesmo gesto de criação.A "Floresta Encantada" entende o fazer teatral como um processo de escuta e partilha. Cada apresentação se constrói a partir da relação direta com o público, transformando o espetáculo em experiência viva e mutável. Essa característica está no cerne das artes cênicas, que só se completam no encontro com o outro. O projeto aposta nesse poder do encontro como meio de regenerar vínculos sociais e despertar sensibilidades adormecidas. Em tempos em que a velocidade e o isolamento moldam as relações humanas, o teatro surge como espaço de pausa, de presença e de comunhão.

Estratégia de execução

O projeto “Floresta Encantada” é integralmente gratuito e acessível, priorizando a inclusão de pessoas com deficiência física e auditiva por meio de intérprete de Libras, banheiros adaptados, rotas seguras e espaços reservados para cadeirantes. Além do espetáculo teatral, promove oficinas pedagógicas de construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis, estimulando criatividade, consciência ambiental e interação comunitária. A itinerância pelas praças públicas amplia o alcance cultural, levando arte e educação a diferentes bairros e municípios. O registro audiovisual das ações, com legendas e tradução em Libras, garante acesso remoto e preservação do conteúdo. O projeto fortalece o vínculo entre tradição indígena, sustentabilidade e educação cultural, criando experiência artística, sensível e formativa para toda a comunidade.

Especificação técnica

O espetáculo “Floresta Encantada” é uma obra teatral itinerante de caráter pedagógico, concebida para apresentações em espaços públicos abertos, com duração média de 50 minutos. A encenação combina teatro, comicidade circense, música ao vivo e performance poética, articulando elementos visuais e sonoros em uma narrativa envolvente que dialoga com o imaginário infantil e com a ancestralidade dos povos originários do Brasil. O cenário é composto por estrutura modular leve e desmontável, construída com materiais sustentáveis e de fácil transporte, adequada à realização em praças, escolas e centros comunitários. O figurino, inspirado nos biomas brasileiros, utiliza tecidos reciclados e coloridos, reforçando o conceito ecológico da proposta.O espetáculo conta com três intérpretes principais — dois palhaços e a personagem “Mãe Natureza” —, além de técnicos de som e luz, intérprete de Libras e equipe de apoio. A trilha sonora original é executada com instrumentos de percussão e sopro, remetendo a sonoridades indígenas e naturais, criando uma ambientação imersiva e sensorial. O projeto prevê recursos de acessibilidade comunicacional, como tradução simultânea em Libras e legendas descritivas nas versões audiovisuais, além de acessibilidade física nos espaços de apresentação, garantindo a participação de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.O produto artístico central é o espetáculo teatral, complementado por oficinas pedagógicas de construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis, com duração de 1 hora cada, destinadas a crianças e famílias. Essas oficinas buscam estimular o pensamento criativo, a consciência ecológica e o aprendizado coletivo, funcionando como extensão prática dos temas abordados na peça. A metodologia das oficinas é participativa, baseada em práticas de educação não formal, onde os participantes aprendem por meio da experimentação e da ludicidade, reforçando a mensagem de preservação ambiental e valorização cultural.O projeto pedagógico do “Floresta Encantada” foi elaborado para promover a integração entre arte e educação ambiental, estabelecendo uma ponte entre o conhecimento popular e o aprendizado sensível. O conteúdo é desenvolvido de modo interdisciplinar, articulando aspectos da história, das artes e da ecologia. A dramaturgia é construída em torno de mitos e lendas indígenas que simbolizam a relação de harmonia entre o ser humano e a natureza, estimulando o público a refletir sobre o papel de cada indivíduo na preservação do planeta. O formato cênico prioriza o diálogo direto com o público, transformando o espaço urbano em ambiente de convivência, escuta e descoberta.A cenotécnica foi planejada para garantir autonomia e praticidade, permitindo que o grupo realize montagens em diferentes municípios sem necessidade de infraestrutura teatral fixa. Os equipamentos de som e iluminação serão portáteis e ajustáveis conforme o ambiente, assegurando qualidade técnica e segurança em todas as apresentações. O espetáculo é autossuficiente em termos de produção, o que facilita sua circulação e contribui para a democratização do acesso.Todo o conteúdo do projeto será registrado e documentado em formato audiovisual, resultando em um vídeo institucional que incluirá trechos das apresentações, bastidores, depoimentos e materiais pedagógicos complementares. Esse registro terá legendas descritivas e tradução em Libras, garantindo acessibilidade digital.Assim, “Floresta Encantada” se apresenta como um produto artístico-educativo completo, composto por espetáculo teatral, oficinas formativas e material audiovisual acessível, com duração total de 10 meses de execução, sendo 3 meses de pré-produção, 6 meses de apresentações e oficinas, e 3 meses de pós-produção e sistematização dos resultados. Cada etapa foi estruturada para assegurar excelência técnica, relevância cultural e impacto social, consolidando o projeto como uma ação de arte e educação voltada à transformação sensível e consciente do público.

Acessibilidade

O projeto “Floresta Encantada” foi concebido com o compromisso integral de garantir o acesso universal à experiência artística, assegurando que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas, possam participar plenamente das atividades. A acessibilidade é entendida não apenas como um conjunto de adaptações técnicas, mas como um princípio estruturante da proposta, que busca promover equidade, autonomia e inclusão em todas as etapas de sua realização — da concepção à fruição do espetáculo.As apresentações serão realizadas em praças públicas e espaços de fácil acesso, cuidadosamente escolhidos de acordo com critérios de mobilidade e segurança. Esses locais contarão com áreas planas e amplas, calçadas rebaixadas e trajetos livres de obstáculos, de modo a permitir a circulação segura de pessoas com deficiência física, idosos, gestantes e famílias com crianças pequenas. Haverá sinalização visível indicando o percurso de entrada e saída, bem como a localização de pontos de apoio, como banheiros acessíveis e áreas de descanso.A equipe de produção, previamente orientada por consultoria especializada em acessibilidade cultural, fará a vistoria técnica de cada local antes das apresentações, garantindo que as condições de infraestrutura estejam adequadas às normas de acessibilidade vigentes. Caso o espaço não disponha de banheiros adaptados, o projeto providenciará banheiros químicos acessíveis, posicionados próximos à área de público. Serão demarcadas rotas de circulação com fitas e sinalização tátil, facilitando o deslocamento de pessoas com deficiência visual. As áreas destinadas a cadeirantes terão visibilidade plena do palco, com espaço para acompanhante e área de manobra compatível com as dimensões normativas de conforto e segurança.O cenário do espetáculo, concebido como estrutura itinerante e modular, será montado de forma a preservar a integridade do solo e o livre fluxo de passagem. As estruturas de sustentação, cabos e equipamentos técnicos estarão devidamente sinalizados para prevenir riscos. O acesso à área cênica será realizado por rampas com inclinação adequada, facilitando a movimentação da equipe técnica e artística, incluindo eventuais integrantes com deficiência.Além da acessibilidade física, o projeto dedica atenção especial à acessibilidade de conteúdo, garantindo que as mensagens, histórias e valores transmitidos pelo espetáculo sejam compreensíveis e significativos para todos os públicos. Em todas as apresentações haverá intérprete de Libras, posicionado de forma visível e iluminada ao lado da área de performance, assegurando que o público surdo possa acompanhar o espetáculo integralmente. A equipe de criação trabalhará em conjunto com o intérprete durante os ensaios, para que o ritmo, a expressividade e a musicalidade da interpretação sejam integrados à cena, transformando a tradução em parte orgânica da experiência teatral.As falas dos personagens foram elaboradas com linguagem clara, direta e poética, evitando termos complexos ou rebuscados que possam dificultar a compreensão. O texto cênico foi adaptado de modo a garantir fluidez na comunicação, sem comprometer a profundidade artística. Serão disponibilizados materiais descritivos em formato impresso e digital, contendo sinopse, ficha técnica, informações sobre a temática indígena abordada e mensagens ambientais, todos redigidos em linguagem acessível e com fonte ampliada.Durante as apresentações, o público será acolhido por monitores capacitados em atendimento inclusivo, que auxiliarão pessoas com deficiência visual, auditiva ou mobilidade reduzida na locomoção e acomodação nos espaços. Esses profissionais também receberão treinamento básico em Libras e em protocolos de atendimento humanizado, reforçando o compromisso do projeto com uma vivência cultural respeitosa e acolhedora.Para ampliar o alcance comunicacional, o projeto prevê a utilização de legendas descritivas em projeção, especialmente em trechos do espetáculo que envolvam canções ou narrações. Essa estratégia possibilita o acompanhamento textual das falas e sons por pessoas surdas e também beneficia o público idoso e pessoas com dificuldade de audição. Nas oficinas educativas, os mesmos recursos de acessibilidade serão aplicados, garantindo a participação plena de todos os inscritos.A oficina de construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis contará com mediadores preparados para atender pessoas com diferentes necessidades. As instruções serão transmitidas de maneira visual e tátil, utilizando exemplos práticos e demonstrações corporais, além de tradução em Libras. Todo o material utilizado será leve, seguro e adaptado, de modo que a atividade possa ser realizada confortavelmente por pessoas com limitações motoras.O projeto prevê também a adoção de práticas inclusivas na comunicação visual e na divulgação. As peças gráficas — cartazes, folders, banners e conteúdos digitais — terão contraste adequado entre fundo e texto, fonte legível, ausência de poluição visual e inserção do selo de acessibilidade. Nas redes sociais e no site de divulgação, serão incluídas descrições alternativas (texto descritivo) nas imagens e vídeos, permitindo que pessoas com deficiência visual utilizem leitores de tela para compreender o conteúdo.A acessibilidade é compreendida como valor humano e como princípio estético. O espetáculo “Floresta Encantada”, ao trabalhar com a linguagem do palhaço e com a simbologia da natureza, já possui um caráter intrinsecamente inclusivo, baseado na comunicação não verbal, na musicalidade e na emoção. O gesto, o ritmo e o olhar tornam-se linguagens universais, capazes de alcançar públicos diversos. Essa natureza comunicacional é reforçada por recursos técnicos e pedagógicos, garantindo que o acesso não seja apenas físico, mas também sensorial e intelectual.Durante o processo de montagem, a equipe artística contará com consultoria especializada em acessibilidade comunicacional e cenográfica, assegurando que todos os elementos visuais, sonoros e espaciais estejam alinhados às boas práticas de inclusão cultural. Essa consultoria também auxiliará na elaboração de relatórios e recomendações para futuras apresentações, tornando o projeto um modelo de referência para ações culturais acessíveis em espaços públicos.O compromisso com a acessibilidade ultrapassa o cumprimento de diretrizes técnicas: ele é parte constitutiva da identidade do projeto. A arte, neste contexto, não é um privilégio, mas um direito compartilhado. O teatro, ao ocupar a praça, assume seu papel ancestral de reunir pessoas em torno da palavra, da música e do gesto — e é nesse encontro que a diversidade encontra espaço para florescer. A “Floresta Encantada” se propõe, assim, a ser um território simbólico de pertencimento, um espaço em que todos os corpos, vozes e modos de ver o mundo possam coexistir em igualdade e beleza.

Democratização do acesso

A proposta “Floresta Encantada” foi idealizada para alcançar o maior número possível de pessoas, priorizando o acesso gratuito, descentralizado e inclusivo à experiência artística. O projeto tem como princípio a arte como bem público, não como mercadoria, e busca garantir que comunidades de diferentes perfis sociais, econômicos e culturais possam vivenciar o teatro de forma plena. Por isso, todas as 20 apresentações serão gratuitas e realizadas em praças públicas, espaços que tradicionalmente funcionam como centros simbólicos de convivência e partilha. A escolha das praças se dá não apenas pela facilidade de acesso físico, mas por sua dimensão democrática: são locais de passagem e permanência, onde o encontro entre o popular e o poético acontece de forma natural.A distribuição do espetáculo será planejada para contemplar diferentes municípios do estado de São Paulo, com atenção especial a regiões periféricas, bairros com baixo índice de equipamentos culturais e cidades do interior que raramente recebem produções teatrais. Essa descentralização busca romper a concentração cultural nos grandes centros e promover uma circulação que valorize o território e suas especificidades. Cada localidade será tratada como um núcleo de encontro, no qual o público terá acesso direto à arte sem qualquer custo de ingresso ou intermediação comercial.Além do espetáculo, o projeto oferecerá oficinas paralelas de construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis, como ação formativa complementar. Essas atividades estimulam a criatividade, a consciência ambiental e o aprendizado coletivo, aproximando as crianças e suas famílias do universo cênico e da reflexão sobre sustentabilidade. As oficinas serão também gratuitas e abertas à comunidade, com número de vagas proporcional à capacidade de cada espaço e inscrição presencial no local, priorizando o acesso espontâneo.Cada sessão do espetáculo será precedida por momentos de mediação cultural e contextualização temática, conduzidos por educadores da equipe, que apresentarão ao público elementos das tradições orais indígenas e dos valores de preservação ambiental retratados na obra. Essa mediação é uma forma de democratizar não apenas o acesso físico, mas também o acesso simbólico e cognitivo, ampliando a compreensão das mensagens poéticas e socioculturais transmitidas pela narrativa.Como estratégia de democratização digital, parte do projeto será registrada e disponibilizada em formato audiovisual, por meio de transmissões e registros em redes sociais e canais culturais parceiros. Esses conteúdos — como trechos do espetáculo, bastidores, entrevistas com artistas e depoimentos do público — serão acessíveis a quem não puder comparecer presencialmente, ampliando o alcance territorial e promovendo um intercâmbio entre diferentes públicos e regiões. Os vídeos incluirão legendas e tradução em Libras, assegurando acessibilidade comunicacional também nos meios digitais.A democratização de acesso também se manifesta na linguagem artística adotada. O espetáculo trabalha com o humor, a poesia e a ludicidade dos palhaços, elementos universais que ultrapassam barreiras linguísticas, sociais e etárias. Essa linguagem popular e simbólica permite que o público se reconheça na cena, criando uma ponte entre o teatro e o cotidiano, entre a arte e a vida. O projeto reconhece o riso e o encantamento como ferramentas de aproximação social e de sensibilização estética, fortalecendo o sentimento de pertencimento coletivo.Durante o processo de circulação, o projeto contará com o apoio de associações comunitárias, escolas públicas e centros culturais locais, que auxiliarão na mobilização e divulgação das atividades. Essa rede de colaboração visa fomentar o protagonismo das comunidades e valorizar o engajamento local, garantindo que o público não seja apenas espectador, mas parte ativa do processo cultural. A comunicação será ampla e acessível, com cartazes, panfletos e anúncios digitais em linguagem clara e visual inclusivo, contendo informações sobre local, horários e recursos de acessibilidade disponíveis.O projeto também prevê ensaios abertos ao público, realizados em escolas, praças e espaços culturais parceiros. Esses momentos permitirão que estudantes, artistas iniciantes e interessados em artes cênicas acompanhem o processo criativo, conhecendo de perto as etapas de montagem, o trabalho dos intérpretes e a construção do espetáculo. A abertura dos ensaios é uma estratégia de democratização artística e pedagógica, que transforma o processo em experiência educativa e fomenta novas relações entre público e criadores.A democratização do acesso está intrinsecamente ligada ao propósito sociocultural do projeto. A “Floresta Encantada” não se limita a oferecer um espetáculo; ela se propõe a construir uma vivência comunitária de arte e reflexão, na qual o teatro se torna espaço de diálogo entre tradição e contemporaneidade, natureza e humanidade, memória e futuro. A gratuidade, a itinerância e o compromisso com a acessibilidade formam o tripé sobre o qual o projeto se sustenta, assegurando que a arte chegue a quem raramente tem a oportunidade de desfrutá-la em sua plenitude.A política de democratização adotada considera também a diversidade de públicos — crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, famílias e educadores —, oferecendo experiências múltiplas e complementares. As ações formativas, os encontros com o elenco e a distribuição de material educativo contribuem para a formação de público e para a valorização da arte como parte da vida cotidiana. O projeto busca, assim, despertar o interesse pelas artes cênicas e incentivar o olhar crítico e sensível sobre o mundo, especialmente nas novas gerações.A presença da arte em espaços públicos, somada às ações educativas e acessíveis, transforma o cotidiano das comunidades e fortalece o tecido social. A “Floresta Encantada” entende a democratização de acesso não apenas como política de difusão, mas como ato de cidadania cultural. Levar o teatro às praças é devolver à cidade o que lhe pertence por direito: o encontro, a escuta, o riso e o pensamento coletivo.

Ficha técnica

Lucas Felipe de Andrade Produtor / Ator. Iniciou no teatro em 2011 no Coletivo Teatral Corifeu, aprofundando-se em cursos livres e integrando o Barracão Cultural. Desde 2019, atua na Yara Produções Artísticas em diversos espetáculos, como "Bossa Nova" e "Dom Quixote", e também desempenha funções de produção e direção. Pedro Paulo Gonçalves de OliveiraAtorCom formação iniciada em 2011 na escola NOSMESMOS, onde atuou como sonoplasta e ator, integrou o Coletivo Corpo e atualmente faz curso profissionalizante no Teatro Estrada. Foi premiado como Melhor Ator no II Festival Dago Menezes e destaque como ator revelação. Giovanna Gracio ScalfiAtrizAtriz com formação técnica em teatro, possui vasta experiência em teatro infantil e musical, tendo participado de produções como "A Bela e a Fera" e "Saudade". Colabora com a Yara Produções Artísticas em projetos educativos, focando na formação de plateia infantojuvenil e na disseminação do teatro. Christian Santos HilárioDireçãoAtor desde 1997, com 22 espetáculos e experiência como professor de teatro. Membro fundador do grupo teatral NOSMESMOS. Trabalhou em cinema com Aníbal Massaini Neto e Paulo Gorgulho ("O Cangaceiro"). Especialista na linguagem do palhaço/clown desde 2000 e em improvisação teatral desde 2007, além de ter vivência em interpretação para cinema e TV.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.