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PRONAC 2515964Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Código Quebrada

CENTRO INTEGRADO DE ESTUDOS E PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL
Solicitado
R$ 714,7 mil
Aprovado
R$ 714,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
São Luís Maranhão

Resumo

O projeto "Código Quebrada: cria, conecta, transforma" realiza um percurso formativo de 80 horas em gestão cultural com 60 jovens do território Itaqui-Bacanga, em São Luís (MA), articulando memória, arte e produção. Como culminância, os participantes organizam o Festival BacangaLab, que reúne apresentações artísticas, exibição de minidocumentários e o acervo "Memória em Fundamento", resultado das atividades de pesquisa, registro e experimentação profissional desenvolvidas ao longo do curso.

Sinopse

O projeto “Código Quebrada: cria, conecta, transforma” é uma proposta de formação cultural e produção colaborativa que articula memória, arte e juventude no território Itaqui-Bacanga, em São Luís (MA). Ao longo de um percurso formativo de 80 horas, 60 jovens — em duas turmas de 30 — vivenciam experiências de aprendizado e experimentação profissional na área da cultura, explorando temas como gestão cultural, produção de eventos, organização de acervos, patrimônio material e imaterial, audiovisual e comunicação comunitária.O projeto culmina em três produtos culturais interconectados, todos de acesso gratuito e classificação indicativa livre, adequados para todos os públicos:1. Percurso Formativo “Código Quebrada” (PRINCIPAL) Processo educativo composto por oficinas e práticas formativas organizadas em três eixos pedagógicos: Memória e Identidade (educação patrimonial e história oral), Expressão e Linguagem (audiovisual, escrita poética e performance) e Curadoria e Difusão (produção cultural, mediação e comunicação). A metodologia é participativa e baseada na lógica do “aprender fazendo”, promovendo a troca intergeracional e o fortalecimento do pertencimento territorial.2. Acervo Digital “Memória em Fundamento” Plataforma online colaborativa e acessível que reúne registros audiovisuais, fotográficos e textuais produzidos pelos jovens durante o percurso formativo. O acervo valoriza a história e a memória das lideranças, organizações e coletivos culturais do Itaqui-Bacanga, oferecendo ao público um retrato vivo do território a partir do olhar das juventudes. Contará com legendas, audiodescrição e tradução em Libras para garantir acessibilidade plena.3. Minidocumentários “Código Quebrada” Dois curtas-metragens, com duração média de 10 minutos cada, produzidos e roteirizados pelos jovens participantes, registrando o processo de formação, as entrevistas realizadas e as narrativas coletivas sobre o território. Os filmes abordam temas como ancestralidade, identidade e protagonismo juvenil, expressos por meio de linguagens criativas e poéticas. Os vídeos serão disponibilizados gratuitamente em plataforma digital, com legendas descritivas e audiodescrição.4. Festival Comunitário “BacangaLab – Potência que nasce da rua” Evento de culminância do projeto, com duração de dois dias, reunindo apresentações artísticas, exibições audiovisuais, feiras criativas e rodas de conversa. O festival será produzido pelos próprios jovens, sob supervisão da equipe técnica, e contará com infraestrutura acessível (rampas, banheiros adaptados, Libras e audiodescrição). O público estimado é de 500 pessoas, incluindo moradores do território e visitantes de outras regiões da cidade.A partir da visão e da voz dos jovens de Itaqui-Bacanga, o projeto transforma a memória em arte, o aprendizado em prática e a identidade territorial em potência criativa, promovendo conexões entre gerações, linguagens e saberes.Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. Acessibilidade: Libras, legendas, audiodescrição e espaços físicos adaptados.

Objetivos

Objetivo GeralPromover a formação e o protagonismo criativo de 60 jovens do território Itaqui-Bacanga, em São Luís (MA), por meio de um percurso formativo em gestão cultural, articulando memória, arte e comunicação, culminando na realização de produtos culturais que valorizam a história e as identidades locais. Objetivos Específicos- Realizar um percurso formativo de 80 horas, dividido em dois grupos de 30 jovens, abordando temas como produção cultural, organização de acervos, patrimônio material e imaterial, audiovisual e comunicação comunitária;- Produzir o acervo "Memória em Fundamento", com registros audiovisuais, fotográficos e textuais sobre a história e as lideranças do território Itaqui-Bacanga;- Realizar dois minidocumentários produzidos pelos jovens, como exercício de pesquisa, roteiro, gravação e edição;- Organizar e executar, de forma supervisionada, o "Festival BacangaLab", evento de culminância com duração de dois dias e público estimado em 500 pessoas;- Garantir acessibilidade e democratização de acesso por meio de atividades gratuitas, materiais digitais acessíveis (legendas, Libras, audiodescrição) e transmissão online do festival;- Consolidar uma rede local de jovens produtores culturais, estimulando a continuidade das ações e o fortalecimento de coletivos e organizações do território.

Justificativa

O território Itaqui-Bacanga, localizado na área noroeste de São Luís (MA), reúne dezenas de comunidades que compartilham uma história marcada por forte identidade cultural, mobilização comunitária e diversidade de expressões artísticas e religiosas. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios sociais e estruturais significativos, como o acesso limitado a políticas públicas de cultura, educação e trabalho.Desde 2022, o CIEDS vem atuando no território por meio do Programa Rede de Prosperidade Familiar, apoiando 40 organizações de base comunitária e mais de 4 mil famílias em ações de fortalecimento social e econômico. Ao longo dessa atuação, emergiu com força o desejo coletivo de valorização da história, das lideranças e da memória de fundação das comunidades, expresso por moradores, coletivos e agentes culturais locais. Essa demanda inspirou a concepção do "Código Quebrada: cria, conecta, transforma", projeto que une formação cultural, memória e protagonismo juvenil como estratégia de desenvolvimento territorial e preservação simbólica.O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei nº 8.313/91) é essencial para viabilizar um projeto gratuito, participativo e formativo, garantindo condições adequadas para a realização das oficinas, produção dos produtos culturais e culminância no festival comunitário. O apoio via Lei de Incentivo permitirá estruturar o percurso formativo, remunerar profissionais qualificados e assegurar acessibilidade e difusão ampla dos resultados, fortalecendo o direito à cultura no território.O projeto se enquadra nos seguintes dispositivos da Lei Rouanet:Art. 1º, incisos II e III _ por promover a difusão cultural e a formação artística e cultural;Art. 3º, incisos II e IV _ por contribuir para a preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro e para o fortalecimento das identidades regionais e locais.Seu enquadramento no Art. 18 reforça o caráter educativo, não comercial e de acesso gratuito, alinhando-se aos princípios de democratização cultural, inclusão social e formação de público. A iniciativa também contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, 8, 11 e 16 da Agenda 2030, ao promover educação de qualidade, trabalho decente, cidades sustentáveis e cultura de paz.

Estratégia de execução

O projeto “Código Quebrada: cria, conecta, transforma” nasce de uma escuta ativa junto às comunidades do território Itaqui-Bacanga, em São Luís (MA)**, durante a atuação do CIEDS na implementação do programa Rede de Prosperidade Familiar, que atualmente acompanha mais de 4 mil famílias e 40 organizações comunitárias locais. A proposta responde a uma demanda expressa pelos próprios moradores e coletivos culturais do território: o desejo de valorizar a memória das comunidades, fortalecer o sentimento de pertencimento e criar oportunidades de formação profissional para a juventude por meio da cultura.Essa origem participativa garante legitimidade e aderência social à proposta, que se estrutura como um projeto de educação patrimonial e produção cultural comunitária, articulando a valorização da história local com a ampliação do repertório artístico e técnico dos jovens. O projeto se ancora em metodologias já consolidadas pelo CIEDS, como o Margem.Lab – Imaginário, Memória e Identidade, o Centro Cultural Maloca dos Brilhante (Ponto de Cultura) e o Jovem Monitor Cultural, todos voltados à formação cidadã e à criação de trajetórias de trabalho e renda na economia da cultura.Além do impacto direto na formação de 60 jovens e na realização de um festival comunitário, o projeto deixará legados simbólicos e materiais: o acervo digital “Memória em Fundamento”, que permanecerá disponível como repositório público; o fortalecimento das redes locais de cultura e memória; e a capacitação de jovens que poderão atuar, a partir dessa experiência, como produtores, comunicadores e mediadores culturais em novas iniciativas do território.A execução do projeto conta com uma equipe experiente e com supervisão institucional de dois diretores do CIEDS — Fábio Muller Mariano, Diretor Executivo (em regime de contrapartida institucional), e José Cláudio Barros, Diretor de Programas e Projetos — ambos com ampla experiência em políticas públicas culturais, desenvolvimento territorial e gestão intersetorial. Essa composição assegura rigor técnico, solidez administrativa e alinhamento institucional à execução.Por seu conteúdo educativo, caráter inclusivo e alinhamento às políticas públicas de cultura, o “Código Quebrada” contribui para o cumprimento dos objetivos do Art. 1º, incisos II e III, e Art. 3º, incisos II e IV da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), ao promover a formação artística e cultural, a difusão do patrimônio e o fortalecimento das identidades regionais e locais.O projeto também se articula a metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especialmente:ODS 4 – Educação de qualidade (formação e qualificação de jovens na área cultural);ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (formação para inserção profissional na economia criativa);ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis (valorização da memória e do patrimônio cultural local); eODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes (promoção da cultura de paz e da participação cidadã).Por fim, o “Código Quebrada: cria, conecta, transforma” se propõe a ser mais do que um projeto cultural: é um exercício de memória, pertencimento e futuro. Uma ação que transforma o território em sala de aula, a juventude em protagonista e a cultura em instrumento de desenvolvimento social e comunitário.

Especificação técnica

O projeto “Código Quebrada: cria, conecta, transforma” é composto por quatro produtos culturais interdependentes — um principal (percurso formativo) e três secundários (acervo, minidocumentários e festival) — que se articulam em um processo formativo, criativo e de difusão cultural.1. Percurso Formativo “Código Quebrada” – Produto principalNatureza: processo educativo e cultural.Carga horária total: 80 horas.Público: 60 jovens de 14 a 29 anos, divididos em duas turmas de 30 participantes, moradores do território Itaqui-Bacanga (MA).Duração da execução: 6 meses.Estrutura pedagógica: três eixos interligados:- Eixo 1 – Memória e Identidade (20h): introdução à história social do território, educação patrimonial e técnicas de história oral.- Eixo 2 – Expressão e Linguagem (30h): oficinas de fotografia, audiovisual, escrita poética, teatro e performance.- Eixo 3 – Curadoria e Difusão (30h): formação em produção cultural, comunicação comunitária, mediação e organização de exposições e eventos.Metodologia: participativa, interdisciplinar e vivencial, com foco no “aprender fazendo”. Cada oficina combina momentos de reflexão teórica e prática criativa, estimulando o protagonismo juvenil e o trabalho colaborativo.Materiais didáticos: apostilas digitais e impressas (formato A4, cerca de 60 páginas por módulo), projetor multimídia, câmeras digitais, microfones, notebooks e materiais artísticos diversos.Resultados esperados: formação de 60 jovens como agentes culturais, com ampliação do repertório artístico e fortalecimento do sentimento de pertencimento ao território.Acessibilidade: materiais em formato ampliado e digital acessível; legendas e Libras em atividades audiovisuais; espaços físicos acessíveis. 2. Acervo Digital “Memória em Fundamento” – Produto secundárioNatureza: plataforma online colaborativa e educativa.Conteúdo: cerca de 100 registros entre vídeos, fotografias, textos e depoimentos coletados pelos jovens durante as oficinas.Formato: website responsivo e acessível (compatível com dispositivos móveis e desktop), com sistema de busca e navegação por mapa interativo do território Itaqui-Bacanga.Tamanho e organização: 10 seções temáticas, contendo: depoimentos em vídeo (2–3 min cada), textos descritivos (1.500–2.000 caracteres), ensaios fotográficos (10 a 15 imagens por série) e trilhas sonoras originais.Linguagem e design: layout limpo, com destaque para imagens e narrativas orais. Navegação intuitiva e trilíngue (português, inglês e Libras).Acessibilidade: audiodescrição, legendas descritivas e tradução em Libras de vídeos selecionados; contraste visual ampliado.Duração de exibição: permanente, com hospedagem mínima de 3 anos após o encerramento do projeto.Equipe envolvida: jovens formados no percurso, sob supervisão da coordenação pedagógica e de comunicação. 3. Minidocumentários “Código Quebrada” – Produto secundárioNatureza: audiovisual documental.Quantidade: 2 vídeos curtos.Duração: até 10 minutos cada.Formato de gravação: digital Full HD (1080p, 24fps).Captação de som: microfone direcional e gravadores externos; edição de som e trilha original composta durante as oficinas.Roteiro e direção: elaborados pelos jovens participantes, com orientação da equipe de educadores e articuladores.Edição e pós-produção: softwares de código aberto (ex.: DaVinci Resolve, Shotcut) para estimular autonomia técnica dos participantes.Materiais de apoio: roteiros, fichas de personagem, autorizações de imagem e som, legendas descritivas.Classificação indicativa: livre.Acessibilidade: todos os vídeos conterão legendas descritivas, audiodescrição e interpretação em Libras.Exibição: durante o Festival BacangaLab e em plataformas digitais de livre acesso (YouTube, site do CIEDS e portal do acervo digital). 4. Festival Comunitário “BacangaLab – Potência que nasce da rua” – Produto secundárioNatureza: evento comunitário e educativo de culminância.Duração: 2 dias consecutivos.Local de realização: espaço público acessível no território Itaqui-Bacanga, com infraestrutura de palco, som, iluminação e tendas.Público estimado: 500 pessoas.Programação:- Abertura oficial e acolhimento comunitário, com falas das lideranças locais, apresentações musicais e exibição introdutória dos minidocumentários produzidos pelos jovens;- Mostra “Memória em Fundamento”, com instalações audiovisuais, fotografias, mapas de memória e depoimentos sonoros reunidos em painéis interativos e projeções;- Apresentações artísticas de grupos locais de dança, teatro, poesia e música, intercaladas com intervenções dos jovens formandos;- Encerramento com show colaborativo, reunindo artistas do território e os jovens formandos em uma celebração coletiva da cultura local.Infraestrutura técnica: palco de 8x6m, sistema de som de 4 vias, iluminação cênica, projeção multimídia, cadeiras e estrutura de acessibilidade (rampas, banheiros adaptados, piso nivelado).Materiais gráficos e visuais: identidade visual própria, banners, totens e camisetas com a marca do projeto.Equipe técnica: produtores, técnicos de som e luz, intérpretes de Libras, equipe de comunicação e jovens aprendizes.Acessibilidade: Libras em todas as apresentações, audiodescrição nas exibições, espaço reservado para pessoas com deficiência e materiais impressos em fonte ampliada.Avaliação: aplicação de formulários de percepção do público e registro audiovisual do evento. Todos os produtos do projeto “Código Quebrada” foram concebidos de modo integrado, assegurando coerência entre formação, criação e difusão. O percurso formativo gera os produtos culturais (acervo, minidocumentários e festival), que, por sua vez, reforçam o aprendizado e deixam legado simbólico e material ao território Itaqui-Bacanga.

Acessibilidade

O projeto “Código Quebrada: cria, conecta, transforma” foi concebido com o compromisso de garantir o acesso pleno e inclusivo às suas atividades formativas e produtos culturais, considerando tanto a acessibilidade física dos espaços quanto a acessibilidade de conteúdo dos materiais e ações de difusão.1. Acessibilidade Física As oficinas e o festival de culminância serão realizados em espaços públicos e comunitários acessíveis, previamente mapeados e adaptados para o acolhimento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os locais selecionados contarão com:Acesso nivelado e rampas de entrada;Banheiros adaptados;Áreas de circulação ampla e sem obstáculos;Sinalização visual e tátil, quando disponível;Apoio de equipe técnica e educadores preparados para o atendimento inclusivo.Durante o BacangaLab Festival, haverá reserva de assentos prioritários, piso nivelado para cadeirantes nas áreas de plateia e feiras, e apoio de voluntários para deslocamento e orientação do público.2. Acessibilidade de Conteúdo A proposta assegura que o conteúdo cultural e formativo seja compreensível e acessível a todos os públicos. Para tanto, prevê as seguintes medidas:Tradução simultânea em Libras em atividades públicas e no evento de culminância;Legendagem descritiva em todos os vídeos e minidocumentários produzidos;Audiodescrição nas peças audiovisuais exibidas durante o festival;Materiais impressos e digitais em formato acessível (PDF pesquisável e ampliado);Roteiro de visita sensorial para o acervo “Memória em Fundamento”, possibilitando que pessoas com deficiência visual possam interagir com os registros por meio de áudio e descrição detalhada;Formação da equipe pedagógica sobre comunicação acessível, linguagem inclusiva e atendimento a públicos diversos.Essas ações buscam não apenas cumprir exigências legais, mas promover a cultura como direito universal, valorizando a diversidade humana e garantindo a plena participação de pessoas com deficiência em todas as etapas do projeto — da formação à fruição dos produtos culturais.

Democratização do acesso

O projeto “Código Quebrada: cria, conecta, transforma” tem como produto principal o percurso formativo em gestão cultural, que será gratuito e voltado prioritariamente a jovens moradores do território Itaqui-Bacanga, em São Luís (MA). Serão ofertadas 60 vagas, distribuídas em duas turmas de 30 participantes, com faixa etária de 14 a 29 anos, preferencialmente de baixa renda e pessoas negras, assegurando representatividade e diversidade entre os participantes.A seleção será feita por chamada pública local, amplamente divulgada em escolas públicas, coletivos culturais, associações comunitárias, rádios e redes sociais. A inscrição será gratuita e de fácil acesso, permitindo o registro online e presencial. A proposta busca incluir jovens com pouca ou nenhuma experiência prévia na área da cultura, ampliando o acesso a oportunidades de formação e experimentação profissional no campo criativo.O percurso formativo, com carga horária total de 80 horas, articula teoria e prática e aborda temas como produção de eventos, gestão de acervos, patrimônio material e imaterial, audiovisual, pesquisa e memória social. Essa estrutura pedagógica promove o aprendizado pela prática, garantindo que os jovens exerçam papéis ativos na produção dos produtos secundários:- o acervo “Memória em Fundamento”, com registros de lideranças, coletivos e memórias fundacionais do território;- dois minidocumentários produzidos pelos próprios participantes;- e o Festival BacangaLab, evento comunitário de culminância com dois dias de programação e público estimado em 500 pessoas.Todas as atividades serão gratuitas e abertas à comunidade, realizadas em espaços públicos e comunitários acessíveis, de fácil deslocamento e com infraestrutura adequada. O festival será amplamente divulgado e contará com distribuição gratuita de ingressos simbólicos, assegurando acesso livre até o limite de capacidade do local.Como estratégia de ampliação do alcance e difusão dos resultados, o projeto prevê:- transmissão online de trechos do festival e das produções audiovisuais;- publicação digital gratuita com os resultados do percurso formativo, disponibilizada em plataforma aberta e acessível;- oficinas paralelas abertas ao público durante o festival, estimulando o envolvimento comunitário;- e exposição itinerante “Memória em Fundamento”, a circular por escolas e centros culturais do território após o encerramento do projeto.Essas ações asseguram que o investimento via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Art. 18) se reverta em benefício direto à população local, ampliando o acesso à formação cultural, à memória e à produção artística e consolidando o Itaqui-Bacanga como território de potência criativa e identidade coletiva.

Ficha técnica

Instituição Proponente: CIEDS – Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento SustentávelO CIEDS é uma das maiores organizações sociais do país, com mais de 25 anos de atuação e presença nacional, reconhecido por sua capacidade de gestão de projetos socioculturais, educativos e de desenvolvimento territorial. A instituição articula poder público, empresas e sociedade civil para o fortalecimento de redes locais de prosperidade e confiança no futuro. Na área da cultura, o CIEDS mantém o Centro Cultural Maloca dos Brilhante, em Pacajus (CE), há 19 anos, reconhecido como Ponto de Cultura pelo Governo do Estado. Executa ainda programas como o Jovem Monitor Cultural, a Maleta Juventudes, o Margem.Lab – Imaginário, Memória e Identidade, o Resistências Quilombolas, além de prestar apoio técnico à operacionalização da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em diferentes municípios brasileiros, com mais de 600 projetos culturais apoiados e mais de R$ 90 milhões geridos em editais públicos. Essa trajetória consolida o CIEDS como referência em formação cultural, gestão de políticas públicas e produção de bens culturais de acesso democrático.No projeto “Código Quebrada: cria, conecta, transforma”, o CIEDS será responsável pela coordenação geral, pedagógica e administrativa, bem como pela articulação comunitária e pela gestão técnico-financeira, assegurando a execução de qualidade, a sustentabilidade institucional e a integração com a rede de parceiros locais.O Diretor Executivo, Fábio Muller Mariano, atuará como contrapartida institucional, acompanhando a implementação do projeto e a supervisão de resultados, sem ônus para o orçamento. Os demais profissionais listados abaixo comporão a equipe técnica financiada pela proposta. Supervisão Institucional – Fábio Muller Mariano Doutor em Ciência Política (IUPERJ/UCAM) e Mestre em Sistemas de Gestão (UFF). Atua há mais de 20 anos na gestão de organizações do terceiro setor, políticas públicas e programas culturais de grande porte. É o atual Diretor Executivo do CIEDS, com experiência consolidada em intersetorialidade, desenvolvimento local e gestão de projetos culturais incentivados. Supervisionará institucionalmente o projeto, garantindo alinhamento estratégico e fortalecimento da atuação cultural do CIEDS no Maranhão.Supervisão Institucional Adjunta – José Cláudio da Costa Barros Doutor e Mestre em Ciência da Informação (UFRJ), com mais de 25 anos de experiência em gestão, monitoramento, avaliação e sistematização de projetos sociais e culturais. É Diretor de Programas e Projetos do CIEDS, com passagens por organizações como a Fundação Abrinq e a CARE Internacional Brasil, nas quais coordenou iniciativas voltadas à mobilização social, políticas públicas, protagonismo juvenil e fortalecimento institucional de OSCs. No projeto, supervisionará metodologicamente a execução e apoiará os processos de acompanhamento, sistematização e avaliação dos resultados.Coordenação Local e Pedagógica – Déborah Arruda Mestra em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Coordenadora de Projetos do CIEDS no Maranhão. Atua no território Itaqui-Bacanga no âmbito da Rede de Prosperidade Familiar, liderando ações de fortalecimento comunitário, geração de renda e valorização da cultura local. Possui experiência em educação patrimonial, memória social, políticas públicas e direitos humanos, tendo sido pesquisadora em temas relacionados à cultura afro-brasileira e às manifestações populares maranhenses. No projeto, será responsável pelo planejamento e acompanhamento pedagógico das oficinas e pela curadoria do acervo “Memória em Fundamento”.Articulação Territorial e Educação – Daniel Madorra Educador e articulador social, licenciado em Filosofia (UFMA) e especialista em Gestão para o Terceiro Setor e em Responsabilidade Social. Atua há mais de 20 anos em processos de educação popular, protagonismo juvenil e desenvolvimento territorial sustentável. No CIEDS, é articulador social no Maranhão, com experiência em mobilização comunitária, formação cidadã e articulação intersetorial. No projeto, será responsável pela facilitação das oficinas, mobilização dos jovens e acompanhamento da produção dos produtos culturais (acervo, minidocumentários e festival).Demais profissionais (a contratar) O projeto contará ainda com uma equipe técnica complementar composta por: – Produtor(a) Executivo(a) – responsável pela coordenação operacional e logística do percurso formativo e do festival; – Coordenador(a) de Comunicação e Difusão – responsável pela identidade visual, divulgação e estratégias de comunicação comunitária; – Oficineiros(as) e Educadores(as) Locais – artistas e produtores culturais com experiência em audiovisual, arte-educação e patrimônio, responsáveis pela condução das oficinas e acompanhamento dos jovens; – Assistente Administrativo-Financeiro – responsável pela gestão administrativa, controle orçamentário e apoio à prestação de contas; – Voluntários(as) Locais e Lideranças Comunitárias – representantes de coletivos e organizações locais que atuarão de forma voluntária na mobilização e curadoria comunitária do festival.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.