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PRONAC 2516115Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Nosso Cinema - Mapeando Dissidências de Gênero do Audiovisual Nordeste

AGAMAVI FILMES LTDA
Solicitado
R$ 365,8 mil
Aprovado
R$ 365,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Nordeste 2025
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2026-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (12)
Maceió AlagoasCachoeira BahiaSalvador BahiaVitória da Conquista BahiaFortaleza CearáSão Luís MaranhãoJoão Pessoa ParaíbaOlinda PernambucoRecife Pernambuco

Resumo

Nosso Cinema - mapeando dissidências de gênero do audiovisual nordeste é um projeto de pesquisa multimídia voltado à preservação e valorização da memória de pessoas dissidentes de gênero no cinema nordestino. Ao mapear pessoas trans em atividade, o projeto pretende coletar, documentar e difundir as histórias, filmografias e experiências, compondo um retrato diverso e interseccional da produção do cinema nordestino. Esse registro, que inclui pesquisa textual,vídeos, podcasts e conteúdos para redes sociais, será compartilhado gratuitamente, ampliando o conhecimento e a presença dessas histórias na sociedade. Os programas serão veiculados no Youtube e no Spotify, já os perfis das pessoas realizadoras, serão publicados num site que permaneça funcionando mesmo após a vigência do projeto. O projeto não se limita a ser uma prestação de serviços à sociedade em que vivemos, mas garante que as futuras gerações terão acesso aos nomes e aos trabalhos realizados por pessoas transexuais.

Sinopse

"Nosso Cinema – Mapeando Dissidências de Gênero do Audiovisual Nordeste" é um projeto de pesquisa e difusão que reunirá e registrará as trajetórias de profissionais trans e pessoas dissidentes de gênero do audiovisual atuantes nos nove estados do Nordeste. O mapeamento abrangerá toda a região, com visitas presenciais a dez cidades que possuem centros de pesquisa, universidades e cursos de cinema, incluindo a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Potiguar (RN), Centro Estadual de Artes da Paraíba, Transversalidades – Curso de Cinema (PI), Curso de Cinema e Audiovisual de Olinda (PE), Escola de Cinema do Maranhão(MA) e encontro com membros do Fórum de Cinema e Audiovisual de Alagoas(AL). Nessas instituições, além das entrevistas para a pesquisa, será realizado um bate-papo sobre representação trans na atuação e nos bastidores do audiovisual, aberto a estudantes e comunidade acadêmica. Também serão realizadas entrevistas online, por videoconferência ou e-mail, com organizadorus e curadorus de festivais como Festival Guarnicê(MA), Curta Taquary(PE), Festival de Cinema de Triunfo(PE), Panorama Coisa de Cinema(BA), Curta na Serra(PB), entre outros.O conteúdo coletado dará origem a nove episódios, sendo um para cada estado do Nordeste, publicados em vídeo no YouTube e em áudio no Spotify, além de perfis individuais das pessoas mapeadas em um site de acesso público, que permanecerá ativo após a conclusão do projeto. Os perfis conterão foto, mini biografia, filmografia e informações de contato. As redes sociais do projeto também serão utilizadas para difusão, com publicação de cards informativos, vídeos curtos e reels. Como ação formativa, será realizada uma masterclass online voltada a pessoas dissidentes de gênero interessadas em ingressar no audiovisual, com foco em escrita e realização de filmes independentes. Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

Objetivo geralRealizar um mapeamento das dissidências de gênero no audiovisual nordestino, registrando, organizando e difundindo a produção de profissionais trans em atividade, de modo a ampliar a visibilidade dessas trajetórias e fortalecer sua inserção no patrimônio cultural brasileiro, através de séries de entrevistas em formato de podcast e bate-papos em centros universitários. Coletar filmografias, registros e disponibilizar o material coletado a pesquisadores e instituições culturais, ampliando as fontes de consulta sobre o tema.Objetivos EspecíficosProduzir nove episódios de vídeo e podcast, com entrevistas, presenciais e online, de realizadorus e pesquisadorus, um por estado, veiculados gratuitamente em plataformas digitais.Criação de um site responsivo com os perfis das pessoas mapeadas, garantindo sua permanência após o término do projeto, com identificação e catalogação de profissionais trans (mulheres, homens e o guarda-chuva do não conformismo de gênero) do audiovisual em atividade nos estados do Nordeste.Criação de um perfil no Instagram com cards e informações sobre profissionais mapeados pelo projeto.Realização de 10 bate-papos em universidades e centros de pesquisa visitados, discutindo representação trans no audiovisual.Oferecimento de uma masterclass gratuita para pessoas dissidentes de gênero interessadas em escrita e realização cinematográfica.

Justificativa

NOSSO CINEMA é um projeto relevante ao abordar a ausência de registros sistemáticos e de visibilidade de pessoas dissidentes de gênero no audiovisual nordestino. Embora exista um crescimento na presença de pessoas trans na produção audiovisual, ainda persistem barreiras estruturais relacionadas ao acesso a recursos, redes de contato e espaços de exibição. A proposta contribui para a construção de um panorama mais democrático, equitativo, reunindo dados e informações que permitam compreender e divulgar a produção artística de mulheres e homens trans, travestis e não conformistas de gênero da região.A iniciativa nasceu em 2022, quando foi realizado, por Hilda Lopes Pontes,através do edital Cultura na Palma da Mão, o mapeamento de realizadoras do audiovisual soteropolitano, listando, entrevistando e divulgando o trabalho de 51 cineastas da cidade de Salvador. Com a ampliação para o Nordeste, a pesquisa irá abranger profissionais atuantes nos nove estados, com foco em identificar trajetórias, filmografias, processos de trabalho e desafios enfrentados e, desta vez, o enfoque será em dissidências de gênero.Normalmente, em estudos de gênero e em contextos de movimentos sociais, "dissidências de gênero" é um termo guarda-chuva para se referir a pessoas cuja identidade ou expressão de gênero foge às normas de gênero cis-heteropatriarcais. Isso inclui, por exemplo:Homens e mulheres transPessoas não-bináriasPessoas de gênero fluidoTravestisOutras identidades que não correspondem à cisgeneridade normativaO projeto parte da constatação de que não existem registros sistematizados e de fácil acesso sobre a atuação de pessoas dissidentes de gênero no audiovisual nordestino. As informações sobre profissionais trans, travestis, não bináries e de gênero-fluido do audiovisual são dispersas, muitas vezes restritas a círculos locais ou a registros pontuais em festivais e redes sociais, o que dificulta a construção de um panorama histórico e atual. Essa ausência de dados impede a formulação de políticas públicas específicas, reduz as possibilidades de pesquisa acadêmica e mantém a baixa visibilidade dessas produções.No campo audiovisual, a invisibilidade da população LGBTQIAPN+ é agravada pela exclusão histórica das pessoas trans de processos de formação, redes de produção e espaços de exibição. Mesmo quando suas obras chegam ao público, raramente seus nomes e trajetórias são devidamente documentados. Existem iniciativas importantes como a APTA _ Associação de Profissionais Trans do Audiovisual _, que atua na articulação e visibilidade desses profissionais, mas que ainda não conta com um registro formal, organizado e público que sistematize dados sobre quem são, onde atuam e quais obras realizam. A proposta busca suprir essa lacuna por meio de um mapeamento abrangente em todos os estados do Nordeste, com coleta de dados que identifique quem são essas pessoas, quais obras realizaram, em quais contextos atuam e quais desafios enfrentam. Serão realizadas entrevistas presenciais e remotas com cineastas, visitas a dez cidades com universidades, cursos de cinema e centros culturais, além de consultas a acervos e bibliotecas. Também serão entrevistades organizadorus e curadorus de festivais, a fim de compreender como se dá a inserção de dissidências de gênero no circuito de exibição.O projeto prevê a organização e disponibilização desses dados em um site responsivo que permanecerá ativo após a execução, garantindo que pesquisadores, estudantes, profissionais do audiovisual e o público em geral tenham acesso a informações consolidadas. Além do site, os resultados serão divulgados em formatos de vídeo no YouTube e podcast no Spotify, ampliando os canais de acesso e favorecendo diferentes perfis de público. Ainda existe também a relevância de registrar e difundir a produção de pessoas trans e de outras dissidências de gênero na região Nordeste também está ligada ao contexto territorial. Além do apagamento histórico vivido por essa população, há uma camada adicional de invisibilidade quando se trata de artistas fora do eixo Sudeste-Sul, que concentra maior parte dos recursos, oportunidades e visibilidade midiática. Muitas personalidades queer da região, mesmo com trajetórias consistentes e obras relevantes, permanecem desconhecidas em escala nacional e, por vezes, até dentro de seus próprios estados. Esse cenário reforça a necessidade de iniciativas que, a partir do território nordestino, reconheçam, organizem e tornem acessíveis as narrativas e produções dessas pessoas, garantindo que não fiquem restritas a circuitos limitados e que possam integrar de forma efetiva o patrimônio cultural brasileiro. Ao documentar e difundir essas trajetórias, o projeto contribui para a construção de um acervo que fortalece a memória do audiovisual nordestino e amplia o alcance das produções de pessoas dissidentes de gênero. O registro dessas histórias também cria referências para novas gerações e oferece subsídios para instituições culturais, universidades e órgãos públicos desenvolverem ações de fomento onde pessoas trans não sejam invisibilizadas e/ou apagadas da história do audiovisual brasileiro. A proposta se enquadra nos incisos I e II do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, ao contribuir para o estímulo à produção, difusão e preservação de bens culturais e à valorização da identidade e da diversidade cultural brasileira. Além disso, responde diretamente a diversos objetivos previstos no Art. 3º, especialmente os incisos I, II, III, V e VII: contribuir para a liberdade de expressão e criação artística; preservar e difundir o patrimônio cultural nacional; estimular a produção cultural regional e independente; desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos; e possibilitar formas de acesso aos bens culturais por todos os segmentos da população. Ao buscar sistematizar e dar visibilidade à produção audiovisual de pessoas dissidentes de gênero no Nordeste, o projeto não apenas preserva a memória e o legado dessas trajetórias, mas também democratiza o acesso à cultura, promove equidade e reforça o compromisso com os direitos culturais em sua dimensão mais inclusiva.No campo do audiovisual, no Brasil e no mundo, as pessoas trans enfrentam ameaças à própria existência: são assassinadas, ridicularizadas e impedidas de viver com dignidade. Dados oficiais mostram que o país lidera há anos o número de mortes de pessoas trans. Em 2023, pelo menos 257 LGBTQIA+ foram assassinades, sendo 127 trans e travestis. Essa violência sistemática reforça a urgência de iniciativas que se oponham ao sistema que deseja o desaparecimento de todo indivíduo que fuja à cisgeneridade. Já a adoção do nome "dissidências de gênero" visa incluir expressamente pessoas trans masculinas, não bináries e de gênero fluido, identidades frequentemente ignoradas ou excluídas de iniciativas inclusivas. Termina que, esses indivíduos ficam à margem no universo cis e, muitas vezes, na comunidade queer. Artigos acadêmicos apontam que, por essas invisibilizações, 72,3% dos jovens trans e não bináries enfrentam ideação suicida e 42,7% já tentaram o suicídio (dados retirados da National Library of Medice). Esse cenário reforça a necessidade de dar visibilidade e voz a todes dentro do espectro trans, principalmente as identidades que sofrem exclusão dupla: por serem trans e por estarem fora do eixo tradicional mediático.

Estratégia de execução

Continuação acessibilidade: Produto: Contrapartidas Sociais (Masterclasse)a. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:O formato será online.b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência visual:i. Audiodescrição de conteúdo apresentado, se necessário.Para pessoas com deficiência auditiva:i. Tradução Simultânea em LIBRAS ii. Legendagem descritiva das postagens no Instagram que tratem sobre a masterclass;iv. Legendagem de vídeos que tratem sobre a masterclass.

Especificação técnica

Mapeamento de pessoas trans, não bináries e outras dissidências de gênero que atuam no audiovisual nordestino.Estrutura: Coleta de informações através de entrevistas presenciais e remotas, além de formulários abertos para inscrição voluntária. Esses conteúdos serão organizados em banco de dados digital e planilha, que servirá de base para construção do site.Material: As entrevistas presenciais terão registro com câmera digital em alta resolução e microfone de lapela ou boom. As entrevistas online serão gravadas em serviço de videoconferência, com backup automático. O material será armazenado em nuvem e HD físico.Site com perfis catalogadosEstrutura: Responsivo e estruturado em páginas de fácil navegação. Cada perfil conterá foto, mini biografia, filmografia e contato, além de links para materiais complementares.Duração: Hospedagem garantida por pelo menos 2 anos após o término do projetoMaterial: Construtor de site WordPress ou similar, ferramentas de acessibilidade digital (uso de contraste, descrição de imagens, legendas, navegação por teclado) e serviço de hospedagem de site.Vídeo e PodcastEstrutura: Entrevistas coletivas e individuais com até três realizadorxs por bloco. Os vídeos finais terão legenda em português, janela de LIBRAS e audiodescrição. O áudio será disponibilizado em formato MP3 e publicado no Spotify. Cada episódio será exportado em dois formatos: Um para veiculação no YouTube (MP4 em alta resolução) e outro adaptado ao podcast.Duração: Nove episódios, cada um com duração aproximada entre uma a duas horasMaterial: Serviço Google Meet ou similar, software de edição. O material será armazenado em nuvem e HD físico.Bate-papos presenciais em universidades e centros de pesquisaEstrutura: Mesas compostas por três a quatro convidados entre realizadorxs, pesquisadorxs e estudantes. Formato de roda de conversa, com perguntas mediadas e espaço para participação da plateia. A previsão de público é de vinte a cinquenta participantes por atividade, variando de acordo com cada instituição visitada. As instituições contempladas incluem universidades federais e estaduais, cursos independentes e fóruns de cinema.Duração: Nove bate-papos com duração média de duas horas cada.Masterclass OnlineEstrutura: A masterclass será realizada de forma remota, gravada para posterior disponibilização, e contará com intérprete de Libras, legendagem e audiodescrição. A primeira parte abordará processos de escrita, desenvolvimento e estruturação de roteiros independentes. A segunda parte tratará de aspectos práticos da realização cinematográfica, como captação, produção e distribuição.Duração: Quatro horas dividida em dois módulosMaterial: Serviço de chamada de vídeo como Google Meet ou similar com armazenamento em nuvem.Publicações em Redes SociaisEstrutura: Serão produzidos 72 cards informativos, destacando perfis das pessoas mapeadas. Também serão publicados 36 reels com trechos das entrevistas e conteúdos complementares. Cada publicação terá versão com descrição de imagem e legendas.Duração: Publicações distribuídas ao longo de 12 mesesMaterial: Softwares de edição de vídeo e de design gráfico como Canva e PhotoshopRelatórios Técnicos para Instituições CulturaisEstrutura: Esses relatórios incluirão a planilha com dados organizados, estatísticas do mapeamento, transcrições das entrevistas e links para os episódios. O objetivo é que esse material sirva como fonte para pesquisadorxs, agentes públicos e demais interessadxs em políticas culturais.Promoção da diversidade do público beneficiário (10 pontos): Projeto focado no público LGBTQIAPN+ com foco em Trans e Travestis do audiovisual no Nordeste

Acessibilidade

A acessibilidade comunicacional será garantida por meio de recursos que permitam a participação de pessoas com deficiência auditiva e visual. Todos os vídeos publicados no YouTube terão janela de Libras, legendas em português e audiodescrição. O conteúdo de imagem no Instagram trará legendas descritivas com a hashtag #paratodesverem, e os reels contarão com audiodescrição, legendagem e Libras. Os podcasts serão publicados no Spotify, que oferece mecanismo de transcrição automática para pessoas surdas e ensurdecidas.A acessibilidade atitudinal será promovida por meio da contratação de profissionais com deficiência para integrar a equipe do projeto e da realização de uma formação de conscientização com toda a equipe técnica e de produção. Essa formação será conduzida por consultoria especializada em acessibilidade, abordando práticas inclusivas e respeito a todas as identidades de gênero, orientações sexuais e condições físicas. O objetivo é garantir que todos os processos de trabalho e interação com participantes sejam conduzidos de forma acolhedora, ética e livre de barreiras atitudinais.Já a acessibilidade arquitetônica será observada nas atividades presenciais realizadas em universidades, centros culturais e espaços parceiros, priorizando locais com rampas de acesso, banheiros adaptados e circulação adequada para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Na impossibilidade de garantir essas condições em determinados espaços, serão providenciadas alternativas, como a realização das atividades de forma remota ou em locais que ofereçam infraestrutura adequada. Inventário de Patrimônio Imaterial / Festival, bienal, festa ou feira de Bem Imaterial - Registroa. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:i. Disponibilização de infraestrutura (rampas, elevadores e barras laterais) e adaptação de espaços/equipamentos com o objetivo de priorizar ou facilitar o acesso;i. Infraestrutura e adaptação de espaços para acessoAs atividades presenciais do projeto serão realizadas em universidades, instituições de ensino e espaços formativos distribuídos por diferentes estados do Nordeste, conforme listado abaixo, priorizando auditórios, salas de uso coletivo e espaços culturais que já disponham de condições mínimas de acessibilidade arquitetônica.Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) A UFRB possui a Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (PROPAAE) e ações institucionais voltadas à acessibilidade, incluindo adequações arquitetônicas progressivas em seus campi, com presença de rampas, rotas acessíveis e sanitários adaptados em prédios de uso coletivo, especialmente nos espaços destinados a atividades acadêmicas e culturais.Universidade Federal do Ceará (UFC) A UFC conta com a Secretaria de Acessibilidade (UFC Inclui), responsável por políticas institucionais de inclusão. Os campi possuem auditórios e edifícios com rampas, elevadores e sanitários adaptados, sobretudo nos prédios mais recentes e nos espaços destinados a eventos públicos.Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) A UESB dispõe de ações institucionais voltadas à acessibilidade e permanência estudantil, com adaptações arquitetônicas em prédios de uso coletivo, incluindo rampas de acesso, circulação facilitada e sanitários adaptados, especialmente em auditórios e áreas administrativas.Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) A UFPE possui o Núcleo de Acessibilidade (NACE), que atua na promoção da acessibilidade física, pedagógica e comunicacional. Seus campi contam com infraestrutura acessível em diversos prédios, incluindo rampas, elevadores, pisos táteis em áreas específicas e banheiros adaptados, com destaque para os espaços destinados a eventos acadêmicos e culturais.Universidade Federal de Sergipe (UFS) A UFS mantém a Divisão de Ações Inclusivas (DAIN), responsável por políticas de acessibilidade. Os espaços de uso coletivo da universidade apresentam adequações arquitetônicas como rampas, sanitários adaptados e circulação acessível, especialmente nos auditórios e centros de convivência.Universidade Potiguar (UnP – Rio Grande do Norte) Instituição privada integrante de rede educacional, a UnP segue as exigências legais de acessibilidade para instituições de ensino superior, dispondo de rampas de acesso, elevadores e sanitários adaptados em seus campi, especialmente nos prédios destinados a atividades acadêmicas e eventos abertos ao público.Centro Estadual de Artes da Paraíba Equipamento público estadual voltado à formação e difusão cultural, o Centro Estadual de Artes da Paraíba conta com infraestrutura de acesso em áreas de circulação e espaços expositivos, incluindo rampas e adequações básicas para acesso de pessoas com mobilidade reduzida, conforme diretrizes dos equipamentos culturais públicos do estado.Transversalidades – Curso de Cinema (Piauí) Curso livre realizado em espaços parceiros de formação e cultura, com escolha de locais que apresentem acesso em nível térreo ou com rampas, sanitários acessíveis e circulação facilitada. A seleção dos espaços será condicionada à verificação prévia das condições arquitetônicas de acesso.Curso de Cinema e Audiovisual de Olinda (Pernambuco) Curso realizado em espaços culturais e educacionais da cidade de Olinda, priorizando locais com acesso em nível, rampas e infraestrutura básica de acessibilidade, especialmente em salas de aula coletivas e espaços de exibição.Escola de Cinema do Maranhão (Maranhão) Instituição voltada à formação audiovisual, com atividades realizadas em espaços educacionais e culturais que contam com adaptações arquitetônicas compatíveis com normas de acessibilidade, como rampas de acesso, circulação ampla e sanitários adaptados em áreas de uso comum.Encontro com membros do Fórum de Cinema e Audiovisual de Alagoas (Alagoas) Os encontros serão realizados em espaços institucionais e culturais parceiros, selecionados a partir da disponibilidade de acessos em nível, rampas e áreas de circulação acessíveis, garantindo a participação de pessoas com mobilidade reduzida.De modo transversal, o projeto adotará como critério a priorização de espaços acessíveis já existentes, reconhecendo que universidades e equipamentos culturais apresentam diferentes estágios de adequação arquitetônica, especialmente em prédios mais antigos, mas assegurando que as atividades ocorram em ambientes que permitam o acesso e a permanência do público.b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência visual:i. Recurso “Read Aloud” para o site (transforma texto em voz naturalizada);Para pessoas com deficiência auditiva:i. Tradução Simultânea em LIBRAS dos VideoCasts e do evento de lançamento do site;ii. Recurso “acessível com VLIBRAS” no site;iii. Legendagem descritiva das postagens no Instagram;iv. Legendagem de vídeos.Para pessoas com deficiência intelectual e autistas:i. Consultoria inclusiva ao longo das atividades com uso de “Linguagem Simples” (recurso da acessibilidade cognitiva, criado para facilitar a comunicação daspessoas com deficiência intelectual);ii. Disponibilização de cadeiras na primeira fileira para pessoas com TEA e seu acompanhante em locais com iluminação amena, menos barulho ou aglomerações.Fast pass em filas de acesso (acesso pela saída);iii. Disponibilização de protetores auriculares para diminuição de ruído para pessoas com TEA.

Democratização do acesso

O projeto garante ampla democratização de acesso por meio da disponibilização gratuita de todos os seus produtos em plataformas digitais de alcance público e irrestrito. Os episódios em vídeo serão publicados no YouTube, com recursos de acessibilidade (Libras, legendas e audiodescrição), e os podcasts estarão no Spotify, com transcrição automática. Os perfis das pessoas mapeadas estarão disponíveis em um site responsivo e gratuito, que seguirá ativo mesmo após a vigência do projeto. Como medida adicional de formação e acesso, será realizada uma masterclass online gratuita, voltada a pessoas trans e dissidentes de gênero interessadas em atuar no audiovisual, com transmissão ao vivo e posterior disponibilização do conteúdo gravado. Além disso, os bate-papos presenciais nas instituições visitadas serão abertos, sem cobrança de ingresso, aos integrantes das instituições, favorecendo a circulação do conhecimento e a aproximação entre realizadorxs e comunidades acadêmicas e culturais. Essa conexão é essencial para impulsionar políticas de inclusão e consolidar um legado no audiovisual brasileiro. A criação de uma rede de profissionais trans e dissidentes de gênero atuantes no Nordeste fortalece a visibilidade coletiva, amplia as possibilidades de articulação e fomenta colaborações entre territórios historicamente marginalizados. Medidas que serão adotadas no projeto, conforme artigo 47 da IN 23/2025III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;VIII - estabelecer parceria visando à formação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público;X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura.

Ficha técnica

HILDA LOPES PONTES (Pessoa não binária) - Direção e Pesquisa SêniorDiretore, roteirista, preparadore de elenco e coordenadore de labs e festivais, Hilda Lopes Pontes é Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia. Sócie fundadore da Olho de Vidro Produções, escreveu e/ou dirigiu dez curtas entre 2017 e 2025, selecionados em mais de 200 festivais, incluindo Mostra de Tiradentes, Cine PE e Festival de Cinema de Triunfo, com 20 prêmios acumulados. Atualmente, desenvolve quatro longas-metragens de ficção, entre eles Melissa e Antônia Fugiram de Casa, que passou pelo Grupo de Desenvolvimento de Projetos do Marieta (SP). Idealizou e dirige a Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, criada em 2017, que caminha para sua nona edição com foco em filmes dirigidos por mulheres e pessoas não binárias. Em 2022, concebeu o projeto Nosso Cinema, mapeando e entrevistando diretoras soteropolitanas; em 2025, ampliou a iniciativa para todo o estado da Bahia, com videocasts, podcasts e publicações digitais. No mesmo ano, criou e lançou o LABQUEER – laboratório de roteiro para pessoas LGBTQIAPN+, atualmente em captação para sua segunda edição. Também roteirizou três séries realizadas por meio de editais públicos: Você Me Vira a Cabeça , Maria & Luiza, e Fissura. Participou de duas edições do laboratório de desenvolvimento de roteiros do Projeto Marieta com os filmes Melissa e Antônia Fugiram de Casa e Menino ou Menina? Desde 2018, atua como curadore e júri de festivais e mostras como Mostra das Minas (2018), Fantasnoia (2021), Festival Boca do Inferno (2022), Podponto Cine (2024) e Curta Bahia (2024). Em 2024, foi pareceriste da Lei Paulo Gustavo no Mato Grosso do Sul, da PNAB em Pernambuco e dos editais audiovisuais da Fundação Araguaiana. Ministra oficinas e cursos desde 2018, incluindo: Curso de Cinema Independente Olho de Vidro, Matura Cine – Aprendendo Cinema Depois dos 50, Oficina de Interpretação no Audiovisual para Crianças e Atuando para Câmera. RAFA BECK (Pessoa não binária) - Produção e Pesquisa sêniorRafa Beck é mestre em Cinema e Narrativas Sociais (PPGCINE-UFS/SE) e graduade em Cinema e Audiovisual (UFRB/BA), onde iniciou suas pesquisa sobre cinema latinoamericano e sonoplastia no audiovisual. Iniciou seu trabalho como diretor de som, captador de som direto e edição de som. Paralelamente, realizou produção executiva. Desempenhou essas funções em produções audiovisuais nos formatos de curta, média e longa-metragem, web-série e série de TV, também atuou em etapas de desenvolvimento, produção e pós-produção de diversos projetos. Colaborou como produtore executive na Olho de Vidro Produções e na 242 Filmes. Atualmente é Assessore da Lei Paulo Gustavo e da PNAB (Cliclos I e II) no município de Luís Eduardo Magalhães e dirige e roteiriza seus primeiros filmes: Cleó aos 70 (curta/doc, em finalização), Mãe Cléo (longa/doc, em produção) e Cajazeiras: TerreiroCity (longa/doc&anima, em desenvolvimento).PATRÍCIA FREITAS (Mulher Cis negra) - Pesquisa JuniorPatrícia Freitas (Roteirista) é Mestra em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), bacharel em Letras/Inglês pela UFBA, com Formação Pedagógica-Língua Portuguesa em curso na Estácio de Sá, também cursei Direito (UFBA) e participei de projetos de assessoria jurídica e educação popular com movimentos sociais. Tenho sido professora em instituições públicas e privadas de ensino, tais como: escolas, em aulas de Literatura, Língua Portuguesa e leitura de produções artísticas; universidades, a exemplo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde ministrei as disciplinas Conhecimento, Ciência e Realidade, Universidade, Sociedade e Ambiente e Tópicos Especiais em Saúde para estudantes dos cursos de Psicologia, Medicina, Bacharelado Interdisciplinar em Saúde e Nutrição. Pesquisadora, estudo produção de discursos e imagens em articulação com questões de saúde mental e relações étnico-raciais. Também revisora nas áreas de Letras, Artes e Ciências Humanas. Desde 2013, integro o "Corpos Indóceis, Mentes Livres", oficinas de criação literária com mulheres em situação de encarceramento no Complexo Penitenciário Lemos de Brito, em Salvador, Bahia, projeto coordenado pela Professora Doutora Denise Carrascosa (Instituto de Letras/UFBA). E, ainda, atuo enquanto realizadora de audiovisual com mais de duas décadas de experiência em documentários; nos últimos anos, trabalhei como assistente de direção na série "Enredos da liberdade" em exibição no Globoplay e pesquisadora da série "Histórias submersas", exibida na TVE Bahia, dentre outras.RASTRICINHA DORNELES (Travesti) - Pesquisa JuniorRealizadora, aos 16 anos participou do curta "NOVAMENTE”, com o curso de rádio-tv da UFRJ e da ONG Grupo - Arco-íris. No mesmo ano foi do júri jovem do festival de curtas do Rio. Atuou em Latifúndio de Éri Sarmet, produziu o próprio pós porno “#GAYPRIDE” exibido na exposição Salão Vermelho da galeria Ateliê Sanitário. Realizou UMA DANÇA PARA AS MOÇAS para o festival de artes negras da região dos lagos, a fotonovela “Ensaio da Mulher Macaia” como trabalho final do laboratório afroameríndio da GATO MÍDIA. Em 2023 finaliza seu curta documentário, Erê: Criança no axé e no mesmo ano, o WIP, Vencer o Medo do Fim, que está em fase de pós-produção. Parecerista para SPcine na Paulo Gustavo da cidade de São Paulo, Curadora do FRAPA 2024 e do FAM 2024, onde também atuou como tutora do rally. Contemplada para produção do curta "Parla Italiano” no edital SESC PULSAR 2024/25. Presidenta da Associação de Profissionais Trans do Audiovisual (APTA) na gestão de 2024. Premiada na categoria audiovisual em terceiro lugar no edital municipal de Macaé/RJ da PNAB em 2024. Finalista da edição de 2025 do programa “Narrativas Negras Não Contadas” da WBD. Atualmente é coordenadora de grupos no Projeto Marieta.JUNO FAIAL (Homem trans) - DesignJuno Faial é ilustrador e designer gráfico, formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atua nas áreas de comunicação visual e design editorial, com foco na diagramação e no desenvolvimento de projetos gráficos para livros e marcas. Paralelamente, dedica-se à produção artística autoral, na criação de criaturas fantásticas, explorando universos de fantasia e horror.Klaus HASTENREITER (Homem Cis bissexual) - EDIÇÃO E MONTAGEMDiretor, ator e roteirista, membro da ABRA - Associação Brasileira dos Autores Roteiristas, da APC - Associação de Produtores e Cineastas da Bahia, escreveu, dirigiu e produziu cerca de 20 curtas-metragens selecionados em mais de 500 festivais de cinema nacionais e internacionais, onde somam-se mais de 70 prêmios em sua carreira. Entre eles “Não Falo com Estranhos” (2017), filme que conquistou 11 prêmios em mostras competitivas como o XXI CINE PE (Melhor Direção) e O XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema (Melhor Curta Baiano pelo Júri Jovem), “Mamãe” (2021), projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc no ano de 2021, vencedor do prêmio de Melhor Filme pela Associação de Produtores e Cineastas da Bahia e “Solange não veio hoje” (2024) que conquistou 11 prêmios, entre eles o de Melhor Roteiro no Festival de Paraty. Na área de edição e montagem, trabalhou em 10 curtas-metragens, sendo premiado pelos filmes “In-Passe” (2021) e “Ataques Psicotrônicos” (2024).É co-roteirista em quatro longas-metragens em estágios de desenvolvimento e captação de recursos: “Meninos de Cinema”, “Borderô” e “Júlia”, selecionados pelo PANLAB nos anos de 2018, 2019 e 2020, em parceria com Hilda Lopes Pontes, e “Filho de Peixe”, escrito em parceria com Calebe Lopes. Desenvolveu três séries de televisão entre 2020 e 2024, sendo elas “Vida de Artista”, selecionada pelo laboratório Usina do Drama em 2021, “Maria e Luiza”, contemplada pelo edital Salcine 2023 e “Brenda”, série de ficção científica baiana.

Providência

SITUAÇÃO CORRIGIDA AUTOMÁTICAMENTE PELO SISTEMA. PROJETO SEM CAPTAÇÃO DE RECURSOS.

Teresina Piauí
Natal Rio Grande do Norte
Aracaju Sergipe