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O projeto propõe a realização da instalação interativa Casa Afeto, composta por uma mesa cenográfica com 12 cadeiras, objetos automatizados, fotografias e trilha sonora original. A obra será construída em três atos, incluindo oficinas de criação com crianças em acolhimento institucional, performance coletiva com partilha de alimentos e montagem da instalação final. O projeto será realizado em São Paulo, em 2026, com entrega da instalação completa, registro audiovisual e abertura gratuita ao público, visando promover acesso à arte contemporânea, formação de público e valorização da memória afetiva como linguagem artística.
Casa Afeto é uma instalação artístico-tecnológica que transforma a mesa, símbolo universal de encontro e partilha, em um espaço de celebração da memória e da convivência. A obra é composta por uma mesa cenográfica com 12 cadeiras, objetos automatizados (pratos, talheres, lustres, panelas), bordados, fotografias e trilha sonora original, convidando o público a uma experiência sensorial e interativa.O projeto se desenvolve em três atos. O primeiro reúne crianças em acolhimento institucional em oficinas de culinária e memória, nas quais as artistas compartilham suas vivências pessoais (culinárias árabe e baiana) e constroem coletivamente um cardápio afetivo. O segundo ato consiste na performance “Café da Manhã”, na qual crianças e artistas partilham alimentos, registrando em fotografia e áudio as histórias, gestos e presenças desse encontro. O terceiro ato materializa a instalação, incorporando os registros das crianças e integrando-os ao espaço expositivo, para serem re-vividos pelo público visitante.A instalação propõe um diálogo entre ancestralidade e tecnologia, ressignificando o uso de máquinas e dispositivos digitais como instrumentos de poética, memória e vínculo. Fotografia, bordado, automação e música se entrelaçam para evocar lembranças, despertar sensações e estimular novas formas de convivência.De caráter imersivo e participativo, Casa Afeto é uma obra em constante reinvenção: a cada nova interação, novos registros e memórias se somam, ampliando o ciclo de afeto compartilhado. O projeto reforça o valor da diversidade cultural e da coletividade, ao mesmo tempo em que questiona as relações contemporâneas marcadas pela distância, pelo excesso de tecnologia utilitária e pelo enfraquecimento dos vínculos humanos.A instalação será apresentada em São Paulo, em 2026, com entrada gratuita, acessibilidade física e mediação cultural para escolas públicas, instituições sociais e público em geral.Classificação indicativa: Livre. Recomendada para todas as idades, com foco em crianças, jovens, famílias e grupos comunitários.
a) Objetivo GeralO objetivo geral deste projeto é realizar a instalação interativa "Casa Afeto" em São Paulo, em 2026, envolvendo crianças em acolhimento institucional e o público em geral em um processo de criação, performance e fruição artística, contribuindo para a formação de público, o acesso gratuito à arte contemporânea e a valorização da memória afetiva como prática cultural coletiva.b) Objetivos EspecíficosOficinas de vivências afetivas: Realizar 12 oficinas de culinária e memória com até 30 crianças em situação de acolhimento institucional,, promovendo registro fotográfico e sonoro de suas experiências.Performance coletiva "Café da Manhã": Conduzir 1 performance artística de partilha alimentar com as crianças participantes, registrando em foto e áudio os depoimentos e vivências.Criação da instalação artística: Construir a instalação "Casa Afeto", composta por mesa cenográfica, 12 cadeiras (com bordados e fotografias), automação mecânica/eletrônica, objetos interativos, trilha sonora original e projeções.Montagem expositiva em São Paulo: Instalar a obra em espaço cultural da cidade, garantindo acessibilidade física, interpretação em LIBRAS e mediação cultural, com período expositivo de 2 meses em 2026.Ações de mediação cultural: Oferecer visitas mediadas e materiais educativos para aproximadamente 3.500 visitantes ao longo da exposição, priorizando crianças, adolescentes e grupos em vulnerabilidade social.Produção de registro audiovisual: Documentar o processo (oficinas, performance, montagem e exposição) em vídeo e fotografia, disponibilizando os registros em mídias digitais e relatórios finais, até o encerramento da execução do projeto.Contrapartidas sociais e educativas: Disponibilizar 20% da capacidade de visitas para grupos de escolas públicas e instituições sociais, além da distribuição gratuita de material educativo em versão impressa e digital, até o fim do período expositivo.Ações de sustentabilidade: Implementar práticas de redução de impacto ambiental, incluindo uso de materiais recicláveis e doação de excedentes, com relatórios de execução apresentados ao final do projeto.
O projeto Casa Afeto parte da compreensão de que a arte pode ser um campo de reconstrução de vínculos humanos e sociais, especialmente em contextos de vulnerabilidade. No Brasil, milhares de crianças vivem em instituições de acolhimento em razão de situações de violência, abandono ou ausência de suporte familiar. Essas crianças, além da ruptura de vínculos afetivos, enfrentam a invisibilidade social, a fragilidade de suas narrativas e a escassez de experiências estéticas que lhes permitam se reconhecer como sujeitos ativos de memória, história e cultura.Nesse contexto, a Casa Afeto propõe uma instalação interativa em três atos, onde a mesa, espaço simbólico de encontro e partilha, torna-se palco para a reconstrução coletiva de memórias afetivas, mobilizando linguagens como fotografia, bordado, automação mecânica, eletrônica e digital, trilha sonora e performance. O projeto insere essas crianças no processo criativo e coloca o público em contato direto com suas narrativas, provocando reflexão sobre pertencimento, cuidado e coletividade.A pertinência social da proposta está em ressignificar a tecnologia como recurso não apenas funcional, mas também poético e afetivo, evidenciando que o uso de máquinas, imagens e sons pode gerar experiências de cura simbólica e fortalecimento de vínculos. Ao dar vida a objetos inanimados e evocar a ancestralidade por meio da culinária e da memória, a obra se contrapõe ao consumo tecnológico alienante e oferece uma experiência estética inclusiva, sensorial e coletiva.Do ponto de vista cultural, a obra se destaca pela originalidade em integrar tradições manuais (bordado, culinária, fotografia analógica) com dispositivos eletrônicos e digitais, tensionando o passado e o presente em uma narrativa que se reconstrói continuamente. Trata-se de um experimento artístico-processual, vivo, que se transforma a cada re-vivência com o público, convidando diferentes gerações a ressignificar suas próprias memórias.O projeto está em consonância com os incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, pois contribui para o desenvolvimento da cultura brasileira ao integrar linguagens contemporâneas e tradicionais; promove e estimula a regionalização da produção cultural ao valorizar práticas artísticas e educativas em São Paulo; democratiza o acesso aos bens culturais ao garantir entrada gratuita e mediação acessível; e estimula a produção e difusão de bens culturais de caráter universal ao propor diálogos que transcendem fronteiras entre memória, ancestralidade e tecnologia.Além disso, atende diretamente aos objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, possibilitando o acesso da população às fontes da cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais; apoiando, valorizando e difundindo manifestações culturais diversas; e priorizando o acesso de crianças e adolescentes às ações culturais, por meio de oficinas, performances e visitas mediadas.Portanto, a Lei de Incentivo à Cultura não é apenas um mecanismo de financiamento, mas o instrumento essencial para garantir a execução do projeto em sua plenitude, assegurando que seus resultados artísticos, educativos, sociais e ambientais sejam entregues ao público de forma gratuita, democrática e alinhada às políticas culturais do Brasil.No que diz respeito à Agenda 2030 da ONU, a obra dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao articular educação de qualidade por meio das oficinas e processos de mediação, igualdade de gênero a partir da atuação de mulheres artistas e educadoras na liderança do projeto, e cidades e comunidades sustentáveis ao propor uma ocupação artística que fortalece o espaço urbano como lugar de convivência e diversidade. Soma-se a isso a preocupação com a ação contra as mudanças climáticas e com a vida terrestre, materializada em práticas sustentáveis como o incentivo ao consumo consciente, a valorização da agricultura local e o reaproveitamento de materiais e resíduos.O impacto esperado da Casa Afeto é múltiplo e se desdobra em diferentes camadas. Para as crianças em acolhimento institucional, representa a possibilidade de participação em um processo criativo que valoriza suas identidades, memórias e afetos, fortalecendo autoestima e vínculos. Para o público visitante, configura-se como uma oportunidade de acesso gratuito a uma obra contemporânea que une ancestralidade e tecnologia em uma experiência imersiva. Para a cidade de São Paulo, significa a consolidação de seu papel como polo cultural plural e inclusivo, capaz de acolher narrativas diversas e provocar reflexões sociais urgentes. E, em escala mais ampla, para a sociedade como um todo, o projeto reafirma o papel da arte como dispositivo de transformação, promovendo encontros significativos em um contexto marcado por desigualdades e fragmentação social.
Instalação artística “Casa Afeto”Formato: Instalação artístico-tecnológica imersiva e interativa.Composição: Mesa cenográfica de refeição com 12 cadeiras, bordados, retratos fotográficos, objetos automatizados (pratos, talheres, lustre, panelas, copos) acionados por sensores e motores, iluminação cênica e trilha sonora original.Dimensões aproximadas: mesa 10 metros por 1,1 - 24 cadeira variadas Equipamentos necessários: rede elétricaEspaço de exibição: Galeria ou sala expositiva de, no mínimo, 120m², com pé-direito de 3m, rede elétrica e condições de climatização.Duração de exibição: Temporada de 2 meses em São Paulo, com funcionamento de terça a domingo, durante o horário de abertura ao público do espaço cultural.Classificação indicativa: Livre.Oficinas de vivências afetivas (pré-produção)Formato: Oficinas práticas de culinária e memória afetiva com crianças em acolhimento institucional.Carga horária: 12 encontros de 2h cada.Número de participantes: Até 30 crianças.Materiais pedagógicos: alimentos e utensílios de cozinha, cadernos de anotações, câmeras fotográficas, gravadores de áudio, tecidos e materiais gráficos de apoio.Resultados: registros fotográficos e sonoros que serão incorporados à instalação.Performance “Café da Manhã”Formato: Performance coletiva de partilha alimentar.Duração: Aproximadamente 2h.Participantes: crianças das oficinas, artistas e equipe de mediação.Materiais utilizados: alimentos preparados coletivamente, utensílios, mesa cenográfica adaptada, equipamentos de registro audiovisual.Resultados: fotografias, áudios e vídeos que integram a instalação e o material educativo.Materiais educativos e de mediaçãoFormato: Publicação impressa e digital em PDF navegável.Tiragem: 1.000 exemplares (500 impressos + 500 digitais).Conteúdo: textos explicativos sobre a obra, imagens da instalação, registros das oficinas e performance, reflexões sobre memória afetiva, culinária e ancestralidade. Inclui também propostas pedagógicas para professores e mediadores culturais.Especificações técnicas: versão impressa em formato A5, 32 páginas, impressão colorida em papel reciclado; versão digital em PDF acessível compatível com leitores de tela. Registro audiovisual do processoFormato: Documentação fotográfica e audiovisual.Duração: Vídeo final de aproximadamente 5 minutos, além de acervo de fotos digitais.Equipamentos: câmeras fotográficas profissionais, câmeras de vídeo HD/4K, gravadores de áudio, kits de iluminação, softwares de edição.Resultados: disponibilização gratuita do vídeo e das fotografias em plataformas digitais, além da incorporação ao relatório final do projeto.
Altura adaptada para cadeirantes e crianças: Garantir que a instalação seja construída em alturas acessíveis, permitindo que cadeirantes e o público infantil possam interagir plenamente com a mesa, as cadeiras e os objetos automatizados. Essa adaptação será incorporada já na fase de montagem, assegurando acessibilidade desde a abertura da exposição.Materiais táteis complementares: Produzir materiais táteis de apoio, como tecidos, relevos e miniaturas simplificadas de elementos da instalação, possibilitando que pessoas com deficiência visual e público infantil explorem a obra através do toque. Esses recursos estarão disponíveis em pontos específicos da exposição e durante as visitas mediadas.Mediação cultural inclusiva: Realizar visitas mediadas adaptadas a diferentes públicos, com equipe capacitada para atender pessoas com deficiência intelectual, auditiva e transtornos do espectro autista. O atendimento incluirá linguagem simplificada, recursos visuais e dinâmicas participativas.Intérprete de Libras em atividades públicas: Disponibilizar intérprete de Libras em atividades como a performance coletiva do café da manhã e nas visitas educativas agendadas com grupos, garantindo a participação de pessoas surdas no processo de fruição e diálogo com a obra.Material educativo acessível: Produzir material educativo em versões digitais compatíveis com leitores de tela, PDFs navegáveis e impressos em fonte ampliada, contemplando até 1.000 exemplares distribuídos gratuitamente a escolas públicas, instituições sociais e visitantes da exposição.Sinalização inclusiva: Implementar sinalização acessível em braile e pictogramas ao longo da instalação, orientando o público sobre o percurso, os pontos de interação e a narrativa da obra.
Entrada gratuita ao público: Garantir que a visitação à instalação Casa Afeto seja integralmente gratuita durante todo o período expositivo em São Paulo, ampliando o acesso a diferentes públicos, sem restrição de renda ou condição social.Agendamento para escolas públicas e instituições sociais: Disponibilizar 20% da capacidade de visitas mediadas para grupos de escolas da rede pública, ONGs e casas de acolhimento, com previsão de atender ao menos 30 grupos organizados ao longo da temporada.Distribuição de material educativo gratuito: Produzir e distribuir 1.000 exemplares de material educativo em versão impressa e digital, abordando os temas da memória afetiva, ancestralidade, culinária e arte contemporânea, com foco em professores, estudantes e mediadores culturais.Visitas mediadas inclusivas: Realizar visitas guiadas, com especial atenção a crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade, estimulando diálogo, reflexão e troca de experiências em torno da obra.Registro audiovisual acessível: Produzir e disponibilizar gratuitamente em plataformas digitais o registro audiovisual da obra e de seu processo criativo, possibilitando que pessoas de outros territórios tenham acesso ao conteúdo artístico-pedagógico.Contrapartida territorial: Priorizar a participação de crianças em acolhimento institucional da cidade de São Paulo no processo de criação da obra, desde as oficinas de culinária e memória até a performance coletiva, garantindo representatividade social e inclusão cultural efetiva.Formação de público: Promover atividades de sensibilização cultural durante as mediações, incentivando especialmente crianças e jovens a ampliar seu repertório artístico, com impacto estimado em 3.500 visitantes ao longo do projeto.
Cidadela (Proponente) - Coordenação GeralMaria Helou Zuquim – Concepção original, artista visual, cenógrafa e bordadeiraFunção no projeto: Concepção artística da instalação, criação dos bordados, desenvolvimento cenográfico e coordenação da parte artesanal e poética da obra.Mini currículo: Artista, cenógrafa, figurinista e educadora, formada em Educação Artística pela UNESP e em Cenografia pelo Espaço Cenográfico/FAAP. Dedica sua trajetória ao público infantil e às artes têxteis. Autora da exposição Cidadela (Sesc Pompeia, 2022; Caixa Cultural Fortaleza, 2023), premiada em editais relevantes. Desenvolveu a curadoria e projeto expográfico de Protocolos Diários (MAC USP, Proac Expresso LAB 2021). Foi premiada pelo Concurso CONTRASTES MAB FAAP e assinou direções de arte em espetáculos como O Príncipe Feliz (Festival Cultura Inglesa), Mário e as Marias (APCA) e Os Saltimbancos (Prêmio FMSA).Mônica Cardim – Fotógrafa, artista visual e educadoraFunção no projeto: Criação e direção fotográfica, registro do processo e concepção artística da instalação.Mini currículo: Doutoranda em Artes pela USP, pesquisa representações da afrodiáspora na fotografia do século XIX. Fotógrafa premiada pelo Vídeo USP-TV Cultura (2020) com Retratos Transatlânticos. Desenvolve as séries Protocolos Diários e Identidades Possíveis. Atuou em projetos de arte-educação no Itaú Cultural e em ONGs voltadas a crianças em situação de vulnerabilidade. Teve trabalhos exibidos no Brasil e no exterior, com participações em congressos internacionais na França e Alemanha.Alecsandro T Silva – Criador de sistemas eletrônicos e digitaisFunção no projeto: Desenvolvimento e implementação dos autômatos, integração de sensores, motores e sistemas digitais que animam os objetos da instalação.Mini currículo: Tecnólogo em Automação industrial com 25 anos de experiência na indústrias como: Gerdau, Ambev, Heineken, Karina Plásticos, Natura e Vigor. Especialista em mecatrônica e redes de computadores, atua na criação de autômatos artísticos e instalações interativas. Projetou sistemas para espetáculos circenses, peças teatrais e publicitárias. Reconhecido pelo trabalho de fusão entre tecnologia e arte. Parceiro em projetos especiais de empresas de comunicação visual como a Excellence e cenográficos como ThinkLeonardo Martinelli – Compositor e responsável pela trilha sonoraFunção no projeto: Criação da trilha sonora original e paisagem sonora da instalação.Mini currículo: Compositor, professor universitário e pesquisador com doutorado pela UNESP. Atua com foco no “affetto” e na expressividade musical nas poéticas contemporâneas. Teve obras apresentadas na Bienal de Música Brasileira Contemporânea e no Festival Música Nova, além de execuções por orquestras e grupos de câmara nacionais e internacionais. Foi diretor dos programas educacionais do Theatro Municipal de São Paulo e palestrante em conferências como a Classical:NEXT (Rotterdam).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.