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O projeto "Suíte Quilombola e Outras Memórias _ Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira" propõe a criação e apresentação de uma suíte musical composta por Sargento Xavier, filho de quilombolas nascido na Ilha Grande e criado em Queimados (RJ). Interpretada por uma Big Band de MPB, a obra resgata memórias, lendas e paisagens sonoras dos quilombos da região, transformando lembranças em música e celebrando a ancestralidade afro-brasileira. O concerto será registrado em documentário, unindo arte, memória e identidade para valorizar as tradições quilombolas e fortalecer o pertencimento cultural das comunidades de Queimados e Ilha Grande.
O projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” é uma celebração musical, audiovisual e educativa das memórias, histórias e tradições das comunidades quilombolas de Queimados (RJ) e da Ilha Grande, terra natal do compositor Sargento Xavier. A proposta se desdobra em quatro eixos principais: Concerto Musical, Documentário Audiovisual, Oficinas Formativas e Materiais Educativos Digitais, todos com acesso gratuito, classificação indicativa livre e foco na valorização da cultura afro-brasileira. 1. Concerto Musical – “Suíte Quilombola e Outras Memórias”A peça central do projeto é a “Suíte Quilombola e Outras Memórias”, composta e regida por Sargento Xavier, filho de quilombolas, que transforma suas lembranças de infância e narrativas familiares em música. Inspirada nas experiências vividas nos quilombos da Ilha Grande e de Queimados, a suíte é formada por 10 movimentos, cada um representando um fragmento de memória, uma história ancestral ou uma paisagem sonora.A obra será interpretada por uma Big Band de MPB, formada por cerca de 18 músicos (sopros, metais, percussão e base harmônica), criando um diálogo entre o jazz, o samba, o choro e os ritmos de matriz africana. O concerto apresenta uma sonoridade vibrante, ao mesmo tempo popular e erudita, mesclando improvisação e arranjo, tradição e modernidade.Movimentos da Suíte:Lagoa de Cima – evoca as origens e o despertar da jornada familiar;Poço Escuro – mistura o imaginário popular e o cotidiano rural;Mata Fria – retrata o mistério da mata e as lendas locais;A Fuga da Onça – dramatiza o episódio lendário de coragem e sobrevivência;Imbé – Brincadeiras – celebra as infâncias quilombolas sob o entardecer;Lamento pelos Primos – homenagem emocionada aos parentes que partiram cedo;Sob a Luz do Luar – momento de ternura e harmonia familiar;A Chegada da Energia no Quilombo – marca o início da modernidade e da esperança;A Morte dos Antigos – O Último Escravo – retrata a memória trágica e heroica de Barnabé, símbolo da libertação;Valsa – Um Novo Tempo – encerra a obra com o recomeço e a celebração da vida livre.O concerto terá duas apresentações públicas:Queimados (RJ) – local de vivência e memória da infância do compositor;Ilha Grande (RJ) – homenagem à terra de origem familiar e berço da tradição quilombola.Ambas as apresentações serão gratuitas, com intérprete de Libras, legendas em telão, audiodescrição e transmissão online ao vivo. A duração total do espetáculo é de 90 minutos, com classificação indicativa livre, voltado a públicos diversos — escolas, famílias, artistas e comunidades quilombolas. 2. Documentário Audiovisual – “Suíte Quilombola e Outras Memórias”O documentário homônimo tem duração estimada de 30 a 40 minutos e acompanha o processo criativo do compositor Sargento Xavier na construção da obra musical, intercalando depoimentos, imagens dos quilombos, ensaios e apresentações.O filme é dirigido por Fernanda Oliveira, com direção de fotografia de Lucas Pereira e trilha sonora original da própria suíte. Seu roteiro é dividido em três eixos narrativos:Origem e Memória – histórias da família e das comunidades quilombolas;Criação e Música – bastidores do processo de composição, ensaios e arranjos;Identidade e Resistência – reflexões sobre a ancestralidade, o pertencimento e a importância da preservação cultural.As locações incluem os quilombos de Queimados e da Ilha Grande, as casas de antigos moradores, as paisagens naturais e os espaços de ensaio da Big Band. O tom poético do filme busca unir a música à imagem como forma de memória viva, traduzindo o som em sentimento e lembrança.O documentário será exibido:Em sessões públicas gratuitas nas comunidades quilombolas e escolas;Em plataformas digitais (YouTube, Vimeo e redes sociais);Em festivais e mostras culturais dedicadas à memória e à cultura afro-brasileira.Contará com versões acessíveis: legendas descritivas, audiodescrição e janela de Libras, garantindo ampla compreensão do conteúdo. Classificação indicativa: livre. 3. Oficinas Formativas e Roda de ConversaCom o objetivo de promover formação, escuta e intercâmbio de saberes, o projeto realizará duas oficinas gratuitas e uma roda de conversa comunitária. Essas ações têm caráter educativo e visam incentivar jovens e artistas locais a reconhecerem e expressarem suas identidades culturais.Oficina 1 – “Memória e Som: Música como Identidade” Ministrada por Sargento Xavier e músicos da Big Band, abordará os princípios da composição, improvisação e criação a partir de temas afro-brasileiros. O público-alvo são estudantes de música, integrantes de projetos sociais e músicos das comunidades. A duração é de 8 horas, divididas em dois dias de atividades presenciais, com material didático e certificado de participação.Oficina 2 – “Quilombo, Cultura e Resistência” (Roda de Conversa) Espaço de diálogo entre artistas, mestres da tradição oral e moradores das comunidades. Serão discutidos temas como ancestralidade, memória coletiva, racismo estrutural e políticas de valorização da cultura quilombola. Essa roda será registrada em vídeo e publicada nas redes do projeto, como parte da ação educativa.Todas as oficinas e rodas contarão com intérprete de Libras, legendas e material acessível em PDF. Classificação indicativa: livre. 4. Materiais Educativos e DigitaisPara garantir a continuidade do acesso e o caráter pedagógico do projeto, será produzido um caderno digital educativo (em formato PDF) intitulado “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Música, História e Identidade”. O material incluirá:Textos explicativos sobre cada movimento da suíte;Fotografias e bastidores das gravações;Trechos de partituras e análises musicais;Depoimentos do compositor e das comunidades quilombolas;Sugestões pedagógicas para uso em escolas e projetos culturais.Esse material será disponibilizado gratuitamente no site e nas redes sociais do projeto, com versão em fonte ampliada e conteúdo em áudio para acessibilidade. A intenção é que ele sirva de ferramenta educacional para professores, estudantes e pesquisadores da cultura afro-brasileira. 5. Estratégia de Circulação e Público-AlvoO projeto tem caráter itinerante e inclusivo, alcançando públicos urbanos e rurais, com foco em:Comunidades quilombolas da Baixada Fluminense e da Ilha Grande;Escolas públicas e universidades;Pontos de Cultura e coletivos afro-brasileiros;Público em geral via transmissão online e redes sociais.Todas as ações serão gratuitas e de livre acesso, com classificação indicativa: LIVRE, permitindo a participação de crianças, jovens, adultos e idosos.O conteúdo, embora inspirado em histórias reais, tem abordagem poética e educativa, sem cenas de violência, restrição moral ou linguagem imprópria, sendo adequado para exibição em espaços públicos, educativos e familiares. ConclusãoA “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” é uma obra artística e documental que une música, cinema e educação em torno da valorização da memória quilombola. Cada produto do projeto — concerto, documentário, oficinas e material educativo — atua de forma integrada para preservar o patrimônio imaterial afro-brasileiro, inspirar novas gerações e democratizar o acesso à arte e à história de um povo que transformou resistência em cultura.É uma experiência sensorial e emocional que convida o público a ouvir, sentir e reconhecer a força das vozes quilombolas do Brasil.
Objetivo GeralPromover o fortalecimento e a valorização da cultura afro-brasileira e quilombola por meio da criação, apresentação e difusão da obra musical "Suíte Quilombola e Outras Memórias", composta por Sargento Xavier, artista e filho de quilombolas da Ilha Grande e Queimados (RJ). O projeto visa ressignificar memórias, histórias e identidades através da música e do audiovisual, aproximando o público das tradições, vivências e valores dos quilombos fluminenses, ao mesmo tempo em que fomenta a representatividade negra e a inclusão cultural.O projeto tem como finalidade realizar um concerto com Big Band de MPB e lançar um documentário musical que registre o processo criativo, os depoimentos e as paisagens culturais dessas comunidades, reforçando a memória coletiva e o sentimento de pertencimento às raízes afro-brasileiras.Objetivos EspecíficosCriação e Produção Musical:Finalizar, arranjar e orquestrar os 10 movimentos da "Suíte Quilombola e Outras Memórias", composta por Sargento Xavier, em formato para Big Band MPB.Desenvolver arranjos originais que traduzam musicalmente a herança quilombola, mesclando elementos da música popular brasileira, do jazz e das tradições afro-brasileiras.Apresentação Pública da Obra:Realizar 1 concerto inédito da "Suíte Quilombola" com Big Band MPB, em local acessível na cidade de Queimados (RJ), aberto ao público e com entrada gratuita.Promover 1 apresentação especial na Ilha Grande (RJ), em homenagem à comunidade quilombola local, reforçando o elo entre origem e identidade.Garantir acessibilidade com interpretação em Libras e tradução de conteúdo em legendas para o público com deficiência auditiva.Produção Audiovisual _ Documentário:Produzir e lançar um documentário de 30 a 40 minutos, intitulado "Suíte Quilombola e Outras Memórias", que registre o processo criativo, os bastidores das gravações, entrevistas com o compositor e com membros das comunidades quilombolas.Realizar captação de imagens nos quilombos de Queimados e da Ilha Grande, valorizando suas paisagens, personagens e tradições.Disponibilizar o documentário em plataformas digitais e redes sociais, ampliando o alcance nacional do projeto.Formação e Difusão Cultural:Promover 2 oficinas musicais e rodas de conversa com jovens e artistas locais, abordando temas como memória afro-brasileira, música de raiz e composição coletiva.Estimular o intercâmbio artístico entre músicos quilombolas e profissionais da cena musical contemporânea.Gerar material educativo e de registro (fotos, vídeos e textos) sobre a experiência do projeto, que possa ser compartilhado com escolas e coletivos culturais da região.Valorização das Comunidades Quilombolas:Dar visibilidade às histórias, tradições e expressões culturais dos quilombos da Ilha Grande e de Queimados, a partir da música e do audiovisual.Reforçar o sentimento de orgulho e pertencimento entre os moradores dessas comunidades, especialmente as novas gerações.Reconhecer e celebrar a figura do último escravo Barnabé, presente na suíte como símbolo de resistência e liberdade, contribuindo para a preservação da memória ancestral.Difusão e Acesso Público:Disponibilizar o registro do concerto e do documentário em plataformas online (YouTube, redes sociais e site institucional).Produzir materiais de divulgação (cartazes, teasers, vídeos e press releases) para difundir o projeto em mídias digitais e veículos de comunicação comunitária.Garantir acesso gratuito a todas as ações do projeto, democratizando o acesso à arte e à cultura afro-brasileira.Avaliação e Impacto Cultural:Mensurar o alcance do projeto por meio de número de espectadores presenciais e visualizações online.Coletar depoimentos e feedbacks das comunidades quilombolas beneficiadas.Elaborar relatório final de resultados e impacto sociocultural, evidenciando o fortalecimento da identidade e da memória afro-brasileira na região.
O projeto "Suíte Quilombola e Outras Memórias _ Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira" propõe-se a preservar, valorizar e difundir a memória e a identidade quilombola através da música e do audiovisual. A obra, composta por Sargento Xavier, artista e filho de quilombolas da Ilha Grande e de Queimados (RJ), transforma lembranças e histórias ancestrais em expressão artística contemporânea, promovendo o diálogo entre tradição e modernidade.O projeto se justifica pela urgência em fortalecer as narrativas afro-brasileiras e garantir representatividade cultural nos espaços artísticos e midiáticos. A Suíte retrata a vivência dos quilombos, suas lendas, sua religiosidade e seu cotidiano, permitindo que o público conheça e valorize um patrimônio imaterial fundamental para a formação da identidade brasileira.Por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91), torna-se possível viabilizar a realização deste projeto, que exige recursos para produção musical, gravação audiovisual, montagem de concerto, registro documental e difusão pública, etapas que não seriam possíveis apenas com recursos pessoais ou comunitários. A Lei é, portanto, o instrumento essencial para garantir a execução e o alcance social do projeto, assegurando que sua proposta educativa e artística alcance o maior número possível de pessoas.Enquadramento Legal _ Lei 8.313/91De acordo com o Art. 1º da Lei 8.313/91, o projeto enquadra-se nos seguintes incisos:Inciso I _ "Contribuir para a promoção e difusão da cultura e da arte nacionais." → O projeto difunde a cultura afro-brasileira e quilombola, apresentando uma obra musical inédita e um documentário que fortalecem a diversidade cultural brasileira.Inciso II _ "Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira." → Ao retratar as tradições dos quilombos de Queimados e da Ilha Grande, o projeto promove a preservação da memória e das manifestações culturais das comunidades negras e quilombolas.Inciso V _ "Apoiar a produção cultural e artística de caráter independente." → A iniciativa parte de um artista independente, cuja trajetória é marcada pelo vínculo comunitário e pela produção autoral, sem fins comerciais imediatos.Contribuições ao Art. 3º da Lei 8.313/91O projeto atende diretamente aos objetivos estabelecidos no Art. 3º da Lei Rouanet, especialmente:Inciso I _ "Estimular a produção e difusão cultural e artística regional e brasileira." → A Suíte Quilombola é fruto de uma criação local (RJ) e será difundida nacionalmente, valorizando a produção artística regional com relevância histórica e social.Inciso II _ "Proteger as expressões culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira." → As comunidades quilombolas são reconhecidas como patrimônio vivo; o projeto contribui para sua proteção simbólica e artística, ao registrar suas memórias e valores culturais.Inciso IV _ "Propiciar meios para que a população em geral possa desenvolver a consciência de seus valores culturais." → O concerto e o documentário ampliam o conhecimento da sociedade sobre a contribuição afro-brasileira na formação do país, promovendo consciência, respeito e pertencimento.Inciso VI _ "Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais afro-brasileiras." → O projeto tem exatamente esse propósito: fortalecer as manifestações culturais de origem africana, sobretudo nas comunidades quilombolas fluminenses, através da música, da oralidade e do registro audiovisual.Relevância Sociocultural e ArtísticaA Suíte Quilombola e Outras Memórias vai além de um espetáculo musical — trata-se de um manifesto artístico pela preservação da memória afro-brasileira. Cada movimento da suíte é inspirado em experiências reais, personagens e lendas dos quilombos, compondo um mosaico sonoro que reflete o modo de vida, a resistência e a beleza da cultura negra no interior do Estado do Rio de Janeiro.O projeto também corrige uma lacuna de representatividade: raramente artistas de origem quilombola conseguem registrar e difundir suas criações em formatos profissionais. Com a Lei de Incentivo, essa barreira é superada, permitindo que a obra alcance palcos, telas e plataformas digitais.Além disso, a proposta fomenta a formação de público e a inclusão cultural, com apresentações gratuitas, acessibilidade (Libras e legendas) e oficinas abertas à comunidade. Ao unir música, memória e cinema, o projeto oferece uma experiência educativa, artística e emocional capaz de inspirar novas gerações.Impacto Cultural e EducativoO impacto do projeto será múltiplo:Na comunidade local: fortalecimento da autoestima e do sentimento de pertencimento dos quilombolas e moradores de Queimados e da Ilha Grande;Na educação cultural: geração de conteúdo didático e audiovisual que pode ser utilizado em escolas, centros culturais e universidades;Na difusão nacional: ampliação da visibilidade das manifestações afro-brasileiras em meios digitais, alcançando novos públicos;Na economia criativa: incentivo à cadeia produtiva da cultura, com geração de empregos temporários para músicos, técnicos, produtores, cinegrafistas e comunicadores.Assim, o projeto contribui para o desenvolvimento sustentável da cultura, alinhando-se às políticas públicas de diversidade e cidadania cultural.Necessidade de Financiamento via Lei de IncentivoA realização do concerto, a gravação do documentário e as ações formativas envolvem custos com produção, gravação, logística, montagem técnica, equipe, comunicação e acessibilidade — etapas indispensáveis para garantir qualidade artística e democratização do acesso. Essas ações dificilmente seriam viabilizadas apenas com recursos próprios ou editais pontuais. O mecanismo de incentivo fiscal previsto na Lei nº 8.313/91 é, portanto, a ferramenta adequada e necessária para assegurar que o projeto mantenha sua integridade artística, alcance social e sustentabilidade financeira.Ao permitir o patrocínio de empresas e pessoas físicas comprometidas com a cultura e a responsabilidade social, o uso da Lei torna-se um ato de reparação simbólica e reconhecimento histórico da contribuição afro-brasileira à cultura nacional.ConclusãoA "Suíte Quilombola e Outras Memórias _ Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira" é um projeto de memória, resistência e celebração, que reúne arte, ancestralidade e identidade. Seu caráter educativo, inclusivo e comunitário justifica plenamente o uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura, por se alinhar aos objetivos da Lei Rouanet e por contribuir para o fortalecimento da diversidade cultural, o reconhecimento da história quilombola e a valorização das expressões afro-brasileiras em todo o país.
O projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” nasce da união entre arte, memória e ancestralidade. É uma proposta singular por ser concebida e conduzida por um artista quilombola de origem, que transforma suas vivências e as histórias de sua comunidade em um produto cultural de relevância nacional. Trata-se de uma obra que une música, audiovisual e educação para promover o reconhecimento da herança afro-brasileira como pilar da identidade do país. 1. Singularidade e Originalidade da PropostaA “Suíte Quilombola e Outras Memórias” é um projeto autoral, inédito e profundamente enraizado nas tradições orais dos quilombos fluminenses. A obra musical é composta por dez movimentos que, em sequência, formam uma narrativa poética sobre o cotidiano, os mitos e as lutas de um povo que resistiu à escravidão e construiu comunidades livres.Ao adotar o formato de Big Band MPB, o projeto cria uma ponte entre o popular e o erudito, renovando a linguagem das suítes brasileiras e promovendo o diálogo entre a música afro-diaspórica e as sonoridades contemporâneas. Cada movimento é inspirado em experiências vividas ou narradas pelos ancestrais do compositor, traduzindo a memória quilombola em arte sonora, visual e emocional.Essa abordagem original diferencia o projeto de outras produções culturais, pois não apenas retrata a cultura afro-brasileira, mas é conduzida a partir de dentro dela, com autoria, direção e protagonismo quilombola. 2. Valor Cultural e Representatividade SocialO projeto representa um ato de reparação simbólica e de afirmação da identidade negra e quilombola. Ao trazer para o centro do palco as histórias dos quilombos de Queimados e da Ilha Grande, ele valoriza comunidades frequentemente invisibilizadas nos circuitos culturais e midiáticos.Mais do que entretenimento, o projeto é um instrumento de educação e pertencimento: desperta o interesse das novas gerações, inspira orgulho nas comunidades tradicionais e cria oportunidades para que artistas negros e quilombolas ocupem espaços de destaque.A presença de uma equipe majoritariamente negra e local reforça o compromisso com a inclusão produtiva e a equidade racial. Além disso, as ações formativas e as exibições públicas garantem que o conhecimento gerado retorne à comunidade em forma de aprendizado e valorização cultural. 3. A Música como Instrumento de Memória e TransformaçãoA “Suíte Quilombola” propõe uma experiência estética e educativa: o público é convidado a ouvir e refletir sobre o Brasil através das vozes de seus quilombos. A música, neste contexto, atua como arquivo vivo da história oral — ela guarda, comunica e reinventa as memórias de resistência.A trilha sonora, construída sobre elementos da MPB, do samba e do jazz afro-brasileiro, traduz em som o que palavras não alcançam: o sentimento coletivo de ancestralidade, a espiritualidade e o orgulho de origem. Cada nota é um gesto de permanência, cada pausa um silêncio de reverência aos que vieram antes.O projeto também se posiciona como um espaço de diálogo entre tradição e modernidade, apresentando uma estética contemporânea que respeita a raiz e a identidade quilombola sem perder o caráter popular e acessível. 4. Relevância Educativa e FormativaAlém do concerto e do documentário, o projeto assume um papel pedagógico fundamental. As oficinas, rodas de conversa e o material educativo digital são ferramentas permanentes de formação cultural, podendo ser utilizados por escolas públicas, coletivos de juventude e instituições culturais de todo o país.Essas ações permitem que o conteúdo ultrapasse os limites do evento artístico, transformando-se em um legado educacional duradouro, que estimula a reflexão sobre racismo, ancestralidade, diversidade e cidadania cultural.O material pedagógico — produzido com linguagem acessível e foco nas realidades locais — consolida o projeto como referência para educadores e pesquisadores interessados na música e nas culturas afro-brasileiras. 5. Parcerias Institucionais e ComunitáriasA proposta conta com o apoio e o envolvimento direto das Associações Quilombolas da Ilha Grande e de Queimados, bem como de coletivos culturais da Baixada Fluminense. Essas parcerias garantem a legitimidade das ações e asseguram que as decisões artísticas e pedagógicas respeitem as tradições e vozes das comunidades retratadas.Além das associações, o projeto pretende firmar colaborações com escolas municipais, universidades e Pontos de Cultura, possibilitando a realização de exibições, debates e intercâmbios artísticos. O caráter colaborativo é um dos pilares da proposta, reforçando o sentido de rede e solidariedade entre artistas, educadores e comunidades. 6. Acessibilidade como Princípio ÉticoA acessibilidade não é apenas um requisito técnico, mas um valor humano e artístico do projeto. A inclusão de Libras, legendas, audiodescrição, piso tátil e visitas sensoriais garante que todas as pessoas — independentemente de suas condições físicas, auditivas ou visuais — possam vivenciar integralmente a experiência cultural.Essa prática reflete o compromisso com os direitos culturais universais, assegurados pela Constituição e pela Lei Brasileira de Inclusão, e reforça a ideia de que a arte deve ser um espaço de convivência e igualdade. 7. Sustentabilidade e Descentralização CulturalO projeto adota diretrizes sustentáveis em sua execução, com o objetivo de minimizar impactos ambientais e fortalecer economias locais. Prioriza fornecedores regionais, evita impressos em excesso, utiliza materiais recicláveis e estrutura de iluminação de baixo consumo energético.A realização de eventos em Queimados e Ilha Grande, regiões fora dos grandes centros culturais, é também um gesto de descentralização da cultura e valorização dos territórios periféricos. Levar uma produção de alto nível técnico e artístico para esses locais representa um ato concreto de democratização e inclusão cultural. 8. Legado e ContinuidadeA “Suíte Quilombola e Outras Memórias” foi concebida para deixar um legado permanente. Os registros sonoros, o documentário, o material pedagógico e o conteúdo digital permanecerão disponíveis ao público mesmo após o encerramento do projeto, permitindo que novas gerações tenham acesso à obra.A criação de uma plataforma digital aberta garantirá a manutenção do acervo, estimulando pesquisas, exibições e atividades educativas futuras. Dessa forma, o projeto não se esgota em si mesmo: ele se transforma em uma semente de continuidade para a cultura quilombola e afro-brasileira. 9. Considerações FinaisO projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” sintetiza a força da arte como instrumento de memória, resistência e celebração. É a materialização de um sonho coletivo: transformar a história oral dos quilombos em música, imagem e conhecimento.Sua relevância está na autenticidade, na sensibilidade e na capacidade de unir comunidades, artistas e público em torno de uma causa comum — o reconhecimento da diversidade cultural brasileira como patrimônio vivo.Trata-se de uma iniciativa coerente com os princípios da Lei de Incentivo à Cultura, voltada à valorização das raízes afro-brasileiras, à promoção da igualdade racial e à democratização do acesso à arte e à memória.
O projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” apresenta uma estrutura técnico-artística composta por quatro produtos principais:Concerto Musical com Big Band MPB;Documentário Audiovisual;Oficinas Formativas e Roda de Conversa;Material Educativo Digital.Cada produto é detalhado abaixo quanto a formato, tempo de duração, equipe, materiais, suporte técnico e metodologia pedagógica. 1. Concerto Musical – “Suíte Quilombola e Outras Memórias”Formato e duração: Espetáculo musical com Big Band MPB composta por aproximadamente 18 músicos (5 saxofones, 4 trompetes, 4 trombones, piano, contrabaixo, bateria, percussão e voz convidada). Duração total: 90 minutos (incluindo 10 movimentos + breves falas de contextualização). Classificação indicativa: Livre.Estrutura técnica e palco:Palco de 10m x 8m, com cobertura e proteção acústica.Sistema de som PA com retorno, 24 canais e mesa digital.Microfones individuais para sopros, base rítmica e voz.Iluminação cênica de 12 refletores LED + 2 canhões de luz direcional.Telão de projeção 4x3m para exibição de legendas e informações de acessibilidade.Cadeiras e estantes para os músicos, púlpito para regência e piano elétrico.Equipe técnica: operador de som, iluminador, roadie e produtor de palco.Materiais e suporte:Partituras impressas e digitais dos 10 movimentos.Sistema de retorno in-ear para regente e base harmônica.Equipamentos elétricos com aterramento e proteção.Gerador de energia de apoio em apresentações externas.Metodologia artística: O concerto propõe a tradução musical da memória quilombola, com arranjos que unem o lirismo da música popular à sonoridade das bandas de jazz. Entre os movimentos, o compositor introduz breves falas sobre a origem das peças, criando uma experiência didática e sensorial. O espetáculo é também uma ação educativa, pois cada apresentação será acompanhada de mediação cultural.Acessibilidade:Intérprete de Libras fixo ao lado do palco.Legendas descritivas projetadas em telão.Versão gravada com audiodescrição. 2. Documentário Audiovisual – “Suíte Quilombola e Outras Memórias”Formato e duração: Documentário de 30 a 40 minutos, com entrevistas, cenas do cotidiano quilombola, bastidores dos ensaios e trechos do concerto. Classificação indicativa: Livre.Roteiro e estrutura narrativa: O filme se divide em três blocos:Raízes e Lembranças – histórias e personagens dos quilombos de Queimados e da Ilha Grande;Som e Criação – o processo de composição e ensaios com a Big Band;Memória e Futuro – reflexões sobre identidade, resistência e pertencimento.Equipe técnica:Direção e roteiro: Magno Santos de OliveiraDireção de fotografia: Thiago da Silva Dias RicardoSom direto: Jefferson Dias RicardoEdição e finalização: Magno Santos de OliveiraTrilha sonora: Sargento XavierEquipamentos e materiais:Câmeras digitais 4K e lentes de cinema;Gravador de som externo e microfones de lapela e condensadores;Iluminação LED portátil;Drone para tomadas aéreas das comunidades;Software de edição: Adobe Premiere e DaVinci Resolve;Formato final: MP4 (1080p HD) para exibição digital e projetores.Acessibilidade do produto:Versão com audiodescrição e legendas descritivas;Janela de intérprete de Libras inserida digitalmente;Narração e trilha sonora com contraste de frequências adequadas a leitores auditivos.Distribuição e exibição: O documentário será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais (YouTube, Vimeo e redes sociais) e exibido em sessões públicas nas comunidades e escolas. 3. Oficinas Formativas e Roda de ConversaFormato e duração: Serão realizadas duas oficinas presenciais e uma roda de conversa comunitária.Carga horária: 8 horas por oficina (divididas em dois dias).Público-alvo: jovens artistas, estudantes, professores e moradores das comunidades quilombolas.Classificação indicativa: Livre.Metodologia pedagógica: As oficinas seguirão abordagem participativa e inclusiva, baseada na educação popular e na pedagogia afro-brasileira, com ênfase na valorização das memórias coletivas e na experimentação sonora.Oficina 1 – “Memória e Som: Música como Identidade”Conteúdo: noções de composição, arranjo e improvisação com base em ritmos afro-brasileiros.Dinâmica: vivência prática com instrumentos e canto coral.Produto: criação coletiva de uma peça curta inspirada em elementos quilombolas.Oficina 2 – “Quilombo, Cultura e Resistência”Conteúdo: debate sobre ancestralidade, identidade e racismo estrutural.Dinâmica: roda de conversa mediada por artistas e mestres da cultura.Produto: registro audiovisual e reflexões coletivas para o caderno pedagógico.Equipe pedagógica:Coordenação: Cintia da Silva Dias RicardoAssistência musical: músicos da Big Band MPBMediação social: educadores quilombolas convidadosIntérprete de Libras em todas as atividadesMateriais e equipamentos:Instrumentos musicais (sopros;metais e palhetas, cordas clássicas, percussão e bateria).Projetor multimídia, microfones e caixas de som.Cadernos, cartazes e apostilas em Braille e fonte ampliada. 4. Material Educativo Digital – Caderno “Suíte Quilombola e Outras Memórias”Formato e especificações técnicas: Publicação digital em formato PDF interativo, com 40 páginas coloridas (210 x 297 mm – A4).Layout: horizontal e vertical responsivo, leitura digital adaptada a celular e computador.Ferramentas: Adobe InDesign e Canva Pro.Edição: Cristiano Xavier (design gráfico) e Magno Santos de Oliveira (coordenação editorial).Conteúdo:Introdução sobre o projeto e o compositor;Contexto histórico das comunidades quilombolas;Descrição dos 10 movimentos da suíte;Fotografias e depoimentos dos participantes;Textos de apoio pedagógico e análise musical;Atividades educativas sugeridas para escolas públicas.Acessibilidade:Versão em fonte ampliada e contraste alto;Leitura em voz sintetizada (audiolivro);Arquivo compatível com leitores de tela;Download gratuito e sem necessidade de cadastro.Distribuição: Disponibilizado no site oficial e redes sociais do projeto, podendo ser compartilhado com escolas, coletivos e instituições culturais. Especificações ComplementaresPúblico estimado:2.000 pessoas (presencial + digital). Tempo total de execução:8 meses. Classificação indicativa geral:LIVRE. Produtos finais entregues:2 apresentações ao vivo;1 documentário (30–40 min);2 oficinas + roda de conversa;1 material digital educativo.ConclusãoO projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias” combina precisão técnica, sensibilidade artística e compromisso pedagógico. Cada produto foi planejado para ser tecnicamente viável, culturalmente relevante e acessível a todos os públicos, unindo arte, memória e educação. A padronização técnica, o cuidado estético e o uso de tecnologias acessíveis garantem alta qualidade de execução e democratização do conteúdo, consolidando o projeto como referência em difusão da cultura afro-brasileira e quilombola no estado do Rio de Janeiro e no país.
O projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” tem como princípio a democratização do acesso à arte e à cultura afro-brasileira, assegurando que todas as pessoas — com ou sem deficiência — possam participar, compreender e se beneficiar das ações propostas. Serão implementadas estratégias de acessibilidade física e de conteúdo, alinhadas à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e às diretrizes de acessibilidade cultural do Ministério da Cultura.1. ACESSIBILIDADE FÍSICAA acessibilidade física será garantida nos espaços de realização das apresentações, oficinas e exibições do documentário, de modo a permitir a locomoção segura e autônoma de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou idosos. As ações incluem:Escolha de espaços acessíveis:As apresentações públicas da Big Band MPB e a exibição do documentário serão realizadas em locais que atendam às normas da ABNT NBR 9050, possuindo rampas de acesso, sanitários adaptados e corredores livres de obstáculos.Os locais serão preferencialmente equipamentos públicos ou comunitários de fácil acesso, próximos a pontos de transporte público.Rampas e pisos táteis:As áreas de circulação e acesso ao palco contarão com rampas e piso tátil direcional, permitindo o deslocamento seguro de pessoas com deficiência visual ou cadeirantes.A equipe técnica do projeto fará vistoria prévia nos espaços para assegurar conformidade com as normas de acessibilidade.Banheiros adaptados:Serão disponibilizados banheiros acessíveis e devidamente sinalizados, próximos ao público e aos artistas.Sinalização inclusiva:Todo o percurso do público contará com sinalização visual clara e contrastante, com ícones universais de acessibilidade, identificando entradas, saídas, rampas e banheiros.Haverá também sinalização tátil em relevo nos pontos principais.Prioridade de assentos e recepção acessível:Serão reservados assentos preferenciais e áreas adaptadas para cadeirantes e acompanhantes.Uma equipe de acolhimento treinada auxiliará pessoas com deficiência, idosos e gestantes durante os eventos.Transporte e acesso urbano:A produção realizará um mapeamento de transporte acessível, informando previamente rotas e pontos de ônibus próximos com acessibilidade, garantindo o deslocamento seguro do público.Essas medidas asseguram que todas as atividades do projeto — concertos, oficinas e exibições — possam ser plenamente acessíveis fisicamente, reforçando o caráter democrático e comunitário da proposta.2. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOAlém do acesso físico, o projeto também se compromete a garantir a acessibilidade comunicacional e de conteúdo, permitindo que pessoas com deficiência visual, auditiva ou intelectual possam compreender, participar e vivenciar plenamente a experiência artística. As ações previstas são:Intérprete de Libras nas apresentações e oficinas:Todos os concertos e rodas de conversa contarão com intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais), posicionados em local visível e com iluminação adequada.Essa ação permitirá que o público surdo tenha acesso integral às falas, explicações e momentos de interação.Legendas descritivas e conteúdo acessível no audiovisual:O documentário “Suíte Quilombola e Outras Memórias” será produzido com legendas descritivas, contendo informações de sons ambientes, falas e trilhas sonoras.Essa medida garantirá a compreensão plena das cenas por pessoas com deficiência auditiva.Audiodescrição no documentário:Será disponibilizada uma versão do documentário com audiodescrição profissional, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam as imagens, ações e ambientações.A narração descritiva será realizada por profissionais capacitados, seguindo padrões de acessibilidade audiovisual.Materiais em Braille e fonte ampliada:Serão produzidos folders e programas de concerto em Braille e também versões impressas em fonte ampliada, garantindo que pessoas com deficiência visual possam ter acesso às informações sobre a obra, os movimentos da suíte e os créditos do projeto.Visita sensorial guiada (pré-concerto):Antes das apresentações, será oferecida uma visita sensorial para grupos de pessoas com deficiência visual, permitindo que toquem instrumentos, conheçam o palco e ouçam explicações sobre a formação da Big Band e o enredo da suíte.Essa ação amplia a imersão e a inclusão por meio da percepção tátil e sonora.Conteúdo digital acessível:O site e as redes sociais do projeto seguirão diretrizes de acessibilidade digital (WCAG 2.1), com descrições textuais em imagens, legendas em vídeos e contraste de cores adequado.Os vídeos publicados online terão legendas automáticas revisadas e intérprete de Libras em janela lateral.Linguagem inclusiva e acessível:Todo o material de comunicação (textos, releases, posts, roteiros) será redigido em linguagem simples, clara e inclusiva, sem jargões, promovendo a compreensão por todos os públicos.3. Compromisso com a Inclusão CulturalO projeto entende a acessibilidade não como obrigação técnica, mas como um valor humano e cultural. As medidas implementadas visam romper barreiras históricas de exclusão, especialmente considerando que as comunidades quilombolas, por si só, já enfrentam desigualdades de acesso à arte e à infraestrutura cultural. A proposta busca incluir e representar todas as pessoas, promovendo acesso equitativo à produção e fruição artística — sejam moradores das comunidades, pessoas com deficiência, idosos ou jovens em formação.Além disso, a equipe técnica e artística receberá orientação sobre atendimento inclusivo, com foco no respeito à diversidade humana e à comunicação empática, garantindo um ambiente acolhedor e acessível a todos.4. Avaliação e MonitoramentoSerá realizado registro fotográfico e documental das ações de acessibilidade implementadas.O público será convidado a avaliar a experiência de acesso e inclusão por meio de formulários simples, permitindo aperfeiçoar futuras ações.Esses dados serão incorporados ao relatório de prestação de contas, comprovando o cumprimento das metas de acessibilidade física e de conteúdo.ConclusãoA acessibilidade é um eixo estruturante do projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias”, refletindo o compromisso ético com o direito universal à cultura. Ao adotar práticas inclusivas em todas as etapas — da produção à exibição —, o projeto promove igualdade de oportunidades, diversidade e cidadania cultural, tornando a arte quilombola um espaço de encontro, respeito e transformação.
O projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” tem como princípio central a democratização do acesso à arte e à memória afro-brasileira, promovendo a inclusão social e cultural por meio da música, do audiovisual e da educação. Todas as ações do projeto serão gratuitas, acessíveis e abertas ao público, especialmente voltadas às comunidades quilombolas de Queimados (RJ) e Ilha Grande, bem como às populações de baixa renda da Baixada Fluminense e da Costa Verde.1. Acesso Gratuito e PopularTodas as atividades previstas — concertos, exibições, oficinas e difusão online — serão 100% gratuitas, sem cobrança de ingresso. O objetivo é eliminar barreiras econômicas e territoriais que normalmente impedem o acesso da população às produções culturais de qualidade.As apresentações públicas serão realizadas em espaços de fácil acesso, como praças, centros culturais e auditórios comunitários, com estrutura inclusiva e adequada ao público local. Cada apresentação contará com mediação cultural, contextualizando a história da suíte e sua importância para a memória quilombola, ampliando o entendimento do público sobre a relevância da obra.2. Distribuição e Difusão dos ProdutosO projeto prevê a produção de três produtos culturais principais, todos com ampla distribuição gratuita e digital:Concerto “Suíte Quilombola e Outras Memórias” com Big Band MPBSerão realizadas duas apresentações presenciais (Queimados e Ilha Grande), ambas gratuitas e com intérprete de Libras.As apresentações serão filmadas e transmitidas ao vivo pela internet (YouTube e redes sociais), garantindo alcance nacional e internacional.O registro será posteriormente disponibilizado em acesso livre e permanente no canal do projeto, com legendas e audiodescrição.Documentário “Suíte Quilombola e Outras Memórias”O documentário de 30 a 40 minutos será distribuído gratuitamente em plataformas digitais (YouTube, Vimeo e redes sociais).Também será exibido em sessões públicas nas comunidades quilombolas, escolas e centros culturais, acompanhadas de debate com o compositor e a equipe técnica.Será disponibilizada versão com legendas descritivas e audiodescrição, garantindo acessibilidade total ao conteúdo.Material educativo e oficinas formativasProdução de um caderno pedagógico digital com textos, fotos e reflexões sobre a cultura quilombola e a criação da suíte.O material será disponibilizado gratuitamente em formato PDF, podendo ser usado por escolas públicas e projetos sociais.Todo o conteúdo será publicado sob licença livre, permitindo a reprodução para fins educativos e culturais.3. Oficinas e Formação CulturalCom o objetivo de ampliar o impacto social do projeto e envolver diretamente as comunidades, serão oferecidas duas oficinas formativas gratuitas:Oficina “Memória e Som: Música como Identidade”Ministrada por Sargento Xavier e músicos da Big Band, abordará os fundamentos da composição, arranjo e improvisação a partir de referências da cultura afro-brasileira.Voltada para jovens músicos, estudantes e integrantes de grupos culturais da Baixada Fluminense e da Ilha Grande.Roda de Conversa “Quilombo, Cultura e Resistência”Espaço de diálogo entre artistas, mestres da tradição oral e moradores das comunidades quilombolas.O objetivo é valorizar o saber popular, compartilhar histórias e fortalecer a consciência cultural.As oficinas serão registradas em vídeo e disponibilizadas online, ampliando o acesso a educadores e interessados de todo o país.4. Ensaio Aberto e Vivência ComunitáriaAntes da estreia oficial, será realizado um ensaio aberto da Big Band MPB em Queimados, com entrada franca. O ensaio permitirá que estudantes, moradores e grupos culturais acompanhem o processo de montagem da suíte, conhecendo os instrumentos, arranjos e bastidores da produção.Durante o ensaio, o público poderá interagir com os músicos, realizar perguntas e vivenciar o aprendizado de forma participativa. Essa prática reforça o caráter pedagógico e comunitário do projeto, transformando o processo artístico em experiência compartilhada.5. Exibições Públicas e ItinerânciaAlém das apresentações principais, o projeto promoverá exibições públicas itinerantes do documentário e do concerto gravado. Essas sessões serão realizadas em:Escolas públicas da rede estadual e municipal de Queimados e Angra dos Reis;Associações de moradores e centros culturais quilombolas;Pontos de Cultura e coletivos artísticos da Baixada Fluminense.Cada exibição será acompanhada por uma atividade de mediação cultural, com debate e conversa aberta sobre o tema da ancestralidade, identidade e resistência quilombola.Essas ações garantem que o projeto circule pelos territórios onde nasceu, devolvendo o resultado à própria comunidade que o inspirou.6. Transmissão e Acesso DigitalReconhecendo a importância das redes digitais na democratização cultural, o projeto adotará uma estratégia de difusão online acessível e gratuita:Transmissão ao vivo dos concertos nas plataformas YouTube, Facebook e Instagram, com intérprete de Libras e legendas automáticas.Criação de um site oficial e canal digital com o documentário, fotos, bastidores e conteúdos educativos.Publicação de vídeos curtos e teasers em redes sociais, estimulando o engajamento do público jovem.Utilização de plataformas de acesso livre, sem necessidade de inscrição paga, garantindo alcance nacional e internacional.Com isso, o projeto ultrapassa as fronteiras geográficas e alcança públicos diversos, incluindo escolas, universidades e coletivos culturais de outros estados.7. Inclusão e RepresentatividadeA democratização de acesso também se manifesta no perfil das equipes e dos públicos atendidos. O projeto prioriza a contratação de profissionais negros, quilombolas, mulheres e jovens artistas da Baixada Fluminense e da Costa Verde, estimulando a representatividade e a circulação de saberes.A presença de intérpretes de Libras, audiodescrição, legendas e sinalização inclusiva reforça o compromisso com o acesso universal à arte, consolidando uma experiência verdadeiramente plural.As ações formativas e de difusão dialogam diretamente com políticas públicas de igualdade racial, diversidade cultural e economia criativa, promovendo a inclusão de grupos historicamente marginalizados no circuito da produção cultural brasileira.8. Avaliação e Sustentabilidade do AcessoApós a realização das atividades, será elaborado um relatório de democratização, com indicadores de público, alcance digital e retorno das comunidades atendidas. O projeto também deixará um legado educativo, com materiais disponíveis online de forma permanente, possibilitando que escolas e grupos culturais continuem utilizando o conteúdo como referência de estudo e inspiração.A manutenção dos canais digitais e do acervo audiovisual assegurará a longevidade e o acesso contínuo ao projeto, garantindo que a obra continue viva e disponível às futuras gerações.ConclusãoA “Suíte Quilombola e Outras Memórias” é mais do que um concerto — é um ato de devolução cultural às comunidades que formaram sua inspiração. A democratização do acesso é, portanto, o eixo que sustenta todo o projeto: tornar a arte quilombola visível, acessível e partilhada, abrindo caminhos para que o Brasil reconheça e valorize suas raízes afrodescendentes.Por meio da gratuidade, da inclusão, da transmissão digital e das ações educativas, o projeto garante que a cultura quilombola chegue a todos os públicos, consolidando-se como uma obra de alcance social, artístico e histórico
Proponente / DirigenteDayse Palmeira Maia Dias – Produtora Executiva e Gestora Cultural Produtora com mais de 15 anos de experiência em projetos financiados pela Lei Incentivo Municipal, e editais estaduais. Atuou na produção de festivais de música popular, eventos educativos e projetos de audiovisual, pela Instituição do Espaço Cultural Kunta Kinte. Responsável pela gestão administrativa, cronograma, orçamento e prestação de contas do projeto e coordena as ações formativas e das rodas de conversa; Experiência consolidada em logística de eventos e execução financeira em projetos culturais de médio e grande porte.Cristiano Xavier (Sargento Xavier) – Compositor, regente, arranjador e proponente do projeto Filho de quilombolas da Ilha Grande e criado em Queimados (RJ), Sargento Xavier é músico, compositor e militar da banda do Exército Brasileiro, com trajetória dedicada à difusão da cultura afro-brasileira e à valorização das raízes quilombolas. Formado em música e com experiência em regência e arranjo, Xavier atua há mais de 20 anos na cena musical, tendo participado de diversos projetos socioculturais e bandas sinfônicas. É o autor da “Suíte Quilombola e Outras Memórias”, obra inspirada nas histórias de sua família e nas tradições orais dos quilombos de sua infância. No projeto, exercerá a função,Supervisão da trilha sonora e da gravação do documentário,sua participação é voluntária, reafirmando o compromisso pessoal e comunitário com a valorização da identidade quilombola.Coordenação ExecutivaJefferson Dias Ricardo – Produtor Executivo e Gestor Cultural da Instituição Sementes Vivas Frutos do Amanhã. Produtor com mais de 15 anos de experiência em projetos financiados pela Lei Incentivo Municipal, Estadual e Federal e editais. Atuou na produção de festivais de música popular, eventos educativos e projetos de audiovisual, pela Instituição Sementes Vivas Frutos do Amanhã junto do Prof.Jorge Luiz Fernandes Dias serão responsáveis pela gestão administrativa, cronograma, orçamento e prestação de contas do projeto. Experiência consolidada em logística de eventos e execução financeira em projetos culturais de médio e grande porte.Direção de ProduçãoDaniel dos Santos – Produtor Cultural e Técnico de Palco Atua há mais de 10 anos na área de produção técnica, iluminação e montagem de espetáculos musicais. Será responsável por supervisionar a infraestrutura de palco, som, luz e transporte dos equipamentos, além de coordenar a equipe de apoio nas apresentações em Queimados e na Ilha Grande.Direção AudiovisualJulio Cesar Justino – Diretor e Roteirista do Documentário Cineasta formada pela UFF, com especialização em documentário cultural e memória oral. Coordenador do Podcast Preto Pode,Curtas de cinema comunitário e produções sobre temas afro-brasileiros e tradicionais do Instituto Cultural Kunta Kinte. No projeto, assina a direção e roteiro do documentário “Suíte Quilombola e Outras Memórias”, coordenando entrevistas, gravações e edição final.Direção de Fotografia, Captação de Imagem, Registro Audiovisual , Difusão Digital e Assessoria de Comunicação e DivulgaçãoMagno Santos de Oliveira– Cinegrafista e Diretor de Fotografia Profissional com experiência em produções televisivas e projetos culturais. Responsável pela captação das imagens das apresentações, oficinas e locações nos quilombos de Queimados e da Ilha Grande, além da criação da estética visual do documentário,filmagens profissionais com captação multipista de áudio, garantindo material de alta qualidade para edição e publicação posterior e Responsável pela identidade visual, redes sociais, site oficial, releases e relacionamento com a imprensa. Desenvolverá também o plano de mídia e o acompanhamento da transmissão online das apresentações.Coordenação de Acessibilidade,Intérprete de LibrasCíntia da Silva Dias Ricardo – Consultora em Acessibilidade Cultural Pedagoga e especialista em inclusão, com mais de 10 anos de experiência em projetos com foco em acessibilidade e educação cultural. Responsável pela implementação de medidas de acessibilidade física e de conteúdo, como Libras, legendas descritivas, audiodescrição e sinalização inclusiva,tradutora e intérprete de Libras. Profissional certificado pelo MEC, com ampla experiência em eventos culturais, teatrais e musicais. Atuará na tradução simultânea das falas e mediações durante as apresentações e oficinas, bem como nas gravações do documentário.Equipe Musical – Big Band MPB do Instituto Sementes Vivas Frutos do AmanhãA Big Band MPB será composta por músicos profissionais e convidados da cena instrumental do Rio de Janeiro, sob a regência de Claudemir Andrade Queiroz,responsável pela parte da Direção artística e musical e Regência da Big Band MPB; com formação aproximada de 28 integrantes:Saxofones: 5 músicosTrompetes: 3 músicosTrombones: 3 músicosViolinos: 6 músicosViolas: 2 músicosVioloncelo: 2 músicosBaixo Acústico: 1 músicoBase rítmica: piano, contrabaixo, bateria e percussãoParticipação vocal convidada: 2 intérprete Os músicos serão selecionados entre artistas da região metropolitana e da Baixada Fluminense, priorizando profissionais negros e quilombolas, em coerência com a proposta do projeto.Consultoria Cultural e HistóricaProf. Jorge Luiz Fernandes Dias – Historiador e Pesquisador das Culturas Afro-Brasileiras do Instituto Cultural Kunta Kinte Pedagoga Historiadora Social Fátima da Conceição Gomes Olavo pesquisadora e coordenadora da biblioteca Afro Descendentes Kunta Kinte e comunidades quilombolas fluminenses e patrimônio imaterial. Atuarão como consultores históricos, garantindo a fidelidade cultural e simbólica das narrativas presentes no documentário e nas ações educativas.Equipe de Apoio e TécnicaTécnico de som: Amanda Suzi Soares ArrudaIluminador: Alex Soares ArrudaFigurinista: Lorena Lopes SoaresAssistente de Produção: Adriana LopesMotorista e logística: Silas do SantosEsses profissionais serão contratados localmente, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa das regiões envolvidas (Queimados e Ilha Grande).Participações Comunitárias e VoluntáriasAssociação Quilombola da Ilha Grande: apoio logístico, histórico e cultural nas gravações e exibições locais;Coletivo Cultural de Queimado Instituto Cultural Kunta Kinte: mobilização comunitária, divulgação local e mediação de público;Moradores e familiares do compositor: participação voluntária em entrevistas e atividades do documentário.Essas parcerias fortalecem o vínculo comunitário e garantem a autenticidade das narrativas quilombolas, transformando o projeto em uma construção coletiva.ConclusãoA equipe do projeto “Suíte Quilombola e Outras Memórias – Um Concerto pela Cultura Afro-Brasileira” é formada por profissionais experientes e comprometidos com a arte, a memória e a representatividade negra. Cada integrante desempenha papel essencial na concretização de uma proposta que une música, audiovisual, educação e inclusão social, sob a direção sensível e visionária de Adriana Queiroz e , quilombola de nascença e guardião das memórias que inspiraram esta obra.
PROJETO ARQUIVADO.