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O presente projeto visa criar e manter um Centro de Saberes Femininos, que fortaleça todas as pessoas usuárias desse espaço, frente a toda forma de violência - vinda das mais variadas fontes e formas -, através do aprendizado e produção artesanal, em diferentes técnicas, as quais possam dar-lhes a possibilidade de seguirem trabalhando em grupo ou individualmente, rumo à emancipação financeira e empoderamento pessoal. Será destinado, preferencialmente, para mulheres, público LGBTQIAPN+ e outras minorias a partir de 14 anos, ao longo de 14 meses, na cidade de Cambuí _ MG, em encontros semanais e gratuitos, com o intento de seguir ao longo de outros anos, chegando a um total de 480 participantes, ao final do projeto.
Ciclo de Oficinas: * 04 ciclos de oficinas sobre artesanato contemplando técnicas em escrita, tricô, desenho, costura e bordado. * Inscrições gratuitas, com priorização de público de mulheres, LGBTQIAPN+ e outras minorias, a partir dos 14 anos. * 3 pequenas exposições - entre ciclos - com os trabalhos produzidos nos ciclos anteriores; * 1 grande exposição com os trabalhos produzidos nos 4 ciclos; * 12 meses de duração total.
Objetivo Geral: Através de uma programação anual, criar um centro de manutenção e reavivamento dos Saberes Femininos, com o intuito de partilhar conhecimentos, assim como promover ensino e qualificação empreendedora, a partir de diferentes técnicas no campo do artesanato e manualidades - prioritariamente - para mulheres, população LGBTQIAPN+ e outras minorias, afim de fortalecer as capacidades criativas de cada participante, com vistas à realização de projetos pessoais e/ou coletivos, atividades de arte e cultura e a fruição e difusão do fazer cultural como meio de renda. Objetivos Específicos: * Realizar 4 ciclos de oficinas de "Bordado", inteiramente gratuitas, para um público total de até 96 participantes; * Realizar 4 ciclos de oficinas de "Desenho", inteiramente gratuitas, para um público total de até 96 participantes; * Realizar 4 ciclos de oficinas de "Costura", inteiramente gratuitas, para um público total de até 96 participantes; * Realizar 4 ciclos de oficinas de "Escrita", inteiramente gratuitas, para um público total de até 96 participantes; * Realizar 4 ciclos de oficinas de "Tricô", inteiramente gratuitas, para um público total de até 96 participantes; * Realizar 3 pequenas exposições, no local das oficinas, com os trabalhos realizados nos ciclos anteriores, como forma de valorização do processo de aprendizagem e incentivo para as novas turmas; * Realizar uma exposição geral, com os trabalhos produzidos nos 4 ciclos de oficinas, no Mercado Municipal de Artesanato de Cambuí, afim de promover a visibilidade das artesãs e artesãos participantes do projeto, assim como suas habilidades e trabalhos realizados; * Promover o início da geração de renda das/os participantes, a partir da exposição geral, através da venda dos trabalhos produzidos ao longo do projeto: Por estamos em consonância com o artigo 1° da Lei no 8.313, de 23 de dezembro de 1991, temos, ainda, como objetivos, os seguintes incisos do artigo: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.
Historicamente, nós mulheres sempre sofremos com cerceamentos, desvalorizações e discriminações, quase sempre acompanhadas de violência física, psicológica e financeira. Ainda hoje, isso é realidade, principalmente no Brasil, onde os números de casos de feminicídio ou de estupro, são alarmantes. Em paralelo, temos as pessoas LGBTQIAPN+, tão violentadas e discriminadas _ ou mais _ que nós, mulheres. Por essa razão, o projeto visa criar um espaço que resgatará o sentido de segurança e resistência, criado por nossas ancestrais, onde o fazer artesanal e culinário eram os motes para os encontros entre elas. Entendendo que a partilha de dores e violações tão profundas seja algo difícil e não seguro para a maioria desse público acima citado, o Centro de Fortalecimento e Aprendizagem de Fazeres Artesanais busca ser um local para produção de manualidades, além de, também, ser um espaço de apoio, acolhimento e empoderamento mútuo. Em um contexto global marcado por desigualdades socioculturais, de gênero e de acesso ao trabalho e pela necessidade de promover o empoderamento feminino e de pessoas LGBTQIAPN+, o projeto se destaca por criar um espaço seguro e acolhedor onde esse público poderá desenvolver habilidades artesanais, gerar renda e construir um futuro mais livre e autorrealizado. Visando acolher esse público e ajudá-lo na criação de caminhos para a solução desse problema, foi possível reconhecer que a realização do projeto está em consonância com diversos incisos do Art. 1° da Lei 8313/91, tornando justificável a busca dessa Lei de Incentivo para a realização do mesmo. A saber: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Através da divulgação da cultura presente no artesanato, nos modos de fazer _ femininos e coletivos - e nas artes locais, assim como através do direito de produção artístico/artesanal. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; Nos incisos II, III e IV, através da escolha das áreas oficinas, a partir das habilidades reconhecidas em artesãs, artistas e docentes locais, visando fortalecer e disseminar os saberes locais a partir dos recursos humanos e suas manifestações artesanais, disponíveis na cidade. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; O inciso V, julgo ser o mais relevante para esse projeto, que busca resgatar um modo de criar, fazer e viver, presentes no cotidiano de boa parte das mulheres brasileiras, desde antes da invasão portuguesa: o fazer coletivo de manualidades e também de produção culinária. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Como consequência do inciso V, o projeto visa trabalhar o reforço da cultura local através do reconhecimento de bens imateriais _ como os modos de fazer tricô, crochê e bordado - ainda não tombados pelo patrimônio histórico, mas com grande potencial para isso, já que, principalmente o crochê, é uma atividade forte e muito antiga na cidade. VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; Através da apresentação de modos de fazer de outros locais _ nacionais e internacionais -, expandindo tanto a cultura acerca dessas manualidades, como a história por trás de cada modo de fazer, em diferentes localidades e culturas. VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Também como consequência do inciso V, acabaremos por atender ao inciso VIII, tornando o espaço de encontro gerado pelas oficinas, um bem cultural, formador e informador de conhecimento, cultura e memória de um universo feminino aprisionado, a caminho da transmutação da cultura machista em uma cultura de equidade e respeito às mulheres e pessoas LGBTQIAPN. Para além do enquadramento nos incisos do Art. 1° da Lei 8313/91, a realização do projeto se alinha a vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, oferecendo uma solução integrada para desafios sociais, econômicos e culturais presentes na comunidade de Cambuí, Minas Gerais. O projeto está diretamente alinhado ao ODS 5 (Igualdade de Gênero), porque busca promover a construção de conhecimento e pensamento crítico acerca do universo machista e da cultura do patriarcado, visando uma maior autonomia feminina e de pessoas LGBTQIAPN+ frente às discriminações por elas/eles sofridas. Também está alinhado ao ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), porque oferecerá capacitação profissional (artístico/artesanal), a qual poderá se transformar numa fonte complementar de renda ou até, na fonte principal de sustento econômico. Ao oferecer atividades gratuitas à população cambuiense, o projeto garante que todas as pessoas interessadas, independentemente de sua condição social ou econômica, possam participar e se beneficiar dos conteúdos oferecidos pelas oficinas do projeto. A potência das ações inclusivas do projeto, assim como sua transversalidade, acaba percorrendo e contemplando, ainda, a redução das desigualdades (ODS 10), promovendo inclusão social e valorização da diversidade, através de turmas heterogêneas, compostas por pessoas de diferentes realidades sociais. Por fim, o projeto tem por finalidade (dentre os objetivos presentes no Art. 3o da Lei 8313/91): I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.
1. As aulas de desenho, contarão com a possibilidade de receber participantes com deficiência visual (severo), os/as quais terão a oportunidade de sentir um determinado objeto tridimensional e representá-lo - bidimensionamente - com fios e texturas ou com a modelagem da argila. Se a pessoa tiver baixa visão, o trabalho poderá chegar a uma representação mais elaborada, tendo o mesmo apoio e dedicação da ministrante. 2. As aulas de escrita também acolherão participantes com deficiência visual (severa ou não), as/os quais contarão com o recurso de "áudio-transcrição" e de "leitura", através dos notebooks oferecidos pela biblioteca municipal, com a qual estabelecemos parceria de uso do espaço. 3. Destaca-se que os serviços referentes à comunicação e divulgação (como profissionais de LIBRAS, fotógrafos, assessor de imprensa, etc) serão contratados observando o percentual previsto no item equivalente, assim como os serviços administrativos (contabilidade, coordenação administrativa-financeira, etc). 4. A etapa de captação de recursos acontecerá entre a data de aprovação do projeto e o período de pré-produção (agosto, 2025). 5. Embora tenham necessidades diferentes, os valores necessários para atividades humanas adminsitrativas do projeto na fase de pré-produção serão contempladas, se necessário, através do percentual de custos administrativos.
Duração: 120 minutos por oficina Público total a ser alcançado: 480 pessoas Inscrições gratuitas. Classificação etária: +14 anos. Informações complementares: As oficinas serão ministradas por profissionais com grande expeirência frente aos conteúdos que irão ministar, garantindo um percurso de aprendizado evolutivo e consistente. Será adotada uma abordagem inclusiva, permitindo que alunos de todos os níveis de habilidade participem e desenvolvam seus conhecimentos, no ritmo que mais lhes for confortável. O plano pedagógico encontra-se nos anexos complementares da proposta.
* Estão previstas a contratação de profissional de LIBRAS, para o projeto, e consultorias de acessbilidade - se necessário - dentro do percentual de comunicação, divulgação e acessibildiade. * Será priorizado locação de espaços com acessibilidade arquitetônica com instrumentos como corrimãos, piso tátil, rampas, banheiros adaptados, etc, com consultoria técnica realizada por arquiteta/o. Já está firmada parceria com espaços que contam e que podem ser adaptados para atenderem as necessidades de acessibilidade. * As aulas de desenho, contarão com a possibilidade de receber participantes com deficiência visual (severo), os/as quais terão a oportunidade de sentir um determinado objeto tridimensional e representá-lo - bidimensionamente - com fios e texturas ou com uma modelagem em argila. Se a pessoa tiver baixa visão, o trabalho poderá chegar a uma representação mais elaborada, tendo o mesmo apoio e dedicação da ministrante. * As aulas de escrita também acolherão participantes com deficiência visual (severa ou não), as/os quais contarão com o recurso de "áudio-transcrição" e de "leitura", através dos notebooks oferecidos pela biblioteca municipal, com a qual estabelecemos parceria de uso do espaço. * O projeto conta com plano pedagócio de fácil entendimento e compreensão para garantir um alcance maior de pessoas. * Os materiais de divulgação e comunicação vão contar com linguagem simples. * A implantação das medidas de acessbilidade serão realizadas com base no Guia de Acessibilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Democratização de acesso (IN 23/25 Art. 46) III - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino; - O projeto será realizado com acesso de forma totalmente gratuita, superando o percentual mínimo de 10% Ampliação de Acesso (IN 23/25 Art. 47)IV - Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; - Divulgaçaão do conteúdo das oficinas - em vídeos e postagens de passo a passo - tanto no perfil do projeto, no instagram, quanto no site que será criado para dar maior visibilidade ao projeto. V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VI - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil.
Coordenação do projeto: Virgínia Stela Bueno Lambert. * Formação: Arquitetura e Urbanismo; mestre em Educação, Arte e História da Cultura /Mackenzie; especialização em Artetetapia /UNIP. * Fundadora e Diretora (3 anos) do Instituto Maiêutica - de desenvolvimento humano e ambiental. * Professora do fundamental e médio: educação artística. * Professora Universitária: História da Arte, Arquitetura e Urbanismo; Teoria da Arquitetura e Urbanismo; Desenvolvimento das Habilidades Sócio Emocionais. * Contemplada com uma "Bolsa Artesã" pela PNAB 2024. * Membro da Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências. Oficineiros/instrutores: Áurea Lúcia Miranda. * Formação: Letras/UNIVAS; pós-graduação em Psicologia Junguiana /IJEP/FAPCOM; pós-graduação em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura /UNIVÁS; pós-graduação em Teorias e Práticas na Educação / Universidade Federal de Alfenas; cursando Psicologia - Faculdade de Ciências Sociais de Extrema. * Prêmios: Professores do Brasil - 2012 (Min. Educação); Construindo a Nação - 2013 (CNI/SESI e Fundação Volkswagen). * Participação no Congresso Ibero-americano de Língua e Literatura Infantil e Juvenil - Colômbia. * Professora estadual na disciplina de português desde 2013. Trabalho e interesse pelo público infanto-juvenil, sobretudo, com defasagem de aprendizagem. * Membro: Conselho Municipal de Educação (2007-2010); União dos Escoteiros do Brasil (UAB/1990). Berta Jaqueline Rosa. * Formação: Bacharel em Biblioteconomia e Documentação /UFF – RJ e mestre em Ciência da Informação /UFF – RJ. * Aprendi bordado na curiosidade da costura com minha tia Néia. * Como arte-educadora, me reconheci como leitora de mundos e contadora de histórias e, a união desses caminhos me levou a representar a realidade com linhas. * Há 10 anos, trabalho com costura criativa e bordado livre, criando peças lúdicas e inspiradas na natureza ao redor e, desde 2023, compartilho essa técnica ancestral ministrando aulas de bordado livre para adultos e crianças. * Contemplada no PNAB 2024. Eliana Pinheiro. * Formação: Bacharel em Serviço Social / PUC-SP; Licenciatura em Artes / Faculdade Mozarteum – SP; Licenciatura em Pedagogia / Faculdade de Pinhais - PR. Pós graduação em História da Arte / INEQ - São Paulo e outras formações nas áreas de Artes e educação. * Professora concursada na Prefeitura de São Paulo na disciplina de Artes com 19 anos de atuação. * Facilitadora de cursos de desenho, pintura, pintura em tecidos, tapeçaria, bonecos com sobras têxteis em instituições como Sesc-SP, Sesc-Santos, CCBB-SP e diversas ONGs, abrangendo crianças, jovens e adultos. Ivone Stela Bueno Lambert. * Formação: Magistério / Instituto Santa Doroteia de Pouso Alegre-MG; Licenciatura em Pedagogia / ULBRA. * Cursos de artesanato no SESI, SENAC e Escola Panamericana – SP. * Alfabetizadora de crianças e adultos (método Paulo Freire) na rede pública de ensino. * Coordenadora do Telecurso – Cambuí. * 15 anos como voluntária na Pastoral da Criança – SP/SP. * Professora de artes em escolas particulares e de artesanato em ONGs, associações e espaços comunitários. * Artesã de diferentes técnicas e produções, como segunda fonte de renda, desde os anos de 1960. Jamile Fróes. * Formação: Licenciatura em Pedagogia / UNIP. * Facilitadora em projeto de artesanato com material reciclável. * Coordenadora do projeto "Botão de Flor" - espaço de aprendizado e expressão, para crianças e adolescentes. * Professora na Escolinha do Saber, de crianças de 1 à 10 anos. * Formação com a artesã Carine Calé, para aprimorar habilidades em costura criativa e posterior criação da marca Remendo Patchwork, especializada na fabricação de bolsas e outros produtos. * Contemplada com uma "Bolsa artesã", pela PNAB 2024, para produção de bolsas. * Outras formações em áreas de bem-estar e desenvolvimento humano, afim de promover desenvolvimento social e valorização das habilidades manuais.
PROJETO ARQUIVADO.