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PRONAC 2515596Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Narrativas Subalternas: Escrita Criativa e Mercado Editorial

BOLA UM PRODUCAO CULTURAL LTDA
Solicitado
R$ 200,0 mil
Aprovado
R$ 200,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
PE
Município
Recife
Início
2026-05-01
Término
2028-12-31
Locais de realização (10)
Conde ParaíbaSousa ParaíbaIgarassu PernambucoOlinda PernambucoParanatama PernambucoRecife PernambucoRiacho das Almas PernambucoSirinhaém PernambucoSão José do Egito Pernambuco

Resumo

O projeto "Narrativas Subalternas: Escrita criativa e Mercado editorial" visa um curso profissionalizante gratuito na área de literatura, para jovens de 18 a 29 anos, em dez cidades do Nordeste marcadas por vulnerabilidade socioeconômica, sendo oito delas de Pernambuco e duas da Paraíba: Recife-PE; Olinda-PE; Riacho das Almas-PE; São José do Egito-PE; Igarassu-PE; Tracunhaém-PE; Sirinhaém-PE; Paranatama-PE; Sousa-PB e Conde-PB. Com três módulos presenciais, o curso propõe aprimorar tecnicamente a escrita, empoderar o discurso, além de apresentar os caminhos do mercado editorial e da captação de recursos.

Sinopse

1. Curso - Dez turmas, com três módulos presenciais:Módulo I - Introdução à escrita literária com foco na construção de voz autoral, unindo poesia, narrativa e território. Escrita como ferramenta de expressão política, identidade e pertencimento, conectando às experiências e vivências individuais dos participantes.Módulo II - Mergulho no mercado editorial e nas possibilidades de inserção profissional na literatura. Teoria crítica e prática, os caminhos de publicação independente, estratégias de divulgação e estruturação de carreira, fortalecimento da autonomia.Módulo III - Transformar ideias em propostas viáveis, conectando escrita e geração de renda. Sustentabilidade, impacto social e acessibilidade. Captação de recursos via editais públicos.2. Palestra (Recife-PE):Realização de palestra com tema de impacto social "O Poder do discruso: Narrativas plurais", no COMPAZ Eduardo Campos, bairro Alto Santa Terezinha;3. Antologia (Editora Arrelique):A obra reunirá poesias autorais dos alunos, proporcionando a vivência de um processo editorial, da criação à publicação. Com tiragem de 300 exemplares, será distribuída gratuitamente para os alunos-autores, bibliotecas comunitárias e organizações sociais. Lançamento em evento gratuito em Recife-PE.4. Contrapartida social:Em Recife, o projeto terá uma segunda fase, visitando cinco escolas públicas da rede municipal para distribuir a antologia feita pelos alunos, incentivando a escrita autoral e dando mais visibilidade a essas novas vozes.

Objetivos

Realizar o curso de profissionalização "Narrativas Subalternas" para 200 jovens escritores do Nordeste, sendo 160 de Pernambuco e 40 da Paraíba, visando impactar de forma mensurável e contundente na geração de emprego e renda para os beneficiados. O curso contempla dez localidades de vulnerabilidade socioeconômica, com uma ementa que inclui técnicas de aperfeiçoamento da escrita criativa, instruções acerca do mercado editorial e captação de recursos públicos, oferecendo novas possibilidades de fonte de renda para estes jovens.1. Incentivar a profissionalização de 200 jovens escritores do Nordeste, sendo 160 de Pernambuco e 40 da Paraíba, de 18 a 29 anos, contribuindo para a regionalização da produção literária no mercado editorial brasileiro;2. Executar o curso em 10 cidades do Nordeste, sendo 8 delas de Pernambuco e 2 da Paraíba, que incluem periferias, regiões sertanejas, centros culturais de cultura popular e localidades quilombolas;3. Fomentar a inclusão de pessoas com deficiência, através de ações concretas (prioridade na reserva de vagas, intérpretes de LIBRAS e áudio narradores mediante demanda, e acessibilidade arquitetônica nas salas);4. Produzir e imprimir 300 exemplares da Antologia, pela Editora Arrelique, com textos autorais dos alunos do curso, promovendo uma experiência completa de autoria (da escrita à circulação), a fim de fortalecer a cena literária nos territórios que habitam;5. Realizar uma palestra sobre impacto social do discurso, do domínio da palavra falada, com mediação de Bell Puã junto a duas personalidades de renome, conhecidas no mercado por alcançar grandes públicos através da voz. Estima-se alcançar 100 pessoas, com realização no COMPAZ Eduardo Campos;6. Desenvolver ações em cinco escolas públicas do Recife, promovendo o incentivo à escrita e à leitura, impactando 60 alunos por escola;

Justificativa

O curso "Narrativas subalternas: Escrita criativa e Mercado editorial" é uma proposta da autora Bell Puã, junto ao produtor cultural e economista Rodrigo Ramos, de um curso profissionalizante para jovens a partir dos 18 anos, em vulnerabilidade social, que traga luz à possibilidade de geração de renda na área da Literatura. Ideia maturada a partir das primeiras experiências de Bell Puã com cursos e oficinas de escrita criativa em 2018, quando circulou com o projeto "A Gente da Palavra", em parceria com a Secult-PE, por comunidades em Recife e Caruaru, trazendo poesia e contação de histórias para um público de crianças e jovens. Seguiu ministrando oficinas e palestras sobre escrita criativa e o movimento SLAM, como na escola Prof. Jordão Emereciano, através da UNICEF (2022); a escola Senador Novaes Filho (2020) e a CIEC _ escola bilíngue (2019). Em 2020, com incentivo da Lei Aldir Blanc, lecionou sua primeira oficina de escrita criativa pensada com vagas especiais para pessoas negras, indígenas, pessoas trans e não-binárias, chamada "Teorema do Rio". Finalmente, em 2025, Bell Puã ministrou o curso "Palavra Ativa: Entre o SLAM e a Escrita Criativa" pelo SESC Bom Retiro, em São Paulo, sendo essa ementa uma das bases mais fundamentais para o curso aqui proposto.A grande premissa do curso é a valorização das referências literárias nacionais, bem como da literatura feita por mulheres, pessoas negras e indígenas. Desse modo, foram priorizados locais onde pulsa a tradição dos quilombos, centros culturais que enaltecem a cultura popular como o Centro Cultural Coco de Umbigada, além de regiões agrestinas e sertanejas que fazem o trabalho ir além dos limites da região litoral. A diversidade é uma forte característica da proposta, que visa mostrar ao público o quão múltiplas podem ser as formas de narrativa dentro do fazer literário, independentemente dos estigmas. Conhecer autores do próprio nordeste, a exemplo do pernambucano Miró da Muribeca e o maranhense Ferreira Gullar, é um modo de também pensar a escrita a partir do território, investigando o quanto a geografia influencia nas palavras e, sobretudo, no sentimento ao escrevê-las.Autoras do tempo atual como Eliane Potiguara, Conceição Evaristo, Elisa Lucinda são o ponto de partida de uma pedagogia que preza por vozes plurais, que desafiam as ideias puristas sobre a ciência literária que centra-se no conhecimento eurocêntrico. No entanto, aqui reforça-se também a importância do intercâmbio entre autores contemporâneos com os autores clássicos pois, para lembrar Ítalo Calvino "um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer." Assim, a escrita profundamente analítica e irônica de Machado de Assis, junto aos conhecidos poemas de Drummond são lembrados enquanto clássicos brasileiros que sempre têm algo a ensinar, especialmente quanto às possibilidades de escrita.Com base na ideia proferida por Antônio Cândido de que "a literatura é um direito universal" e, desse modo, deve ser encarada como um direito humano básico, o curso evoca a democratização do acesso ao fazer literário. Aqui entende-se que a literatura cabe tanto na poesia feita na rua, como no romance publicado em livro, na coletânea de contos lançada via ebook. Para muitos escritores considerados marginais, sem estrutura e instrução para colocar suas próprias obras no mundo, um curso como esse é um caminho de abrir várias portas. No segundo módulo, acontece o plano pedagógico para introduzir esse público no mercado editorial, disseminando a variedade de meios para divulgar o próprio trabalho e, ainda, com apoio da literatura de Michel Foucault e Gayatri Spivak, auxiliando a aprimorar a consistência do discurso em relação à escrita e venda do seu produto.Para fazer do curso uma oportunidade não apenas de crescimento na escrita criativa, mas também de geração de renda a partir do trabalho literário, o terceiro módulo é o que mais tem impacto social na vida dos jovens alunos, visto que a captação de recursos é uma via para aqueles que querem fazer circular seus projetos independentes, ganhando alguma renda a partir disso. Ainda, uma das prioridades da proposta como um todo é a contemplação da acessibilidade e sustentabilidade como temas chave, mostrando a relevância de um projeto que utilize meios dentro de seu plano cultural para tornar seus eventos mais inclusivos e, também, mais preocupados com a conservação do meio ambiente.O conceito de "narrativas subalternas" é inspirado no grupo "Estudos Subalternos", uma corrente de pensamento que surgiu no sul asiático nos anos 1980, com o intuito de dar voz e protagonismo aos grupos marginalizados, que foram tradicionalmente silenciados ou ignorados na história e nas análises sociais. Uma das maiores referências intelectuais desse grupo é o historiador indiano Ranajit Guha, que levou os estudos subalternos para a Universidade de Sussex, na Inglaterra, tornando o movimento impactante no continente europeu. O curso abraça os preceitos básicos desta ideia, responsável por pluralizar as narrativas sociais.A escolha das dez cidades que vão viver o projeto foi feita a partir de parcerias mas, sobretudo, com o olhar acurado em selecionar locais que possuam a demanda de jovens em vulnerabilidade social, incluindo locais quilombolas, centros culturais de valorização da cultura popular, com a demanda de maior instrução sobre como gerar renda a partir de projetos culturais. Sendo a equipe principal originada do estado de Pernambuco, carregando a cultura regional também nas referências trazidas no curso e nas rodas de debate, contemplando as cidades de Recife-PE; Olinda-PE; Riacho das Almas-PE; São José do Egito-PE; Igarassu-PE; Tracunhaém-PE; Sirinhaém-PE; Paranatama-PE; o projeto também contempla duas cidades da Paraíba: Sousa-PB e Conde-PB. Com uma reserva de vagas de modo que 50% sejam destinadas a mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indígenas, comunidades tradicionais, inclusive de terreiros e quilombolas, populações nômades e povos ciganos, pessoas LGBTQIAPN+ e/ou pessoas com deficiência, o curso "Narrativas Subalternas: Escrita criativa e Mercado editorial" se destaca pelo seu caráter inclusivo, criativo e diverso tanto em relação a questão social como a questão local.Conforme o Art. 1º da Lei 8.313/91, este projeto se enquadra inteiramente nos incisos I, II, IV e V a seguir: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. E, de acordo com os objetivos do Art. 3º da referida lei, o projeto em questão se enquadra diretamente no item I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos.

Estratégia de execução

Nos arquivos anexados, constam, na parte destinada ao envio de documentos da proposta:apresentação do projeto e formato PDF, plano de comunicação, além das anuências dos parceiros das sete cidades envolvidas no projeto.Bibliografia Complementar do Curso:ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia Completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2002.ASSIS, Machado de. 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.CASTRO, Josué de. Documentário sobre o Nordeste. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1937.CERVANTES Saavedra, Miguel de. Don Quijote de la Mancha. São Paulo: Real Academia Española: Asociación de Academias de la Lengua Española, 2004. DESCOLA, Philippe. Outras naturezas, outras culturas. Trad. Cecilia Ciscato. São Paulo: Editora 34, 2016.EVARISTO, Conceição. Poemas da recordação e outros movimentos. 3. ed. Rio de Janeiro: Malê, 2017. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Edições Loyola, 2012.GALEANO, Eduardo. Ser como eles. Rio de Janeiro: Revan, 1993.GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950-1999). 11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001.JESUS, Carolina Maria de. Quarto de Despejo – diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 1960.LUCINDA, Elisa. Vozes Guardadas. Rio de Janeiro: Editora Record, 2016.MURIBECA, Miró da. Miró até agora. Recife: CEPE, 2016. PASSMORE, John. Atitudes frente à natureza. Cadernos de História, Ano VIII, n. 8, Recife: UFPE, 2012, p. 60-78. Disponível em: http://loja.edufpe.com.br/portal/spring/livro/detalhe/143. Acesso em: 15 abril 2025.POTIGUARA, E. Metade cara, metade máscara. 3ª ed. Rio de Janeiro: Grumin Edições, 2019.QUIJANO, Anibal . Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. En libro: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Edgardo Lander (org). Colección Sur Sur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. setembro 2005.SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Editora UFMG: Belo Horizonte, 2010.

Especificação técnica

O curso “Narrativas subalternas: Escrita criativa e Mercado editorial”, sob a mentoria da escritora e mestre em história Bell Puã e do produtor cultural e mestre em economia Rodrigo Ramos, possui carga horária total de 9 horas. Dividido em três módulos, cada um deles com 3 horas de duração. O primeiro módulo trata-se de uma imersão no fazer literário, onde aprende-se a aprimorar a prática da escrita de textos, seja de poesia ou prosa, estimulando o público jovem a ter domínio, autenticidade e excelência na sua escrita criativa; já no segundo, aborda-se-á as possibilidades de inserção no mercado editorial, num debate a partir do conceito de “discurso”, tanto no fazer literário como na venda do produto. O terceiro módulo trata da escrita de projetos em editais públicos, onde a mentora Bell Puã trabalha tópicos importantes na feitura de um projeto cultural, como resumo, objetivos e justificativa; ademais, o segundo momento do módulo segue com a mentoria de Rodrigo Ramos a respeito do funcionamento da dinâmica de captação, trazendo instruções no quesito orçamento, cronograma e plano de trabalho.Plano de Aula: Presencial1º dia: Profissionalizar a escrita criativa (3 horas de duração)O encontro inicial será dedicado a estimular a autenticidade da escrita, a personalidade imprimida à arte da palavra presente em cada aluno. Para este fim, o momento será dividido em dois eixos: o primeiro, um diálogo sobre questões mais técnicas, como o uso do dicionário, noções de Gramática, Interpretação, a partir da leitura de textos escolhidos pela mentora, de acordo com a bibliografia complementar; no segundo eixo, Bell Puã convida ao mergulho no olhar decolonial sobre a Literatura, elencando referências de autoras mulheres, negras, indígenas, advindas das camadas populares. A prosa, a poesia negra, originária de Eliane Potiguara, Conceição Evaristo, Miró da Muribeca, Carolina de Jesus, Elisa Lucinda é posta em paralelo, com grandes clássicos como os contos de Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar; reforçando a importância de beber de fontes tanto contemporâneas como tradicionais dentro da Literatura brasileira. Ao final da discussão, os alunos têm 15 minutos para redigir um texto criativo de acordo com os debates da aula.2º Dia: Inserção no mercado editorial (3 horas de duração)Para disseminar um trabalho artístico independente, é necessário que o autor saiba exatamente quais estratégias podem lhe ser úteis na indústria, a começar do próprio discurso para venda do seu produto. Por ser um projeto que desenvolve a autonomia no mercado editorial, a mentora Bell Puã dá início a esse encontro incentivando o público de jovens a se sentirem empoderados do lugar de onde vêm, firmes na própria narrativa. A pertinente discussão trazida por Michel Foucault no texto “A ordem do discurso” é colocada na aula, problematizando a fala do autor quando traz que “o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar”, afinal, ter domínio de sua própria fala, da memória do seu povo ou território, é um mecanismo para intervir em narrativas alheias, que partem de fora. Com a obra “Pode o subalterno falar?”, da crítica literária indiana Gayatri Spivak, esse debate é complementado na perspectiva contracolonial da autora, mostrando caminhos de discurso para além do cânone. Esses conteúdos conversam com o primeiro encontro à medida que, à luz de duas grandes referências nos estudos literários como Foucault e Spivak, os jovens alunos possam ver a si mesmos em sua Literatura, seja enquanto personagem, eu-lírico, ou autor pronto para se vender no mercado.No momento posterior a esta explanação, a mentora mostrará exemplos de escritores que trabalham com redes sociais (como Ryane Leão, Mel Duarte, Esther Dsan), conteúdos voltados para a récita de poesias, autores premiados que têm seu espaço no mercado, exemplos para inspirar uma dinâmica onde os alunos precisam compor um bom discurso para vender sua obra para uma editora. Para se sentirem mais prontos nesse desafio, são apresentados por Bell Puã alguns tópicos de relevância como a construção do currículo e as formas de divulgação nas mídias do produto a ser vendido. Ao final da aula, é apresentada em detalhes a proposta de avaliação do curso, através da defesa do projeto no último encontro.3º Dia: Editais públicos (3 horas de duração)O último encontro expositivo é de todo encaminhado para a captação de recursos, apresentando-se a variedade de editais públicos existentes no Brasil, que contemplam a Literatura. Após terem vivências da escrita criativa e seu mercado, neste terceiro módulo é onde os alunos serão instruídos a ter uma linguagem técnica ao inscrever projetos, com escrita objetiva e exequível. Para destrinchar o corpo de um modelo de projeto cultural, sob a mentoria de Bell Puã serão trabalhados: o impacto social da proposta, a diversidade, a acessibilidade e a sustentabilidade. Estes tópicos, distribuídos no resumo, objetivo e justificativa do projeto, são basilares para argumentar uma proposta relevante, que direciona os esforços para atingir públicos vulneráveis, que possui diversidade em sua equipe de trabalho. Acrescentando-se, ainda, as questões da acessibilidade e sustentabilidade, sendo a primeira uma medida fundamental nos passos de inclusão social através da arte e, a segunda, em meio a uma conjuntura alarmante na saúde do meio ambiente, presume orientar sobre a importância da consciência ambiental no argumento de um projeto. No caso da Literatura, há caminhos como a indústria cartonera, ou mesmo uma substancial campanha virtual por ebooks, a fim de poupar os papéis das árvores. Para esse debate, serão indicadas as obras de John Passmore e Philippe Descola, presentes na bibliografia complementar. Nesse primeiro momento do módulo, os alunos apreciam diferentes exemplos de projetos literários, experimentam uma escrita mais direta em defesa de sua proposta, conhecendo os tópicos mais dissertativos de um projeto cultural. Já no segundo momento, serão apresentados tópicos elementares para a construção do orçamento, cronograma e plano de trabalho de um projeto cultural, através de uma linguagem simples e acessível, disponibilizando modelos de planilhas e referências de como preenchê-las, independente de conhecimentos prévios em Excel ou Google Sheets. O debate tem como foco a importância de escritores profissionais terem autonomia com estes tópicos, deixando caminhos de como achar soluções para os problemas que possam vir a encontrar no processo; sem qualquer necessidade de aprofundamento em fórmulas intermediárias ou avançadas. Nos últimos 30 minutos de aula, serão retomados alguns tópicos onde o primeiro e o segundo momento do módulo se encontram, do ponto de vista teórico e prático. Quanto à teoria, será abordada a visão utilitarista na política pública para a cultura, os objetivos do Plano Nacional de Cultura e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Na prática, será reforçada a importância da assertividade dos objetivos do projeto (incluindo metas quantificáveis e realistas) e o papel fundamental da coesão de um projeto cultural (especialmente na tríade: objeto - orçamento - cronograma), enumerando exemplos de erros muito comuns encontrados pelos avaliadores.Critérios de avaliação:Cada participante será avaliado pela sua capacidade de desenvolver uma ideia artística em um projeto cultural competitivo e defendê-lo através da escrita (com bônus pela apresentação oral). Por competitivo, entende-se: criativo/inovador, exequível, assertivo, coeso e impactante (do ponto de vista da democratização do acesso, diversidade, acessibilidade e sustentabilidade). Os alunos serão estimulados a apresentarem projetos próprios, para que possam terminar o curso com um produto amadurecido.

Acessibilidade

I - MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA AS AÇÕES PRESENCIAIS (Curso e Palestra):•⁠ ⁠Acessibilidade arquitetônica em todos os locais de realização: rampas, cadeiras de rodas disponíveis, sanitários e vagas acessíveis;(CURSO E PALESTRA)•⁠ ⁠⁠Intérprete de Libras, sempre que houver demandante inscrito; (CURSO E PALESTRA)•⁠ ⁠⁠Audiodescrição, sempre que houver demandante inscrito; (CURSO)•⁠ ⁠⁠Material didático com fonte ampliada e contraste elevado. (CURSO)II - MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA A COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO:•⁠ ⁠Postagens com descrição alternativa de imagens e hashtag #PraTodosVerem;•⁠ ⁠⁠Materiais digitais com linguagem simples, contraste adequado e fontes acessíveis;•⁠ ⁠⁠Materiais impressos com fonte ampliada e design acessível;•⁠ Divulgação das medidas de acessibilidade nos canais oficiais do projeto (sites e redes sociais de Bell Puã e da Bola1 Prod).

Democratização do acesso

Com base no artigo 47 da Instrução Normativa (IN) 23/2025, o curso “Narrativas subalternas: Escrita criativa e Mercado editorial” atende aos incisos III e V: III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas.No caso do inciso I, enquadra-se a produção de um registro audiovisual do legado do curso proposto, em formato de curta-metragem com aproximadamente 2 minutos, trazendo imagens da realização das aulas, além de entrevistas com alunos e professores, visando a publicação nas redes sociais após a finalização do projeto (meta de alcance de 50 mil pessoas), bem como o registro institucional para apresentar o projeto em oportunidades futuras. Para incluir e inspirar narrativas de PcD auditiva e sonora, também contará com acessibilidade comunicacional: janela de LIBRAS, LSE e audiodescrição.Referente ao inciso V, será realizada uma palestra paralela ao projeto, com tema "O poder do discurso: Narrativas plurais", tratando sobre a força da palavra falada como técnica para engajamento do seu público, também com intérprete de libras, visando um alcance de 100 pessoas no COMPAZ Eduardo Campos.Além disso, acordando com o inciso X, que prevê “X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura”, o curso se propõe como uma oportunidade gratuita para todos os módulos. As inscrições apresentam formato simplificado e acessível, via formulário online, com reserva de 50% das vagas de modo que sejam destinadas a mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indígenas, comunidades tradicionais, inclusive de terreiros e quilombolas, populações nômades e povos ciganos, pessoas LGBTQIAPN+ e/ou pessoas com deficiência, além de vagas para suplentes. Ainda incluindo-se a divulgação massiva do projeto pelas redes sociais e, também, pelas escolas e coletivos parceiros.

Ficha técnica

1 DIREÇÃO EXECUTIVA - BOLA UM PRODUÇÃO CULTURAL (PROPONENTE)A Bola1 Prod é um afroempreendimento recifense que atua desde 2018 em duas frentes: gestão de carreira da escritora, cantora e poeta Bell Puã; e realização de projetos culturais voltados ao fortalecimento economia criativa no Nordeste. Elaborou, captou e realizou projetos em diversas vertentes da cultura, incluindo as oficinas de escrita idealizadas e ministradas por Bell Puã, que culminaram neste projeto: “Teorema do Rio” (Lei Aldir Blanc 2020); Oficinas de Escrita Criativa em escolas públicas do Recife (a convite da UNICEF, em 2020 e 2022); “Oficina Palavra Ativa” (Lei Paulo Gustavo 2023); e "Curso Palavra Ativa: entre o slam e a escrita criativa" (a convite do SESC-SP, 2025).2 COORDENADORA PEDAGÓGICA E PROFESSORA - BELL PUÃBell Puã é escritora e cantora de Recife, mestre em História pela UFPE (2019). Foi vencedora do Campeonato Nacional de Poesia Falada – SLAM BR 2017, sendo a representante do Brasil na Poetry Slam World Cup 2018, em Paris. Venceu o Prêmio Malê (2019) e o Prêmio Palmares de Arte - categoria Literatura (2024). Entre os livros publicados, “Lutar é Crime” (Letramento, 2019) foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura (2020) na categoria Poesia; e o mais recente, "Nossa História do Brasil: Pindorama em poesia" (Litteralux, 2024), fruto de uma longa pesquisa historiográfica sobre os passos do negro, do indígena, do subalterno, na história brasileira. O próximo trabalho, com previsão de lançamento em julho de 2025 pela editora Pó de Estrelas e recursos da Lei Paulo Gustavo (Recife), "Não há nada como o Mangue" é um livro infantil que ressalta a importância histórico-social do mangue, enquanto território, a partir das pesquisas da autora em sua dissertação de mestrado, voltada para a História do Meio Ambiente. Pela repercussão de suas obras e premiações, já esteve em diversas feiras literárias pelo Brasil e mundo afora, cujas mais recentes foram a FOLIO 2023, em Portugal; a FLUP 2024 no Rio de Janeiro-RJ; a FLIM 2024, em Maringá - PR; a FLIP 2024, em Paraty - RJ. Em 2024 e 2025, foi curadora e co-produtora do FLIPERIFA - Recife. 3 PRODUTOR EXECUTIVO E PROFESSOR - RODRIGO RAMOSRodrigo Ramos é recifense, economista com graduação e mestrado pela UFPE (2018) e pós-graduando em Gestão Cultural pelo SENAC-SP (2025). Presta consultoria em captação de recursos para projetos culturais (elaboração de projetos, prospecção de recursos, gestão executiva, relacionamento com patrocinadores e prestação de contas) para o Instituto Ricardo Brennand, para a Mr. Plot Produções (produtora da marca Mundo Bita) e para a Bola1 Prod (que agencia a carreira de Bell Puã). Entre os trabalhos recentes em que atuou na captação e na gestão executiva, estão projetos de diferentes linguagens artísticas, como: livro "Não Há Nada como o Mangue” (2025), curta-metragem "Circular” (2025), festival audiovisual “O Eixo é Nóis” (2024), álbum musical "Jogo de Cintura” (2024), entre outros.4 - COORDENADOR DE PRODUÇÃO - EDUARDO GOMESEduardo Gomes é produtor cultural, com formação em Administração pela UFPE (2017) e ampla experiência no terceiro setor e em empresas privadas nacionais e internacionais. Sócio-fundador da Bola1 Prod, passou a se dedicar à área cultural, com ênfase em projetos de literatura e atividades voltadas ao movimento Hip Hop, sendo responsável pela produção executiva das oficinas: “Teorema do Rio” (Lei Aldir Blanc 2020) e “Oficina Palavra Ativa: Entre o slam e a escrita criativa” (Lei Paulo Gustavo 2023); e co-produtor no FLIPERIFA 2024, feira de literatura realizada em bairros periféricos de Recife. Entre os trabalhos recentes em que assinou a coordenação de produção, estão: os livros de Bell Puã “Nossa história do Brasil: pindorama em poesia” (LITTERALUX, 2024) e “Não há nada como o mangue” (Pó de Estrelas, 2025); o festival audiovisual “O Eixo é Nóis” (2024); o álbum musical "Jogo de Cintura” (2024); entre outros.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

Tracunhaém Pernambuco