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O projeto Rodas de Capoeira do Recife realiza um circuito de 12 rodas mensais de capoeira em mercados públicos da Região Metropolitana do Recife (abertura no Marco Zero; encerramento no Mercado de São José), articulando oficinas, vivências e rodas públicas com mestres e mestras locais. As ações (oficinas, palestras, registro audiovisual e material didático) valorizam a capoeira como patrimônio imaterial, fortalecem trajetórias locais e ampliam o acesso cultural em territórios periféricos com recorte racial e de gênero. Produziremos 1 mini-documentário, uma cartilha digital e distribuir-se-ão registros e materiais didáticos gratuitos a escolas e coletivos. A execução prioriza inclusão (Libras, legendas, ações com mulheres e jovens) e disponibilização pública dos resultados.
O projeto consiste em um circuito anual de 12 rodas de capoeira em mercados públicos, acompanhadas de oficinas, palestras e vivências formativas. As ações abordarão a história, os fundamentos e as expressões da capoeira, incluindo o maculelê e a musicalidade afro-brasileira.O resultado audiovisual será um mini-documentário de 10 minutos intitulado Rodas do Recife: Patrimônio Vivo da Capoeira, distribuído gratuitamente nas redes sociais.Classificação indicativa: Livre.
OBJETIVO GERALValorizar e difundir a capoeira como patrimônio imaterial e instrumento de inclusão social e formação em territórios de mercados populares do Recife. OBJETIVOS ESPECÍFICOSRealizar 12 rodas mensais (1 roda por mês) em mercados públicos e espaços populares da RMR.Promover oficinas formativas (memória, técnica, musicalidade e gestão de rodas) com 18 oficineiros/mestres.Estimular participação de mulheres e jovens das periferias; garantir acessibilidade (Libras e legendas).Documentar e difundir a memória das rodas de rua por meio de mini-documentário (10_15 min), registro bruto e cartilha digital.Produzir e distribuir materiais pedagógicos e promover intercâmbios entre grupos.Reforçar o reconhecimento dos mercados como territórios culturais e ancestrais.Metodologia e formato de cada açãoCada mês = 1 evento/programa composto por:1- Oficina formativa (90_120 min) — temática (oficina de roda, musicalidade, maculelê, gestão de rodas, gênero e capoeira, memória oral).2 - Roda pública (até 3 horas) — com mestres locais, convidados e abertura para participação do público.3 - Registro — equipe audiovisual e fotógrafo para captura de imagens e som (para mini-doc e arquivo).4 - Acolhimento / Inclusão — intérprete LIBRAS, materiais impressos e digitais, kits básicos (lanche + água).5 - Avaliação — formulário rápido (autodeclaração de raça/gênero/idade/bairro) para compor indicadores territoriais (relatório final).
A capoeira é patrimônio cultural imaterial reconhecido pelo IPHAN (2008) e pela UNESCO (2014) e constitui prática-formadora de identidade e resistência nas periferias urbanas. No Recife, as rodas de rua e de mercado são territórios culturais que reproduzem saberes, sociabilidades e economia cultural local. O Censo Demográfico 2022 e os levantamentos do IBGE sobre Favelas e Comunidades Urbanas mostram uma forte presença populacional negra e juventude nas áreas periféricas que circundam os mercados — realce que qualifica a capilaridade social e cultural do projeto e justifica a priorização de ações voltadas à juventude e às mulheres residentes nesses territórios.Nesse contexto, a capoeira se afirma como instrumento de inclusão, cidadania e empoderamento coletivo, fortalecendo vínculos sociais e preservando saberes tradicionais. A execução deste projeto por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei Rouanet) justifica-se pela sua relevância social, educacional e patrimonial.O projeto se enquadra nos incisos I, II, III, IV, V e VI do Art.1º da Lei nº 8.313/1991, uma vez que: (I) facilita o acesso às fontes culturais ao promover rodas públicas gratuitas em mercados populares; (II) promove a regionalização da produção cultural ao valorizar mestres e rodas locais do Recife; (III) apoia, valoriza e difunde manifestações culturais (capoeira) e seus criadores; (IV) protege expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira (com enfoque em cultura afro-brasileira); (V) contribui para a salvaguarda dos modos de criação e prática cotidiana; e (VI) preserva bens imateriais do patrimônio cultural (memória oral das rodas, prática musical e ritualística). O projeto atende aos objetivos do Art.3º da Lei nº 8.313/1991 especialmente nos itens: (I) Incentivo à formação artística e cultural — por meio de oficinas, capacitação de oficineiros e bolsas/cachês a mestres; (II) Fomento à produção cultural e artística — por meio da produção de registros audiovisuais e do mini-documentário, circulação do conteúdo e cartilha pedagógica; e (III) preservação do patrimônio imaterial ao documentar e arquivar a memória das rodas.
O projeto conta com o apoio do Fórum de Políticas Públicas da Capoeira de Pernambuco e Projeto Cabral.A equipe priorizará profissionais e oficineiros residentes em comunidades periféricas e mestres de capoeira com histórico de atuação social.
Mini-documentário: duração 10–15 min; resolução mínima 1080p; formatos: MP4 (H.264), versões com legendas (SRT) e arquivo com vídeo com intérprete LIBRAS em quadro destacado; mixagem de som em WAV; entrega em HD e plataformas digitais.Cartilha: 12–16 páginas; PDF interativo; A4; texto em português; versão com fonte maior e contraste; versão para impressão (CMYK); 600 exemplares off-set para distribuição local.Registro das rodas: áudio multicanal (para análise da musicalidade), com 01 vídeo bruto por evento; fotos em alta resolução (RAW/JPG).Certificados: distribuição digital via e-mail e impressos para participantes com 3 presenças.
Tradução em Libras em oficinas e palestras;Legendas e versão com intérprete LIBRAS nas reprises e no mini-documentário; cartilha digital gratuita para download.Participação de mestras capoeiristas como Mestra Shirley Guerreira, promovendo equidade de gênero;Espaços físicos acessíveis nos mercados públicos;Distribuição gratuita de certificados e materiais digitais.
O projeto garante amplo acesso gratuito em todas as suas etapas. As rodas e oficinas serão públicas, inclusivas e itinerantes, realizadas em mercados populares — locais de circulação comunitária e histórica da capoeira.Medidas complementares:Ensaio aberto em cada mercado, integrando público e artistas;Oficinas paralelas de percussão, canto e história da capoeira;Transmissões ao vivo das rodas pelas redes sociais (Instagram, YouTube e Facebook);Mini-documentário gratuito disponível online;Certificados digitais de participação;Ações educativas com escolas municipais vizinhas a cada mercado.Entrega de 6 cópias do produto documental ao Ministério da Cultura.O território do Recife é valorizado como território ancestral da cultura negra e da capoeira, reconhecendo sua importância histórica para o Brasil e para a comunidade negra.
Proponente / Executora:Interativ.Digital – Produção Cultural (CNPJ: 46.740.922/0001-67 — responsável pela execução administrativa, financeira e operacional. Titular: Jéssica Antônia da Silva Franco — produtora cultural (gestão de projetos, SALIC/Mapa, orçamento e prestação de contas).Jessica Franco é administradora de empresas, especialista em marketing digital e CEO da startup interativ.digital.Iniciou sua carreira em 2008 na área de telecom, com foco em gestão empresarial e sistemas.Em 2018 mudou-se para Portugal, onde atuou em multinacionais e se qualificou em SEO, SEM, redes sociais, webdesign, e-commerce e tráfego digital.Foi revisora da Revista Portal do Interior (2010-2016) e hoje edita a Revista Portal Digital (https://revistaportaldigital.com.br/).É também vice-presidente do Centro Cultural Portal do Interior, instituição nascida da revista que circulou por 12 anos.Sua atuação une tecnologia, comunicação e cultura para promover transformação digital e impacto social.Produtor Executivo: Luiz Eduardo Palmeira Franco JuniorEduardo Franco é jornalista, professor de artes visuais e digitais e editor da Revista Portal do Interior por mais de 12 anos. É fundador e presidente do Centro Cultural Portal do Interior, instituição que há décadas atua na valorização da comunicação, da cultura e da juventude no Agreste e Sertão de Pernambuco. Sua trajetória inclui a formação de jovens comunicadores, fotógrafos e artistas, além da promoção de projetos em mídia, artes visuais, audiovisual e cultura popular. Reconhecido por sua dedicação à memória cultural e à inclusão social, foi empossado na Academia de Letras, Artes e Ofícios Municipais de Pernambuco (ALAOMPE) como membro fundador, consolidando sua contribuição para a preservação e difusão da identidade cultural pernambucana.DIREÇÃO ARTÍSTICAMestre Peu — diretor das rodas, responsável pela Roda do Mercado São José (Encerramento) e coordenador artístico (responsável pelos conteúdos formativos, curadoria dos mestres e condução das rodas).Mestre Pêu (Pedro Luis Soares da Silva) é capoeirista, educador popular e difusor da cultura afro-brasileira há mais de 30 anos. Mestre Pêu é reconhecido como Patrimônio Cultural Vivo, sendo detentor de saberes tradicionais e populares da capoeira, transmitidos de geração em geração. Negro e oriundo de comunidade periférica, construiu sua trajetória de mais de 25 anos na capoeira a partir da vivência comunitária, transformando seu conhecimento em prática social e cultural. Fundador do grupo Escola Cultural Nossa Capoeira em Recife, é Mestre desde 2012 e atua em comunidades urbanas e rurais, com oficinas em mais de 30 escolas públicas, projetos como Capoeira nas Escolas (Prefeitura do Recife), Concorrente a Patrimônio Vivo – Capoeira Viva (Funcultura) e formações voltadas à identidade negra e à educação. Já representou a capoeira em festivais nacionais e internacionais (Portugal, França, Suíça e Alemanha), foi homenageado no Encontro de Mestres do Agreste (2022) e possui ampla divulgação em veículos como TV Pernambuco, Diário de Pernambuco e Globo NE.MESTRES E PROFESSORES CONVIDADOS:Mestre Peba - (Roda do Marco Zero)É uma referência na capoeira. Sua trajetória é marcada pela dedicação, estudo aprofundado e compromisso com a perpetuação da cultura afro-brasileira. Com passagem por vários grupos de capoeira, inspirando alunos com sabedoria, técnica e a verdadeira essência da capoeira. É considerado mestre por ter notório conhecimento tradicional e cultural, além de um longo tempo de atuação na prática, transmitindo seu conhecimento e legado para os alunos.Mestre Baratão - (Roda do Mercado de Afogados)Referência na capoeira, destaca-se pela dedicação, profundo conhecimento e compromisso com a cultura afro-brasileira. Com ampla experiência em diversos grupos, transmite técnica e valores da capoeira, sendo reconhecido como mestre por seu saber tradicional e longa trajetória.Mestre Melodia — (Roda do Mercado de Água Fria)Músico/cantador com experiência pedagógica, discipulo do Mestre Peu é uma referência na capoeira. Sua trajetória é marcada pela dedicação, estudo aprofundado e compromisso com a perpetuação da cultura afro-brasileira. Com passagem por vários grupos de capoeira, inspirando alunos com sabedoria, técnica e a verdadeira essência da capoeira. É considerado mestre por ter notório conhecimento tradicional e cultural, além de um longo tempo de atuação na prática, transmitindo seu conhecimento e legado para os alunos.Contra Mestre Venta - (Roda do Mercado de Boa Viagem)Figura respeitada na capoeira, construiu sua trajetória com dedicação e amor pela cultura afro-brasileira. Sempre comprometido com o ensino e a transmissão dos saberes, é reconhecido pela experiência, técnica e pelo vínculo que mantém com seus alunos e sua comunidade.Professor Ogum - (Roda do Mercado de Nova Descoberta)Sua trajetória reflete dedicação, conhecimento e respeito pela tradição. Em cada roda, ensina com o corpo e com a alma, transmitindo a essência da capoeira a quem o acompanha. Professor por merecimento, reconhecido pelo saber e pela história que carrega.Mestre Caçote - (Roda do Mercado de Casa Amarela)Mestre reconhecido na capoeira, com trajetória marcada por dedicação, estudo e valorização da cultura afro-brasileira. Inspira alunos e comunidades com seu conhecimento e compromisso com a tradição.Prof. Ailton Cabral — (Roda do Mercado das Mangueiras)Secretário do Fórum de Políticas Públicas para a Capoeira de Pernambuco; articulador de rede e parceiro técnico (projeto Cabral). Desde 2008, formado em 2021 pela Escola Cultural Nossa Capoeira sob orientação do Mestre Pêu. Atua há mais de 15 anos na Região Metropolitana do Recife e interior de Pernambuco, com destaque para aulas em comunidades. Secretário do Fórum de Políticas Públicas para a Capoeira de Pernambuco. Idealizador do Projeto Cabral (Que faz doação de cordas e apoio a rodas de capoeira), participação em fóruns e marchas pela valorização da capoeira e organização de eventos culturais como a Roda do Mercado de São José. Residente em Jaboatão dos Guararapes-PE, desenvolve trabalho contínuo em Recife e Gravatá.Mestre Silvio - (Roda do Mercado de Paulista)Reconhecido como referência na área da capoeira, sua trajetória evidencia uma prática continuada de pesquisa, ensino e valorização da cultura afro-brasileira. Detentor de saberes tradicionais, é considerado mestre em virtude de sua longa experiência e contribuição para a transmissão e preservação dessa manifestação cultural.Mestre Malunginho - (Roda do Mercado de Abreu e Lima)Sua atuação na capoeira é marcada pela constância, pela ética e pelo respeito às raízes africanas da manifestação. É reconhecido como mestre não apenas pelo domínio técnico, mas também pelo saber cultural que transmite com sensibilidade, unindo tradição e contemporaneidade em sua prática cotidiana. Mestre Índio - (Roda do Mercado de Camaragibe)Artesão cultural, especialista na confecção de berimbaus, atabaques e pandeiros. Atua em oficinas pedagógicas que ensinam não apenas a construção, mas também a história e o uso dos instrumentos musicais na capoeira e no Maculelê. Fundador do Grupo Capoeira de Rua desde 19 de maio de 2009, com atuação em Vitória de Santo Antão e Recife. Mestre Índio dedica sua vida à valorização da capoeira como expressão cultural, social e educativa, formando gerações de praticantes e transmitindo o legado afro-brasileiro.Mestre Alemão - (Roda do Mercado do Cabo de Santo Agostinho)Referência na capoeira, é conhecido por unir tradição e contemporaneidade. Com uma trajetória dedicada ao ensino e à valorização da cultura afro-brasileira, inspira seus alunos com técnica, respeito e paixão pela arte. Mestre Vovô — OficineiroMestre de roda e patrimônio vivo local (participação em rodas de mercado). Mestre na arte da capoeira, dedica sua vida à preservação da cultura afro-brasileira. Inspira e forma gerações com sabedoria, técnica e amor pela tradição.Shirley Souza (Mestra Shirley Guerreira) - OficineiraReferência feminina na capoeiragem do Recife. Instrutora de Maculelê (Oficinas para mulheres afrodescendentes e jovens da periferia) Educadora popular, pesquisadora das danças afro-brasileiras, com foco em Maculelê e danças de percussão. Atua em projetos voltados para mulheres, fortalecendo a presença feminina nas expressões de matriz africana. Com 36 anos, Mestra Shirley Guerreira iniciou sua trajetória na capoeira aos 8 anos de idade. Há 13 anos fundou, em Santo Amaro (Recife), o Grupo de Capoeira Mãe Arte, consolidando-se como referência em sua comunidade. Homenageada na abertura da 4ª Semana Municipal da Capoeira, é reconhecida por sua dedicação, ensinamento e por fazer da capoeira sua filosofia de vida e instrumento de transformação social.Waldemir Lira – Intérprete de LibrasEducador e conselheiro tutelar em Gravatá/PE, atua na defesa dos direitos da infância e juventude. É pedagogo, intérprete de Libras, especialista em Atendimento Educacional Especializado (AEE) e neuropsicopedagogo clínico, com forte dedicação à inclusão e à formação cidadã por meio da educação.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.