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Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar é um projeto de arte, educação e inclusão que une o fazer cerâmico à preservação do Cerrado, bioma conhecido como a "caixa d’água do Brasil", responsável por oito das doze principais bacias hidrográficas do país (IBGE, 2023). Serão realizadas oficinas de cerâmica em cinco escolas públicas do entorno do Distrito Federal, com 375 alunos com e sem deficiência, que criarão esculturas inspiradas na fauna do Cerrado. O percurso inclui palestras educativas, doação de mudas nativas e culmina em uma exposição coletiva e acessível em espaço cultural público. Com recursos de acessibilidade" Libras, audiodescrição e sinalização tátil, o projeto transforma o ato de criar em um gesto de preservação e pertencimento."O Cerrado é uma preciosidade que precisa de nosso cuidado e zelo para prosperar." Guimarães Rosa.
Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar é um percurso artístico-pedagógico que transforma o Cerrado em sala de aula.Por meio de oficinas de cerâmica, palestras ambientais e uma exposição coletiva acessível, crianças e jovens se tornam artistas e guardiões da terra.Durante o processo, cada aluno recebe uma muda de planta nativa, semente real e simbólica de continuidade.A culminância acontece na exposição em espaço cultural público, acessível e central, onde as esculturas ganham vida e o Cerrado se torna poesia em barro.O barro ensina: preservar é criar.A cada escultura, nasce também uma nascente.Equipe artísticaAs oficinas de cerâmica artística serão conduzidas por uma equipe de artistas convidados com experiência em cerâmica e educação ambiental, sob coordenação geral de Geusa Joseph, artista proponente.Nascida em Brasília em 1967, mãe de dois meninos neurodivergentes, Geusa atua como ceramista autodidata, com formação técnica inicial em prótese dentária e especialização empírica em esmaltação e queimas ancestrais. É professora de técnicas manuais de cerâmica e pesquisadora de processos de queima tradicional e simbologia da argila.Foi proponente dos projetos “Borboletando – Arte Inclusiva” (2022/2023, FAC), “Cerâmica nas Escolas Lycée Français François Mitterrand – Obra Papillons” (2022) e “Arte no Espaço Público: Sob os Pés do Mundo” (2025, FAC). Lecionou no Instituto Maria do Barro (Planaltina/DF) entre 2018 e 2021 e participa de exposições nacionais e internacionais em Brasília, Asunción e Nantes, com foco em arte cerâmica inclusiva.Sua trajetória alia pesquisa poética e prática pedagógica, unindo técnica, experimentação e consciência ambiental, bases que orientam a condução das oficinas do projeto Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar.
Objetivo geralPromover a conscientização ambiental e a inclusão sociocultural através da arte cerâmica, sensibilizando crianças e jovens das escolas públicas do entorno do Distrito Federal sobre a importância do Cerrado — bioma essencial à manutenção da vida e da água no Brasil.O projeto busca transformar o aprendizado em experiência sensorial e criativa, estimulando o pertencimento, o respeito à natureza e a valorização da diversidade humana.Objetivos específicos1. Realizar 15 oficinas de cerâmica artística (3 encontros em cada uma das 5 escolas públicas e centros de ensino especial do entorno do DF: Fercal, Boa Vista, Sobradinho II, Planaltina e Sol Nascente), totalizando 375 alunos participantes.2. Oferecer palestras educativas e sensoriais sobre o Cerrado, conduzidas por especialista indicado pelo IBAMA, abordando biodiversidade, preservação e o papel do bioma como berços das águas do Brasil.3. Proporcionar vivências inclusivas e acessíveis com intérpretes de Libras, audiodescritores e monitores especializados, garantindo plena participação de alunos com deficiência.4. Doar uma muda de planta nativa com terra adubada a cada um dos 375 alunos participantes, incentivando o plantio e o cuidado ambiental nas comunidades.5. Realizar uma exposição coletiva acessível e gratuita em espaço cultural de bairro central do DF, reunindo as esculturas produzidas nas oficinas.6. Oferecer lanche gratuito aos alunos das oficinas durante a visita à exposição, como ação de acolhimento e incentivo à permanência cultural.7. Promover o desenvolvimento de habilidades criativas e cooperativas, estimulando autonomia, sensibilidade e empatia.8. Assegurar acessibilidade plena nas oficinas e na exposição (Libras, audiodescrição, braille, sinalização tátil e transporte adaptado).
Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar nasce do encontro entre arte, natureza e inclusão — e da urgência em preservar o Cerrado, bioma que abastece as principais nascentes do país e que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2023) e o Ministério do Meio Ambiente, é o segundo maior bioma brasileiro e o mais ameaçado pela ação humana. Ao unir cerâmica artística e educação ambiental, o projeto concretiza o direito à cultura e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme garantem os Artigos 215 e 225 da Constituição Federal de 1988.O Art. 215 estabelece que "o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais". Já o Art. 225 reconhece que "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida", impondo ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. É exatamente nesse cruzamento — entre cultura e ecologia — que o projeto se insere: a arte como ferramenta de educação ambiental, e o meio ambiente como matéria-prima da criação artística.O uso da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991), conhecida como Lei Rouanet, é fundamental para viabilizar essa ação transformadora. Essa lei tem como finalidade "estimular a produção, a difusão e a distribuição de bens culturais" (Art. 1º, inciso I); "proteger as expressões culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira" (inciso II); e "garantir o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional" (inciso III).Além disso, o projeto também responde diretamente aos objetivos do Artigo 3º da Lei 8.313/91, que determina a necessidade de:I _ "estimular a produção cultural e artística";II _ "proteger as expressões culturais regionais e locais";IV _ "promover e difundir bens culturais de valor universal, regional e local, prioritariamente com vistas a formação de público"; eVI _ "propiciar meios para o conhecimento dos valores culturais e o acesso às fontes da cultura".Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar cumpre integralmente esses dispositivos, ao fomentar a criação artística em escolas públicas, valorizar a identidade regional do Cerrado e democratizar o acesso à cultura em comunidades periféricas do Distrito Federal. As oficinas de cerâmica, as palestras educativas e a exposição final com acessibilidade plena formam um ciclo de experiências sensoriais, cognitivas e sociais que materializam o ideal de política cultural previsto na Lei Rouanet: descentralização, formação de público e inclusão social.O projeto também está em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que assegura a plena participação das pessoas com deficiência em atividades culturais, e com a Lei nº 9.795/1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental e reforça a necessidade de integrar práticas educativas voltadas à sustentabilidade em todos os níveis de ensino e espaços formativos.Ao propor oficinas acessíveis e vivências sensoriais com a argila — material que fala por meio do toque, do cheiro e da forma —, o projeto transforma o fazer artístico em um gesto de equidade. Ele reafirma que a inclusão não é um favor, mas um direito, e que o contato com a arte é, antes de tudo, um exercício de cidadania.Por meio do incentivo fiscal, o Estado e a iniciativa privada compartilham a responsabilidade de tornar esse direito concreto. Como destaca o professor e pesquisador Teixeira Coelho (2009), "a política cultural moderna deve compreender que o acesso à arte e à cultura é tão essencial quanto o acesso à educação e à saúde; é a base da formação do cidadão sensível e crítico".Nesse sentido, o projeto se insere também nas diretrizes da Agenda 2030 da ONU, especialmente nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):ODS 4 _ Educação de qualidade, ao integrar práticas pedagógicas inovadoras;ODS 10 _ Redução das desigualdades, ao promover acessibilidade e inclusão;ODS 11 _ Cidades e comunidades sustentáveis, ao fortalecer vínculos culturais e ecológicos locais; eODS 15 _ Vida terrestre, ao incentivar o cuidado com a biodiversidade do Cerrado.A Lei Rouanet, portanto, não é apenas o mecanismo financeiro que viabiliza o projeto, mas o instrumento de concretização de políticas públicas culturais e ambientais. Em um país onde o acesso à cultura ainda é desigual, ela atua como "ponte entre o direito e o fazer", permitindo que ações como esta alcancem comunidades escolares, artistas locais e o público em geral, transformando realidades e ampliando horizontes.A aplicação dos recursos incentivados garantirá a remuneração justa de artistas, ceramistas, intérpretes de Libras, audiodescritores, técnicos e educadores ambientais, além de assegurar infraestrutura e materiais adequados para a execução das atividades. Com isso, o projeto cumpre também um papel de fortalecimento da economia criativa regional, conforme preconiza o Plano Nacional de Cultura (Lei nº 12.343/2010), que prevê o incentivo à diversidade cultural, à sustentabilidade e à valorização do trabalho artístico.Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar não busca apenas ensinar sobre o Cerrado, mas construir uma nova relação entre arte e território, entre a sensibilidade e a responsabilidade. Em cada oficina, o barro se transforma em metáfora da terra viva; em cada escultura, nasce o olhar cuidadoso sobre a natureza; em cada exposição, a arte devolve à comunidade a consciência de pertencimento.O Cerrado, como lembrava João Guimarães Rosa, "é uma preciosidade que encanta com sua beleza sem par, mas precisa de nosso cuidado e zelo para prosperar". Essa frase, mais do que poética, sintetiza o sentido da proposta: o cuidado com o meio ambiente começa com o encantamento — e o encantamento nasce da arte.O uso da Lei Federal de Incentivo à Cultura permite transformar esse encantamento em política pública. Garante que o gesto simples de uma criança moldando o barro possa ecoar como símbolo de esperança e futuro sustentável. Quando uma criança molda o barro, molda também a ideia de futuro e é isso que a Lei de Incentivo torna possível: um país onde cultura, educação e natureza caminham de mãos dadas, moldando juntos o que somos e o que ainda podemos ser.
PLANO DE COMUNICAÇÃOO plano de comunicação do projeto tem como objetivo garantir ampla visibilidade às ações e resultados, fortalecendo a transparência e o engajamento do público.A estratégia se baseia em três eixos:1. Difusão digital: será mantido um perfil ativo nas redes sociais oficiais do projeto, com publicações semanais (fotos, vídeos, depoimentos e bastidores das oficinas, palestras e exposição).2. Gestão das redes sociais: será realizada a gestão ativa das redes sociais do projeto, com atualização constante e compartilhamento de conteúdos durante todas as etapas: oficinas, palestras e exposição. As publicações incluirão fotos, vídeos, depoimentos e bastidores, fortalecendo o vínculo com o público e ampliando a visibilidade das ações junto a escolas, educadores, famílias e empresas comprometidas com a sustentabilidade e a inclusão cultural3. Coordenação de comunicação: uma assessoria especializada ficará responsável pela elaboração e envio de releases, agendamento de entrevistas, acompanhamento da mídia e produção de matérias junto à imprensa local, rádios comunitárias e veículos de cultura.Visibilidade institucional e contrapartidasTodos os materiais de divulgação conterão as logomarcas oficiais da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e dos patrocinadores apoiadores, conforme normas de identidade visual vigentes.As redes sociais do projeto também destacarão os parceiros institucionais, com menções em publicações e vídeos de bastidores, reforçando a transparência e o reconhecimento público do apoio cultural.Essa comunicação institucional alia visibilidade e educação: ao valorizar os patrocinadores, também sensibiliza o público sobre o papel da cultura e da responsabilidade social na preservação do Cerrado.Todas as ações de comunicação seguirão linguagem sensível, educativa e poética, alinhada à identidade visual do projeto.A comunicação, aqui, é também forma de educação, cada postagem é um gesto de partilha, cada imagem é um convite ao cuidado com o Cerrado e com o outro.MENSURAÇÃO DE RESULTADOSO impacto do projeto será avaliado por indicadores qualitativos e quantitativos.Nos resultados quantitativos, serão mensurados: número de alunos participantes (375), número de palestras (5), oficinas (15), visitas mediadas (5), alcance digital e público visitante da exposição (estimado em 1.000 pessoas).Nos resultados qualitativos, serão observados: o engajamento dos participantes, a apropriação dos conteúdos ambientais, o nível de acessibilidade alcançado e a satisfação dos alunos e professores.As avaliações serão registradas por meio de relatórios, registros audiovisuais e depoimentos espontâneos, compondo um relatório final de impacto social, artístico e educativo.O projeto atua em territórios periféricos do entorno do DF, regiões com baixo acesso à cultura, e dialoga diretamente com os ODS 4, 10 e 15 da Agenda 2030 da ONU (Educação de Qualidade, Redução das Desigualdades e Vida Terrestre).Além de sua função formativa, promove inclusão produtiva ao contratar artistas e técnicos locais, valorizando a economia criativa da região.As escolas participantes permanecerão com parte das esculturas, fortalecendo o vínculo comunitário e o legado cultural.Para aprofundar a mensuração qualitativa, serão aplicados questionários simples e relatos escritos a professores e mediadores das escolas participantes, colhendo percepções sobre o aprendizado, o engajamento e o impacto sensorial das atividades. Esses relatos complementam os dados quantitativos, permitindo compreender não apenas o que foi realizado, mas como o processo foi vivido em especial pelos alunos com deficiência e seus educadores.Durante a exposição, será realizada uma pesquisa de percepção com o público visitante, composta por formulário breve (impresso e digital), a fim de avaliar a experiência estética, a clareza das mensagens ambientais e a acessibilidade das ações. As respostas serão incluídas no relatório final, servindo como instrumento de aprimoramento e referência para futuras edições do projeto.Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar é mais que arte: é um gesto de cuidado. Onde a criança planta uma muda, nasce também um país mais sensível.
Produto 1 – Oficinas de cerâmica artística Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar.As oficinas configuram o núcleo pedagógico do projeto. Serão realizadas em cinco escolas públicas e centros de ensino especial do entorno do Distrito Federal (Fercal, Boa Vista, Sobradinho II, Planaltina e Sol Nascente), totalizando 15 oficinas (três encontros em cada instituição), com duração média de 6 horas por encontro, somando 18 horas de atividades por escola. O público-alvo contempla 375 alunos, com e sem deficiência, das redes públicas de ensino.As oficinas seguem um projeto pedagógico baseado na aprendizagem sensorial e inclusiva, fundamentado na Educação pela Arte (Read, 1976), na Abordagem Triangular (Barbosa, 1991) e na Educação Ambiental Crítica (Carvalho, 2004).O objetivo é aproximar o fazer artístico do cuidado com o meio ambiente e da percepção do Cerrado como território vivo.A metodologia se divide em três etapas principais:Introdução e sensibilização – palestra de 25 a 30 minutos conduzida por especialista do IBAMA sobre o Cerrado, suas espécies e sua importância ecológica.Prática artística – vivência com a argila, estimulando tato, ritmo e imaginação, com apoio de moldes de gesso para modelagem de animais típicos do bioma. O trabalho será orientado por ceramistas e mediado por monitores especializados em inclusão, intérpretes de Libras e audiodescritores.Finalização e reflexão – acabamento e esmaltação das peças, partilha coletiva e registro dos aprendizados.Durante o processo, cada aluno receberá uma muda de planta nativa com terra adubada e vaso biodegradável, simbolizando o vínculo entre arte e sustentabilidade. Ao término das atividades, será aplicada uma avaliação qualitativa e quantitativa, incluindo questionários simples e relatos espontâneos dos professores e participantes, para mensurar o impacto formativo, o envolvimento e a percepção ambiental dos alunos.Materiais principais: argila com chamote, lonas para abertura da massa, bacias, panos de algodão, ferramentas para cerâmica, rolos de fio de nylon, parafusos em aço inoxidável, esmaltes de diversas cores, pincéis, moldes de gesso e suportes para exposição. Serão utilizados ainda materiais técnicos complementares para biscoitagem e esmaltação das peças em alta temperatura, bem como estrutura de transporte e armazenamento adequados às obras produzidas.Equipe envolvida: 3 artesãs, 2 monitores, 2 monitores de acessibilidade, 2 intérpretes de Libras, 2 audiodescritores, coordenação artística, equipe de produção. Tempo total estimado do produto: 3 meses (entre preparação, realização e acompanhamento).Produto 2 – Exposição coletiva acessível Bichos dos berços das águas: conhecer para preservarA exposição representa a culminância estética e simbólica do projeto. Reunirá as esculturas criadas pelos alunos das cinco escolas em um único espaço cultural público, acessível e de fácil acesso, conforme disponibilidade de agenda — Mirante do Jardim Botânico, Centro Cultural Renato Russo ou Galeria Lourenço de Bem. Terá duração mínima de 30 dias, com visitas mediadas, acessibilidade física e de conteúdo, e entrada totalmente gratuita.Cada peça será identificada com legenda ampliada, braille e QR Code com audiodescrição, permitindo o reconhecimento tátil e sensorial das obras. Haverá intérpretes de Libras e monitores especializados em todos os períodos de visitação.Durante as visitas escolares, os alunos participantes receberão lanche e acolhimento pedagógico, e será aplicada uma pesquisa de percepção do público visitante, voltada a compreender os efeitos da ação cultural na comunidade e o alcance da proposta de inclusão e preservação ambiental.Materiais e estrutura: pedestais, expositores, kits de montagem, iluminação cênica, banner institucional, sinalização tátil, totens descritivos e equipamentos de segurança. Equipe envolvida: curadoria e montagem da exposição, equipe de iluminação, fotógrafos, cinegrafistas, designer gráfico, produção executiva e equipe de acessibilidade. Tempo total estimado do produto: 45 dias (montagem, abertura, monitoramento e desmontagem).Aspectos pedagógicos e conceituaisO projeto adota uma abordagem intersensorial e inclusiva, que entende a arte como campo de encontro entre corpo, território e afeto. O fazer cerâmico é trabalhado como processo de descoberta, pertencimento e cidadania ecológica. Segundo Paulo Freire (1996), “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção”. É exatamente esse princípio que guia Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar: possibilitar que o aluno produza sentido, gesto e consciência ao moldar o barro e cuidar da terra.A exposição, por sua vez, é concebida como espaço educativo expandido onde o público aprende com as mãos, com o olhar e com o outro. A cada visita, a arte se torna instrumento de sensibilização ambiental e social, fortalecendo o compromisso coletivo com o Cerrado e com a diversidade humana.
A acessibilidade é o coração do projeto, e não um item técnico, mas um princípio poético e político.A acessibilidade do projeto se estende também à composição da equipe, garantindo inclusão produtiva e representatividade. Parte dos profissionais envolvidos são pessoas com deficiência (PCD e PCDV), integrando o processo criativo e técnico em igualdade de condições. A equipe conta com o ceramista Flavio Marzardro (PCD) e com a artista Marta Ruffoni (PCDV), além de monitoras especializadas Adriana Machado e Ingrid Lopes, responsáveis pelo atendimento individualizado de alunos com deficiência. Essa estrutura assegura não apenas acessibilidade física e comunicacional nas atividades, mas também um ambiente de trabalho diverso, equitativo e sensível às múltiplas formas de percepção. A presença de profissionais com deficiência na equipe reforça o compromisso ético do projeto com a inclusão real, em todas as dimensões do fazer cultural.Acessibilidade físicaEscolas e espaços culturais com rampas, banheiros adaptados e circulação livre.Transporte adaptado com plataforma elevatória para os alunos com mobilidade reduzida.Piso tátil, placas em braille e sinalização de emergência acessível.Monitores especializados para apoio individualizado durante oficinas e visitas.Acessibilidade de conteúdoPresença de intérpretes de Libras e audiodescritores em todas as etapas.Obras expostas com legendas em fonte ampliada, braille e QR Codes com audiodescrição.Visitas sensoriais mediadas, permitindo o toque nas esculturas.A argila é, por natureza, uma linguagem acessível: fala pelo toque, pelo cheiro e pela forma. No Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar, cada gesto molda também o direito de sentir a arte.
Todas as ações do projeto são gratuitas e públicas.As oficinas ocorrem dentro das escolas, descentralizando o acesso à arte; as palestras aproximam o saber ambiental do cotidiano; e a exposição, aberta por 30 dias em local de fácil acesso, convida toda a comunidade a participar.Durante as visitas à exposição:Transporte gratuito para os alunos;Lanche e acolhimento oferecidos aos participantes;Visitas mediadas com Libras e audiodescrição.Além das ações presenciais, o projeto contará com a produção e distribuição de flyers e cartilhas explanativas, devidamente autorizadas pelo IBAMA e pelo MEC, com linguagem acessível e conteúdo educativo sobre o Cerrado e sua fauna. Esses materiais reforçam o caráter pedagógico e ambiental da proposta, ampliando o alcance das informações para toda a comunidade escolar e o público visitante da exposição.A difusão digital ocorrerá por meio do perfil criado nas redes sociais para este projeto, com vídeos e depoimentos disponibilizados gratuitamente nas redes.Democratizar é plantar a arte no chão das escolas e deixar que floresça nas mãos de quem a cria.
A equipe do projeto Bichos dos berços das águas: conhecer para preservar reflete, em sua própria composição, o princípio de inclusão que orienta toda a proposta. Sob coordenação artística de Geusa Joseph, ceramista, proponente e mãe de dois meninos neurodivergentes, o trabalho será conduzido pelas oficineiras Fabianca de Barros e Flavio Marzardro, este último pessoa com deficiência (PCD). A equipe conta ainda com as monitoras especializadas Adriana Machado e Ingrid Lopes, responsáveis pelo acompanhamento individualizado de alunos PCDs, e com o suporte técnico de Marta Ruffoni, profissional com deficiência visual (PCDV) responsável pelas queimas de esmalte. Essa diversidade de experiências e sensibilidades amplia a potência pedagógica do projeto, fortalecendo o diálogo entre arte, acessibilidade e sustentabilidade. A estrutura se completa com profissionais de produção, intérpretes de Libras, audiodescritores, designer gráfico, fotógrafo, cinegrafista e educador ambiental indicado pelo IBAMA, todos comprometidos em garantir que cada etapa — da criação à exposição — seja inclusiva, segura e transformadora.Coordenação Artística e Oficineira 1: Geusa Joseph (proponente) Oficineira 2: Fabianca de Barros Oficineiro 3: Flavio Marzardro (Pessoa com Deficiência – PCD) Monitora acessibilidade: Adriana Machado Monitora acessibilidade: Ingrid Lopes Monitor I: a contratar Monitor II: a contratar Suporte para queimas de esmalte: Marta Ruffoni (Pessoa com Deficiência Visual – PCDV)Produção: a contratar Social media: a contratar Intérpretes de Libras: a contratar Audiodescritores: a contratar Educador Ambiental (IBAMA): a definir Fotógrafo e Cinegrafista: a contratar Designer Gráfico: a contratarAssessoria de imprensa: a contratar Assessoria jurídica: a contratar Assessoria contábil: a contratar
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.