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O projeto realizará seis apresentações de um espetáculo musical autoral inspirado no universo de Mágico de Oz, composto por elenco negro, promovendo a democratização do acesso cultural com acessibilidade plena (física e comunicacional) e ações de formação de público. Serão disponibilizados ingressos gratuitos para comunidades e escolas, visando valorizar a representatividade negra no setor e difundir o teatro musical brasileiro como linguagem popular.
Dorothy é uma jovem criativa que vive em Dumas, cidade marcada pela desigualdade. Após ter suas ideias constantemente desacreditadas, ela é levada por um tornado para Oz, um lugar controlado por ilusões e pelo medo, governado por Akan, que transforma sua dor em poder sobre os outros.Na estrada dourada, Dorothy encontra aliados improváveis: um Espantalho que nunca teve acesso à educação, um Homem de Lata com o coração enferrujado pela falta do amor e um Leão que perdeu a coragem de ser quem ele é. Juntos, descobrem que suas fraquezas são, na verdade, suas maiores forças.A peça reflete sobre pertencimento, liberdade e empoderamento, mostrando como a escuta, a empatia e a ação coletiva podem transformar indivíduos e comunidades, propondo uma narrativa de representatividade em um espetáculo de teatro musical vibrante com canções autorais.
Objetivo GeralPromover o acesso gratuito ao teatro musical e contribuir para a formação de novos públicos, fortalecendo a representatividade negra nas artes cênicas e estimulando o diálogo entre cultura, diversidade e comunidade.Objetivos Específicos1) Realizar 06 (seis) apresentações gratuitas do espetáculo musical com elenco majoritariamente negro, em espaço acessível ao público.2) Garantir a acessibilidade plena das apresentações, incluindo recursos como Intérprete de Libras e adaptações físicas no espaço.3) Ampliar o acesso do público, especialmente de comunidades periféricas e escolares, por meio da distribuição gratuita de 100% dos ingressos e ações de mobilização focadas.4) Estimular a formação de público por meio da oferta gratuita e da realização de 06 (seis) sessões de mediação cultural (bate-papo) com o público ao final de cada apresentação.5) Fomentar a empregabilidade no setor, gerando oportunidades e valorizando o trabalho de, no mínimo, 70% dos artistas e técnicos negros envolvidos na produção.6) Contribuir para a difusão e popularização do teatro musical brasileiro, consolidando sua presença como linguagem acessível e de relevância social.
O acesso à cultura no Brasil ainda é profundamente desigual. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, mais da metade da população brasileira nunca frequentou uma sala de teatro, principalmente por motivos econômicos e pela falta de oferta cultural próxima às suas comunidades. Esse cenário se agrava quando se trata do teatro musical, uma linguagem que exige altos investimentos de produção e, por isso, costuma permanecer restrita a grandes centros urbanos e a públicos de maior poder aquisitivo.Além do acesso limitado, persiste o desafio da representatividade. Estudos do Observatório Itaú Cultural apontam que a presença de artistas negros em produções de teatro musical no Brasil é reduzida, o que evidencia a necessidade de políticas que valorizem a diversidade racial e promovam equidade nas artes cênicas. Essa lacuna reflete desigualdades históricas e afasta parte significativa do público, que não se vê representada nas narrativas apresentadas nos palcos.O projeto Dorothy surge como uma resposta a essa realidade. Trata-se de um espetáculo musical com elenco negro, que propõe a realização de apresentações gratuitas como forma de democratizar o acesso ao teatro, fortalecer a representatividade negra e estimular a formação de novos públicos. A proposta une qualidade artística e relevância social, aproximando o teatro musical das comunidades. Por meio da gratuidade, da acessibilidade e da mediação cultural, o projeto contribui para a redução das desigualdades de acesso à arte e no estímulo à diversidade estética e social da produção cultural brasileira.A Necessidade do Mecanismo de Incentivo (Lei nº 8.313/91)A viabilidade integral do projeto depende, intrinsecamente, do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei nº 8.313/91). A natureza do espetáculo, que envolve uma produção complexa de teatro musical com grande elenco e alta exigência técnica, demanda um aporte financeiro significativo. Sem o incentivo fiscal, seria impossível sustentar dois pilares essenciais do projeto: a gratuidade integral das seis apresentações e a acessibilidade plena (física e comunicacional, incluindo Libras), que são as ferramentas de democratização cultural propostas.O projeto enquadra-se legalmente da seguinte forma:Enquadramento no Art. 1º (Finalidades do FNC):Art. 1º, Inciso I: Promove a difusão da cultura brasileira, levando uma produção cênica de alto padrão a públicos de acesso limitado.Art. 1º, Inciso II: Fomenta a produção cultural e artística independente, gerando empregos e valorizando os profissionais, especialmente artistas e técnicos negros.Objetivos Alcançados no Art. 3º (Política Nacional de Cultura):Art. 3º, Inciso I: Contribui para facilitar o livre acesso e o pleno exercício dos direitos culturais, concretizado pela oferta 100% gratuita e com acessibilidade garantida.Art. 3º, Inciso II: Promove e estimula a regionalização da produção cultural, levando o teatro musical a comunidades periféricas e escolares.Art. 3º, Inciso III: Apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações, destacando a diversidade e a representatividade negra.O uso do incentivo fiscal é, portanto, indispensável para transformar o potencial impacto social e cultural do projeto em uma realidade concreta e acessível para a população.
O espetáculo musical Dorothy: Um Lugar além de Oz será apresentado em seis sessões gratuitas no Teatro Paschoal Carlos Magno, espaço totalmente adaptado para acessibilidade física, com rampas, assentos reservados, banheiros adaptados e sinalização tátil. A duração média de cada apresentação será de 120 minutos, dividida em atos, com intervalos estratégicos para conforto do público.Equipe técnica e artística:· Direção geral e musical coordenada por profissional com experiência em teatro musical;· Elenco de atores e cantores negros, incluindo figurantes e músicos, com papéis específicos para a construção da narrativa;· Cenografia modulável, construída com materiais recicláveis e reutilizáveis;· Figurinos e adereços produzidos artesanalmente, priorizando sustentabilidade;· Iluminação cênica com tecnologia LED de baixo consumo, projetores e equipamentos de som de alta fidelidade;· Intérprete de Libras e equipe de mediação cultural para sessões inclusivas;· Sessão especial adaptada (“Sessão Azul”) voltada a diferentes sensibilidades, com ajustes de luz, som e ambiente.Recursos de comunicação e acessibilidade de conteúdo:· Materiais de divulgação digital e impressos com legendas e linguagem simples;· Produção de teasers e making-of com legendagem;· Planejamento de ações formativas como apresentações com medidas acessíveis, rodas de conversa com elenco e mediação cultural após apresentações;Logística e infraestrutura:· Montagem e desmontagem de cenário, transporte de equipamentos e figurinos;· Registro audiovisual e fotográfico das apresentações para documentação e prestação de contas;· Controle de público e distribuição de ingressos gratuitos, incluindo parcerias com escolas, coletivos culturais e instituições sociais.Entrega e comprovação:· Seis apresentações presenciais, com público estimado e participação de pessoas com deficiência;· Registro de todas as ações pedagógicas e inclusivas;· Avaliação do público e impacto social, com coleta de dados quantitativos e qualitativos para prestação de contas e relatórios finais.
O projeto propõe medidas concretas de acessibilidade física e de conteúdo, assegurando que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas, possam usufruir plenamente das atividades culturais oferecidas. A acessibilidade é compreendida não apenas como um requisito técnico, mas como parte essencial do compromisso de democratizar o acesso ao teatro musical e promover inclusão real.Acessibilidade FísicaAs apresentações do espetáculo serão realizadas no Teatro Paschoal Carlos Magno, espaço que já possui infraestrutura completa de acessibilidade. O local conta com rampas de acesso, assentos reservados para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes, banheiros adaptados, sinalização tátil e visual, além de rotas acessíveis desde a entrada até a plateia e o palco.Essas condições garantem autonomia e segurança para o público com deficiência física ou mobilidade reduzida, bem como para idosos, gestantes e pessoas com outras limitações temporárias. A equipe de produção será orientada para oferecer atendimento humanizado e prioritário, garantindo que a experiência de chegada, permanência e saída do espaço ocorra de forma acolhedora e sem barreiras.Acessibilidade de ConteúdoNo campo da acessibilidade de conteúdo, o projeto adota diferentes recursos para ampliar a compreensão e a fruição do espetáculo por pessoas com deficiências sensoriais e cognitivas.Será realizada uma sessão adaptada, denominada “Sessão Azul”, especialmente voltada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), hipersensibilidade sonora ou outras condições relacionadas à percepção sensorial. Nessa sessão, o ambiente contará com ajustes de luz e som, tempo de acolhimento estendido e equipe preparada para receber o público de maneira atenta às suas necessidades. E ainda com intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), garantindo o acesso do público surdo à compreensão integral das falas, canções e interações cênicas.Os materiais audiovisuais de divulgação, como vídeos promocionais, teasers e convites digitais serão produzidos com legendas descritivas, ampliando o acesso de pessoas surdas ou com deficiência auditiva. O projeto também prevê ações de mediação cultural acessível, nas quais os artistas e a equipe técnica dialogarão com o público após as apresentações, possibilitando trocas que ampliem a compreensão da obra, de sua estética e de seus significados, inclusive para pessoas com deficiências intelectuais ou cognitivas.
O projeto Dorothy é concebido a partir de uma ação de democratização cultural e formação de público, com o objetivo de ampliar o acesso ao teatro musical para pessoas que, historicamente, encontram barreiras econômicas, geográficas e simbólicas para vivenciar a experiência teatral. Todas as estratégias de acesso e distribuição priorizam a gratuidade, a diversidade de públicos e a ampliação do alcance social do projeto.Distribuição e Acesso Gratuito: As seis apresentações do espetáculo serão inteiramente gratuitas, sem cobrança de ingressos. A distribuição será feita por meio de retirada antecipada de ingressos, tanto de forma presencial quanto digital, garantindo o controle de público e a transparência na ocupação das vagas. Parte dos ingressos será destinada a escolas públicas, coletivos culturais, instituições sociais, comunidades periféricas e grupos organizados, assegurando que pessoas de diferentes faixas etárias e contextos sociais tenham acesso garantido.Além disso, a equipe de produção atuará em parceria com organizações locais para mobilizar o público e viabilizar o transporte de grupos que enfrentem dificuldade de deslocamento, especialmente estudantes e moradores de regiões mais afastadas do centro urbano.Ações de Mediação e Formação de Público: A proposta busca não apenas garantir acesso físico, mas também formar novos espectadores. Após a a primeira e última apresentação, serão realizadas rodas de conversa com o elenco e a equipe criativa, permitindo que o público conheça o processo de criação, os temas abordados e os bastidores da produção. Essas ações têm o propósito de ampliar o entendimento sobre o teatro musical e despertar o interesse pela linguagem cênica.Ações Complementares e Divulgação Acessível: O projeto também contará com divulgação acessível e inclusiva, com vídeos promocionais legendados e informações em linguagem simples e direta, garantindo que pessoas com deficiência auditiva, idosos e outros públicos possam compreender e participar das atividades. O objetivo é que a comunicação do projeto seja democrática desde a sua concepção, alcançando diferentes perfis e realidades.Será produzida uma versão digital resumida do espetáculo, com trechos selecionados e legendados, a ser disponibilizada gratuitamente nas redes sociais do projeto e dos parceiros institucionais. Essa ação amplia o alcance do conteúdo artístico e permite que pessoas de outras regiões possam conhecer a obra, fortalecendo o impacto cultural do projeto.Envolvimento Comunitário e Representatividade: Por meio do elenco negro e da temática voltada à diversidade e à liberdade, o espetáculo também se propõe como uma ferramenta de representação e identificação para comunidades historicamente sub-representadas no teatro musical. A presença de artistas negros em papéis de protagonismo é, por si só, uma medida de democratização simbólica, que rompe estereótipos e amplia a percepção do público sobre quem pode ocupar o palco e a narrativa.Compromisso com o Acesso Sustentável: A democratização do acesso será acompanhada de ações de registro e avaliação, que incluirão o controle de distribuição de ingressos, registro fotográfico e relatórios de público. Esses dados permitirão mensurar o alcance real da iniciativa e comprovar os resultados nas etapas de prestação de contas.
Produção executiva e direção criativa: Luka Morais Direção geral: Paulo Monttero Composição e produção musical: Piê Preparação vocal: Wendell Coreografias: Marcos Cenografia e Figurino: Jacqueline Iluminação: Andressa Assistente de produção: Miguel
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