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O Festival de Artes de Dourados propõe a realização de um evento multicultural gratuito, estruturado como estratégia de fortalecimento do ecossistema cultural local e de valorização das identidades pantaneiras, afro-indígenas e populares do território. A proposta articula fruição artística, formação cultural e economia criativa por meio de apresentações de música e artes cênicas, oficinas, rodas de conversa e uma feira de economia criativa e gastronomia cultural. O projeto compreende a cultura como direito e instrumento de desenvolvimento, assegurando ampla participação social e acessibilidade. Como legado, prevê ações de memória e difusão, com registro audiovisual, acervo fotográfico aberto e catálogo digital acessível.
1) Festival de Artes deDourados — Programação GeralAssunto/Âmbito: encontro multicultural que celebra expressões pantaneiras, afro-indígenas e populares por meio de música, dança, teatro, artes visuais e economia criativa. Formato: evento gratuito (5 dias) com apresentações, rodas de conversa, oficinas e feira; acessibilidade (Libras, AD, legendas, sinalização). Público: famílias, escolas, coletivos culturais e comunidade em geral. Classificação indicativa: Livre (eventuais shows noturnos poderão ser indicados 12 anos se houver conteúdo sensível). 2) Apresentações MusicaisAssunto/Âmbito: shows que cruzam tradições pantaneiras, matrizes afro-brasileiras e sonoridades contemporâneas. Formato: palcos abertos; duração média 50–70 min. Público: geral; foco em circulação territorial. Classificação indicativa: Livre (podendo ser 12 anos se houver letras com teor adulto).3) Espetáculos de DançaAssunto/Âmbito: repertórios de matrizes populares, rituais e dança contemporânea com ênfase em ancestralidade e território. Formato: apresentações de 40–60 min. Público: geral; fortalecimento de grupos locais. Classificação indicativa: Livre.4) Peças TeatraisAssunto/Âmbito: dramaturgias autorais sobre memória, identidade e vida pantaneira/afro-indígena. Formato: 50–80 min; cenários simples; versões acessíveis (Libras/AD). Público: jovens e adultos; sessões para escolas quando adequado. Classificação indicativa: Livre ou 10 anos conforme temática de cada montagem.5) Espetáculos de Circo (quando houver na curadoria)Assunto/Âmbito: números de acrobacia, palhaçaria e circo-teatro com foco em comicidade popular. Formato: 40–60 min; montagem simples em lona ou arena aberta. Público: infantil, juvenil e famílias. Classificação indicativa: Livre.6) Rodas de Conversa / Seminários / PalestrasAssunto/Âmbito: debates sobre identidade cultural, memória, economia criativa e políticas culturais no território. Formato: mesas de 40-60 min com convidados locais e regionais; recursos de acessibilidade comunicacional. Público: artistas, educadores, gestores, estudantes e comunidade. Classificação indicativa: Livre.7) Oficinas / Vivências FormativasAssunto/Âmbito: transmissão de saberes (música, dança, artesanato, culinária de valor cultural, gestão e comunicação). Formato: encontros de 1-2h (ciclos curtos) com materiais simples e certificação. Público: jovens, educadores, artistas e fazedores culturais. Classificação indicativa: Livre.8) Feira de Economia Criativa e Gastronomia CulturalAssunto/Âmbito: circulação de produtos criativos e culinária de tradição, valorizando renda e autorias locais. Formato: 30+ expositores; curadoria e orientação para precificação, exposição e comunicação. Público: geral; foco em famílias e turistas regionais. Classificação indicativa: Livre.9) Catálogo Digital Acessível (publicação)Assunto/Âmbito: memória curatorial e pedagógica do festival, com textos, imagens e relatos de mestres e artistas. Formato: e-book com descrição de imagens, fonte ampliada, compatível com leitores de tela; download gratuito. Público: educadores, pesquisadores, escolas e público geral. Classificação indicativa: Livre.10) Vídeo-Documentário (com AD/Libras/Legendas)Assunto/Âmbito: registro autoral do processo, dos encontros e das narrativas comunitárias do festival. Formato: 15–25 min; disponibilização online aberta; trilha original quando possível. Público: geral; difusão em escolas e redes culturais. Classificação indicativa: Livre.11) Acervo Fotográfico AbertoAssunto/Âmbito: banco de imagens sobre ações, artistas e público, voltado à memória e pesquisa. Formato: seleção curatorial publicada sob licença aberta para fins educativos; metadados básicos. Público: imprensa, escolas, pesquisadores e comunidade. Classificação indicativa: Livre.12) Transmissões ao Vivo e Cobertura OnlineAssunto/Âmbito: ampliação do alcance das atividades (shows, mesas e momentos-chave). Formato: streaming em plataformas públicas; posts acessíveis (Libras/legendas). Público: geral; pessoas impossibilitadas de deslocamento. Classificação indicativa: Livre.
Objetivo Geral Promover o acesso democrático à cultura e o fortalecimento do ecossistema cultural de Dourados/MS por meio da realização de um festival multicultural gratuito e acessível, que articule fruição artística, formação cultural, economia criativa e ações de memória, valorizando as expressões pantaneiras, afro-indígenas e populares como vetores de identidade, pertencimento e desenvolvimento cultural do território.Objetivos Específicos1. Realizar espetáculos de artes cênicas, no âmbito do produto Espetáculo de Artes Cênicas, contemplando teatro, dança e linguagens integradas, assegurando fruição cultural gratuita e acessível, com prioridade à participação de grupos e coletivos do território.2. Realizar apresentações musicais gratuitas e a preço popular, por meio do produto Apresentação Musical, promovendo a circulação da música popular cantada e valorizando artistas locais, regionais e nacionais, com acesso democrático ao público de Dourados e região.3. Realizar espetáculos de artes cênicas, no âmbito do produto Espetáculo de Artes Cênicas, contemplando teatro, dança e linguagens integradas, assegurando fruição cultural gratuita e acessível, com prioridade à participação de grupos e coletivos do território.Produzir e difundir uma websérie audiovisual, como produto de memória e difusão cultural do festival, registrando apresentações, processos criativos e narrativas comunitárias, com disponibilização gratuita em plataformas digitais e recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição e legendagem descritiva).4. Ofertar cursos, oficinas e ações formativas gratuitas, por meio do produto Curso / Oficina / Capacitação, voltadas à formação cultural, à educação patrimonial, à economia criativa e ao fortalecimento de agentes culturais, estudantes e comunidades tradicionais.5. Realizar a infraestrutura e organização do Festival de Artes de Dourados, por meio do produto Festival, bienal, festa ou feira (somente estrutura), garantindo condições técnicas, operacionais e de acessibilidade para a realização integrada das ações artísticas, formativas e comunitárias, em conformidade com o enquadramento no Artigo 18 da Lei nº 8.313/1991.6. Assegurar a democratização do acesso aos produtos culturais, estruturando o plano de distribuição com ações gratuitas, ingressos a preço popular e ampla divulgação, de modo a garantir a participação de públicos diversos, especialmente comunidades periféricas, povos originários, estudantes e grupos historicamente excluídos.7. Consolidar ações de registro, memória e difusão cultural, articulando os produtos presenciais e digitais do festival como legado educativo e cultural permanente para o território de Dourados/MS.
O Festival de Artes de Dourados demanda o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei nº 8.313/1991) por se tratar de uma iniciativa pública, gratuita, acessível e de interesse coletivo, voltada à promoção do direito à cultura, à formação cultural e ao fortalecimento do ecossistema cultural de um território marcado pela diversidade étnica, social e cultural. Trata-se de um projeto sem viabilidade de sustentação por receitas de mercado, uma vez que não prevê exploração comercial dos produtos culturais e prioriza a democratização do acesso.A Lei de Incentivo é essencial para viabilizar financeiramente a realização qualificada do festival, garantindo infraestrutura adequada, remuneração justa de artistas e trabalhadores da cultura, ações formativas gratuitas, acessibilidade plena e produção de materiais de memória e difusão, assegurando impacto cultural duradouro no território de Dourados/MS.O projeto enquadra-se nos incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, especialmente:Art. 1º, inciso I _ estimular a produção, difusão e circulação de bens culturais, por meio da realização de apresentações musicais, espetáculos de artes cênicas, oficinas, rodas de conversa e feira de economia criativa;Art. 1º, inciso II _ proteger e valorizar as expressões culturais brasileiras, ao reconhecer e dar visibilidade às manifestações pantaneiras, afro-indígenas e populares presentes no território;Art. 1º, inciso III _ promover a regionalização da produção cultural e artística brasileira, priorizando artistas, coletivos, mestres tradicionais e fazedores culturais de Dourados e região.Adicionalmente, o Festival de Artes de Dourados contribui diretamente para o alcance dos objetivos previstos no Art. 3º da Lei nº 8.313/1991, notadamente:Art. 3º, inciso I _ formação cultural e artística, por meio de cursos, oficinas e vivências gratuitas;Art. 3º, inciso III _ assegurar aos cidadãos o pleno exercício dos direitos culturais, garantindo acesso gratuito e acessível às atividades;Art. 3º, inciso IV _ democratizar o acesso aos bens culturais, com programação aberta, ações de acessibilidade física e comunicacional e ampla difusão territorial;Art. 3º, inciso VII _ valorizar a diversidade étnica e cultural brasileira, ao reconhecer as identidades afro-indígenas, pantaneiras e populares como centrais na construção cultural do território;Art. 3º, inciso IX _ estimular o desenvolvimento da economia da cultura, por meio da realização da Feira de Economia Criativa e Gastronomia Cultural, promovendo geração de renda e fortalecimento de arranjos produtivos locais.Assim, a utilização da Lei de Incentivo à Cultura se justifica como instrumento de política pública indispensável para viabilizar um projeto estruturante, inclusivo e territorializado, que compreende a cultura como direito humano, elemento de coesão social e vetor de desenvolvimento cultural, econômico e simbólico para Dourados/MS.
A. METODOLOGIA DE EXECUÇÃOA metodologia do Festival de Dourados é estruturada em quatro princípios:Escuta e Enraizamento Territorial O projeto se fundamenta na escuta ativa de coletivos culturais, mestres tradicionais, lideranças indígenas Guarani-Kaiowá, artistas locais e agentes comunitários, garantindo representatividade, diálogo e pactuação de decisões.Curadoria Participativa e Comunitária A programação será construída com participação direta de artistas e agentes culturais do território, valorizando autorias locais e o fortalecimento de redes criativas regionais.Formação em Movimento Oficinas, vivências e rodas de conversa serão realizadas em parceria com escolas, aldeias, praças e espaços culturais, favorecendo a troca de saberes e a inclusão de públicos diversos.Acessibilidade Transversal Todas as etapas do projeto — comunicação, programação e documentação — contam com estratégias de acessibilidade física e comunicacional, garantindo pleno direito à cultura a todas as pessoas.Memória e Devolutiva Social A documentação audiovisual e o catálogo digital acessível servem como legado pedagógico, permanecendo disponíveis para escolas, universidades, coletivos e comunidade. B. EQUIPE TÉCNICAA equipe será composta por profissionais com experiência em produção cultural, formação comunitária, acessibilidade e memória cultural. Composição prevista:Coordenação Geral (responsável pelo projeto)Produção ExecutivaAdministração e Gestão FinanceiraCuradoria ArtísticaCoordenação de Acessibilidade (Libras, Audiodescrição, Legendagem)Coordenação Pedagógica / Mediação CulturalCoordenação da Feira de Economia CriativaAssessoria de Comunicação e Design AcessívelDireção Audiovisual e FotografiaTécnica de Palco (som, luz, montagem e operação)Logística e InfraestruturaEquipe de Orientadores de Público e AcolhimentoPrioridade: contratação de profissionais, mestres e artistas de Dourados e região, garantindo fortalecimento econômico-cultural local.C. PLANO DE DIVULGAÇÃOO Plano de Comunicação e Difusão contempla:Identidade visual desenvolvida com foco territorial e acessibilidade.Campanha digital nas redes sociais do projeto, do proponente e de parceiros.Divulgação em rádios comunitárias, escolas, associações e lideranças culturais.Conteúdos acessíveis (posts com Libras, legendas e descrição de imagens).Parcerias com imprensa local e regional.Transmissões ao vivo de parte da programação.Produção de release, press kit e veiculações em veículos digitais.Distribuição pós-evento do catálogo e documentário para escolas e redes culturais.D. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASGONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona, 2014.KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder e classificação social. Buenos Aires: CLACSO, 2005.MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: UFRJ, 2013.Referências pedagógicas e de tradição oral Guarani-Kaiowá e Afro-Pantaneira (a serem incorporadas no catálogo com aval dos mestres do território).
1) Festival de Dourados — Programação GeralFormato: Evento presencial gratuito realizado em espaço público ou praça central.Duração: 5 a 7 dias de programação contínua.Infraestrutura: Palco modular coberto, sonorização profissional, iluminação cênica, área de convivência, banheiros químicos, área reservada para cadeirantes, tendas de atendimento, ambulância e brigadistas.Acessibilidade: Intérprete de Libras em tempo integral nas programações principais, audiodescrição em espetáculos selecionados, legendagem nas projeções, sinalização tátil/visual no espaço.Projeto pedagógico: Circuito de formação & fruição articulado — o festival é pensado como espaço de educação sensível, favorecendo relações de pertencimento, memória, identidade e direito à cultura. 2) Apresentações MusicaisFormato: Shows de médio porte em palco aberto.Duração média por apresentação: 50 a 70 minutos.Equipamentos: PA completo, monitores de palco, microfones, DI, backline básico (bateria, amplificadores de guitarra e baixo).Acessibilidade: Intérprete de Libras à frente do palco; priorização de repertórios apresentados com contextualização cultural antes de cada show.Projeto pedagógico: Cada artista é convidado a apresentar contexto histórico/territorial de suas músicas, valorizando memória viva. 3) Espetáculos de DançaDuração média: 40 a 60 minutos.Espaço: Palco convencional ou arena aberta com piso nivelado.Materiais técnicos: Iluminação cênica simples, som ambiente ou trilha executada ao vivo.Acessibilidade: Sinalização de legendas descritivas ou mediação oral antes da apresentação.Projeto pedagógico: Roda de conversa breve pós-espetáculo sobre ancestralidade, corpo-território e memória. 4) Peças TeatraisDuração: 50 a 80 minutos.Cenografia: Mínima e adaptável, priorizando mobilidade entre bairros/aldeias.Recursos técnicos: Iluminação cênica definida por plano de luz básico + sonoplastia ambiente.Acessibilidade: Libras ao vivo e audiodescrição em gravações e em sessão específica.Projeto pedagógico: Inserção da peça em debates sobre direitos culturais e narrativas locais. 5) Rodas de Conversa / Seminários / PalestrasFormato: 40 a 60 minutos, de 4 a 6 participantes + mediador.Material: Mesa, cadeiras, microfones de mão e transmissão opcional.Acessibilidade: Libras e legendagem ao vivo em transmissão.Projeto pedagógico: Criação de espiral de debate com registro das falas para futura publicação no catálogo. 6) Oficinas / Vivências FormativasFormato: encontros de 1 a 2 horas ou módulos sequenciais.Materiais: Kits básicos conforme linguagem (instrumentos, argila, tecidos, sementes, tintas naturais, etc.).Metodologia: Prática compartilhada, escuta grupal e exercícios de criação coletiva.Público: aberto para todas as idades; vagas reservadas para escolas e quilombos/aldeias.Projeto pedagógico: Pedagogia da ancestralidade, transmissão oral, educação comunitária. 7) Feira de Economia Criativa e Gastronomia CulturalFormato: 30+ expositores.Materiais: Tendas padronizadas, mesas, tomadas, identificação visual, área de circulação acessível.Curadoria: Prioriza artesãs, cozinheiras tradicionais, mestres da cultura e empreendedores do território.Projeto pedagógico: Autonomia produtiva, precificação justa e economia solidária. 8) Catálogo Digital Acessível (Publicação)Paginação: 40 a 70 páginas.Formato: PDF navegável + versão em EPUB.Acessibilidade: fonte ampliada, contraste adequado, descrição de imagens, compatível com leitores de tela.Conteúdo: ensaios curtos, registros fotográficos, glossário, depoimentos de mestres, programação e créditos.Projeto pedagógico: material didático para escolas, universidades e formação continuada. 9) Vídeo-DocumentárioDuração final: 15 a 25 minutos.Captação: múltiplas câmeras, entrevistas, cenas do festival e bastidores.Finalização: com Libras, audiodescrição e legenda descritiva.Projeto pedagógico: ferramenta educativa para formação, memória e uso escolar. 10) Acervo Fotográfico AbertoVolume: 200 a 500 fotografias selecionadas.Licença: Creative Commons (uso educacional e comunitário permitido).Acessibilidade: Descrição de contexto das imagens.Projeto pedagógico: banco de memória territorial comum. 11) Transmissões ao Vivo / Cobertura OnlineFormato: Lives de 30 a 120 minutos.Equipamentos: câmera, placa de captura, operador técnico e intérprete de Libras no enquadramento.Projeto pedagógico: democratização do acesso para quem não pode estar presencialmente.
O Festival de Artes de Dourados adota a acessibilidade como princípio transversal, garantindo condições plenas de participação para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, pessoas idosas e públicos com diferentes formas de percepção sensorial. As medidas previstas contemplam Acessibilidade Física e Acessibilidade de Conteúdo, assegurando o direito de acesso, fruição e compreensão das atividades culturais.Acessibilidade Física- Adequação dos espaços físicos com rampas de acesso e circulação nivelada para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.- Disponibilização de banheiros acessíveis, com barras de apoio e sinalização adequada.- Áreas reservadas para cadeirantes e acompanhantes em frente aos palcos e espaços de atividades.- Sinalização visual e tátil, incluindo orientação de fluxo e identificação dos espaços do evento.- Organização da Feira de Economia Criativa com corredores acessíveis, garantindo circulação contínua e segura.- Atuação de orientadores de público capacitados para apoio à locomoção e atendimento humanizado.Acessibilidade de Conteúdo- Presença de intérpretes de Libras nas apresentações principais, oficinas, rodas de conversa e atividades formativas.- - Legendagem descritiva nos conteúdos audiovisuais e no material de registro e difusão do festival.- Audiodescrição no vídeo-documentário e em atividades selecionadas da programação artística.- Produção de catálogo digital acessível, compatível com leitores de tela, com fonte ampliada, contraste adequado e descrição de imagens.- Adoção de linguagem clara e acessível nos materiais de comunicação, programação e sinalização do evento.- Realização de mediações culturais e visitas sensoriais, possibilitando experiências guiadas e inclusivas para pessoas com deficiência visual e intelectual.Essas ações asseguram que o Festival de Artes de Dourados seja um espaço inclusivo, acessível e democrático, no qual todas as pessoas possam não apenas acessar, mas compreender, vivenciar e se reconhecer nas experiências culturais propostas.em o festival como espaço de pertencimento.
O Festival de Artes de Dourados adota a democratização de acesso como eixo estruturante de sua concepção, assegurando ampla fruição pública, diversidade de públicos e redução de barreiras econômicas, territoriais, físicas e simbólicas. A distribuição e a comercialização dos produtos culturais foram estruturadas de modo a garantir acesso gratuito, preços populares e ampla difusão territorial, em conformidade com os princípios da Lei nº 8.313/1991.Distribuição e Comercialização dos Produtos- Apresentações Musicais e Espetáculos de Artes Cênicas: distribuição majoritariamente gratuita, com reserva de percentual de ingressos a preço popular, garantindo acesso ampliado à população. Parte das vagas será destinada à distribuição gratuita para escolas públicas, comunidades periféricas, aldeias indígenas, coletivos culturais e ações de divulgação institucional.- Cursos, Oficinas e Ações Formativas: acesso integralmente gratuito, mediante inscrição prévia, priorizando estudantes, jovens, educadores, agentes culturais e integrantes de comunidades tradicionais.- Festival, Bienal, Festa ou Feira (estrutura): acesso livre e gratuito aos espaços do festival, possibilitando a circulação do público pelas áreas de programação artística, formativa e pela Feira de Economia Criativa.- Websérie Audiovisual e conteúdos de memória: disponibilização gratuita e aberta em plataformas digitais, com acesso livre, sem restrições territoriais ou financeiras, incluindo recursos de acessibilidade.Medidas Ampliadas de Democratização- Ensaios abertos ao público, permitindo que a comunidade acompanhe processos criativos e interaja com artistas e grupos participantes.- Oficinas paralelas e vivências formativas, realizadas durante o período do festival, ampliando as possibilidades de participação ativa do público.- Transmissão pela internet de parte da programação artística, rodas de conversa e encontros formativos, alcançando públicos impossibilitados de comparecer presencialmente.- Cobertura digital e difusão online, com registros audiovisuais acessíveis, ampliando o alcance territorial do projeto.- Articulação com escolas, aldeias indígenas, coletivos culturais e lideranças comunitárias, promovendo mobilização ativa de públicos historicamente afastados dos circuitos culturais.- Ações de mediação cultural e acolhimento, favorecendo a permanência do público e a compreensão das atividades.Dessa forma, o Festival de Artes de Dourados promove não apenas o acesso físico aos bens culturais, mas também a participação ativa, a compreensão e a circulação ampliada dos conteúdos, consolidando a cultura como direito e fortalecendo vínculos comunitários e territoriais.
Atuação da Instituição Proponente (CEBRACEN)O Centro Brasileiro de Apoio à Cultura, Arte e Entretenimento – CEBRACEN atuará como responsável institucional do projeto, garantindo a coordenação geral, gestão administrativa e articulação técnica necessária para a realização do Festival de Dourados. Entre suas atribuições:- Coordenação executiva e administrativa do projeto.- Gestão financeira e execução orçamentária conforme Lei 8.313/91 e IN 23/2025.- Formalização de contratos com artistas, equipe técnica e fornecedores.- Articulação com coletivos locais, mestres, lideranças culturais e territórios indígenas.- Garantia de acessibilidade física e informacional em todas as etapas do projeto.- Coordenação das ações de comunicação e relacionamento institucional.- Supervisão do registro audiovisual, catálogo e acervo de memória cultural.- Prestação de contas final e elaboração de relatório técnico.A atuação da instituição será orientada pelo compromisso com a cultura como direito, o respeito à diversidade étnica e o fortalecimento das redes comunitárias do território.Atuação do Dirigente Responsável – Antonio da Silva PintoAntonio da Silva Pinto, responsável legal do projeto, atuará como Coordenador Geral da iniciativa, sendo o principal articulador entre a equipe técnica, artistas, parceiros institucionais e órgãos públicos.Suas funções:- Condução estratégica do projeto.- Acompanhamento da execução artística, formativa e comunitária.- Mediação institucional entre proponente, patrocinadores e poder público.- Acompanhamento de acessibilidade, comunicação e documentação.- Garantia de execução conforme legislação, cronograma e planejamento aprovado.CURRÍCULOS RESUMIDOS DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES1. Antonio da Silva Pinto — Coordenador GeralProdutor e gestor cultural com atuação em projetos comunitários, festivais e ações de formação cultural. Possui experiência na articulação de redes territoriais e no desenvolvimento de programações artísticas integradas à educação popular. Atua na coordenação institucional do CEBRACEN, realizando gestão administrativa, elaboração de projetos, articulação intersetorial e acompanhamento técnico em iniciativas culturais voltadas para diversidade e inclusão.2. Curadoria Artística — Coletivo Curatorial Pantanal & FronteirasGrupo composto por artistas, educadores e pesquisadores atuantes no território de Dourados e região. Trabalham com linguagens híbridas, cultura popular, afro-indígena, pantaneira e urbana contemporânea. São responsáveis pela seleção participativa de artistas, mestres e fazedores culturais, assegurando representatividade territorial e equidade cultural na programação.3. Coordenação de Acessibilidade — Profissional Especializado (a definir no edital de contratação)Profissional com experiência em:- Tradução e interpretação em Libras;- Planejamento de comunicação acessível;- Audiodescrição e legendagem descritiva;- Acolhimento e orientação de público com deficiência.Atuará na elaboração e implementação do plano de acessibilidade do festival.4. Coordenação Pedagógica / Mediação CulturalEquipe composta por educadores, griôs e mediadores comunitários, com experiência em educação intercultural, metodologias participativas e processos formativos em arte e cultura. Responsáveis por:- Oficinas e vivências formativas;- Roteiros de mediação;- Articulação com escolas, aldeias e espaços comunitários.5. Direção Audiovisual e MemóriaProdutora independente regional, especializada em registro documental de manifestações culturais, memória oral e narrativas comunitárias. Responsável por:- Captação durante todo o festival;- Entrevistas com mestres e artistas;- Montagem do documentário e do acervo fotográfico;- Adaptação acessível (Libras + AD + legendas).6. Coordenação da Feira de Economia CriativaRede de artesãos, cozinheiras comunitárias e empreendedores culturais do território, com experiência em:- Organização de circuitos criativos;- Valorização de saberes tradicionais;- Comercialização solidária e comunitária.Observação ImportanteToda a equipe técnica e artística será priorizada entre profissionais, mestres, coletivos e trabalhadores culturais de Dourados e região, fortalecendo o desenvolvimento cultural e econômico local.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.