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O projeto "Olhares que Libertam: fotografia, redes sociais e protagonismo negro" promoverá capacitações por meio de duas oficinas, uma de fotografia, edição de imagem e usos estratégicos das redes sociais e outra para automaquiagem; rodas de conversa; exibição de filmes; em exposição cultural que darão visibilidade às produções das participantesna. O projeto culminará ne criação de um acervo fotográfico coletivo contribuindo para a valorização da cultura negra e o fortalecimento da representatividade feminina nas mídias.
1. Oficina de fotografia, edição de imagem e usos estratégicos das redes sociais Capacitar as participantes em técnicas básicas de fotografia e edição de imagem, promovendo o uso consciente e estratégico das redes sociais. A oficina visa fortalecer a identidade e a expressão individual por meio da criação de conteúdos autorais que valorizem a estética negra e o protagonismo juvenil.2. Oficina de Automaquiagem Promover o autocuidado e a valorização da beleza negra por meio de técnicas de automaquiagem adequadas a diferentes tons de pele. A oficina busca fortalecer a autoestima das participantes, desconstruir padrões estéticos eurocêntricos e incentivar a expressão da identidade por meio da maquiagem.3. Rodas de conversa Criar espaços seguros de escuta e diálogo para debater temas como racismo, estética negra, autoestima, redes sociais e empoderamento feminino. As rodas de conversa permitirão trocas de experiências e reflexões que reforcem a construção coletiva de saberes e o fortalecimento das identidades negras.4. Exibições de filmes Exibir filmes que abordem questões raciais, de gênero e identidade, seguidos de debates com o público. As sessões têm como objetivo estimular o pensamento crítico, ampliar repertórios culturais e provocar reflexões sobre as vivências negras e o papel da juventude na transformação social.5. Exposição cultural Realizar uma mostra pública com os ensaios fotográficos autorais das participantes, valorizando seus olhares e narrativas. A exposição será presencial e virtual, gratuita e acessível, promovendo a democratização do acesso à cultura e ampliando a visibilidade da produção artística das jovens negras.
Objetivo Geral: Formar 50 estudantes do ensino fundamental II e EJA da Escola Municipal C. Histarte de Salvador, por meio da educação digital e da autovalorização, utilizando fotografia, maquiagem, edição de imagens e redes sociaisObjetivos Específicos: 1 Oficina de fotografia, edição de imagem e usos estratégicos das redes sociais;1 Oficina de Automaquiagem;4 Rodas de conversa;2 Exibição de filmes;1 Exposição cultural.
O racismo estrutural e o sexismo ainda colocam mulheres negras e a juventude negra em posição de desvantagem no acesso a oportunidades, visibilidade e reconhecimento social. Como aponta Lélia Gonzalez (1988), a sociedade brasileira mantém uma lógica de "racismo por denegação", que marginaliza corpos negros ao mesmo tempo em que explora culturalmente suas expressões.A autoestima da mulher negra é atravessada por estereótipos que afetam sua identidade e sua autopercepção (Bell Hooks, 1995). Nesse sentido, a fotografia, aliada ao uso estratégico das redes sociais, pode funcionar como ferramenta de resistência, ressignificação e valorização estética, criando narrativas visuais que rompem padrões eurocêntricos.A juventude negra, segundo Kabengele Munanga (2004), precisa ocupar espaços de produção cultural e tecnológica, fortalecendo suas vozes e narrativas. As redes sociais, quando usadas de forma consciente, podem potencializar essa ocupação, promovendo não só visibilidade, mas também engajamento comunitário.Assim, este projeto busca unir formação técnica em fotografia, educação digital e fortalecimento identitário para promover o protagonismo da jovem negra, incentivando a produção e difusão cultural que reflita e celebre a negritude.Dada a relevância social e cultural desta iniciativa, o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), é essencial para viabilizar seu financiamento e garantir sua implementação com qualidade e alcance. O projeto se enquadra nos incisos II e III do Art. 1º da referida lei, pois promove a difusão de bens culturais e o desenvolvimento da consciência crítica sobre a diversidade étnico-racial brasileira.Além disso, atende aos objetivos estabelecidos no Art. 3º, especialmente nos incisos I, ao contribuir para o estímulo à formação cultural da população; II, ao apoiar a valorização da identidade cultural brasileira; e V, ao incentivar a democratização do acesso aos bens e serviços culturais. Por meio desse mecanismo de fomento, será possível ampliar o impacto do projeto, alcançando mais jovens negras e fortalecendo práticas culturais que promovam inclusão, representatividade e transformação social.
1. Oficina de fotografia, edição de imagem e usos estratégicos das redes sociais - Carga horária - 16 horas 2. Oficina de Automaquiagem - Carga horária 16 horas3. Rodas de conversa - Carga horária 08 horas4. Exibições de filmes - Carga horária 16 horas5. Exposição cultural - Carga horária 8 horasPúblico Alvo - O projeto "Olhares que Libertam: fotografia, redes sociais e protagonismo negro" tem como público-alvo principal 50 estudantes negras e negros do Ensino Fundamental II e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal C. Histarte, localizada em Salvador (BA). Prioritariamente, serão atendidas jovens negras, considerando os impactos específicos do racismo e do sexismo em suas trajetórias sociais, educacionais e identitárias. O projeto também se destina, de forma ampliada, à comunidade escolar e ao público em geral interessado nas temáticas de negritude, representatividade e produção cultural, especialmente durante as ações de difusão como a exposição
1. Acessibilidade arquitetônica:Acessibilidade arquitetônica: os locais para realização das contam com acessibilidade arquitetônica, garantindo: rotas acessíveis, com espaço de manobra para cadeira de rodas, rampas, elevadores adequados para pessoas com deficiência, corrimãos e guarda-corpos, banheiros femininos e masculinos adaptados para pessoas com deficiência vagas de estacionamento para pessoas com deficiência, iluminação adequada. Estaremos desenvolvendo as atividades do projeto nas em escolas de Salvador BA, priorizando espaços onde haja acessibilidade arquitetônica.2. Acessibilidade Comunicacional: Monitoria para educandos público alvo da educação especial, bem como intérprete de libras, caso necessário.3. Acessibilidade atitudinal:a) Capacitação de equipes atuantes nos projetos culturais: consultoria para acessibilidade em projetos culturais;b) Contratação de profissionais com deficiência e profissionais especializados em acessibilidade cultural.
O projeto "Olhares que Libertam: fotografia, redes sociais e protagonismo negro" adota uma estratégia de democratização do acesso cultural em múltiplos formatos, garantindo que os conteúdos produzidos cheguem ao maior número possível de pessoas, em especial àquelas pertencentes a grupos historicamente marginalizados.Como produto final das formações, serão realizados ensaios fotográficos autorais desenvolvidos pelas próprias participantes, valorizando seus olhares, experiências e identidades. Essas produções não apenas fortalecem a autoestima das envolvidas, mas também integram ações de difusão pública e gratuita, ampliando seu alcance para além do espaço formativo.O projeto realizará uma exposição fotográfica presencial, gratuita e acessível ao público em geral, em espaço cultural ou comunitário a ser definido. A exposição contará com recursos de acessibilidade comunicacional (como textos de apoio e curadoria com linguagem inclusiva) e será acompanhada de uma roda de conversa aberta ao público, promovendo o diálogo entre as participantes, visitantes e convidados sobre temas como estética negra, empoderamento e juventude.Em paralelo, será criada uma exposição virtual com as mesmas imagens, hospedada no site e redes sociais do projeto. Essa versão online será gratuita, de fácil navegação e com curadoria colaborativa, permitindo que o público tenha acesso ao conteúdo de qualquer lugar do país. Os materiais serão otimizados para dispositivos móveis e acompanhados de textos descritivos, garantindo acessibilidade digital.Além disso, as produções serão publicadas nas redes sociais do projeto, com destaque para autorretratos, bastidores, depoimentos das participantes e vídeos curtos sobre o processo formativo. Essa estratégia não apenas garante visibilidade, como também estimula o engajamento digital e a circulação orgânica dos conteúdos.Todas essas ações — exposição física, galeria online, publicações digitais e rodas de conversa abertas — são pensadas como formas concretas de ampliar o acesso ao projeto e à produção cultural das jovens negras, promovendo inclusão, representatividade e participação cidadã.
Rafa Beck (Coordenação Geral e Ministrante de Oficina) é mestre em Cinema e Narrativas Sociais (PPGCINE-UFS/SE) e graduado em Cinema e Audiovisual (UFRB/BA), locais onde iniciou suas pesquisas sobre o uso do som no cinema, sobre cinema educação, sobre cinema infantojuvenil e sobre cinema latino americano. É produtor executivo, roteirista e diretor dos documentários Cleó ao 70 (curta em finalização), Mãe Cleo (longa em produção) e Cajazeiras: TerreiroCity (longa em desenvolvimento). Desde 2016, ministra oficinas e minicursos voltados para docentes e discentes em escolas e universidades, em redes públicas e privadas, incluindo: Oficina de Audiovisual (PET CINEMA/UFRB, 2016-2019), Cinescola: Descomplicando o Audiovisual na Pandemia (Escola em Foco, 2021), Desenvolvimento e Escrita de Projetos e Produção Audiovisual na Escola (LabQueer, 2024). Colaborou como Produtor Executivo e Diretor de Produção na 242 Filmes (2021 a 2023) e como Coordenador de Audiovisual no Instituto Educa+ (2023). É Assessor das Lei Paulo Gustavo e Aldir Blanc no município de Luís Eduardo Magalhães, e Diretor de Operações Audiovisuais e Gerente de Projetos na Olho de Vidro Produções.2. Paula Beck (Coordenadora Geral e ministrante de oficina) é fotógrafa especializada em retratos femininos e fotografia digital e impressa. Participou de cursos na área e desenvolve projetos em escolas, criando lembranças da infância e fortalecendo vínculos entre escola, família e comunidade. Professora e criadora de cursos de fotografia para crianças e adultos, também atua em marketing digital e cria produtos personalizados a partir de suas imagens, transformando fotos em experiências únicas.3. Amanda Batista de Oliveira possui trajetória profissional nas áreas de produção cultural e audiovisual, coordenando e contribuindo para diversos projetos significativos em Luís Eduardo Magalhães/BA. Desde 2023, ela atua como Coordenadora de Cultura no Instituto Educa+, onde desenvolve e gerencia iniciativas culturais que visam promover a arte e a educação na comunidade local. Em 2024, Amanda assumiu a Diretoria de Produção no I Festival de Cinema Circular; no Projeto Corpovivências, atuou como Assistente de Oficina e Produção; Diretora e Produtora Executiva no curta documentário Yalodê, um projeto que visa destacar a cultura e as vozes de sua comunidade; Trabalhou com Som Direto no documentário Raízes do Cerrado da Creative Home, demonstrando sua versatilidade nas diferentes funções dentro do setor audiovisual.4. Isis Abena Isis Abena é mãe, mulher negra soteropolitana. Mestranda no programa interdisciplinar em estudos sobre Gênero, Mulheres e Feminismos (PPGNEIM) na Universidade Federal da Bahia. Idealizadora de projetos culturais que versa sobre identidade e cultura negra, maternidades negras e memória de povos originários. Idealizadora e coordenadora do projeto Ose Epo. Realizou produção executiva e direção artistica das duas edições do projeto. Colaborou para pesquisa e criaçao do curta metragem Mãe Cleo. Pesquisa temas sobre Memória, Feminismos Negros, Identidade e Cultura, Interseccionalidade.5. Marta Beck (Coordenação Pedagógica) é graduada em Pedagogia, especialista na área de Educação, com ênfase em Avaliação da Aprendizagem, Mestre em Educação e Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. No período de 1985 a 2008 atuou na Educação básica como professora, coordenadora e diretora de escola. A partir de 2004 iniciou a docência no Ensino Superior e atualmente é professora Adjunta IV da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com dedicação exclusiva. Professora da FAED - Faculdade de Educação, atua nos Cursos de Pedagogia presencial e EaD Matemática, Letras, História, Geografia, Artes, Música, Filosofia e Enfermagem. Possui publicações em periódicos, capítulos de livros e anais de eventos na área de formação continuada de professores, diversidade, currículo, fronteira e desenvolvimento local. Contribui como pesquisadora no Grupo de Estudo e Pesquisas: Estudo e Pesquisa em Educação Fronteiriça da UFMS Câmpus de Ponta Porã (GEPEF). Coordenadora Institucional do Residência Pedagógica da UFMS e Coordenadora do Projeto de extensão da UFMS: Programa de estágio supervisionado e capacitação técnica do governo do MS.7. Amanda Batista (oficineira)
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.