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Um pássaro não é uma pedra é um espetáculo-solo de artes cênicas com concepção e atuação do ator Lucas Oradovschi. Propomos a realização de duas temporadas na região sudeste e uma circulação nas regiões norte, nordeste e centro-oeste. Além disso, o projeto prevê a realização de 04 debates com especialistas no tema da peça e 02 oficinas gratuitas para jovens artistas em formação.
Espetáculo-solo "Um pássaro não é uma pedra", para contar as histórias do Teatro de Pedra e Teatro da Liberdade - experiências de teatro comunitário no campo de refugiados de Jenin, na Palestina. A peça é narrada por uma pedra, um pedaço de escombro de um teatro destruído. Qual o sentido de fazer teatro em tempos de guerra? Elemento fundamental de culto para o Islã, Judaísmo e religiões afro-brasileiras, a pedra que é atirada pelas crianças palestinas contra os tanques, também é colocada sobre os túmulos judaicos como homenagem aos mortos. Classificação: 16 anos
OBJETIVO GERAL: Realizar duas temporadas na região sudeste e uma circulação nas regiões norte, nordeste e centro-oeste, sendo: - 12 sessões na cidade do Rio de Janeiro - 12 sessões na cidade de São Paulo - 02 sessões em Salvador Objetivos Específicos: A) Produto Espetáculo de artes cênicas: 1. Realizar 26 apresentações em teatro particular a definir com capacidade média para 200 espectadores por sessão com objetivo de atingir 5200 espectadores ao final do projeto; 2. Democratizar o acesso através da comercialização de ingressos a preços populares; 3. Registrar a presença do público alvo, por meio de borderôs e listas de presenças, para comprovar o alcance dos resultados. Contrapartida social: 1. Realizar 02 ações educativas por meio de oficinas gratuitas de 4h/a, sobre teatro, destinando 84 vagas para artistas de baixo poder aquisitivo, alunos e professores da rede pública de ensino, com emissão de certificado; 2. Proporcionar 04 debates gratuitos após as sessões com convidados especialistas na área do tema abordado na peça, 3. Disponibilizar transporte e lanche para os beneficiários, de modo a garantir a realização da ação educativa; 4. Registrar a presença do público alvo por meio de listas de presenças, para comprovar o alcance dos resultados.
Incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91 nos quais a proposta se enquadra: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91 que serão alcançados: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; A solicitação de apoio ao projeto "Um pássaro não é uma pedra" junto ao Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar o acesso à cultura de todo país. Realizar o espetáculo-solo Um pássaro não é uma pedra em diferentes regiões do Brasil é mais do que uma circulação artística: é um gesto de escuta, memória e resistência. Com atuação de Lucas Oradovschi e indicações ao 35° Prêmio Shell de Melhor Direção e ao 19° Prêmio APTR de Melhor Direção Musical, a peça se apoia em uma narrativa potente _ a da pedra que testemunha _ para dar voz às histórias silenciadas dos Teatros de Pedra e da Liberdade, experiências de teatro comunitário no campo de refugiados de Jenin, na Palestina. A escolha de uma pedra como narradora _ um pedaço de escombro de um teatro destruído _ carrega múltiplos sentidos. Símbolo de culto no Islã, no Judaísmo e em religiões afro-brasileiras, a pedra é também resistência: objeto de luta das crianças palestinas contra os tanques, e sinal de respeito sobre os túmulos judaicos. Ela é memória e enfrentamento. Em tempos de guerra, qual o lugar do teatro? Um pássaro não é uma pedra responde com coragem: o teatro é onde ainda se pode imaginar a liberdade. Ao percorrer o Brasil com esse espetáculo, amplia-se o alcance de vozes e territórios historicamente marginalizados, aproximando realidades distantes e despertando uma escuta sensível e política. Levar essas histórias a diversas regiões brasileiras é reafirmar o teatro como ferramenta de conexão, denúncia e esperança.
Não se aplica.
Não se aplica.
Acessibilidade Física: A produção realizará a temporada em teatro que já disponha de: Banheiros exclusivos e adaptados para portadores de necessidades especiais, rampas de acesso em todas as dependências e lugares exclusivos para cadeirantes; Acessibilidade de conteúdo para Deficientes Visuais: 06 sessões com Audiodescrição; Acessibilidade de conteúdo para Deficientes Auditivos: 06 sessões Tradução em libras; Acessibilidade para pessoas que apresentem espectros, sídromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem a linguagem ou idiomas dos conteúdos: Disponibilização de assentos em locais que garantam a acomodação de, no mínimo, 1 (um) acompanhante da pessoa com deficiência e ou com mobilidade reduzida, resguardado o direito de se acomodar proximamente a grupo familiar e comunitário e contratação de Monitores especializados em atendimento à pcds.
O produto cultural resultante do projeto será distribuído da seguinte forma: 10% (vinte por cento) serão distribuídos gratuitamente para alunos e professores da rede pública e pessoas de baixo poder aquisitivo, residentes de comunidades e periferias; 10% (dez por cento) serão distribuidos gratuitamente para incentivadores, patrocinadores e doadores 10% (dez por cento) serão distribuídos gratuitamente para promoção do espetáculo (imprensa e convidados); 10% (dez por cento) serão comercializados a preços que não ultrapassem o valor do Vale-Cultura 50% (cinquenta por cento) serão comercializados ao público em geral, com preços populares. Em atendimento ao Art. 28. serão realizadas as seguintes medidas de ampliação de acesso: VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;
Lucas Oradovschi - Ator, oficineiro e coordenador geral do projeto Ator, diretor, arte educador e pesquisador. Graduado em Artes Cênicas na UNIRIO, com Mestrado em Artes da Cena pela UFRJ.Com mais de 20 anos de carreira, atuou em dezenas de espetáculos como “O Balcão” (2022), direção Renato Carrera; “Cão Gelado” (2022), direção Gunnar Borges; “Rosa e a Semente” (2018), direção Isaac Bernat; “Instantâneos” (2012), direção Fabianna Mello e Souza; “Deus é química” (2009), direção Hamilton Vaz Pereira; e em diversos produtos de audiovisual como Adorável Psicose (Multishow); Capoeiras (Star+), sendo suas mais recentes atuações a telenovela VAI NA FÉ, com o personagem Jairo, e a série TREMEMBÉ (Amazon Prime) interpretando o personagem Alexandre Nardoni. Há pelo menos quinze anos desenvolve pesquisa sobre práticas coletivas junto a grupos e coletivos de teatro na cidade do Rio de Janeiro (Teatro de Operações, Bonobando e Cia dos Bondrés). Através dessas experiências investiga as relações entre arte e política, tendo como principais temas: máscara, teatro físico, performance, cidade epráticas coletivas. Murilo Sebe Bon Meihy - Debatedor/palestrante Possui mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2007), mestrado em Estudos Árabes e Islâmicos pela Universidad Autónoma de Madrid (2012), doutorado em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (2013), e Pós-doutorado pela American University of Beirut (2018). Atualmente é Professor Adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de História, atuando principalmente nos seguintes temas: Oriente Médio, África,Orientalismo, Pós-colonialismo, Vocabulário político árabe, e árabes no Brasil. Fernando Brancoli - debatedor/palestrante Professor Adjunto de Segurança Internacional e de Geopolítica do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IRID - UFRJ). Leciona Mediação e Resolução de Conflitos na Pós Graduação em Gestão Pública no Instituto COPPEAD / UFRJ. Doutor pelo Programa de Pós- Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas - Unesp, Unicamp e PUC-SP). É Visiting Scholar da Universidade da Califórnia - Santa Bárbara. Áreas de interesse acadêmico: Relações entre países do Sul Global,Estudos Críticos de Segurança, Direitos Humanos, Política Internacional do Oriente Médio e privatização da violência. Gizele Martins - debatedora/palestrante Comunicadora Comunitária, Jornalista (PUC-RIO), Mestra em Periferias Urbanas (UERJ), Doutoranda pela ECO-UFRJ, integra os grupos de pesquisa: Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC) e o Dicionário Marielle Franco. É autora do livro: Militarização e Censura: A luta por liberdade de expressão na Favela da Maré. Integra a Coalizão de Mídias Periféricas, Faveladas, Quilombolas e Indígenas.Em sua pesquisa traça pontos de aproximação entre realidades vividas em regiões da Palestina e áreas de favelas do Rio de Janeiro, especialmente, entre a cidade de Hebron e a região da Maré, situada na Zona Norte do Rio de Janeiro. Vencedora do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direiros Humanos (2024).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.