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O Din Down Down: A Desinvenção da Deficiência é um festival de acessibilidade cultural que inverte a lógica da normalidade e afirma uma perspectiva anticapacitista da criação. Realizado em Niterói, o projeto está organizado a entrega: 03 palestras / rodas de conversa; 06 oficinas-experiências e 03 apresentações artísticas abertas ao público. Todas as atividades serão protagonizadas por PcDs, familiares de PcDs e profissionais da acessibilidade, provendo experiências sensoriais e de sentidos que deslocam o olhar e ampliam as perspectivas de compreensão das barreiras da sociedade. Aqui, o centro não é a inclusão, mas o recentramento: pessoas surdas, cegas, neurodivergentes e com deficiência física são o ponto de partida. O festival cria um espaço de convivência, criação e aprendizado onde a diferença é potência.
Não se aplica.
Objetivo GeralPromover a arte como campo de autonomia, afeto e reeducação do olhar, por meio das ações do Festival, fortalecendo o protagonismo artístico, o convívio comunitário e a construção de novas epistemologias sensoriais, que desafiem a norma e recentrem a diversidade como princípio criativo e político; Valorizar a produção artística e cultural de pessoas com deficiência, reconhecendo seus corpos e experiências como referência estética e pedagógica; Promover a acessibilidade como linguagem artística, não apenas como recurso técnico, mas como ética do encontro e da criação coletiva; Fortalecer o vínculo entre arte, educação e diversidade, por meio da implementação de metodologias sensoriais e colaborativas; Gerar espaços de formação e difusão cultural que afirmem a multiplicidade de corpos, gestos e vozes, rompendo com a lógica assistencialista; Estimular o diálogo entre artistas, educadores, estudantes e comunidade, ampliando o repertório coletivo sobre inclusão e direitos culturais; Contribuir para a consolidação de Niterói como referência nacional em práticas culturais inclusivas e anticapacitistas.Objetivos Específicos Realizar 03 dias de um grande festival cultural que tenha a acessibilidade como tema foco, incluindo palestras / rodas de conversa, oficinas de formação e apresentações artísticas.Oferecer 03 palestras / rodas de conversa públicas, com o protagonismo de PcDs e especialistas da área, abordando arte, cultura e acessibilidade como tema central.Promover 06 oficinas-experiências a partir de linguagens artísticas e manifestações culturais — com duração total de 02 horas cada oficina, somando um total de 16 horas de formação e contemplando 320 pessoas, com prioridade para às pessoas com deficiência e seus familiares.Promover 03 apresentações e performances com artistas e grupos PcDs.Garantir 01 conjunto pleno de medidas de acessibilidade, com equipe capacitada, espaços preparados e sinalizações inclusivas nos espaços.Produzir 01 registro fotográfico e audiovisual do processo formativo e das apresentações, difundindo o conteúdo nas redes e ampliando o acesso digital.Fomentar a geração de trabalho e renda para o campo cultural por meio da contratação de 01 conjunto de profissionais prioritariamente PcDs, dentre entre artistas, técnicos e intérpretes.Consolidar parcerias institucionais com 01 conjunto de instituições, dentre escolas, coletivos culturais e organizações voltadas à inclusão e diversidade.Implantar 01 plano de comunicação inclusiva, com estratégia de mobilização em redes sociais, imprensa local e pontos culturais da cidade.Avaliar os impactos sociais e culturais do projeto por meio de 01 conjunto de relatórios qualitativos e quantitativos, considerando percepções do público PcD e parceiros locais.
O FESTIVAL DIN DOWN DOWN: A DESINVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA propõe uma inversão radical da lógica dominante da inclusão. Em vez de buscar adaptar corpos e experiências às normas, o Festival convida a sociedade a experimentar o mundo a partir das referências sensoriais, artísticas e políticas das pessoas com deficiência. É uma proposta que desloca o olhar, questiona o centro e transforma o espaço cultural em campo de escuta, presença e invenção coletiva.Durante 03 dias de programação, o Festival ocupará o Caminho Niemeyer e o Teatro Popular promovendo 06 oficinas experiências (02 por dia), 03 palestras / rodas de conversa e 03 apresentações artísticas. Cada atividade será conduzida por artistas e educadores identificados como pessoas com deficiência e será desenhada para propor experiências imersivas que confrontam as barreiras impostas pela sociedade. Um exemplo ilustrativo: organizar uma palestra ministrada inteiramente em Libras com intérprete para o português, ou uma oficina realizada com vendas e audiodescrição, onde o público é convidado a viver um mundo onde o referencial é outro — o corpo que escuta com as mãos, o som que se sente com o chão, a imagem que se compreende pela palavra.O Din Down Down não é um Festival sobre deficiência, mas sobre percepção. É uma celebração da diferença como potência criadora e uma afirmação de que a arte é o campo mais fértil para repensar a ideia de normalidade. Em sua concepção, o Festival se inspira em tradições afro-brasileiras, nas culturas populares e nas pedagogias do corpo — espaços onde o conhecimento nunca foi apenas racional, mas sensorial e comunitário. Assim, a arte, aqui, é também política e torna-se ferramentas de libertação e reconhecimento.A proposta dialoga diretamente com os princípios da Lei nº 8.313/1991 (Programa Nacional de Apoio à Cultura _ PRONAC), ao facilitar o acesso da população à cultura (Art. 1º, inciso I), promover a regionalização da produção cultural (II), apoiar e difundir manifestações culturais de criadores com deficiência (III), proteger as expressões culturais de grupos formadores da sociedade brasileira (IV), salvaguardar modos de criar e viver (V) e preservar bens imateriais do patrimônio cultural (VI). Também realiza, na prática, os objetivos do Art. 3º, como a oferta de cursos e oficinas de caráter cultural (I-c), a realização de eventos e espetáculos públicos e gratuitos (II-c e IV-a), a proteção de tradições populares (III-d) e a difusão de bens culturais acessíveis (IV-b).O uso do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet é fundamental para a execução do projeto. Por ser um Festival gratuito e acessível, com intensa presença de profissionais com deficiência em todas as etapas — da criação à técnica —, o apoio via renúncia fiscal garante condições de estrutura, acessibilidade e remuneração justa, viabilizando a presença de intérpretes de Libras, audiodescritores, tecnologia assistiva, recursos de vibração sonora, legendagem ao vivo e sinalização tátil. Além disso, assegura a produção de conteúdos acessíveis no formato digital e audiovisual, ampliando o alcance do evento e promovendo a democratização real da experiência cultural.A relação entre o Festival e o poder público é de aliança recíproca: o Estado cumpre seu dever constitucional de fomentar a diversidade cultural e garantir o exercício dos direitos culturais, e o projeto devolve à sociedade um espaço de aprendizado coletivo e transformação sensorial. O Festival Din Down Down representa uma prática concreta de política cultural inclusiva, que se alinha à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto nº 6.949/2009) e à Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), reafirmando o princípio de que a cultura é um direito e a acessibilidade, uma condição de cidadania.Para a cidade de Niterói, o Festival é também um gesto simbólico e territorial. Realizado em um dos seus mais emblemáticos espaços públicos — o Caminho Niemeyer —, o evento transforma um monumento arquitetônico em palco de experiências humanas plurais. Para os artistas e educadores com deficiência, é oportunidade de reconhecimento e visibilidade. Para o público, é uma experiência sensorial que desloca certezas e amplia horizontes. Para o poder público, é uma ação que concretiza políticas de equidade, democratização de acesso e fortalecimento da cultura como campo de formação cidadã.Mais do que um evento, o FESTIVAL DIN DOWN DOWN: A DESINVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA é uma proposta de futuro. Um futuro onde a arte deixa de ser instrumento de adaptação e passa a ser linguagem de transformação. Em dois dias, o festival propõe o que a sociedade ainda não ousou imaginar: um mundo em que todos os corpos são referência, e nenhuma diferença é exceção.
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PLANO PEDAGÓGICO DO FESTIVALO eixo pedagógico do Festival Din Down Down: A Desinvenção da Deficiência se estrutura em um conjunto de vivências que articulam arte, sensorialidade e reflexão crítica. Inspirado na ideia de recentramento, o projeto propõe experiências conduzidas por pessoas com deficiência, nas quais o público é convidado a aprender por meio do corpo, da escuta e do gesto, deslocando a lógica de adaptação e promovendo uma pedagogia do encontro. A proposta compreende 06 oficinas-experiências e 03 palestras/rodas de conversa, cada uma concebida como um espaço de aprendizagem coletiva, onde a diferença é compreendida como potência criativa e não como limite.As palestras e rodas de conversa terão duração de duas horas cada e contarão com intérpretes de Libras, legendagem ao vivo e audiodescrição, garantindo acessibilidade integral. O primeiro encontro, “A Deficiência Está no Mundo: Éticas do Encontro”, reunirá artistas e pesquisadores surdos, cegos e neurodivergentes em uma conversa sobre o capacitismo estrutural e a necessidade de reeducar o olhar social. O segundo, “Arte, Corpo e Anticapacitismo”, será uma palestra-performance na qual artistas com deficiência compartilham seus processos criativos, demonstrando como a deficiência pode ser linguagem estética e política. O terceiro encontro, “Cultura como Desinvenção da Norma”, abordará políticas culturais inclusivas e práticas de gestão acessível, convidando o público a refletir sobre o papel das instituições e dos criadores na transformação social. As rodas de conversa serão mediadas por educadores PcDs e terão formato dialógico, estimulando o público a participar ativamente das discussões.As oficinas-experiências, também com duas horas de duração cada, exploram diferentes linguagens artísticas e sensoriais. A oficina “Ver com as Mãos: Fotografia Tátil e Audiodescrita” propõe a criação de imagens a partir do toque e da descrição, conduzida por fotógrafo cego e educador visual. “O Som que Se Sente: Música e Vibração Corporal” trabalha a percepção sonora por meio de vibrações e ritmos, permitindo que surdos e ouvintes compartilhem uma mesma escuta expandida. “Corpos que Falam: Capoeira Inclusiva e Comunicação pelo Gesto” utiliza o jogo da capoeira como linguagem acessível e universal, integrando movimento, canto e convivência. “Silêncios Luminosos: Dança e Linguagem Visual” explora a coreografia a partir de luz, vibração e gesto, deslocando o protagonismo do som e ampliando a experiência visual. “Mapa do Sentir: Teatro e Neurodiversidade” propõe jogos teatrais que valorizam as singularidades sensoriais de cada participante, conduzidos por artistas neurodivergentes. Por fim, “Design da Diferença: Acessibilidade e Criação” estimula a produção de objetos e soluções criativas de design universal com materiais acessíveis, refletindo sobre inovação social e sustentabilidade.Todas as atividades terão número limitado de participantes para garantir acompanhamento individualizado, totalizando cerca de 320 pessoas nas oficinas e 800 nas rodas de conversa. O público-alvo inclui pessoas com deficiência, familiares, educadores, estudantes e interessados em acessibilidade cultural. O corpo de mediadores e oficineiros será composto majoritariamente por PcDs, fortalecendo o protagonismo e a representatividade no campo cultural. A metodologia privilegia a vivência prática e o diálogo horizontal, onde o conhecimento emerge da troca e da escuta ativa. A cada atividade, o público será convidado a vivenciar sensações que normalmente não fazem parte de sua experiência cotidiana, como ouvir o silêncio, ver com o tato, sentir a música com o corpo ou compreender o espaço pelo som.O plano pedagógico tem caráter formativo e transformador, buscando não apenas transmitir conteúdos, mas provocar deslocamentos de percepção. As experiências propostas se configuram como exercícios de cidadania cultural, nos quais a acessibilidade deixa de ser um recurso técnico para se tornar linguagem estética e ética. Em todas as ações, serão utilizados recursos de acessibilidade comunicacional e atitudinal, como intérpretes de Libras, legendagem ao vivo, audiodescrição, piso tátil, sinalização contrastante e mediação acessível. Os resultados esperados incluem o fortalecimento de uma rede de artistas e educadores com deficiência, a formação de novos multiplicadores de práticas inclusivas e o aprofundamento do debate público sobre a deficiência como construção social. O Festival se converte, assim, em um laboratório de novas epistemologias sensoriais e um espaço pedagógico de desinvenção da norma — onde todos os corpos são referência e nenhuma diferença é exceção.
No Festival DIN DOWN DOWN: A DESINVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA, a acessibilidade é o ponto de partida, não um recurso adicional. Ela atravessa o conceito, a curadoria, o formato e a vivência. Todo o Festival é construído a partir do olhar e do gesto de pessoas com deficiência, deslocando a lógica de inclusão para um campo de centralidade. Aqui, a cultura não se adapta para acolher o corpo diverso — é o corpo diverso que ensina à cultura novas maneiras de existir.O evento, realizado no Caminho Niemeyer e Teatro Popular de Niterói, propõe um exercício coletivo de reeducação sensorial, ética e política. Cada espaço, cada oficina, cada conversa, é uma experiência que convida o público a desaprender a norma e a reaprender o convívio. Serão 03 dias de atividades — 06 oficinas, 03 rodas de conversa e 03 apresentações artísticas — onde a acessibilidade se manifesta em múltiplas linguagens: na escuta com o corpo, na visão com o som, na fala com o gesto.A infraestrutura do local garante acessibilidade física: rampas, banheiros adaptados, piso tátil, sinalização contrastante e áreas de descanso. Mas o Festival vai além do cumprimento do rigor técnico: a acessibilidade é pensada como linguagem estética e prática pedagógica. As oficinas serão conduzidas por artistas e educadores com deficiência, que compartilham suas formas de percepção e criação como experiência de arte e aprendizado. Haverá, por exemplo, oficinas com audiodescrição ativa, vivências com vendas, palestras ministradas em Libras com tradução simultânea para o português e performances silenciosas, guiadas por vibração e luz.Essas práticas não apenas tornam o evento acessível, mas também revelam o quanto a norma é limitada. Pessoas cegas, surdas, com mobilidade reduzida, com deficiência intelectual ou neurodivergências conduzem o público por uma travessia sensorial. O espectador deixa de ser o centro e se torna aprendiz: ele precisa traduzir, esperar, sentir, descobrir outros modos de comunicação. É nesse gesto que o Festival encontra seu sentido — a acessibilidade se torna escola, e o convívio, um ato pedagógico.Por isso, além das áreas estruturadas de apoio e acolhimento, o Din Down Down contará com espaços pedagógicos voltados a pessoas não deficientes, propondo reflexões sobre capacitismo, ética da escuta e convivência plural. Nesses espaços, serão oferecidas rodas de orientação com pessoas com deficiência, ensinando como se comunicar sem reproduzir opressões, como oferecer ajuda de forma respeitosa, e como perceber a deficiência não como falta, mas como diferença. O Festival entende que a verdadeira inclusão não se faz apenas com rampas, mas com mudança de consciência.A equipe de produção e mediação será formada e sensibilizada previamente, com base na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto nº 6.949/2009), no Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e no Decreto nº 3.298/1999. Essa formação abrangerá princípios de acessibilidade atitudinal e comunicacional.No campo comunicacional, toda a identidade visual e digital do Festival será desenvolvida sob critérios de design universal: vídeos com tradução em Libras, legendas, audiodescrição, texto alternativo e contrastes visuais adequados. O site e as redes sociais do evento seguirão normas de acessibilidade digital, e o material gráfico impresso contará com QR Codes que redirecionam a versões em áudio e vídeo.Durante o evento, haverá também espaços de regulação sensorial, destinados a pessoas neurodivergentes e ao público em geral, pensados para o descanso e a autorregulação. O Festival, assim, se converte em uma paisagem inclusiva, onde os sentidos não se hierarquizam — se encontram.O FESTIVAL DIN DOWN DOWN: A DESINVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA não apenas cumpre as exigências da lei: ele propõe um modelo de cultura acessível que parte da experiência real das pessoas com deficiência e se expande como prática formativa. É um evento que transforma a técnica em ética, e a ética em aprendizado coletivo. A acessibilidade aqui não é correção — é revolução. É a escuta ativa de uma sociedade que ainda precisa aprender a ouvir o que o corpo diz, e a ver o que o silêncio mostra.
O Festival entende o acesso não como uma etapa logística, mas como o próprio fundamento do fazer cultural. A proposta parte da ideia de que democratizar o acesso não é apenas permitir a presença do público, mas reorganizar os modos de participação e escuta. Nesse sentido, a acessibilidade e a democratização se fundem como dimensões inseparáveis: o acesso é físico, sensorial, simbólico e pedagógico.O Festival, realizado no Caminho Niemeyer e no Teatro Popular de Niterói, será 100% gratuito, sem cobrança de ingressos para nenhuma das atividades — palestras / rodas de conversa, oficinas ou apresentações artísticas. Essa decisão reforça o compromisso do projeto com o direito universal à cultura, conforme o Art. 1º, incisos I e IV, da Lei 8.313/1991, que estabelece a necessidade de “facilitar o livre acesso às fontes da cultura” e “proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira”.Todas as atividades terão inscrições abertas e acessíveis, com vagas reservadas a pessoas com deficiência, familiares, educadores e estudantes de escolas públicas. O sistema de inscrição será hospedado em um site acessível (com tradução em Libras, audiodescrição e contraste visual adequado), além de formulários físicos disponíveis em instituições parceiras, como órgão da Prefeitura Municipal, escolas municipais, centros de referência da pessoa com deficiência e Pontos de Cultura. Essa estrutura garante que o acesso digital não se sobreponha à presença comunitária e que a inscrição não dependa exclusivamente de recursos tecnológicos.A divulgação será orientada por uma política de comunicação acessível e descentralizada. Para alcançar públicos diversos, especialmente pessoas com deficiência e seus familiares, serão utilizados canais comunitários (rádios locais, centros culturais, associações e redes de PcDs), além das redes sociais, com conteúdos adaptados em Libras, legendas e audiodescrição. Materiais impressos terão QR Codes que direcionam para versões em vídeo e áudio, permitindo que o acesso à informação seja múltiplo.O público-alvo principal é composto por pessoas com deficiência de todas as faixas etárias, especialmente moradoras de Niterói e municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas o Festival também se dirige a educadores, estudantes, artistas, gestores culturais e público em geral, que serão convidadas a participar de vivências pedagógicas anticapacitistas, aprendendo sobre comunicação inclusiva, convivência e ética da diferença. Essa inversão do foco do acesso é um gesto político: quem normalmente “assiste” agora aprende; quem era “objeto de inclusão” se torna sujeito da criação.Durante os três dias de evento, estima-se o atendimento direto de 15.000 pessoas (entre participantes das oficinas e visitantes espontâneos) e um alcance indireto de cerca de mais 15 mil pessoas por meio das plataformas digitais e transmissões ao vivo. A programação será inteiramente livre, com palestras / rodas de conversa e apresentações artísticas acontecendo em espaços abertos e fechados do Caminho Niemeyer, permitindo circulação orgânica e contínua.Para ampliar o acesso físico e territorial, o projeto contará com transporte acessível gratuito, articulado junto à Prefeitura e cooperativas locais, priorizando o deslocamento de grupos de pessoas com deficiência, idosos e instituições educacionais. O evento também disporá de monitores treinados para mediação de público, garantindo orientação segura, acolhimento e comunicação empática.No campo simbólico, o acesso será também um exercício de deslocamento sensorial e social. O Festival propõe que o público vivencie diferentes formas de fruição — ouvir o silêncio, ver com o tato, sentir a música pela vibração — como forma de democratizar não só o espaço, mas a própria percepção. Essa abordagem pedagógica inverte o modelo hegemônico de “adaptação” e propõe um convívio estético no qual todos, com ou sem deficiência, são desafiados a repensar seus modos de estar no mundo.Para garantir transparência, a produção realizará um relatório de público e acessibilidade, com indicadores de participação, perfis dos participantes e registro das práticas de democratização implementadas. Esse material, publicado no site da proponente, servirá como instrumento de referência para políticas públicas culturais e futuras ações inclusivas no município.Além disso, o Festival se articula com instituições locais de ensino, movimentos de PcDs, coletivos de mulheres e organizações negras de Niterói, consolidando uma rede de acesso ampliado e interseccional. Assim, a democratização do Din Down Down não se limita ao público que participa: ela se expande como prática comunitária e transformadora, reafirmando o direito de todos à criação, à fruição e à representação.Em suma, a democratização do acesso no Festival Din Down Down é também uma democratização do olhar. Ela questiona quem tem acesso, quem fala, quem é escutado e quem fica fora quando o acesso é tratado apenas como número ou norma técnica. Ao garantir a gratuidade, a acessibilidade total e o protagonismo das pessoas com deficiência, o projeto cumpre a missão pública do PRONAC: ampliar o acesso à cultura, descentralizar recursos, promover diversidade e assegurar equidade.
Instituto Gingas (Proponente)Coordenação geralO Instituto GINGAS, uma OSC com 22 anos de atuação, implementa projetos inovadores voltados à acessibilidade cultural e inclusão social. Seu projeto de maior impacto, o Din Down Down, em parceria com a APAE/Niterói desde 2008, tornou-se um pilar do Instituto e expandiu, com o patrocínio da Enel, para 12 escolas públicas (em 2023/2024) e para 16 escolas públicas (em 2025/2026), todas no estado Rio de Janeiro. A excelência do GINGAS e do Din Down Down foi reconhecida com prêmios e, em 2024, foram consagrados como patrimônio cultural imaterial de Niterói.Patrícia Dorneles CuradoraPossui graduação em Terapia Ocupacional pela Federação das Faculdades Metodistas do Sul Instituto Porto Alegre (1995).Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2001) na linha de pesquisa Educação Popular e movimentos sociais e Doutora em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2011) na linha ambiente, ensino e território. É pós-doutora em Terapia Ocupacional pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Atua há 20 anos no campo das políticas públicas culturais. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em política cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: ação cultural, política cultural, ação coletiva, educação popular e saúde e direitos humanos. Trabalhou no Ministério da Cultura entre os anos de 2005 a 2009, implementando o Programa Cultura Viva na Região Sul e as ações de Cultura e Saúde deste órgão. Atualmente é Professora Associada do Curso de Terapia Ocupacional da UFRJ, sendo docente das disciplinas de Acessibilidade Cultural e Terapia Ocupacional e Educação Popular e Saúde. É coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência com o apoio do Ministério da Cultura - MinC de 2013 a 2019 e da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência – SNPD desde 2021. Coordenadora do Laboratório de Arte, Cultura, Acessibilidade e Saúde – LACAS. Foi Superintendente de Difusão Cultural do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ de 2015 a 2019. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Terapia Ocupacional e Cultura - CNPQ.David Nascimento Bassous (Mestre Bujão)CuradorMestre de Capoeira (2003); Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências, Tecnologias e Inclusão (Atual); Especialista em Acessibilidade Cultural pela Universidade Federal do Estado do rio de Janeiro – UFRJ (2016); Mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense – UFF (2005); Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá (1989); Especialização em História da África e Educação das Relações Étnico-Raciais Lei 10.639/2003 pelo CEAP – UERJ (2013); Griô da Rede de Tradição Oral /Ação Griô pelo Mistério da Cultura do Brasil (2010); Tuxáua, título concedido pelo Mistério da Cultura do Brasil (2010). Atualmente é uma referência em acessibilidade cultural em nível nacional e internacional. Mestre bujão é autista com altas habilidades e superdotação com diagnóstico tardio.Karolina Maia Silva Castro (Karoll Maia)Diretora de ProduçãoProfessora de capoeira e coordenadora técnica do Instituto GINGAS, desenvolve ações inclusivas com foco na cultura afro-brasileira. Fundadora do Espaço Cultural Palhoça e do projeto Coração da Capoeira, que atende famílias em São Gonçalo, é especialista em capoeira infantil e inclusão social. Participou de eventos como o Rock in Rio 2024, promovendo diversidade. Atua há mais de 10 anos em projetos de acessibilidade e formação cultural voltados a PcDs e suas famílias.Breno Platais Brasil TeixeiraCoordenador técnicoDoutor pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal Fluminense. É bacharel em Turismo pela Universidade Federal Fluminense (2010) e possui mestrado em Ecologia de Ecossistemas pela Universidade Vila Velha (2013). Atualmente é também presidente e fotógrafo da Organização da Sociedade Civil GINGAS - Arte da Possiblidade - OSC sem fins lucrativos focada na acessibilidade cultural da pessoa com deficiência. Tem experiência na área de Ensino Superior, Desenvolvimento Comunitário, Gestão de Centros Culturais, Fotografia e Turismo. Rodrigo Hosken MascarenhasCoordenador administrativo-financeiroBacharel em Administração de Empresas pela Unifenas - MG (1999). Atua no campo da cultura desde os anos 90, com experiência no bloco carnavalesco Mel, tradicional de Salvador. Autodidata em audiodescrição, realizou o curso de extensão em audiodescrição pela Fundação CECIERJ em 2023. Atualmente trabalha no setor administrativo do Instituto GINGAS, onde contribui para o desenvolvimento e gestão de projetos culturais, com destaque para a acessibilidade cultural.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.