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PRONAC 2515851Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Olodum em Movimento — Circuito Nacional de Cultura Afro-Brasileira

AME EDUCACAO E ARTE LTDA
Solicitado
R$ 2,50 mi
Aprovado
R$ 2,50 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (5)
Salvador BahiaCuritiba ParanáRecife PernambucoRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

Olodum em Movimento é um projeto de circulação nacional e formação artístico-cultural que conecta Salvador, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Durante dez meses, o grupo realiza oficinas, vivências e cortejos gratuitos, com acessibilidade plena e fruição democrática, promovendo igualdade racial, pertencimento e valorização do patrimônio imaterial afro-brasileiro. A proposta articula tradição e contemporaneidade, unindo os tambores, corpos e a palavra como forças de educação, cultura e transformação cultural

Sinopse

“Olodum em Movimento — Circuito Nacional de Cultura Afro-Brasileira” é um projeto de circulação artística, formativa e comunitária que une percussão afro-baiana, dança afro-brasileira, corpo-ritmo, canto coletivo e cortejo urbano como manifestação artística de matriz negra, com caráter educativo, celebratório e político.O projeto é composto por seis produtos principais:Vivências de percussão e canto afro-baiano Oficinas práticas conduzidas por integrantes do Olodum, abordando fundamentos rítmicos do samba-reggae, musicalidade afro-baiana, canto coletivo e consciência histórica da música negra. Atividade de caráter formativo e cultural, aberta a iniciantes e públicos diversos, com foco em juventudes negras, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e comunidades periféricas. Não é exigida experiência prévia em música. Classificação indicativa: Livre.Vivências de dança e corpo-ritmo Encontros coletivos que trabalham corpo, ritmo, presença e pulsação em diálogo com matrizes afro-diaspóricas, conduzidos por educadores(as) especializados(as) em corpo, movimento e bem-estar. A proposta articula dança afro-brasileira, consciência corporal, respiração e relação corpo-território, reforçando autoestima, pertencimento e cuidado emocional. Atividade acessível, adaptável a diferentes corpos e níveis de mobilidade. Classificação indicativa: Livre.Cortejos públicos Intervenções artísticas de rua com percussão, canto e dança, em formato de cortejo cultural afro-brasileiro. O cortejo ocupa o espaço urbano como palco e território de memória viva, afirmando o direito da população negra de existir, celebrar e narrar sua própria história. A atividade é gratuita, aberta e inclusiva, e funciona como espetáculo musical de grande impacto sonoro, visual e afetivo. Classificação indicativa: Livre.Encontro Nacional de Mestres Afro-Brasileiros Roda pública e seminário vivo entre mestres da cultura afro-brasileira, lideranças comunitárias, educadores(as) populares e artistas convidados(as) de cada território. O encontro aborda temas como patrimônio imaterial, luta antirracista, saúde coletiva e transmissão geracional de saberes. O formato inclui fala, canto, demonstração prática e escuta comunitária. Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos, devido a possível abordagem direta de temas de racismo estrutural, violência histórica e discriminação racial.Catálogo Digital Acessível – Memória Olodum em Movimento Publicação digital acessível (Libras, audiodescrição, legendas descritivas e transcrições), reunindo registros fotográficos, depoimentos, contextos históricos, repertórios trabalhados nas vivências e relatos dos mestres e participantes. O catálogo funciona como material de memória, difusão e referência pedagógica para escolas públicas, pontos de cultura e projetos comunitários, fortalecendo a valorização da identidade negra e da cultura afro-brasileira como patrimônio vivo. Classificação indicativa: Livre.Série de vídeos educativos e memoriais Conjunto de registros audiovisuais acessíveis (com Libras, legendas e audiodescrição) que documentam as vivências, os cortejos e o Encontro Nacional de Mestres Afro-Brasileiros. Cada vídeo apresenta tanto o aspecto artístico (percussão, canto, dança, performance de rua) quanto o aspecto pedagógico e político (memória ancestral, identidade, produção cultural negra, antirracismo). Os vídeos serão disponibilizados gratuitamente em ambiente digital e enviados a redes públicas de educação e cultura. Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos, pelos mesmos motivos acima (abordagem de temas de racismo e violência histórica).Em síntese, “Olodum em Movimento” é uma experiência artístico-cultural de afirmação negra, que transforma corpo, tambor e território em presença política, memória viva, fruição estética e formação comunitária. É música de rua, é aula pública, é celebração da herança afro-brasileira e é política de equidade racial em ato. Todas as atividades presenciais serão ofertadas com recursos de acessibilidade física e comunicacional, e todo o conteúdo digital será entregue em formato acessível e gratuito.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Promover a circulação nacional e a formação artístico-cultural do Grupo Olodum como ação de valorização do patrimônio imaterial afro-brasileiro e fortalecimento das redes de cultura afrocentrada e preta. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1) Realizar vivencias de percussão e canto afro-baiano em cinco capitais; 2) Desenvolver vivências corporais e de dança afro-brasileira; 3) Organizar cortejos públicos gratuitos, integrando arte, corpo e território; 4) Garantir acessibilidade física e comunicacional em todas as etapas; 5) Produzir catálogo e vídeos acessíveis com registro e memória; 6) Fomentar intercâmbio entre mestres afro-baianos e educadores locais; 7) Estimular políticas de equidade racial e educação antirracista. OBJETIVOS CULTURAIS • Valorizar o Axé music, samba-reggae e a cultura afro-baiana como expressões de identidade nacional; • Promover o diálogo entre tradição e contemporaneidade; • Estimular a formação de público e o acesso democrático à arte; • Reafirmar a arte como instrumento de cidadania e pertencimento cultural.

Justificativa

Quando o tambor toca, o Brasil que se reconhece na diversidade O Olodum em Movimento amplia a presença do som ancestral da Bahia nas principais capitais do país, reafirmando a arte afro-brasileira como instrumento de educação e transformação sociocultural. O projeto cria uma rede viva de formação e de reexistência, ligando comunidades e territórios que partilham a mesma história e memorias. A proposta atua na intersecção entre arte, cultura e saúde coletiva, promovendo bem-estar, autonomia e protagonismo do povo preto. O projeto Olodum em Movimento — Circuito Nacional de Cultura Afro-Brasileira justifica-se pela necessidade de ampliação e fortalecimento da circulação artística afro-brasileira, promovendo a valorização do patrimônio imaterial, a formação cultural e o intercâmbio entre territórios que compartilham tradições, linguagens e saberes originários do povo preto. A proposta demanda o uso do Mecanismo de Incentivo Fiscal à Cultura (Lei nº 8.313/1991) por se tratar de uma ação de grande relevância sociocultural, cuja execução depende de estrutura logística e técnica compatível com circuitos nacionais de médio e grande porte, envolvendo deslocamentos, montagem de cortejos públicos, ações formativas acessíveis e difusão digital. O financiamento via Lei de Incentivo permite garantir gratuidade, acessibilidade universal e democratização efetiva do acesso à cultura, sem comprometer a sustentabilidade das atividades e a remuneração justa das equipes artísticas e técnicas. O projeto se enquadra nos incisos I, II e III do Art. 1º da Lei 8.313/91, ao: I _ contribuir para a promoção e difusão da cultura nacional; II _ apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais afro-brasileiras, enquanto expressões do patrimônio imaterial do país; III _ possibilitar a formação artística e cultural, bem como o aperfeiçoamento de recursos humanos para a cultura. Além disso, o Olodum em Movimento contribui para o alcance dos objetivos previstos no Art. 3º da Lei 8.313/91, notadamente: I _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal e regional; II _ garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional; IV _ apoiar e difundir o conjunto das expressões culturais e seus respectivos criadores; V _ proteger as expressões das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. Dessa forma, o uso do mecanismo de incentivo fiscal se torna essencial para assegurar a viabilidade e o impacto social do projeto, permitindo que suas ações formativas, artísticas e de memória ocorram com acesso gratuito, recursos de acessibilidade e ampla difusão. Ao articular música, corpo e ancestralidade, o Olodum em Movimento concretiza o princípio da cultura como direito e instrumento de transformação social, reafirmando o compromisso da Lei Rouanet com a equidade racial, a diversidade cultural e o fortalecimento das identidades brasileiras.

Estratégia de execução

Referências Bibliográficas:AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2018. ALBERT, Bruce; RAMOS, Alcida Rita; OLIVEIRA, João Pacheco de (orgs.). Índios no Brasil: quem são, onde estão, como vivem. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2005. ALMEIDA, Silvio Luiz. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2019. BERTH, Joice. Empoderamento. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2018. BORGES, Juliana. Encarceramento em massa. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2019. CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 2008. CUSTÓDIO, Túlio. Masculinidade negra. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2022. DANIELLE, Flávia. Morenidade. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021. DEVULSKY, Alessandra. Colorismo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020. DUARTE, Constância Lima. Escrevivência: literatura, identidade e resistência na escrita de Conceição Evaristo. Belo Horizonte: Mazza, 2017. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GARCIA, Stanley Kennedy. Afro Base Cultural - ABC e Ecossistemas Afrodiaspóricos: práticas de acessibilidade, memória viva e protagonismo coletivo. Londrina: SKG Cultural, 2024. GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013. IPÓLITO, Jéssica. O que é lesbiandade?. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021. MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: N-1 Edições, 2018. MORAES, Maria Clara Araújo de. Transfeminismo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2022. MOREIRA, Adilson José. Racismo recreativo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2019. MOURA, Clóvis. Rebeliões da Senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Editora Anita Garibaldi, 2001. MOURA, Clóvis. Sociologia do Negro Brasileiro. São Paulo: Ática, 1988. MOURA, Jean-Paul. Literaturas africanas de língua portuguesa: antologia crítica. São Paulo: Contexto, 2004. NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo. São Paulo: Perspectiva, 1980. NASCIMENTO, Letícia Carolina. Transfeminismo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021. NEVES, Thiane. Mulheres amazônidas. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021. NOGUEIRA, Sidnei. Intolerância religiosa. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020. QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2005. RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Letramento, 2017. RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala?. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2017. SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006. SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho: uma teoria da comunicação linear. Petrópolis: Vozes, 2002. SOUSA, Inocência Mata. Discursos literários e identidades pós-coloniais. Lisboa: Colibri, 2001. WILLIAM, Rodney. Apropriação cultural. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020. XAVIER, Giovana. Intelectuais negras: ativismo, escrita e formação docente. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020.

Especificação técnica

1) Vivências de Percussão e Canto Afro-Baiano Formato: Oficina presencial formativa com carga horária de 12 horas/aula distribuídas em 3 dias consecutivos (4h/dia). Duração total: 3 dias por cidade. Público estimado: até 100 participantes por edição. Conteúdo: fundamentos rítmicos do samba-reggae, estrutura do tambor afro-baiano, técnicas de respiração e canto coletivo, noções de pulsação corporal e construção de repertórios tradicionais e autorais. Materiais: tambores, agogôs, timbais, surdos, bacurinhas, baquetas e instrumentos de percussão confeccionados com materiais recicláveis para uso didático. Metodologia: abordagem vivencial e comunitária, com base na Pedagogia da Roda e na Educação pelo Ritmo; estímulo à escuta, improvisação e cooperação entre corpos diversos. Acessibilidade: intérprete de Libras, sinalização tátil, mediação sensorial sonora e materiais impressos em fonte ampliada. Classificação indicativa: Livre.2) Vivências Coletivas de Dança e Corpo-Ritmo Formato: Oficina artística e de bem-estar coletivo com base na dança afro-brasileira e nas práticas de corpo consciente. Duração: 2 dias por cidade (4h totais). Público estimado: até 80 participantes por edição. Conteúdo: noções de corpo-território, ritmo e respiração; estudos de movimento inspirados nas matrizes afro-brasileiras (ijexá, samba de roda, afoxé, samba-reggae). Materiais: tecidos para chão, instrumentos de percussão leve, ventiladores portáteis e kits de hidratação e autocuidado. Metodologia: conduzida por Juliana Romantini, baseada na Prática Integral (movimento, consciência e ancestralidade); inclusão de exercícios de presença, atenção plena e danças de matriz africana como ferramenta de bem-estar coletivo. Acessibilidade: linguagem corporal adaptada, intérprete de Libras, descrição oral dos movimentos e acompanhamento de apoio físico a pessoas com mobilidade reduzida. Classificação indicativa: Livre.3) Cortejos Públicos Afro-Brasileiros Formato: Espetáculo de rua / performance coletiva com música, canto e dança afro-baiana. Duração: cerca de 2h30 por cidade, com deslocamento em via pública. Público estimado: 3.000 pessoas por cidade. Conteúdo: desfile performático conduzido pela Orquestra Percussiva do Olodum e artistas locais; repertório tradicional afro-baiano e composições inéditas; presença de alas coreográficas e momentos de interação com o público. Materiais: figurinos, adereços cênicos, tambores e instrumentos de percussão; sistema móvel de som e iluminação. Metodologia: estrutura colaborativa entre artistas, mestres e comunidades; ensaio aberto com público antes do cortejo; integração entre arte, território e celebração ancestral. Acessibilidade: intérprete de Libras, áreas reservadas para cadeirantes, piso tátil e equipe de apoio visual e auditiva. Classificação indicativa: Livre.4) Encontro Nacional de Mestres Afro-Brasileiros Formato: Seminário vivo e roda de saberes entre mestres, griôs e educadores populares. Duração: 2 dias (6h/dia). Público estimado: 150 pessoas (mestres, educadores, público geral). Conteúdo: debates e demonstrações sobre cultura afro-brasileira, religiosidade, patrimônio imaterial, educação antirracista e práticas de transmissão geracional. Materiais: palco modular, som, microfones, mesa de apoio, projeção e registro audiovisual. Metodologia: dinâmica dialógica e participativa, com base na Pedagogia de Terreiro, alternando falas, cantos e performances. Acessibilidade: Libras, audiodescrição, legendas descritivas e transcrições completas das falas no catálogo digital. Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos (por tratar de temas de racismo estrutural e violência histórica).5) Catálogo Digital Acessível – “Memória Olodum em Movimento” Formato: Publicação digital acessível, bilíngue (Português/Inglês). Extensão: 120 páginas, com textos, fotografias, depoimentos e transcrições. Materiais: design editorial em PDF interativo e versão navegável em site responsivo. Conteúdo: registros das oficinas, cortejos e encontros; textos de referência sobre patrimônio afro-brasileiro; glossário afro-diaspórico; relatos dos participantes e mestres. Metodologia: curadoria coletiva e construção participativa; uso de Design Inclusivo e Universal, integrando imagem, texto e som (audiodescrição e Libras). Acessibilidade: todas as páginas em formato compatível com leitores de tela, vídeos incorporados com Libras e audiodescrição, textos alternativos para imagens e contraste visual adequado. Classificação indicativa: Livre.6) Série de Vídeos Educativos e Memoriais Formato: Série audiovisual de curta duração (6 episódios). Duração: 6 vídeos de 10 a 12 minutos cada (total: 70 min). Conteúdo: registros das vivências, entrevistas com mestres e educadores, bastidores dos cortejos e reflexões sobre memória, identidade e resistência afro-brasileira. Materiais: captação em 4K, captação de som direto, microfones de lapela, câmera móvel para cenas de rua, edição com legendas e Libras. Metodologia: documentário educativo e poético; narrativa afrocentrada com base na memória viva e oralidade; edição acessível e linguagem inclusiva. Acessibilidade: todos os vídeos com Libras, audiodescrição e legendas descritivas; publicação gratuita em plataforma aberta. Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.

Acessibilidade

O projeto Saraus da Bienal – Intercâmbios entre Literatos de Língua Portuguesa Brasil/África prevê um conjunto de ações estruturadas para garantir acessibilidade física e acessibilidade de conteúdo, assegurando o direito de participação plena de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida nas atividades culturais previstas.Acessibilidade Física: Todas as atividades presenciais serão realizadas em locais que atendam às normas de acessibilidade da ABNT (NBR 9050), contemplando:· Rampas de acesso e banheiros adaptados para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;· Sinalização tátil e visual, com guias táteis e pisos antiderrapantes;· Prioridade de atendimento e espaços reservados para público com deficiência;· Monitoria capacitada para atendimento de pessoas com deficiência motora, visual ou auditiva.Acessibilidade de Conteúdo:O projeto contempla também recursos e estratégias voltadas à acessibilidade comunicacional e sensorial dos conteúdos produzidos e apresentados:· Tradução simultânea em LIBRAS nas apresentações literárias, performances e mesas de debate;· Audiodescrição em vídeos documentais, websérie e conteúdos digitais;· Legendas descritivas e closed caption nas produções audiovisuais;· Catálogo digital acessível, com versão em PDF compatível com leitores de tela e textos em linguagem simples;· Materiais impressos em Braille, especialmente para oficinas e vivências educativas;· Visitas sensoriais mediadas, especialmente nas ações com intervenções patrimoniais e performances urbanas no bairro Jaraguá;· Capacitação da equipe de produção para garantir a mediação inclusiva e empática com diferentes públicos.OBS: Todas essas medidas integram o compromisso do projeto com os princípios da inclusão cultural, da equidade e da fruição universal da arte e da literatura, promovendo uma experiência acessível e significativa para todos os participantes.

Democratização do acesso

O projeto Saraus da Bienal – Intercâmbios entre Literatos de Língua Portuguesa Brasil/África adotará uma política de acesso gratuito e irrestrito às suas atividades culturais, educativas e formativas, com foco em territórios historicamente marginalizados, comunidades quilombolas, povos de terreiro, juventudes periféricas e pessoas com deficiência.Formas de Distribuição e Comercialização dos Produtos:· Distribuição gratuita do catálogo digital do projeto, com QR Codes acessíveis divulgados em escolas, centros culturais, coletivos e universidades;· Websérie e vídeos documentais disponibilizados em plataformas abertas (YouTube e redes sociais), com recursos de acessibilidade;· Nenhum produto cultural gerado pelo projeto será comercializado. A proposta garante acesso livre e gratuito a todo conteúdo produzido como parte de sua política pública de fruição cultural;· Certificados digitais gratuitos para participantes das oficinas e encontros formativos, fomentando a valorização do conhecimento compartilhado.Medidas de Ampliação de Acesso:· Ensaios abertos e apresentações públicas em praças, terreiros e espaços comunitários, garantindo presença do público local antes e durante os eventos principais;· Oficinas paralelas e vivências formativas voltadas a educadores, jovens artistas e agentes culturais dos territórios envolvidos;· Transmissão ao vivo dos principais saraus e debates literários via redes sociais do projeto e canais parceiros, com tradução em LIBRAS e mediação interativa;· Criação da Plataforma Virtual “Bairro da Bienal”, com conteúdos extras, bastidores, entrevistas, vídeos e publicações em formatos acessíveis;· Parcerias com rádios comunitárias e mídias alternativas para difusão de conteúdos culturais e chamadas públicas de participação.Obs. Estas estratégias garantem que o projeto promova acesso cultural descentralizado, inclusivo e interativo, ampliando significativamente seu alcance territorial, social e simbólico.

Ficha técnica

A AME Educação e Arte LTDA, proponente do projeto, é responsável pela coordenação geral, gestão técnico-administrativa e conformidade legal, financeira e operacional do projeto “Olodum em Movimento — Circuito Nacional de Cultura Afro-Brasileira”. Compete à proponente: planejar e dirigir a execução geral do projeto, assegurando o cumprimento dos objetivos culturais, educacionais, sociais e de acessibilidade; gerir as equipes técnicas e artísticas (incluindo contratações, cronogramas, logística interestadual e acompanhamento das atividades nas cinco cidades); articular institucionalmente com secretarias de cultura, educação e direitos humanos; garantir acessibilidade física e de conteúdo em todas as ações, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão; supervisionar comunicação, mobilização de público e ações educativas; elaborar e consolidar relatórios técnicos, indicadores de impacto cultural e de democratização de acesso; e coordenar a produção e difusão do Catálogo Digital Acessível – Memória Olodum em Movimento e da série audiovisual educativa e memorial. A atuação da proponente é, portanto, de direção geral e governança: além de assegurar a realização das atividades artísticas e formativas, ela preserva a integridade metodológica do projeto (educação, território, equidade racial, acessibilidade) e garante o cumprimento das contrapartidas sociais previstas na Lei de Incentivo à Cultura.DIREÇÃO EXECUTIVA / RESPONSÁVEL PELO PROJETO — Ana Carolina Oliveira Araujo. Responsável legal da AME Educação e Arte LTDA, coordena projetos culturais e educativos com foco em formação artística, economia criativa e democratização do acesso à cultura. É responsável pela gestão técnica, administrativa e financeira do projeto, bem como pela articulação institucional com o poder público e redes parceiras. Atua diretamente na formalização de contratações, acompanhamento orçamentário, controle documental, acessibilidade e prestação de contas nos termos da Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet). No projeto, exerce a direção executiva, valida cronograma e orçamento, acompanha a qualidade pedagógica e acessível das atividades e supervisiona os relatórios técnicos e de impacto sociocultural.COORDENAÇÃO GERAL — Equipe B15. Equipe técnica com experiência em planejamento cultural, logística de circulação e produção artística em larga escala (festivais, ações formativas e projetos de impacto social). A Coordenação Geral garante coerência entre conceito artístico, execução pedagógica e presença territorial nas cinco capitais. Suas atribuições incluem planejamento integrado do circuito; interface com produtores locais e mestres convidados; organização de rotas, transporte, hospedagem, montagem e segurança; supervisão das vivências, cortejos e do Encontro Nacional de Mestres Afro-Brasileiros; e monitoramento de indicadores de público, diversidade e alcance social, assegurando centralidade da cultura negra e protagonismo comunitário.GRUPO ARTÍSTICO — Olodum (Orquestra Percussiva / 50 integrantes). O Olodum é referência nacional e internacional em percussão afro-baiana, samba-reggae, educação musical comunitária e valorização da identidade negra brasileira. Sua trajetória articula música, consciência histórica e cidadania, especialmente entre juventudes negras em contextos de vulnerabilidade social. A linguagem percussiva do grupo, nascida no Centro Histórico de Salvador (BA), consolidou-se como símbolo de afirmação estética, combate ao racismo estrutural e difusão do patrimônio imaterial afro-brasileiro. No projeto, o Olodum conduz vivências musicais e formativas em canto e percussão afro-baiana; lidera cortejos públicos e experiências de corpo-ritmo; participa de diálogos com mestres e educadores locais; e atua como eixo pedagógico, estético e político da proposta.COORDENAÇÃO DE ACESSIBILIDADE — [a confirmar]. Profissional especializado/a em acessibilidade cultural e comunicação inclusiva, com experiência em adoção de recursos de Libras, audiodescrição, legendagem descritiva e desenho de rotas acessíveis em atividades artísticas e espaços públicos. Será responsável por planejar acessibilidade física em todas as cidades (rampas, áreas reservadas, banheiros adaptados, sinalização tátil e visual); coordenar intérpretes de Libras, audiodescritores e mediadores sensoriais; e acompanhar a adequação acessível dos conteúdos formativos, do Catálogo Digital Acessível – Memória Olodum em Movimento e da série de vídeos educativos e memoriais. Essa coordenação garante que pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual tenham acesso efetivo à programação e aos conteúdos gerados.COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO E MEMÓRIA — [a confirmar]. Responsável pela identidade visual do projeto, pela comunicação institucional integrada e pela difusão pública do circuito nas cinco capitais. Atua também na construção de memória e documentação do processo formativo e artístico, com enfoque na centralidade da cultura afro-brasileira, na luta antirracista e na visibilidade de mestres e lideranças comunitárias. Entre suas atribuições estão o planejamento e execução de estratégias de comunicação (mídias sociais, rádios comunitárias, imprensa especializada, TVs públicas); a produção e supervisão de materiais gráficos e audiovisuais com linguagem acessível e afrocentrada; e a organização do acervo fotográfico, audiovisual e textual que comporá o Catálogo Digital Acessível e a série de vídeos educativos.COORDENAÇÃO DE VIVÊNCIA COLETIVA DE DANÇA E BEM-ESTAR — Juliana Romantini. Especialista em práticas integradas de corpo e consciência, desenvolve metodologias de movimento, respiração, ritmo e autocuidado voltadas ao fortalecimento físico e emocional de grupos, com foco em corpos negros e periféricos. Trabalha a relação entre corpo, território e ancestralidade, compreendendo o corpo como lugar de memória, dignidade e saúde coletiva. No projeto, conduz as vivências de corpo-ritmo e dança afro-brasileira; realiza acolhimento físico e emocional de participantes; e media as relações entre música, corpo e ancestralidade como prática de cuidado comunitário, cura social e construção de identidade.PRODUÇÃO LOCAL — Produtores regionais e educadores convidados (em Salvador, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba). São profissionais de base territorial, atuantes em cultura negra, memória comunitária, redes educativas e articulação social. Sua função é mobilizar públicos locais; articular parcerias com escolas públicas, coletivos culturais, pontos de cultura, terreiros, comunidades quilombolas e redes de juventude negra; organizar a produção executiva local (espaços, circulação, autorizações, segurança, infraestrutura acessível); e apoiar a realização dos cortejos públicos, rodas formativas e mediações culturais.EQUIPE AUDIOVISUAL E DOCUMENTAÇÃO — Diretor/a de fotografia, cinegrafistas, captação de som direto e edição. Esta equipe registra todo o processo artístico-formativo e os cortejos públicos em cada capital, realizando captação em 4K e assegurando a produção de materiais acessíveis (Libras, audiodescrição, legendas descritivas). Também organiza o acervo que alimenta o Catálogo Digital Acessível – Memória Olodum em Movimento e a série de vídeos educativos e memoriais do projeto. É responsável por transformar experiência viva em memória pública e gratuita.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.